LITURGIA DE 10 DE OUTUBRO DE 2023 TERÇA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
10 de outubro de 2023LITURGIA DE 12 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – NOSSA SENHORA APARECIDA – PADROEIRA DO BRASIL
12 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 11/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 4,1-11), de imbuir-nos profundamente da consciência de que o Senhor é um Deus clemente e misericordioso, de coração grande, de muita benignidade e compaixão para conosco; ele se compadece pelos males que padecemos. Insta-nos também à consciência de que se constitui insensatez rebelar-se contra o Senhor, que se vale de sinais para demonstrar o quanto está acima de nossas pretensões humanas de saber, as quais sempre caem por terra frente à sabedoria divina. Compele-nos ainda a imbuir-nos da consciência de que o Senhor, em sua onisciência, atua com compaixão – desde que a atitude de humildade e arrependimento seja demonstrada – pois sabe de nossa ignorância e fragilidade. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 85) concitam a reconhecer nossa pobreza e miséria diante de Deus; cumpre empenharmo-nos para ser fiéis e confiar no Senhor, clamando por sua compaixão e consolo, a ele elevando a alma, pois é bom, clemente e misericordioso para com os que o invocam. Faz-se mister nos empenharmos intensamente para que chegue o dia em que todas as nações criadas pelo Senhor o adorem e glorifiquem, para que ensine os seus caminhos maravilhosos e todos possam andar na sua verdade, com sagrado temor, louvando-o de todo o coração, glorificando seu santo nome eternamente, reconhecendo que sua misericórdia arranca a alma da região da cegueira e da morte espiritual em que consiste a vida sem sentido afastada de Deus, impregnada da soberba e da prepotência dos que não têm o Senhor ante os olhos. Cumpre-nos louvar e bendizer o Senhor por ser um Deus bondoso e compassivo, cheio de clemência, que nos olha com piedade, fortalecendo, sustentando, consolando e salvando de todo mal. O Santo Evangelho (Lc 11,1-4) insta-nos à consciência de que Jesus nos deu, entre tantos outros, o exemplo de rezar com frequência e assiduidade; de dialogar ternamente com o Pai Celestial, orientando-nos para a ele nos dirigirmos com as palavras: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação. Essas Santas Palavras consistem na base da oração do Pai Nosso, ao qual a Igreja agregou algumas palavras para tornar essa oração ainda mais abrangente, consistindo em um diálogo orante que invoca o Céu para se fazer presente na terra e consiste também em um voto, um compromisso com a vontade do Pai. Por isso digamos diariamente, invariavelmente, com profundo amor e fervor: Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Antífona da entrada
– Senhor, tudo está em vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est 1,9s).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Jn 4,1-11
Salmo Responsorial: Sl 85
– Ó Senhor, sois amor, paciência e perdão.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Aba! Pai! (Rm 8,15).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,1-4
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!
Busca do reto entendimento – invocação do Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamento
As santas palavras da primeira leitura nos ensinam pelo profeta (Jn 4,1-11): Jonas ficou profundamente indignado com isso e, muito irritado, dirigiu ao Senhor esta prece: Ah, Senhor, era bem isto que eu dizia quando estava ainda na minha terra! É por isso que eu tentei esquivar-me, fugindo para Társis, 2.porque sabia que sois um Deus clemente e misericordioso, de coração grande, de muita benignidade e compaixão pelos nossos males. 3.Agora, Senhor, toma a minha alma, porque me é melhor a morte que a vida. 4.O Senhor respondeu-lhe: (Julgas que) tens razão para te afligires assim? 5.Então saiu Jonas da cidade e fixou-se a oriente da mesma cidade. Fez uma cabana para si e lá permaneceu, à sombra, esperando para ver o que aconteceria à cidade. 6.O Senhor Deus fez crescer um pé de mamona, que se levantou acima de Jonas, para fazer sombra à sua cabeça e curá-lo de seu mau humor. Jonas alegrou-se grandemente com aquela mamoneira. 7.Mas, no dia seguinte, ao romper da manhã, mandou Deus um verme que roeu a raiz da mamona, e esta secou. 8.Quando o sol se levantou, Deus fez soprar um vento ardente do oriente, e o sol dardejou seus raios sobre a cabeça de Jonas, de forma que o profeta, desfalecido, desejou a morte, dizendo: Prefiro a morte à vida. 9.O Senhor disse a Jonas: (Julgas que) fazes bem em te irritares por causa de uma planta? Jonas respondeu: Sim, tenho razão de me irar até a morte. 10.Tiveste compaixão de um arbusto, replicou-lhe o Senhor, pelo qual nada fizeste, que não fizeste crescer, que nasceu numa noite e numa noite morreu. 11.E então, não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil seres humanos, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e uma inumerável multidão de animais?…
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 85): 1.Oração de Davi. Inclinai, Senhor, vossos ouvidos e atendei-me, porque sou pobre e miserável. 2.Protegei minha alma, pois vos sou fiel; salvai o servidor que em vós confia. Vós sois meu Deus; 3.tende compaixão de mim, Senhor, pois a vós eu clamo sem cessar. 4.Consolai o coração de vosso servo, porque é para vós, Senhor, que eu elevo minha alma. 5.Porquanto vós sois, Senhor, clemente e bom, cheio de misericórdia para quantos vos invocam. 6.Escutai, Senhor, a minha oração; atendei à minha suplicante voz. 7.Neste dia de angústia é para vós que eu clamo, porque vós me atendereis. 8.Não há entre os deuses um que se vos compare, Senhor; não existe obra semelhante à vossa. 9.Todas as nações que criastes virão adorar-vos, e glorificar o vosso nome, ó Senhor. 10.Porque vós sois grande e operais maravilhas, só vós sois Deus. 11.Ensinai-me vosso caminho, Senhor, para que eu ande na vossa verdade. Dirigi meu coração para que eu tema o vosso nome. 12.De todo o coração eu vos louvarei, ó Senhor, meu Deus, e glorificarei o vosso nome eternamente. 13.Porque vossa misericórdia foi grande para comigo, arrancastes minha alma das profundezas da região dos mortos. 14.Ó Deus, os soberbos se levantaram contra mim, uma turba de prepotentes odeia a minha vida, eles que nem vos têm presente antes os olhos. 15.Mas vós, Senhor, sois um Deus bondoso e compassivo; lento para a ira, cheio de clemência e fidelidade. 16.Olhai-me e tende piedade de mim, dai ao vosso servo a vossa força, salvai o filho de vossa escrava. 17.Dai-me uma prova de vosso favor, a fim de que verifiquem meus inimigos, para sua confusão, que sois vós, Senhor, meu sustento e meu consolo.
No Santo Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 11,1-4): Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos. 2.Disse-lhes ele, então: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; 3.dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; 4.perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 4,1-11), de imbuir-nos profundamente da consciência de que o Senhor é um Deus clemente e misericordioso, de coração grande, de muita benignidade e compaixão para conosco; ele se compadece pelos males que padecemos. Insta-nos também à consciência de que se constitui insensatez rebelar-se contra o Senhor, que se vale de sinais para demonstrar o quanto está acima de nossas pretensões humanas de saber, as quais sempre caem por terra frente à sabedoria divina. Compele-nos ainda a imbuir-nos da consciência de que o Senhor, em sua onisciência, atua com compaixão – desde que a atitude de humildade e arrependimento seja demonstrada – pois sabe de nossa ignorância e fragilidade.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 85) concitam a reconhecer nossa pobreza e miséria diante de Deus; cumpre empenharmo-nos para ser fiéis e confiar no Senhor, clamando por sua compaixão e consolo, a ele elevando a alma, pois é bom, clemente e misericordioso para com os que o invocam. Faz-se mister nos empenharmos intensamente para que chegue o dia em que todas as nações criadas pelo Senhor o adorem e glorifiquem, para que ensine os seus caminhos maravilhosos e todos possam andar na sua verdade, com sagrado temor, louvando-o de todo o coração, glorificando seu santo nome eternamente, reconhecendo que sua misericórdia arranca a alma da região da cegueira e da morte espiritual em que consiste a vida sem sentido afastada de Deus, impregnada da soberba e da prepotência dos que não têm o Senhor ante os olhos. Cumpre-nos louvar e bendizer o Senhor por ser um Deus bondoso e compassivo, cheio de clemência, que nos olha com piedade, fortalecendo, sustentando, consolando e salvando de todo mal.
O Santo Evangelho (Lc 11,1-4) insta-nos à consciência de que Jesus nos deu, entre tantos outros, o exemplo de rezar com frequência e assiduidade; de dialogar ternamente com o Pai Celestial, orientando-nos para a ele nos dirigirmos com as palavras: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação. Essas Santas Palavras consistem na base da oração do Pai Nosso, ao qual a Igreja agregou algumas palavras para tornar essa oração ainda mais abrangente, consistindo em um diálogo orante que invoca o Céu para se fazer presente na terra e consiste também em um voto, um compromisso com a vontade do Pai. Por isso digamos diariamente, invariavelmente, com profundo amor e fervor:
Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
Oração final
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que possamos nos imbuir profundamente da consciência de que vós sois um Deus clemente e misericordioso, de coração grande, de muita benignidade e compaixão para conosco; que se compadece pelos males que padecemos. E que se constitui insensatez rebelar-se contra vós, conforme revelam de forma multi eloquente os sinais que nos dais para demonstrar o quanto está vossa sabedoria divina acima de nossas pretensões humanas de saber, as quais sempre caem por terra. Vós, em sua onisciência, atuais com compaixão – desde que a atitude de humildade e arrependimento seja demonstrada – pois sabeis de nossa ignorância e fragilidade. Reconhecemos nossa pobreza e miséria diante de vós; iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos fiéis e confiemos em vós; clamamos por vossa compaixão e consolo, a vós elevamos a alma, pois sois bom, clemente e misericordioso para com os que vos invocam. Firmamos o propósito de nos empenharmos intensamente para que chegue o dia em que todas as nações por vós criadas o adorem e glorifiquem, para que as ensineis os vossos caminhos maravilhosos e todos possam andar na vossa verdade, com sagrado temor, louvando-vos de todo o coração, glorificando vosso santo nome eternamente; reconhecendo que vossa misericórdia arranca a alma da região da cegueira e da morte espiritual em que consiste a vida sem sentido afastada de Deus, impregnada da soberba e da prepotência dos que não vos têm ante os olhos. Louvamo-vos e bendizemo-vos por serdes um Deus bondoso e compassivo, cheio de clemência, que nos olha com piedade, fortalecendo, sustentando, consolando e salvando de todo mal. Tendo Jesus nos dado, entre tantos outros, o exemplo de rezar com frequência e assiduidade; de dialogar ternamente com o Pai Celestial, orientando-nos para a ele nos dirigirmos com as palavras: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação; cientes de que consistem na base da oração do Pai Nosso, ao qual a Igreja agregou algumas palavras para tornar essa oração ainda mais abrangente, consistindo em um diálogo orante que invoca o Céu para se fazer presente na terra e consiste também em um voto, um compromisso com a vontade do Pai, com profundo amor e fervor, rezamos: Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
SANTO DO DIA
Santo Alexandre Sauli, mortificando o corpo com a fadiga
Realmente tem de tudo: nobre família genovesa, que dá senadores e doges à República Marítima; aptidão para o estudo; altas relações que, na adolescência, lhe valeram a nomeação de pajem da corte: a de Carlos V, senhor da Europa e da América, senhor do mundo. A partir daí, alguém como ele pode chegar rapidamente aos grandes lugares.
Aos 17 anos pediu para ingressar nos Clérigos Regulares de São Paulo, chamados Barnabitas, por residirem na igreja milanesa de São Barnabé. São sacerdotes obrigados por uma regra de vida comum, por rigorosos deveres de estudo e ensino. Líderes da renovação religiosa. “Peço para ser aceito”, diz ele, “para me abandonar totalmente nas mãos da obediência”. Em sinal de obediência, é exposto a uma das mais desagradáveis provações: aparece na praça mercantil vestido de fidalgo, mas carregando pesada cruz nos ombros. Em suma, ele se humilha fazendo um show, expondo-se ao escândalo e ao escárnio. E inicia um costume: “Desde então, ‘carregar a cruz’ faz parte das nossas tradições familiares. É uma das mais queridas e inesquecíveis, porque todo barnabita inicia o seu ano de noviciado levando a cruz da comunidade para a igreja” (Padre Luis Origlia Roasio).
Ordenado sacerdote, tornou-se mestre e formador de barnabitas, chamados a ser homens da cruz e do livro, de fé e cultura intimamente unidas, tanto no século XVI como no século XX. Alessandro Sauli, nesta obra, é um homem tão protagonista que com apenas 34 anos já o fazem superior geral. Carlo Borromeo, arcebispo de Milão, o quer como seu confessor: “Depois de um diligente exame de consciência de todos os seus pecados, confessou-os a Alessandro Sauli.
Ele se beneficiou muito de seus conselhos cheios de doutrina” (C. Bescapé). Pio V em 1567 o nomeia bispo de Aleria, na Córsega, onde tudo deve ser feito, inclusive alimentar os fiéis, vítimas da fome e piratas; e continuando a formar sacerdotes culturalmente dignos, incutindo neles o ímpeto da evangelização. Por vinte anos, a Córsega teve um pai e um professor nele. E ele morreria ali, Ele obedece, mesmo que tanto trabalho já o tenha esgotado. No entanto, ele empreende imediatamente a visita pastoral: não para de “carregar a cruz”, até que um mínimo de força o sustente.
O último dia chega para ele na doce paisagem outonal do sul do Piemonte: em Calosso d’Asti, onde aceita a hospitalidade do senhor local, mas não nos salões nobres, pois ele fica no andar térreo com os trabalhadores, perto da recepção. E aqui, com as primeiras brumas nas colinas, morre o “Apóstolo da Córsega”. O corpo então retorna à Pavia, onde será sepultado na catedral. Em 1904, Pio X Sarto o inscreverá entre os santos.
Santo Alexandre Sauli, rogai por nós!
Outros santos e beatos celebrados em 11 outubro:
São João XXIII, papa, homem dotado de extraordinária humanidade, que, com a sua vida, as suas obras e o seu grande zelo pastoral, procurou manifestar a todos a abundância da caridade cristã e fomentar a união fraterna dos povos; especialmente solícito pela eficácia da missão da Igreja de Cristo em todo o orbe da terra, convocou o Concílio Vaticano II. Descansou piedosamente no Senhor no dia 3 de Junho. († 1963)
Comemoração de São Filipe, um dos sete diáconos escolhidos pelos Apóstolos, que converteu a Samaria à fé de Cristo, baptizou o eunuco da rainha Candace da Etiópia, e evangelizou todas as cidades por onde passava, até chegar a Cesareia, onde, segundo a tradição, descansou no Senhor.
[Fonte: <https://www.catolicoorante.com.br/santo_do_dia.php#google_vignette>]
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 11 DE OUTUBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Primeira Epístola a Timóteo 4, 1 – 5, 2
O bispo, mestre e modelo dos fiéis
Caríssimo: O Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns se afastarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas diabólicas, seduzidos por mentirosos hipócritas, cauterizados na sua consciência. Proibirão o matrimônio e o uso de alimentos que Deus criou para serem tomados, com ações de graças, pelos crentes e aqueles que conhecem a verdade. Porque tudo o que Deus criou é bom, e nada do que tomamos com ações de graças se deve rejeitar, por ser santificado pela palavra de Deus e pela oração. Se expuseres estas coisas aos irmãos, serás um bom servo de Jesus Cristo, alimentado pelas palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido fielmente.
Rejeita as fábulas vulgares, próprias de pessoas caducas. Exercita-te na piedade. O exercício corporal de pouco serve, ao passo que a piedade é útil para tudo, por ter a promessa da vida presente e da vida futura. É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação. Se nos esforçamos e lutamos, é porque pusemos a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, sobretudo dos crentes. Isto deves prescrever e ensinar.
Ninguém te despreze por seres jovem. Sê, porém, um modelo para os fiéis na palavra, na maneira de proceder, na caridade, na fé e na castidade. Enquanto não chego, consagra-te à leitura, à exortação e ao ensino. Não descuides o dom espiritual que recebeste e te foi concedido pela intervenção profética, com a imposição das mãos dos presbíteros. Atende a estas coisas e persevera nelas, para que o teu progresso seja manifesto a todos. Tem cuidado contigo e com o teu ensino e sê perseverante nestas coisas. Se assim procederes, salvar-te-ás a ti e àqueles que te ouvem.
Não repreendas com dureza o ancião, mas exorta-o como a um pai. Trata os jovens como irmãos, as mulheres idosas como mães, as jovens como irmãs, com irrepreensível pureza.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Carta de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir, aos Tralianos
(Cap. 8,1 – 9,2; 11, 1 – 13,3: Funk I, 209-211) (Sec. I)
Renovai‑vos pela fé que é a Carne do Senhor e pela caridade que é o seu Sangue
Revestidos de mansidão, renovai‑vos pela fé que é a Carne do Senhor e pela caridade que é o Sangue de Jesus Cristo. Nenhum de vós guarde ressentimento contra o seu próximo. Não deis ocasião aos gentios para que a comunidade reunida em Deus seja caluniada por causa de alguns insensatos. Ai daquele por cuja leviandade é ultrajado o meu nome!
Fechai os ouvidos quando vos falam de outra coisa que não seja Cristo, da linhagem de David, filho de Maria, que verdadeiramente nasceu, comeu e bebeu, verdadeiramente sofreu perseguição sob Pôncio Pilatos, foi verdadeiramente crucificado e morto na presença do Céu, da terra e dos abismos, e verdadeiramente ressuscitou de entre os mortos pelo poder do Pai, que também nos há de ressuscitar a nós que acreditamos n’Ele. Seremos ressuscitados em Cristo Jesus, sem o qual não podemos ter a verdadeira vida.
Fugi dos maus rebentos que produzem frutos venenosos: se alguém os prova, morre fatalmente. Estes rebentos não são da plantação do Pai. Se o fossem, apareceriam como ramos da cruz e o seu fruto seria incorruptível. Por esta cruz, Cristo vos convida, como a seus membros que sois, a tomar parte na sua paixão. Com efeito, a cabeça não pode existir separada dos membros. O mesmo Deus prometeu tal união, Ele que é unidade.
Saúdo-vos desde Esmirna, juntamente com as Igrejas de Deus que estão comigo e que me têm proporcionado toda a espécie de consolações temporais e espirituais. Ao mesmo tempo que rezo para alcançar a Deus, as cadeias que suporto por amor de Cristo vos fazem esta exortação: Permanecei na concórdia e na oração em comum. É necessário que cada um de vós, e sobretudo os presbíteros, confortem o bispo, para glória do Pai, de Jesus Cristo e dos Apóstolos.
Peço-vos que me escuteis com caridade, para que esta carta não se converta em testemunho contra vós. Rezai também por mim, que preciso muito da vossa caridade e da misericórdia de Deus para ser digno de alcançar a herança, que estou prestes a conseguir, e não ser julgado indigno dela.
Saúda-vos a caridade dos irmãos de Esmirna e de Éfeso. Tende sempre presente nas vossas orações a Igreja da Síria, da qual não sou digno de me chamar membro, porque sou o último de todos os fiéis. Saúdo-vos em Cristo, a vós que estais sujeitos ao bispo como à lei de Deus; e não só ao bispo, mas também ao presbitério. Amai-vos uns aos outros, todos e cada um, de coração unânime.
Ofereço por vós a minha vida, não só agora mas também quando chegar à presença de Deus. Ainda me encontro exposto ao perigo, mas estou confiante na fidelidade do Pai em Jesus Cristo. Ele escutará a minha e a vossa oração. Espero que n’Ele vos encontreis sem mancha.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Job 1, 21; 2, 10b
Saí nu do ventre de minha mãe, e nu para ele voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor. Se aceitamos os bens da mão de Deus, porque não havemos de aceitar também os males?
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Cor 13, 4-7
A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento, não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
1 Cor 13, 8-9.13
O dom da profecia acabará, o dom das línguas há de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca. De maneira imperfeita conhecemos, de maneira imperfeita profetizamos. Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Col 3, 14-15
Acima de tudo, revesti-vos da caridade que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só Corpo. E vivei em ação de graças.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Ef 3, 20-21
Deus, pelo poder que exerce em nós, é capaz de fazer mais, imensamente mais do que possamos pedir ou imaginar. Glória a Ele, na Igreja e em Cristo Jesus, em todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Amém.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]

