LITURGIA DE 15 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
15 de outubro de 2023LITURGIA DE 17 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA-FEIRA – SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA BISPO E MÁRTIR
17 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 16/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 1,1-7), de impregnar-nos da consciência de que, se estamos apreciando essas palavras, fomos de algum modo chamados pelo Senhor a sermos servos de Cristo, escolhidos para anunciar o Evangelho, imbuídos da missão de auxiliar as pessoas a entenderem que Jesus Cristo é o Filho de Deus que ressuscitou dos mortos e que a salvação do mundo se dará quando todas as nações prestarem obediência a ele, na fé. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 97) compelem-nos a cantar ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço nos dão a vitória. O Senhor faz conhecer a sua salvação. Manifesta sua justiça à face dos povos. Ele se lembra de sua bondade e de sua fidelidade em favor dos que o buscam. Em todos os confins da terra se pode ver a salvação de nosso Deus. Aclamemos o Senhor, todos os povos da terra; regozijemo-nos, alegremo-vos e cantemos. Salmodiemos ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. Com a tuba e a trombeta elevemos aclamações na presença do Senhor que é nosso rei! Cumpre-nos reconhecer que as ondas do mar e tudo o que contém, dos simples córregos aos rios mais caudalosos até os ventos que sopram contra as montanhas; o globo inteiro e os que nele habitam aplaudem e exultam em brados de alegria diante do Senhor que nos criou e a todos nos sustenta; o Senhor que governa a terra com justiça e equidade. Que nos voltemos cada vez mais para o Senhor, que sigamos com cada vez maior acuracidade suas divinas orientações, vivendo fiéis à sua santa vontade, para que o maligno deixe de ter poder para atrapalhar a suprema felicidade a que estamos destinados como filhos do Senhor Deus! O Santo Evangelho (Lc 11,29-32) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que a perversidade predomina na humanidade, desde antanho até os tempos atuais; a profunda dureza de coração, a insensibilidade em grau extremo assola grande parte da população, que não consegue perceber o óbvio ululante de que o Senhor é o criador de tudo e que cumpre-nos, para viver em paz e felicidade, obedecer os seus divinos desígnios. Nos tempos de Jesus, ele havia realizado grande número de sinais, mas os pseudo-sábios da época solicitavam ainda mais… Miríades de sinais borbulham à nossa frente, milagres esplendorosos são operados na criação e, apesar disso, são ainda tantos os que permanecem indiferentes, insensíveis, parvos, estupidamente sugestionados pelo maligno, o qual tudo faz para tornar-nos padecentes da pior das cegueiras: a daqueles que não querem ver (Jr 5,21)!
Antífona da entrada
– Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel! (Sl 129,3s).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 1,1-7
Salmo Responsorial: Sl 97
– O Senhor fez conhecer a salvação.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Oxalá ouvísseis a voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,29-32
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo profeta (Rm 1,1-7): 1.Paulo, servo de Jesus Cristo, escolhido para ser apóstolo, reservado para anunciar o Evangelho de Deus; 2.este Evangelho Deus prometera outrora pelos seus profetas na Sagrada Escritura, 3.acerca de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, descendente de Davi quanto à carne, 4.que, segundo o Espírito de santidade, foi estabelecido Filho de Deus no poder por sua ressurreição dos mortos; 5.e do qual temos recebido a graça e o apostolado, a fim de levar, em seu nome, todas as nações pagãs à obediência da fé, 6.entre as quais também vós sois os eleitos de Jesus Cristo, 7.a todos os que estão em Roma, queridos de Deus, chamados a serem santos: a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 97): 1.Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2.O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3.Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4.Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai. 5.Salmodiai ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. 6.Com a tuba e a trombeta elevai aclamações na presença do Senhor rei. 7.Estruja o mar e tudo o que contém, o globo inteiro e os que nele habitam. 8.Que os rios aplaudam, que as montanhas exultem em brados de alegria 9.diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com equidade.
Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 11,29-32): 29.Afluía o povo e ele continuou: Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas. 30.Pois, como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o Filho do Homem o será para esta geração. 31.A rainha do meio-dia levantar-se-á no dia do juízo para condenar os homens desta geração, porque ela veio dos confins da terra ouvir a sabedoria de Salomão! Ora, aqui está quem é mais que Salomão. 32.Os ninivitas levantar-se-ão no dia do juízo para condenar os homens desta geração, porque fizeram penitência com a pregação de Jonas. Ora, aqui está quem é mais do que Jonas.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 1,1-7), de impregnar-nos da consciência de que, se estamos apreciando essas palavras, fomos de algum modo chamados pelo Senhor a sermos servos de Cristo, escolhidos para anunciar o Evangelho, imbuídos da missão de auxiliar as pessoas a entenderem que Jesus Cristo é o Filho de Deus que ressuscitou dos mortos e que a salvação do mundo se dará quando todas as nações prestarem obediência a ele, na fé.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 97) compelem-nos a cantar ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço nos dão a vitória. O Senhor faz conhecer a sua salvação. Manifesta sua justiça à face dos povos. Ele se lembra de sua bondade e de sua fidelidade em favor dos que o buscam. Em todos os confins da terra se pode ver a salvação de nosso Deus. Aclamemos o Senhor, todos os povos da terra; regozijemo-nos, alegremo-vos e cantemos. Salmodiemos ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. Com a tuba e a trombeta elevemos aclamações na presença do Senhor que é nosso rei! Cumpre-nos reconhecer que as ondas do mar e tudo o que contém, dos simples córregos aos rios mais caudalosos até os ventos que sopram contra as montanhas; o globo inteiro e os que nele habitam aplaudem e exultam em brados de alegria diante do Senhor que nos criou e a todos nos sustenta; o Senhor que governa a terra com justiça e equidade. Que nos voltemos cada vez mais para o Senhor, que sigamos com cada vez maior acuracidade suas divinas orientações, vivendo fiéis à sua santa vontade, para que o maligno deixe de ter poder para atrapalhar a suprema felicidade a que estamos destinados como filhos do Senhor Deus!
O Santo Evangelho (Lc 11,29-32) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que a perversidade predomina na humanidade, desde antanho até os tempos atuais; a profunda dureza de coração, a insensibilidade em grau extremo assola grande parte da população, que não consegue perceber o óbvio ululante de que o Senhor é o criador de tudo e que cumpre-nos, para viver em paz e felicidade, obedecer os seus divinos desígnios. Nos tempos de Jesus, ele havia realizado grande número de sinais, mas os pseudo-sábios da época solicitavam ainda mais… Miríades de sinais borbulham à nossa frente, milagres esplendorosos são operados na criação e, apesar disso, são ainda tantos os que permanecem indiferentes, insensíveis, parvos, estupidamente sugestionados pelo maligno, o qual tudo faz para tornar-nos padecentes da pior das cegueiras: a daqueles que não querem ver (Jr 5,21)!
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que, se estamos apreciando essas palavras, se algo nos atraiu para nos colocarmos diante delas, fomos de algum modo por vós chamados a sermos servos de Cristo, escolhidos para anunciar o Evangelho, imbuídos da missão de auxiliar as pessoas a entenderem que Jesus Cristo é o Filho de Deus que ressuscitou dos mortos e que a salvação do mundo se dará quando todas as nações prestarem obediência a ele, na fé. Cantamo-vos cânticos novos, porque vós operastes maravilhas! Vossa mão e vosso santo braço nos dão a vitória e nos fazeis conhecer a vossa salvação! Manifestai vossa justiça à face dos povos; lembrai de vossa bondade e de vossa fidelidade em favor dos que vos buscam! Em todos os confins da terra se pode ver a vossa salvação! Aclamamo-vos juntamente com todos os povos da terra; regozijamo-nos, alegramo-nos e cantamos hinos em vosso louvor! Salmodiamo-vos com a cítara, ao som do saltério, com a lira e com todos os instrumentos de que dispusermos e fomos capazes de manejar. Elevamos aclamações na vossa presença, pois sois nosso rei! Reconhecemos que as ondas do mar e tudo o que ele contém; dos simples córregos aos rios mais caudalosos, até os ventos que sopram contra as montanhas; o globo inteiro e os que nele habitam aplaudem e exultam em brados de alegria diante de vós que nos criastes e a todos sustentais; vós que governais a terra com justiça e equidade. Voltamo-nos cada vez mais para vós, com o firme propósito de seguir com cada vez maior acuracidade vossas divinas orientações, vivendo fiéis à vossa santa vontade, para que o maligno deixe de ter poder para atrapalhar a suprema felicidade a que estamos destinados como vossos filhos! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que a perversidade predomina na humanidade, desde antanho até os tempos atuais; a profunda dureza de coração, a insensibilidade em grau extremo assola grande parte da população, que não consegue perceber o óbvio ululante de que vós sois o criador de tudo e que cumpre-nos, para viver em paz e felicidade, obedecer os vossos divinos desígnios. Reconhecemos que nos tempos de Jesus, ele havia realizado grande número de sinais, mas os pseudo-sábios da época solicitavam ainda mais… De modo similar, muito embora miríades de sinais borbulhem à nossa frente, milagres esplendorosos sejam operados na criação… apesar disso, são ainda muitos os que permanecem indiferentes, insensíveis, parvos, estupidamente sugestionados pelo maligno, o qual tudo faz para tornar-nos padecentes da pior das cegueiras: a daqueles que não querem ver (Jr 5,21)! Que isso não ocorra conosco! Que nosso viver seja vigilante e orante; que os povos se convertam; que nos mantenhamos firmes na esperança de que vós determinareis e tudo será feito de acordo com a vossa santa vontade! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
SANTO DO DIA
Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Outubro
Postado em: 15/10/2023 por: marsalima

Santa Margarida Maria Alacoque
Na bonita região francesa de Borgonha, Margarida Maria nasceu em 22 de julho de 1647, na modesta família Alacoque. Teve uma juventude difícil, ao lado dos pais, que, pelo excesso de afeto, traçaram a meta de vida da filha, calcada sobre as próprias ambições mundanas.
Recebeu toda formação cultural e religiosa, desde a infância, das monjas clarissas. Depois vieram as dificuldades: primeiro, o pai faleceu. Logo em seguida, contraiu uma doença não identificada, que a manteve na cama por um longo período. Como nada na medicina curava o seu mal, Margarida então prometeu a Nossa Senhora entregar todos os seus dias a serviço de Deus, caso recuperasse a saúde. Para sua própria surpresa, logo retornou à sua vida normal. Convencida da intervenção da Providência Divina em favor de sua vida terrena, aos vinte e quatro anos de idade entrou para a Ordem da Visitação, fundada por são Francisco de Sales.
Tomou o nome de Margarida Maria e fez o seu noviciado, um tempo de iluminação e sofrimento. Rezando e contemplando Jesus eucarístico passou a dialogar com o próprio Cristo, que lhe expôs o coração dilacerado e fez revelações sobre a necessidade de mais amor e devoção à eucaristia.
Essas experiências místicas foram severamente contestadas pelos religiosos e religiosas da sua época. A pobre monja foi testada e provada de todas as maneiras possíveis, várias vezes, para comprovar suas narrativas. A humanidade, na época, estava assolada pela peste e tremia diante da eminência da morte. O coração do povo era levado a um “Deus duro do castigo”. Mas as visões e mensagens de Margarida Maria não, pois apontavam para o “Deus do amor e da salvação”, o que gerava uma forte oposição.
O padre jesuíta Cláudio de la Colombière, respeitado estudioso das manifestações dos sinais de Deus, verificou que a mensagem que ela transmitia era verdadeira. Com o seu apoio e orientação espiritual, as experiências místicas de Margarida Maria começaram a ser vistas de outra maneira. Aos poucos, essa mensagem era assimilada por todos os conventos da Visitação, assim como pelo clero. O culto ao Sagrado Coração de Jesus começou a ser difundido também entre os fiéis. Até que ela própria, antes de morrer, pôde ver muitos de seus críticos cultuando e propagando a devoção do Sagrado Coração. E foi assim que, depois de algum tempo, a mensagem estava espalhada por todo o mundo católico.
Faleceu com apenas quarenta e três anos de idade, no dia 17 de outubro de 1690, em Paray-le-Monial, na sua França. Foi canonizada, em 1920, pelo papa Bento XV. Santa Margarida Maria Alacoque teve a data de sua festa litúrgica antecipada por um dia para não coincidir com a de santo Inácio de Antioquia.

Filho da modesta e pobre família do alfaiate Majela, Geraldo nasceu no dia 6 de abril de 1726, numa pequena cidade chamada Muro Lucano, no sul da Itália. De constituição física muito frágil, cresceu sempre adoentado, aprendendo o ofício com seu querido pai.
Aos quatorze anos de idade ficou órfão de pai e, com a aprovação da mãe, Benedita, quis tornar-se um frade capuchinho. Mas foi recusado por ter pouca resistência física. Entretanto o jovem Geraldo Majela não era de desistir das coisas facilmente. Arrimo de família, foi trabalhar numa alfaiataria da cidade. Mais tarde, colocou-se a serviço do bispo de Lacedônia, conhecido pelos modos rudes e severos, suportando aquele serviço por vários anos, até a morte do bispo.
A forte vocação religiosa sempre teve de ser sufocada, porque não o aceitavam. Com dezenove anos de idade, voltou para Muro Lucano, onde montou uma alfaiataria. Recebia um bom dinheiro. Dava tudo de necessário para sua mãe e suas irmãs, com o restante ajudava os pobres. Na cidade todos sabiam que Geraldo dava o dote necessário às moças pobres que desejavam ingressar na vida religiosa. E se preciso, conseguia a vaga de noviça.
Só em 1749, quando uma missão de padres redentoristas esteve em Muro Lucano, Geraldo conseguiu ingressar na vida religiosa. Tanto importunou o superior, padre Cafaro, que este acabou cedendo e o enviou para o convento de Deliceto, em Foggia.
Enquanto era postulante, passou por muitas tentações e aflições, mas resistiu e venceu todos os obstáculos. Professou os primeiros votos, aos vinte e seis anos de idade, naquele convento. E surpreendeu a todos com seu excelente trabalho de apostolado, simples, humilde, obediente, de oração e penitência. Chegou a ser encarregado das obras da nova Casa de Caposele; depois, como escultor, começou a fazer crucifixos. Possuindo os dons da cura e do conselho, converteu inúmeras pessoas, sendo muito querido no convento e na cidade.
Mas mesmo assim viu-se envolvido num escândalo provocado por uma jovem que ele ajudara. Foi em 1754, quando Néria Caggiano, não se adaptando à vida religiosa, voltou para casa. Para explicar sua atitude, espalhou mentiras e calúnias. Para isso escreveu uma carta ao superior, na época o próprio fundador, santo Afonso, acusando Geraldo de pecados de impureza com uma outra jovem.
Chamado para defender-se, Geraldo preferiu manter o silêncio. O castigo foi ficar sem receber a santa comunhão e sem ter contato com outras pessoas de fora do convento. Ele sofreu muito. Somente depois que a calúnia foi desmentida pela própria Néria, em uma outra carta, é que Geraldo pôde voltar a receber a eucaristia e a trabalhar com o afinco de sempre na defesa da fé e na assistência aos pobres. O povo só o chamava de “pai dos pobres”.
Mas a fama de sua santidade, curiosamente, vinha das jovens mães. É que as socorridas por ele durante as aflições do parto contavam, depois, que só tinham conseguido sobreviver graças às orações que ele rezava junto delas, tendo o filho nascido sadio.
De saúde sempre frágil, Geraldo Majela morreu no dia 16 de outubro de 1755, no Convento de Caposele, com vinte e nove anos de idade. Após a sua morte, começaram a ser relatados milagres atribuídos à sua intercessão, especialmente em partos difíceis. Em 1893, ele foi beatificado, sendo declarado o padroeiro dos partos felizes. Em 1904, o papa Pio X canonizou-o e sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

“[…] e quanto mais alta for a posição social, tanto mais obrigação se tem de edificar o próximo com o bom exemplo.” São palavras de uma duquesa cuja única riqueza, maior que suas posses, era o espírito religioso e solidário, Edwiges, soberana da Silésia e da Polônia.
Virtude foi o que ela mais exibiu e vivenciou em todas as fases da sua existência, primeiro como donzela, depois como esposa e, finalmente, como viúva. Nobre, Edwiges nasceu em 1174, na Bavária, Alemanha. Ainda criança, já mostrava mais apego às coisas espirituais do que às materiais, apesar de dispor de tudo o que quisesse comprar ou possuir. Em vez de divertir-se em festas da Corte, preferia manter-se recolhida para rezar.
Aos doze anos, como era convencionado nas casas reais, foi dada em casamento a Henrique I, duque da Silésia e da Polônia. Ela obedeceu aos pais e teve com o marido sete filhos. Quando completou vinte anos, e ele trinta e quatro, sentiu o chamado definitivo ao seguimento de Jesus. Então, conversou com o marido e decidiram manter dentro do casamento o voto de abstinência sexual.
Edwiges entregou-se, então, à piedade e caridade. Guardava uma pequena parte de seus ganhos para si e o resto empregava em auxílio ao próximo. Quando descobriu que muitas pessoas eram presas porque não tinham como saldar suas dívidas, passou a ir pessoalmente aos presídios para libertar tais encarcerados, pagando-lhes as dívidas com seu próprio dinheiro. Depois, ela também lhes conseguia um emprego, de modo que pudessem manter-se com dignidade.
Construiu o Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, ajudou a restaurar os outros e mandou erguer inúmeras igrejas. Desse modo, organizou uma grande rede de obras de caridade e assistência aos pobres. Além disso, visitava os hospitais constantemente, para, pessoalmente, cuidar e limpar as feridas dos mais contaminados e leprosos. Mas Edwiges tinha um especial carinho pelas viúvas e órfãos.
Veio, então, um período de sucessivas desventuras familiares. Num curto espaço de tempo, assistiu à morte, um a um, dos seus seis filhos, ficando viva apenas a filha Gertrudes. Em seguida, foi a vez do marido. Henrique I fora preso pelos inimigos num combate de guerra e, mesmo depois de libertado, acabou morrendo, vitimado por uma doença contraída na prisão.
Agora viúva, e apesar da dura provação, Edwiges continuou a viver na virtude. Retirou-se do mundo, ingressou no convento que ela própria construíra, do qual a filha Gertrudes se tornara abadessa. Fez os votos de castidade e pobreza, a ponto de andar descalça sobre a neve quando atendia suas obras de caridade. Foi nessa época que recebeu o dom da cura, e operou muitos milagres, em cegos e outros enfermos, com o toque da mão e o sinal da cruz.
Com fama de santidade, Edwiges morreu no dia 15 de outubro de 1243, no Mosteiro de Trebnitz, Polônia. Logo passou a ser cultuada como santa e o local de sua sepultura tornou-se centro de peregrinação para os fiéis cristãos. Em 1266, o papa Clemente IV canonizou-a oficialmente. A Igreja designou o dia 16 de outubro para a celebração da sua festa litúrgica. O culto a santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados, é muito expressivo ainda hoje em todo o mundo católico e um dos mais difundidos do Brasil.

Josefina Vannini (Bem-Aventurada)
Giuditta nasceu em 17 de julho de 1859, em Roma, Itália. Aos sete anos, ficou órfã dos pais, Ângelo Vannini e Anunziata Papi, e foi separada dos irmãos. O mais novo ficou com um tio; a mais velha, com as irmãs de São José; e ela foi enviada para o Orfanato das Filhas da Caridade, em Roma, que a educaram dentro da fé cristã e a prepararam para a vida, com o diploma de professora.
Aos vinte e um anos de idade, ingressou como noviça das Filhas da Caridade, em Siena. Não se adaptando às Regras da Congregação, voltou para o orfanato como professora. Mas sentia o chamado para a vida religiosa, por isso cada vez mais rezava e fazia penitências. Em 1891, quando participava de um retiro orientado pelo padre camiliano Luiz Tezza, agora proclamado santo, resolveu aconselhar-se com ele. Esse padre estava encarregado de renovar as Terciárias Camilianas e naquele momento teve uma inspiração: afiançar àquela jovem a realização do projeto. Giuditta, confiando no sinal dado por Deus, aceitou a tarefa.
Tão logo se confirmou seu temperamento de fundadora e religiosa, padre Tezza informou à Ordem dos Camilianos que obtivera a autorização do cardeal de Roma para dar sequência à iniciativa. Em 1892, Giuditta e mais duas religiosas formaram a primeira comunidade da nova família camiliana. No ano seguinte, vestiram o hábito e ela foi nomeada superiora, adotando o nome Josefina. As Regras da Congregação foram formuladas e a finalidade definida: dar assistência aos doentes, em domicílio também.
No final de 1894, eram quatro casas e as dificuldades financeiras, imensas. Precisavam da autorização definitiva do Vaticano, com urgência. Naquele ano, o papa Leão XIII havia decidido não aprovar novas congregações religiosas em Roma. Para as irmãs tudo parecia perdido. Entretanto madre Josefina agiu como fundadora e recorreu ao velho conselheiro, padre Tezza. Ele, contando com o apoio do cardeal de Roma, redirecionou as atividades das religiosas para uma “pia associação” com dependência total do cardeal, até a aprovação final. Assim, a Obra pôde continuar.
Em 1900, padre Tezza foi transferido para a América Latina. E manteve apenas uma correspondência epistolar com a fundadora e a Congregação até morrer, em 1923, na cidade de Lima, Peru. Porém o distanciamento do precioso conselheiro não esmoreceu madre Josefina. Ela manteve o ânimo das irmãs e o peso do recente Instituto. Amparada na segurança da ajuda da Divina Providência e confiante na fé em Cristo, estendeu a Instituição para várias localidades da Europa e da América do Sul.
Madre Josefina, mesmo com a saúde debilitada por uma doença do coração, visitava as novas casas acompanhando as irmãs, com amabilidade e vigor. Em 1909, depois de tantas resistências, receberam a tão esperada autorização eclesiástica e tornaram-se uma Congregação religiosa com o título de “Filhas de São Camilo”.
Após alguns meses de sofrimento ocasionado pela enfermidade, a fundadora morreu em 23 de fevereiro de 1911. Madre Josefina Vannini foi beatificada pelo papa João Paulo II em 16 de outubro de 1994, data que ele indicou para a celebração da festa litúrgica em sua memória.
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 16 DE OUTUBRO DE 2023<http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Ageu 2, 10-23
Bênçãos futuras. Promessas feitas a Zorobabel
No dia vinte e quatro do nono mês, no segundo ano de Dario, a palavra do Senhor foi dirigida ao profeta Ageu nestes termos: «Assim fala o Senhor do Universo: Propõe aos sacerdotes esta questão: ‘Se alguém trouxer carne santificada na aba do seu vestido e tocar com ele no pão, nas iguarias, no vinho, no azeite ou em qualquer outro alimento, ficam eles santificados?’». Os sacerdotes responderam que não. Ageu continuou: «Se alguém que se tornou impuro pelo contato dum cadáver tocar nessas coisas, ficam elas impuras?». Os sacerdotes responderam que sim. Então Ageu retomou a palavra e disse: «Assim é este povo, assim é esta nação diante de Mim, diz o Senhor. Assim é todo o trabalho das suas mãos, porque tudo o que aí Me oferecem é impuro. E agora, atendei ao que vai acontecer a partir deste dia. Antes de ser posta pedra sobre pedra no templo do Senhor, que acontecia? Um monte de trigo, do qual se esperavam vinte medidas, não dava mais que dez. Uma vasilha de vinho de cinquenta medidas não dava mais que vinte. Eu vos feri com vento abrasador, com ferrugem e granizo em todos os trabalhos das vossas mãos, e não voltastes para Mim, diz o Senhor. Atendei ao que vai acontecer a partir deste dia, a partir do dia vinte e quatro do nono mês, em que foram postos os alicerces do templo do Senhor. Vede se ainda há grão no celeiro; e a vinha, a figueira, a romãzeira e a oliveira continuam sem fruto. A partir deste dia concederei a minha bênção». A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Ageu no dia vinte e quatro do mês, nestes termos: «Fala a Zorobabel, governador de Judá, e diz-lhe: ‘Abalarei os céus e a terra. Derrubarei o trono de todos os reis e aniquilarei o poder das nações, destruirei os carros e os que vão neles; cairão cavalos e cavaleiros, e matar-se-ão à espada uns aos outros. Nesse dia, diz o Senhor do Universo, tomar‑te‑ei, Zorobabel, filho de Salatiel, meu servo, diz o Senhor, e guardar-te-ei como um anel de sinete, porque te escolhi – oráculo do Senhor do Universo’».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Tratado de São Fulgêncio de Ruspas, bispo, «Contra Fabião»
(Cap. 28, 16-19: CCL 91 A, 813-814) (Sec. VI)
Somos santificados pela participação no Corpo e Sangue do Senhor
Quando oferecemos o nosso sacrifício, cumprimos o que o nosso Salvador nos mandou fazer, segundo o testemunho do Apóstolo: O Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: Isto é o meu Corpo, entregue por vós; fazei isto em memória de Mim. De igual modo, no fim da ceia tomou o cálice e disse: Este cálice é a nova aliança no meu Sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim. Com efeito, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Portanto, o sacrifício oferece-se para anunciar a morte do Senhor e celebrar o memorial d’Aquele que deu a sua vida por nós. Ele mesmo diz: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Cristo morreu por nosso amor; e é por isso que, ao celebrarmos no sacrifício o memorial da sua morte, invocamos a vinda do Espírito Santo para que derrame sobre nós o dom do amor. Com esta oração pedimos ardentemente aquele mesmo amor que levou Cristo a morrer crucificado, a fim de que, pela graça do Espírito Santo, também nós possamos ser crucificados para o mundo e o mundo para nós. E deste modo, imitando a morte de Nosso Senhor, assim como Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre e a sua vida é uma vida para Deus, também nós, movidos pelo dom do seu amor, vivamos uma vida nova, morrendo para o pecado e vivendo para Deus. O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado, e a participação no Corpo e Sangue do Senhor, ao comermos o seu pão e bebermos o seu cálice, sugere-nos realmente que morramos para o mundo e conservemos a nossa vida escondida com Cristo em Deus e crucifiquemos a nossa carne com seus vícios e concupiscências. Assim, todos os fiéis que amam a Deus e ao próximo, embora não bebam o cálice da paixão corporal, bebem, no entanto, o cálice do amor do Senhor. Inebriados nesse cálice, mortificam os seus membros terrenos e, revestidos do Senhor Jesus Cristo, não se prendem aos desejos da carne nem se fixam no que se vê, mas no que não se vê. Assim se bebe o cálice do Senhor, vivendo na divina caridade, sem a qual, ainda que alguém entregasse o corpo às chamas, de nada lhe serviria. Mas com o dom da caridade, chegamos a transformar-nos realmente naquilo mesmo que sacramentalmente celebramos no sacrifício.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Judite 8, 25-26a.27
Dêmos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como aos nossos pais. Lembrai-vos como procedeu com Abraão, como provou Isaac e o fez a Jacob. Assim como os provou pelo fogo para sondar os seus corações, também não se vinga de nós; mas é para advertir que o Senhor flagela os que d’Ele se aproximam.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Lev 20, 26
Sede para Mim santos, porque Eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos outros povos para que sejais meus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Sab 15, 1.3
Vós, Senhor nosso Deus, sois bondoso, fiel e paciente, e tudo governais com misericórdia. Conhecer-Vos é a perfeita justiça e conhecer o poder do vosso nome é fonte de imortalidade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Bar 4, 21-22
Coragem, meus filhos. Clamai a Deus e Ele vos libertará da opressão, das mãos dos inimigos. Eu espero do Eterno a vossa salvação e do Santo me vem grande alegria, pela misericórdia que em breve vos será concedida pelo Eterno, vosso Salvador.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Tes 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, como nós a temos tido para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, Nosso Senhor, com todos os seus santos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 9-10 Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
