LITURGIA DE 07 DE NOVEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
7 de novembro de 2023LITURGIA DE 09 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUINTA-FEIRA – BASÍLICA DE LATRÃO – CATEDRAL DE ROMA (ANO A)
9 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 08/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 13, 8-10), de manter a conduta irrepreensível, vivendo com rigorosa probidade, de modo a não ficar devendo nada a ninguém; porém cientes de que somos todos, sim, devedores de algo uns para com os outros: o amor. Essa dívida tem origem no imenso amor que recebemos de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, que nos concedeu a dádiva da vida e tudo o que temos de mais valioso – sendo tudo o mais secundário, acessório e somente o conseguimos a partir do que recebemos de Deus. Cumpre-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que é infinito o amor com que fomos e somos amados. Por isso devemos amar intensamente os nossos semelhantes, como tributo de gratidão – e buscar compenetrar-nos profundamente do que significa praticar o amor. A princípio, amar implica, conforme o Antigo Testamento, em não cometer adultério, não matar, não furtar, não cobiçar o que é do próximo… ou seja, nada fazer que possa vir a prejudicar o próximo. Porém o amor ensinado por Jesus vai muito além: ele resumiu toda a antiga lei na sentença “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”; a partir dessa afirmação, o Apóstolo assevera que a caridade não pratica o mal contra o próximo e é, portanto, o pleno cumprimento da lei. Mas Jesus também ensinou: Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros (João 13,34). Jesus institui, com esse novo mandamento, o amor pleno, que supera o “não prejudicar”. Esse amor em plenitude implica no sacrifício de si, no dar a vida pelo próximo, com a intensa dedicação ao Reino de Deus – se necessário for, até o martírio, como fez o próprio Jesus e os que santificaram suas vidas seguindo seu exemplo até as últimas consequências. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 111): Aleluia. Feliz o homem que teme o Senhor, e põe o seu prazer em observar os seus mandamentos. 2.Será poderosa sua descendência na terra, e bendita a raça dos homens retos. 3.Suntuosa riqueza haverá em sua casa, e para sempre durará sua abundância [tendo-se muitas ou poucas posses, se são abençoadas, conquistadas com dignidade, consistirão em suntuosa riqueza! Como ensina a sabedoria popular: o pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada!]. 4.Como luz, se eleva, nas trevas, para os retos, o homem benfazejo, misericordioso e justo. 5.Feliz o homem que se compadece e empresta, que regula suas ações pela justiça. 6.Nada jamais o há de abalar: eterna será a memória do justo. 7.Não temerá notícias funestas, porque seu coração está firme e confiante no Senhor. 8.Inabalável é seu coração, livre de medo, até que possa ver confundidos os seus adversários. 9.Com largueza distribuiu, deu aos pobres; sua liberalidade permanecerá para sempre. Pode levantar a cabeça com altivez. 10.O pecador, porém, não pode vê-lo sem inveja, range os dentes e definha; anulam-se, assim, os desejos dos maus. O Santo Evangelho (Lc 14,25-33) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que o seguimento de Jesus requer de nós devotar-lhe um amor superior ao que se tem por pai, mãe, mulher, filhos, irmãos – e até ao amor que se tem pela própria vida. Seguir Jesus, ser seu discípulo, implica em colocá-lo em primeiro lugar, consolidando com isso a obediência ao primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas. A princípio isso aparenta ser exigência extremada, acima de nossas capacidades, porém também nisso – como em tudo – obedecer Jesus, colocar em prática sua palavra, constitui-se fonte de inestimáveis bênçãos. Cumpre-nos, pois, compreender: se colocarmos algo na frente desse amor divino a Jesus, à Trindade, ao Reino, nos desviaremos e perderemos a graça que o próprio Jesus enunciou: Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo (Mateu 6,33). Confiemos, pois e usufruamos da profunda consolação de que, dedicando-nos ao Reino, sendo discípulos fiéis de Jesus, amaremos com um amor imensamente maior e faremos muito mais felizes os nossos entes queridos: pai, mãe, mulher, filhos, irmãos… Se tivermos de entregar a própria vida por amor a Jesus, recordemos o ensinamento do Apóstolo de que morrer no Senhor é lucro (Fil 1,21), pois receberemos a vida eterna. Ou seja, tudo que entregamos a Jesus, recebemos multiplicado, potencializado – tanto em quantidade quanto em qualidade – desde que o façamos por amor e não por cálculo. É o que podemos denominar de “lógica divina”, da qual a lógica humana se constitui pálido reflexo. Cumpre-nos tomar e carregar a cruz e seguir Jesus, cientes de que é a forma mais sensata de construir uma vida repleta dos atributos mais maravilhosos que possamos imaginar. Edifiquemos, pois, o melhor que pudermos, com cada instante de nossas vidas, que cada momento se constitua um degrau que conduz à feliz eternidade. Lutemos o bom combate, empreendamos a carreira do amor a Deus e ao próximo – é o que nos levará à única vitória que realmente importa!
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Não me abandoneis jamais, Senhor, meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação! (Sl 37,22).
Oração do dia
– Ó Deus de poder e misericórdia, que concedeis a vossos filhos e filhas a graça de vos servir como devem, fazei que corramos livremente ao encontro das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 13, 8-10
Salmo Responsorial: Sl 111
– Feliz quem tem piedade e empresta!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Felizes sereis vós se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus (1Pd 4,14)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 14,25-33
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Rm 13, 8-10): A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco; porque aquele que ama o seu próximo cumpriu toda a lei. 9Pois os preceitos: Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e ainda outros mandamentos que existam, eles se resumem nestas palavras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 10.A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 111): Aleluia. Feliz o homem que teme o Senhor, e põe o seu prazer em observar os seus mandamentos. 2.Será poderosa sua descendência na terra, e bendita a raça dos homens retos. 3.Suntuosa riqueza haverá em sua casa, e para sempre durará sua abundância. 4.Como luz, se eleva, nas trevas, para os retos, o homem benfazejo, misericordioso e justo. 5.Feliz o homem que se compadece e empresta, que regula suas ações pela justiça. 6.Nada jamais o há de abalar: eterna será a memória do justo. 7.Não temerá notícias funestas, porque seu coração está firme e confiante no Senhor. 8.Inabalável é seu coração, livre de medo, até que possa ver confundidos os seus adversários. 9.Com largueza distribuiu, deu aos pobres; sua liberalidade permanecerá para sempre. Pode levantar a cabeça com altivez. 10.O pecador, porém, não pode vê-lo sem inveja, range os dentes e definha; anulam-se, assim, os desejos dos maus.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 14,25-33): Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes: 26.“Se alguém vem a mim e se não me ama mais que seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27.E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo. 28.Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? 29.Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele, 30.dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar. 31.Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? 32.De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz. 33.Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 13, 8-10), de manter a conduta irrepreensível, vivendo com rigorosa probidade, de modo a não ficar devendo nada a ninguém; porém cientes de que somos todos, sim, devedores de algo uns para com os outros: o amor. Essa dívida tem origem no imenso amor que recebemos de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, que nos concedeu a dádiva da vida e tudo o que temos de mais valioso – sendo tudo o mais secundário, acessório e somente o conseguimos a partir do que recebemos de Deus. Cumpre-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que é infinito o amor com que fomos e somos amados. Por isso devemos amar intensamente os nossos semelhantes, como tributo de gratidão – e buscar compenetrar-nos profundamente do que significa praticar o amor. A princípio, amar implica, conforme o Antigo Testamento, em não cometer adultério, não matar, não furtar, não cobiçar o que é do próximo… ou seja, nada fazer que possa vir a prejudicar o próximo. Porém o amor ensinado por Jesus vai muito além: ele resumiu toda a antiga lei na sentença “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”; a partir dessa afirmação, o Apóstolo assevera que a caridade não pratica o mal contra o próximo e é, portanto, o pleno cumprimento da lei. Mas Jesus também ensinou: Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros (João 13,34). Jesus institui, com esse novo mandamento, o amor pleno, que supera o “não prejudicar”. Esse amor em plenitude implica no sacrifício de si, no dar a vida pelo próximo, com a intensa dedicação ao Reino de Deus – se necessário for, até o martírio, como fez o próprio Jesus e os que santificaram suas vidas seguindo seu exemplo até as últimas consequências.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 111): Aleluia. Feliz o homem que teme o Senhor, e põe o seu prazer em observar os seus mandamentos. 2.Será poderosa sua descendência na terra, e bendita a raça dos homens retos. 3.Suntuosa riqueza haverá em sua casa, e para sempre durará sua abundância [tendo-se muitas ou poucas posses, se são abençoadas, conquistadas com dignidade, consistirão em suntuosa riqueza! Como ensina a sabedoria popular: o pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada!]. 4.Como luz, se eleva, nas trevas, para os retos, o homem benfazejo, misericordioso e justo. 5.Feliz o homem que se compadece e empresta, que regula suas ações pela justiça. 6.Nada jamais o há de abalar: eterna será a memória do justo. 7.Não temerá notícias funestas, porque seu coração está firme e confiante no Senhor. 8.Inabalável é seu coração, livre de medo, até que possa ver confundidos os seus adversários. 9.Com largueza distribuiu, deu aos pobres; sua liberalidade permanecerá para sempre. Pode levantar a cabeça com altivez. 10.O pecador, porém, não pode vê-lo sem inveja, range os dentes e definha; anulam-se, assim, os desejos dos maus.
O Santo Evangelho (Lc 14,25-33) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que o seguimento de Jesus requer de nós devotar-lhe um amor superior ao que se tem por pai, mãe, mulher, filhos, irmãos – e até ao amor que se tem pela própria vida. Seguir Jesus, ser seu discípulo, implica em colocá-lo em primeiro lugar, consolidando com isso a obediência ao primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas. A princípio isso aparenta ser exigência extremada, acima de nossas capacidades, porém também nisso – como em tudo – obedecer Jesus, colocar em prática sua palavra, constitui-se fonte de inestimáveis bênçãos. Cumpre-nos, pois, compreender: se colocarmos algo na frente desse amor divino a Jesus, à Trindade, ao Reino, nos desviaremos e perderemos a graça que o próprio Jesus enunciou: Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo (Mateu 6,33). Confiemos, pois e usufruamos da profunda consolação de que, dedicando-nos ao Reino, sendo discípulos fiéis de Jesus, amaremos com um amor imensamente maior e faremos muito mais felizes os nossos entes queridos: pai, mãe, mulher, filhos, irmãos… Se tivermos de entregar a própria vida por amor a Jesus, recordemos o ensinamento do Apóstolo de que morrer no Senhor é lucro (Fil 1,21), pois receberemos a vida eterna. Ou seja, tudo que entregamos a Jesus, recebemos multiplicado, potencializado – tanto em quantidade quanto em qualidade – desde que o façamos por amor e não por cálculo. É o que podemos denominar de “lógica divina”, da qual a lógica humana se constitui pálido reflexo. Cumpre-nos tomar e carregar a cruz e seguir Jesus, cientes de que é a forma mais sensata de construir uma vida repleta dos atributos mais maravilhosos que possamos imaginar. Edifiquemos, pois, o melhor que pudermos, com cada instante de nossas vidas, que cada momento se constitua um degrau que conduz à feliz eternidade. Lutemos o bom combate, empreendamos a carreira do amor a Deus e ao próximo – é o que nos levará à única vitória que realmente importa!
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para mantermos nossas condutas irrepreensíveis, vivendo com rigorosa probidade, de modo a não ficar devendo nada a ninguém; porém cientes de que somos todos, sim, devedores de algo uns para com os outros: o amor. Essa dívida tem origem no imenso amor que recebemos de vós, ó Deus Pai, Filho e Espírito Santo, que nos concedestes a dádiva da vida e tudo o que temos de mais valioso – sendo tudo o mais secundário, acessório e somente o conseguimos a partir do que recebemos de vós! Cumpre-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que é infinito o amor com que fomos e somos amados. Por isso devemos amar intensamente os nossos semelhantes, como tributo de gratidão – e buscar compenetrar-nos profundamente do que significa praticar o amor. A princípio, amar implica, conforme o Antigo Testamento, em não cometer adultério, não matar, não furtar, não cobiçar o que é do próximo… ou seja, nada fazer que possa vir a prejudicar o próximo. Porém o amor ensinado por Jesus vai muito além: ele resumiu toda a antiga lei na sentença “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”; a partir dessa afirmação, o Apóstolo assevera que a caridade não pratica o mal contra o próximo e é, portanto, o pleno cumprimento da lei. Mas Jesus também ensinou: Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros (João 13,34). Jesus institui, com esse novo mandamento, o amor pleno, que supera o “não prejudicar”. Esse amor em plenitude implica no sacrifício de si, no dar a vida pelo próximo, com a intensa dedicação ao Reino de Deus – se necessário for, até o martírio, como fez o próprio Jesus e os que santificaram suas vidas seguindo seu exemplo até as últimas consequências. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 111): Aleluia. Feliz o homem que teme o Senhor, e põe o seu prazer em observar os seus mandamentos. 2.Será poderosa sua descendência na terra, e bendita a raça dos homens retos. 3.Suntuosa riqueza haverá em sua casa, e para sempre durará sua abundância [cientes de que, tendo muitas ou poucas posses, se são abençoadas, conquistadas com dignidade, consistirão em suntuosa riqueza! Como ensina a sabedoria popular: o pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada!]. 4.Como luz, se eleva, nas trevas, para os retos, o homem benfazejo, misericordioso e justo. 5.Feliz o homem que se compadece e empresta, que regula suas ações pela justiça. 6.Nada jamais o há de abalar: eterna será a memória do justo. 7.Não temerá notícias funestas, porque seu coração está firme e confiante no Senhor. 8.Inabalável é seu coração, livre de medo, até que possa ver confundidos os seus adversários. 9.Com largueza distribuiu, deu aos pobres; sua liberalidade permanecerá para sempre. Pode levantar a cabeça com altivez. 10.O pecador, porém, não pode vê-lo sem inveja, range os dentes e definha; anulam-se, assim, os desejos dos maus. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que o seguimento de Jesus requer de nós devotar-lhe um amor superior ao que se tem por pai, mãe, mulher, filhos, irmãos – e até ao amor que se tem pela própria vida. Seguir Jesus, ser seu discípulo, implica em colocá-lo em primeiro lugar, consolidando com isso a obediência ao primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas. A princípio isso aparenta ser exigência extremada, acima de nossas capacidades, porém também nisso – como em tudo – obedecer Jesus, colocar em prática sua palavra, constitui-se fonte de inestimáveis bênçãos. Cumpre-nos, pois, compreender: se colocarmos algo na frente desse amor divino a Jesus, à Trindade, ao Reino, nos desviaremos e perderemos a graça que o próprio Jesus enunciou: Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo (Mateu 6,33). Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que confiemos e usufruamos da profunda consolação que provém da dedicação ao Reino, de ser discípulo fiel de Jesus, pois fazendo isso amaremos com um amor imensamente maior e faremos muito mais felizes os nossos entes queridos: pai, mãe, mulher, filhos, irmãos… E se tivermos de entregar a própria vida por amor a Jesus, recordemos o ensinamento do Apóstolo de que morrer no Senhor é lucro (Fil 1,21), pois receberemos a vida eterna. Ou seja, tudo que entregamos a Jesus, recebemos multiplicado, potencializado – tanto em quantidade quanto em qualidade – desde que o façamos por amor e não por cálculo. É o que se pode denominar de “lógica divina”, da qual a lógica humana se constitui pálido reflexo. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para tomar e carregar a cruz e seguir Jesus, cientes de que é a forma mais sensata de construir uma vida repleta dos atributos mais maravilhosos que possamos imaginar. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para edificarmos o melhor que pudermos com cada instante de nossas vidas – que cada momento se constitua um degrau que conduz à feliz eternidade. Que lutemos o bom combate, empreendamos a carreira do amor a Deus e ao próximo, cientes de que é o que nos levará à única vitória que realmente importa! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 08 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-08-de-novembro/> Postado em: 07/11/2023 por: marsalima]

São Godofredo
Os pais de Godofredo rezaram muito para que Deus lhes desse um herdeiro. Até que, em 1066, ele nasceu no castelo da família em Soissons, onde foi batizado com um nome que já apontava a direção que seguiria. Godofredo quer dizer paz de Deus, e foi o que este francês espalhou por onde passou durante toda a vida.
Com cinco anos, foi entregue para ser educado pelos monges beneditinos e do convívio com a religiosidade nunca mais se afastou. Quando a educação se completou, foi para o Convento de São Quintino e ordenou-se sacerdote aos vinte e cinco anos de idade.
A sua integridade de caráter, profundidade nos conhecimentos dos assuntos da fé, bem como a visão social que demonstrava, logo chamaram a atenção dos superiores. Tanto que foi nomeado abade do Convento de Nogent, com a delicada missão de restabelecer as regras disciplinares dos monges, muito afastados do ideal da vida cristã. Em poucos anos a comunidade mudou completamente, tornando-se um centro que atraía religiosos de outras localidades que ali passaram a buscar orientação e conselhos de Godofredo.
Quando os monges de um convento famoso, rico e poderoso o convidaram para ser o abade, ele recusou. O que desejava era viver no seguimento de Cristo, dedicando-se à caridade e trabalhando no amparo e proteção aos pobres e doentes, e não o poder ou a ostentação. Era comum ver os mendigos e leprosos participando da sua mesa, pois acolhia todos os necessitados com abrigo e esmolas fartas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a eleger Godofredo bispo de Amiens, mas ele só aceitou a diocese depois de receber ordem escrita do próprio papa.
Outra missão difícil para Godofredo. Lá, os ricos e poderosos preferiam a vida de muitos vícios, prazeres e luxos, sem nenhuma virtude nem ligação com os ensinamentos cristãos. Começou empregando toda a força e eloquência de sua pregação contra esses abusos, denunciando-os do próprio púlpito, ´o que quase lhe causou a morte num atentado encomendado. Colocaram veneno em seu vinho, mas o plano foi descoberto antes.
Considerando-se inapto, renunciou ao cargo e retirou-se para um local ermo. Só que nem os superiores, nem o povo aceitaram a demissão e Godofredo foi reconduzido ao cargo. Mas foi por pouco tempo. Durante uma peregrinação à igreja de São Crispim e São Crispiniano, situada em Soissons, sua cidade natal, ele adoeceu. Morreu no dia 8 de novembro de 1115, no convento dedicada aos dois santos padroeiros dos sapateiros, onde foi enterrado.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 08 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Primeiro Livro dos Macabeus 3, 1-26
Judas Macabeu
Naqueles dias, sucedeu a Matatias seu filho Judas, chamado Macabeu. Os seus irmãos e todos os que tinham seguido seu pai ajudaram-no com entusiasmo a fazer a guerra de Israel.
Aumentou assim a glória do seu povo, vestiu a couraça como um herói, cingiu as armas da guerra, travou combates e protegeu o acampamento com a espada. Tornou-se semelhante a um leão nas suas grandes façanhas, a um leãozinho que ruge diante da presa. Perseguiu os ímpios nos seus esconderijos e entregou às chamas os opressores do seu povo. Os ímpios encheram-se de medo, os agentes do mal estremeceram, e a libertação teve grande êxito em suas mãos. Amargurou a vida de muitos reis e alegrou Jacob com as suas façanhas. A sua memória será para sempre abençoada. Percorreu as cidades de Judá, destruiu os ímpios e afastou de Israel a ira divina. A sua fama chegou aos confins da terra e reuniu os que estavam dispersos.
Então Apolônio reuniu os pagãos e um poderoso exército da Samaria para combater Israel. Logo que Judas o soube, saiu-lhe ao encontro, derrotou-o e matou-o. Muitos morreram e os restantes fugiram. Apoderaram-se dos seus despojos, e Judas ficou com a espada de Apolônio e combateu com ela durante toda a sua vida.
Entretanto Seron, comandante do exército da Síria, soube que Judas tinha reunido um grupo numeroso de homens fiéis à Lei e decididos a combater a seu lado. Disse então: «Hei-de tornar-me célebre e cobrir-me de glória no reino: vou lutar contra Judas e seus companheiros que desprezaram os decretos do rei». Pôs-se em campo com um poderoso exército de infiéis, para o ajudarem a castigar os filhos de Israel.
Próximo da subida de bet-Horon, Judas saiu-lhe ao encontro com poucos homens. Ao verem o exército que vinha ao seu encontro, estes disseram a Judas: «Como poderemos nós, sendo tão poucos, lutar contra tão poderosa multidão? Além disso estamos exaustos, porque ainda hoje não comemos».
Judas respondeu-lhes:«É fácil que muitos homens caiam nas mãos de poucos, e para o Céu é indiferente salvar com muitos ou com poucos, porque a vitória na guerra não depende da grandeza dos exércitos mas da força que vem do Céu. Eles marcham contra nós cheios de furor e de maldade, para nos exterminar a nós, às nossas mulheres e aos nossos filhos, e para levarem os nossos despojos. Nós, porém, combatemos pelas nossas vidas e pelas nossas leis. Deus os destruirá diante de nós; não tenhais medo deles».
Quando acabou de falar, Judas atacou-os de improviso, e Seron e o seu exército foram desbaratados por ele. Perseguiram-no pela descida de bet-Horon até à planície. Ficaram mortos no campo uns oitocentos homens, e os restantes fugiram para a terra dos filisteus. Judas e os seus irmãos começaram a ser temidos e o terror espalhou-se pelos povos vizinhos. A sua fama chegou até ao rei, e em todas as nações se falava dos combates de Judas.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Catequeses de São Cirilo de Jerusalém, bispo
(Cat. 5, De fide et symbolo, 10-11: PG 33, 518-519) (Sec. IV)
O poder da fé está acima das forças humanas
Há duas espécies de fé, embora se designem ambas com o mesmo termo. uma é a fé que se refere aos dogmas e que exige da alma o conhecimento e aceitação de algumas verdades. Esta fé é necessária à salvação da alma, segundo as palavras do Senhor: Quem escuta as minhas palavras e acredita n’Aquele que Me enviou tem a vida eterna e não incorre em condenação; e também: Quem acredita no Filho não será condenado, mas passa da morte à vida.
Como é grande a bondade de Deus para com os homens! Os justos agradaram a Deus com o esforço de muitos anos. Mas o que eles conseguiram em muitos anos de serviço agradável a Deus, é-te concedido por Jesus em breves momentos. Efetivamente, se acreditares que Jesus Cristo é o Senhor e que Deus O ressuscitou de entre os mortos, serás salvo e conduzido ao Paraíso pelo mesmo que levou ao seu reino o bom ladrão. E não duvides de tal possibilidade, pois Aquele mesmo que salvou o bom ladrão por um momento de fé no santo Gólgota, salvar-te-á também a ti se acreditares.
A outra espécie de fé é a que Cristo concede como graça especial. A um é dada pelo Espírito a linguagem da sabedoria; a outro a linguagem da ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro a fé, por meio do mesmo Espírito; a outro o dom das curas, pelo mesmo Espírito.
Esta fé, que o Espírito concede como graça especial, não se refere somente aos dogmas, mas dá também um poder que ultrapassa as forças do homem. Quem tem esta fé poderá dizer a um monte: ‘Passa-te daqui para ali’, e ele obedecerá. Quando alguém, movido pela fé, disser isto e acreditar verdadeiramente que assim acontecerá, sem qualquer dúvida no íntimo do coração, então recebe essa graça.
É desta fé que se diz: Se tiverdes fé como um grão de mostarda… Porque assim como o grão de mostarda, que é de tamanho tão pequeno mas de uma vitalidade semelhante à do fogo, quando é semeado, ainda que seja num recinto pequeno, lança ramos frondosos e cresce, até poder abrigar as aves do céu, assim também a fé opera num instante grandes maravilhas na alma. Iluminada pela fé, a alma tem a imagem de Deus e chega a contemplar o próprio Deus, na medida em que isto é possível. ultrapassa os limites do universo e entrevê, ainda antes da consumação da vida presente, o juízo [futuro] e a realização da recompensa prometida.
Procura, pois, ter aquela fé que depende de ti e que te orienta para Deus, a fim de que Deus te conceda a fé que atua acima das forças humanas.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Job 1, 21; 2, 10b
Saí nu do ventre de minha mãe, e nu para ele voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor. Se aceitamos os bens da mão de Deus, porque não havemos de aceitar também os males?
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Cor 13, 4-7
A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento, não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
1 Cor 13, 8-9.13
O dom da profecia acabará, o dom das línguas há-de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca. De maneira imperfeita conhecemos, de maneira imperfeita profetizamos. Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Col 3, 14-15
Acima de tudo, revesti-vos da caridade que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só Corpo. E vivei em ação de graças.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Ef 3, 20-21
Deus, pelo poder que exerce em nós, é capaz de fazer mais, imensamente mais do que possamos pedir ou imaginar. Glória a Ele, na Igreja e em Cristo Jesus, em todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Amém!
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

1 Comment
E muito bom estar com Deus aqui.