LITURGIA DE 04 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – SÃO CARLOS BORROMEU – BISPO E AMIGO DOS POBRES (ANO A)
4 de novembro de 2023LITURGIA DE 06 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
6 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 05/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Ap 7,2-4.9-14), de impregnar-nos da consciência de que os servos de Deus serão assinalados em suas frontes e uma multidão deles, de todas as nações, tribos, povos e línguas se colocarão em pé diante do trono e diante do cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão – e bradarão em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do cordeiro. Os anjos e os guardiães do trono de Deus se prostrarão de face em terra diante do trono, adorando a Deus, dizendo: Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém! Oxalá estejamos entre os que lá estarão, revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 23): Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou. Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no seu lugar santo? O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo. Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, seu Salvador. Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó. […] As santas palavras da 2ª Leitura (1Jo 3,1-3) compelem-nos a impregnar-nos da consciência do imenso amor com que nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus – e nós o somos, de fato! Desde agora somos filhos de Deus e quando chegar o tempo, de acordo com a sua santa vontade, seremos semelhantes a ele, porquanto o veremos como ele é. Todo aquele que tem nele esta esperança e se mantém fiel, trilhando o caminho da promessa que acalenta em nós essa esperança, torna-se puro, como ele é puro! O Santo Evangelho (Mt 5,1-12a) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus ensinou que são Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Ensinou ainda que bem-aventurados seremos quando nos caluniarem, quando nos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra nós por causa dele. Que cumpre-nos alegrar-nos e exultar, porque será grande a nossa recompensa nos céus. Portanto, nos lancemos amorosamente no exercício dessas práticas recomendadas por Jesus, sendo humildes de coração; perseverantes em meio às tristezas que nos assolam; mansos; famintos e sedentos de justiça; misericordiosos; puros de coração e pacíficos. E atuemos cientes de que, ainda que perseguidos por causa da justiça, caluniados e vítimas de toda sorte de maledicências, cumpre-nos tudo suportar com resignação e paz de espírito, pois a recompensa que nos espera é infinitamente maior, conforme asseverou o Apóstolo: Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada (Romanos, 8,18). Mantenhamo-nos, pois, firmes na caminhada cristã, para estarmos entre os revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar.
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando a festa de Todos os Santos. Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus.
Oração do dia
– Deus eterno e todo-poderoso, que nos dais celebrar numa só festa os méritos de todos os santos, concedei-nos, por intercessores tão numerosos, a plenitude da vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Ap 7,2-4.9-14
Salmo Responsorial: Sl 23
– É assim a geração dos que procuram o Senhor!
2ª Leitura: 1Jo 3,1-3
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vinde a mim, todos vós que estais cansados e penais a carregar pesado fardo, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 5,1-12a
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Ap 7,2-4.9-14): Vi ainda outro anjo subir do oriente; trazia o selo de Deus vivo, e pôs-se a clamar com voz retumbante aos quatro Anjos, aos quais fora dado danificar a terra e o mar, dizendo: 3.Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes. 4.Ouvi então o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel; 9.Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, 10.e bradavam em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro. 11.E todos os Anjos estavam ao redor do trono, dos Anciãos e dos quatro Animais; prostravam-se de face em terra diante do trono e adoravam a Deus, dizendo: 12.Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém. 13.Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm? 14.Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 23): Salmo de Davi. Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, 2.pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou. 3.Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no seu lugar santo? 4.O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo. 5.Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, seu Salvador. 6.Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó. 7.Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! 8.Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha. 9.Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória!10. Quem é este Rei da glória? É o Senhor dos exércitos! É ele o Rei da glória.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1Jo 3,1-3): Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. 2.Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. 3.E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 5,1-12a): Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. 2.Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: 3.Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! 4.Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! 5.Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! 6.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 7.Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! 8.Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! 9.Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! 10.Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! 11.Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 12.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus […].
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Ap 7,2-4.9-14), de impregnar-nos da consciência de que os servos de Deus serão assinalados em suas frontes e uma multidão deles, de todas as nações, tribos, povos e línguas se colocarão em pé diante do trono e diante do cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão – e bradarão em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do cordeiro. Os anjos e os guardiães do trono de Deus se prostrarão de face em terra diante do trono, adorando a Deus, dizendo: Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém! Oxalá estejamos entre os que lá estarão, revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 23): Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou. Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no seu lugar santo? O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo. Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, seu Salvador. Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor dos exércitos! É ele o Rei da glória.
As santas palavras da 2ª Leitura (1Jo 3,1-3) compelem-nos a impregnar-nos da consciência do imenso amor com que nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus – e nós o somos, de fato! Desde agora somos filhos de Deus e quando chegar o tempo, de acordo com a sua santa vontade, seremos semelhantes a ele, porquanto o veremos como ele é. Todo aquele que tem nele esta esperança e se mantém fiel, trilhando o caminho da promessa que acalenta em nós essa esperança, torna-se puro, como ele é puro!
O Santo Evangelho (Mt 5,1-12a) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus ensinou que são Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Ensinou ainda que bem-aventurados seremos quando nos caluniarem, quando nos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra nós por causa dele. Que cumpre-nos alegrar-nos e exultar, porque será grande a nossa recompensa nos céus. Portanto, nos lancemos amorosamente no exercício dessas práticas recomendadas por Jesus, sendo humildes de coração; perseverantes em meio às tristezas que nos assolam; mansos; famintos e sedentos de justiça; misericordiosos; puros de coração e pacíficos. E atuemos cientes de que, ainda que perseguidos por causa da justiça, caluniados e vítimas de toda sorte de maledicências, cumpre-nos tudo suportar com resignação e paz de espírito, pois a recompensa que nos espera é infinitamente maior, conforme asseverou o Apóstolo: Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada (Romanos, 8,18). Mantenhamo-nos, pois, firmes na caminhada cristã, para estarmos entre os revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar.
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que os servos de Deus serão assinalados em suas frontes e uma multidão deles, de todas as nações, tribos, povos e línguas se colocarão em pé diante do trono e diante do cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão – e bradarão em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro. Os anjos e os guardiães do trono de Deus se prostrarão de face em terra diante do trono, adorando a Deus, dizendo: Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para lá estejamos, revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar. Fazemos coro com o louvor orante do salmista, que assinalam a atitude dos que buscam trilhar o caminho da santidade para chegar na meta definitiva de estar entre a multidão de vestes brancas e palma na mão diante de Deus e do Cordeiro (Sl 23): Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou. Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no seu lugar santo? O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo. Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, seu Salvador. Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha. Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o Rei da glória! Quem é este Rei da glória? É o Senhor dos exércitos! É ele o Rei da glória. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do imenso amor com que nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus – e nós o somos, de fato! Desde agora somos filhos de Deus e quando chegar o tempo, de acordo com a sua santa vontade, seremos semelhantes a ele, porquanto o veremos como ele é. Todo aquele que tem nele esta esperança e se mantém fiel, trilhando o caminho da promessa que acalenta em nós essa esperança, torna-se puro, como ele é puro! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência e pratiquemos o que Jesus ensinou no Sermão da Montanha: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados ainda seremos quando nos caluniarem, quando nos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra nós por causa dele. Alegremo-nos e exultemos, porque será grande a nossa recompensa nos céus. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos lancemos amorosamente no exercício dessas práticas, sendo humildes de coração; perseverantes em meio às tristezas que nos assolam; mansos; famintos e sedentos de justiça; misericordiosos, puros de coração e pacíficos – atuemos cientes de que, ainda que perseguidos por causa da justiça, caluniados e vítimas de toda sorte de maledicências, cumpre-nos tudo suportar com resignação e paz de espírito, pois a recompensa que nos espera é infinitamente maior, conforme asseverou o Apóstolo: Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada (Romanos, 8,18). Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos firmes na caminhada cristã, para estarmos entre os revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam também a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 05 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-05-de-novembro/> Postado em: 04/11/2023 por: marsalima]

No século VII, na França, a pequena Bertila, nascida em 630, de pais nobres e piedosos, não sentia satisfação com a vida fútil, só de folguedos e festas. Com o passar dos anos, aumentou essa insatisfação e a certeza de que não encontraria a felicidade nos prazeres que o mundo oferecia nas aldeias e nos palácios. Dizia sempre que sua vida estava destinada à caridade e à humildade a serviço de Deus. E assim aconteceu.
No início da adolescência, a seu pedido e com aprovação dos pais, ingressou no Mosteiro beneditino de Jouarre, próximo de Paris. A superiora era a própria santa Teodequildes, que logo percebeu a extrema vocação de Bertila. De fato, mesmo com pouca idade, ela assumiu com dedicação vários cargos de responsabilidade. Acabou sendo indicada para dirigir o novo Mosteiro de Chelles, fundado pela rainha Batildes, esposa do rei Clóvis II, e construído também nos arredores de Paris.
Bertila foi para lá no ano 659, como abadessa. O fervor que transmitia na piedade e caridade contagiou todas as religiosas. A fama de celeiro de santidades do mosteiro ganhou as cortes de toda Europa. E os pedidos para ingressar no Mosteiro de Chelles começaram a chegar de todos os lugares. Eram dezenas e mais dezenas de mulheres que queriam seguir o exemplo de humildade da abadessa Bertila, abandonando a nobreza para dedicar a vida à penitência, oração e caridade aos pobres e doentes abandonados.
Assim, no Mosteiro de Chelles ingressaram várias princesas e rainhas. Até mesmo a sua fundadora, rainha Batildes, que, influenciada pela jovem abadessa, trocou a coroa pelo hábito beneditino.
A incansável santa Bertila, como era chamada por todos ainda em vida, dirigiu a instituição por quarenta e seis anos, até morrer em 5 de novembro de 705. O seu corpo foi sepultado no cemitério do mosteiro, local que logo se tornou rota de peregrinação dos fiéis, desejosos de agradecer a intercessão da querida santa.
Mais tarde, o culto foi confirmado pela Igreja e também a festa de santa Bertila, que ocorre no dia de sua morte. As suas relíquias, hoje, estão guardadas na bela Catedral de Chelles.

São Zacarias e Santa Isabel
Embora os nomes desses santos não estejam presentes no calendário litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de são Zacarias e santa Isabel, pais de são João Batista.
Encontramos a sua história narrada no magnífico evangelho de são Lucas, onde ele descreveu que havia, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Abias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada Família de Nazaré.
Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Isabel, apesar de sua santidade, era estéril: uma vergonha para uma mulher hebréia, que era prestigiada somente através da maternidade. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do Povo de Deus. Juntos, foram os protagonistas dos momentos que antecederam o mais incrível advento da história da humanidade: a encarnação de Deus entre os seres humanos.
Estavam velhos, com idade avançada, e como não tinham filhos, julgavam essa graça impossível de ser alcançada. Foi quando o anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e disse-lhe que sua mulher, Isabel, teria um filho que teria o nome de João, que significa “o Senhor faz graça”. O menino seria repleto do Espírito Santo desde a gestação de sua mãe, reconduziria muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e seria precursor do Messias.
Zacarias, inicialmente, manteve-se incrédulo ante o anúncio celeste do nascimento de um filho pelo qual havia rezado com tanto ardor; para que pudesse crer, precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo. Na ocasião, sua voz voltou e ele entoou o salmo profético em que, repleto do Espírito Santo, profetizou a missão do filho.
Enquanto isso, devido à proximidade da maternidade, Isabel recolheu-se por cinco meses, para estar em união com Deus. Os dias ela dividia em três períodos: de silêncio, oração e meditação. E foi assim que Isabel, grávida de João e inspirada pelo Espírito Santo, anunciou à Virgem Maria, sua prima, quando esta a visitou: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre”.
Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel recolheram-se à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, alegraram-se e satisfizeram-se com a santidade da missão dada ao filho, sendo fiéis a Deus até a morte.

Guido Maria Conforti (Bem-Aventurado)
Guido Maria Conforti nasceu no dia 30 de março de 1865, em Ravadese, província de Parma, norte da Itália. Filho de pais piedosos, foi educado no amor a Deus e ao próximo. Concluiu o estudo elementar com irmãos das escolas cristãs. Nessa oportunidade, seu pai compreendeu que o sonho de ver o filho dirigindo os negócios agrícolas da família jamais seria realizado. Guido tinha vocação para a vida religiosa.
Assim, ingressou no seminário, estimulado pelos pais. Lá, após ler a biografia de são Francisco Xavier, foi a vez de Guido abraçar um sonho: ir para a China, continuar a missão do santo. Aos dezessete anos de idade, enfrentou dificuldades de saúde, o mal da epilepsia, que quase o impediu de continuar. Rezou para Nossa Senhora com muita fé e obteve a graça para superar a doença. Em 1888, recebeu a ordenação sacerdotal. Mas foi designado para professor do seminário e depois nomeado vice-reitor – o que fez o sonho das missões no Oriente permanecer adormecido no seu coração.
Aos vinte e oito anos, quando Guido Conforti já era cônego da catedral de Parma, decidiu que era hora de executar seu sonho. Dois anos depois, em 1895, devido à falta de recursos, fundou a Congregação dos Missionários Xaverianos para a Evangelização dos Não-Cristãos, hoje chamado apenas de Instituto Xaveriano. Nessa época, seu pai morreu e toda a herança que recebeu aplicou na sua Obra. Comprou uma casa, onde abrigou os primeiros dezessete seminaristas. Não precisou aguardar muito, pois em março de 1899 os dois primeiros xaverianos seguiram em missão para a China. Pouco depois, em 1902, o próprio fundador emitiu os votos religiosos e recebeu o hábito dos xaverianos, em Roma, para dedicar-se só às missões.
Entretanto qual não foi sua surpresa ao ser nomeado arcebispo de Ravena. Obediente, Guido Conforti assumiu o posto. Um ano depois, por motivos de saúde, pediu à Santa Sé para renunciar o cargo. Voltou para Parma, onde trabalhou na consolidação da sua Obra. Ocorre que o carisma do Instituto atendia plenamente os anseios da Igreja, que nesse período estava instalando a prefeitura apostólica de Honan, na China. Foi então que a Santa Sé confiou essa administração ao Instituto Xaveriano, em 1906. Desde então, pequenos grupos de missionários xaverianos começaram a seguir para o Oriente.
Em 1907, Guido Conforti foi novamente solicitado para o serviço episcopal. Agora, como auxiliar do bispo de Parma, depois como seu sucessor. Administrou a diocese por vinte e cinco anos, numa intensa atividade: foram dois sínodos e cinco visitas pastorais nas trezentas paróquias. Enquanto isso o Instituto também se expandia por toda a Itália.
A alegria se estampou no rosto do fundador, quando, em 1912, na condição de bispo de Parma, ele consagrou, naquela catedral, o primeiro bispo xaveriano, Luigi Calza, nomeado para Cheng-Chow, na China. O Instituto consolidava-se cada vez mais no mundo. Mas para que a Obra ficasse completa, ele criou, junto com padre Paulo Manna, a União Missionária do Clero, sendo eleito o primeiro presidente.
Guido Conforti viajou só uma vez para a China, em 1928, para visitar e encorajar os seus filhos xaverianos. Depois de algum tempo, morreu, com apenas sessenta e seis anos, no dia 5 de novembro de 1931. Mas a sua Obra floresceu e em 1945 foi fundado o Instituto das Missionárias de Maria, ou xaverianas, pelo padre Giacomo Spagnolo e a leiga Celestina Bottego.
Em 1996, o papa João Paulo II proclamou-o bem-aventurado. Atualmente, os xaverianos e as xaverianas dirigem e trabalham em vários países de todos os continentes, inclusive no Brasil. A festa do bem-aventurado Guido Maria Conforti ocorre no dia de sua morte.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 05 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início do Primeiro Livro dos Macabeus 1, 1-24
Vitória e soberba dos gregos
Depois de se ter apoderado da Grécia, Alexandre, filho de Filipe da Macedônia, oriundo do país de Quitim, atacou e venceu Dario, rei dos persas e dos medos, e começou a reinar em seu lugar. Travou inúmeras batalhas, conquistou praças fortes, matou reis e marchou até aos confins da terra e apoderou-se dos despojos de muitas nações. A terra emudeceu diante dele, e o seu coração exaltou-se e encheu-se de orgulho. Reuniu um exército muito poderoso e submeteu províncias, nações e soberanos, fazendo-os tributários. Mas depois caiu doente e compreendeu que ia morrer. Chamou os seus oficiais mais ilustres, que se tinham criado com ele desde a juventude e, ainda em vida, repartiu entre eles o seu reino. Alexandre reinava havia doze anos quando morreu.
Os seus oficiais tomaram conta do poder, cada qual no seu território. Depois da morte de Alexandre, todos cingiram a coroa e, depois deles, os seus filhos, durante muitos anos; e multiplicaram-se os males sobre a terra.
Deles brotou aquela raiz de pecado, Antíoco Epífanes, filho do rei Antíoco, que estivera em Roma como refém e começou a reinar no ano cento e trinta e sete do império grego.
Naqueles dias, apareceram em Israel homens perversos que seduziram muitas pessoas, dizendo: «Vamos fazer uma aliança com os povos que nos rodeiam, pois desde que nos separamos deles sucederam-nos muitas desgraças». Estas palavras pareceram bem aos olhos daquela gente, e alguns de entre o povo apressaram-se a ir ter com o rei, que lhes deu autorização para seguirem os costumes dos gentios. Construíram um ginásio em Jerusalém, de acordo com os usos pagãos; disfarçaram os sinais da circuncisão e afastaram-se da santa aliança; coligaram-se com os estrangeiros e tornaram-se escravos do mal.
Quando Antíoco se viu consolidado no poder, resolveu apoderar-se do Egito, a fim de reinar sobre ambos os reinos. Entrou no Egito com um poderoso exército, com carros, elefantes, cavalos e uma grande armada, e travou combate com Ptolomeu, rei do Egito. Ptolomeu foi desbaratado e fugiu, deixando muitos feridos. Os vencedores apoderaram-se das cidades fortificadas do Egito e saquearam o país.
Depois de ter derrotado o Egito, Antíoco regressou, no ano cento e quarenta e três, e marchou contra Israel e Jerusalém com um poderoso exército. Entrou com arrogância no santuário e apoderou-se do altar de ouro, do candelabro das luzes com todos os seus acessórios, da mesa da proposição, dos vasos das libações, dos cálices e bandejas de ouro, do véu, das coroas e de todo o ornamento de ouro que havia na fachada do templo. Apoderou-se também do ouro, da prata, dos objetos preciosos e de todos os tesouros ocultos que pôde encontrar. Com tudo isto, voltou para a sua terra, depois de ter feito grande carnificina e proferido palavras insolentes.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Constituição pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II,
sobre a Igreja no mundo contemporâneo (N. 78) (Sec. XX)
Promover a paz
A paz não é apenas a ausência de guerra, nem se reduz a mero equilíbrio entre forças adversas, nem deriva de um domínio despótico, mas define-se, com toda a razão e propriedade, como obra de justiça. É fruto daquela ordem que o divino Criador estabeleceu para a sociedade humana e que deve ser realizada pelos homens que anelam por uma justiça mais perfeita. O bem comum do gênero humano rege-se fundamentalmente pela lei eterna; mas, quanto às suas exigências concretas, está sujeito a constantes modificações, ocasionadas pelo decorrer dos tempos; por isso a paz nunca se alcança de uma vez para sempre, mas tem de ser edificada continuamente. Além disso, como a vontade humana é frágil e está ferida pelo pecado, a manutenção da paz exige de cada um o constante domínio das paixões e requer da autoridade legítima uma contínua vigilância.
Mas isto não basta. Esta paz não se pode alcançar na terra, se não se garante o bem das pessoas e se os homens não comunicarem entre si, livre e confiadamente, as riquezas do seu espírito e do seu talento. São absolutamente necessárias para a edificação da paz a vontade firme de respeitar a dignidade dos outros homens e povos e a prática assídua da fraternidade. Por isso deve dizer-se que a paz é também fruto do amor, que ultrapassa os limites da justiça.
A paz terrena, nascida do amor do próximo, é imagem e efeito da paz de Cristo, que procede de Deus Pai. Com efeito, o próprio Filho encarnado, príncipe da paz, reconciliou todos os homens com Deus pela sua cruz, matando o ódio na sua própria carne e restabelecendo a unidade de todos num só povo e num só corpo; e depois do triunfo da ressurreição, derramou o Espírito de amor no coração dos homens.
Por isso, todos os cristãos são instantemente chamados a praticar a verdade na caridade e a unir-se com os homens verdadeiramente pacíficos para implorar e estabelecer a paz. Movidos pelo mesmo espírito, não podemos deixar de louvar aqueles que, renunciando à violência na reivindicação dos seus direitos, recorrem a meios de defesa que estão também ao alcance dos mais fracos, desde que isto se possa fazer sem lesar os direitos e obrigações de outros ou da comunidade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Ez 37, 12b-14
Assim fala o Senhor Deus: Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra, e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço – palavra do Senhor.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adoção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adoção filial e a libertação do nosso corpo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe nem se mancha nem desaparece, reservada nos Céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
