LITURGIA DE 18 DE SETEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – XXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
18 de setembro de 2023LITURGIA DE 20 DE SETEMBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – SANTOS ANDRÉ E PAULO MÁRTIRES
20 de setembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 19/09/2023
As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (1Tm 3,1-13), de investir-nos da consciência dos ensinamento de São Paulo Apóstolo acerca de quem aspira o episcopado. Afirma que quem o faz cultiva o desejo por uma função sublime (haverá algo mais elevado que dedicar-se à formação da Igreja, do Corpo de Cristo, à construção do Reino de Deus?), cumprindo-lhe atuar de modo irrepreensível, sendo requisito para tal ser casado somente uma vez e ter um proceder sóbrio, prudente e regrado, devendo ser também hospitaleiro e capaz de ensinar. Não deve ser dado a bebidas, não ser violento, mas ter uma conduta marcada pela condescendência, sendo pacífico e desapegado, devendo ainda saber governar bem a casa e educar os filhos na obediência e na castidade. Importa ainda que seja pessoa ilibada, que goze de boa consideração por parte de todos. […]As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 100) instam a cantar ao Senhor sua bondade e justiça, salmodiando-o com frequência, seguindo pelo caminho reto, caminhando na inocência de coração no seio da família. Cumpre renunciar todo e qualquer pensamento culpável; apartar-se dos que praticam o mal, distanciar-se dos que têm o coração perverso e evitar o máximo possível aproximar-se do mal. […] O Santo Evangelho (Lc 7,11-17) insta-nos à consciência do poder de Jesus e de sua compaixão, a ponto de ressuscitar o filho da viúva de Naim. Diante desse prodígio, os que presenciaram o fato glorificavam a Deus dizendo: “Deus voltou os olhos para o seu povo.” Diante disso, cumpre-nos refletir: o que fazer para que Deus volte os olhos para nós, para o seu povo que enfrenta tantos desafios em nossos tempos? Se temos a consciência da realidade do imenso poder de Jesus e sua incomparável compaixão, cumpre-nos aproximarmo-nos cada vez mais dele, andar pelos caminhos onde o podemos encontrar. Certamente ele se compadecerá e nos concederá o que sua imensa sensibilidade e compaixão perceberem que mais necessitamos!
Antífona da entrada
– Ouvi, Senhor, as preces de vosso servo e do vosso povo eleito: dai a paz àqueles que esperam em vós, para que vossos profetas sejam verdadeiros (Eclo 36,18).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: 1Tm 3,1-13
Salmo Responsorial: Sl 100
– O Senhor é bondoso, compassivo e carinhoso.
2ª Leitura: Rom 14,7-9
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Um grande profeta surgiu entre nós, e Deus visitou o seu povo (Lc 7,16).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: (Lc 7,11-17)
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras desta Liturgia Diária ensinam em especial, na 1ª Leitura, sobre que afirmou o Apóstolo (1Tm 3,1-13): Eis uma coisa certa: quem aspira ao episcopado, saiba que está desejando uma função sublime. 2.Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, prudente, regrado no seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar.3.Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado; 4.deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade. 5.Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus? 6.Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demônio. 7.Importa, outrossim, que goze de boa consideração por parte dos de fora, para que não se exponha ao desprezo e caia assim nas ciladas diabólicas. 8.Do mesmo modo, os diáconos sejam honestos, não de duas atitudes nem propensos ao excesso da bebida e ao espírito de lucro; 9.que guardem o mistério da fé numa consciência pura. 10.Antes de poderem exercer o seu ministério, sejam provados para que se tenha certeza de que são irrepreensíveis. 11.As mulheres também sejam honestas, não difamadoras, mas sóbrias e fiéis em tudo. 12.Os diáconos não sejam casados senão uma vez, e saibam governar os filhos e a casa. 13.E os que desempenharem bem este ministério, alcançarão honrosa posição e grande confiança na fé, em Jesus Cristo.
O Salmo Responsorial oportuniza-nos fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 100): Salmo de Davi. Cantarei a bondade e a justiça. A vós, Senhor, salmodiarei. 2.Pelo caminho reto quero seguir. Oh, quando vireis a mim? Caminharei na inocência de coração, no seio de minha família. 3.Não proporei ante meus olhos nenhum pensamento culpável. Terei horror àquele que pratica o mal, não será ele meu amigo. 4.Estará sempre longe de mim o coração perverso, não quero conhecer o mal. 5.Exterminarei o que em segredo caluniar seu próximo. Não suportarei homem arrogante e de coração vaidoso. 6.Meus olhos se voltarão para os fiéis da terra, para fazê-los habitar comigo. Será meu servo o homem que segue o caminho reto. 7.O fraudulento não há de morar jamais em minha casa. Não subsistirá o mentiroso ante meus olhos. 8.Todos os dias extirparei da terra os ímpios, banindo da cidade do Senhor os que praticam o mal.
No Santo Evangelho, sobre que (Lc 7,11-17): No dia seguinte dirigiu-se Jesus a uma cidade chamada Naim. Iam com ele diversos discípulos e muito povo. 12.Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade. 13.Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: Não chores! 14.E aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse Jesus: Moço, eu te ordeno, levanta-te. 15.Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe. 16.Apoderou-se de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós: Deus voltou os olhos para o seu povo. 17.A notícia deste fato correu por toda a Judéia e por toda a circunvizinhança.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos instam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (1Tm 3,1-13), de investir-nos da consciência dos ensinamento de São Paulo Apóstolo acerca de quem aspira o episcopado. Afirma que quem o faz cultiva o desejo por uma função sublime (haverá algo mais elevado que dedicar-se à formação da Igreja, do Corpo de Cristo, à construção do Reino de Deus?), cumprindo-lhe atuar de modo irrepreensível, sendo requisito para tal ser casado somente uma vez e ter um proceder sóbrio, prudente e regrado, devendo ser também hospitaleiro e capaz de ensinar. Não deve ser dado a bebidas, não ser violento, mas ter uma conduta marcada pela condescendência, sendo pacífico e desapegado, devendo ainda saber governar bem a casa e educar os filhos na obediência e na castidade. Importa ainda que seja pessoa ilibada, que goze de boa consideração por parte de todos. Quanto aos diáconos, do mesmo modo, devem ser honestos, coerentes e sóbrios – não dados ao excesso na bebida nem à ganância; aptos a guardar o mistério da fé com consciência pura, devendo ser provados antes de exercer o ministério de modo a se obter a certeza de que serem pessoas irrepreensíveis. Devem também ser casados apenas uma vez e aptos a bem governar os filhos e a casa. As mulheres dos que servem como bispos e diáconos devem ser honestas, não difamadoras, mas sóbrias e fiéis em tudo.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 100) instam a cantar ao Senhor sua bondade e justiça, salmodiando-o com frequência, seguindo pelo caminho reto, caminhando na inocência de coração no seio da família. Cumpre renunciar todo e qualquer pensamento culpável; apartar-se do que pratica o mal, distanciar-se dos que têm o coração perverso e evitar o máximo possível aproximar-se do mal. Concitam-nos ainda a atuar de modo a dissuadir, neutralizar a atuação dos que são dados à fraude, à mentira, à calúnia, à arrogância e à vaidade. Ao contrário, cumpre promover os que são fiéis e seguem o caminho reto.
O Santo Evangelho (Lc 7,11-17) insta-nos à consciência do poder de Jesus e de sua compaixão, a ponto de ressuscitar o filho da viúva de Naim. Diante desse prodígio, os que presenciaram o fato glorificavam a Deus dizendo: “Deus voltou os olhos para o seu povo.” Diante disso, cumpre-nos refletir: o que fazer para que Deus volte os olhos para nós, para o seu povo que enfrenta tantos desafios em nossos tempos? Se temos a consciência da realidade do supremo poder de Jesus e sua incomparável compaixão, cumpre-nos aproximarmo-nos cada vez mais dele, andar pelos caminhos onde o podemos encontrar. Certamente ele se compadecerá e nos concederá o que sua imensa sensibilidade e compaixão perceberem que mais necessitamos!
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos e sustentai-nos para orar continuamente pelos que cultivam o desejo de exercer as funções sublimes que constituem os ministérios da Igreja, que é o Corpo de Cristo – os vanguardistas na construção do Reino de Deus – para que atuem de modo irrepreensível; que tenham um proceder sóbrio, prudente e regrado, que sejam também hospitaleiros e capazes de ensinar. Que não sejam dados a bebidas, nem violentos, nem gananciosos, mas tenham uma conduta marcada pela condescendência, sendo pacíficos e desapegados. Que sejam pessoas ilibadas, que gozem de boa consideração por parte de todos, honestos, coerentes e sóbrios; aptos a guardar o mistério da fé com consciência pura. Que os que exercem a função de diáconos sejam casados apenas uma vez e saibam governar bem a casa e educar os filhos na obediência e na castidade. Que as mulheres dos diáconos sejam honestas, não difamadoras, mas sóbrias e fiéis em tudo. Cantamos vossa bondade e justiça, salmodiamo-vos com firme propósito de seguir pelo caminho reto, caminhando na inocência de coração no seio da família. Que renunciemos todo e qualquer pensamento culpável; que nos apartemos dos que praticam o mal, nos distanciemos dos que têm o coração perverso e evitemos o máximo possível tomar contato com o mal. Que nossas condutas contribuam para dissuadir e/ou neutralizar a atuação dos que são dados à fraude, à mentira, à calúnia, à arrogância e à vaidade e para promover os que são fiéis e seguem o caminho reto. Que sejamos investidos da consciência do poder de Jesus e de sua compaixão, a ponto de ressuscitar o filho da viúva de Naim, face ao que aqueles que presenciaram o fato glorificaram a Deus dizendo: “Deus voltou os olhos para o seu povo.” Diante disso, para que volteis os olhos para nós, para o vosso povo que enfrenta tantos desafios em nossos tempos, com consciência da realidade do supremo poder de Jesus e sua incomparável compaixão, aproximemo-nos cada vez mais dele, andemos pelos caminhos onde o podemos encontrar e certamente ele se compadecerá e nos concederá o que sua imensa sensibilidade e compaixão perceberem que mais necessitamos! Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
Leitura complementar
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 19 DE SETEMBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Ezequiel 8, 1-6.16 – 9, 11
Jerusalém pecadora é julgada
No ano sexto, aos cinco dias do sexto mês, encontrando‑me eu sentado em minha casa na companhia dos anciãos de Judá, a mão do Senhor Deus pousou sobre mim. Eu olhei e vi uma figura que tinha a aparência de homem. Parecia dos rins para baixo que era fogo; e dos rins para cima era um esplendor semelhante ao metal brilhante. Estendeu uma espécie de mão e agarrou‑me pelos cabelos. O espírito arrebatou‑me entre o céu e a terra e em visão divina levou‑me a Jerusalém, até à entrada da porta interior que dá para o Norte, onde se encontrava o ídolo do ciúme. Ali estava a glória do Deus de Israel, semelhante à da visão que eu tivera no vale. Ele disse‑me: «Filho do homem, levanta os olhos para o Norte». Levantei os olhos para o Norte e vi, ao Norte da porta do altar, o ídolo do ciúme que estava à entrada. Disse‑me ainda: «Filho do homem, vês o que eles fazem? Vês as grandes abominações que a casa de Israel aqui comete, para que Eu Me afaste do meu santuário? Mas ainda verás abominações maiores». Depois conduziu‑me ao átrio interior da Casa de Deus, e vi que à entrada do Santuário do Senhor, entre o vestíbulo e o altar, se encontravam cerca de vinte e cinco homens, com as costas voltadas para o Santuário do Senhor e o rosto para o Oriente; prostravam‑se em direção ao Oriente diante do Sol. Disse‑me então: «Vês tudo isto, filho do homem? Não basta à casa de Judá praticar os horrores que aqui se cometem, para encher ainda o país de violência e não cessar de provocar a minha ira? Aí estão eles a levar o ramo ao nariz! Pois bem! Também Eu vou agir com furor; não terei piedade nem compaixão. Gritarão bem alto aos meus ouvidos, mas Eu não os escutarei». Bradou então com voz forte aos meus ouvidos: «Aproximai‑vos, flagelos da cidade, cada um com o seu instrumento de morte na mão». E do pórtico superior que dá para o Norte saíram seis homens, trazendo cada um na mão o seu instrumento de morte. No meio deles estava um homem vestido de linho, com um estojo de escriba à cintura. Aproximaram‑se e pararam junto do altar de bronze. E a glória do Deus de Israel elevou‑se dos querubins em que pousava e dirigiu‑se para o limiar do templo. Depois chamou o homem vestido de linho, que trazia à cintura o estojo de escriba. Disse‑lhe o Senhor: «Vai pela cidade, percorre Jerusalém e assinala com uma cruz na fronte os homens que gemem e se lamentam por causa das abominações que nela se praticam». Depois, dirigindo‑se aos outros na minha presença, disse‑lhes: «Percorrei a cidade atrás dele e feri sem piedade e sem compaixão. Velhos, novos, donzelas, crianças e mulheres, matai‑os, exterminai‑os a todos. Mas não toqueis naqueles que foram assinalados com a cruz na fronte. Começai pelo meu santuário». E eles começaram pelos anciãos que estavam diante do templo. A seguir, ordenou‑lhes: «Profanai o templo, enchei de cadáveres os seus átrios e saí». Eles saíram e continuaram o massacre na cidade. Enquanto eles atacavam, eu fiquei só. Caí então de rosto por terra e exclamei: «Ah Senhor Deus! Ireis destruir todo o resto de Israel, lançando a vossa ira sobre Jerusalém?». Ele respondeu‑me: «O pecado da casa de Israel e de Judá é grande, muito grande. O país está cheio de sangue, a cidade está cheia de perversão. Eles dizem: ‘O Senhor abandonou o país, o Senhor não vê nada’. Pois bem! Não terei um olhar de piedade, nem de compaixão. Farei cair sobre a sua cabeça o peso dos seus atos». Então o homem vestido de linho, que trazia à cintura o estojo de escriba, veio prestar contas e disse: «Fiz o que me mandastes».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Sermão de Santo Agostinho, bispo, sobre os pastores
(Sermo 46, 4-5: CCI 41, 531-533) (Sec. V)
O exemplo de Paulo
Quando, em certa altura, Paulo se encontrava em grande necessidade, preso pela confissão da verdade, foram‑lhe enviados pelos irmãos alguns bens para socorrer a sua indigência. Ele respondeu‑lhes, agradecendo com estas palavras: Fizestes bem em socorrer‑me nas minhas necessidades. Todavia, eu aprendi já a contentar‑me em todas as circunstâncias em que me encontro. Tanto sei viver na abundância como na penúria. Tudo posso n’Aquele que me conforta. Apesar disso, fizestes bem em ter‑me socorrido na minha grave situação. Mas para mostrar o que mais lhe interessava naquela boa obra, para não ser daqueles que se apascentam a si mesmos e não as ovelhas, dá‑lhes a entender que não se alegra tanto pela ajuda que recebeu, como pelo bem que eles realizaram. Que lhe interessava nesta boa ação deles? «Eu não procuro o dom material, diz ele; o que procuro é que aumente o fruto para vosso proveito; não para que eu seja saciado, mas para que vós não fiqueis sem merecimento». Portanto, aqueles que não podem fazer como Paulo, vivendo com o trabalho das suas mãos, recebam o leite das suas ovelhas, isto é, recebam dos fiéis o necessário para o seu sustento, mas não esqueçam a debilidade do rebanho. Não procurem o seu próprio interesse, para não darem a impressão de que anunciam o Evangelho por necessidade ou interesse próprio; o seu procedimento deve fazer compreender que se preocupam apenas em preparar a luz da palavra e da verdade para iluminar os homens, como está escrito: Estejam cingidos os vossos rins e as vossas lâmpadas acesas; e noutro lugar: Não se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, para iluminar a todos os que estão em casa. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. Se acendes uma lâmpada na tua casa, não vais deitando azeite para que não se apague? Mas se a lâmpada em que deitas o azeite não alumia, não merece ser colocada sobre o candelabro, mas imediatamente quebrada. Portanto, o que recebemos para poder viver, deve aumentar a nossa caridade para saciar os outros. Não como se o Evangelho fosse um bem rentável com cujo preço se pagasse o alimento àqueles que o anunciam. Vender assim o Evangelho seria vender por vil preço uma coisa de valor incomparável. Embora recebam do povo o necessário para o seu sustento, a recompensa pelo seu trabalho esperem‑na do Senhor. O povo nunca poderá recompensar devidamente aqueles que por caridade lhe ministram o Evangelho. A melhor recompensa que podem esperar os pregadores do Evangelho é a salvação daqueles que os escutam. Que é que se censura nos pastores? De que são acusados? De beberem o leite das ovelhas e de se vestirem com a sua lã, descuidando o interesse do rebanho. Buscavam, portanto, os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Is 55, 1
Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite.
LEITURA BREVE DA HORA TERÇA
1 Jo 3, 17-18
Se alguém possui bens deste mundo e, ao ver seu irmão passar necessidade, lhe fecha o coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e em verdade.
LEITURA BREVE DA HORA SEXTA
Deut 30, 11.14
A lei que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas cumprir.
LEITURA BREVE DA HORA NONA
Is 55, 10-11
Não roubes o pobre, porque é pobre; nem oprimas o infeliz às portas da cidade. Porque o Senhor advogará a sua causa e tirará a vida aos opressores.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Col 3, 16
Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e, com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
