LITURGIA DE 26 DE SETEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – XXV SEMANA DO TEMPO COMUM
26 de setembro de 2023LITURGIA DE 28 DE SETEMBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXV SEMANA DO TEMPO COMUM
28 de setembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 27/09/2023
As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso – e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Esd 9,5-9), de cair de joelhos, estender as mãos para o Senhor e reconhecer as iniquidades acumuladas sobre nossas cabeças – o acúmulo de nossos pecados – com a consciência das terríveis consequências que tais atitudes tendem a gerar (no caso do povo de Israel, foi massacrada grande parte de seus membros, tendo sido entregues à pilhagem, vergonha, cativeiro, escravidão, deportação, servidão…). Instam à consciência de que dos integrantes de um resto desse povo que sobrou do massacre – e que clamou ao Senhor em copioso pranto – o Senhor teve misericórdia, permitindo que subsistissem e proporcionando-lhes abrigo em um lugar santo, fazendo brilhar uma luz na escuridão em que viviam. Deus não os abandonou no cativeiro, mas concedeu-lhes a benevolência dos reis da Pérsia, dando-lhes vida o bastante para reconstruir o Templo do Senhor, reerguer as ruínas e permanecer em abrigo seguro na terra natal. As santas palavras do Salmo Responsorial (Tb 13) instam a regozijar-nos com Tobit e a fazer coro com sua prece. Tomamos posse e a transpomos para nossa realidade atual. Sois grande, Senhor, na eternidade, vosso reino estende-se a todos os séculos. Porque vós provais e, em seguida, salvais. Conduzis a profundos abismos e deles tirais; e não há quem possa escapar à vossa mão. Celebremos o Senhor, todos os filhos de nossa nação. Louvemo-lo em presença de todas nações. Porque, se ele permitiu as realidades horríveis que nos circundam, foi para que reconheçamos que – nós e nossos antepassados – fomos omissos, débeis na prática da fé, cumprindo-nos retomar a higidez espiritual dos que sabem que não há outro Deus onipotente senão ele. Castigou-nos por causa das nossas iniquidades, mas nos salvará por sua misericórdia. […] Feliz serei, se ficar um homem de minha raça para ver o esplendor de nossa nação: suas instituições serão reconstruídas à luz da justiça divina, seus integrantes se tornarão almas preciosas, seus meios de comunicação irradiarão as vossas maravilhas, e em suas ruas cantarão: Aleluia! Bendito seja Deus que te restituiu tal esplendor! Que ele reine sobre ti eternamente! O Santo Evangelho (Lc 9,1-6) insta-nos à consciência de que Jesus deu aos seus apóstolos poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar enfermidades, enviando-os para pregar o Reino de Deus e curar os enfermos. Cumpre impregnar-nos profundamente da consciência de que onde se estabelece o Reino de Deus – onde reina Deus – os demônios restam expulsos. A ação missionária iniciada pelos apóstolos e continuada pelos seus sucessores na Igreja tem por finalidade maior esse estabelecimento do Reino que se dá com a assepsia espiritual que se opera onde se ouve e se coloca em prática a Palava de Deus. Desse modo se estabelece o Reino daqueles que têm autoridade – dada por Jesus – sobre todos os demônios, retirando destes todo o poder para atuar sobre aqueles que aderem a Jesus e se mantém fiéis à sua palavra, à boa-nova do Evangelho.

São Vicente de Paulo
Vicente de Paulo foi, realmente, uma figura extraordinária para a humanidade. Pertencia a uma família pobre, de cristãos dignos e fervorosos. Nasceu em Pouy, França, no dia 24 de abril de 1581.
Na infância, foi um simples guardador de porcos, o que não o impediu de ter uma brilhante ascensão na alta Corte da sociedade de sua época. Aos dezenove anos, foi ordenado padre e, antes de ser capelão da rainha Margarida de Valois, ficou preso durante dois anos nas mãos dos muçulmanos. O mais curioso é que acabou sendo libertado pelo seu próprio “dono”, que, ao longo desse período, Vicente conseguiu converter ao cristianismo.
Todos o admiravam e respeitavam: do cardeal Richelieu à rainha Ana da Áustria, além do próprio rei Luís XIII, que fez questão absoluta de que Vicente de Paulo estivesse presente no seu leito de morte.
Mas quem mais era merecedor da piedade e atenção de Vicente de Paulo eram mesmo os pobres, os menos favorecidos, que sofriam as agruras da miséria. Quando Mazarino, em represália às barricadas erguidas pela França, quis fazer o país entregar-se pela fome, Vicente de Paulo organizou, em São Lázaro, uma mesa popular para servir, diariamente, refeições a duas mil pessoas famintas.
Apesar de ter sempre pouco tempo para os livros, tinha-o muito quando era para tratar e dar alívio espiritual. Quando convenceu o regente francês de que o povo sofria por falta de solidariedade e de pessoas caridosas para estenderem-lhe as mãos, o rei, imediatamente, nomeou-o para ser o ministro da Caridade. Com isso, organizou um trabalho de assistência aos pobres em escala nacional. Fundou e organizou quatro instituições voltadas para a caridade: a “Confraria das Damas da Caridade”, os “Servos dos Pobres”, a “Congregação dos Padres da Missão”, conhecidos como padres lazaristas, em 1625, e, principalmente, as “Filhas da Caridade”, em 1633.
Este homem prático, firme, dotado de senso de humor, esperto como um camponês, e sobretudo realista, que dizia aos sacerdotes de São Lazaro: “Amemos Deus, irmãos meus, mas o amemos às nossas custas, com a fadiga dos nossos braços, com o suor do nosso rosto”, morreu em Paris no dia 27 de setembro de 1660.
Canonizado em 1737, são Vicente de Paulo é festejado no dia de sua morte, pelos seus filhos e sua filhas espalhados nos quatro cantos do mundo. E por toda a sociedade leiga cristã engajada em cuidar para que seu carisma permaneça, pela ação de suas fundações, que florescem, ainda, nos nossos dias, sempre a serviço dos mais necessitados, doentes e marginalizados. [Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/calendario/sao-vicente-de-paulo/#gsc.tab=0>]
Antífona da entrada
– Repousa sobre mim o Espírito do Senhor; ele me ungiu para levar a boa-nova aos pobres e curar os corações contritos (Lc 4,18).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus, que para socorro dos pobres e formação do clero, enriquecestes o presbítero são Vicente de Paulo com as virtudes apostólicas, fazei-nos, animados pelo mesmo espírito, amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Esd 9,5-9
Salmo Responsorial: Tb 13
– Bendito seja Deus que vive eternamente!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1,15)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 9,1-6
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras desta Liturgia Diária ensinam em especial, na 1ª Leitura, sobre que afirmou o profeta (Esd 9,5-9): Na hora da oblação da tarde, levantei-me de minha aflição com minhas vestes e meu manto rasgados; então, caindo de joelhos, estendi as mãos para o Senhor, meu Deus, 6.e disse: Meu Deus, estou coberto de vergonha e de confusão ao levantar minha face para vós, meu Deus; porque as nossas iniquidades acumularam-se sobre nossas cabeças, e nosso pecado chegou até o céu. 7.Desde o tempo de nossos pais até o dia de hoje, temos sido gravemente culpados; e por causa de nossas iniquidades, fomos escravizados, nós, nossos reis e nossos filhos; fomos entregues à mercê dos reis de outras terras, à espada, ao cativeiro, à pilhagem e à vergonha que nos cobre mesmo nos dias de hoje. 8.Entretanto, o Senhor, nosso Deus, testemunhou-nos por um momento a sua misericórdia, permitindo que subsistisse um resto dentre nós, e concedeu-nos um abrigo em seu lugar santo. Nosso Deus quis assim fazer brilhar a nossos olhos a sua luz, e nos dar um pouco de vida no meio de nossa servidão. 9.Sim somos escravos; mas nosso Deus não nos abandonou em nosso cativeiro. Ele concedeu-nos a benevolência dos reis da Pérsia, dando-nos vida bastante para reconstruir a morada de nosso Deus, reerguer as ruínas, e prometendo-nos um abrigo seguro em Judá e em Jerusalém.
O Salmo Responsorial oportuniza-nos fazer coro com o louvor orante do salmista (Tb 13): Tobit tomou, então, a palavra e, num transporte de alegria, escreveu esta prece: Sois grande, Senhor, na eternidade, vosso reino estende-se a todos os séculos. 2.Porque vós provais e, em seguida, salvais. Conduzis a profundos abismos e deles tirais; e não há quem possa escapar à vossa mão. 3.Celebrai o Senhor, filhos de Israel. Louvai-o em presença das nações. 4.Porque, se ele vos dispersou entre povos que o não conhecem, foi para que publiqueis as suas maravilhas e lhes façais reconhecer que não há outro Deus onipotente senão ele. 5.Castigou-nos por causa das nossas iniquidades, mas nos salvará por sua misericórdia. 6.Considerai, agora, o que fez por nós, e bendizei-o com temor e tremor; por vosso comportamento, glorificai o rei dos séculos. 7.Quanto a mim, louvá-lo-ei na terra do meu cativeiro, porque manifestou sua majestade sobre um povo criminoso. 8.Convertei-vos, pecadores, e praticai a justiça diante de Deus, na confiança que vos fará misericórdia. 9.Nele me alegrarei de todo o coração. 10.Dai graças ao Senhor, vós todos, seus eleitos; celebrai dias de alegria e rendei-lhe louvores. 11.Jerusalém, cidade santa! Deus te castigou por teu mau procedimento. 12.Confessa a Deus como convém e louva o rei dos séculos, para que ele reedifique o teu santuário. Reúna em ti os que foram deportados, e possas alegrar-te sem fim! 13.Hás de refulgir qual esplêndida luz, e todos os povos da terra te venerarão. 14.Nações de longe virão a ti, com presentes, adorar o Senhor em teus muros, e considerarão o teu solo como um santuário. 15.Porque em teu recinto invocarão o grande nome. 16.Maldito seja quem te desprezar; desonrado, quem te caluniar; bendito seja quem te reconstruir! 17.Alegrar-te-ás nos teus filhos, porque serão todos abençoados, e se reunirão junto do Senhor. 18.Ditosos todos os que te amam: na tua paz encontrarão sua alegria. 19.Ó minha alma, bendize ao Senhor, porque o Senhor, nosso Deus, livrou Jerusalém de todas as suas tribulações. 20.Feliz serei, se ficar um homem de minha raça para ver o esplendor de Jerusalém: 21.suas portas serão reconstruídas com safiras e esmeraldas, seus muros serão inteiramente de pedras preciosas, 22.Suas praças serão pavimentadas de mosaicos e rubis, e em suas ruas cantarão: Aleluia! 23.Bendito seja Deus que te restituiu tal esplendor! Que ele reine sobre ti eternamente!
No Santo Evangelho, sobre que (Lc 9,1-6): Reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades. 2.Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3.Disse-lhes: Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas. 4.Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade. 5.Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés. 6.Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte. 7.O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que Jesus fazia e ficou perplexo. Uns diziam: É João que ressurgiu dos mortos; outros: É Elias que apareceu; 8.e ainda outros: É um dos antigos profetas que ressuscitou. 9.Mas Herodes dizia: Eu degolei João. Quem é, pois, este, de quem ouço tais coisas? E procurava ocasião de vê-lo.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos instam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Esd 9,5-9), de cair de joelhos, estender as mãos para o Senhor e reconhecer as iniquidades acumuladas sobre nossas cabeças – o acúmulo de nossos pecados – com a consciência das terríveis consequências que tais atitudes tendem a gerar (no caso do povo de Israel, foi massacrada grande parte de seus membros, tendo sido entregues à pilhagem, vergonha, cativeiro, escravidão, deportação, servidão…). Instam à consciência de que dos integrantes de um resto desse povo que sobrou do massacre – e que clamou ao Senhor em copioso pranto – o Senhor teve misericórdia, permitindo que subsistissem e proporcionando-lhes abrigo em um lugar santo, fazendo brilhar uma luz na escuridão em que viviam. Deus não os abandonou no cativeiro, mas concedeu-lhes a benevolência dos reis da Pérsia, dando-lhes vida o bastante para reconstruir o Templo do Senhor, reerguer as ruínas e permanecer em abrigo seguro na terra natal.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Tb 13) instam a regozijar-nos com Tobit e a fazer coro com sua prece. Tomamos posse e a transpomos para nossa realidade atual. Sois grande, Senhor, na eternidade, vosso reino estende-se a todos os séculos. Porque vós provais e, em seguida, salvais. Conduzis a profundos abismos e deles tirais; e não há quem possa escapar à vossa mão. Celebremos o Senhor, todos os filhos de nossa nação. Louvemo-lo em presença de todas nações. Porque, se ele permitiu as realidades horríveis que nos circundam, foi para que reconheçamos que – nós e nossos antepassados – fomos omissos, débeis na prática da fé, cumprindo-nos retomar a higidez espiritual dos que sabem que não há outro Deus onipotente senão ele. Castigou-nos por causa das nossas iniquidades, mas nos salvará por sua misericórdia. Consideremos, agora, o que fez por nós, e o bendizemos com temor e tremor; será por nosso comportamento que glorificaremos o rei dos séculos. Louvá-lo-emos na terra de nossas tribulações, porque manifestou sua majestade sobre um povo criminoso – somos cientes de que infringimos a lei do Senhor caindo na idolatria da ganância, da promiscuidade… Converteremo-nos de nossos pecados e praticaremos a justiça diante de Deus, com confiança de que terá misericórdia de nós. Nele nos alegraremos de todo o coração. Damos graças ao Senhor, nós que somos seus eleitos, escolhidos para servi-lo; celebraremos dias de alegria e render-lhe-emos louvores. Nossa nação, nossas cidades são santas! Porém Deus nos castigou por nossos maus procedimentos. Confessamos a Deus como convém e louvamos o rei dos séculos, para que ele reedifique os nossos santuários interiores, purificando-nos das nossas iniquidades, de nossos pecados, para que possamos servir de acordo com a vontade do Senhor nos templos exteriores. Rogamo-vos Senhor, que reunais em ti os que foram iludidos pelo maligno e se encontram distantes de vós, de modo que possais alegrar-vos infinitamente! Haveis de refulgir qual esplêndida luz, e todos os povos da terra vos venerarão. Todas as nações se converterão a vós; todos os povos ofertarão em vossos templos e o adorarão nos sacrários em que vos fazeis presente em corpo, sangue, alma e divindade. Em vosso recinto invocarão vosso grande nome. Maldito é quem vos despreza; desonrado é quem faz pouco caso de vós e com maledicência a vós se dirige; bendito seja quem se empenha em restaurar vossos desígnios sobre o orbe! Alegrar-vos-eis nos vossos filhos, porque serão todos abençoados, e se reunirão junto de vós. Ditosos todos os que vos amam: na vossa paz encontrarão sua alegria. Ó minha alma, bendize ao Senhor, porque o Senhor, nosso Deus, livrará nossa nação de todas as suas tribulações. Feliz serei, se ficar um homem de minha raça para ver o esplendor de nossa nação: suas instituições serão reconstruídas à luz da justiça divina, seus integrantes se tornarão almas preciosas, seus meios de comunicação irradiarão as vossas maravilhas, e em suas ruas cantarão: Aleluia! Bendito seja Deus que te restituiu tal esplendor! Que ele reine sobre ti eternamente!
O Santo Evangelho (Lc 9,1-6) insta-nos à consciência de que Jesus deu aos seus apóstolos poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades, enviando-os para pregar o Reino de Deus e curar os enfermos. Cumpre impregnar-nos profundamente da consciência de que onde se estabelece o Reino de Deus – onde reina Deus – os demônios restam expulsos. A ação missionária iniciada pelos apóstolos e continuada pelos seus sucessores na Igreja tem por finalidade maior esse estabelecimento do Reino que se dá com a assepsia espiritual que se opera onde se ouve e se coloca em prática a Palava de Deus. Desse modo se estabelece o Reino daqueles que têm autoridade – dada por Jesus – sobre todos os demônios, retirando destes todo o poder para atuar sobre aqueles que aderem a Jesus e se mantém fiéis à sua palavra, à boa-nova do Evangelho.
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para cair de joelhos, estender as mãos para o Senhor e reconhecer as iniquidades acumuladas sobre nossas cabeças – o acúmulo de nossos pecados – com a consciência das terríveis consequências que tais atitudes tendem a gerar (no caso do povo de Israel, foi massacrada grande parte de seus membros, tendo sido entregues à pilhagem, vergonha, cativeiro, escravidão, deportação, servidão…). Dai-nos impregnar-nos da consciência de que, dos integrantes de um resto desse povo que sobrou do massacre – e que clamou ao Senhor em copioso pranto – o Senhor teve misericórdia, permitindo que subsistissem e proporcionando-lhes abrigo em um lugar santo, fazendo brilhar uma luz na escuridão em que viviam. Deus não os abandonou no cativeiro, mas concedeu-lhes a benevolência dos reis da Pérsia, dando-lhes vida o bastante para reconstruir o Templo do Senhor, reerguer as ruínas e permanecer em abrigo seguro na terra natal. Que assim seja também para conosco, clamamos vossa misericórdia! Regozijamo-nos com Tobit e com ele fazemos coro em sua prece, da qual tomamos posse e a transpomos para nossa realidade atual. Sois grande, Senhor, na eternidade, vosso reino estende-se a todos os séculos. Porque vós provais e, em seguida, salvais. Conduzis a profundos abismos e deles tirais; e não há quem possa escapar à vossa mão. Celebremos o Senhor, todos os filhos de nossa nação! Louvemo-lo em presença de todas nações. Porque, se ele permitiu as realidades horríveis que nos circundam, foi para que reconheçamos que – nós e nossos antepassados – fomos omissos, débeis na prática da fé, cumprindo-nos retomar a higidez espiritual dos que sabem que não há outro Deus onipotente senão ele. Castigou-nos por causa das nossas iniquidades, mas nos salvará por sua misericórdia. Consideramos, agora, o que fez por nós, e o bendizemos com temor e tremor; que possamos doravante glorificar o rei dos séculos por nosso comportamento, louvá-lo na terra de nossas tribulações, porque manifestou sua majestade sobre um povo criminoso – somos cientes de que infringimos a lei do Senhor caindo na idolatria da ganância, da promiscuidade… Que nos convertamos de nossos pecados e pratiquemos a justiça diante de Deus, com confiança de que terá misericórdia de nós. Nele nos alegraremos de todo o coração. Damos graças ao Senhor, nós que somos seus eleitos, escolhidos para servi-lo; celebraremos dias de alegria e render-lhe-emos louvores. Sabemos que nossa nação, nossas cidades são santas! Porém Deus nos castigou por nossos maus procedimentos. Que possamos confessar a Deus como convém e louvar o rei dos séculos, para que ele reedifique os nossos santuários interiores, purificando-nos das nossas iniquidades, de nossos pecados, para que possamos servir de acordo com a vontade do Senhor nos templos exteriores. Rogamo-vos Senhor, para que reunais em ti os que foram iludidos pelo maligno e se encontram distantes de vós, de modo que possais alegrar-vos infinitamente! Haveis de refulgir qual esplêndida luz, e todos os povos da terra vos venerarão. Todas as nações se converterão a vós; todos os povos ofertarão em vossos templos e o adorarão nos sacrários em que vos fazeis presente em corpo, sangue, alma e divindade. Em vosso recinto invocarão vosso grande nome. Maldito é quem vos despreza; desonrado é quem faz pouco caso de vós e com maledicência a vós se dirige; bendito seja quem se empenha em restaurar vossos desígnios sobre o orbe! Alegrar-vos-eis nos vossos filhos, porque serão todos abençoados, e se reunirão junto de vós. Ditosos todos os que vos amam: na vossa paz encontrarão sua alegria. Ó minha alma, bendize ao Senhor, porque o Senhor, nosso Deus, livrará nossa nação de todas as suas tribulações. Feliz serei, se ficar um homem de minha raça para ver o esplendor de nossa nação: suas instituições serão reconstruídas à luz da justiça divina, seus integrantes se tornarão almas preciosas, seus meios de comunicação irradiarão as vossas maravilhas, e em suas ruas cantarão: Aleluia! Bendito seja Deus que te restituiu tal esplendor! Que ele reine sobre ti eternamente! Que vivamos e atuemos com plena consciência de que Jesus deu aos seus apóstolos poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades, enviando-os para pregar o Reino de Deus e curar os enfermos. Portanto, onde se estabelece o Reino de Deus – onde reina Deus – os demônios restam expulsos. Clamamo-vos para que mantenhais incólume a ação missionária iniciada pelos apóstolos e continuada pelos seus sucessores na Igreja, que tem por finalidade maior o estabelecimento do Reino que se dá com a assepsia espiritual que se opera onde se ouve e se coloca em prática a Palava de Deus, pois é desse modo se estabelece o Reino: a partir daqueles que têm autoridade – dada por Jesus – sobre todos os demônios, retirando destes todo o poder para atuar sobre aqueles que aderem a Jesus e se mantém fiéis à sua palavra, à boa-nova do Evangelho. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
Leitura complementar
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 27 DE SETEMBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Ezequiel 37, 1-14
A ressurreição do povo de Deus
Naqueles dias, a mão do Senhor pousou sobre mim. O Senhor levou-me em espírito e colocou-me no meio de um vale que estava coberto de ossos. Fez-me andar à volta deles em todos os sentidos: os ossos eram em grande número, na superfície do vale, e estavam completamente ressequidos.
Disse-me o Senhor: «Filho do homem, poderão reviver estes ossos?». Eu respondi: «Senhor Deus, Vós o sabeis». Disse-me então: «Profetiza acerca destes ossos e diz-lhes: Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor. Eis o que diz o Senhor Deus a estes ossos: Vou introduzir em vós o espírito e revivereis. Hei de cobrir-vos de nervos, encher-vos de carne e revestir-vos de pele. Infundirei em vós o espírito e revivereis. Então sabereis que Eu sou o Senhor».
Eu profetizei, segundo a ordem recebida. Quando eu estava a profetizar, ouvi um rumor e vi um movimento entre os ossos que se aproximavam uns dos outros. Vi que se tinham coberto de nervos, que a carne crescera e a pele os revestia; mas não havia espírito neles. Disse-me o Senhor: «Profetiza ao espírito, profetiza, filho do homem, e diz ao espírito: Eis o que diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e sopra sobre estes mortos, para que tornem a viver».
Eu profetizei, como o Senhor me ordenara, e o espírito entrou naqueles mortos; eles voltaram à vida e puseram-se de pé: era um exército muito numeroso.
Então o Senhor disse-me: «Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eles afirmaram: ‘Os nossos ossos estão ressequidos, desvaneceu-se a nossa esperança, estamos perdidos’. Por isso, profetiza e diz-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Abrirei os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que sou o Senhor, quando Eu abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço» – oráculo do Senhor.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Escritos de São Vicente de Paulo, presbítero
(Carta 2546: Correspondance, entretiens, documents, Paris 1922-1925, 7) (Sec. XVII)
O serviço dos pobres deve ser preferido acima de tudo
Não temos de avaliar os pobres por suas roupas e aspecto, nem pelos dotes de espírito que pareçam ter. Com frequência são ignorantes e curtos de inteligência. Mas muito pelo contrário, se considerardes os pobres à luz da fé, então percebereis que estão no lugar do Filho de Deus que escolheu ser pobre. De fato, em seu sofrimento, embora quase perdesse a aparência humana – loucura para os gentios, escândalo para os judeus – apresentou-se, no entanto, como o evangelizador dos pobres: Enviou-me para evangelizar os pobres (Lc 4,18). Devemos ter os mesmos sentimentos de Cristo e imitar aquilo que ele fez: ter cuidado pelos indigentes, consolá-los, auxiliá-los, dar-lhes valor.
Com efeito, Cristo quis nascer pobre, escolheu pobres para seus discípulos, fez-se servo dos pobres e de tal forma quis participar da condição deles, que declarou ser feito ou dito a ele mesmo tudo quanto de bom ou de mau se fizesse ou dissesse aos pobres. Deus ama os pobres, também ama aqueles que os amam. Quando alguém tem um amigo, inclui na mesma estima aqueles que demonstram amizade ou prestam obséquio ao amigo. Por isto esperamos que, graças aos pobres, sejamos amados por Deus. Visitando-os, pois, esforcemo-nos por entender os pobres e os indigentes e, compadecendo-nos deles, cheguemos ao ponto de poder dizer com o Apóstolo: Fiz-me tudo para todos (1Cor 9,22). Por este motivo, se é nossa intenção termos o coração sensível às necessidades e misérias do próximo, supliquemos a Deus que derrame em nós o sentimento de misericórdia e de compaixão, cumulando com ele nossos corações e guardando-os repletos.
Deve-se preferir o serviço dos pobres a tudo o mais e prestá-lo sem demora. Se na hora da oração for necessário dar remédios ou auxílio a algum pobre, ide tranquilos, oferecendo a Deus esta ação como se estivésseis em oração. Não vos perturbeis com angústia ou medo de estar pecando por causa de abandono da oração em favor do serviço dos pobres. Deus não é desprezado, se por causa de Deus dele nos afastarmos, quer dizer, interrompermos a obra de Deus, para realizá-la de outro modo.
Portanto, ao abandonardes a oração, a fim de socorrer a algum pobre, isto mesmo vos lembrará que o serviço é prestado a Deus. Pois a caridade é maior do que quaisquer regras, que, além do mais, devem todas tender a ela. E como a caridade é uma grande dama, faz-se necessário cumprir o que ordena. Por conseguinte, prestemos com renovado ardor nosso serviço aos pobres; de modo particular aos abandonados, indo mesmo à sua procura, pois nos foram dados como senhores e protetores.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Rom 12, 1-2
Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais a vós mesmos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, como culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito.
LEITURA BREVE DA HORA TERÇA
1 Pedro 1, 13-14
Tende o vosso espírito alerta e sede vigilantes. Ponde toda a vossa esperança na graça que vos será concedida, quando Jesus Cristo Se manifestar. Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos de outrora, quando vivíeis na ignorância.
LEITURA BREVE DA HORA SEXTA
1 Pedro 1, 15-16
À semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas ações, como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou santo».
LEITURA BREVE DA HORA NONA
Tg 4, 7-8a. 10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao demônio e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-Se-á de vós. Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Rom 8, 28-30
Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados segundo o seu desígnio. Porque aos que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogênito de muitos irmãos. E àqueles que predestinou, também os chamou; e àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
