LITURGIA DE 21 DE OUTUBRO DE 2023 – SÁBADO – XXVIII SEMANA COMUM
21 de outubro de 2023LITURGIA DE 23 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA-FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
24 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 22/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Is 45,1.4-6), de impregnar-nos da consciência de que o Senhor vai adiante dos que são os seus ungidos, abrindo os caminhos e desvencilhando dos empecilhos. O Senhor pode usar pessoas para investir das missões que lhe aprouver, pois nada há fora de seu domínio; ele tudo pode e realiza o que lhe for do agrado, sendo seus desígnios insondáveis ao entendimento humano. Oxalá o Senhor nos escolha como instrumentos para realizar grandes missões, que se possam produzir grandes feitos do Senhor por nossas mãos, como fez por meio de Ciro, o assírio encarregado pelo Senhor para reconduzir o resto de Israel a Jerusalém para reconstruir o templo e a cidade do Senhor. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 95) concitam-nos a cantar ao Senhor um cântico novo, bendizer o seu nome, anunciar cada dia a salvação que ele nos trouxe; proclamar às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. […].As santas palavras da 2ª Leitura (1Ts 1,1-5b) compelem-nos a dar graças a Deus sem cessar por nossos irmãos na fé que se mantêm coesos como células formadoras do Corpo de Cristo, como pedras que edificam a construção da Igreja; cumpre-nos lembrá-los em nossas orações, louvar a Deus, nosso Pai, pelas obras de fé, pelos sacrifícios, pela caridade e firmeza na esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo por parte desses irmãos que se mantêm sob o olhar divino. Deus seja louvado pelos seus eleitos e por aqueles que pregam a palavra com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção! O Santo Evangelho (Mt 22,15-21) concita-nos a nos mantermos em estado de alerta, vigilantes e orantes face à malícia que o maligno insufla tanto nos que nos circundam quanto em nós próprios, para nos prejudicar ou imputar prejuízo ao próximo. Compele-nos a invocar o discernimento que nos dá o Espírito Santo para tudo apreciar com a sabedoria divina e desse modo não cair nos embustes e ciladas do demônio. Que em nossas vidas saibamos seguir o ensinamento de Jesus, dando a César (ao mundo) o que é de César e a Deus o que é de Deus. Que a cada dia mais possamos dar o nosso melhor a Deus! Que nada façamos por cálculo ou esperando recompensa, mas com profunda pureza de coração, com o intuito de nos tornarmos servos fiéis e cada vez mais configurados a Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, cientes de que buscando primeiro o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (Mt 6,33)!
Antífona da entrada
– Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, de Jesus Cristo, nosso Senhor, e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Is 45,1.4-6
Salmo Responsorial: Sl 95
– Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
2ª Leitura: 1Ts 1,1-5b
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Como astros no mundo, vós resplandeçais, mensagens de vida ao mundo anunciando; da vida a Palavra, com fé, proclameis, quais astros luzentes no mundo brilheis (Fl 2,15).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 22,15-21
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo profeta (Is 45,1.4-6): 1. Eis o que diz o Senhor a Ciro, seu ungido, que ele levou pela mão para derrubar as nações diante dele, para desatar o cinto dos reis, para abrir-lhe as portas, a fim de que nenhuma lhe fique fechada: 4.É por amor de meu servo, Jacó, e de Israel que escolhi, que te chamei pelo teu nome, com títulos de honra, se bem que não me conhecesses. 5.Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim. Eu te cingi, quando ainda não me conhecias, 6.a fim de que se saiba, do levante ao poente, que nada há fora de mim. Eu sou o Senhor, sem rival[…]
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 95): 1.Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor, terra inteira. 2.Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, anunciai cada dia a salvação que ele nos trouxe. 3.Proclamai às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. 4.Porque o Senhor é grande e digno de todo o louvor, o único temível de todos os deuses. 5.Porque os deuses dos pagãos, sejam quais forem, não passam de ídolos. Mas foi o Senhor quem criou os céus. 6.Em seu semblante, a majestade e a beleza; em seu santuário, o poder e o esplendor. 7.Tributai ao Senhor, famílias dos povos, tributai ao Senhor a glória e a honra, 8.tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome. Trazei oferendas e entrai nos seus átrios. 9.Adorai o Senhor, com ornamentos sagrados. Diante dele estremece a terra inteira. 10.Dizei às nações: O Senhor é rei. E (a terra) não vacila, porque ele a sustém. Governa os povos com justiça. 11.Alegrem-se os céus e exulte a terra, retumbe o oceano e o que ele contém, 12.regozijem-se os campos e tudo o que existe neles. Jubilem todas as árvores das florestas 13.com a presença do Senhor, que vem, pois ele vem para governar a terra: julgará o mundo com justiça, e os povos segundo a sua verdade.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1Ts 1,1-5b): 1.Paulo, Silvano e Timóteo à igreja dos tessalonicenses, reunida em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo. A vós, graça e paz! 2.Não cessamos de dar graças a Deus por todos vós, e de lembrar-vos em nossas orações. 3.Com efeito, diante de Deus, nosso Pai, pensamos continuamente nas obras da vossa fé, nos sacrifícios da vossa caridade e na firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, sob o olhar de Deus, nosso Pai. 4.Sabemos, irmãos amados de Deus, que sois eleitos. 5.O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 22,15-21): 15.Reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. 16.Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: Mestre, sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. 17.Dize-nos, pois, o que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César? 18.Jesus, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me tentais, hipócritas? 19.Mostrai-me a moeda com que se paga o imposto! Apresentaram-lhe um denário. 20.Perguntou Jesus: De quem é esta imagem e esta inscrição? 21.De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Is 45,1.4-6), de impregnar-nos da consciência de que o Senhor vai adiante dos que são os seus ungidos, abrindo os caminhos e desvencilhando dos empecilhos. O Senhor pode usar pessoas para investir das missões que lhe aprouver, pois nada há fora de seu domínio; ele tudo pode e realiza o que lhe for do agrado, sendo seus desígnios insondáveis ao entendimento humano. Oxalá o Senhor nos escolha como instrumentos para realizar grandes missões, que se possam produzir grandes feitos do Senhor por nossas mãos, como fez por meio de Ciro, o assírio encarregado pelo Senhor para reconduzir o resto de Israel a Jerusalém para reconstruir o templo e a cidade do Senhor.
As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 95) concitam-nos a cantar ao Senhor um cântico novo, bendizer o seu nome, anunciar cada dia a salvação que ele nos trouxe; proclamar às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. Porque o Senhor é grande e digno de todo o louvor, o único temível de todos os deuses. Porque os deuses dos pagãos, sejam quais forem, não passam de ídolos. Mas foi o Senhor quem criou os céus. Em seu semblante, a majestade e a beleza; em seu santuário, o poder e o esplendor. Tributemos, pois ao Senhor, a glória e a honra devidas ao seu nome. Adoremos o Senhor com ornamentos sagrados. Digamos às nações: O Senhor é rei. E (a terra) não vacila, porque ele a sustém. Governa os povos com justiça. Alegrem-se os céus e exulte a terra, retumbe o oceano e o que ele contém, regozijem-se os campos e tudo o que existe neles. Jubilem todas as árvores das florestas com a presença do Senhor, que vem, pois ele vem para governar a terra: julgará o mundo com justiça, e os povos segundo a sua verdade.
As santas palavras da 2ª Leitura (1Ts 1,1-5b) compelem-nos a dar graças a Deus sem cessar por nossos irmãos na fé que se mantêm coesos como células formadoras do Corpo de Cristo, como pedras que edificam a construção da Igreja; cumpre-nos lembrá-los em nossas orações, louvar a Deus, nosso Pai, pelas obras de fé, pelos sacrifícios, pela caridade e firmeza na esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo por parte desses irmãos que se mantêm sob o olhar divino. Deus seja louvado pelos seus eleitos e por aqueles que pregam a palavra com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção!
O Santo Evangelho (Mt 22,15-21) concita-nos a nos mantermos em estado de alerta, vigilantes e orantes face à malícia que o maligno insufla tanto nos que nos circundam quanto em nós próprios, para nos prejudicar ou imputar prejuízo o próximo. Compele-nos a invocar o discernimento que nos dá o Espírito Santo para tudo apreciar com a sabedoria divina e desse modo não cair nos embustes e ciladas do demônio. Que em nossas vidas saibamos seguir o ensinamento de Jesus, dando a César (ao mundo) o que é de César e a Deus o que é de Deus. Que a cada dia mais possamos dar o nosso melhor a Deus! Que nada façamos por cálculo ou esperando recompensa, mas com profunda pureza de coração, com o intuito de nos tornarmos servos fiéis e cada vez mais configurados a Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, cientes de que buscando primeiro o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (Mt 6,33)!
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que ides adiante dos que são os vossos ungidos, abrindo os caminhos e desvencilhando dos empecilhos. Vós podeis usar pessoas para investir das missões que vos aprouver, pois nada há fora de vosso domínio; vós tudo podeis e realizais o que é do vosso agrado, sendo os vossos desígnios insondáveis ao entendimento humano. Oxalá nos escolhas como instrumentos para realizar grandes missões, quem se possam produzir grandes feitos vossos por nossas mãos, como fizestes por meio de Ciro, o assírio encarregado de reconduzir o resto de Israel a Jerusalém para reconstruir o vosso templo e a vossa cidade. Cantaremos ao Senhor cânticos novos, frequentaremos com cada vez maior diligência e assiduidade, até que se torne diária, a Santa Missa, para nela bendizer o vosso nome da melhor forma possível! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para anunciar cada dia a salvação que nos trouxestes; para proclamar às nações a vossa glória, a todos os povos as vossas maravilhas. Porque o Senhor vós grande e digno de todo o louvor, o único temível de todos os deuses. Porque os deuses dos pagãos, sejam quais forem, não passam de ídolos. Mas fostes vós quem criastes os céus. Em vosso semblante, a majestade e a beleza; em vosso santuário, o poder e o esplendor. Tributamos, pois, a vós, a glória e a honra devidas ao vosso nome. Adorar-vos-emos com ornamentos sagrados e diremos às nações: O Senhor é rei. E (a terra) não vacila, porque ele a sustém. Governa os povos com justiça. Alegrem-se os céus e exulte a terra, retumbe o oceano e o que ele contém, regozijem-se os campos e tudo o que existe neles. Jubilem todas as árvores das florestas com a presença do Senhor, que vem, pois ele vem para governar a terra: julgará o mundo com justiça, e os povos segundo a sua verdade. Dar-vos-emos graças sem cessar por nossos irmãos na fé que se mantêm coesos como células formadoras do Corpo de Cristo, como pedras que edificam a construção da Igreja; lembrá-los-emos em nossas orações, louvamo-vos pelas obras de fé, pelos sacrifícios, pela caridade e firmeza na esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo por parte desses irmãos que se mantêm sob o vosso olhar divino. Louvamo-vos pelos vossos eleitos e por aqueles que pregam a palavra com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para nos mantermos em estado de alerta, vigilantes e orantes face à malícia que o maligno insufla tanto nos que nos circundam quanto em nós próprios, para nos prejudicar ou imputar prejuízo ao próximo. Invocamos o discernimento que nos dá o Espírito Santo para tudo apreciar com a sabedoria divina e desse modo não cair nos embustes e ciladas do demônio. Que em nossas vidas saibamos seguir o ensinamento de Jesus, dando a César (ao mundo) o que é de César e a Deus o que é de Deus. Que a cada dia mais possamos dar-vos o nosso melhor! Que nada façamos por cálculo ou esperando recompensa, mas com profunda pureza de coração, com o intuito de nos tornarmos servos fiéis e cada vez mais configurados a Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, cientes de que buscando primeiro o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (Mt 6,33)! Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
SANTOS DO DIA
Santos do Dia da Igreja Católica – 22 de Outubro
Postado em: 21/10/2023 por: marsalima

São João Paulo II
São João Paulo II nasceu no dia 18 de Maio de 1920, em Wadowice, na Polônia. Foi batizado com o nome de Karol Wojtyła. Em Outubro de 1942, entrou no seminário de Cracóvia clandestinamente, por causa da invasão comunista em seu país, e a 1º de Novembro de 1946, foi ordenado sacerdote. Em 4 de Julho de 1958, o Papa Pio XII nomeou-o bispo auxiliar de Cracóvia. Tendo em vista sua espiritualidade marcadamente mariana, Karol escolheu como lema episcopal a conhecida expressão “Totus tuus”, de São Luís Maria Grignion de Montfort, grande apóstolo da Virgem Maria. A ordenação episcopal de Wojtyla foi em 28 de Setembro do mesmo ano. No dia 13 de Janeiro de 1964, foi eleito Arcebispo de Cracóvia. Em 26 de Junho de 1967, foi tornado Cardeal por Paulo VI. Na tarde de 16 de Outubro de 1978, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa.
A espiritualidade mariana do grande São João Paulo II o levou a uma vida inteiramente dedicada a Deus, principalmente os seus mais de 25 anos de pontificado, um dos mais longos da história da Igreja. Olhando para a vida de João Paulo II, este santo dos nossos dias, podemos aprender a espiritualidade que o fez de um dos Papas mais extraordinários de todos os tempos e que o elevou rapidamente à glória dos altares.
Ainda seminarista, um livro clássico de espiritualidade mariana o ajudou a tirar as dúvidas que tinha em relação à devoção a Nossa Senhora e a centralidade de Jesus Cristo na vida e na espiritualidade católica.
A obra que marcou profundamente a vida e consequentemente a espiritualidade de Karol Wojtyla foi o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Falando às Famílias Monfortinas, o Papa João Paulo II disse que o Tratado é um “texto clássico da espiritualidade mariana”, que teve singular importância em seu pensamento e em sua vida. Segundo o Santo Padre, o Tratado é uma “obra de eficiência extraordinária para a difusão da ‘verdadeira devoção’ à Virgem Santíssima”. São João Paulo II experimentou e testemunhou essa eficácia do Tratado em sua própria vida:
Eu próprio, nos anos da minha juventude, tirei grandes benefícios da leitura deste livro, no qual encontrei a resposta às minhas perplexidades devidas ao receio que o culto a Maria, dilatando-se excessivamente, acabasse por comprometer a supremacia do culto devido a Cristo. Sob a orientação sábia de São Luís Maria compreendi que, quando se vive o mistério de Maria em Cristo, esse risco não subsiste. O pensamento mariológico do Santo de fato está radicado no Mistério trinitário e na verdade da Encarnação do Verbo de Deus”.
No dia 22 de Outubro, a Igreja Católica celebra o dia de São João Paulo II. A data foi estabelecida pelo papa Francisco por simbolizar o dia em que Karol Wojtyla celebrou sua primeira missa como Pontífice, em 1978, iniciando seu pontificado.

Santo Abércio de Hierápolis
A história deste santo bispo esta ligada a uma inscrição tumular ditada por ele mesmo e descoberta em 1883 pelo arqueólogo Ramsey, nas vizinhanças de Hierápolis, na Frígia. Antes dessa data, a vida deste santo, escrita no século IV, era considerada pura e simplesmente lendária.
Nesse lugar se encontrou o importante documento, conservado agora no Museu de Latrão (Roma), que é precioso em virtude das informações sobre a prática litúrgica da Igreja primitiva.
“Cidadão de uma eleita cidade, fiz quando vivo este monumento para ter aqui uma digna sepultura para meu corpo, eu, Abércio, discípulo do casto pastor que apascenta rebanhos de ovelhas por montes e planícies; ele tem grandes olhos que olham do alto para toda a parte. Ele me ensinou as Escrituras dignas de fé; ele me mandou a Roma para contemplar o palácio real e ver uma rainha de vestidos e calçados de ouro. Eu vi lá um povo que traz um fúlgido sinal. Visitei também a planura da Síria e todas as suas cidades e, além do Eufrates, Nísibis, e por toda a parte encontrei co-irmãos… tendo Paulo comigo, e a fé guiou-me por toda a parte e me deu por alimento o peixe de fonte, grandíssimo, puro, que a casta virgem costuma pegar e dar de comer todos os dias a seus fiéis amigos, e há um excelente vinho que costuma dar com o pão…”
O epitáfio, escrito por Abércio aos 72 anos de idade, esclarece os pontos essenciais da doutrina cristã, do batismo à eucaristia e ao primado do bispo de Roma.

São Donato
Donato, filho de nobres cristãos, nasceu na Irlanda nos últimos anos do século VIII. Desde criança foi educado na fé católica. Iniciou os estudos religiosos e, devido ao rápido e bom progresso, desejou aperfeiçoar-se. Mais tarde, abandonou a família e a pátria, seguindo em peregrinação por várias regiões até chegar em Roma, onde se tornou sacerdote em 816.
Na volta para a Irlanda, parou na cidade de Fiesole, quando o clero e a população procuravam eleger um novo bispo. Movidos pela divina inspiração, decidiram escolher aquele desconhecido peregrino. A tradição conta que, quando Donato entrou na igreja, os sinos tocaram e os círios acenderam-se, sem que alguém tivesse contribuído para isso. No início, relutou em aceitar, mas depois se dobrou ao desejo de todos. Era o ano 829. Existem muitos registros sobre o seu governo pastoral em Fiesole, que durou cerca de quarenta anos.
Combateu com sucesso os usurpadores dos bens da Igreja. Em 866, viajou para encontrar-se com o imperador Lotário II, e conseguiu confirmar as doações dos bens concedidos pelo seu predecessor, Alexandre, e vários outros direitos. Teve uma boa relação com os soberanos daquela época, os quais acompanhava nas empreitadas e nas viagens. Escritos relatam que Donato foi professor, trabalhou para os reis franceses, participou de expedições com os imperadores italianos e chefiou uma campanha contra os invasores árabes muçulmanos na Itália meridional.
Em 850, o bispo Donato esteve em Roma, participando da coroação do imperador Ludovico, feita pelo papa Leão IV. Naquela ocasião, foi convidado a participar, junto com o pontífice e o imperador, do julgamento de uma velha questão pendente entre os bispos de Arezzo e de Siena, resolvida a favor do último.
Era um sacerdote muito instruído, sábio e prudente, por isso se preocupou com a instrução do clero e da juventude. Escreveu diversas obras, das quais restou apenas um epitáfio, ditado para o seu jazigo, valoroso pelas informações autobiográficas; um credo poético, que recitou antes de morrer, e a “Lauda de Santa Brígida”, padroeira da Irlanda.
Pensando nos peregrinos, principalmente nos irlandeses, com recursos próprios Donato construiu naquela diocese a igreja de Santa Brígida, o hospital e um albergue, todos ricamente decorados e bem aparelhados. Depois, em 850, doou tudo para a abadia fundada por são Columbano de Bobbio.
Morreu em 877, na cidade de Fiesole, Itália. As suas relíquias foram sepultadas na antiga catedral, dedicada a são Rômulo, onde ficaram até o final de 1017, quando foram transferidas para a nova catedral, em uma capela a ele dedicada. A Igreja declarou-o santo e celebra-o no dia 22 de outubro. A festa de são Donato espalhou-se por todo o mundo cristão, mas principalmente na Irlanda ele é muito homenageado.

Contardo Ferrini (Bem-Aventurado)
Contardo Ferrini foi reconhecido como uma pessoa de uma inteligência extraordinária. Filho de Rinaldo e Luiza, ambos, desde cedo, se empenharam para promover o integral desenvolvimento de suas potencialidades. Seu pai, um professor e engenheiro, incutiu-lhe o desejo de buscar o conhecimento nas fontes verdadeiras e uni-lo à fé. Esta última parte sempre foi muito desprezada pela maioria dos intelectuais.
Porém Contardo foi um dos juristas mais apreciados e um dos grandes romancistas do seu tempo. Um grande professor e intelectual, mas muito diferente e especial também. O que o tornava realmente destacado era sua dedicação religiosa, num tempo em que a Igreja atravessava profunda crise de fé e enfrentava grande oposição. Já era esse o estado das coisas quando ele nasceu – no dia 5 de abril de 1859, em Milão, Itália. E continuaria sendo nas décadas seguintes.
No plano intelectual, foi brilhante. Com dezessete anos, já havia estudado hebraico, siríaco, sânscrito, copta e iniciava o curso de Direito na Universidade de Pávia. Especializou-se em direito romano e para isso, além de estudar latim, grego e alemão, paralelamente aprendeu espanhol, inglês e francês. Laureado em 1880 por seus expressivos méritos, foi premiado pela universidade com uma bolsa de estudos, o que proporcionou-lhe a oportunidade de estudar na Universidade de Berlim. Com vinte e quatro anos, já lecionava direito criminal e direito romano, viajando pelo exterior, realizando conferências e palestras.
No plano espiritual, foi exemplar. Mesmo sofrendo para suportar as gozações dos companheiros de universidade por causa da religiosidade, foi crescendo na fé. Fez voto de castidade em 1881 e assistia à missa diariamente. Humilde, seu amor aos mais pobres o fez participar das obras da Sociedade de São Vicente de Paulo. Simples, seu amor à natureza – praticava alpinismo – o fez tornar-se terciário franciscano em 1886.
Juntando os dois planos, foi um homem completo, amigo, solidário, lutador das causas contra o divórcio, dos excessos de materialismo e em defesa da infância abandonada, em especial quando foi eleito conselheiro municipal de Milão. Vivia para os estudos, as aulas, a igreja e as orações solitárias em casa, mas estava sempre à disposição de todos os que o procuravam para pedir ajuda, conselhos e orientações pessoais.
Nas férias, sempre viajava para Suna, uma região montanhosa destinada à pratica do alpinismo. Lá, conheceu um religioso também apreciador e praticante desse esporte, Achille Ratti, mais tarde Pio XI, promotor de sua beatificação. Foi lá que contraiu a doença que o levou à morte em 17 de outubro de 1902, o tifo.
Deixou um legado literário importante: os escritos jurídicos de Ferrini resultam nos cinco volumes conhecidos como “Obras de Contardo Ferrini”, os estudos espirituais chamados de “Escritos religiosos de Contardo Ferrini” e “A vida”.
O papa Pio XII beatificou-o em 1947. No mesmo ano, o bem-aventurado Contardo Ferrini foi proclamado patrono da Faculdade Paulista de Direito, da Pontifícia Universidade Católica, tendo a Sala de Reuniões da mesma recebido o seu nome. A celebração litúrgica em sua memória ocorre no dia de sua morte.

José Timóteo Giaccardo (Beato)
Em maio de 1908, José, nascido em Narzole, província de Cuneo, encontrou o futuro fundador da Família Paulina, padre Tiago Alberione, que, ao reconhecer nele dons de natureza e de graça, encaminhou-o para o sacerdócio no seminário de Alba. Padre Alberione, captando os “sinais dos tempos”, em 1914 fundou a congregação religiosa da Sociedade de São Paulo, depois o ramo feminino das filhas de são Paulo, para difundir a mensagem evangélica por meio dos meios de comunicação social. Em 1917, José Giaccardo ingressou na congregação paulina e foi colaborador fidelíssimo do fundador.
Ordenado sacerdote em 1919, viveu o espírito do Evangelho e o ensinamento de São Paulo com profunda e progressiva interioridade, desdobrando-se pelas congregações paulinas, em particular para a terceira, nascida em 1924: as irmãs pias discípulas do Divino Mestre, cujo reconhecimento jurídico teve um difícil caminho. “Ofereço minha vida ao Senhor”, disse, “para que esta congregação tenha vida na Igreja. Estou seguro de que Deus me ouvirá”.
A congregação teve o decreto de louvor de Pio XII em 12 de janeiro de 1948. Doze dias depois, padre Timóteo (este era o nome assumido por ele na profissão religiosa) morria. Celebrava-se a festa litúrgica de são Timóteo, o fiel discípulo de são Paulo. Padre Giaccardo foi beatificado em 22 de outubro de 1989.
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 22 DE OUTUBRO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início do Livro de Ester 1,1-3.9-13.15-16.19;2,5-10.16-17
Repúdio de Vasti e escolha de Ester
No tempo de Assuero, que reinou desde a Índia até à Etiópia sobre cento e vinte e sete províncias, ao sentar-se no trono real de Susa, sua capital, no terceiro ano do seu reinado, o rei ofereceu um banquete a todos os seus príncipes e servidores. Os chefes do exército dos persas e dos medos, os nobres e os governadores de província reuniram-se na sua presença. Também a rainha Vasti ofereceu um banquete às mulheres no palácio do rei Assuero.
No sétimo dia, quando o rei já tinha o coração alegre por causa do vinho, ordenou a Meumã, a bizeta, a Harbona, a bigta, a Abagta, a Zetar e a Carcas, os sete eunucos encarregados do serviço pessoal do rei Assuero, que trouxessem à sua presença a rainha Vasti, cingida com o diadema real, para mostrar a sua beleza aos povos e aos príncipes. Era, de fato, muito bela. Mas a rainha Vasti negou-se a vir, apesar da ordem do rei lhe ter sido comunicada pelos eunucos. O rei ficou muito irritado e, ardendo de cólera, quis consultar os sábios que tinham a ciência dos tempos, pois era costume apresentar os assuntos do rei ao parecer de todos os mestres da lei e do direito. E perguntou: «Segundo a lei, que se deve fazer à rainha Vasti por não ter cumprido a ordem do rei Assuero transmitida pelos eunucos?».
Memucã respondeu na presença do rei e dos príncipes: «Não foi só contra o rei que a rainha Vasti procedeu mal, mas contra todos os príncipes e povos das províncias do rei Assuero. Se parecer bem ao rei, publique-se um decreto real e registe-se entre as leis dos persas e dos medos como irrevogável, ordenando que a rainha Vasti nunca mais apareça na presença do rei Assuero e que a dignidade de rainha seja dada a outra, melhor do que ela».
Vivia na fortaleza de Susa um judeu chamado Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, da tribo de Benjamim, que tinha sido levado de Jerusalém entre os cativos que Nabucodonosor, rei de babilônia, tinha deportado com Jeconias, rei de Judá. Tinha criado Adassa, isto é, Ester, filha de seu tio, órfã de pai e mãe. A jovem tinha figura esbelta e presença agradável; à morte de seus pais, Mardoqueu adotara-a como filha.
Quando se publicou a ordem do rei e o seu decreto, muitas jovens foram reunidas na fortaleza de Susa, sob a autoridade de Hegai. Ester foi também conduzida ao palácio real e entregue aos cuidados de Hegai, guarda das mulheres. A jovem agradou-lhe e conquistou a sua simpatia, e ele apressou-se a fornecer-lhe tudo o que necessitava para seu adorno e subsistência e a pôr ao seu serviço sete das mais belas aias do palácio real. Depois instalou-a com as suas aias nos melhores aposentos do harém. Ester não revelara o seu povo nem a sua origem, porque Mardoqueu lhe proibira de falar nisso.
Ester foi conduzida à presença do rei Assuero, no seu palácio real, no décimo mês, que é o mês de Tebet, no sétimo ano do seu reinado. O rei amou Ester mais do que todas as outras mulheres, e ela alcançou graça e benevolência junto dele mais do que as outras jovens. Colocou-lhe na cabeça o diadema real e proclamou-a rainha em lugar de Vasti.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da carta de Santo Agostinho, bispo, a Proba
(Ep. 130, 8, 15.17 – 9, 18: CSEL 44, 56-57.59-60) (Sec. V)
Na oração exercita-se a nossa vontade
Porque havemos de nos perder em tantas considerações, procurando saber como devemos orar e temendo que as nossas orações não sejam como devem ser? Digamos antes com o salmo: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para gozar da suavidade do Senhor e contemplar o seu santuário. Nesta morada não se sucedem os dias um após outro, nem o início de um dia assinala o fim do outro dia; ali todos os dias estão simultaneamente presentes e não têm fim, porque também a vida ali não tem fim.
Para conseguir esta vida bem-aventurada, a própria Vida verdadeira nos ensinou a orar; mas não nos ensinou que devíamos pronunciar muitas palavras, como se fôssemos tanto mais facilmente atendidos quanto mais loquazes nos mostrássemos, porque na oração, como diz o próprio Senhor, dirigimo-nos Àquele que sabe perfeitamente o que nos é necessário, mesmo antes de Lho pedirmos.
Pode parecer estranho que nos exorte a orar Aquele que sabe perfeitamente o que nos é necessário ainda antes de Lho pedirmos. Devemos compreender, porém, que Deus Nosso Senhor não pretende que Lhe demos a conhecer os nossos desejos, que aliás não Lhe podem ser ocultos, mas que exercitemos a nossa vontade, para nos tornarmos capazes de receber o que Ele está disposto a dar-nos. Os seus dons são muito grandes e a nossa capacidade de receber é pequena e muito limitada. Por isso nos é dito: Dilatai o vosso coração; não vos sujeiteis ao mesmo jugo dos infiéis.
Quanto mais fielmente acreditarmos, mais firmemente esperarmos e mais ardentemente desejarmos este dom, mais capazes seremos de o receber. É um dom tão grande que nem os olhos viram, porque não tem cor; nem os ouvidos escutaram, porque não tem som; nem jamais veio ao pensamento do homem, porque é o coração do homem que o deve procurar.
Assim, portanto, havemos de orar, na fé, esperança e caridade, exercitando continuamente a nossa vontade. Mas devemos orar também com palavras em certas horas e circunstâncias, para nos estimularmos a nós mesmos por meio destes sinais exteriores e, tomando consciência do progresso que fazemos nestas santas aspirações, nos animarmos a fortalecê-las cada vez mais. Quanto mais ardente for o afeto, tanto maior será o efeito. Por isso, quando diz o Apóstolo: Orai sem cessar, que outra coisa quer ele dizer senão que devemos desejar incessantemente a vida bem-aventurada, que só pode ser a vida eterna, pedindo-a Àquele que é o único que a pode dar?
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Ap 7, 10b.12
Louvor ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro. A bênção, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adoção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adoção filial e a libertação do nosso corpo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
2 Cor 1, 3-4
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as tribulações, para podermos também confortar aqueles que sofrem qualquer tribulação, por meio da consolação que nós próprios recebemos de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
Confraria Contardo Ferrini
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
