31 DE JULHO DE 2023 – MEMÓRIA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA, PRESBÍTERO
31 de julho de 2023LITURGIA DE 02 DE AGOSTO DE 2023 – QUARTA FEIRA – XVII SEMANA DO TEMPO COMUM
2 de agosto de 2023Néctar espiritual extraído da Liturgia Diária de 01/08/2023
As santas palavras desta liturgia instam-nos à consciência, na Primeira Leitura (Ex 33,7-11;18-19a; 34,5-28), de que o Senhor estabelece mediadores entre ele e seu povo, a exemplo de Moisés, estabelecendo alianças, dispondo exigências e propondo-se a protegê-lo contra os seus inimigos, bem como a realizar prodígios jamais vistos, mediante a fidelidade às suas determinações, pois o Senhor zela por seu povo, empenhando-se por evitar que adorem outros deuses e amarguem as consequências dessa insensatez. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 102) instam-nos a bendizer o santo nome do Senhor, jamais esquecendo dos seus supremos benefícios. O Santo Evangelho (Mt 13,36-43) insta-nos à compreender com clareza que no campo do mundo os filhos do Reino de Deus, seguidores de Jesus, atuam como boas sementes e produtores de bons frutos, ao passo que os filhos do Maligno atuam como más semente e produtores de maus frutos. O Senhor permite que ambos permaneçam entremeados, mas no devido tempo procederá a separação e dará o destino apropriado a cada um, até que no Reino do Pai os justos resplandeçam como o sol.
Biografia
Santo Afonso Maria de Ligório nasceu em Marianella, perto de Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Era o primogênito de uma família bastante numerosa, pertencente à nobreza napolitana. Recebeu uma esmerada educação em ciências humanas, línguas clássicas e modernas, pintura e música. O jovem Afonso recebeu a formação completa para ser um cidadão da classe nobre. Era um jovem normal da sociedade napolitana.
Sua formação humana e espiritual foi esmerada. Sua mãe e seu pai lhe ensinaram um profundo amor a Jesus Cristo visto como o Menino de Belém, o Crucificado, o Jesus da Eucaristia – e a Maria. Afonso aprendeu a buscar a perfeição humana e espiritual. Procurava viver na graça de Deus e não pecar. Desde pequeno participa da vida de comunidade, pertencendo a diversos grupos pastorais para convivência, crescimento espiritual e comprometimento com os necessitados. Eram as confrarias.
Pôde preparar-se muito bem em sua formação humana. Ele seria o herdeiro. Em seu conhecimento musical compôs músicas que até hoje são cantadas na Itália. Entre elas o Dueto da Paixão, como também o cântico de Natal mais popular da Itália, “Tu Scendi dalle Stelle” (Eis que lá das Estrelas) e numerosos outros hinos. O pai foi exigente em estudos. Aos 12 anos entra para a faculdade de direito onde se forma com 16 anos. Terminou os estudos universitários alcançando o doutorado nos direitos civil e canônico e começou a exercer a profissão de advogado.
Teve grande sucesso em seu desenvolvimento profissional. Vivia sua vida cristã intensa, com sua família e nos grupos espirituais em que participava. Mas faltava, como ele diz, a conversão. Esta ocorreu na Semana Santa de 1722. Em 1723, depois de um longo processo de discernimento, abandonou a carreira jurídica, definiu-se pelo Evangelho e, não obstante a forte oposição do pai, começou os estudos eclesiásticos. Foi o primeiro passo de sua caminhada.
Foi ordenado sacerdote a 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos. Seu sacerdócio foi o segundo passo para a definição de sua vida. Chamamos de êxodo. Seu sacerdócio é para o serviço da pregação e do atendimento às pessoas na confissão e orientação dos fiéis. Viveu seus primeiros anos de sacerdócio procurando atender os marginalizados de Nápoles. Fundou as “Capelas da Tarde”, que eram centros dirigidos pelos próprios leigos para a oração, proclamação da Palavra de Deus, atividades sociais, educação e vida comunitária. Na época da sua morte, havia 72 dessas capelas com mais de 10 mil participantes ativos. Este foi o terceiro passo de sua caminhada espiritual. Começou a dedicar sua vida em favor dos pobres da cidade.
Em 1729 Afonso deixou a família e passou a residir no Colégio Chinês de Nápoles. Foi aí que começou a sua experiência missionária no interior do Reino de Nápoles, onde ele encontrou gente muito mais pobre e mais abandonada que qualquer menino de rua de Nápoles. Ele fazia parte de uma associação de missionários da cidade de Nápoles. Era o grande pregador. Numa das missões conhece o pobre do campo. Indo fazer férias em um lugarejo, perto de Scala, tomou contato com a situação de abandono humano e espiritual dos pobres do interior.
Nestas férias conheceu uma irmã do mosteiro de Scala que estava trabalhando na fundação de uma nova congregação de irmãs contemplativas. Ela se chamava Maria Celeste Crostarosa. Estabeleceu-se uma grande amizade que vai durar a vida inteira, tanto é que guardou suas cartas por toda a vida. Ajudou-a na fundação da Ordem do Santíssimo Redentor, no dia 13.05.1731. Ela mesma diz a ele que o “Senhor queria que ele deixasse Nápoles e viesse para Scala para fundar a congregação dos homens para a evangelização”. Afonso, diante da experiência com os pobres, sua experiência pastoral e esta chamada de Deus, deixa Nápoles e vai para Scala “para viver entre os casebres e os currais dos pastores”, como escreve seu primeiro biógrafo. Foi o 4º passo de sua caminhada em seu êxodo em direção aos mais abandonados e por sua resposta ao chamado de Deus.
No dia 9 de novembro de 1732, Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como Redentorista, para seguir o exemplo de Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres e aos mais abandonados. Daí em diante, dedicou-se inteiramente a esta nova missão. Não estava sozinho. Os primeiros companheiros, animados, não chegaram a um acordo e o deixaram só. Depois, lentamente vieram outros com grande força apostólica e muita santidade. Entre eles, temos o Beato Sarnelli, S. Geraldo e outros padres jovens, animados pelo mesmo ideal de dar a vida pela Copiosa Redenção. Hoje já são 5.500 redentoristas.
Afonso era um amante da beleza: músico, pintor, poeta e escritor. Colocou toda a sua criatividade artística e literária a serviço da missão e o mesmo ele pediu aos que ingressavam na sua Congregação. Escreveu sobre espiritualidade e teologia 123 obras, que tiveram 21.500 edições e foram traduzidas em 72 línguas, o que comprova que ele é um dos autores mais lidos. Entre suas obras mais conhecidas estão: O Grande Meio da Oração, A Prática de Amar a Jesus Cristo, As Glórias de Maria e Visitas ao Santíssimo Sacramento. A oração, o amor, a comunhão com Cristo e sua experiência imediata das necessidades espirituais dos fiéis fizeram de Afonso um dos grandes mestres da vida interior. Os livros de espiritualidade eram lidos pelo povo, o que ajudou na formação e na piedade não somente dos letrados, como também dos humildes.
A maior contribuição de Afonso para a Igreja foi na área da reflexão teológica moral, com a sua Teologia Moral. Esta obra nasceu da experiência pastoral de Afonso, da sua habilidade em responder às questões práticas apresentadas pelos fiéis e do seu contato com os problemas do dia-a-dia. Combateu o estéril legalismo que estava sufocando a teologia e rejeitou o rigorismo estrito do seu tempo, produto da elite poderosa. Conforme Afonso, estes eram caminhos fechados ao Evangelho porque “tal rigor jamais foi ensinado nem praticado pela Igreja”. Ele sabia como colocar a reflexão teológica a serviço da grandeza e da dignidade da pessoa humana, da consciência moral e da misericórdia evangélica.
Sua Congregação, evangelizando através das missões e dos retiros, vivendo entre os mais abandonados, contribuiu muito com a Igreja na renovação das populações. Seu modo simples de viver e de pregar eram de grande agrado para o povo.
Afonso foi ordenado bispo de Santa Ágata dos Gôdos em 1762, aos 66 anos. Tentou recusar a nomeação porque se sentia demasiado idoso e doente para cuidar adequadamente da diocese. Foi um bispo diferente: pobre, muito dedicado à renovação dos seus padres, do seminário, das paróquias e do povo. Cuidava dos pobres, chegando a dar salário mensal às mocinhas, para não caírem na prostituição por pobreza. Ele não gastava com luxos na diocese, pois dizia que o dinheiro da diocese é dos pobres, o bispo é o administrador. Em uma crise de falta de alimentos, empenhou a diocese para comprar alimentos para a população.
Em 1775, foi-lhe permitido deixar o cargo e ele foi morar na comunidade redentorista de Pagani, onde morreu no dia 1º de agosto de 1787. Santo Afonso foi canonizado pela Igreja em 26 de maio de 1839, proclamado Doutor da Igreja em 1871 e Patrono dos Confessores e Moralistas em 1950.
É um santo a ser mais conhecido, pois tem muito a ensinar para a Igreja de hoje. Sobretudo ele convida aos seus seguidores, sacerdotes, irmãos consagrados e leigos a que façam o caminho que ele fez. Sem fazer seu caminho é impossível segui-lo bem.
Herança espiritual
O que leva Santo Afonso a ser um grande homem foi seu intenso amor a Jesus Cristo que ele coloca como centro de todo caminho de santidade. Este amor a Jesus Cristo se transforma em amor ao pobre e necessitado, de modo particular de ajuda espiritual. Tudo o que faz é para que o pobre se sinta amado por Deus e que sua misericórdia está ao seu alcance. Abre os tesouros de Deus aos mais simples. Afirma, contrariamente a outros, que todos podem ser santos, cada um na sua condição.
Compreendendo este grande amor de Deus, faz-se cargo de levá-lo a todos através de todos os meios possíveis para uma completa evangelização. Por isso coloca as casas da Congregação em lugares de fácil acesso ao povo abandonado. Seus padres poderiam também ir facilmente ao encontro destas populações. O conhecimento do povo força-o a aprofundar os ensinamentos do Evangelho e dá-los ao povo de maneira simples, mas profunda. Além do mais, modifica os modos de ensinar, colocando como base o respeito à consciência de cada um. De sua herança espiritual colhemos um grande amor aos mistérios onde Jesus manifesta seu amor: Presépio, Cruz, Eucaristia. E Maria, que para ele é aquela que viveu este amor e pode, com sua intercessão, nos trazer a misericórdia de Deus. O amor a Jesus Cristo faz dele um continuador seu. <https://www.a12.com/redentoristas/santos-e-beatos/santo-afonso-de-ligorio>
Antífona da entrada
– Velarei sobre as minhas ovelhas, diz o Senhor; chamarei um pastor que as conduza e serei o seu Deus (Ez 34,11.23).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia (Coleta)
– Ó Deus, que suscitais continuamente em vossa Igreja novos exemplos de virtude, dai-nos seguir de tal modo os passos do bispo santo Afonso Maria, no zelo pela salvação de todos, que alcancemos com ele a recompensa celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Ex 33,7-11;18-19a; 34,5b.28
Salmo Responsorial: Sl 102
– O Senhor é indulgente, é favorável.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– A semente é de Deus a Palavra, o Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: (Mt 13,36-43)
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras desta Liturgia Diária ensinam em especial, na primeira leitura, sobre o que narrou o escritor sagrado (Ex 33,7-11;18-19a; 34,5-28): 7.Moisés foi levantar a tenda a alguma distância fora do acampamento. (E chamou-a tenda de reunião.) Quem queria consultar o Senhor, dirigia-se à tenda de reunião, fora do acampamento. 8.Quando Moisés se dirigia para a tenda, todo mundo se levantava, cada um diante da entrada de sua tenda, para segui-lo com os olhos até que entrasse na tenda. 9.E logo que ele acabava de entrar, a coluna de nuvem descia e se punha à entrada da tenda, e o Senhor se entretinha com Moisés. 10.À vista da coluna de nuvem, todo o povo, em pé à entrada de suas tendas, se prostrava no mesmo lugar. 11.O Senhor se entretinha com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Voltava depois Moisés ao acampamento, mas seu ajudante, o jovem Josué, filho de Nun, não se apartava do interior da tenda. […] 18.Moisés disse: “Mostrai-me vossa glória.” 19.E Deus respondeu: “Vou fazer passar diante de ti todo o meu esplendor, e pronunciarei diante de ti o nome de Javé. […] 5.O Senhor desceu na nuvem e esteve perto dele, pronunciando o nome de Javé. 6.O Senhor passou diante dele, exclamando: “Javé, Javé, Deus compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e em fidelidade, 7.que conserva sua graça até mil gerações, que perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado, mas não tem por inocente o culpado, porque castiga o pecado dos pais nos filhos e nos filhos de seus filhos, até a terceira e a quarta geração”. 8.Moisés inclinou-se incontinente até a terra e prostrou-se, 9.dizendo: “Se tenho o vosso favor, Senhor, dignai-vos marchar no meio de nós: somos um povo de cabeça dura, mas perdoai nossas iniquidades e nossos pecados, e aceitai-nos como propriedade vossa”. 10.O Senhor disse: “Vou fazer uma aliança contigo. Diante de todo o teu povo farei prodígios como nunca se viu em nenhum outro país, em nenhuma outra nação, a fim de que todo o povo que te cerca veja quão terríveis são as obras do Senhor, que faço por meio de ti. 11.Sê atento ao que te vou ordenar hoje. Vou expulsar diante de ti os amorreus, os cananeus, os hiteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 12.Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes da terra em que vais entrar, para que sua presença no meio de vós não se vos torne um laço. 13.Derrubareis os seus altares, quebrareis suas estelas e cortareis suas asserás. 14. Não adorarás nenhum outro deus, porque o Senhor, que se chama o zeloso, é um Deus zeloso. 15.Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes do país, pois, quando se prostituírem a seus deuses e lhes oferecerem sacrifícios, poderiam convidar-te e tu comerias de seus banquetes sagrados; 16.poderia acontecer também que tomasses entre suas filhas esposas para teus filhos, e essas mulheres que se prostituem a seus deuses, poderiam arrastar a isso também os teus filhos. 17.Não farás deuses de metal fundido. 18.Guardarás a festa dos Ázimos: como te prescrevi, no tempo fixado do mês das espigas (porque foi nesse mês que saíste do Egito) só comerás, durante sete dias, pães sem fermento. 19.Todo primogênito me pertence, assim como todo macho primogênito de teus rebanhos, tanto do gado maior como do menor. 20.Resgatarás com um cordeiro o primogênito do jumento; do contrário, quebrar-lhe-ás a nuca; e não te apresentarás diante de minha face com as mãos vazias. 21.Trabalharás durante seis dias, mas descansarás no sétimo, mesmo quando for tempo de arar e de ceifar. 22.Celebrarás a festa das semanas, no tempo das primícias da ceifa do trigo, e a festa da colheita, no fim do ano. 23.Três vezes por ano, todos vossos varões se apresentarão diante do Senhor Javé, Deus de Israel. 24.Porque expulsarei as nações diante de ti, e alargarei tuas fronteiras, e ninguém cobiçará tua terra, enquanto subires três vezes por ano para te apresentares diante do Senhor teu Deus. 25.Quando sacrificares uma vítima, não oferecerás o seu sangue com pão fermentado. O animal sacrificado para a festa de Páscoa não será conservado até o dia seguinte. 26.Trarás à casa do Senhor teu Deus as primícias dos frutos de teu solo. “Não farás cozer um cabrito no leite de sua mãe.” 27.O Senhor disse a Moisés: “Escreve estas palavras, pois são elas a base da aliança que faço contigo e com Israel”. 28.Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras.
O Salmo Responsorial oportuniza-nos fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 102): 1.Salmo de Davi. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que existe em mim bendiga o seu santo nome. 2.Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e jamais te esqueças de todos os seus benefícios. 3.É ele que perdoa as tuas faltas, e sara as tuas enfermidades. 4.É ele que salva tua vida da morte, e te coroa de bondade e de misericórdia. 5.É ele que cumula de benefícios a tua vida, e renova a tua juventude como a da águia. 6.O Senhor faz justiça, dá o direito aos oprimidos. 7.Revelou seus caminhos a Moisés, e suas obras aos filhos de Israel. 8.O Senhor é bom e misericordioso, lento para a cólera e cheio de clemência. 9.Ele não está sempre a repreender, nem eterno é o seu ressentimento. 10.Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos castiga em proporção de nossas faltas, 11.porque tanto os céus distam da terra quanto sua misericórdia é grande para os que o temem; 12.tanto o oriente dista do ocidente quanto ele afasta de nós nossos pecados. 13.Como um pai tem piedade de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem, 14.porque ele sabe de que é que somos feitos, e não se esquece de que somos pó. 15.Os dias do homem são semelhantes à erva, ele floresce como a flor dos campos. 16.Apenas sopra o vento, já não existe, e nem se conhece mais o seu lugar. 17.É eterna, porém, a misericórdia do Senhor para com os que o temem. E sua justiça se estende aos filhos de seus filhos, 18.sobre os que guardam a sua aliança, e, lembrando, cumprem seus mandamentos. 19.Nos céus estabeleceu o Senhor o seu trono, e o seu império se estende sobre o universo. 20.Bendizei ao Senhor todos os seus anjos, valentes heróis que cumpris suas ordens, sempre dóceis à sua palavra. 21.Bendizei ao Senhor todos os seus exércitos, ministros que executais sua vontade. 22.Bendizei ao Senhor todas as suas obras, em todos os lugares onde ele domina. Bendize, ó minha alma, ao Senhor.
No Santo Evangelho, sobre que (Mt 13,36-43): 36.Então [Jesus] despediu a multidão. Em seguida, entrou de novo na casa e seus discípulos agruparam-se ao redor dele para perguntar-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo. 37.Jesus respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38.O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno. 39.O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos. 40.E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo. 41.O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal 42.e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. 43. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos instam em especial a assumir o compromisso – cumprindo pedir o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ex 33,7-11;18-19a; 34,5-28), de tomar consciência de que o Senhor Deus estabelece mediadores entre ele e o seu povo, a exemplo da mediação estabelecida por meio do profeta Moisés, em uma relação de amizade com o Deus que é “compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e fidelidade, que conserva sua graça até mil gerações, que perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado, mas não tem por inocente o culpado, porque castiga o pecado dos pais nos filhos e nos filhos de seus filhos, até a terceira e a quarta geração.” Concita ainda à ciência de que o Senhor estabelece alianças com seu povo, tendo proposto a realização de ações específicas para serem atendidas pelo povo, mediante o pedido de Moisés para que marchasse no meio deles e que os aceitasse como povo como sua propriedade. Pari passu às exigências estabelecidas, o Senhor Deus se propôs a realizar prodígios jamais vistos, mediante a fidelidade às suas determinações. Instam-nos ainda tais santas palavras à tomada de consciência da recomendação do Senhor Deus para evitar a armadilha das idolatrias praticadas por outros povos, práticas consideradas por Deus como prostituição, pois o Senhor Deus zela por seu povo, empenhando-se por evitar que adorem outros deuses e amarguem as consequências dessa insensatez. Por isso o Senhor Deus recomendou evitar a celebração de pactos com os povos idólatras, para evitar ingerir os banquetes consagrados aos ídolos e não correr o risco de tomar as filhas dos povos idólatras por esposas, pois poderiam arrastar à idolatria seus maridos. O Senhor Deus fez também diversas prescrições rituais, como a Festa dos Ázimos, prescrevendo que no tempo fixado do mês das espigas se comesse, durante sete dias, apenas pães sem fermento. Prescreveu a consagração ao Senhor de todo macho primogênito dos rebanhos; as primícias dos frutos do solo; o resgate do filho primogênito; o descanso no sétimo dia; a celebração da festa das semanas, no tempo das primícias da ceifa e do trigo, e a festa da colheita no fim do ano; bem como a apresentação diante do Senhor de todos os varões três vezes por ano. O Senhor fez tais prescrições – complementares aos dez mandamentos – e se comprometeu a protegê-los contra os seus inimigos.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 102) instam-nos a bendizer o santo nome do Senhor, jamais esquecendo dos seus supremos benefícios, pois ele perdoa nossas faltas, sara nossas enfermidades, salva da morte e nos coroa de bondade e misericórdia, cumulando de benefícios nossas vidas e renovando a juventude, como a da águia. Bendito seja o Senhor que faz justiça e dá o direito aos oprimidos, o Senhor que é bom e misericordioso, lento para a cólera e cheio de clemência, que não nos repreende nem nos castiga, afastando nossos pecados, pois sabe de que somos feitos, que somos pó e nossos dias se assemelham à erva dos campos, que assim que sopra o vento, já não mais existe, ao passo que a misericórdia do Senhor é eterna e sua justiça de estende pelas gerações dos queguardam a sua aliança, cumprindo seus mandamentos. Bendito seja o Senhor que tudo comanda por meio de seus ministros angélicos que executam sua vontade e realizam suas obras em todos os lugares, pois tudo é domínio divino!
O Santo Evangelho (Mt 13,36-43) insta-nos à compreender com clareza que no campo do mundo os filhos do Reino de Deus, seguidores de Jesus, atuam como boas sementes e produtores de bons frutos, ao passo que os filhos do Maligno atuam como más semente e produtores de maus frutos – ou, como o joio, nada produzem, têm apenas casca, sem nenhum conteúdo. O Senhor permite que ambos permaneçam entremeados, mas no devido tempo procederá a separação e dará o destino apropriado a cada um, até que no Reino do Pai os justos resplandeçam como o sol.
Oração final
Ilumina-nos, Senhor, para que identifiquemos aqueles que são fiéis nos desígnios de mediadores entre vós e seu povo, a exemplo de Moisés; que sejam hábeis intérpretes da vossa aliança, pois vós dispondes exigências e vos propondes a nos proteger contra os nossos inimigos e a realizar prodígios jamais vistos, mediante a fidelidade às vossas determinações, pois vós zelais por vosso povo, empenhando-vos para evitar que adore outros deuses e amargue as consequências dessa insensatez. Bendizemos vosso santo nome, Senhor, e jamais esqueceremos dos vossos supremos benefícios. Que sejamos no campo do mundo os filhos do Reino de Deus, seguidores de Jesus, atuando como boas sementes e produtores de bons frutos, superando os filhos do Maligno, que atuam como más semente e produtores de maus frutos. Cientes de que vós permitis que ambos permaneçam entremeados, até como provação da fé dos que vos são fiéis, em vós confiamos, Senhor, de que no devido tempo procedereis a separação e dareis o destino apropriado a cada um, até que no Reino do Pai os justos resplandeçam como o sol. Cremos, Senhor, aumentai a nossa fé! Amém!
Leitura complementar
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 01 DE AGOSTO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Segunda Epístola aos Coríntios 9, 1-15
Frutos espirituais da coleta
Irmãos: Quanto ao auxílio em favor dos cristãos, parece-me escusado escrever-vos. Conheço de fato a vossa prontidão, de que me ufano diante dos macedônios, dizendo-lhes que a Acaia está pronta desde o ano passado. E o vosso zelo tem estimulado a muitos deles. Enviei-vos, entretanto, os irmãos, para que o elogio que fiz de vós não fosse desmentido neste caso e para que vós, como disse, estivésseis preparados. Temia que se os macedônios fossem comigo e não vos encontrassem preparados, ficássemos nós – para não dizer vós – cheios de vergonha, por esse excesso de confiança. Julguei necessário pedir àqueles irmãos que fossem adiante ter convosco e preparassem de antemão a vossa prometida liberalidade. Assim, será verdadeiramente uma manifestação de liberalidade e não de mesquinhez.
Lembrai-vos disto: quem semeia pouco também colherá pouco, e quem semeia abundantemente também colherá abundantemente. Dê cada um segundo o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento, porque Deus ama aquele que dá com alegria. E Deus é poderoso para vos cumular de todas as graças, de modo que, tendo sempre e em tudo o necessário, vos fique ainda muito para toda a espécie de boas obras, como está escrito: «Reparte com largueza pelos pobres; a sua generosidade permanece para sempre».
Aquele que dá a semente ao semeador e o pão para alimento também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça. Sereis enriquecidos em tudo e podereis praticar a mais larga generosidade, que fará subir, por nosso intermédio, a ação de graças a Deus. A realização desta obra de caridade não só remedeia as necessidades dos cristãos, mas também é fonte de muitas ações de graças a Deus. Ao apreciarem tal serviço sagrado, eles glorificarão a Deus pela vossa obediência ao Evangelho de Cristo que professais e pela generosidade em repartirdes com eles e com todos. E com a sua oração por vós, mostram a viva afeição que vos consagram, por causa da superabundante graça de Deus que existe em vós. Graças a Deus pelo seu dom inefável.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Obras de Santo Afonso Maria de Ligório, bispo
(Tratado sobre a Prática do amor a Jesus Cristo, edição latina, Roma, 1909, pp. 9-14) (Sec. XVIII)
O amor de Cristo
Toda a santidade e perfeição da alma consiste em amar a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso sumo bem e nosso redentor. É a caridade que une e conserva todas as virtudes que tornam o homem perfeito.
Não merece Deus, porventura, todo o nosso amor? Ele amou-nos desde a eternidade. «Lembra-te, ó homem – diz o Senhor – que fui Eu o primeiro a amar-te. Ainda tu não tinhas sido dado à luz, nem o próprio mundo existia, e já Eu te amava. Amo-te desde que existo».
Sabendo Deus que o homem se deixa cativar com os benefícios, quis atraí-lo ao seu amor por meio dos seus dons. Por isso disse: «Quero atrair os homens ao meu amor com aqueles laços com que eles se deixam prender, isto é, com os laços do amor». Tais precisamente têm sido todos os dons feitos por Deus ao homem. Deu-lhe uma alma, dotada, à sua imagem, de memória, inteligência e vontade; deu-lhe um corpo com os seus sentidos; para ele também criou o céu e a terra e toda a multidão dos seres; por amor do homem criou tudo isto, para que todas aquelas criaturas estejam ao serviço do homem e o homem O ame a Ele em agradecimento por tantos benefícios.
Mas não Se contentou Deus com dar-nos todas estas formosas criaturas. Para conquistar todo o nosso amor, foi muito mais além e deu-Se a Si mesmo totalmente a nós. O Pai Eterno chegou ao extremo de nos dar o seu único Filho. Quando viu que estávamos todos mortos pelo pecado e privados da sua graça, que fez Ele? Pelo amor imenso, melhor – como diz o Apóstolo – pelo seu excessivo amor por nós, enviou o seu amado Filho, para satisfazer por nós e para nos restituir à vida que perdêramos pelo pecado.
E dando-nos o seu Filho (a quem não poupou para nos perdoar a nós), deu-nos com Ele todos os bens: a graça, a caridade e o paraíso; porque todos estes bens são certamente menores que o seu Filho: Ele que não poupou o seu próprio Filho, mas O entregou à morte por todos nós, como não haveria de dar-nos com Ele todas as coisas?
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Hebr 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
LEITURA BREVE DA HORA TERÇA
Jer 17, 7-8
Feliz de quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. Semelhante a uma árvore plantada à beira da água, estende as suas raízes para a corrente. Nada tem a temer quando vem o calor, e as suas folhas mantêm-se sempre verdes. Em ano de estiagem não se inquieta, nem deixa de produzir sempre os seus frutos.
LEITURA BREVE DA HORA SEXTA
Prov 3, 13-15
Feliz de quem encontrou a sabedoria, de quem adquiriu a inteligência. Porque vale mais este lucro que o da prata, e o fruto que se obtém é melhor que o ouro fino. Ela é mais preciosa que as pérolas: jóia alguma a pode igualar.
LEITURA BREVE DA HORA NONA
Jó 5, 17-18
Feliz o homem a quem Deus corrige: não desprezes a lição do Onipotente. Ele fere e cura; Ele produz a ferida e com suas mãos a sara.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há-de ser revelada: apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
