11 de agosto de 2023
As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Dt 4,32-40), de escrutar, examinar minuciosamente a história da humanidade e refletir sobre as maravilhas divinas operadas na história da salvação, em que Deus se revelou com provas, sinais, prodígios, mão poderosa, braço estendido… [...] O Senhor fez tudo isso e muito mais por amor de seu povo eleito, cumprindo observar suas leis e prescrições para usufruir da mais refinada felicidade, prolongando os dias sobre a terra e estendendo à posteridade a mais valiosa das heranças: a conexão divina, o viver em estreita sintonia com o Senhor Deus! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 76) concitam-nos a elevar a voz a Deus, a clamar para sermos atendidos; cumpre procurar o Senhor no dia da angústia, levantar as mãos clamando sem descanso. Cabe-nos recordar todos os prodígios e maravilhas que o Senhor Deus realizou em prol de seu povo e perscrutar as razões de sua atitude de reserva, em que aparentemente se afasta e rejeita seu povo, deixando-o à mercê das consequências de suas atitudes insensatas. Cumpre-nos, pois, mudar nossas atitudes, sintonizando-as à vontade do Senhor e nos empenharmos intensamente para contribuir com muitos para que também o façam e inspirem ainda outros a fazê-lo, pois o poder do Senhor é imenso e atenderá as súplicas dos corações que o buscam com humildade, sinceridade e pureza, confiantes na sua misericórdia divina! O Santo Evangelho (Mt 16,24-28) insta-nos à clareza de que quem desejar seguir Jesus deve renunciar-se a si mesmo, tomar sua cruz e segui-lo, porque aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la e aquele que sacrificar a vida por causa de Jesus, vai recobrá-la, pois de nada serve ganhar o mundo inteiro e pôr a perder a vida definitiva. [...] Assim, cumpre-nos estar preparados, dia-a-dia, para o momento da nossa páscoa, da nossa passagem para a realidade da vida espiritual, em que o corpo irá para o lugar de repouso, conforme a vontade daquele que tudo criou e tudo nos concedeu; e o espírito será alçado também ao local por ele destinado. Que nossas obras, nosso proceder em cada momento da vida, sejam em consonância com essa perspectiva, com a consciência da finitude, da fugacidade, da provisioriedade do viver humano; porém Deus, que tudo fez com perfeição, não deixará nossa alma imortal ao léu; caminhemos pois, cada vez mais celeremente para ele, para estarmos face a face com o Senhor: aqui neste mundo na oração, na meditação, na busca de sua contemplação e na caridade com os irmãos - e após a morte na eternidade celestial!
