LITURGIA DE 25 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA-FEIRA – SANTO ANTÔNIO DE SANT`ANA GALVÃO – PRESBÍTERO
25 de outubro de 2023LITURGIA DE 27 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA-FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
27 de outubro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 26/10/2023
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 6,19-23), de colocar os nossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade, deixando de ser escravos do pecado, de modo a produzir frutos dos quais não havemos de nos envergonhar – como foi o caso daqueles produzidos na escravidão pecaminosa. Que libertos do pecado, feitos servos de Deus, produzamos frutos de santidade que nos alimentem para nos tornarmos aptos a usufruir a vida eterna. Renunciemos, pois, o pecado e seu salário, que é a morte – e abracemos o dom de Deus que é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor! As santas palavras destinadas a serem proclamadas nesta liturgia como Salmo Responsorial compelem-nos a trilhar o caminho da verdadeira felicidade, evitando as atitudes que dele desviam. Não procedamos, pois, conforme o conselho dos ímpios: não trilhemos os caminhos dos pecadores e não nos assentemos entre os escarnecedores. Cumpre-nos, isso sim, comprazer-nos no serviço do Senhor e meditar sua lei dia e noite. Procedendo desse modo, seremos como árvores plantadas na margem das águas correntes: nos manteremos saudáveis, vigorosos, com grande vitalidade – como tais árvores, cujas folhas não murcham porque suas raízes extraem a água e os nutrientes necessários do solo umidificado – e desse modo daremos fruto na época própria; tudo o que empreendermos, prosperará! Deixemos, pois, de atuar como os ímpios, que são como a palha que o vento leva, cujo proceder destina à perdição, pois, adentrando por caminhos distantes dos prescritos pelo Senhor, se afastam da graça daquele que vela pelo caminho dos justos e desse modo, inexoravelmente, caem em desgraça! O Santo Evangelho (Lc 12,49-53) nos compele a impregnar-nos da consciência de que Jesus veio trazer um fogo depurador à terra, cujos efeitos inexoravelmente geram divisões, pois quem foi batizado e passa a viver no âmago da graça e da verdade divina, jamais conseguirá compactuar com o erro, a mentira e o pecado – não mais é possível partilhar dos mesmos hábitos, das mesmas atitudes de outrora. Isso pode gerar desconfortos e divisões, pois em uma mesma casa, quem já obteve a visão do caminho cristão, não poderá de forma alguma se manter nos caminhos equivocados a que os demais o instarão a seguir. O bom testemunho e a persistência cristã tendem a produzir frutos de conversão, porém precisamos estar preparados para enfrentamentos necessários com aqueles que, insuflados pelas insídias do maligno, insistem no erro, na mentira e no pecado.
Antífona da entrada
– Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça e a paz de Deus, nosso Pai, de Jesus Cristo, nosso Senhor e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oração do dia
– Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 6,19-23
Salmo Responsorial: Sl 1
– É feliz quem a Deus se confia!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu tudo considero como perda e como lixo a fim de eu ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3,8).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 12,49-53
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
Ensinamentos
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Rm 6,19-23): 19.Vou-me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer a iniquidade, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade. 20.Quando éreis escravos do pecado, éreis livres a respeito da justiça. 21.Que frutos produzíeis então? Frutos dos quais agora vos envergonhais. O fim deles é a morte. 22.Mas agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santidade; e o termo é a vida eterna. 23Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 1): 1.Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. 2.Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. 3.Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera. 4.Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva. 5.Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembleia dos justos. 6.Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 12,49-53): 49.Eu vim lançar fogo à terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso? 50.Mas devo ser batizado num batismo; e quanto anseio até que ele se cumpra! 51.Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação. 52.Pois de ora em diante haverá numa mesma casa cinco pessoas divididas, três contra duas, e duas contra três; 53.estarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora contra a sogra.
Compromisso
Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 6,19-23), de colocar os nossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade, deixando de ser escravos do pecado, de modo a produzir frutos dos quais não havemos de nos envergonhar – como foi o caso daqueles produzidos na escravidão pecaminosa. Que libertos do pecado, feitos servos de Deus, produzamos frutos de santidade que nos alimentem para nos tornarmos aptos a usufruir a vida eterna. Renunciemos, pois, o pecado e seu salário, que é a morte – e abracemos o dom de Deus que é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor!
As santas palavras destinadas a serem proclamadas nesta liturgia como Salmo Responsorial compelem-nos a trilhar o caminho da verdadeira felicidade, evitando as atitudes que dele desviam. Não procedamos, pois, conforme o conselho dos ímpios: não trilhemos os caminhos dos pecadores e não nos assentemos entre os escarnecedores. Cumpre-nos, isso sim, comprazer-nos no serviço do Senhor e meditar sua lei dia e noite. Procedendo desse modo, seremos como árvores plantadas na margem das águas correntes: nos manteremos saudáveis, vigorosos, com grande vitalidade – como tais árvores, cujas folhas não murcham porque suas raízes extraem a água e os nutrientes necessários do solo umidificado – e desse modo daremos fruto na época própria; tudo o que empreendermos, prosperará! Deixemos, pois, de atuar como os ímpios, que são como a palha que o vento leva, cujo proceder destina à perdição, pois, adentrando por caminhos distantes dos prescritos pelo Senhor, se afastam da graça daquele que vela pelo caminho dos justos e desse modo, inexoravelmente, caem em desgraça!
O Santo Evangelho (Lc 12,49-53) nos compele a impregnar-nos da consciência de que Jesus veio trazer um fogo depurador à terra, cujos efeitos inexoravelmente geram divisões, pois quem foi batizado e passa a viver no âmago da graça e da verdade divina, jamais conseguirá compactuar com o erro, a mentira e o pecado – não mais é possível partilhar dos mesmos hábitos, das mesmas atitudes de outrora. Isso pode gerar desconfortos e divisões, pois em uma mesma casa, quem já obteve a visão do caminho cristão, não poderá de forma alguma se manter nos caminhos equivocados a que os demais o instarão a seguir. O bom testemunho e a persistência cristã tendem a produzir frutos de conversão, porém precisamos estar preparados para enfrentamentos necessários com aqueles que, insuflados pelas insídias do maligno, insistem no erro, na mentira e no pecado.
Oração consolidadora do compromisso
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para colocar os nossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade, deixando de ser escravos do pecado, de modo a produzir frutos dos quais não havemos de nos envergonhar – como foi o caso daqueles produzidos na escravidão pecaminosa. Que libertos do pecado, feitos vossos servos, produzamos frutos de santidade que nos alimentem para nos tornarmos aptos a usufruir a vida eterna. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para renunciarmos o pecado e seu salário, que é a morte – e abracemos o dom de Deus que é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor! Que nos mantenhamos firmes trilhando o caminho da verdadeira felicidade, evitando as atitudes que dele desviam. Não procedamos, pois, conforme o conselho dos ímpios: não trilhemos os caminhos dos pecadores e não nos assentemos entre os escarnecedores. Que tenhamos nosso prazer no serviço do Senhor e na meditação de sua lei dia e noite, cientes de que, procedendo desse modo, seremos como árvores plantadas na margem das águas correntes; desse modo nos manteremos saudáveis, vigorosos, com grande vitalidade – como tais árvores, cujas folhas não murcham porque suas raízes extraem a água e os nutrientes necessários do solo umidificado – e desse modo daremos fruto na época própria; tudo o que empreendermos, prosperará! Que deixemos de atuar como os ímpios, que são como a palha que o vento leva, cujo proceder destina à perdição, pois, adentrando por caminhos distantes dos prescritos por vós, se afastam da graça daquele que vela pelo caminho dos justos e desse modo, inexoravelmente, caem em desgraça! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que Jesus veio trazer um fogo depurador à terra, cujos efeitos inexoravelmente geram divisões, pois quem foi batizado e passa a viver no âmago da graça e da verdade divina, jamais conseguirá compactuar com o erro, a mentira e o pecado – não mais é possível partilhar dos mesmos hábitos, das mesmas atitudes de outrora. Isso pode gerar desconfortos e divisões, pois em uma mesma casa, quem já obteve a visão do caminho cristão, não poderá de forma alguma se manter nos caminhos equivocados a que os demais o instarão a seguir. Que atuemos cientes de que o bom testemunho e a persistência cristã tendem a produzir frutos de conversão, porém precisamos estar preparados para enfrentamentos necessários com aqueles que, insuflados pelas insídias do maligno, insistem no erro, na mentira e no pecado. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
SANTO DO DIA
Santos do Dia da Igreja Católica – 26 de Outubro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-26-de-outubro/> Postado em: 25/10/2023 por: marsalima]

No atual Anuário dos Papas encontramos Evaristo em pleno comando da Igreja católica, como quarto sucessor de Pedro, no ano 97. Era o início da era cristã, portanto é muito compreensível que haja tão poucos dados sobre ele.
Enquanto do anterior, papa Clemente, temos muitos registros, até de próprio punho, como a célebre carta endereçada aos cristãos de Corinto, do papa Evaristo nada temos escrito por ele mesmo, as poucas informações vieram de Irineu e Eusébio, dois ilustres e expressivos santos venerados no mundo católico.
Naqueles tempos, o título de “papa” era dado a toda e qualquer autoridade religiosa, passando a designar o chefe maior da Igreja somente no século VI. Por essa razão as informações, às vezes, se contradizem. Mas santo Eusébio mostra-se muito firme e seguro ao relatar Evaristo como um grego vindo da Antioquia.
Ele governou a Igreja durante nove anos, nos quais promoveu três ordenações, consagrando dezessete sacerdotes, nove diáconos e quinze bispos, destinados a diferentes paróquias.
Foi de sua autoria a divisão de Roma em vinte e cinco dioceses e a criação do primeiro Colégio dos Cardeais. É também atribuída a ele a instituição do casamento em público, com a presença do sacerdote.
O Papa Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi assim oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma.
LEITURAS DA LITURGIA DAS HORAS DE 26 DE OUTUBRO DE 2023 <http://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro de Ester 5, 1-5; 7, 1-10
O rei e Amã vão ao banquete de Ester Amã é enforcado
Ao fim de três dias, Ester vestiu os seus trajes reais e apresentou-se no átrio interior do palácio, em frente dos aposentos do rei. O rei estava sentado no seu trono, na sala régia, em frente à entrada do palácio. Quando o rei viu a rainha no átrio, olhou-a com complacência e estendeu a Ester o cetro de ouro que tinha na mão; e Ester aproximou-se e tocou na extremidade do cetro.
Disse-lhe o rei: «Que tens, rainha Ester? Qual é o teu pedido. Ainda que seja metade do meu reino, ser-te-á concedido». Ela respondeu: «Se for do agrado do rei, venha hoje o rei com Amã ao banquete que lhe preparei». Então o rei disse:
«Avisai depressa Amã para fazer o que Ester pediu».
O rei e Amã foram ao banquete que Ester tinha preparado. Enquanto se bebia o vinho, o rei perguntou: «Qual é o teu pedido, rainha Ester? Ser-te-á concedido. Que desejas? Ainda que seja metade do meu reino, recebê-lo-ás». A rainha Ester tomou a palavra e respondeu: «Se achei graça a teus olhos, ó rei, se assim for do teu agrado, o meu pedido é que me seja concedida a vida, e o meu desejo é que seja salvo também o meu povo. Porque eu e o meu povo fomos vendidos, para sermos exterminados, mortos e aniquilados. Se fôssemos somente vendidos como escravos e escravas, ainda me calaria; mas o inimigo não poderá reparar o dano feito ao rei».
Então o rei Assuero perguntou-lhe: «Quem é e onde está aquele que projeta fazer tais coisas?». Ester respondeu:
«Esse perseguidor e inimigo é este malvado Amã». Amã ficou aterrado, diante do rei e da rainha. O rei, furioso, levantou-se e saiu do banquete para o jardim do palácio. Amã ficou junto da rainha Ester a pedir que lhe salvasse a vida, pois sabia que a sua morte já estava decidida pelo rei.
Quando o rei voltou do jardim do palácio à sala do banquete, viu Amã que se tinha lançado sobre o divã em que Ester se encontrava. Então o rei disse: «Quererá ele violentar a rainha na minha presença e no meu palácio?». Mal saíram da boca do rei estas palavras, cobriram com um véu o rosto de Amã. Entretanto Harbona, um dos eunucos que estava diante do rei, disse: «Na casa de Amã há uma forca de cinquenta côvados de altura que ele mandou preparar para Mardoqueu, o qual falou para bem do rei». O rei disse: «Que o enforquem nela». Assim Amã foi enforcado no patíbulo que ele tinha mandado preparar para Mardoqueu. E a ira do rei acalmou-se.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Carta de Santo Agostinho, bispo, a Proba
(Ep. 130, 14, 25-26: CSEL 44, 68-71) (Sec, V)
Não sabemos o que devemos pedir
Talvez perguntes ainda por que razão diz o Apóstolo: Não sabemos o que devemos pedir nas nossas orações, uma vez que é impossível pensar que ele ou aqueles a quem se dirigia desconhecessem a oração do Senhor.
Na verdade, também o Apóstolo experimentou a sua incapacidade de pedir o que convém. De fato, quando sentia o espinho que lhe fora deixado na carne, o anjo de Satanás que o esbofeteava para não se ensoberbecer com a sublimidade das revelações, três vezes pediu ao Senhor para o libertar desse tormento, ignorando certamente o que lhe era conveniente pedir. E ouviu a resposta de Deus, explicando-lhe a razão por que não se realizava nem era conveniente que se realizasse o que pedia um homem tão santo: Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta o meu poder.
Certamente, nas tribulações, que tanto nos podem ser úteis como prejudiciais, não sabemos o que devemos pedir; mas como elas nos são tão duras e difíceis e contrárias à inclinação da nossa débil natureza, todos nós, segundo um desejo comum a todos os homens, pedimos para sermos livres delas. Mas confiemos em Deus nosso Senhor. Se Ele não afasta de nós tais provações, nunca pensemos que Ele nos abandona; ao contrário, pela paciente tolerância destes males, esperemos obter bens melhores. É assim que na fraqueza se manifesta o seu poder. Isto está escrito para que ninguém se glorie, quando alcança de Deus alguma coisa que Lhe pediu com impaciência e que afinal seria melhor não alcançar; e também para que ninguém desanime ou desespere da misericórdia divina, quando Deus não o atende naquilo que pediu e que, possivelmente, ou seria para ele causa de um mal maior, ou ocasião de ruína total, se viesse a cair na sedução da prosperidade. Em tais circunstâncias não sabemos o que devemos pedir.
Portanto, se alguma coisa acontece contra o que pedimos na oração, nunca duvidemos de que o mais vantajoso é o que acontece segundo a vontade de Deus e não segundo a nossa, e suportemos com paciência tal contrariedade, dando graças a Deus por tudo. Temos nisto o exemplo do nosso divino Medianeiro, que disse na véspera da sua paixão: Pai, se é possível, afaste-se de Mim este cálice; mas sublimando a vontade humana assumida na Encarnação, imediatamente acrescentou: Não se faça, porém, a minha vontade, mas a tua. E foi assim que pela obediência de um só veio para todos a justificação.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Is 66, 1-2
Eis o que diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra escabelo dos meus pés. Que casa podereis construir-Me? Qual será o lugar do meu repouso? Pela minha mão foram feitas todas as coisas e tudo Me pertence, diz o Senhor. O meu olhar volta-se para os humildes e os corações contritos, para aqueles que temem as minhas palavras.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Am 4, 13
Aquele que formou os montes e criou os ventos, Aquele que revela ao homem os seus próprios pensamentos, que faz a aurora e as trevas e caminha sobre as alturas da terra, o seu nome é Senhor Deus dos Exércitos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Am 5, 8
Aquele que criou as Plêiades e o Orionte, Aquele que muda as trevas em aurora e transforma o dia em noite, que chama as águas do mar e as derrama sobre a face da terra, o seu nome é Senhor.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Am 9, 6
Aquele que constrói no céu a sua morada e firma sobre a terra a abóbada celeste, Aquele que chama as águas do mar e as derrama sobre a face da terra, o seu nome é Senhor.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 1, 6-9
A esperança vos enche de alegria, embora talvez vos seja preciso ainda, por pouco tempo, passar por diversas provações, para que a prova a que é submetida a vossa fé – muito mais preciosa que o ouro perecível, que se prova pelo fogo – seja digna de louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo Se manifestar. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, acreditais n’Ele. E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, porque conseguis o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
