Liturgia De 19 De Agosto De 2023
19 de agosto de 2023Liturgia De 21 De Agosto De 2023
21 de agosto de 2023DOMINGO – ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
<http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4081-liturgia-de-20-de-agosto-de-2023>
(branco, glória, creio e pref. próprio – ofício da solenidade)
Antífona da entrada
– Grande sinal apareceu no céu: uma mulher que tem o sol por manto, a lua sob os pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça (Ap 12,1).
Oração do dia
– Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu, em corpo e alma, a imaculada virgem Maria, mãe de vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, afim de participarmos da sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Ap 11,19a; 12,1.3-6a.10ab
– Leitura do livro do Apocalipse de são João: 19aAbriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a Arca da Aliança. 12,1Então apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 3Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6aA mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10abOuvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 45,10bc.11.12ab.16 (R: 10b)
– À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.
R: À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.
– As filhas de reis vêm ao vosso encontro, e à vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir.
R: À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.
– Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!”
R: À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.
– Entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real.
R: À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.
2ª Leitura: 1Cor 15,20-27a
– Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27aCom efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Maria é elevada ao céu, alegrem-se os coros dos anjos.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 1,39-56
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!
– Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!
Liturgia comentada
Ela entrou na casa… (Lc 1,39-56)
O Evangelho de hoje nos fala de um “encontro”. Isabel, uma anciã – imagem da Antiga Aliança, – recebe a visita da jovem Maria – a “arca” da Nova Aliança. É o encontro do passado com o presente. Encontro das promessas com o seu cumprimento. Do provisório com o eterno.
Tão logo recebe o anúncio de Gabriel, que lhe revela a sublime missão de ser o canal escolhido para a Encarnação do Filho de Deus, Maria de Nazaré sai às pressas, pelas montanhas de Judá, subindo até Ain Karim, onde morava Isabel de Zacarias, sua parenta idosa, já no sexto mês de gravidez. Ao entrar em casa, Maria saúda Isabel e esta, prontamente, fica cheia do Espírito de Deus.
Estamos diante de uma evidência: a graça de Deus se comunica. A Toda-Santa – a Mãe de Deus – irradia à sua volta o dinamismo espiritual que a inunda. Um abraço apenas, uma palavra – Shalom! – bastam para que o Espírito Santo se derrame do coração de Maria ao coração de Isabel. E esta se espanta diante da honra desmedida de ser visitada pela Mãe de seu Adonai, o Senhor Deus…
Este Evangelho registra uma situação mais ou menos comum no cotidiano: quem já recebeu a visita de uma pessoa santa, experimentou nela uma “presença” especial que não se explica apenas por fatores humanos. Não é sem motivo que as multidões procuravam incansavelmente pelo Pe. Pio de Pietrelcina, ou ainda fazem contínuas romarias ao túmulo do Pe. Eustáquio, ou preferem sem nenhuma reserva a missa de certos sacerdotes, cuja piedade se faz visível…
Sim. É muito cômodo acusar as multidões de simples ignorância ou grosseira superstição. Mas o povo possui uma espécie de “sexto sentido” que lhe aponta as pessoas habitadas por Deus. Na Rússia do Séc. XIX, São Serafim de Sarov precisava ocultar-se na floresta para ter um mínimo de solidão que lhe permitisse rezar. Madre Teresa vivia cercada pelos mendigos de Calcutá, além de atrair milhares de vocações. Os discípulos de São José de Calasanz chegavam a espiá-lo pela fechadura, para vê-lo em oração, levitando centímetros acima do solo.
E nós? Sente-se a presença de Deus em nossa vida? Nossos gestos e palavras manifestam a ação de Deus em nós? Quem faz contato conosco também pode louvar e dar graças a Deus, como Isabel visitada pela Virgem Mãe?
Orai sem cessar: “Anunciarei vosso nome a meus irmãos.” (Sl 22, 23)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
Leitura complementar
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 20 DE AGOSTO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/breviario.php?s=ufficio_delle_letture>
Das Homilias de São João Crisóstomo, bispo, sobre o Evangelho de São Mateus
(Hom. 15, 6.7: PG 57, 231-232) (Sec. IV)
Sal da terra e luz do mundo
Vós sois o sal da terra. A palavra que vos é confiada, diz o Senhor, não se destina só a vós mas ao mundo inteiro. Nem vos envio a duas, a dez ou a vinte cidades, nem a um só povo, como no tempo dos Profetas, mas à terra, ao mar e ao mundo inteiro, a este mundo tão pervertido. Ao dizer: Vós sois o sal da terra, o Senhor declara que toda a natureza humana perdeu o sabor e está corrompida pelo pecado. Por isso exige dos discípulos as virtudes que são mais necessárias e úteis para a salvação dos outros homens. Quem é manso, humilde, misericordioso e justo não possui estas virtudes só para seu proveito, mas faz com que essas fontes excelentes corram também para utilidade dos outros. E quem é puro de coração, amante da paz e da verdade, dedica a sua vida ao bem de todos. Não penseis, parece dizer, que sois chamados a pequenas lutas ou a empreendimentos insignificantes: Vós sois o sal da terra. Que significa isto? Que eles tornaram são o que tinha apodrecido? De modo algum. De nada serve deitar sal ao que já está podre. Não foi esta a função dos Apóstolos; o que eles fizeram foi deitar sal e conservar em bom estado os corações que o Senhor lhes confiara depois de os ter renovado e libertado da corrupção. Libertar da corrupção do pecado foi obra do poder de Cristo; mas não recair no precedente estado de corrupção é fruto da diligência e solicitude dos Apóstolos. Repara como Ele vai mostrando gradualmente que estes são superiores aos Profetas. Não diz que são mestres da Palestina, mas de todo o mundo. «Não vos admireis, portanto – parece dizer‑lhes Jesus – se vos falo a vós de preferência a tantos outros e vos chamo para enfrentar tão graves dificuldades. Considerai o número e a grandeza das cidades, povos e nações a que vou enviar‑vos. Por isso quero que não vos limiteis a ser prudentes para vós mesmos, mas que torneis os outros semelhantes a vós. Se assim não for, nem sequer a vós podereis ser úteis. Na verdade, se os outros perderem o sabor, podem recuperá‑lo pelo vosso ministério; mas se sois vós que vos tornais insípidos, arrastareis também os outros com a vossa ruína. Quanto mais importantes são os encargos, tanto maior deve ser a vossa solicitude». Por isso diz Jesus: Se o sal perde o seu sabor, com que o havemos de salgar? Não serve para mais nada senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. E para que não temam lançar‑se para o combate, ao ouvirem aquelas palavras: Quando vos insultarem e perseguirem e disserem toda a espécie de mal contra vós, diz‑lhes de modo equivalente: «Se não estais dispostos a estas provas, em vão fostes escolhidos. São certamente inevitáveis estas maledicências; mas em vez de vos prejudicarem, serão testemunhas da vossa firmeza. Contudo, se o temor das afrontas vos leva à simulação e covardia, então será maior o vosso sofrimento: todos falarão mal de vós e sereis para toda a gente objeto de censura e escárnio. É isto que quer dizer ser pisado pelos homens». Depois continua com uma analogia mais elevada: Vós sois a luz do mundo. Novamente se refere ao mundo: não a um só povo nem a vinte cidades, mas a todo o orbe da terra; e a luz, como o sal de que antes falou, deve entender‑se em sentido espiritual, luz mais esplendorosa que os raios do sol que nos alumia. Fala primeiro do sal, depois fala da luz, para mostrar a grande eficácia que tem uma pregação vigorosa e uma doutrina exigente e luminosa. Deste modo nos obriga a seguir uma certa norma na pregação, sem divagações inconvenientes, para que ela possa iluminar a vista de quem nos rodeia: Não se pode ocultar uma cidade situada sobre um monte, nem se acende uma lâmpada para a colocar sob um alqueire. Com estas palavras insiste o Senhor na perfeição de vida que hão‑de levar os seus discípulos, estimulando‑os à vigilância e à solicitude pela própria santificação, porque estão expostos ao olhar de todos os homens e travam o seu combate diante de toda a terra.
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados, compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária.).
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes realizados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode também digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
