30 DE JULHO DE 2023 – XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM
30 de julho de 2023LITURGIA DE 01 DE AGOSTO DE 2023 – MEMÓRIA DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO BISPO E DOUTOR
1 de agosto de 2023Néctar espiritual extraído da Liturgia Diária de 31/07/2023
Essas santas palavras nos convidam de forma especial a assumir o compromisso, na primeira leitura (Ex 32,15-25.30-34), de atuar com consciência das graves consequências que são geradas pelo pecado, cumprindo enfrentar com firmeza os disparates do povo inclinado ao mal e não dar rédeas soltas aos desvarios desenfreados. No Salmo Responsorial (105), a louvar o Senhor porque ele é bom e sua misericórdia é eterna, sendo felizes os que observam seus preceitos e persistem em fazer o que é reto – e infelizes os que caem nas armadilhas do maligno e atuam com comportamentos dissonantes dos preceitos divinos. O santo Evangelho (Mt 13,31-35) insta-nos à tomada de consciência de que o Reino dos Céus é prolífico, sendo – apesar de sua simplicidade e aparente insignificância – destinado a crescer vigorosamente; a gerar grandes e benéficas transformações onde é levado, cumprindo-nos, por dever de suprema caridade, nos empenhar com todas as nossas forças e da melhor forma que pudermos na ação missionária de levá-lo a todos, a exemplo de Santo Inácio de Loyola.
Biografia
Inácio nasceu em Loyola, Espanha, em 1491. Ferido durante o cerco de Pamplona, durante a sua convalescença fez uma experiência de discernimento e conversão que estaria na base dos Exercícios Espirituais, que comporia anos mais tarde. Junto com um grupo de amigos, fundou a Companhia de Jesus em 1534, em Montmartre, na França. Teve importante papel na Contrarreforma e na evangelização do Novo Mundo, então recém-descoberto. Faleceu em Roma em 31 de julho de 1556.
Antífona da entrada
– Ao nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos, e toda língua proclame, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor. -Fl 2,10-11
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia (Coleta)
– Ó Deus, que suscitastes em vossa Igreja Santo Inácio de Loyola para propagar a maior glória do vosso nome, fazei que, auxiliados por ele, imitemos seu combate na terra, para partilharmos no céu sua vitória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Ex 32,15-24.30-34
Salmo Responsorial: Sl 105
– Como eu amo, ó Senhor, vossa lei, vossa palavra!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Deus nos gerou pela palavra da verdade como primícias de suas criaturas. –Tg 1,18
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: (Mt 13,31-35)
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!
Ensinamentos
As santas palavras desta Liturgia Diária ensinam em especial, na primeira leitura, sobre o que narrou o escritor sagrado (Ex 32,15-25.30-34): 15.Moisés desceu da montanha segurando nas mãos as duas tábuas da lei, que estavam escritas dos dois lados, sobre uma e outra face. 16. Eram obra de Deus, e a escritura nelas gravada era a escritura de Deus. 17.Ouvindo o barulho que o povo fazia com suas aclamações, Josué disse a Moisés: “Há gritos de guerra no acampamento!” 18.“Não, respondeu Moisés, não são gritos de vitória, nem gritos de derrota: o que ouço são cantos.” 19.Aproximando-se do acampamento, viu o bezerro e as danças. Sua cólera se inflamou, arrojou de suas mãos as tábuas e quebrou-as ao pé da montanha. 20.Em seguida, tomando o bezerro que tinham feito, queimou-o e esmagou-o até reduzi-lo a pó, que lançou na água e a deu de beber aos israelitas. 21.Moisés disse a Aarão: “Que te fez este povo para que tenhas atraído sobre ele um tão grande pecado?” 22. Aarão respondeu: “Não se irrite o meu senhor. Tu mesmo sabes o quanto este povo é inclinado ao mal. 23.Eles disseram-me: faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque este Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele. 24.Eu lhes disse: Todos aqueles que têm ouro, despojem-se dele! E mo entregaram: joguei-o ao fogo e saiu esse bezerro.” 25.Moisés viu que o povo estava desenfreado, porque Aarão tinha-lhe soltado as rédeas, expondo-o assim à mofa de seus adversários. […] 30.No dia seguinte, Moisés disse ao povo: “Cometestes um grande pecado. Mas vou subir hoje ao Senhor; talvez obtenha o perdão de vossa culpa.” 31.Moisés voltou junto do Senhor e disse: “Oh, esse povo cometeu um grande pecado: fizeram para si um deus de ouro. 32.Rogo-vos que lhes perdoeis agora esse pecado! Senão, apagai-me do livro que escrevestes.” 33.O Senhor disse a Moisés: “Aquele que pecou contra mim, este apagarei do meu livro. 34.Vai agora e conduze o povo aonde eu te disse: meu anjo marchará diante de ti. Mas, no dia de minha visita, eu punirei seu pecado.”
O Salmo Responsorial oportuniza-nos fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 105): 1.Aleluia. Louvai o Senhor porque ele é bom, porque a sua misericórdia é eterna. 2.Quem contará os poderosos feitos do Senhor? Quem poderá apregoar os seus louvores? 3.Felizes aqueles que observam os preceitos, aqueles que, em todo o tempo, fazem o que é reto. 4.Lembrai-vos de mim, Senhor, pela benevolência que tendes com o vosso povo. Assisti-me com o vosso socorro, 5.para que eu prove a felicidade de vossos eleitos, compartilhe do júbilo de vosso povo e me glorie com os que constituem vossa herança. 6.Como nossos pais, nós também pecamos, cometemos a iniquidade, praticamos o mal. 7.Nossos pais, no Egito, não prezaram os vossos milagres, esqueceram a multidão de vossos benefícios e se revoltaram contra o Altíssimo no mar Vermelho. 8.Mas ele os poupou para a honra de seu nome, para tornar patente o seu poder. 9.Ameaçou o mar e ele se tornou seco, e os conduziu por entre as ondas como através de um deserto. 10.Livrou-os das mãos daquele que os odiava, e os salvou do poder inimigo. 11.As águas recobriram seus adversários, nenhum deles escapou. 12.Então acreditaram em sua palavra, e cantaram os seus louvores. 13.Depressa, porém, esqueceram suas obras, e não confiaram em seus desígnios. 14.Entregaram-se à concupiscência no deserto, e tentaram a Deus na solidão. 15.Ele lhes concedeu o que pediam, mas os feriu de um mal mortal. 16.Em seus acampamentos invejaram Moisés e Aarão, o eleito do Senhor. 17.Abriu-se a terra e tragou Datã, e sepultou os sequazes de Abiron. 18.Um fogo devassou as suas tropas e as chamas consumiram os ímpios. 19.Fabricaram um bezerro de ouro no sopé do Horeb, e adoraram um ídolo de ouro fundido. 20.Eles trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno. 21.Esqueceram a Deus que os salvara, que obrara prodígios no Egito, 22.maravilhas na terra de Cam, estupendos feitos no mar Vermelho. 23.Já cogitava em exterminá-los se Moisés, seu eleito, não intercedesse junto dele para impedir que sua cólera os destruísse. 24.Depois, eles desprezaram uma terra de delícias, desconfiados de sua palavra. 25.Em suas tendas se puseram a murmurar, e desobedeceram ao Senhor. 26.Então, com a mão alçada, ele jurou que havia de prostrá-los no deserto 27.e dispersar sua descendência entre as nações pagãs, disseminando-os por toda a terra. 28.Aderiram também ao Baal de Fegor, comeram vítimas oferecidas a deuses sem vida. 29.E, provocando-o com seus crimes, uma peste irrompeu entre eles. 30.Mas levantou-se Finéias para fazer justiça; cessou a peste. 31.Seu zelo lhe foi imputado como mérito, de geração em geração, para sempre. 32.Em seguida, irritaram a Deus nas águas de Meribá, e adveio o mal a Moisés por causa deles. 33.Porque o provocaram tanto, palavras temerárias saíram-lhe dos lábios. 34.Não exterminaram os povos, como o Senhor lhes havia ordenado, 35.mas se misturaram com as nações pagãs e aprenderam seus costumes. 36.Prestaram culto aos seus ídolos, que se tornaram um laço para eles. 37.Imolaram os seus filhos e suas filhas aos demônios. 38.Derramaram o sangue inocente: o sangue de seus filhos e de suas filhas, que aos ídolos de Canaã sacrificaram; seu país ficou manchado com esse sangue. 39.Eles se contaminaram com homicídios, e se prostituíram com seus crimes. 40.Então se inflamou contra seu povo a cólera divina, e Deus teve aversão de sua herança. 41.Ele os entregou nas mãos das nações pagãs, e foram dominados pelos que os odiavam. 42.Oprimiram-nos os seus inimigos, foram submetidos ao seu jugo. 43.Muitas vezes ele os libertou; mas sua conduta o exasperou, de tal modo que foram abatidos por causa de suas iniquidades. 44.Entretanto, vendo a sua aflição, ouviu-lhes as orações. 45.Em favor deles lembrou-se de sua aliança, e por sua misericórdia deles se apiedou. 46.E fez com que encontrassem a clemência junto aos que os tinham aprisionado. 47.Salvai-nos, Senhor, nosso Deus, e recolhei-nos de entre as nações, para que possamos celebrar o vosso santo nome e ter a satisfação de vos louvar. 48.Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, pelos séculos dos séculos! E que todo o povo diga: Amém!
No Santo Evangelho, sobre que disse Jesus (Mt 13,31-35): 31. […]O Reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo. 32.É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos. 33.Disse-lhes, por fim, esta outra parábola. O Reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e que faz fermentar toda a massa. 34.Tudo isto disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava, 35.para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação (Sl 77,2).
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos instam em especial a assumir o compromisso – cumprindo pedir o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ex 32,15-25.30-34), de tomar consciência das graves consequências que são geradas pelo pecado, cumprindo enfrentar com firmeza os disparates do povo inclinado ao mal e não dar rédeas soltas aos desvarios desenfreados.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 105), concitam louvar o Senhor porque ele é bom e sua misericórdia é eterna, sendo felizes os que observam seus preceitos e persistem em fazer o que é reto. A sequência do salmo insta à consciência de que o povo de Deus incorreu em um grande número de pecados ao longo da história, dentre os quais iniquidade; prática do mal; ingratidão; infidelidade; revolta; idolatria; profanação; crimes; inconstância; desconfiança do Senhor, esquecimento dos seus benefícios e desprezo das suas benesses; concupiscência; inveja; idolatria; murmuração; desobediência; abominações; provocações com palavras temerárias; descumprimento das ordens; impureza; contaminação com costumes pagãos; imolação dos próprios filhos e filhas aos demônios; derramamento de sangue inocente; homicídios; prostituição… Por isso foram entregues nas mãos das nações pagãs, sendo por elas dominados, oprimidos, submetidos… Muitas vezes foram libertados, mas suas condutas exasperam o Senhor e por isso foram abatidos. Mas apesar de tudo, o Senhor, vendo sua aflição, ouviu suas orações e misericordiosamente teve piedade, fazendo inclusive com que encontrassem clemência junto aos que os tinham aprisionado. Tais palavras concitam-nos ainda a seguir o exemplo do salmista, pedindo ao Senhor a salvação, para poder celebrar o seu santo nome e louvá-lo pelos séculos dos séculos.
O Santo Evangelho (Mt 13,31-35) insta-nos à tomada de consciência de que o Reino dos Céus é prolífico, sendo – apesar de sua simplicidade e aparente insignificância – destinado a crescer vigorosamente; a gerar grandes benéficas transformações onde é levado, cumprindo-nos, por dever de suprema caridade, nos empenhar com todas as nossas forças e da melhor forma que pudermos na ação missionária de levá-lo a todos, a exemplo de Santo Inácio de Loyola.
Oração final
Senhor, ajudai-nos a tomar consciência das graves consequências que são geradas pelo pecado, e que enfrentemos com firmeza os disparates do povo inclinado ao mal, não dando rédeas soltas aos desvarios desenfreados, pois quanto antes o mal for cortado, menos prejuízos gerará a todos. Louvamo-vos, ó Senhor, porque sois bom e vossa misericórdia é eterna, sendo felizes os que observam vosss preceitos e persistem em fazer o que é reto – e infelizes os que caem nas armadilhas do maligno e atuam com comportamentos dissonantes com os vossos preceitos. Cientes de que o Reino dos Céus é prolífico, sendo, apesar de sua simplicidade e aparente insignificância, destinado a crescer vigorosamente e a gerar grandes benéficas transformações onde é levado, ajudai-nos, ó Senhor, a cumprir o dever de suprema caridade de nos empenhar com todas as nossas forças e da melhor forma que pudermos na ação missionária de levá-lo a todos, a exemplo de Santo Inácio de Loyola! Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!
Leitura complementar
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 31 DE JULHO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/breviario.php?s=ufficio_delle_letture>
Da Autobiografia de Santo Inácio,
redigida pelo Padre Luís Gonçalves da Câmara
(Cap. 1, 5-9: Acta Sanctorum Iulii, 7 [1868] 647) (Sec. XVI)
Examinai os espíritos para ver se vêm de Deus
Inácio gostava muito de ler livros mundanos e fantasistas, que costumam chamar-se «de cavalaria». Quando se sentiu livre de perigo, pediu que lhe dessem alguns deste gênero para passar o tempo. Mas não se tendo encontrado naquela casa nenhum livro desses, deram-lhe a «Vita Christi» e um livro da vida dos Santos, ambos em vernáculo.
Com a leitura frequente destas obras, começou a ganhar algum gosto pelas coisas que ali estavam escritas. Mas deixando de as ler, detinha-se a pensar algumas vezes naquilo que tinha lido e outras vezes nas coisas do mundo em que antes costumava pensar.
Entretanto, Nosso Senhor vinha em seu auxílio, fazendo com que a estes pensamentos se sucedessem outros, sugeridos pelas novas leituras. De facto, lendo a vida de Nosso Senhor e dos Santos, detinha-se a pensar consigo mesmo: «E se eu fizesse como fez São Francisco e como fez São Domingos?». E refletia em muitas coisas destas, durante longo tempo. Mas sobrevinham-lhe depois os pensamentos mundanos de que acima se fala, e também neles se demorava longamente. E esta sucessão de pensamentos durou muito tempo.
Mas havia esta diferença: quando se entretinha com os pensamentos mundanos, sentia grande prazer; e logo que, já cansado, os deixava, ficava triste e árido de espírito; quando, porém, pensava em seguir os rigores dos Santos, não somente sentia consolação enquanto neles pensava, mas também ficava contente e alegre depois de os deixar.
No entanto, não advertia nem considerava esta diferença, até que uma vez se lhe abriram os olhos da alma e começou a admirar-se desta diferença e a refletir sobre ela; e compreendeu por experiência própria que um gênero de pensamentos lhe deixava tristeza e o outro alegria.
Mais tarde, quando fez os Exercícios Espirituais, foi desta experiência que tomou as primeiras luzes para compreender e ensinar aos seus irmãos o discernimento de espíritos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES <>
LEITURA BREVE DA HORA TERÇA <>
LEITURA BREVE DA HORA SEXTA <>
LEITURA BREVE DA HORA NONA <>
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS <>
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS <>
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes realizados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode também digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
