LITURGIA DE 18 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA-FEIRA – SÃO LUCAS – EVANGELISTA
18 de outubro de 2023LITURGIA DE 20 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – XXVIII SEMANA COMUM
20 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 19/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 3,21-30), de impregar-nos da consciência de que a justiça de Deus se manifestou, conforme atestado pela lei e pelos profetas, pela fé em Jesus Cristo, para todos os que lhe são fiéis – sem distinção entre judeus e não judeus, pois todos pecaram e desse modo se tornaram privados da glória de Deus – sendo justificados gratuitamente pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa é obra da redenção por ele realizada. Tornou-se, pela vontade de Deus, vítima de propiciação mediante a fé, sendo dessa forma manifestada a justiça divina. No tempo de sua paciência, Deus havia deixado sem castigo os pecados anteriores. Porém manifestou sua justiça na plenitude dos tempos, exercendo-a com a justificação por meio da fé em Jesus. Assim, não há motivo para ninguém se gloriar, pois se estabeleceu a lei da fé, sendo o homem justificado pela fé e não pela observância da lei, visto que Deus é Deus dos judeus e dos pagãos e não há outro – e justificará a todos pela fé. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 129) compelem-nos a fazer coro com o salmista: do fundo do abismo, clamamos a vós, Senhor; ouvi nossas orações! Que vossos ouvidos estejam bem atentos à voz de nossas súplicas! Se tiverdes em conta nossos pecados, quem poderá subsistir diante de vós? Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos. Colocamos em vós nossa esperança, nossas almas têm confiança em vossa palavra e esperam por vós, mais ansiosas do que os vigias pela aurora. Mais do que os vigias que aguardam a manhã, esperamos por vós, porque junto de vós se encontra a misericórdia e copiosa redenção. Confiamos que vós eis de remir-nos de todas as nossas iniquidades! O Santo Evangelho (Lc 11,47-54) compele-nos ao arrependimento por não termos dado ouvidos aos enviados do Senhor, que anunciam, testemunham, denunciam, ensinam e exortam à conversão. Cientes de que nos serão pedidas contas de todas as nossas iniquidades, inclusive das cometidas contra os enviados do Senhor, cumpre-nos converter-nos e penitenciar-nos, redobrando os empenhos para fazer o bem e desse modo a contrabalançar pela prática da caridade – ainda que minimamente – o mal que perpetramos. Invocamos a misericórdia e o auxílio divinos para nos mantermos no caminho reto e contamos com os infinitos méritos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a quem aderimos profunda e sinceramente pela fé, para a redenção de nossos pecados.
Antífona da entrada
– Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel! (Sl 129,3s).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça, para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 3,21-30
Salmo Responsorial: Sl 129
– No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,47-54
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Rm 3,21-30): 21.Mas, agora, sem o concurso da lei, manifestou-se a justiça de Deus, atestada pela lei e pelos profetas. 22.Esta é a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos os fiéis (pois não há distinção; 23.com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus), 24.e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo. 25.Deus o destinou para ser, pelo seu sangue, vítima de propiciação mediante a fé. Assim, ele manifesta a sua justiça; porque no tempo de sua paciência, ele havia deixado sem castigo os pecados anteriores. 26.Assim, digo eu, ele manifesta a sua justiça no tempo presente, exercendo a justiça e justificando aquele que tem fé em Jesus. 27.Onde está, portanto, o motivo de se gloriar? Foi eliminado. Por qual lei? Pela das obras? Não, mas pela lei da fé. 28.Porque julgamos que o homem é justificado pela fé, sem as observâncias da lei. 29.Ou Deus só o é dos judeus? Não é também Deus dos pagãos? Sim, ele o é também dos pagãos. 30.Porque não há mais que um só Deus, o qual justificará pela fé os circuncisos e, também pela fé, os incircuncisos.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 129): Cântico das peregrinações. Do fundo do abismo, clamo a vós, Senhor; 2.Senhor, ouvi minha oração. Que vossos ouvidos estejam atentos à voz de minha súplica. 3.Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós? 4.Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos. 5.Ponho a minha esperança no Senhor. Minha alma tem confiança em sua palavra. 6.Minha alma espera pelo Senhor, mais ansiosa do que os vigias pela manhã. 7.Mais do que os vigias que aguardam a manhã, espere Israel pelo Senhor, porque junto ao Senhor se acha a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção. 8.E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades.
No Santo Evangelho, ensina-nos Jesus conforme o evangelista (Lc 11,47-54): 47.Ai de vós, que edificais sepulcros para os profetas que vossos pais mataram. 48.Vós servis assim de testemunhas das obras de vossos pais e as aprovais, porque em verdade eles os mataram, mas vós lhes edificais os sepulcros. 49.Por isso, também disse a sabedoria de Deus: Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, mas eles darão a morte a uns e perseguirão a outros. 50.E assim se pedirá conta a esta geração do sangue de todos os profetas derramado desde a criação do mundo[…]
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 3,21-30), de impregar-nos da consciência de que a justiça de Deus se manifestou, conforme atestado pela lei e pelos profetas, pela fé em Jesus Cristo, para todos os que lhe são fiéis – sem distinção entre judeus e não judeus, pois todos pecaram e desse modo se tornaram privados da glória de Deus – sendo justificados gratuitamente pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa é obra da redenção por ele realizada. Tornou-se, pela vontade de Deus, vítima de propiciação mediante a fé, sendo dessa forma manifestada a justiça divina. No tempo de sua paciência, Deus havia deixado sem castigo os pecados anteriores. Porém manifestou sua justiça na plenitude dos tempos, exercendo-a com a justificação por meio da fé em Jesus. Assim, não há motivo para ninguém se gloriar, pois se estabeleceu a lei da fé, sendo o homem justificado pela fé e não pela observância da lei, visto que Deus é Deus dos judeus e dos pagãos e não há outro – e justificará a todos pela fé.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 129) compelem-nos a fazer coro com o salmista: do fundo do abismo, clamamos a vós, Senhor; ouvi nossas orações! Que vossos ouvidos estejam bem atentos à voz de nossas súplicas! Se tiverdes em conta nossos pecados, quem poderá subsistir diante de vós? Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos. Colocamos em vós nossa esperança, nossas almas têm confiança em vossa palavra e esperam por vós, mais ansiosas do que os vigias pela aurora. Mais do que os vigias que aguardam a manhã, esperamos por vós, porque junto de vós se encontra a misericórdia e copiosa redenção. Confiamos que vós eis de remir-nos de todas as nossas iniquidades!
O Santo Evangelho (Lc 11,47-54) compele-nos ao arrependimento por não termos dado ouvidos aos enviados do Senhor, que anunciam, testemunham, denunciam, ensinam e exortam à conversão. Cientes de que nos serão pedidas contas de todas as nossas iniquidades, inclusive das cometidas contra os enviados do Senhor, cumpre-nos converter-nos e penitenciar-nos, redobrando os empenhos para fazer o bem e desse modo a contrabalançar pela prática da caridade – ainda que minimamente – o mal que perpetramos. Invocamos a misericórdia e o auxílio divinos para nos mantermos no caminho reto e contamos com os infinitos méritos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a quem aderimos profunda e sinceramente pela fé, para a redenção de nossos pecados.
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que a vossa justiça se manifestou, conforme atestado pela lei e pelos profetas, pela fé em Jesus Cristo, para todos os que lhe são fiéis – sem distinção entre judeus e não judeus, pois todos pecaram e desse modo se tornaram privados da vossa glória – sendo justificados gratuitamente pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa é obra da redenção por ele realizada. Tornou-se, pela vossa vontade, vítima de propiciação mediante a fé, sendo dessa forma manifestada a justiça divina. No tempo de vossa paciência, havieis deixado sem castigo os pecados anteriores. Porém manifestastes vossa justiça na plenitude dos tempos, exercendo-a com a justificação por meio da fé em Jesus. Assim, não há motivo para ninguém se gloriar, pois se estabeleceu a lei da fé, sendo o homem justificado pela fé e não pela observância da lei, visto que sois Deus dos judeus e dos pagãos e não há outro – e justificareis a todos pela fé. Do fundo do abismo, clamamos a vós, Senhor; ouvi nossas orações! Que vossos ouvidos estejam bem atentos à voz de nossas súplicas! Se tiverdes em conta nossos pecados, quem poderá subsistir diante de vós? Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos. Colocamos em vós nossa esperança, nossas almas têm confiança em vossa palavra e esperam por vós, mais ansiosas do que os vigias pela aurora. Mais do que os vigias que aguardam a manhã, esperamos por vós, porque junto de vós se encontra a misericórdia e copiosa redenção. Confiamos que vós eis de remir-nos de todas as nossas iniquidades! Arrependemo-nos por não termos dado ouvidos aos enviados do Senhor, que anunciam, testemunham, denunciam, ensinam e exortam à conversão. Cientes de que nos serão pedidas contas de todas as nossas iniquidades – inclusive das cometidas contra os vossos enviados – firmamos o propósito de nos convertermos e penitenciar-nos, redobrando os empenhos para fazer o bem e desse modo a contrabalançar pela prática da caridade – ainda que minimamente – o mal que perpetramos. Invocamos vossa misericórdia e auxílio divinos para nos mantermos no caminho reto e contamos com os infinitos méritos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a quem aderimos profunda e sinceramente pela fé, para a redenção de nossos pecados. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
SANTO DO DIA
Santos do dia 19 de outubro
[Fonte: < https://sagradamissao.com.br/2023/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-19-de-outubro/>Postado em: 3 por: marsalima]

São Paulo da Cruz
Foi aos dezenove anos de idade, após ouvir um sermão sobre a Paixão de Cristo, que Paulo Francisco Danei decidiu-se pela vida religiosa. Nascido em Ovada, na Alexandria, região norte da Itália, no dia 3 de janeiro de 1694, era o primeiro dos dezesseis filhos de um casal de nobres e fervorosos cristãos.
Apesar do nome e da posição social, a família não possuía fortuna. Seu pai era um dedicado comerciante que viajava muito. Desde a infância Paulo acostumou-se a acompanhar o pai, primeiro como seu companheiro, depois, também, para ajudá-lo nos negócios.
Também desde pequeno se entregava a exercícios de oração e penitência e à leitura da vida dos santos, encantando-se, especialmente, com a dos eremitas. Gostava de ir à igreja para rezar o terço. Essa rotina fez florescer e crescer sua vocação.
Quando ouviu o sermão que o tocou, já pertencia à Irmandade de Santo Antônio. Primeiro pensou em alistar-se como voluntário na cruzada contra os turcos, organizada pelo exército veneziano. Depois, rezando perante a santa eucaristia, ouviu o chamado de Deus para a vida religiosa. Iniciou, então, suas intensas orações contemplativas e penitências.
Junto com seu irmão João Batista, foram viver como eremitas no monte Agentário. Durante a semana, privavam-se de tudo, oravam e penitenciavam-se. Aos domingos, dirigiam-se às cidades, onde pregavam e enalteciam a Paixão do Senhor. Assim, amadurecia em seu coração o projeto de uma comunidade religiosa. Até que, segundo ele, uma aparição da Virgem Maria permitiu-lhe conhecer o hábito, o emblema e o estilo de vida do futuro Instituto, que teria sempre Jesus Cristo Crucificado como centro.
Motivado pelos sermões que atraíram tantos seguidores e apoiado pelo bispo de Alexandria, fundou, em 1720, a Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou dos Padres Passionistas, ordenando-se com o nome de Paulo da Cruz. As Regras da Congregação eram tão severas que seu fundador teve de abrandá-las para serem aprovadas definitivamente pelo papa Bento XIV, em 1741. Os integrantes receberam as ordens sacerdotais do bispo e, com as doações do povo, foi construído o primeiro convento da Congregação, em Agentário.
Idoso e doente, quando foi desenganado pelos médicos, Paulo da Cruz mandou pedir a bênção do papa Pio VI. Este, porém, além de responder-lhe que era muito cedo para partir, ordenou que fosse ao Vaticano em três dias. Motivado pelo pontífice, cumpriu a ordem, chegando na data solicitada. Permaneceu em Roma por três anos até morrer, no dia 18 de outubro de 1775, aos oitenta e um anos de idade.
Foi canonizado pelo papa Pio IX em 1867. As relíquias de são Paulo da Cruz são veneradas na Basílica de São João e São Paulo e a festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. Hoje, a Ordem dos Padres Passionistas está em missão nos cinco continentes. No Brasil, eles chegaram em 1911 e têm a sede instalada em São Paulo.

São João de Brébeuf e companheiros mártires
No século XVII, a Companhia de Jesus prosseguiu participando das aventuras pelos mares desconhecidos que levou à descoberta, no século XIV, de um novo mundo: o continente americano. Nas expedições, os jesuítas garantiam a chegada da Palavra de Deus e os conhecimentos do cristianismo aos povos colonizados, e ao mesmo tempo davam apoio espiritual aos corajosos expedicionários durante as viagens. Comandantes, navegadores e marinheiros eram os portadores da civilização, enquanto os jesuítas tinham como bandeira a catequese.
Hoje, a Igreja busca um convívio harmonioso com as civilizações indígenas de todo o mundo, respeitando seus princípios culturais e religiosos. Mas até chegar a esse ponto, os conflitos entre formas de fé diferentes fizeram muitas vítimas, cujo sangue deve servir de ensinamento e profunda reflexão [a questão é complexa, cumprindo destacar que os sacrifícios humanos eram comuns entre muitos povos indígenas, a exemplo dos maias e astecas, que realizavam tais sacrifícios em massa, com o objetivo de, com o sangue das vítimas, saciar a fome dos deuses que cultuavam. Até os dias atuais consiste um drama presente em muitas culturas indígenas a condenação à morte de crianças nascidas com algum tipo de deficiência].
E se os conquistadores dizimaram populações locais, os primitivos moradores das três Américas também produziram muitos mártires entre os que viajavam com a palavra da paz e da salvação. A data de hoje foi incluída no calendário da Igreja para homenagear a memória do martírio de oito missionários jesuítas, todos de origem francesa: João de Brébeuf, chefe da missão, Isaac Jegues, Renato Goupel, João de Landi, Gabriel Lalmant, Antônio Daniel, Carlos Gurmier e Natal Chabanel.
Esses mártires representam as primícias da santidade no continente norte-americano, envolta com o sangue do martírio. Fazem parte da segunda geração de jesuítas e franciscanos enviados para a catequização, por isso adentraram bastante o continente. Eles estavam espalhados na selvagem região coberta por imensas florestas e grandes lagos, nos confins dos Estados Unidos, na fronteira com o Canadá. Os povos locais, conhecidos como “peles-vermelhas”, eram formados pelas tribos guerreiras dos urões e dos iroqueses, que disputavam o território, mas que se uniam para resistir bravamente aos “homens brancos” invasores, vingando-se sangrentamente em todos os que lembrassem os inimigos, principalmente nos jesuítas, cuja única arma era a Palavra de Deus.
Foram torturados e mortos em diferentes datas, entre 1642 e 1649, num período de inquietação na vida da recente colônia americana – não só religiosa como também política. Deles, apenas as relíquias de João de Brébeuf e Gabriel Lalmant foram encontradas e levadas para Quebec, Canadá, por ser colônia francesa, onde até hoje estão expostas às orações dos devotos e peregrinos.
As duas tribos responsáveis pelos crimes contra os missionários continuaram a guerrear entre si por muitos anos. Até que os urões, quase exterminados pelos iroqueses, foram abrigar-se nas antigas missões de Santa Maria, que ainda se conservavam em pé e eram mantidas por jesuítas. Lá, os mais de dois mil e setecentos indígenas tomaram conhecimento da palavra de Jesus, converteram-se e foram batizados.
A colina onde foram assassinados padre Jegues e seus companheiros é chamada de “Montanha da Oração”, e ainda hoje existe uma paróquia formada e mantida pelos urões católicos. Nos locais onde os outros morreram, outras igrejas foram construídas e destinadas às comunidades católicas indígenas.

Em 1499, na Espanha, quase divisa com Portugal, na vila de Extremadura de Alcântara, nasceu o filho do governador Pedro Garabido e de sua esposa, Maria Villela de Sanabria. O menino herdou o nome do pai, mas na infância ganhou dos amiguinhos o apelido de “santo”, por sua modéstia e simplicidade. Depois, na Universidade de Salamanca, além de destacar-se por sua inteligência e pela aplicação nos estudos, evidenciou ter estilo de vida monástica, se comparado ao dos alegres colegas de turma. Pedro frequentava a igreja diariamente e não ficava um dia sequer sem ajudar os pobres.
Enquanto sonhava com a consagração religiosa, o pai desejava – em vão – que o filho fosse o seu sucessor. Aos dezesseis anos de idade, Pedro solicitou admissão na Ordem Primeira dos Frades Menores de São Francisco de Assis. E aos vinte já era o superior no Convento de Badajoz, tornando-se conhecido pelo dom do conselho. A sua fama de pregador e confessor ganhou destaque, rapidamente, em toda a Igreja.
Nesse período, as suas penitências eram tão severas que chamou a atenção dos demais monges e até dos superiores. Nada tinha a não ser um hábito muito velho, um breviário, um simples crucifixo de madeira e um bastão. Andava descalço e sem chapéu. Jejuava a cada três dias e quando se alimentava ingeria apenas pão, água e legumes, tudo em quantidade mínima. Dormia apenas duas horas por noite, sentado. Não bastasse tudo isso, no inverno deixava a janela aberta durante toda a noite.
Eleito provincial da Ordem, visitou todos os conventos, percorrendo as distâncias com os pés descalços e a cabeça descoberta. Em todos eles, as regras primitivas da Ordem de São Francisco – de pobreza e caridade absolutas – foram restabelecidas. Sua reforma ultrapassou as fronteiras da Espanha e atingiu até mesmo o convento de Arariba, em Portugal, para onde também se dirigiu. Atraiu ali tantos novos noviços que foi necessário construir outro convento para abrigar a todos. Foi de tal modo bem sucedido que o papa Paulo IV autorizou que essa reforma se estendesse para outros conventos da província franciscana, alcançando mais de trinta, em diversos países.
Na sua época, Pedro de Alcântara conviveu com vários santos e foi o orientador de alguns deles, como: Luiz de Granada, João de Ávila, Francisco de Borja e Teresa d’Ávila, carmelita e grande reformadora da sua ordem, de quem foi também confessor e diretor espiritual.
Com fama de santidade, realizou vários prodígios em vida. Aos sessenta e três anos de idade e gravemente enfermo, predisse o dia de sua morte: 18 de outubro de 1562, e de fato se sucedeu.
Como legado, deixou-nos algumas obras escritas, onde narrou com riqueza de detalhes a sua experiência ascética, baseada, sobretudo, na devoção à Paixão de Cristo. Canonizado pelo papa Clemente IX em 1669, São Pedro de Alcântara é comemorado em 19 de outubro, um dia após a data de sua morte.
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 19 DE OUTUBRO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Zacarias 8, 1-17.20-23
A nova Jerusalém, lugar de salvação para todos os povos
O Senhor do Universo dirigiu‑me a palavra, dizendo: «Assim fala o Senhor do Universo: Sinto por Sião um amor ardente, tenho por ela um grande ciúme. Assim fala o Senhor: Eu voltarei para Sião, habitarei em Jerusalém. Jerusalém será chamada ‘Cidade Fiel’, e o monte do Senhor do Universo ‘Monte Santo’. Assim fala o Senhor do Universo: Nas praças de Jerusalém voltarão a ver‑se sentados velhos e velhas, cada um apoiado no seu bastão por causa da muita idade. As praças da cidade encher‑se‑ão de meninos e meninas, que brincarão nas suas praças. Assim fala o Senhor do Universo: Se isto parece impossível, naqueles dias, aos olhos deste resto do povo, porventura será também impossível a meus olhos? – diz o Senhor do Universo. Assim fala o Senhor do Universo: Eu libertarei o meu povo, das terras do Oriente e das terras do Ocidente. Hei de trazê‑los de novo para habitarem em Jerusalém. Eles serão o meu povo, e Eu serei o seu Deus, na fidelidade e na justiça. Assim fala o Senhor do Universo: Fortalecei as vossas mãos, vós que nestes dias escutais as palavras dos profetas que profetizam, desde o dia em que foram postos os alicerces do templo do Senhor do Universo, para reconstruir o santuário. Antes desses dias não havia salário para o trabalho dos homens nem dos animais. Não havia paz nem para o que saía nem para o que entrava, por causa do inimigo, porque Eu tinha deixado todos os homens lançarem‑se uns contra os outros. Mas agora não procederei para com o resto deste povo como nos dias passados – diz o Senhor do Universo. Eu semearei a paz: a vinha dará o seu fruto, a terra a sua colheita, e o céu o seu orvalho. Deixarei tudo isto como herança ao resto deste povo. Assim como fostes objeto de maldição entre as nações, casa de Judá e casa de Israel, assim também vos salvarei, e sereis objeto de bênção. Não temais. Fortalecei as vossas mãos. Assim fala o Senhor do Universo: Assim como decidi fazer‑vos mal, quando os vossos pais provocaram a minha ira – diz o Senhor do Universo, e não usei de misericórdia, também agora decidi, cheio de compaixão, fazer bem naqueles dias a Jerusalém e à casa de Judá. Não temais. Eis as normas que deveis seguir: dizei a verdade uns aos outros; às portas da cidade, administrai uma justiça que fomente a paz; não maquineis nos vossos corações o mal contra os outros, nem jureis falso, porque detesto tudo isto, diz o Senhor. Assim fala o Senhor do Universo: Ainda hão de vir povos e habitantes de muitas cidades. Os habitantes de uma cidade irão dizer aos habitantes da outra: ‘Vamos implorar a benevolência do Senhor, vamos procurar o Senhor do Universo. Eu também irei’. Virão muitos povos e nações poderosas procurar em Jerusalém o Senhor do Universo, implorar a face do Senhor. Assim fala o Senhor do Universo: Naqueles dias, dez homens de todas as línguas faladas entre as nações hão de agarrar um judeu pela orla do manto, dizendo: ‘Queremos ir na vossa companhia, porque ouvimos dizer que Deus está convosco’».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Tract. 26, 4-6: CCL 36, 261-263) (Sec. V)
Eu salvarei o meu povo
Ninguém vem a Mim, senão aquele que é atraído por meu Pai. Não julgues que és atraído contra a tua vontade: a alma também é atraída pelo amor. Não devemos temer a censura que, por causa destas palavras evangélicas da Sagrada Escritura, poderiam dirigir‑nos alguns homens, que pesam materialmente as palavras mas estão muito longe de compreender o verdadeiro sentido das coisas divinas. Poderiam dizer‑nos: «Como posso acreditar livremente, se sou atraído?». E eu respondo: «Parece‑me pouco dizer que somos atraídos livremente: é com prazer que sentimos a força dessa atração». Que significa ser atraído com prazer? Põe as tuas delícias no Senhor e Ele satisfará os anseios do teu coração. Trata‑se de um certo apetite da alma que nos torna saboroso o pão do Céu. Se o poeta pôde dizer: «Cada um é atraído pelo próprio apetite», não pela necessidade mas pelo prazer, não pela obrigação mas pelo gosto, não poderemos dizer nós, com maior razão, que o homem é atraído para Cristo, porque põe as suas delícias na verdade, na bem‑aventurança, na justiça, na vida eterna, e sabe que Cristo é tudo isto? Acaso terão os sentidos corporais os seus prazeres, sem que o espírito tenha também os seus? Se o espírito não pode experimentar as suas delícias, porque se diz no salmo: À sombra das vossas asas se refugiam os homens; podem saciar‑se da abundância da vossa casa e vós os inebriais com a torrente das vossas delícias. Em Vós está a fonte da vida e é na vossa luz que veremos a luz? Apresenta‑me alguém que ame e compreenderá o que afirmo. Apresenta‑me alguém que deseje, que tenha fome, que se sinta peregrino e exilado neste deserto, que tenha sede e suspire pela fonte da pátria eterna; apresenta‑me um destes homens e compreenderá o que digo. Mas se falo a um coração frio, esse não pode compreender nada do que estou a dizer. Mostra a uma ovelha um ramo verde e verás como atrais a ovelha. Oferece nozes a uma criança e verás como vem ao teu encontro, correndo para onde é atraída; é atraída pelo amor, é atraída sem coação física, é atraída pelos vínculos do coração. Ora, se estas delícias e estes gostos terrenos, quando se oferecem a quem os ama, exercem tão forte atração – porque «cada um é atraído pelo próprio apetite» – como não há de atrair‑nos o amor de Cristo, que é a revelação do Pai? Que pode a alma desejar mais ardentemente que a verdade? De que outra coisa pode sentir‑se o homem mais faminto? Para que deseja ele ter são o paladar interior, senão para discernir a verdade, para comer e beber a sabedoria, a justiça, a verdade, a eternidade? Diz o Senhor: Bem‑aventurados os que têm fome e sede de justiça, cá na terra, porque serão saciados, lá no Céu. Dou‑lhes o que amam; dou‑lhes o que esperam; verão aquilo em que acreditaram sem ver; comerão e serão saciados com aqueles bens de que tiveram fome e sede. Onde? Na ressurreição dos mortos, porque Eu os ressuscitarei no último dia.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Rom 8, 18-21
Os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há de manifestar em nós. Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. Elas estão sujeitas à vã situação do mundo, não por sua vontade, mas por vontade d’Aquele que as submeteu, com a esperança de que as mesmas criaturas sejam também libertadas da corrupção que escraviza, para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Jo 3, 23-24
É este o mandamento de Deus: acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amarmo-nos uns aos outros, como Ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos, permanece em Deus e Deus nele. E sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Sab 1, 1-2
Amai a justiça, vós que governais a terra; tende para com o Senhor sentimentos perfeitos e procurai-O com simplicidade de coração; porque Ele deixa-Se encontrar pelos que não O tentam e revela-Se aos que n’Ele confiam.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Hebr 12, 1b-2
Libertemo-nos de todo o impedimento e do pecado que nos cerca e corramos com perseverança para o combate que se apresenta diante de nós, fixando os olhos em Jesus, guia da nossa fé e autor da sua perfeição. Renunciando à alegria que tinha ao seu alcance, Ele suportou a cruz, desprezando a sua ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Col 1, 23
Permanecei firmemente consolidados na fé e inabaláveis na esperança prometida pelo Evangelho que ouvistes e foi pregado a toda a criatura que há debaixo do céu.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, você aprenderá como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
