LITURGIA DE 08 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
8 de outubro de 2023LITURGIA DE 10 DE OUTUBRO DE 2023 TERÇA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
10 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 09/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 1,1-2,16), de reconhecer com clareza inequívoca que o Senhor se vale de profetas para alertar sobre condutas desviantes, iníquas, conflitantes com a sua santa vontade. […]Tal encargo comporta desafios que nem sempre os que são deles incumbidos estão dispostos a enfrentar e o texto bíblico em apreço revela a tentativa de Jonas de eximir-se de seu dever, “escapar da ordem do Senhor”; com o que atraiu sobre si e seus circunstantes consequências expressivamente turbulentas. […] Cabe-nos seguir o exemplo de Jonas, que reconheceu ser a causa das adversidades que atingiam a ele e seus circunstantes e se dispôs a fazer o que em sua consciência reputou ser necessário para deixar de ser causador de tal desgraça. Que também nós reconheçamos nossas falhas e nos esforcemos com sinceridade para emendar nossas condutas, converter-nos, redirecionando nosso modo de agir para que se torne novamente sintonizado com a vontade de Deus. As santas palavras do Salmo Responsorial (Jn 2) suscitam inicialmente a necessidade de refletir sobre a postura intelectual apropriada para ser adotada diante das Sagradas Escrituras. Quem tem fé acredita que são ensinamentos de origem divina destinados a orientar as condutas dos que confiam em Deus e norteiam suas vidas pelos desígnios divinos. Como pessoas de fé, cumpre-nos extrair das Sagradas Escrituras inspiração para pautar nossas condutas pelos parâmetros divinos e nos cabe focar a perspectiva crítica sobre nossa conduta, nossa correspondência aos desígnios divinos – e não sobre o texto. Do texto sagrado buscamos a inspiração divina para elevar, sublimar, divinizar – na medida do que nos seja possível, com a graça divina – nosso modo de ser e agir, sendo nosso objetivo maior nos configurarmos a Cristo, tornando-nos gradual e progressivamente mais semelhantes a ele. O Santo Evangelho (Lc 10,25-37) insta-nos, primeiramente, à consciência de que a todo momento podemos ser postos à prova, cumprindo-nos, portanto, nos manter vigilantes e orantes, para que as provas se configurem oportunidades de eclosão de grandes coisas, que possam até mesmo ecoar pela história, como ocorreu com Jesus nesse episódio, a partir do qual eclodiu a célebre parábola do bom samaritano. […] tal parábola nos insta a refletir a respeito das omissões a que os que não se libertaram do maligno – que neste caso instiga à preguiça e ao descaso – tendem a incorrer. O sacerdote, “homem de Deus”, viu o homem ferido e passou adiante… Da mesma forma o levita, “auxiliar dos homens de Deus”, nada fez… Cumpre-nos seguir o exemplo do samaritano, que mesmo sendo estrangeiro, tocado de compaixão, sem fazer acepção de pessoas, se aproximou do vitimado pelos salteadores, prestou-lhe os primeiros socorros, levou-o para lugar seguro, despendendo de seu tempo e de seus recursos para dele tratar…
Antífona da entrada
– Senhor, tudo está em vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est 1,9s).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Jn 1,1-2,1.11
Salmo Responsorial: Jn 2
– Retirastes minha vida do sepulcro, ó Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu vos dou um novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 10,25-37
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras da primeira leitura nos ensinam pelo profeta (Jn 1,1-16): A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, filho de Amitai, nestes termos: 2.Levanta-te, vai a Nínive, a grande cidade, e profere contra ela os teus oráculos, porque sua iniquidade chegou até a minha presença. 3.Jonas pôs-se a caminho, mas na direção de Társis, para fugir do Senhor. Desceu a Jope, onde encontrou um navio que partia para Társis; pagou a passagem e embarcou nele para ir com os demais passageiros para Társis, longe da face do Senhor. 4.O Senhor, porém, fez vir sobre o mar um vento impetuoso e levantou no mar uma tempestade tão grande que a embarcação ameaçava espedaçar-se. 5.Aterrorizados, os marinheiros puseram-se a invocar cada qual o seu deus, e atiraram no mar a carga do navio para aliviarem-no. Entretanto, Jonas tinha descido ao porão do navio e, deitando-se ali, dormia profundamente. 6.Veio o capitão e o despertou: Dorminhoco! Que estás fazendo aqui? Levanta-te e invoca o teu Deus, para ver se ele se lembra talvez de nós e nos livre da morte. 7.Em seguida disseram os marinheiros entre si: Vinde e tiremos à sorte para sabermos quem é a causa deste mal. Lançaram a sorte e esta caiu sobre Jonas. 8.E perguntaram-lhe: Tu, por quem nos acontecem estes males, dize-nos qual é a tua profissão? De onde vens? A que país e a que raça pertences? 9.Sou hebreu, respondeu ele. Adoro o Senhor, Deus dos céus, que criou o mar e todos os continentes. 10.Ficaram então aqueles homens possuídos de grande temor, e disseram-lhe: Por que fizeste isto? Pois tinham compreendido, pela própria declaração de Jonas, que este fugia para escapar à ordem do Senhor. 11.E disseram-lhe: Que te havemos de fazer para que o mar se acalme em torno de nós? Porque o mar tornava-se cada vez mais ameaçador. 12.Tomai-me, disse Jonas, e lançai-me às águas, e o mar se acalmará. Reconheço que sou eu a causa desta terrível tempestade que vos sobreveio. 13.Os homens remavam para ver se conseguiam ganhar a costa, mas em vão, porque o mar se embravecia cada vez mais contra eles. 14.Então invocaram o Senhor: Senhor, disseram eles, não nos façais perecer por causa da vida deste homem, nem nos torneis responsáveis pela vida deste homem que não nos fez mal algum. Vós, ó Senhor, fizestes como foi do vosso agrado. 15.E, pegando em Jonas, lançaram-no às ondas, e a fúria do mar se acalmou. 16.Tomada de profundo sentimento de temor para com o Senhor, a tripulação ofereceu-lhe um sacrifício, acompanhado de votos.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Jn 2): O Senhor fez que ali se encontrasse um grande peixe para engolir Jonas, e este esteve três dias e três noites no ventre do peixe. 2.Do fundo das entranhas do peixe, Jonas fez esta prece ao Senhor, seu Deus: 3.Em minha aflição, invoquei o Senhor, e ele ouviu-me. Do meio da morada dos mortos, clamei a vós, e ouvistes minha voz. 4.Lançastes-me no abismo, no meio das águas e as ondas me envolviam. Todas as vossas vagas e todas as vossas ondas passavam sobre mim. 5.E eu já dizia: fui rejeitado de diante de vossos olhos. Acaso me será dado ainda rever vosso santo templo?! 6.As águas envolviam-me até a garganta, o abismo me cercava. As algas envolviam-me a cabeça. 7.Eu tinha descido até as raízes das montanhas, até a terra cujos ferrolhos eternos (se fecharam) sobre mim. 8.Quando desfalecia a minha vida, pensei no Senhor; minha oração chegou a vós, no vosso santo templo. 9.Os que servem a ídolos vãos abandonam a fonte das graças. 10.Eu, porém, oferecerei um sacrifício com cânticos de louvor, e cumprirei o voto que fiz. Do Senhor vem a salvação. 11 Então o Senhor ordenou ao peixe, e este vomitou Jonas na praia.
No Santo Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 10,25-37): Levantou-se um doutor da lei e, para pô-lo à prova, perguntou: Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna? 26.Disse-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como é que lês? 27.Respondeu ele: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento (Dt 6,5); e a teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18). 28.Falou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isto e viverás. 29.Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? 30.Jesus então contou: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de ladrões, que o despojaram; e depois de o terem maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto. 31.Por acaso desceu pelo mesmo caminho um sacerdote, viu-o e passou adiante. 32.Igualmente um levita, chegando àquele lugar, viu-o e passou também adiante. 33.Mas um samaritano que viajava, chegando àquele lugar, viu-o e moveu-se de compaixão. 34.Aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; colocou-o sobre a sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria e tratou dele. 35.No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo-lhe: Trata dele e, quanto gastares a mais, na volta to pagarei. 36.Qual destes três parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões? 37.Respondeu o doutor: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: Vai, e faze tu o mesmo.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 1,1-2,16), de reconhecer com clareza inequívoca que o Senhor se vale de profetas para alertar sobre condutas desviantes, iníquas, conflitantes com a sua santa vontade. A missão, o múnus do profeta – e a todos nós cumpre assumi-lo em nossas vidas, colocando-nos a serviço do Senhor para cumpri-lo, conforme for suscitado a cada um pelo Espírito Santo – consiste primeiramente em testemunhar a vontade de Deus, incorporando na própria vida as orientações divinas, dando bom exemplo… Consiste também em anunciar o Reino de Deus, atuar como porta-voz do Senhor, manifestar aos circunstantes – assumindo tal tarefa como expressão de suprema caridade – o que é a vontade de Deus. E consiste também em denunciar os erros, alertar sobre condutas desviantes, exortar para que os erros deixem de ser praticados e sejam emendadas as condutas equivocadas. Tal encargo comporta desafios que nem sempre os que são deles incumbidos estão dispostos a enfrentar e o texto bíblico em apreço revela a tentativa de Jonas de eximir-se de seu dever, “escapar da ordem do Senhor”; com o que atraiu sobre si e seus circunstantes consequências expressivamente turbulentas. Cumpre-nos, pois, nos imbuir da consciência de que quando não cumprimos com nossos deveres perante Deus, atraímos terríveis consequências sobre nossas vidas e as vidas dos que nos rodeiam. Cabe-nos seguir o exemplo de Jonas, que reconheceu ser a causa das adversidades que atingiam a ele e seus circunstantes e se dispôs a fazer o que em sua consciência reputou ser necessário para deixar de ser causador de tal desgraça. Que também nós reconheçamos nossas falhas e nos esforcemos com sinceridade para emendar nossas condutas, converter-nos, redirecionando nosso modo de agir para que se torne novamente sintonizado com a vontade de Deus. Tal perícope insta-nos ainda a seguir o exemplo dos tripulantes do navio em que Jonas estava, no sentido de reconhecer os desígnios divinos, clamar ao Senhor para que não permita perecermos e nem atuar de modo impróprio, para que não recaia sobre nós a responsabilidade por atos errôneos, em atitude de santo temor (evitando fazer o que não esteja de acordo com a vontade de Deus para dele não nos afastarmos) e ainda fazer votos, estabelecer propósitos, assumir compromissos de dar passos na fé para tornar o viver cada vez acorde com os desígnios divinos; mais próximo do Senhor.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Jn 2) suscitam inicialmente a necessidade de refletir sobre a postura intelectual apropriada para ser adotada diante das Sagradas Escrituras. Quem tem fé acredita que são ensinamentos de origem divina destinados a orientar as condutas dos que confiam em Deus e norteiam suas vidas pelos desígnios divinos. Como pessoas de fé, cumpre-nos extrair das Sagradas Escrituras inspiração para pautar nossas condutas pelos parâmetros divinos e nos cabe focar a perspectiva crítica sobre nossa conduta, nossa correspondência aos desígnios divinos – e não sobre o texto. Do texto sagrado buscamos a inspiração divina para elevar, sublimar, divinizar – na medida do que nos seja possível, com a graça divina – nosso modo de ser e agir, sendo nosso objetivo maior nos configurarmos a Cristo, tornando-nos gradual e progressivamente mais semelhantes a ele. Esse é o processo de santificação do viver, em busca contínua de nos tornarmos reflexos do divino, buscando atuar como Jesus atuaria nas mais diversas situações e circunstâncias que se apresentem em nossas vidas. Nessa perspectiva, em relação à perícope em apreço, cumpre reportar-nos ao estado de profunda agonia em que se sentiu Jonas, como se tivesse sigo engolido por um grande peixe e, intensamente aflito, clamou ao Senhor. Diante de tal realidade existencial do profeta, cumpre-nos seguir seu exemplo, clamando ao Senhor nos momentos de aflição: ainda que nos sentindo nos mais profundos abismos, voltamo-nos para vós, ó Senhor! Invocamo-vos, clamamos por vós, com firme esperança de que nos ouvireis! Como consequência de nossas atitudes insensatas, vós permitistes que nos sintamos em uma profundidade abissal, em meio a águas e ondas tenebrosas, com o que nos sentimos rejeitados ante os vossos olhos, a ponto de duvidar se poderemos sair para ir ao local mais importante de nossas vidas, para nos colocar na presença do Senhor diante do sacrário! Com a sensação de que os ferrolhos eternos fecharam-se sobre nós, sentindo desfalecer a vida, voltamos nosso pensamento ao Senhor, confiantes de que nossas orações chegam a ele. Cientes de que aqueles que servem os ídolos abandonam a fonte das graças, firmes no Senhor, com cânticos de louvor, com o determinado propósito de cumprir os votos de nos empenharmos denodadamente para nos tornarmos mais e mais fiéis aos vossos desígnios, realizando com cada vez mais lealdade a vossa santa vontade, temos fé de que o Senhor nos resgatará de nosso estado de terrível decadência, nos salvará e nos dará nova oportunidade – do mesmo modo que ocorreu com Jonas, que sentiu-se como se tivesse sido vomitado do ventre do peixe para a praia.
O Santo Evangelho (Lc 10,25-37) insta-nos, primeiramente, à consciência de que a todo momento podemos ser postos à prova, cumprindo-nos, portanto, nos manter vigilantes e orantes, para que as provas se configurem oportunidades de eclosão de grandes coisas, que possam até mesmo ecoar pela história, como ocorreu com Jesus nesse episódio, a partir do qual eclodiu a célebre parábola do bom samaritano. Insta-nos ainda à consciência do que nos cumpre fazer para para usufruir da vida eterna – e da própria experiência do céu ainda em vida: amar a Deus sobre todas as coisas – priorizando-o, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, com o que tudo o mais nos será acrescentado – e ao nosso próximo como a nós mesmos. A parábola do bom samaritano insta-nos inicialmente à consciência de que na vida todos somos sujeitos a perigos decorrentes da insuflação, pelo maligno, de sugestões que levam os afastados do Senhor a perpetrar condutas profundamente renhidas com a vontade de Deus, sendo que todos estamos sujeitos a sofrer ações maléficas perpetradas pelos que atuam como escravos do maligno, como os salteadores que roubaram e feriram quase que de morte o caminheiro. Em seguida, tal parábola nos insta a refletir a respeito das omissões em que tendem a incorrer os que não se libertaram do maligno – que neste caso instiga à preguiça e ao descaso. O sacerdote, “homem de Deus”, viu o homem ferido e passou adiante… Da mesma forma o levita, “auxiliar dos homens de Deus”, nada fez… Cumpre-nos seguir o exemplo do samaritano, que mesmo sendo estrangeiro, tocado de compaixão, sem fazer acepção de pessoas, se aproximou do vitimado pelos salteadores, prestou-lhe os primeiros socorros, levou-o para lugar seguro, despendendo de seu tempo e de seus recursos para dele tratar…
Oração final
Ó Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para reconhecer com clareza inequívoca que vos valeis de profetas para alertar sobre condutas desviantes, iníquas, conflitantes com a vossa santa vontade. Que possamos cumprir diligentemente com o múnus profético que nos couber, testemunhando vossa vontade, incorporando em nossas vidas as orientações divinas, dando bom exemplo; anunciando o vosso Reino, atuando como vossos porta-vozes – assumindo tal tarefa como expressão de suprema caridade – e também denunciando os erros, alertando sobre condutas desviantes, exortando para que os erros deixem de ser praticados e sejam emendadas as condutas equivocadas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para enfrentar os desafios de tal missão, jamais nos eximindo de nossos deveres, cientes de que quando não cumprimos com nossos deveres perante vós, atraímos terríveis consequências sobre nossas vidas e as vidas dos que nos rodeiam. Cabe-nos seguir o exemplo de Jonas, que reconheceu ser a causa das adversidades que atingiam a ele e seus circunstantes e se dispôs fazer a o que em sua consciência reputou ser necessário para deixar de ser causador de tal desgraça. Que também nós reconheçamos nossas falhas e nos esforcemos com sinceridade para emendar nossas condutas, converter-nos, redirecionando nosso modo de agir para que se torne novamente sintonizado com a vontade de Deus. Que sigamos ainda o exemplo dos tripulantes do navio em que Jonas estava, no sentido de reconhecer os desígnios divinos, clamar ao Senhor para que não permita perecermos e nem atuar de modo impróprio, para que não recaia sobre nós a responsabilidade por atos errôneos, sustentando atitude de santo temor – evitando fazer o que não esteja de acordo com a vossa santa vontade para de vós não nos afastarmos – e ainda fazer votos, estabelecer propósitos, assumir compromissos de dar passos na fé para tornar o viver cada vez acorde com os desígnios divinos; mais próximo de vós. Que atuemos com a consciência da postura intelectual apropriada a ser adotada diante das Sagradas Escrituras, firmes na fé de que são ensinamentos de origem divina destinados a orientar as condutas dos que confiam em Deus e norteiam suas vidas pelos desígnios divinos. Como pessoas de fé, cumpre-nos extrair das Sagradas Escrituras inspiração para pautar nossas condutas pelos parâmetros divinos e nos cabe focar a perspectiva crítica sobre nossas condutas, nossa correspondência aos desígnios divinos – e não sobre o texto. Do texto sagrado buscamos a inspiração divina para elevar, sublimar, divinizar – na medida do que nos seja possível, com a graça divina – nosso modo de ser e agir, sendo nosso objetivo maior nos configurarmos a Cristo, tornando-nos gradual e progressivamente mais semelhantes a ele. Esse é o processo de santificação do viver, em busca contínua de nos tornarmos reflexos do divino, buscando atuar como Jesus atuaria nas mais diversas situações e circunstâncias que se apresentem em nossas vidas. Nessa perspectiva, em relação episódio de Jonas e o grande peixe, cumpre reportar-nos ao estado de profunda agonia em que ele se sentiu Jonas, como se tivesse sigo engolido por um grande peixe e, intensamente aflito, clamou ao Senhor. Diante de tal realidade existencial do profeta, cumpre-nos seguir seu exemplo, clamando ao Senhor nos momentos de aflição: ainda que nos sentindo nos mais profundos abismos, voltamo-nos para vós, ó Senhor! Invocamo-vos, clamamos por vós, com firme esperança de que nos ouvireis! Como consequência de nossas atitudes insensatas, vós permitistes que nos sintamos em uma profundidade abissal, em meio a águas e ondas tenebrosas, com o que nos sentimos rejeitados ante os vossos olhos, a ponto de duvidar se poderemos sair para ir ao local mais importante de nossas vidas, para nos colocar na presença do Senhor diante do sacrário! Com a sensação de que os ferrolhos eternos fecharam-se sobre nós, sentindo desfalecer a vida, voltamos nosso pensamento para vós, confiantes de que nossas orações chegam a vós. Cientes de que aqueles que servem os ídolos abandonam a fonte das graças, firmes em vós, com cânticos de louvor, com o determinado propósito de cumprir os votos de nos empenharmos denodadamente para nos tornarmos mais e mais fiéis aos vossos desígnios, realizando com cada vez mais lealdade a vossa santa vontade, temos fé de que nos resgatareis de nosso estado de terrível decadência, nos salvará e nos dará nova oportunidade – do mesmo modo que ocorreu com Jonas, que sentiu-se como se tivesse sido vomitado do ventre do peixe para a praia. Que atuemos com consciência de que a todo momento podemos ser postos à prova, cumprindo-nos, portanto, nos manter vigilantes e orantes, para que as provas se configurem oportunidades de eclosão de grandes coisas, que possam até mesmo ecoar pela história, como ocorreu com Jesus ao ser questionado pelos fariseus, a partir do que eclodiu a célebre parábola do bom samaritano, que insta-nos à consciência do que nos cumpre fazer para para usufruir da vida eterna – e da própria experiência do céu ainda em vida: amar a Deus sobre todas as coisas – priorizando-o, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, com o que tudo o mais nos será acrescentado – e ao nosso próximo como a nós mesmos. Que possamos nos impregnar da consciência de que na vida todos somos sujeitos a perigos decorrentes da insuflação, pelo maligno, de sugestões que levam os afastados do Senhor a perpetrar condutas profundamente renhidas com a vontade de Deus, sendo que todos estamos sujeitos a sofrer ações maléficas perpetradas pelos que atuam como escravos do maligno, como os salteadores que roubaram e feriram quase que de morte o caminheiro. Que possamos nos manter em alerta para não cair nas omissões em que tendem a incorrer os que não se libertaram do maligno – que neste caso instiga à preguiça e ao descaso. O sacerdote, “homem de Deus”, viu o homem ferido e passou adiante… Da mesma forma o levita, “auxiliar dos homens de Deus”, nada fez… Que possamos seguir o exemplo do samaritano, que mesmo sendo estrangeiro, tocado de compaixão, sem fazer acepção de pessoas, se aproximou do vitimado pelos salteadores, prestou-lhe os primeiros socorros, levou-o para lugar seguro, despendendo de seu tempo e de seus recursos para dele tratar… Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
SANTO DO DIA

São João Leonardo
Leonardo nasceu na Toscana, em 1541. Levou uma vida normal de leigo, trabalhando no ramo farmacêutico com o pai até os vinte e seis anos de idade, quando este morreu. Tendo participado do trabalho junto aos pobres com os padres colombinos, decidiu entregar sua vida ao seguimento de Cristo.
Mesmo sabendo das dificuldades por ser adulto, Leonardo não se intimidou. Enfrentou os estudos desde o começo, do princípio mais elementar. Juntou-se aos meninos para aprender o latim e, em seguida, aplicou-se no estudo de filosofia e de teologia. Quatro anos depois, foi ordenado sacerdote.
Dedicando-se à catequese das crianças, implantou, junto com alguns religiosos, uma educação totalmente voltada para os princípios cristãos, nascendo, em 1574, a Congregação da Doutrina Cristã, hoje Clérigos Regulares da Mãe de Deus, também conhecidos como padres leonardinos.
Em 1584, resolveu fazer uma peregrinação à França, ao Santuário de Nossa Senhora de Loreto. Leonardo, que tinha conquistado a confiança do papa Clemente VIII, foi enviado por este para realizar diversas missões em seu nome, restaurando a disciplina religiosa em várias ordens, conventos e congregações. Era um tempo de decadência de costumes e seu trabalho entusiasmado e atraente trouxe de volta os velhos princípios do verdadeiro cristianismo que se haviam perdido no dia-a-dia de muitos integrantes da Igreja.
Preocupado em assegurar um futuro de fé às crianças pagãs, fundou, em parceria com João Batista Vives, um colégio para jovens sacerdotes que se espalhariam pelo mundo como missionários, pregando o catolicismo entre os infiéis e cuidando das vítimas das epidemias. Portanto João Leonardo foi o precursor do Colégio Urbano dos Missionários da Propaganda Fidei, ou Obra da Propaganda da Fé, fundado em 1627, em Roma, atuante até nossos dias, principalmente na esfera da Santa Sé. E também dos Missionários Exteriores de Paris, fundado em 1663.
Influenciado pelo Concilio de Trento, ao lado de grandes religiosos da época, como os depois santos Filipe Neri, José Calazanz e Camilo de Lellis, João Leonardo travou uma grande luta pela reforma eclesiástica da Itália, o que o fez tornar-se, também, um dos grandes do seu tempo.
Radicado em Roma, ele morreu no dia 8 de outubro de 1609. Seu corpo se encontra na cripta da igreja Santa Maria, em Campiteli. Beatificado em 1861, o papa Pio XI declarou santo João Leonardo em 1938, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/calendario/sao-joao-leonardo/#gsc.tab=0>]
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 09 DE OUTUBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Primeira Epístola a Timóteo 2, 1-15
Convite à oração
Caríssimo: Recomendo‑te, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador. Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou à morte para redenção de todos. Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo e do qual fui constituído arauto e apóstolo – digo a verdade, não minto – mestre dos gentios na fé e na verdade.
Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.
De maneira semelhante, quero que as mulheres se apresentem em trajes honestos, decentes e modestos, não se adornando com tranças, ouro, pérolas ou vestidos sumptuosos, mas com boas obras, como convém a mulheres que fazem profissão de piedade. Durante a instrução, as mulheres guardem silêncio, com inteira submissão. Não consinto à mulher que ensine, nem tenha autoridade sobre o homem; convém que permaneça em silêncio.
Primeiro foi formado Adão e depois Eva. E não foi Adão que se deixou seduzir, mas a mulher que, depois de seduzida, incorreu em transgressão. Mas salvar‑se‑á pela maternidade, se perseverar na fé, na caridade e na santidade.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Tratado de Santo Ambrósio, bispo, sobre Caim e Abel
(Lib. 1, 9, 34.38-39: CSEL 32, 369.371-372) (Sec. IV)
Devemos orar especialmente por todo o corpo da Igreja
Oferece a Deus um sacrifício de louvor e cumpre os teus votos para com o Altíssimo. Louva a Deus quem Lhe faz um voto e o cumpre. Por isso se nos dá como exemplo aquele samaritano que, uma vez curado da lepra juntamente com os outros nove leprosos por intervenção do Senhor, foi o único que voltou à presença de Cristo, louvando e dando graças a Deus. Dele disse Jesus: Não houve quem voltasse a dar graças a Deus senão este estrangeiro? E a ele disse: Levanta‑te e vai; a tua fé te salvou.
No seu ensinamento divino, o Senhor Jesus mostrou‑te, por um lado, a bondade de Deus Pai e, por outro, a conveniência de orar com intensidade e frequência: mostrou‑te a bondade do Pai que sabe conceder boas dádivas, para que aprendas a pedir bens Àquele que é o sumo bem; e mostrou‑te a conveniência de orar com intensidade e frequência, não para que repitas sem cessar e mecanicamente as orações, mas para que adquiras o verdadeiro espírito da oração assídua. De fato, muitas vezes as longas orações vão acompanhadas de vanglória e, por outro lado, a falta de assiduidade na oração é sinal evidente de negligência.
Seguidamente também adverte o Senhor que ponhas o máximo empenho em perdoar aos outros quando pedes perdão para ti; deste modo, a tua oração é recomendada pelas tuas obras. O Apóstolo ensina também que se há‑de orar sem ira nem contenda, para que a oração não seja perturbada nem falsificada. Também ensina que se deve orar em toda a parte, como afirma o Salvador quando diz: Entra na tua habitação.
Mas deves compreender que não se trata de uma habitação cercada de paredes em que te fechas corporalmente, mas da tua morada interior, onde estão os teus pensamentos e habitam os teus sentimentos. Esta morada da tua oração acompanha‑te por toda a parte e em toda a parte continua a ser um lugar secreto, onde não há outro juiz que não seja Deus.
Também te é dito que deves orar principalmente pelo povo de Deus, isto é, por todo o corpo e por todos os membros da Igreja tua mãe, que é o sacramento da caridade. Se oras só por ti, serás o único a orar por ti. E se cada um reza apenas por si mesmo, a graça do pecador será menor que a do intercessor. Mas se cada um ora por todos, oram todos por cada um.
Assim, portanto, para concluir, se rezares somente por ti, ficarás, como dissemos, isolado na tua oração. Mas se rezares por todos, todos rezarão por ti. Na verdade tu estás presente em todos. Deste modo alcançarás uma grande recompensa, porque a oração de cada um é enriquecida com as orações de todo o povo. Assim desaparece toda a sombra de presunção; aumenta a humildade e o fruto será mais abundante.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Tg 2, 12-13
Falai e procedei como pessoas que devem ser julgadas segundo a lei da liberdade. Porque o juízo será sem misericórdia para quem não usou de misericórdia. Mas a misericórdia triunfa do juízo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
2 Cor 13, 11
Irmãos, vivei com alegria; trabalhai pela vossa perfeição; animai-vos uns aos outros; tende os mesmos sentimentos; vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Rom 6, 22
Libertos do pecado e tornados servos de Deus, tendes como fruto a santidade e como fim a vida eterna.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Col 1, 21-22
Outrora éreis estranhos a Deus e na vossa mente seus inimigos pelas vossas más ações. Mas agora Deus reconciliou-vos consigo pela morte de Cristo no seu Corpo de carne, para vos apresentar diante d’Ele santos, puros e irrepreensíveis.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Tg 4, 11-12
Não faleis mal uns dos outros, irmãos. Aquele que diz mal do irmão ou critica o irmão, fala mal da Lei e critica a Lei. Ora, se criticas a Lei, já não és cumpridor da Lei, mas o seu juiz. Há um só legislador e um só juiz: Aquele que pode salvar ou condenar. Mas quem és tu para julgar o próximo?
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
