LITURGIA DE 06 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
6 de novembro de 2023LITURGIA DE 08 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
8 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 07/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 12,5-16a), de impregnar-nos da consciência de que, conforme ensinou o Apóstolo: embora sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. Aquele que é dado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. Ainda conforme as orientações do Apóstolo, que nossa caridade não seja fingida. Que aborreçamos o mal e apeguemo-nos solidamente ao bem, que amemo-nos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantemo-nos em honrar uns aos outros. Não relaxemos em nosso zelo. Sejamos fervorosos de espírito. Sirvamos ao Senhor. Sejamos alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Que socorramos às necessidades dos fiéis. Que nos esmeremos na prática da hospitalidade, bem acolhendo os que se achegam a nós. Que abençoemos os que nos perseguem e não praguejemos contra eles. Alegremo-nos com os que se alegram, choremos com o que choram e vivamos em boa harmonia uns com os outros. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista adaptando-o à realidade atual (Sl 130): Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. 2.Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo. Coloquemos, pois, nossa esperança no Senhor, agora e para sempre. O Santo Evangelho (Lc 14,15-24) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que é feliz aquele que se senta à mesa no Reino de Deus, porém as pessoas convidadas, chamadas preferencialmente para usufruir da refeição divina tendem a estar ocupadas – com suas propriedades; com seus trabalhos; com seus relacionamentos… Cometem, com isso, a insensatez, a insanidade de desprezar o que há de mais valioso, precioso, maravilhoso… Então a generosidade do Senhor do Reino o leva a convidar a todos – em especial os considerados pelo mundo como “os menos qualificados” – para usufruir as delícias da mesa do Reino. Tal realidade é maravilhosa: os aparentemente “menos dotados”, aqueles que, aos olhos humanos, parecem ser “os menos favorecidos pela sorte” são os grandes felizardos – são os que desfrutam o que a vida tem de melhor: a intimidade com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, vivendo em uma sintonia cada vez mais fina com a presença divina. Tal realidade foi também expressa por Jesus quando disse: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos (Mateus 11,25). E ainda: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus (Mateus 5,3)! Quem tem o coração humilde, não soberbo, definido nas Sagradas Escrituras como coração pobre (em algumas traduções como pobres de espírito), independentemente da classe ou condição social – podendo até ser muito rico aos olhos do mundo – jamais se deixa levar pelas ilusões do mundo, pois sabe que do Senhor é a terra e tudo o que ela encerra e que aqui estamos para servi-lo – e ao próximo!
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Não me abandoneis jamais, Senhor, meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação! (Sl 37,22).
Oração do dia
– Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vossos filhos e filhas a graça de vos servir como devem, fazei que corramos livremente ao encontro das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 12,5-16a
Salmo Responsorial: Sl 130
– Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 14,15-24
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Rm 12,5-16a ): assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. 6.Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. 7.Aquele que é chamado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; 8.o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. 9.Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. 10.Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. 11.Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. 12.Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. 13.Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade. 14. Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis. 15.Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. 16.Vivei em boa harmonia uns com os outros.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 130): Cântico das peregrinações. De Davi. Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. 2.Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo. 3.Israel, põe tua esperança no Senhor, agora e para sempre.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 14,15-24): A estas palavras, disse a Jesus um dos convidados: Feliz daquele que se sentar à mesa no Reino de Deus! 16.Respondeu-lhe Jesus: Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas. 17.E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: Vinde, tudo já está preparado. 18.Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado. 19.Disse outro: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado. 20.Disse também um outro: Casei-me e por isso não posso ir. 21.Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. 22.Disse o servo: Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar. 23.O senhor ordenou: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga todos a entrar, para que se encha a minha casa. 24.Pois vos digo: nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará a minha ceia.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 12,5-16a), de impregnar-nos da consciência de que, conforme ensinou o Apóstolo: embora sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. Aquele que é dado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. Ainda conforme as orientações do Apóstolo, que nossa caridade não seja fingida. Que aborreçamos o mal e apeguemo-nos solidamente ao bem, que amemo-nos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantemo-nos em honrar uns aos outros. Não relaxemos em nosso zelo. Sejamos fervorosos de espírito. Sirvamos ao Senhor. Sejamos alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Que socorramos às necessidades dos fiéis. Que nos esmeremos na prática da hospitalidade, bem acolhendo os que se achegam a nós. Que abençoemos os que nos perseguem e não praguejemos contra eles. Alegremo-nos com os que se alegram, choremos com o que choram e vivamos em boa harmonia uns com os outros.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista adaptando-o à realidade atual (Sl 130): Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. 2.Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo. Coloquemos, pois, nossa esperança no Senhor, agora e para sempre.
O Santo Evangelho (Lc 14,15-24) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que é feliz aquele que se senta à mesa no Reino de Deus, porém as pessoas convidadas, chamadas preferencialmente para usufruir da refeição divina tendem a estar ocupadas – com suas propriedades; com seus trabalhos; com seus relacionamentos… Cometem, com isso, a insensatez, a insanidade de desprezar o que há de mais valioso, precioso, maravilhoso… Então a generosidade do Senhor do Reino o leva a convidar a todos – em especial os considerados pelo mundo como “os menos qualificados” – para usufruir as delícias da mesa do Reino. Tal realidade é maravilhosa: os aparentemente “menos dotados”, aqueles que, aos olhos humanos, parecem ser “os menos favorecidos pela sorte” são os grandes felizardos – são os que desfrutam o que a vida tem de melhor: a intimidade com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, vivendo em uma sintonia cada vez mais fina com a presença divina. Tal realidade foi também expressa por Jesus quando disse: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos (Mateus 11,25). E ainda: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus (Mateus 5,3)! Quem tem o coração humilde, não soberbo, definido nas Sagradas Escrituras como coração pobre (em algumas traduções como pobres de espírito), independentemente da classe ou condição social – podendo até ser muito rico aos olhos do mundo – jamais se deixa levar pelas ilusões do mundo, pois sabe que do Senhor é a terra e tudo o que ela encerra e que aqui estamos para servi-lo – e ao próximo!
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que, conforme ensinou o Apóstolo: embora sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. Aquele que é dado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. Que, ainda conforme as orientações do Apóstolo, nossa caridade não seja fingida; que aborreçamos o mal e apeguemo-nos solidamente ao bem; que amemo-nos mutuamente com afeição terna e fraternal; adiantemo-nos em honrar uns aos outros. Que não relaxemos em nosso zelo, mas sejamos fervorosos de espírito, servindo ao Senhor alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Que socorramos às necessidades dos fiéis e nos esmeremos na prática da hospitalidade, bem acolhendo os que se achegam a nós. Que abençoemos os que nos perseguem e não praguejemos contra eles. Alegremo-nos com os que se alegram, choremos com o que choram e vivamos em boa harmonia uns com os outros. Fazemos coro com o louvor orante do salmista adaptando-o à realidade atual (Sl 130): Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. 2.Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo. Coloquemos, pois, nossa esperança no Senhor, agora e para sempre! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que é feliz aquele que se senta à mesa no Reino de Deus, porém as pessoas convidadas, chamadas preferencialmente para usufruir da refeição divina tendem a estar ocupadas – com suas propriedades; com seus trabalhos; com seus relacionamentos… Cometem, com isso, a insensatez, a insanidade de desprezar o que há de mais valioso, precioso, maravilhoso… Então a generosidade do Senhor do Reino o leva a convidar a todos – em especial os considerados pelo mundo como “os menos qualificados” – para usufruir as delícias da mesa do Reino. Tal realidade é maravilhosa: os aparentemente “menos dotados”, aqueles que, aos olhos humanos, parecem ser “os menos favorecidos pela sorte” são os grandes felizardos – são os que desfrutam o que a vida tem de melhor: a intimidade com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, vivendo em uma sintonia cada vez mais fina com a presença divina. Tal realidade foi também expressa por Jesus quando disse: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos (Mateus 11,25). E ainda: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus (Mateus 5,3)! Quem tem o coração humilde, não soberbo, definido nas Sagradas Escrituras como coração pobre (em algumas traduções como pobres de espírito), independentemente da classe ou condição social – podendo até ser muito rico aos olhos do mundo – jamais se deixa levar pelas ilusões do mundo, pois sabe que do Senhor é a terra e tudo o que ela encerra e que aqui estamos para servi-lo – e ao próximo! Que possamos servir cada vez mais denodadamente o Senhor e o próximo e assim usufruir fartamente da mesa do Reino! Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 07 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-07-de-novembro/> Postado em: 06/11/2023 por: marsalima]

São Prosdócimo
São muitos os nomes que soam familiares e típicos de certas localidades italianas, mesmo parecendo insólitos, estranhos ou exclusivos. Tais nomes estão ligados ao culto de um santo local, em muitos casos de um antigo bispo e, em outros, de um mártir.
O nome Prosdócimo, pouco frequente atualmente, para os familiarizados, imediatamente mostra sua origem da região do Vêneto, da cidade de Pádua e, mais tarde, também de Rieti. Isso porque o culto a este santo vem de uma tradição muito antiga, do século II, que homenageia o primeiro bispo de Pádua, de Rieti e, também, padroeiro dessas duas cidades. Segundo narram os registros oficiais da Igreja, Prosdócimo teria evangelizado também toda a Veneza ocidental, numa grande obra de difusão que fixou, definitivamente, o cristianismo no coração daquelas populações.
Até a mais bela imagem dedicada a ele acabou sendo feita por um ilustre artista italiano. Faz parte de um conjunto dedicado a santa Justina, outra mártir célebre daquela região. Na tela, Prosdócimo aparece com o típico atributo do jarro, símbolo da sua incansável atividade de batizador, ou seja, formador do rebanho do Senhor.
Nas várias regiões de Rieti e Pádua, o bispo Prosdócimo teria patrocinado prodígios e milagres, que as mais antigas tradições descrevem com toda a liberdade de expressão, reforçando ainda mais seus exemplos edificantes de fé em Cristo. Às vezes, porém, os poucos documentos tornam mais redundantes as tradições. Como foi o caso deste bispo. Depois de sua morte, encontrou-se o registro citando que a comunidade erguera, fora das muralhas de Pádua, a igreja de Santo Prosdócimo, que mais tarde tornou-se a Basílica de Santa Justina, uma das mais belas da cidade.
A glória do bispo Prosdócimo teria sido, de fato, Justina ter sido convertida por ele. Essa nova cristã soube manter intacta a sua fé, enfrentando o martírio na perseguição de Nero. Entretanto Prosdócimo foi poupado, não havendo nenhum registro, ou tradição, que explique o porquê.
O bispo Prosdócimo morreu naturalmente, carregado de merecimentos e de anos. O seu culto ainda é vigoroso, sendo venerado pelos fiéis, que rezam por sua paternal intercessão nas situações de aflição e desânimo. A Igreja confirmou a sua celebração e, no calendário litúrgico, são Prosdócimo deve ser homenageado no dia 7 de novembro.
O nome Prosdócimo, em grego, significa “esperado”. Ele foi o primeiro evangelizador dessas cidades. De fato, verdadeiramente, o esperado por elas, que ainda eram pagãs. A tradição diz que ele teria sido enviado para atendê-las pelo próprio são Pedro, que para isso o consagrou primeiro bispo de lá.

São Wilibrordo
Wilibrordo nasceu no berço nobre dos Kents, na Inglaterra meridional, em 658. Essa casa real inglesa, desde o século III, forneceu uma grande quantidade de santos fundadores para a Igreja da época, inclusive seu pai, são Wilgide.
Aos cinco anos, seu pai consagrou-o a Cristo e entregou-o aos beneditinos do Mosteiro de York, onde foi educado. Ainda jovem, demonstrou, realmente, vocação religiosa, dando preferência à vida de reclusão. Aos vinte anos, seguiu para a Irlanda, a pátria dos monges, para aperfeiçoar seus conhecimentos teológicos. Pouco antes de completar trinta anos de idade, recebeu ordenação sacerdotal.
Em 690, Wilibrordo seguiu para a primeira e única missão. Junto com outros onze companheiros missionários, foram evangelizar as regiões no norte da Europa, povoadas pelos bárbaros pagãos. O ponto inicial foi a Holanda, antiga Frísia, onde o rei Pepino, que era cristão, os acolheu muito bem. Esse reino tinha acabado de anexar um território, antes dominado pelo duque pagão Ratbodo. Era um lugar selvagem, onde os habitantes não aceitavam o Evangelho, motivo da missão.
Wilibrordo aceitou, mas antes quis receber a aprovação e a bênção do papa Sérgio I, do qual era muito devotado. Em Roma, ganhou não só o apoio como algumas relíquias de santos mártires para serem colocadas nas igrejas que seriam construídas durante o processo da evangelização. Ele foi um grande organizador, um excelente líder, e logo fez muitos progressos. Cinco anos depois, voltou e entregou ao mesmo papa um relatório dos resultados que conseguira. O papa, em agradecimento, consagrou-o bispo de Utrecht, e acrescentou ao seu nome um outro, de origem latina: Clemente.
Ao chegar à Holanda, Wilibrordo fundou a primeira sede episcopal, em Utrecht, e construiu a Catedral do Santíssimo Redentor. Depois, na condição de primeiro bispo, formou uma equipe de bispos auxiliares, conseguindo importantes conversões naquele território. São lendárias e inúmeras as viagens que fez pelo rio Reno em direção à Dinamarca e à Holanda.
Quando seu protetor, o rei Pepino, morreu, parte das terras da Holanda voltaram para o domínio do pagão Ratbodo. Por isso Wilibrordo teve de sair de cena, indo refugiar-se no mosteiro que fundara em Trèves, não muito distante. E ao receber a notícia que também Ratbodo morrera, voltou para sua missão. Nessa ocasião, contou com a ajuda do sobrinho, Bonifácio, outro grande missionário que a Igreja incluiu no seu livro de santos. De maneira que pôde ver o cristianismo consolidar-se no norte da Europa.
Morreu no seu Mosteiro de Echeternach, construído sobre o rio Reno, em 7 de novembro de 739, já bem idoso. A Igreja canonizou-o como o “Apóstolo dos Frisões”. A festa de são Wilibrordo, que ocorre no dia de sua morte, é uma das mais celebradas em toda a Holanda.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 07 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Primeiro Livro dos Macabeus 2, 1.15-28.42-50.65-70
Revolta de Matatias e sua morte
Naqueles dias, ergueu-se Matatias, filho de João, filho de Simeão, sacerdote da linhagem de Joarib, que veio de Jerusalém estabelecer-se em Modin.
Os enviados do rei Antíoco, encarregados de impor a apostasia, vieram à cidade de Modin para organizar sacrifícios. E muitos israelitas obedeceram-lhes. Matatias e seus filhos também foram convocados. Os enviados do rei dirigiram-se a Matatias e disseram-lhe: «Tu és nesta cidade um homem importante e ilustre nesta cidade e tens o apoio dos teus filhos e dos teus irmãos. Sê também o primeiro a cumprir o decreto do rei, como já fizeram todas as nações, os homens de Judá e os que ficaram em Jerusalém. Assim tu e os teus filhos sereis contados entre os amigos do rei e enriquecidos com prata, ouro e muitos presentes».
Matatias respondeu em alta voz: «Ainda que todos os povos do império do rei lhe obedeçam, abandonando o culto dos seus pais e cumprindo as vossas ordens, eu, os meus filhos e os meus irmãos seguiremos a Aliança dos nossos pais. Deus nos livre de abandonar a Lei e os seus preceitos. Não acataremos as ordens do rei, desviando-nos do nosso culto, quer para a direita quer para a esquerda».
Quando ele acabou de falar, aproximou-se um judeu à vista de todos, para oferecer um sacrifício no altar de Modin, de acordo com o decreto real. À vista dele, Matatias inflamou-se de zelo, estremeceu-lhe o coração e, num impulso de justa indignação, lançou-se sobre ele e degolou-o sobre o altar. Em seguida matou o enviado do rei que obrigava a oferecer sacrifícios e demoliu o altar. Assim mostrou o seu zelo pela Lei, tal como fizera Fineias a Zambri, filho de Salom. Então Matatias percorreu a cidade dizendo em altas vozes: «Todo aquele que sentir zelo pela Lei e quiser manter a Aliança, siga-me». Depois fugiram para os montes com os seus filhos, deixando tudo quanto possuíam na cidade.
Juntou-se então a eles um grupo de assideus, israelitas valentes e entusiastas defensores da Lei; e todos os que tinham fugido à perseguição se juntaram a eles e lhes deram apoio. Formaram assim um exército e atacaram com ira os pecadores e os ímpios com furor. Os restantes procuraram salvar-se entre os gentios.
Matatias e os seus amigos percorreram as cidades, demoliram os altares, obrigando a circuncidar os meninos ainda não circuncidados que encontraram no território de Israel. Perseguiram os rebeldes e foram bem sucedidos. Arrancaram a Lei das mãos dos gentios e dos reis e impediram o triunfo dos pecadores.
Ao aproximar-se o fim da vida, Matatias disse aos filhos: «Agora triunfa a soberba e a ignomínia, é tempo de perseguição e de ira violenta. Portanto, meus filhos, mostrai-vos zelosos pela Lei e oferecei a vossa vida pela Aliança dos nossos pais.
Sei que o vosso irmão Simeão é homem prudente; obedecei-lhe sempre, e ele será o vosso pai. Judas Macabeu, homem valente e guerreiro desde a sua juventude, será o vosso chefe na guerra contra os gentios. Juntai à vossa volta todos os que praticam a Lei e vingai os ultrajes do vosso povo. Dai aos gentios o que eles merecem e observai os preceitos da Lei».
Depois abençoou-os e foi reunir-se a seus pais. Morreu no ano cento e quarenta e seis e foi sepultado no túmulo de seus pais em Modin. Todo o Israel o chorou amargamente.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Constituição pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja no mundo contemporâneo
(Nn.88-90) (Sec. XX)
A missão dos cristãos na edificação da paz
Os cristãos cooperem de bom grado e generosamente na construção da ordem internacional, com verdadeiro respeito pelas liberdades legítimas e na sincera fraternidade entre todos; e isso com tanto maior razão, quanto é certo que a maior parte da humanidade sofre ainda de tanta miséria que pode dizer-se que é o próprio Cristo na pessoa dos pobres que em alta voz apela para a caridade dos seus discípulos. Não se dê aos homens este escândalo de haver algumas nações, cuja população não raramente é em maioria cristã, que vivem na abundância de bens, enquanto outras não têm o necessário para viver e são atormentadas pela fome, pela doença e por toda a espécie de misérias. O espírito de pobreza e de caridade é a glória e o testemunho da Igreja de Cristo.
Portanto, devem ser louvados e encorajados aqueles cristãos, sobretudo os jovens, que se oferecem espontaneamente para ir em auxílio de outros homens e povos. Além disso, é dever de todo o povo de Deus, precedido pela palavra e exemplo dos bispos, aliviar quanto lhe for possível as misérias do nosso tempo; e isto, como era costume antigo da Igreja, não somente dando o supérfluo mas também do necessário.
O modo de reunir e distribuir estas contribuições, sem ter de ser organizado de forma rígida e uniforme, deve no entanto ser regulado com uma certa ordem nas dioceses, nas nações e em todo o mundo; e onde parecer oportuno, a ação dos católicos deve unir-se à dos outros irmãos cristãos. Porque o espírito de caridade, longe de impedir o exercício prudente e ordenado da atividade social e caritativa, antes o exige. Por isso é necessário que os que desejam dedicar-se ao serviço dos povos subdesenvolvidos recebam conveniente formação em instituições especializadas.
A Igreja deve estar sempre presente na comunidade das nações para favorecer e estimular a cooperação entre os homens, tanto por meio das suas instituições públicas como pela sincera e plena colaboração de todos os cristãos, inspirada apenas pelo desejo de ser útil a todos.
Este resultado será alcançado mais eficazmente, se os fiéis, conscientes da sua responsabilidade humana e cristã, procurarem despertar no seu próprio meio o desejo duma generosa cooperação com a comunidade internacional. A este propósito, tanto na educação religiosa como na educação cívica, dedique-se particular atenção à formação dos jovens.
Finalmente, é muito conveniente que os católicos, para bem cumprirem a sua missão na comunidade internacional, procurem colaborar, ativa e positivamente, quer com os irmãos que com eles professam a caridade evangélica, quer com todos os homens que desejam verdadeiramente a paz.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
1 Jo 4, 14-15
Nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o Filho como Salvador do mundo. Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Jer 22, 3
Praticai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor. Não deixeis que o estrangeiro, o órfão e a viúva sofram vexames e violências. Não derrameis sangue inocente.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Deut 15, 7-8
Se houver no meio de ti um pobre entre os teus irmãos, em alguma das tuas cidades, na terra que o Senhor teu Deus te há-de dar, não endurecerás o teu coração nem fecharás a mão diante do teu irmão pobre; mas abrir-lhe-ás a mão e emprestar-lhe-ás segundo as necessidades da sua indigência.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Prov 22, 22-23
Não roubes o pobre, porque é pobre; nem oprimas o infeliz às portas da cidade. Porque o Senhor advogará a sua causa e tirará a vida aos opressores.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Rom 12, 9-12
Seja a vossa caridade sem fingimento. Detestai o mal e aderi ao bem. Amai-vos uns aos outros com amor fraterno. Rivalizai uns com os outros na estima recíproca. Não sejais indolentes no zelo, mas fervorosos no espírito. Dedicai-vos ao serviço do Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
