Néctar espiritual extraído da Liturgia Diária de 14/09/2023
As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso – cumprindo pedir o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Nm 21,4b-9), de não perder a coragem no caminho e não murmurar contra o Senhor Deus, nem de forma alguma desprezar o que ele nos concedeu, para não atrair as consequências de tais atitudes insensatas. Concitam-nos também à consciência de que o Senhor pode se valer de símbolos para realizar seus sinais, como foi o caso da serpente de bronze que determinou a Moisés que colocasse sobre o poste, de modo que os que tivessem sido picados pela serpente, se olhassem para ela, conservavam a vida. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 77) instam-nos à à consciência de vários pontos da história da salvação do povo hebreu, tendo como ponto alto o estabelecimento de uma lei, uma legislação a ser observada pelo povo e deixada como herança às gerações vindouras. […] Caíram na idolatria, colhendo como consequência o abandono do Senhor e grande número foi ceifado à espada. Então novamente o Senhor voltou a assisti-los, escolhendo Davi como seu servo, para pastoreá-los com reto coração e mão prudente. O Santo Evangelho (Jo 3,13-17) insta-nos à compreensão de que, assim como Moisés levantou a serpente no deserto e os que para ela olhavam tinham a vida conservada, apesar de terem sido picados por serpentes ardentes, Jesus foi levantado na cruz, para que todo o que nele crer tenha a vida eterna, apesar dos veneno do pecado, do qual fomos purificados pelo seu sacrifício na cruz. […]
A exaltação da Santíssima Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma das mais belas festas da Igreja, celebrada no dia 14 de setembro, como título e como significado.
Redação (14/09/2022 09:02, Gaudium Press) Segundo a linguagem comum, impregnada de pieguice, o indivíduo exaltado é aquele que facilmente se irrita, derramando sua bílis sobre os outros. A verdadeira exaltação, porém, nada tem a ver com o mau gênio. Do latim exaltere, significa tornar-se alto, elevar-se, subir. A exaltação da Santa Cruz de Nosso Senhor é, portanto, a festa pela qual a Igreja recorda e proclama aos olhos do mundo que ela ergue o símbolo da Redenção acima de todas as coisas, colocando-o na sua devida e suprema altura.
O auge das humilhações sofridas por Jesus
Este louvor se reveste de grandeza e de júbilo ainda maiores quando consideramos que a cruz, originalmente, era um instrumento de suplício usado em toda a Antiguidade, que representava a ignomínia e a vergonha para a pessoa que sofresse a pena da crucifixão. Por isso, ao ser pregado na Cruz, Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu tremenda humilhação. Esta equivalia a dizer que Ele morria como um bandido, um ladrão, equiparado aos dois facínoras com os quais foi crucificado no alto do Gólgota.
Neste sentido, a Cruz representa o auge de todos os desprezos e escárnios que Jesus padeceu na sua vida pública, sobretudo nos trágicos dias da Paixão. Essas humilhações correspondiam ao desejo dos algozes de acrescentar aos tormentos físicos um martírio moral, ainda mais doloroso. Então, com a coroa de espinhos, a túnica de bobo, a cana à guisa de cetro, as bofetadas, etc., tinham a intenção de atormentar a Alma adorável de Nosso Senhor, e não apenas o seu Corpo santíssimo.
Mas, sendo verdade que a Cruz de Nosso Senhor foi o ápice de todas as humilhações sofridas por Ele, ela é também o começo de todos os desprezos que até o fim do mundo os católicos haveriam de suportar em nome do Filho de Deus. Porque a impiedade não se desarma nunca. Ela visa sempre menosprezar e abater a autêntica moral cristã. Raros, se não inexistentes, são os católicos que não tenham sido humilhados, de uma forma ou de outra, por causa de sua fidelidade a Jesus Cristo. O que constitui, aliás, uma bem-aventurança, pois significa ser perseguido por amor à justiça divina, contra a qual continuamente se erguem os ímpios.
Cumpre, porém, frisar que a Cruz de Cristo, e as cruzes que por Ele carregamos, são igualmente símbolos de nossa honra. Esta consiste em recebermos a humilhação com ufania, regozijando-nos dela. Mais: com um espírito de desafio. Em face daqueles que nos injuriam, proclamamos com brio e júbilo ainda maiores o supremo símbolo de nossa Religião. O que corresponde inteiramente à ideia de exaltação: manifestar a glória da Cruz, com uma altaneria que esmague os ultrajes que os adversários procuram fazer a Cristo.
Nossa Religião precisa ser defendida com espírito de luta e, portanto, se alguém injuria a Cruz em nossa presença, devemos redarguir com destemor e bravura. Não como quem resguarda a própria honra, mas como quem responde pela honra infinitamente mais preciosa de Nosso Senhor Jesus Cristo e, em união com a d’Ele, a da Santíssima Virgem.
No alto das torres e das coroas
Paralelamente, essa honra do Homem-Deus é também reivindicada pela Igreja. E, por causa disto, os católicos tomaram a Cruz como sinal de distinção, como símbolo de tudo quanto há de mais sagrado e santo. E o colocá-la no alto de todas as coisas foi uma preocupação constante da Civilização Cristã. Vieram então as manifestações características dos tempos de fé: a Cruz encimando as elevadas torres das igrejas e catedrais; a Cruz no topo das coroas de reis e imperadores, ou adornando os mais nobres galardões das famílias da primeira aristocracia, ou servindo de insígnia nas condecorações. E quando se queria significar a magna importância de um documento, iniciava-o com uma cruz.
Enfim, em tudo quanto o homem concebia de supremo, estava a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, trazendo consigo a ideia de que, entre todas as maravilhas por Ele operadas neste mundo, a mais admirável e a mais adorável era o ter sofrido e morrido naquele instrumento de vergonha. Trazendo consigo, ainda, o revide a essa humilhação, um revide cavalheiresco e sobrenatural – a exaltação da Santa Cruz!
A Cruz glorificada em nosso interior
Nosso Senhor Jesus Cristo é o Redentor do gênero humano. Ele tinha de redimi-lo aceitando a morte. A partir desse momento, a Cruz tornou-se a afirmação dos sofrimentos, dos tormentos e das dificuldades que o homem aceita para realizar os desígnios de Deus sobre ele na terra. Então enfrenta tudo, a exemplo de Nosso Senhor, para seguir a superior vontade divina. Tal é a lição que nos dá a Cruz: abraçar a dor, o sacrifício, o holocausto, num ato de fidelidade do homem à sua própria vocação.
Fidelidade esta que implica não só na luta de uma vida inteira para que a Religião Católica vença e a Cruz de Nosso Senhor seja elevada sobre todas as coisas, como também na vitória em nossos combates interiores. Com efeito, continuamente travamos uma batalha dentro de nossas almas, na qual se opõem virtudes e pecados. Este antagonismo redunda num atrito e numa fricção interna que, em determinados momentos, chega a ser pungente.
Pois bem, esta luta, é preciso que a olhemos de frente, e que tenhamos sempre a iniciativa audaciosa de derrotar o pecado. Esta batalha é, de certo modo, a glorificação da Cruz de Nosso Senhor dentro de nós.
A verdadeira alegria está na Cruz
Desde os primórdios do Cristianismo, os homens se batizaram à sombra da Cruz, casaram-se sob a proteção dela, colocaram-na no melhor lugar de seus lares e, chegados ao derradeiro instante de suas vidas, morreram olhando para ela. Quer dizer, a Cruz tem marcado toda a existência do católico. É mais uma expressão da ideia fundamental de que o cotidiano terreno foi feito para o sofrimento e para o heroísmo. E quem fala em heroísmo, fala em Cruz.
A verdadeira alegria da vida não consiste em desfrutar prazeres grandes ou pequenos, em ter fartura no comer e no beber, nem qualquer outra espécie de conforto. A autêntica satisfação da vida é aquela sensação de limpeza de alma que possuímos quando fitamos de frente a nossa cruz e dizemos “sim” a ela.
Desse modo, agimos como Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele Se entregou porque quis e, com passo valoroso, carregou sua Cruz até o cimo da montanha onde seria imolado. Portanto, evitemos a ilusão das alegrias efêmeras, e muitas vezes falsas, que nos prometem as diversões mundanas, as vaidades e os êxitos temporais, porque não constituem a verdadeira essência de nossa existência.
“A vida do homem é um constante combate” (Jó 7, 1), dizia o santo Jó. Como afirmamos, a essência da vida é uma luta dentro e fora de nós, aceitando o sofrimento de frente e fazendo dele a nossa alegria. Isto é verdadeiramente a exaltação da Cruz em nós.
Imitemos Aquela que mais amou a Cruz
O espírito de cruz, pelo qual concebemos crucificadamente todas as coisas, pelo qual batalhamos e vencemos, esse amor à Cruz, essa naturalidade no sofrimento caracteriza o genuíno filho da Santa Igreja e seguidor de Cristo. Para adquirirmos esse espírito, nada melhor poderíamos fazer do que suplicá-lo a Nossa Senhora, pedir-Lhe que nos conceda o amor que Ela mesma teve à Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Que pensamentos, que cogitações e preces fazia a Corredentora nas suas horas de solidão e recolhimento, recordando o patíbulo em que Se imolou o Cordeiro de Deus?! Quanto Ela reverenciou aquela Cruz! Quanto Ela a honrou! E que meditações sublimíssimas Ela fez aos pés do Madeiro, no próprio instante em que nele morria o Salvador!
E a que alto grau, inimaginável, elevou-se n’Ela o espírito de sofrimento – o espírito de cruz –, tornando-se para nós um luminoso exemplo de alma crucificada! Então, devemos pedir a Maria, em nome dessas meditações solitárias d’Ela diante da Cruz, nas quais talvez Ela teve em vista a cada um de nós, esse mesmo espírito de cruz.
Que nos incuta esse respeito, essa admiração e esse entusiasmo pelo verdadeiro sofrimento e, mais ainda, esse desejo heroico de sofrer, que é o característico do verdadeiro católico. Numa palavra, roguemos a Ela a graça dessa contínua exaltação da Santa Cruz em nós, para a exaltarmos continuamente fora de nós. [Fonte: <https://gaudiumpress.org/content/por-que-exaltacao-da-santa-cruz/>]
Antífona da entrada
– A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; foi ele que nos salvou e libertou (Gl 6,14).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus, que, para salvar a todos, dispusestes que o vosso Filho morresse na cruz, a nós, que conhecemos na terra esse mistério, dai-nos colher no céu os frutos da redenção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Nm 21,4b-9
Salmo Responsorial: Sl 77 – Das obras do Senhor, ó meu povo, não te esqueças!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos, porque pela cruz remistes o mundo!
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: (Jo 3,13-17)
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras desta Liturgia Diária ensinam em especial, na primeira leitura, sobre que afirmou o escritor sagrado (Nm 21,4b-9): Partiram do monte Hor na direção do mar Vermelho, para contornar a terra de Edom. 5.Mas o povo perdeu a coragem no caminho, e começou a murmurar contra Deus e contra Moisés: “Por que, diziam eles, nos tirastes do Egito, para morrermos no deserto onde não há pão nem água? Estamos enfastiados deste miserável alimento.” 6.Então o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que morderam e mataram muitos. 7.O povo veio a Moisés e disse-lhe: “Pecamos, murmurando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós essas serpentes.” Moisés intercedeu pelo povo, 8.e o Senhor disse a Moisés: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.” 9.Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida.”
O Salmo Responsorial oportuniza-nos absorver a síntese da história da salvação do povo hebreu feita pelo salmista (Sl 77): Hino de Asaf. Escuta, ó meu povo, minha doutrina; às palavras de minha boca presta atenção. 2.Abrirei os lábios, pronunciarei sentenças, desvendarei os mistérios das origens. 3.O que ouvimos e aprendemos, através de nossos pais, 4.nada ocultaremos a seus filhos, narrando à geração futura os louvores do Senhor, seu poder e suas obras grandiosas. 5.Ele promulgou uma lei para Jacó, instituiu a legislação de Israel, para que aquilo que confiara a nossos pais, eles o transmitissem a seus filhos, 6.a fim de que a nova geração o conhecesse, e os filhos que lhes nascessem pudessem também contar aos seus. 7.Aprenderiam, assim, a pôr em Deus sua esperança, a não esquecer as divinas obras, a observar as suas leis; 8.e a não se tornar como seus pais, geração rebelde e contumaz, de coração desviado, de espírito infiel a Deus. 9.Os filhos de Efraim, hábeis no arco, voltaram as costas no dia do combate. 10.Não guardaram a divina aliança, recusaram observar a sua lei. 11.Eles esqueceram suas obras, e as maravilhas operadas ante seus olhos. 12.Em presença de seus pais, ainda em terras do Egito, ele fez grandes prodígios nas planícies de Tanis. 13.O mar foi dividido para lhes dar passagem, represando as águas, verticais como um dique; 14.De dia ele os conduziu por trás de uma nuvem, e à noite ao clarão de uma flama. 15.Rochedos foram fendidos por ele no deserto, com torrentes de água os dessedentara. 16.Da pedra fizera jorrar regatos, e manar água como rios. 17.Entretanto, continuaram a pecar contra ele, e a se revoltar contra o Altíssimo no deserto. 18.Provocaram o Senhor em seus corações, reclamando iguarias de suas preferências. 19.E falaram contra Deus: Deus será capaz de nos servir uma mesa no deserto? 20.Eis que feriu a rocha para fazer jorrar dela água em torrentes. Mas poderia ele nos dar pão e preparar carne para seu povo? 21.O Senhor ouviu e se irritou: sua cólera se acendeu contra Jacó, e sua ira se desencadeou contra Israel, 22.porque não tiveram fé em Deus, nem confiaram em seu auxílio. 23.Contudo, ele ordenou às nuvens do alto, e abriu as portas do céu. 24.Fez chover o maná para saciá-los, deu-lhes o trigo do céu. 25.Pôde o homem comer o pão dos fortes, e lhes mandou víveres em abundância, 26.depois fez soprar no céu o vento leste, e seu poder levantou o vento sul. 27.Fez chover carnes, então, como poeira, numerosas aves como as areias do mar, 28.As quais caíram em seus acampamentos, ao redor de suas tendas. 29.Delas comeram até se fartarem, e satisfazerem os seus desejos. 30.Mas apenas o apetite saciaram, estando-lhes na boca ainda o alimento, 31.desencadeia-se contra eles a cólera divina, fazendo perecer a sua elite, e prostrando a juventude de Israel. 32.Malgrado tudo isso, persistiram em pecar, não se deixaram persuadir por seus prodígios. 33.Então, Deus pôs súbito termo a seus dias, e seus anos tiveram repentino fim. 34.Quando os feria, eles o procuravam, e de novo se voltavam para Deus. 35.E se lembravam que Deus era o seu rochedo, e que o Altíssimo lhes era o salvador. 36.Mas suas palavras enganavam, e lhe mentiam com a sua língua. 37.Seus corações não falavam com franqueza, não eram fiéis à sua aliança. 38.Mas ele, por compaixão, perdoava-lhes a falta e não os exterminava. Muitas vezes reteve sua cólera, não se entregando a todo o seu furor. 39.Sabendo que eles eram simples carne, um sopro só, que passa sem voltar. 40.Quantas vezes no deserto o provocaram, e na solidão o afligiram! 41.Recomeçaram a tentar a Deus, a exasperar o Santo de Israel. 42.Esqueceram a obra de suas mãos, no dia em que os livrou do adversário, 43.quando operou seus prodígios no Egito e maravilhas nas planícies de Tânis; 44.quando converteu seus rios em sangue, a fim de impedi-los de beber de suas águas; 45.quando enviou moscas para os devorar e rãs que os infestaram; 46.quando entregou suas colheitas aos pulgões, e aos gafanhotos o fruto de seu trabalho; 47.quando arrasou suas vinhas com o granizo, e suas figueiras com a geada; 48.quando extinguiu seu gado com saraivadas, e seus rebanhos pelos raios; 49.quando descarregou o ardor de sua cólera, indignação, furor, tribulação, um esquadrão de anjos da desgraça. 50.Deu livre curso à sua cólera; longe de preservá-los da morte, ele entregou à peste os seres vivos. 51.Matou os primogênitos no Egito, os primeiros partos nas habitações de Cam, 52.enquanto retirou seu povo como ovelhas, e o fez atravessar o deserto como rebanho. 53.Conduziu-o com firmeza sem nada ter que temer, enquanto aos inimigos os submergiu no mar. 54.Ele os levou para uma terra santa, até os montes que sua destra conquistou. 55.Ele expulsou nações diante deles, distribuiu-lhes as terras como herança, fez habitar em suas tendas as tribos de Israel. 56.Mas ainda tentaram a Deus e provocaram o Altíssimo, e não observaram os seus preceitos. 57.Transviaram-se e prevaricaram como seus pais, erraram o alvo, como um arco mal entesado. 58.Provocaram-lhe a ira com seus lugares altos, e inflamaram-lhe o zelo com seus ídolos. 59.À vista disso Deus se encolerizou e rejeitou Israel severamente. 60.Abandonou o santuário de Silo, tabernáculo onde habitara entre os homens. 61.Deixou conduzir cativa a arca de sua força, permitiu que a arca de sua glória caísse em mãos inimigas. 62.Abandonou seu povo à espada, e se irritou contra a sua herança. 63.O fogo devorou sua juventude, suas filhas não encontraram desponsório. 64.Seus sacerdotes pereceram pelo gládio, e as viúvas não choraram mais seus mortos. 65.Então, o Senhor despertou como de um sono, como se fosse um guerreiro dominado pelo vinho. 66.E feriu pelas costas os inimigos, infligindo-lhes eterna ignomínia. 67.Rejeitou o tabernáculo de José, e repeliu a tribo de Efraim. 68.Mas escolheu a de Judá e o monte Sião, monte de predileção. 69.Construiu seu santuário, qual um céu, estável como a terra, firmada para sempre. 70.Escolhendo a Davi, seu servo, e o tomando dos apriscos das ovelhas. 71.Chamou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para apascentar o rebanho de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança. 72. Davi foi para eles um pastor reto de coração, que os dirigiu com mão prudente.
No Santo Evangelho, sobre que disse Jesus (Jo 3,13-17): Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu. 14.Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, 15.para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna .16.Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. 17.Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos instam em especial a assumir o compromisso – cumprindo pedir o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Nm 21,4b-9), de não perder a coragem no caminho e não murmurar contra o Senhor Deus, nem de forma alguma desprezar o que ele nos concedeu, para não atrair as consequências de tais atitudes insensatas. Concitam-nos também à consciência de que o Senhor pode se valer de símbolos para realizar seus sinais, como foi o caso da serpente de bronze que determinou a Moisés que colocasse sobre o poste, de modo que os que tivessem sido picados pela serpente, se olhassem para ela, conservavam a vida.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 77) instam-nos à à consciência de vários pontos da história da salvação do povo hebreu, tendo como ponto alto o estabelecimento de uma lei, uma legislação a ser observada pelo povo e deixada como herança às gerações vindouras. O Senhor Deus fez uma aliança com seu o povo com a finalidade de que nele colocassem a esperança, não esquecendo das suas divinas obras, compromissando-os a observarem as suas leis e não tornar a agir como os antepassados, as gerações que foram contumazes na rebeldia, nos desvios, na infidelidade… Porém não tiveram fé em Deus e nem confiaram no seu auxílio, apesar de todas as obras e sinais realizados. Tal conduta atraiu sobre eles a cólera divina, que fez perecer a sua elite e prostrar a juventude de Israel. Apesar disso, mesmo colhendo os mais terríveis flagelos como consequência, persistiram no pecado. Quando feridos, procuravam novamente o Senhor, se voltavam àquele que é o rochedo, o Altíssimo, o salvador… porém não o faziam com sinceridade de coração, mas atuando com enganação, mentira, perfídia… Apesar disso, o Senhor os perdoava e não os exterminava. Levou-os para uma terra santa, expulsou nações diante deles e distribuiu-lhes suas terras e cidades como herança. Porém ainda assim não observaram os seus preceitos, pois transviaram-se e prevaricaram, como haviam feito os seus pais. Caíram na idolatria, colhendo como consequência o abandono do Senhor e grande número foi ceifado à espada. Então novamente o Senhor voltou a assisti-los, escolhendo Davi como seu servo, para pastoreá-los com reto coração e mão prudente.
O Santo Evangelho (Jo 3,13-17) insta-nos à compreensão de que, assim como Moisés levantou a serpente no deserto e os que para ela olhavam tinham a vida conservada, apesar de terem sido picados por serpentes ardentes, Jesus foi levantado na cruz, para que todo o que nele crer tenha a vida eterna, apesar dos veneno do pecado, do qual fomos purificados pelo seu sacrifício na cruz. Concita-nos à consciência de que Deus amou o mundo a tal ponto que deu seu único Filho para que todo o que nele crer não venha a perecer, mas usufrua da vida eterna, pois Deus não o enviou para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo.
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos e sustentai-nos para não perdermos a coragem no caminho; que jamais murmuremos contra vós, nem de forma alguma desprezemos o que ele nos concedestes, para não atrairmos as consequências de tais atitudes insensatas. Que saibamos valorizar os símbolos de que vos valeis para realizar vossos sinais, como foi o caso da serpente de bronze que determinastes a Moisés que colocasse sobre o poste, de modo que os que tivessem sido picados pelas serpentes ardentes, se olhassem para ela, conservavam a vida. Que aprendamos as lições da história da salvação do povo hebreu, que teve como ponto alto o estabelecimento de uma lei, uma legislação a ser observada e deixada como herança às gerações vindouras. Vós fizestes uma aliança com vosso povo com a finalidade de que em vós colocassem a esperança, não esquecendo das vossas divinas obras, compromissando-os a observarem as vossas leis e não tornar a agir como os antepassados, as gerações que foram contumazes na rebeldia, nos desvios, na infidelidade… Porém não tiveram fé e não confiaram em vosso auxílio, apesar de todas as obras e sinais realizados. Tal conduta atraiu sobre eles a cólera divina, que fez perecer a sua elite e prostrar a juventude de Israel. Apesar disso, mesmo colhendo os mais terríveis flagelos como consequência, persistiram no pecado. Quando feridos, procuravam novamente o Senhor, se voltavam a vós, que sois o rochedo, o Altíssimo, o salvador… porém não o faziam com sinceridade de coração, mas atuando com enganação, mentira, perfídia… Apesar disso, vós os perdoastes e não os exterminastes; mas, com imensa generosidade, os levastes para uma terra santa, expulsando nações diante deles e distribuindo-lhes suas terras e cidades como herança. Porém ainda assim não observaram os vossos preceitos, pois transviaram-se e prevaricaram, como haviam feito os seus pais. Caíram na idolatria, colhendo como consequência o vosso abandono e grande número foi ceifado à espada. Então novamente vós voltastes a assisti-los, escolhendo Davi como vosso servo, para pastoreá-los com reto coração e mão prudente… Até que chegou ao ápice a história da salvação: assim como Moisés levantou a serpente no deserto e os que para ela olhavam tinham a vida conservada, apesar de terem sido picados por serpentes ardentes, Jesus foi levantado na cruz, para que todo o que nele crer tenha a vida eterna, apesar dos veneno do pecado, do qual fomos purificados pelo seu sacrifício na cruz. Vós amastes o mundo a tal ponto que destes vosso único Filho para que todo o que nele crer não venha a perecer, mas usufrua da vida eterna, pois vós não o enviaste para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
Leitura complementar
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 14 DE SETEMBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas 2, 19 – 3, 7.13-14; 6, 14-16
A glória da cruz
Irmãos: Eu, Paulo, por meio da Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Com Cristo estou crucificado. Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Se ainda vivo dependente duma natureza carnal, vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim. Não quero tornar inútil a graça de Deus, porque se a justificação viesse por meio da Lei, então Cristo teria morrido em vão. Ó gálatas insensatos, quem vos fascinou, depois de ter sido apresentada a vossos olhos a imagem de Jesus Cristo crucificado? Só quero que me respondais ao seguinte: Recebestes o Espírito pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? Sois tão insensatos que, tendo começado pelo espírito, acabais agora pela carne? Foi em vão que recebestes tantos dons? Se é que foi em vão. Aquele que vos dá o Espírito e realiza milagres entre vós, procede assim por cumprirdes as obras da Lei, ou por terdes acreditado na mensagem da fé? Se «Abraão acreditou em Deus e isto lhe foi atribuído como justiça», então entendei‑o bem: só são filhos de Abraão os que vivem segundo a fé. Cristo resgatou‑nos da maldição da Lei, tornando‑Se maldição por amor de nós, como está escrito: «Maldito aquele que é suspenso no madeiro», a fim de que, por meio de Jesus Cristo, a bênção de Abraão se estendesse aos gentios, e nós recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido. Longe de mim gloriar‑me, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Porque nem a circuncisão nem a incircuncisão valem alguma coisa; o que vale é ser uma nova criatura. Paz e misericórdia para quantos seguirem esta norma, e para o Israel de Deus.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo (Sermão 10, na Exaltação da Santa Cruz: PG 97, 1018-1019.1022-1023) (Sec. VIII)
A cruz é a glória e a exaltação de Cristo
Celebramos a festa da santa cruz, que dissipou as trevas e nos restituiu a luz. Celebramos a festa da santa cruz, e juntamente com o Crucificado somos elevados para o alto, para que, deixando a terra do pecado, alcancemos os bens celestes. Tão grande é o valor da cruz, que quem a possui, possui um tesouro. E chamo‑a justamente tesouro, porque é na verdade, de nome e de fato, o mais precioso de todos os bens. Nela está a plenitude da nossa salvação e por ela regressamos à dignidade original. Com efeito, sem a cruz, Cristo não teria sido crucificado. Sem a cruz, a Vida não teria sido cravada no madeiro. E se a Vida não tivesse sido crucificada, não teriam brotado do seu lado aquelas fontes de imortalidade, o sangue e a água, que purificam o mundo; não teria sido rasgada a sentença de condenação escrita pelo nosso pecado, não teríamos alcançado a liberdade, não poderíamos saborear o fruto da árvore da vida, não estaria aberto para nós o Paraíso. Sem a cruz, não teria sido vencida a morte, nem espoliado o inferno. Verdadeiramente grande e preciosa realidade é a santa cruz! Grande, porque é a origem de bens inumeráveis, tanto mais excelentes quanto maior é o mérito que lhes advém dos milagres e dos sofrimentos de Cristo. Preciosa, porque a cruz é simultaneamente o patíbulo e o troféu de Deus: o patíbulo, porque nela sofreu a morte voluntariamente; e o troféu, porque nela foi mortalmente ferido o demônio, e com ele foi vencida a morte. E deste modo, destruídas as portas do inferno, a cruz converteu‑se em fonte de salvação para todo o mundo. A cruz é a glória de Cristo e a exaltação de Cristo. A cruz é o cálice precioso da paixão de Cristo, é a síntese de tudo quanto Ele sofreu por nós. Para te convenceres de que a cruz é a glória de Cristo, ouve o que Ele mesmo diz: Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele e em breve O glorificará. E também: Glorifica‑me, ó Pai, com a glória que tinha junto de Ti, antes de o mundo existir. E noutra passagem: Pai, glorifica o teu nome. Veio então uma voz do Céu: ‘Eu O glorifiquei e de novo O glorificarei’. E para saberes que a cruz é também a exaltação de Cristo, escuta o que Ele próprio diz: Quando Eu for exaltado, então atrairei todos a Mim. Como vês, a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Hebr 2, 9-10 Vemos Jesus coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em proveito de todos. Convinha, na verdade, que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir para a sua glória um grande número de filhos, levasse à glória perfeita, pelo sofrimento, o Autor da salvação.
LEITURA BREVE DA HORA TERÇA
Hebr 5, 7-9 Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento. E tendo atingido a sua plenitude, tornou‑Se, para todos os que Lhe obedecem, causa de salvação eterna.
LEITURA BREVE DA HORA SEXTA
Ef 1, 7-8 Em Cristo encontramos a redenção, pelo seu Sangue, o perdão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Ele nos concedeu em abundância.
LEITURA BREVE DA HORA NONA
1 Pedro 1, 18-19 Não foi por coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vã maneira de proceder, herdada de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Cor 1, 23-24 Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios; mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ap 22, 4-5 Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.