LITURGIA DE 07 DE OUTUBRO DE 2023 – SÁBADO – NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
7 de outubro de 2023LITURGIA DE 09 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
9 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 08/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Is 5,1-7), de reconhecer que o Senhor Deus nos criou e nos muniu com prolíficos recursos, nos orientou com suas leis e ensinamentos para produzirmos frutos saborosos de amor a Deus e ao próximo, porém a qualidade dos frutos que temos produzido deixa muito a desejar, pela displicência, pelo pouco empenho, pela insensatez, por não vigiarmos e não orarmos como deveríamos… Isso vale para nós – e cumpre-nos emendar nossas condutas, converter-nos, voltarmo-nos para o Senhor com intensa devoção, como ensina o profeta Baruc (Ba 4,28-29): Quisestes apartar-vos de Deus; ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-lo. Porquanto, aquele que sobre vós precipitou a catástrofe vos concederá, com a libertação, eterno regozijo. Isso valeu para o povo de Israel e vale para a própria civilização cristã, que se encontra acossada por tantos males… Cumpre-nos, pois, redobrar e potencializar nossos empenhos na oração e na evangelização, cientes de que para Deus tudo é possível; de que no Senhor está a solução para tudo o que nos aflige, tanto como indivíduos quanto como sociedade. […] Convertamo-nos, portanto; façamos a vontade do Senhor, dia após dia, com cada vez mais empenho e dedicação, invoquemos a sua graça e suas bênçãos, até que nossos olhos vejam o que agora pode parecer impossível, pois para Deus nada é impossível! As santas palavras da 2ª Leitura (Fl 4,6-9) concitam-nos a não nos inquietarmos com nada e, em todas as circunstâncias, apresentar a Deus nossas preocupações, mediante orações, súplicas e ações de graças, confiantes de que a paz de Deus, que excede toda inteligência, haverá de guardar nossos corações e nossos pensamentos em Cristo Jesus. Compelem-nos a firmar o propósito de ocupar nosso tempo, focar nossa atenção e direcionar nossos pensamentos em tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável – e portanto renunciando, nos afastando de tudo o que não esteja em consonância com tais qualificações; fazendo assim o que aprendemos, recebemos, ouvimos e observamos na Santa Palavra de Deus, com o que o Senhor da paz estará conosco! O Santo Evangelho (Mt 21,33-43) concita-nos a refletir sobre que a parábola dos vinhateiros perversos, direcionada por Jesus aos líderes religiosos da época, configura-se plenamente aplicável aos líderes religiosos atuais que atuam em cargos eminente na hierarquia da própria Igreja, mas que, ao invés de produzir os frutos que Jesus espera, usurpando desses cargos, atuam como cabeças de ponte, agentes infiltrados a serviço do próprio maligno, incorporando o espírito de Judas Iscariotes, traindo Jesus e sua Igreja. Iludem-se de que conseguirão se apropriar da vinha do Senhor… Pensam que poderão substituir a sã doutrina do Mestre dos mestres por devaneios humanos; seduzidos pelo maligno, rejeitam a pedra angular, que é o próprio Jesus com seus divinos ensinamentos, intentando colocar em seu lugar teorias que são fruto de elucubrações inspiradas por Satanás… Tais servos infiéis, como profetiza a parábola, serão substituídos no devido tempo e arcarão com as consequências de suas atuações que produzem os mais terríveis frutos, os quais são procedentes de semeaduras do próprio inimigo de Deus. Porém, como afirmou Jesus, o Reino de Deus lhes será tirado e dado a quem produzirá os frutos do Reino e não os do maligno!
Antífona da entrada
– Senhor, tudo está em vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est 1,9s).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Is 5,1-7
Salmo Responsorial: Sl 79
– A vinha do Senhor é a casa de Israel.
2ª Leitura: Fl 4,6-9
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu vos escolhi foi do meio do mundo, a fim de que deis um fruto que dure. Eu vos escolhi foi do meio do mundo. Amém! Aleluia, aleluia! (Jo 15,16).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 21,33-43
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras da primeira leitura nos ensinam pelo profeta (Is 5,1-7): Eu quero cantar para o meu amigo seu canto de amor a respeito de sua vinha: meu amigo possuía uma vinha num outeiro fértil. 2.Ele a cavou e tirou dela as pedras; plantou-a de cepas escolhidas. Edificou-lhe uma torre no meio, e construiu aí um lagar. E contava com uma colheita de uvas, mas ela só produziu agraço. 3.E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e minha vinha. 4.Que se poderia fazer por minha vinha, que eu não tenha feito? Por que, quando eu esperava vê-la produzir uvas, só deu agraço? 5.Pois bem, mostrar-vos-ei agora o que hei de fazer à minha vinha: arrancar-lhe-ei a sebe para que ela sirva de pasto, derrubarei o muro para que seja pisada. 6.Eu a farei devastada; não será podada nem cavada, e nela crescerão apenas sarças e espinhos; vedarei às nuvens derramar chuva sobre ela. 7.A vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta de sua predileção. Esperei deles a prática da justiça, e eis o sangue derramado; esperei a retidão, e eis os gritos de socorro.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 79): Ao mestre de canto. Conforme: A lei é como os lírios. Salmo de Asaf. 2.Escutai, ó pastor de Israel, vós que levais José como um rebanho. 3.Vós que assentais acima dos querubins, mostrai vosso esplendor em presença de Efraim, Benjamim e Manassés. Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos. 4.Restaurai-nos, ó Senhor; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 5.Ó Deus dos exércitos, até quando vos irritareis contra o vosso povo em oração? 6.Vós o nutristes com o pão das lágrimas, e o fizestes sorver um copioso pranto. 7.Vós nos tornastes uma presa disputada dos vizinhos: os inimigos zombam de nós. 8.Restaurai-nos, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. 9.Uma vinha do Egito vós arrancastes; expulsastes povos para a replantar. 10.O solo vós lhes preparastes; ela lançou raízes nele e se espalhou na terra. 11.As montanhas se cobriram com sua sombra, seus ramos ensombraram os cedros de Deus. 12.Até o mar ela estendeu sua ramagem, e até o rio os seus rebentos. 13.Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a vindimem, 14.e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo? 15.Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. 16.Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. 17.Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora. 18.Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado. 19.E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos. 20.Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Fl 4,6-9): Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. 7.E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus. 8.Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos. 9.O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco.
No Santo Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Mt 21,33-43): Ouvi outra parábola: havia um pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país. 34.Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para recolher o produto de sua vinha. 35.Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro. 36.Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. 37.Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: Hão de respeitar meu filho. 38.Os lavradores, porém, vendo o filho, disseram uns aos outros: Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança! 39.Lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram. 40.Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores? 41.Responderam-lhe: Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo. 42.Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)? 43.Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Is 5,1-7), de reconhecer que o Senhor Deus nos criou e nos muniu com prolíficos recursos, nos orientou com suas leis e ensinamentos para produzirmos frutos saborosos de amor a Deus e ao próximo, porém a qualidade dos frutos que temos produzido deixa muito a desejar, pela displicência, pelo pouco empenho, pela insensatez, por não vigiarmos e não orarmos como deveríamos… Isso vale para nós – e cumpre-nos emendar nossas condutas, converter-nos, voltarmo-nos para o Senhor com intensa devoção, como ensina o profeta Baruc (Ba 4,28-29): Quisestes apartar-vos de Deus; ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-lo. Porquanto, aquele que sobre vós precipitou a catástrofe vos concederá, com a libertação, eterno regozijo. Isso valeu para o povo de Israel e vale para a própria civilização cristã, que se encontra acossada por tantos males… Cumpre-nos, pois, redobrar e potencializar nossos empenhos na oração e na evangelização, cientes de que para Deus tudo é possível; de que no Senhor está a solução para tudo o que nos aflige, tanto como indivíduos quanto como sociedade. Porém é necessário que o pequeno resto dos que se mantiveram fiéis – tantas vezes citado pelos profetas – juntamente com os que já se converteram, apoiados no Senhor, invocando e contando com a iluminação do Espírito Santo e o auxílio das hostes celestiais, perseverem na oração e intensifiquem a atuação missionária. A vitória pertence aos que se mantêm firmes no Senhor, o maligno faz muito barulho, mas os desígnios do Senhor são superiores, portanto oremos, vigiemos e pratiquemos o que o Senhor ensinou, produzindo os frutos de caridade que ele de nós espera. No tempo de Deus, tudo se estabelecerá em conformidade com seus divinos desígnios!
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 79) concitam-nos a clamar ao Senhor Deus inspirados no Salmista: Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos. Restaurai-nos, ó Senhor; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. Ó Deus dos exércitos, até quando vos irritareis contra o vosso povo em oração? Vós o nutristes com o pão das lágrimas, e o fizestes sorver um copioso pranto. Vós nos tornastes uma presa disputada dos vizinhos: os inimigos zombam de nós. Restaurai-nos, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. Cumpre-nos reconhecer que o Senhor operou prodígios por meio dos apóstolos e daqueles que os foram sucedendo, com o que foi preparado o solo e foram lançadas as raízes do cristianismo, que se espalhou por toda a terra. Porém a negligência, a usurpação e tantos outros males semeados pelo maligno, bem como múltiplos ataques por ele perpetrados, inclusive dentro da própria Igreja, deram azo a que a cristandade – a vinha do Senhor plantada por Jesus e cultivada pelos apóstolos e seus sucessores – se tornasse claudicante; ataque após ataque, infiltração após infiltração, as coisas chegaram a um ponto que faz recordar o que lamentou o salmista (Sl 79) Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a vindimem, e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo? Cumpre-nos, pois, clamar ao Senhor, como o salmista (Sl 79): Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora. Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos. Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. Convertamo-nos, portanto; façamos a vontade do Senhor, dia após dia, com cada vez mais empenho e dedicação, invoquemos a sua graça e suas bênçãos, até que nossos olhos vejam o que agora pode parecer impossível, pois para Deus nada é impossível!
As santas palavras da 2ª Leitura (Fl 4,6-9) concitam-nos a não nos inquietarmos com nada e, em todas as circunstâncias, apresentar a Deus nossas preocupações, mediante orações, súplicas e ações de graças, confiantes de que a paz de Deus, que excede toda inteligência, haverá de guardar nossos corações e nossos pensamentos em Cristo Jesus. Compelem-nos a firmar o propósito de ocupar nosso tempo, focar nossa atenção e direcionar nossos pensamentos em tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável – e portanto renunciando, nos afastando de tudo o que não esteja em consonância com tais qualificações; fazendo assim o que aprendemos, recebemos, ouvimos e observamos na Santa Palavra de Deus, com o que o Senhor da paz estará conosco!
O Santo Evangelho (Mt 21,33-43) concita-nos a refletir sobre que a parábola dos vinhateiros perversos, direcionada por Jesus aos líderes religiosos da época, configura-se plenamente aplicável aos líderes religiosos atuais que atuam em cargos eminente na hierarquia da própria Igreja, mas que, ao invés de produzir os frutos que Jesus espera, usurpando desses cargos, atuam como cabeças de ponte, agentes infiltrados a serviço do próprio maligno, incorporando o espírito de Judas Iscariotes, traindo Jesus e sua Igreja. Iludem-se de que conseguirão se apropriar da vinha do Senhor… Pensam que poderão substituir a sã doutrina do Mestre dos mestres por devaneios humanos; seduzidos pelo maligno, rejeitam a pedra angular, que é o próprio Jesus com seus divinos ensinamentos, intentando colocar em seu lugar teorias que são fruto de elucubrações inspiradas por Satanás… Tais servos infiéis, como profetiza a parábola, serão substituídos no devido tempo e arcarão com as consequências de suas atuações que produzem os mais terríveis frutos, os quais são procedentes de semeaduras do próprio inimigo de Deus. Porém, como afirmou Jesus, o Reino de Deus lhes será tirado e dado a quem produzirá os frutos do Reino e não os do maligno!
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para reconhecer que vós nos criastes e nos munistes com prolíficos recursos, nos orientastes com vossas leis e ensinamentos para produzirmos frutos saborosos de amor a Deus e ao próximo, porém a qualidade dos frutos que temos produzido deixa muito a desejar, pela displicência, pelo pouco empenho, pela insensatez, pela dureza de coração, por não vigiarmos e não orarmos como deveríamos… Isso vale para nós – e cumpre-nos emendar nossas condutas, converter-nos, voltarmo-nos para o Senhor com intensa devoção, como ensina o profeta Baruc (Ba 4,28-29): Quisestes apartar-vos de Deus; ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-lo. Porquanto, aquele que sobre vós precipitou a catástrofe vos concederá, com a libertação, eterno regozijo. Isso valeu para o povo de Israel e vale para a própria civilização cristã, que se encontra acossada por tantos males… Cumpre-nos, pois, redobrar e potencializar nossos empenhos na oração e na evangelização, cientes de que para vós tudo é possível; de que em vós está a solução para tudo o que nos aflige, tanto como indivíduos quanto como sociedade. Porém é necessário que o pequeno resto dos que se mantiveram fiéis – tantas vezes citado pelos profetas – juntamente com os que já se converteram, nos apoiemos efetivamente em vós, invocando-vos e contando com a iluminação do Espírito Santo e o auxílio das hostes celestiais, perseveremos na oração e intensifiquemos a atuação missionária. Assim, cientes de que a vitória pertence aos que se mantêm firmes em vós, de que o maligno faz muito barulho, mas os desígnios do Senhor são superiores, firmamos o propósito de orar, vigiar e praticar o que nos ensinastes, nos empenhando denodadamente para produzir os frutos de caridade que de nós esperais. Confiantes de que no tempo de Deus, tudo se estabelecerá em conformidade com seus divinos desígnios clamamo-vos, inspirados no salmista (Sl 79): Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos. Restaurai-nos, ó Senhor; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. Ó Deus dos exércitos, até quando vos irritareis contra o vosso povo em oração? Vós o nutristes com o pão das lágrimas, e o fizestes sorver um copioso pranto. Vós nos tornastes uma presa disputada dos vizinhos: os inimigos zombam de nós. Restaurai-nos, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. Cumpre-nos reconhecer que vós operastes prodígios por meio dos apóstolos e daqueles que os foram sucedendo, com o que foi preparado o solo e foram lançadas as raízes do cristianismo, que se espalhou por toda a terra. Porém a negligência, a usurpação e tantos outros males semeados pelo maligno, bem como múltiplos ataques por ele perpetrados, inclusive dentro da própria Igreja, deram azo a que a cristandade – a vinha do Senhor plantada por Jesus e cultivada pelos apóstolos e seus sucessores – se tornasse claudicante; ataque após ataque, infiltração após infiltração, as coisas chegaram a um ponto que faz recordar o que lamentou o salmista (Sl 79) Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a vindimem, e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo? Cumpre-nos, pois, clamar ao Senhor, como o salmista (Sl 79): Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora. Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos. Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. Firmamos, pois, o propósito de nos convertermos, de fazer a vosso vontade, dia após dia, com cada vez mais empenho e dedicação, invocamos a vossa graça e as vossas bênçãos, até que nossos olhos vejam o que agora pode parecer impossível, mas sabemos que para vós nada é impossível! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para a não nos inquietarmos com nada e, em todas as circunstâncias, apresentemos a vós nossas preocupações, mediante orações, súplicas e ações de graças, confiantes de que a vossa paz, que excede toda inteligência, haverá de guardar nossos corações e nossos pensamentos em Cristo Jesus. Firmamos o propósito de ocupar nosso tempo, focar nossa atenção e direcionar nossos pensamentos em tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável – e portanto renunciamos tudo o que não esteja em consonância com tais qualificações; nos empenharemos para fazer o que aprendemos, recebemos, ouvimos e observamos na Santa Palavra de Deus, com o que o Senhor da paz estará conosco! Cientes de que a parábola dos vinhateiros perversos, direcionada por Jesus aos líderes religiosos da época, configura-se plenamente aplicável aos líderes religiosos atuais que atuam em cargos eminente na hierarquia da própria Igreja, mas que, ao invés de produzir os frutos que Jesus espera, usurpando desses cargos, atuam como cabeças de ponte, agentes infiltrados a serviço do próprio maligno, incorporando o espírito de Judas Iscariotes, traindo Jesus e sua Igreja, em nome de Jesus, repreendemos os espíritos imundos que os dominam e os tornam escravos do maligno. Ciente de que eles se iludem de que conseguirão se apropriar da vinha do Senhor, pensando que poderão substituir a sã doutrina do Mestre dos mestres por devaneios humanos; repreendemos os espíritos malignos que os seduzem, fazendo com que rejeitem a pedra angular, que é o próprio Jesus com seus divinos ensinamentos, intentando colocar em seu lugar teorias que são fruto de elucubrações inspiradas por Satanás… Invoco-vos, ó Trindade Santíssimo, para que tenhais piedade com tais servos infiéis, que possam vir a se converter com a maior brevidade possível, pois como profetiza a parábola, serão substituídos no devido tempo e arcarão com as consequências de suas atuações que produzem os mais terríveis frutos, os quais são procedentes de semeaduras do próprio inimigo de Deus. Cientes de que, como afirmou Jesus, o Reino de Deus lhes será tirado e dado a quem produzirá os frutos do Reino e não os do maligno, pedimos a intercessão de Maria Santíssima, de todos os santos, bem como a intensa atuação de todos anjos de Deus para que com a maior brevidade possível seja feita essa substituição, para o bem das almas! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
Santo do Dia
Santa Pelágia – virgem e mártir – 08 de Outubro

Pelágia era uma jovem de quinze anos que no princípio da perseguição do imperador Diocleciano, em 302, acusada de cristã, viu um dia os soldados do perseguidor varejarem-lhe a casa dando-lhe voz de prisão. Como ela estava só em casa, ninguém podia vir em seu auxílio.
Pelágia recebeu-os bem e quando se propuseram levá-la, pediu-lhes permissão para que fosse trocar de roupa. Dado o consentimento pelo chefe da escolta, Pelágia dirigiu-se ao quarto. Certamente por inspiração divina e desejosa de escapar dos ultrajes que a esperavam, infalíveis, e a temer pela virgindade que consagrara a Deus, não titubeou: ganhou o mais alto da casa em que vivia, em Antioquia, e de lá se atirou ao chão, falecendo quase que instantaneamente.
Santo Ambrósio de Milão, no seu tratado Das Virgens, apresenta-nos esta Santa Pelágia como irmã das mártires Bernicéia e Prosdocéia. Santa Pelágia se ligou àquelas santas porque Bernicéia e Prosdocéia também tiraram suas vidas para escapar do horror. Presas, iam sendo levadas ao cárcere. Em dado momento, a meio caminho, quando chegaram perto dum rio, solicitaram licença aos soldados para afastarem-se um pouco, o que lhes foi concedido. Destarte, sem que pudessem ser impedidas, atiraram-se, de comum acordo, à correnteza.
Cometeram então o suicídio? Sim. Todavia, foram honradas com um culto público, porque aquele tirar-se a vida foi considerado como um ato de obediência a Deus. Muitas santas virgens assim agiram.
Santa Pelágia, rogai por nós!
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/?utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 08 DE OUTUBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo a Timóteo 1, 1-20
Missão de Timóteo. Paulo, pregador do Evangelho
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Jesus Cristo, nossa esperança, a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: A graça, a misericórdia e a paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Ao partir para a Macedônia, pedi‑te que ficasses em Éfeso para impedires que certas pessoas ensinassem doutrinas estranhas e prestassem atenção a fábulas e a genealogias intermináveis, que mais favorecem as especulações do que servem o plano de Deus que se baseia na fé. Esta recomendação só pretende estabelecer a caridade, que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Por se terem desviado deste caminho, alguns caíram em vãos discursos, pretendendo ser doutores da lei, não sabendo nem o que dizem nem o que tão ostensivamente afirmam.
Bem sabemos que a lei é boa, contanto que dela se use legitimamente, considerando que a lei não foi instituída para os justos, mas para os insubmissos e rebeldes, ímpios e pecadores, sacrílegos e profanadores, parricidas e matricidas, assassinos, infames, sodomitas, mercadores de escravos, mentirosos, perjuros, e para todos os que se opõem à sã doutrina. Este é o ensinamento do Evangelho glorioso de Deus que me foi confiado.
Dou graças Àquele que me deu força, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que me julgou digno de confiança e me chamou ao seu serviço, a mim que tinha sido blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei misericórdia, porque agi por ignorância, quando era ainda descrente. E a graça de Nosso Senhor superabundou em mim, com a fé e a caridade que temos em Cristo Jesus.
É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, e eu sou o primeiro deles. Mas alcancei misericórdia, para que, em mim primeiramente, Jesus Cristo manifestasse toda a sua magnanimidade, como exemplo para os que hão‑de acreditar n’Ele, para a vida eterna. Ao Rei dos séculos, Deus imortal, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amen.
Esta é a advertência que te confio, Timóteo, meu filho, conforme as profecias outrora pronunciadas sobre ti, a fim de que, fortificado por elas, combatas o bom combate, dotado de fé e de boa consciência. Por a terem rejeitado, alguns naufragaram na fé, entre eles Himeneu e Alexandre, que entreguei a Satanás para que aprendam a não blasfemar.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Regra Pastoral de São Gregório Magno, papa
(Lib. 2, 4: PL 77, 30-31) (Sec. VI)
O pastor seja oportuno tanto no silêncio como nas palavras
O pastor deve saber guardar silêncio com discrição e falar com oportunidade, de modo que nem diga o que deve calar nem cale o que deve dizer. Porque assim como a palavra indiscreta leva ao erro, também o silêncio imprudente confirma no erro os que deviam ser ensinados. Muitas vezes os pastores incompetentes, pelo temor de perder a estima dos homens, não se atrevem a dizer livremente a verdade; e deste modo, segundo a palavra da Verdade, não atendem à guarda do rebanho com o zelo de verdadeiros pastores, mas comportam‑se como mercenários: fogem ao vir o lobo, refugiando‑se no silêncio.
Por isso o Senhor os repreende por meio do Profeta: São cães mudos, incapazes de ladrar. E insiste noutro lugar: Não acudistes às brechas nem reconstruístes a muralha em defesa da casa de Israel, para que pudesse resistir no combate no dia do Senhor. Acudir às brechas é opor‑se aos poderes deste mundo, falando com inteira liberdade em defesa da grei. Resistir no combate no dia do Senhor é lutar por amor da justiça contra os ataques da iniquidade.
Dizer de um pastor que teve medo de dizer a verdade, que é senão dizer que voltou as costas ao inimigo com o seu silêncio? Mas se ele vai em defesa do rebanho, é como se levantasse a muralha da casa de Israel contra os seus inimigos. Por isso, também ao povo que recaía na infidelidade disse o Senhor: Os teus profetas anunciaram‑te apenas coisas falsas e insensatas; não te manifestaram a tua iniquidade para te conduzirem à penitência. Na sagrada Escritura dá‑se por vezes o nome de profetas aos doutores que, denunciando a instabilidade das coisas presentes, anunciam as realidades futuras. Aqueles a quem a palavra divina acusa de proclamar coisas falsas são os que temem denunciar a culpa dos pecadores e os lisonjeiam com falsas seguranças; não revelam aos culpados uma palavra de repreensão e assim lhes ocultam a sua iniquidade.
Ora a repreensão é a chave com que se abre ou revela aos pecadores a sua culpa: com a repreensão abre‑se‑lhes a consciência para verem a sua iniquidade, que muitas vezes é ignorada pelo próprio que a cometeu. Por isso diz São Paulo que o bispo deve ser capaz de exortar na sã doutrina e de refutar os que falam contra ela. Também o profeta Malaquias declara: Os lábios do sacerdote são os guardas da ciência, da sua boca se espera a instrução, porque é o mensageiro do Senhor dos Exércitos. E o Senhor adverte ainda por meio do profeta Isaías: Clama sem cessar, levanta como trombeta a tua voz.
Ora aquele que recebe o sacerdócio assume esta missão de arauto, para ir proclamando em alta voz a vinda do rigoroso juiz que se aproxima. Mas se o sacerdote não cumpre o ministério da pregação, que voz se pode esperar desse arauto mudo? Foi por esta razão que o Espírito Santo desceu sobre os primeiros pastores em forma de línguas; assim fez compreender que aqueles sobre quem Ele desce, tornam‑se imediatamente seus mensageiros.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Ez 37, 12b-14
Assim fala o Senhor Deus: Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra, e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço – palavra do Senhor.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adoção filial e a libertação do nosso corpo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe nem se mancha nem desaparece, reservada nos Céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
