LITURGIA DE 08 DE AGOSTO DE 2023 – TERÇA FEIRA – SÃO DOMINGOS PRESBÍTERO E PREGADOR
8 de agosto de 2023LITURGIA DE 10 DE AGOSTO DE 2023 – QUINTA FEIRA – SÃO LOURENÇO – DIÁCONO E MÁRTIR
10 de agosto de 2023Néctar espiritual extraído da Liturgia Diária de 09/08/2023
As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso – cumprindo pedir o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Nm 13,1-2.25-14,1.26-30.34-35) de refletir sobre a gravidade da incredulidade e dureza de entendimento do povo de Israel no deserto, que apesar de todos os prodígios operados pelo Senhor, com todas as provas dadas, diante de notícias de dificuldades a serem enfrentadas caíam na incredulidade e na murmuração, amargando duras consequências. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 105) concitam a louvar o Senhor porque ele é bom e sua misericórdia é eterna, sendo felizes os que observam seus preceitos e persistem em fazer o que é reto. O Santo Evangelho (Mt 15,21-28) concita-nos a seguir o exemplo da cananéia que invocou piedade ao Senhor Jesus, persistindo em altos brados na invocação e prostrando-se diante dele, pedindo que a ajudasse e em seguida implorando, com o que ouviu de Jesus: “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como desejas.”
Antífona da entrada
– Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2,6).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia (Coleta)
– Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Nm 13,1-2.25-14,1.26-30.34-35
Salmo Responsorial: Sl 105
– Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia. (Lc 7,16).
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: (Mt 15,21-28)
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras desta Liturgia Diária ensinam em especial, na primeira leitura, sobre que narrou o escritor sagrado (Nm 13,1-2.25-14,1.26-30.34-35): O Senhor disse a Moisés: 2.“Envia homens para explorar a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel. Enviarás um homem de cada tribo patriarcal, tomados todos entre os príncipes.” 25.Tendo voltado os exploradores, passados quarenta dias, 26.foram ter com Moisés e Aarão e toda a assembléia dos israelitas em Cades, no deserto de Farã. Diante deles e de toda a multidão relataram a sua expedição e mostraram os frutos da terra. 27.Eis como narraram a Moisés a sua exploração: “Fomos à terra aonde nos enviaste. É verdadeiramente uma terra onde corre leite e mel, como se pode ver por esses frutos. 28.Mas os habitantes dessa terra são robustos, suas cidades grandes e bem muradas; vimos ali até mesmo filhos de Enac. 29.Os amalecitas habitam na terra do Negeb; os hiteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas, e os cananeus habitam junto ao mar e ao longo do Jordão.” 30.Caleb fez calar o povo que começava a murmurar contra Moisés, e disse: “Vamos e apoderemo-nos da terra, porque podemos conquistá-la.” 31.Mas os outros, que tinham ido com ele, diziam: “Não somos capazes de atacar esse povo; é mais forte do que nós.” 32.E diante dos filhos de Israel depreciaram a terra que tinham explorado: “A terra, disseram eles, que exploramos, devora os seus habitantes: os homens que vimos ali são de uma grande estatura; 33.vimos até mesmo gigantes, filhos de Enac, da raça dos gigantes; parecíamos gafanhotos comparados com eles.” [Capítulo 14] 1.Toda a assembléia pôs-se a gritar e chorou aquela noite. 26.O Senhor disse a Moisés e a Aarão: 27.“Até quando sofrerei eu essa assembléia revoltada que murmura contra mim? Ouvi as murmurações que os israelitas proferem contra mim. 28.Dir-lhes-ás: juro por mim mesmo, diz o Senhor, tratar-vos-ei como vos ouvi dizer. 29.Vossos cadáveres cairão nesse deserto. Todos vós que fostes recenseados da idade de vinte anos para cima, e que murmurastes contra mim, 30.não entrareis na terra onde jurei estabelecer-vos, exceto Caleb, filho de Jefoné, e Josué, filho de Nun. 34.Explorastes a terra em quarenta dias; tantos anos quantos foram esses dias pagareis a pena de vossas iniquidades, ou seja, durante quarenta anos, e vereis o que significa ser objeto de minha vingança. 35.Eu, o Senhor, o disse. Eis como hei de tratar essa assembléia rebelde que se revoltou contra mim. Eles serão consumidos e mortos nesse deserto!”
O Salmo Responsorial oportuniza-nos fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 105): 1.Aleluia. Louvai o Senhor porque ele é bom, porque a sua misericórdia é eterna. 2.Quem contará os poderosos feitos do Senhor? Quem poderá apregoar os seus louvores? 3.Felizes aqueles que observam os preceitos, aqueles que, em todo o tempo, fazem o que é reto. 4.Lembrai-vos de mim, Senhor, pela benevolência que tendes com o vosso povo. Assisti-me com o vosso socorro, 5.para que eu prove a felicidade de vossos eleitos, compartilhe do júbilo de vosso povo e me glorie com os que constituem vossa herança. 6.Como nossos pais, nós também pecamos, cometemos a iniquidade, praticamos o mal. 7.Nossos pais, no Egito, não prezaram os vossos milagres, esqueceram a multidão de vossos benefícios e se revoltaram contra o Altíssimo no mar Vermelho. 8.Mas ele os poupou para a honra de seu nome, para tornar patente o seu poder. 9.Ameaçou o mar e ele se tornou seco, e os conduziu por entre as ondas como através de um deserto. 10.Livrou-os das mãos daquele que os odiava, e os salvou do poder inimigo. 11.As águas recobriram seus adversários, nenhum deles escapou. 12.Então acreditaram em sua palavra, e cantaram os seus louvores. 13.Depressa, porém, esqueceram suas obras, e não confiaram em seus desígnios. 14.Entregaram-se à concupiscência no deserto, e tentaram a Deus na solidão. 15.Ele lhes concedeu o que pediam, mas os feriu de um mal mortal. 16.Em seus acampamentos invejaram Moisés e Aarão, o eleito do Senhor. 17.Abriu-se a terra e tragou Datã, e sepultou os sequazes de Abiron. 18.Um fogo devassou as suas tropas e as chamas consumiram os ímpios. 19.Fabricaram um bezerro de ouro no sopé do Horeb, e adoraram um ídolo de ouro fundido. 20.Eles trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno. 21.Esqueceram a Deus que os salvara, que obrara prodígios no Egito, 22.maravilhas na terra de Cam, estupendos feitos no mar Vermelho. 23.Já cogitava em exterminá-los se Moisés, seu eleito, não intercedesse junto dele para impedir que sua cólera os destruísse. 24.Depois, eles desprezaram uma terra de delícias, desconfiados de sua palavra. 25.Em suas tendas se puseram a murmurar, e desobedeceram ao Senhor. 26.Então, com a mão alçada, ele jurou que havia de prostrá-los no deserto 27.e dispersar sua descendência entre as nações pagãs, disseminando-os por toda a terra. 28.Aderiram também ao Baal de Fegor, comeram vítimas oferecidas a deuses sem vida. 29.E, provocando-o com seus crimes, uma peste irrompeu entre eles. 30.Mas levantou-se Finéias para fazer justiça; cessou a peste. 31.Seu zelo lhe foi imputado como mérito, de geração em geração, para sempre. 32.Em seguida, irritaram a Deus nas águas de Meribá, e adveio o mal a Moisés por causa deles. 33.Porque o provocaram tanto, palavras temerárias saíram-lhe dos lábios. 34.Não exterminaram os povos, como o Senhor lhes havia ordenado, 35.mas se misturaram com as nações pagãs e aprenderam seus costumes. 36.Prestaram culto aos seus ídolos, que se tornaram um laço para eles. 37.Imolaram os seus filhos e suas filhas aos demônios. 38.Derramaram o sangue inocente: o sangue de seus filhos e de suas filhas, que aos ídolos de Canaã sacrificaram; seu país ficou manchado com esse sangue. 39.Eles se contaminaram com homicídios, e se prostituíram com seus crimes. 40.Então se inflamou contra seu povo a cólera divina, e Deus teve aversão de sua herança. 41.Ele os entregou nas mãos das nações pagãs, e foram dominados pelos que os odiavam. 42.Oprimiram-nos os seus inimigos, foram submetidos ao seu jugo. 43.Muitas vezes ele os libertou; mas sua conduta o exasperou, de tal modo que foram abatidos por causa de suas iniquidades. 44.Entretanto, vendo a sua aflição, ouviu-lhes as orações. 45.Em favor deles lembrou-se de sua aliança, e por sua misericórdia deles se apiedou. 46.E fez com que encontrassem a clemência junto aos que os tinham aprisionado. 47.Salvai-nos, Senhor, nosso Deus, e recolhei-nos de entre as nações, para que possamos celebrar o vosso santo nome e ter a satisfação de vos louvar. 48.Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, pelos séculos dos séculos! E que todo o povo diga: Amém!
No Santo Evangelho, sobre que (Mt 15,21-28): Jesus partiu dali e retirou-se para os arredores de Tiro e Sidônia. 22.E eis que uma cananéia, originária daquela terra, gritava: Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio. 23.Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Seus discípulos vieram a ele e lhe disseram com insistência: Despede-a, ela nos persegue com seus gritos. 24.Jesus respondeu-lhes: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. 25.Mas aquela mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: Senhor, ajuda-me! 26.Jesus respondeu-lhe: Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos. 27.Certamente, Senhor, replicou-lhe ela; mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos… 28.Disse-lhe, então, Jesus: Ó mulher, grande é tua fé! Seja-te feito como desejas. E na mesma hora sua filha ficou curada.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos instam em especial a assumir o compromisso – cumprindo pedir o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Nm 13,1-2.25-14,1.26-30.34-35) de refletir sobre a gravidade da incredulidade e dureza de entendimento do povo de Israel no deserto, que apesar de todos os prodígios operados pelo Senhor, com todas as provas dadas, diante de notícias de dificuldades a serem enfrentadas caíam na incredulidade e na murmuração, amargando duras consequências.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 105) concitam louvar o Senhor porque ele é bom e sua misericórdia é eterna, sendo felizes os que observam seus preceitos e persistem em fazer o que é reto. A sequência do salmo insta à consciência de que o povo de Deus incorreu em um grande número de pecados ao longo da história, dentre os quais iniquidade; prática do mal; ingratidão; infidelidade; revolta; idolatria; profanação; crimes; inconstância; desconfiança do Senhor, esquecimento dos seus benefícios e desprezo das suas benesses; concupiscência; inveja; idolatria; murmuração; desobediência; abominações; provocações com palavras temerárias; descumprimento das ordens; impureza; contaminação com costumes pagãos; imolação dos próprios filhos e filhas aos demônios; derramamento de sangue inocente; homicídios; prostituição… Por isso foram entregues nas mãos das nações pagãs, sendo por elas dominados, oprimidos, submetidos… Muitas vezes foram libertados, mas suas condutas exasperaram o Senhor e por isso foram abatidos. Mas apesar de tudo, o Senhor, vendo sua aflição, ouviu suas orações e misericordiosamente teve piedade, fazendo inclusive com que encontrassem clemência junto aos que os tinham aprisionado. Tais palavras concitam-nos ainda a seguir o exemplo do salmista, pedindo ao Senhor a salvação, para poder celebrar o seu santo nome e louvá-lo pelos séculos dos séculos.
O Santo Evangelho (Mt 15,21-28) concita-nos a seguir o exemplo da cananéia que invocou piedade ao Senhor Jesus, persistindo em altos brados na invocação e prostrando-se diante dele, pedindo que a ajudasse e em seguida implorando, com o que ouviu de Jesus: “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como desejas.”
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, refletindo sobre a gravidade da incredulidade e dureza de entendimento do povo de Israel no deserto – que apesar de todos os prodígios operados pelo Senhor Deus, com todas as provas dadas, diante de notícias de dificuldades a serem enfrentadas caíam na incredulidade e na murmuração, amargando duras consequências – pedimos uma fé madura, que nos leve a louvar o Senhor porque ele é bom e sua misericórdia é eterna, cientes de que são felizes os que observam vossos preceitos e persistem em fazer o que é reto. Que possamos seguir o exemplo da cananéia, que invocou piedade ao Senhor Jesus, persistindo em altos brados na invocação e prostrando-se diante dele, pedindo que a ajudasse e em seguida implorando, com o que ouviu de Jesus: “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como desejas.” Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
Leitura complementar
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 09 DE AGOSTO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios 4, 7 – 5, 8
Nas tribulações manifesta-se o poder de Cristo
Irmãos: Nós trazemos em vasos de barro o tesouro do nosso ministério, para que se reconheça que um poder tão sublime vem de Deus e não de nós. Em tudo somos oprimidos, mas não esmagados; andamos perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados. Levamos sempre e por toda a parte no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, a fim de que se manifeste também no nosso corpo a vida de Jesus.
Porque, estando ainda vivos, somos constantemente entregues à morte por causa de Jesus, para que se manifeste também na nossa carne mortal a vida de Jesus. E assim, a morte atua em nós e a vida em vós. Diz a Escritura: «Acreditei, por isso falei». Com este mesmo espírito de fé, também nós acreditamos e por isso falamos, sabendo que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus e nos levará convosco para junto d’Ele.
Tudo isto é por vossa causa, para que uma graça mais abundante multiplique as ações de graças de um maior número de cristãos para glória de Deus. Por isso não desanimamos. Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia. Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória. Não olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas.
Bem sabemos que, se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela mão dos homens. Por isso gememos nesta tenda atual, no anseio de nos revestirmos da nossa habitação celeste, se de fato formos encontrados vestidos e não despidos. Na verdade, enquanto estamos nesta tenda, gememos acabrunhados, porque não queremos ser despidos, mas revestidos, para que o que é mortal em nós seja absorvido pela vida. Mas quem nos formou para este destino foi Deus, Ele que nos deu o penhor do Espírito.
Estamos, portanto, sempre cheios de confiança, sabendo que, enquanto habitarmos neste corpo, vivemos como exilados, longe do Senhor, pois caminhamos à luz da fé e não da visão clara. E com esta confiança, preferíamos exilar-nos do corpo para irmos habitar junto do Senhor.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do livro «A ciência da cruz» de Santa Teresa benedita da Cruz
(Edith Steins Werke, ed. L. Gelber – R. Leuven, T. I, Freiburg 1983, pp. 15-16)
Para os que crêem no Crucificado abre-se a porta da vida
Cristo tomou sobre Si o jugo da Lei, cumprindo plenamente a Lei e morrendo pela Lei e através da Lei. Assim libertou da Lei aqueles que querem receber d’Ele a vida. Mas eles sabem que só poderão recebê-la se oferecerem a sua própria vida. Porque os que foram batizados em Cristo foram batizados na sua morte. Submergiram-se na vida de Cristo, para se tornarem membros do seu Corpo, destinados a sofrer e morrer com Ele, mas também a ressuscitar com Ele para a vida eterna, a vida divina.
Para nós, evidentemente, esta vida atingirá a sua plenitude no Dia do Senhor. Contudo, já desde agora – «na carne» – participamos da sua vida se acreditamos; se acreditamos que Cristo morreu por nós para nos dar a sua vida. É esta fé que nos permite ser uma só realidade com Ele, como os membros com a cabeça, e nos abre a torrente da sua vida. Assim, esta fé no Crucificado – a fé viva, que está associada ao vínculo do amor – constitui para nós a entrada na vida e o princípio da futura glorificação. Por isso a cruz é o nosso único título de glória: Longe de mim gloriar-me, senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Quem decidiu aderir a Cristo morreu para o mundo e o mundo para ele. Leva no seu corpo os estigmas do Senhor. É débil e desprezado perante os homens; mas por isso mesmo é forte, porque na fraqueza se manifesta o poder de Deus.
Tendo consciência disto, o discípulo de Jesus aceita não somente a cruz que lhe é imposta, mas crucifica-se a si mesmo: Os que são de Cristo crucificaram a sua carne com as suas paixões e concupiscências. Suportaram um combate implacável contra a sua natureza, a fim de que morra neles a vida do pecado e dê lugar à vida do espírito. Porque é esta que importa.
Contudo a cruz não é um fim em si mesma: ela eleva-nos para as alturas e revela-nos as realidades superiores. Por isso ela não é somente um símbolo; ela é a arma poderosa de Cristo; é o cajado de pastor com que o divino David sai ao encontro do Golias infernal e com o qual bate fortemente à porta do Céu e a abre. Então brotam as torrentes da luz divina que envolvem todos aqueles que seguem o Crucificado.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
2 Cor 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para podermos consolar aqueles que estão atribulados, por meio do conforto que nós próprios recebemos de Deus. Do mesmo modo que abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também por Cristo abunda a nossa consolação.
LEITURA BREVE DA HORA TERÇA
1 Pedro 5, 10-11
O Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terdes sofrido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis e vos fortificará. A Ele o poder e a glória por toda a eternidade. Amém.
LEITURA BREVE DA HORA SEXTA
Tg 1, 12
Feliz o homem que suporta a provação, porque depois de ter sido provado receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que O temem.
LEITURA BREVE DA HORA NONA
Sab 3, 1-2a.3b
As almas dos justos estão na mão de Deus e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; mas eles estão em paz.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 4, 13-14
Caríssimos, alegrai-vos na medida em que participardes nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de Vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
