LITURGIA DE 03 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – BEATOS ANDRÉ E AMBRÓSIO PRESBÍTEROS E MÁRTIRES
3 de outubro de 2023LITURGIA DE 05 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM
5 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 04/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ne 2,1-8), de seguir o exemplo de Neemias. Sendo fiel ao Senhor, sentindo-se pesaroso com a situação de exílio de seu povo e com a desolação que se abateu sobre Jerusalém – que havia sido saqueada e teve o templo destruído – rogou ao Senhor Deus, dirigindo-lhe súplicas para que agisse sobre aquela triste realidade. Então, na posição do copeiro do rei da Assíria, Artaxerxes, ao se suscitar oportunidade para tal, pediu ao rei a quem servia autorização e auxílio para ir reconstruir Jerusalém e depois retornar à casa real que servia. Face à aquiescência do soberano, pediu cartas para ser autorizado a passar pelas terras que precisaria atravessar, bem como que lhe fosse fornecida a madeira para os trabalhos de reconstrução, tendo sido atendido nesses pedidos – e em decorrência deles, muito mais foi feito pelo povo de Israel, tendo Neemias atuado como um providencial instrumento da intervenção divina na história. Cumpre-nos atuar cientes de que o sucesso de Neemias, conforme ele mesmo asseverou, se deu em função de que a mão favorável de Deus estava com ele. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 136) instam-nos à consciência de que os deportados de Israel se assentavam chorando às margens dos rios da Babilônia, pesarosos de saudades de Sião, sendo legítimo sentir pesar pelas situações desoladoras que se apresentam no viver; bem como sentir saudades daquilo que preenche nossas almas mas que perdemos em decorrência de orquestrações do maligno ocorridas com a permissão divina, como consequência de nossos pecados e omissões. Concitam-nos ainda à consciência dos sentimentos negativos que tendem se criar nos vitimados por tais orquestrações malignas em relação aos que atuaram como instrumentos a serviço do maligno para perpetrar tais males. Porém cumpre-nos superar tais sentimentos negativos, praticando o que ensinou Jesus e foi ratificado veementemente pelo Apóstolo (Rm 12,17-21): Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns dos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem. O Santo Evangelho (Lc 9,57-62) insta-nos à consciência das exigências que são inerentes ao seguimento de Jesus: desapego de bens materiais, pois Jesus viveu com total despojamento; renúncia a muitas atividades que podem até ser importantes, mas implicam em óbice para ir e anunciar o Reino de Deus. Tais palavras de Jesus, que se apresentam de forma dura, sendo difíceis de assimilar num primeiro momento, revelam a urgência, a suma importância dessa ida para anunciar o Reino de Deus, o que implica na necessidade de hierarquizar a aplicação do tempo e das energias, priorizando-os de forma concentrada e intensa para realizar o único realmente necessário, com a consciência de que, buscando o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (Mateus 6,33).

São Francisco de Assis (1182-1226) foi um religioso italiano, fundador da Ordem dos Franciscanos. Era filho de um rico comerciante, mas fez votos de pobreza. Foi canonizado pelo papa Gregório IX dois anos depois de sua morte. É conhecido como o protetor dos animais.
Infância e Juventude
Giovanni di Pietro di Bernardoni (Francisco de Assis) nasceu em Assis na Itália, no dia 5 de julho de 1182. Era filho de Pica Bourlemont e Pedro Bernardone Maricone rico e conceituado comerciante de tecidos de Assis. Seu pai estava na França quando o filho nasceu, na volta rebatizou-o com o nome de Francesco.
Francisco de Assis estudou na escola Episcopal, onde aprendeu a ler, escrever e principalmente contar. Enriquecer era uma obsessão naquela época. Ajudava seu pai no comércio, mas viver atrás de um balcão não era trabalho que o atraía.
Em 1197 morreu o imperador romano-germânico Henrique VI, senhor de grande parte da Itália, mas seu filho e herdeiro tinha apenas dois anos de idade e, vários nobres disputavam o trono. Na época, o Ducado de Assis era controlado pelo duque de Spoleto, que cobrava pedágio de tudo que atravessava a região. Iniciou-se então uma revolta dos mercadores de Assis, que destruíram a fortaleza do duque e conseguiram conquistar o poder.
Em 1198 Inocêncio III foi eleito papa e, a Santa Sé queria tirar vantagem com o enfraquecimento do império. Um enviado do pontífice logo chegou à cidade de Assis com o encargo de substituir o governo imperial. Entre 1201 e 1202 os revoltosos organizam uma tropa para dar combate à nobreza feudal que recebera do imperador um privilégio que irritava os mercadores. O jovem Francisco participou das lutas entre Assis e Perugia e acabou preso por quase um ano.
Em 1203, de volta à sua cidade, tentou recuperar o tempo perdido. Entregou-se a uma vida de festas e torneios, mas logo se mostrou insatisfeito e resolveu mudar de vida e decidiu ser cavaleiro. Para chegar a esse posto teria que começar como escudeiro de um nobre e partiu para sua missão. Durante o percurso, ao encontrar alguns mendigos, foi se desfazendo de seus pertences.
Decidiu voltar para sua casa mesmo sem a glória que a família esperava, e indagando dizia: “Como pode haver tanta injustiça, tanto luxo, ao lado de tanta pobreza?”.
A Conversão
Conta-se que em 1206, orando na capela de São Damião, em Assis, Francisco ouviu de Deus as seguintes palavras: “Vá, Francisco, e restaure a Minha Casa!”. Imaginando tratar-se de reconstruir a Capela, voltou para casa, vendeu boa parte dos tecidos do pai e entregou-se ao serviço de Deus e dos miseráveis.

Em 1208, afinal, compreendeu o sentido da mensagem: restaurar a igreja como instituição, uma vez que ela havia se desviado dos ensinamentos de Cristo e vivia cercada de opulência. Resolveu fazer votos de pobreza e começou a pregar sua doutrina.
Francisco de Assis, decidido a cumprir as Escrituras sagradas, passou a viver voltado apenas para o espírito. Seus sermões eram cada vez mais frequentados, sua fama foi se espalhando e aos poucos já tinha seguidores dispostos a formar uma nova ordem religiosa.
Em 1208 pediu autorização ao papa para fundar uma irmandade mendicante. Em 1219 estava fundada a “Ordem dos Irmãos Mendigos de Assis”, que se instalou em cabanas no alto dos montes e no interior das cavernas, renunciando qualquer forma de propriedade.
Ordem dos Franciscanos
Em 1215, no intuito de resguardar a autoridade papal, o Concílio de Latrão reconheceu a “Ordem dos irmãos Menores de Assis”. O Cardeal Ugolino foi designado “protetor” da Ordem. Francisco consentiu repartir seus discípulos em dois grupos para seguir em peregrinação pelo mundo para disseminar o sentimento da fé cristã e converter os infiéis.
Durante a peregrinação os franciscanos tiveram seus primeiros martírios, quando cinco discípulos foram mortos, em Ceuta, pelos muçulmanos, pois recusaram sua conversão. Francisco de Assis embarcou para a Terra Santa, onde foi aprisionado e levado ao Sultão. Para mostrar a superioridade da fé cristã, Francisco andou sobre brasas e imediatamente foi libertado.
Em 1220 voltou para a Itália e encontrou uma cisão no movimento. Alguns discípulos, pressionados por Ugolino, preconizam uma reforma com novas regras, menos severas quanto ao voto de pobreza. Em 1221 Francisco apresentou um texto com a nova “Regra” para a ordem: “Observar o Santo Evangelho, viver a obediência, a castidade e não possuir absolutamente nada, só dividir a pobreza”. O texto foi recusado pelo cardeal Ugolino. Em 1223 o texto foi retocado e finalmente aceito pelo papa Honório III.
Morte
Em 1224, decepcionado e doente, Francisco de Assis foi obrigado a moderar suas atividades. No mesmo ano renunciou a direção efetiva da irmandade que criara, e em companhia dos discípulos partiu em direção à floresta para viver em contato com a natureza.
Conta-se que, na floresta, em sua presença, os peixes saltavam da água e os pássaros pousavam em seus ombros. Certo dia, orando no alto do rochedo, desceu do céu um serafim de asas resplandecentes, trazendo nos braços uma cruz. Quando a imagem desapareceu, Francisco percebeu marcas de sangue nas mãos e nos pés, como se tivessem sido atravessados por pregos. Doente, Francisco implorou que o levassem para Assis, onde queria morrer.
São Francisco de Assis faleceu assistido pelos discípulos, em Assis, Itália, no dia 3 de outubro de 1226. Dois anos depois de sua morte foi canonizado pelo papa Gregório IX.
Na igreja de São Francisco de Assis, em Assis, Itália, inaugurada em 1256, estão guardados os restos mortais do santo.

Oração de São Francisco
Senhor, fazei-me instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido;
amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna!
[Fonte: <https://www.ebiografia.com/sao_francisco_de_assis/>]
Antífona da entrada
– Francisco de Assis, homem de Deus, deixou sua casa e sua herança e se fez pobre e desvalido. O Senhor, porém, o acolheu com amor.
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus, que fizestes São Francisco de Assis assemelhar-se ao Cristo por uma vida de humildade e pobreza, concedei que trilhando o mesmo caminho, sigamos fielmente o vosso Filho, unindo-nos convosco na perfeita alegria. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Ne 2,1-8
Salmo Responsorial: Sl 136
– Nós temos ouvido que Deus está convosco.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Tudo considero como perda e como lixo a fim de eu ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3,8s).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 9,57-62
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras da primeira leitura nos ensinam pelo profeta (Ne 2,1-8): No vigésimo ano do rei Artaxerxes, no mês de Nisã, estando o vinho diante de mim, tomei-o e o ofereci ao rei. Ora, jamais em outra ocasião, eu estivera triste em sua presença. 2.Disse-me o rei: Por que tens a face sombria? Não estás doente! Tens no entanto algum dissabor! 3.Muito conturbado respondi ao rei: Viva o rei para sempre! Como não haveria eu de estar pesaroso, desde que a cidade onde se encontram os túmulos de meus pais está devastada e suas portas consumidas pelo fogo? 4.Disse-me o rei: Que tens a me pedir? 5.Então, fazendo uma prece ao Deus do céu, eu disse ao rei: Se aprouver ao rei, e se o teu servo te é agradável, permite-me ir para a terra de Judá, à cidade onde se encontram os túmulos de meus pais, para reconstruí-la. 6.O rei, junto de quem estava sentada a rainha, perguntou-me: Quanto tempo durará tua viagem? Quando voltarás? Ele consentiu que eu partisse, logo que lhe fixei certo prazo. 7.Prossegui: Se o rei achar bom, que me dêem missivas para os governadores de além do rio, a fim de que me deixem passar para Judá; 8.e uma outra carta para Asaf, o intendente da floresta real, para que ele me forneça a madeira para a viga das portas da fortaleza vizinha ao templo, para as muralhas da cidade e para a casa em que eu habitar. O rei concordou com o meu pedido, porque a mão favorável de meu Deus estava comigo.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 136): Às margens dos rios de Babilônia, nos assentávamos chorando, lembrando-nos de Sião. 2.Nos salgueiros daquela terra, pendurávamos, então, as nossas harpas, 3.porque aqueles que nos tinham deportado pediam-nos um cântico. Nossos opressores exigiam de nós um hino de alegria: Cantai-nos um dos cânticos de Sião. 4.Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor em terra estranha? 5.Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que minha mão direita se paralise! 6.Que minha língua se me apegue ao paladar, se eu não me lembrar de ti, se não puser Jerusalém acima de todas as minhas alegrias. 7.Contra os filhos de Edom, lembrai-vos, Senhor, do dia da queda de Jerusalém, quando eles gritavam: Arrasai-a, arrasai-a até os seus alicerces! 8.Ó filha de Babilônia, a devastadora, feliz aquele que te retribuir o mal que nos fizeste! 9.Feliz aquele que se apoderar de teus filhinhos, para os esmagar contra o rochedo!
No Santo Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 9,57-62): Enquanto caminhavam, um homem lhe disse: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que vás. 58.Jesus replicou-lhe: As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. 59.A outro disse: Segue-me. Mas ele pediu: Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai. 60.Mas Jesus disse-lhe: Deixa que os mortos enterrem seus mortos; tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus. 61.Um outro ainda lhe falou: Senhor, seguir-te-ei, mas permite primeiro que me despeça dos que estão em casa. 62.Mas Jesus disse-lhe: Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ne 2,1-8), de seguir o exemplo de Neemias, fiel ao Senhor e pesaroso pela situação de exílio de seu povo e com a desolação que se abateu sobre Jerusalém, que havia sido saqueada e teve o templo destruído, rogou ao Senhor dirigindo-lhe súplicas para que agisse sobre aquela triste realidade. Então, na posição do copeiro do rei da Assíria, Artaxerxes, ao se suscitar oportunidade para tal, pediu ao rei a quem servia autorização e auxílio para ir reconstruir Jerusalém e depois retornar à casa real que servia. Face à aquiescência do soberano, pediu cartas para ser autorizado a passar pelas terras que precisaria atravessar, bem como que lhe fosse fornecida a madeira para os trabalhos de reconstrução, tendo sido atendido nesses pedidos e decorrentes deles muito mais foi feito pelo povo de Israel, tendo Neemias atuado como um providencial instrumento da intervenção divina na história. Cumpre-nos atuar cientes de que o sucesso de Neemias se deu em função de que a mão favorável de Deus estava com ele.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 136) instam-nos à consciência de que os deportados de Israel se assentavam chorando às margens dos rios da Babilônia, pesarosos de saudades de Sião, sendo legítimo sentir pesar pelas situações desoladoras que se apresentam no viver; bem como sentir saudades daquilo que preenche nossas almas mas que perdemos em decorrência de orquestrações do maligno ocorridas com a permissão divina, como consequência de nossos pecados e omissões. Concitam-nos ainda à consciência dos sentimentos negativos que tendem se criar nos vitimados por tais orquestrações malignas contra aqueles que atuaram como instrumentos a serviço do maligno para perpetrar tais males. Porém cumpre-nos superar tais sentimentos negativos, praticando o que ensinou Jesus e foi ratificado veementemente pelo Apóstolo (Rm 12,17-21): Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns dos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.
O Santo Evangelho (Lc 9,57-62) insta-nos à consciência das exigências para o seguimento de Jesus: desapego de bens materiais, pois Jesus viveu com total despojamento; renúncia a muitas atividades que podem até ser importantes, mas implicam em óbice para ir e anunciar o Reino de Deus. Tais palavras de Jesus, que se apresentam de forma dura, sendo difíceis de assimilar num primeiro momento, revelam a urgência, a suma importância dessa ida para anunciar o Reino de Deus, o que implica na necessidade de hierarquizar a aplicação do tempo e das energias, priorizando-os de forma concentrada e intensa para realizar o único realmente necessário, com a consciência de que, buscando o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (Mateus 6,33).
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de Neemias, sendo fiéis ao Senhor, sentindo-nos pesarosos com as situações degradantes que nos rodeiam e então rogando a vós, dirigindo-vos nossas súplicas para que ajais sobre as tristes realidades que se abatem sobre a humanidade. Que possamos, a exemplo de Neemias, discernir as oportunidades que se suscitem, cada um de nós a partir da posição em que nos encontrarmos, para contribuir na reconstrução, na restauração e no aprimoramento da civilização cristã; que nos empenhemos denodadamente para atuarmos como providenciais instrumentos da intervenção divina na história, cientes de que o sucesso nesses empreendimentos, conforme asseverou Neemias, somente se dará se a mão favorável de Deus estiver conosco. De forma similar ao que ocorreu com os deportados de Israel, que se assentavam chorando às margens dos rios da Babilônia, pesarosos de saudades de Sião; configura-se legítimo sentirmos pesar pelas situações desoladoras que se apresentam em nosso viver e ao derredor; bem como sentir saudades daquilo que preenche nossas almas, mas que perdemos em decorrência de orquestrações do maligno ocorridas com a permissão divina, como consequência de nossos pecados e omissões. Rogamo-vos, pois, que intervenhais em tudo isso e permitais que tudo se restaure em conformidade com vossos divinos desígnios. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para superar os sentimentos negativos que tendem se criar em relação aos que atuaram como instrumentos a serviço do maligno para perpetrar suas orquestrações, que pratiquemos o que ensinou Jesus e foi ratificado veementemente pelo Apóstolo, não pagando a ninguém o mal com o mal, mas aplicando-nos em fazer o bem diante de todos os homens. Em tudo quanto depender de nós, que vivamos em paz com todos. Que não nos vinguemos uns dos outros, mas deixemos agir a ira de Deus, vossa vingança e vossa justiça. Se os nossos inimigos tiverem fome, dá-lhes-emos de comer; se tiverem sede, dá-lhes-emos de beber; não nos deixaremos vencer pelo mal, mas triunfaremos do mal com o bem. Que atuemos conscientes das exigências que são inerentes ao seguimento de Jesus, desde o desapego de bens materiais – pois Jesus viveu com total despojamento – até a renúncia a muitas atividades que podem até ser importantes, mas implicam em óbice para ir e anunciar o Reino de Deus. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuar cientes da urgência, da suma importância desse ir e anunciar o Reino de Deus; que possamos hierarquizar a aplicação do tempo e das energias, priorizando-os de forma concentrada e intensa para realizar o único realmente necessário, com a consciência de que, buscando o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 04 DE OUTUBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Filipenses 2, 12-30
Trabalhai na vossa salvação
Caríssimos: obedientes como sempre tendes sido, trabalhai com temor e tremor para a vossa salvação, não só como fazíeis na minha presença, mas agora muito mais na minha ausência. Na verdade, é Deus que opera em vós o querer e o agir segundo os seus desígnios.
Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, onde brilhais como estrelas no mundo, ostentando a palavra da vida. Será esse o meu título de glória no dia de Cristo, por eu não ter corrido inutilmente, nem haver trabalhado em vão. Mas ainda que eu tenha de derramar o meu sangue em libação sobre o sacrifício e a oblação da vossa fé, alegro-me e congratulo-me com todos vós; e vós também, alegrai-vos e congratulai-vos comigo.
Espero, no Senhor Jesus, enviar-vos Timóteo muito em breve, para que também eu fique reconfortado ao saber o que se passa no meio de vós. Não tenho mais ninguém tão unido de coração comigo e que tão sinceramente se interesse por vós, porque todos procuram os próprios interesses e não os de Jesus Cristo.
Conheceis bem as provas que ele tem dado: como um filho ao lado de seu pai, dedicou-se comigo ao serviço do Evangelho. Espero, pois, enviá-lo, logo que saiba o resultado da minha causa. Confio também no Senhor que muito em breve irei eu mesmo ter convosco.
Entretanto, julguei necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão e companheiro de trabalho e de combate, que vós me enviastes, para me ajudar nas minhas necessidades. Porque ele tinha saudades de todos vós e estava inquieto por terdes sabido que estava doente. É verdade que esteve doente e às portas da morte. Mas Deus teve piedade dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse desgosto sobre desgosto. Por isso apresso-me a enviá-lo, para que, ao vê-lo, de novo vos alegreis e eu fique menos triste. Acolhei-o, portanto, no Senhor, com toda a alegria, e estimai muito os homens como ele, porque foi pelo serviço de Cristo que esteve a ponto de morrer, arriscando a própria vida para suprir a impossibilidade em que estáveis de me prestardes os vossos serviços.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das cartas de São Francisco de Assis, dirigidas a todos os fiéis
(Opúsculos, edición Quaracchi [Florencia], 1949, 87-94 – Séc. XIII)
Devemos ser simples, humildes e puros
O Pai Altíssimo anunciou a vinda do céu do tão digno, tão santo e glorioso Verbo do Pai, através de seu santo, Gabriel, à santa e gloriosa Virgem Maria, em cujo seio recebeu a verdadeira carne de nossa humanidade e fragilidade. Ele quis, no entanto, sendo incomparavelmente mais rico, escolher a pobreza junto com a sua santíssima mãe. Nas vésperas de sua paixão, celebrou a Páscoa com os discípulos. Depois, orou ao Pai dizendo: Pai, se for possível, afaste-se de mim este cálice (Mt 26,39).
Pôs, contudo, sua vontade na vontade do Pai. E a vontade do Pai era que seu Filho bendito e glorioso, dado a nós e nascido para nós, se oferecesse em sacrifício e vítima no altar da cruz, pelo seu próprio sangue. Sacrifício não para si, por quem tudo foi feito, mas por nossos pecados, deixando-nos o exemplo para lhe seguirmos as pegadas (cf. 1Pd 2,21). E quer que todos nos salvemos por ele e o acolhamos com coração puro e corpo casto.
Ó como são felizes e benditos aqueles que amam o Senhor e fazem o que o mesmo Senhor diz no evangelho: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e ao próximo como a ti mesmo! (Lc 10,27). Amemos, portanto, a Deus e adoremo-lo com coração puro e mente pura porque, acima de tudo, disto está ela à procura e diz: Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade (Jo 4,23). É necessário que todos que o adoram, o adorem no espírito da verdade. E dia e noite elevemos para ele louvores e orações, dizendo: Pai nosso que estás nos céus (Mt 6,9); porque é preciso orar sempre e não desfalecer (cf. Lc 18,1).
Além disto, produzamos dignos frutos de penitência (cf. Mt 3,8). E amemos os próximos como a nós mesmos. Tenhamos caridade e humildade e façamos esmolas, já que estas lavam as almas das nódoas dos pecados. Os homens perdem tudo o que deixam neste mundo. Levam consigo somente a paga da caridade e as esmolas que fizeram: delas receberão do Senhor o prêmio e a justa recompensa.
Não nos convém sermos sábios e prudentes segundo a carne, mas temos antes de ser simples, humildes e puros. Jamais desejemos ficar acima dos outros, mas prefiramos ser servos e submissos a toda criatura humana, por causa de Deus. Sobre todos os que assim agirem e perseverarem até o fim repousará o Espírito do Senhor e fará neles sua casa e mansão. Serão filhos do Pai celeste, pois fazem suas obras, e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Rom 12,1-2
Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Deut 1,16-17a
Dei esta ordem aos vossos juízes: ouvi as dissenções entre os vossos irmãos e julgai com justiça as questões de cada um deles com o seu irmão ou com o estrangeiro que mora com ele. Não fareis acepção de pessoas nos vossos julgamentos: ouvireis tanto o pequeno como o grande. Não vos intimideis diante de homem algum, porque o juízo é de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Is 55, 8-9
Os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor. Tanto quanto os céus estão acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos, e acima dos vossos estão os meus pensamentos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
1Sam16,7b
Deus não vê como o homem: o homem olha às aparências, mas o Senhor vê o coração.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Rom 8, 28-30
Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados segundo o seu desígnio. Porque aos que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogênito de muitos irmãos. E àqueles que predestinou, também os chamou; e àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ef 4,26-27
Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
