LITURGIA DE 08 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
8 de novembro de 2023LITURGIA DE 10 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEXTA-FEIRA – SÃO LEÃO MAGNO – PAPA E DOUTOR (ANO A)
10 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 09/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Ez 47,1-2.8-9.12), de impregnar-nos da consciência de que as águas espirituais que jorram do templo e se lançam para fora dele tornam mais saudáveis os locais por onde correm, vivificando e fazendo proliferar saudavelmente o que é da natureza que prolifere. Nas margens dos locais por onde passam suscitam o crescimento de organismos saudáveis que não cessam de produzir alimento e remédio. Tais palavras evocam a recordação do lado aberto de Cristo na cruz pelo golpe da lança, de onde saiu sangue e água, os quais são simbolizados na imagem do Cristo Misericordioso como raios de luz de cores branca e vermelha. O que jorra dos templos, em nossas Igrejas, onde Jesus se manifesta na celebração da Palavra de Deus e da Eucaristia, são correntes desse amor misericordioso de Jesus que, certamente, tornam mais saudáveis os locais por onde passam – sendo os condutores de tais correntes de amor as pessoas que as recebem nos templos. Os efeitos desse correr incessante do amor crístico incluem a formação (ou a vivificação pelo amor misericordioso de Jesus), “nas margens”, ou seja, ao redor daqueles que atuam como condutores dos efeitos da Palavra e da Eucaristia (tendo por elas transformadas suas vidas), de instituições saudáveis, que produzem frutos de toda ordem, os quais suprem necessidades e aliviam sofrimentos. Quem se deixa impregnar pelas correntes do amor misericordioso de Jesus se torna sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14), iluminando, sanando e impregnando de sabor divino – do amor de Jesus – tudo com que toma contato. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 45): 2.Deus é nosso refúgio e nossa força, mostrou-se nosso amparo nas tribulações. 3.Por isso a terra pode tremer, nada tememos; as próprias montanhas podem se afundar nos mares. 4.Ainda que as águas tumultuem e estuem e venham abalar os montes, está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó. 5.Os braços de um rio alegram a cidade de Deus, o santuário do Altíssimo. 6.Deus está no seu centro, ela é inabalável; desde o amanhecer, já Deus lhe vem em socorro. 7.Agitaram-se as nações, vacilaram os reinos; apenas ressoou sua voz, tremeu a terra. 8.Está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó.9. Vinde admirar as obras do Senhor, os prodígios que ele fez sobre a terra. 10.Reprimiu as guerras em toda a extensão da terra; partiu os arcos, quebrou as lanças, queimou os escudos. 11.Parai, disse ele, e reconhecei que sou Deus; que domino sobre as nações e sobre toda a terra. 12.Está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que, quando se busca o Senhor, quando se coloca o viver sob os seus auspícios, esses são os efeitos: ele se torna nosso refúgio, nossa força, amparo nas tribulações e garante a paz. Porém à medida que nos afastamos dele – e isso vale tanto para o indivíduo quanto para grupos e mesmo a espécie humana como um todo – perdemos tudo isso e nos deparamos com os amargos frutos de nossa insensatez. O Santo Evangelho (Jo 2,13-22) compele-nos em especial a zelar para que a casa do Pai não se torne local de comércio. Insta-nos a impregnar-nos da consciência de que seremos energicamente repreendidos caso persistamos em práticas que não se coadunem com o respeito que devemos ter com a casa de Deus e, por extensão, para com tudo o que é sagrado – inclusive para com nosso próprio corpo, que é morada do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). Cumpre-nos, pois, buscar a compreensão profunda do sagrado, não nos limitando à superficialidade das aparências.
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Eu vi a cidade santa, a nova Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, ornada como a noiva que se preparou para o seu noivo (Ap 21,2).
Oração do dia
– Ó Deus, que edificais o vosso templo eterno com pedras vivas e escolhidas, difundi na vossa Igreja o Espírito que lhe destes, para que vosso povo cresça sempre mais, construindo a Jerusalém celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Ez 47,1-2.8-9.12
Salmo Responsorial: Sl 45
– Os braços de um rio vêm trazer alegria à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Esta casa eu escolhi e santifiquei, para nela estar meu nome para sempre (2Cr 7,16).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 2,13-22
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Ez 47,1-2.8-9.12): Conduziu-me então à entrada do templo. Eis que águas jorravam de sob o limiar do edifício, em direção ao oriente (porque a fachada do templo olhava para o oriente). Essa água escorria por baixo do lado direito do templo, ao sul do altar. 2.Fez-me sair pela porta do norte e contornar o templo do lado de fora até o pórtico exterior oriental; eu vi a água brotar do lado sul. 8.Essas águas, disse-me ele, dirigem-se para a parte oriental, elas descem à planície do Jordão; elas se lançarão no mar, de sorte que suas águas se tornarão mais saudáveis. 9.Em toda parte aonde chegar a corrente, todo animal que se move na água poderá viver, e haverá lá grande quantidade de peixes. Tudo o que essa água atingir se tornará são e saudável e em toda parte aonde chegar a torrente haverá vida. 12.Ao longo da torrente, em cada uma de suas margens, crescerão árvores frutíferas de toda espécie, e sua folhagem não murchará, e não cessarão jamais de dar frutos: todos os meses frutos novos, porque essas águas vêm do santuário. Seus frutos serão comestíveis e suas folhas servirão de remédio.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 45): Ao mestre de canto. Dos filhos de Coré. Cântico para voz de soprano. 2.Deus é nosso refúgio e nossa força, mostrou-se nosso amparo nas tribulações. 3.Por isso a terra pode tremer, nada tememos; as próprias montanhas podem se afundar nos mares. 4.Ainda que as águas tumultuem e estuem e venham abalar os montes, está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó. 5.Os braços de um rio alegram a cidade de Deus, o santuário do Altíssimo. 6.Deus está no seu centro, ela é inabalável; desde o amanhecer, já Deus lhe vem em socorro. 7.Agitaram-se as nações, vacilaram os reinos; apenas ressoou sua voz, tremeu a terra. 8.Está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó.9. Vinde admirar as obras do Senhor, os prodígios que ele fez sobre a terra. 10.Reprimiu as guerras em toda a extensão da terra; partiu os arcos, quebrou as lanças, queimou os escudos. 11.Parai, disse ele, e reconhecei que sou Deus; que domino sobre as nações e sobre toda a terra. 12.Está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 2,13-22): Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14.Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas. 15.Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. 16.Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes. 17.Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome (Sl 68,10). 18.Perguntaram-lhe os judeus: Que sinal nos apresentas tu, para procederes deste modo? 19.Respondeu-lhes Jesus: Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias. 20.Os judeus replicaram: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias?! 21.Mas ele falava do templo do seu corpo. 22.Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Ez 47,1-2.8-9.12), de impregnar-nos da consciência de que as águas espirituais que jorram do templo e se lançam para fora dele tornam mais saudáveis os locais por onde correm, vivificando e fazendo proliferar saudavelmente o que é da natureza que prolifere. Nas margens dos locais por onde passam suscitam o crescimento de organismos saudáveis que não cessam de produzir alimento e remédio. Tais palavras evocam a recordação do lado aberto de Cristo na cruz pelo golpe da lança, de onde saiu sangue e água, os quais são simbolizados na imagem do Cristo Misericordioso como raios de luz de cores branca e vermelha. O que jorra dos templos, em nossas Igrejas, onde Jesus se manifesta na celebração da Palavra de Deus e da Eucaristia, são correntes desse amor misericordioso de Jesus que, certamente, tornam mais saudáveis os locais por onde passam – sendo os condutores de tais correntes de amor as pessoas que as recebem nos templos. Os efeitos desse correr incessante do amor crístico incluem a formação (ou a vivificação pelo amor misericordioso de Jesus), “nas margens”, ou seja, ao redor daqueles que atuam como condutores dos efeitos da Palavra e da Eucaristia (tendo por elas transformadas suas vidas), de instituições saudáveis, que produzem frutos de toda ordem, os quais suprem necessidades e aliviam sofrimentos. Quem se deixa impregnar pelas correntes do amor misericordioso de Jesus se torna sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14), iluminando, sanando e impregnando de sabor divino – do amor de Jesus – tudo com que toma contato.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 45): 2.Deus é nosso refúgio e nossa força, mostrou-se nosso amparo nas tribulações. 3.Por isso a terra pode tremer, nada tememos; as próprias montanhas podem se afundar nos mares. 4.Ainda que as águas tumultuem e estuem e venham abalar os montes, está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó. 5.Os braços de um rio alegram a cidade de Deus, o santuário do Altíssimo. 6.Deus está no seu centro, ela é inabalável; desde o amanhecer, já Deus lhe vem em socorro. 7.Agitaram-se as nações, vacilaram os reinos; apenas ressoou sua voz, tremeu a terra. 8.Está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó.9. Vinde admirar as obras do Senhor, os prodígios que ele fez sobre a terra. 10.Reprimiu as guerras em toda a extensão da terra; partiu os arcos, quebrou as lanças, queimou os escudos. 11.Parai, disse ele, e reconhecei que sou Deus; que domino sobre as nações e sobre toda a terra. 12.Está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que, quando se busca o Senhor, quando se coloca o viver sob os seus auspícios, esses são os efeitos: ele se torna nosso refúgio, nossa força, amparo nas tribulações e garante a paz. Porém à medida que nos afastamos dele – e isso vale tanto para o indivíduo quanto para grupos e mesmo a espécie humana como um todo – perdemos tudo isso e nos deparamos com os amargos frutos de nossa insensatez.
O Santo Evangelho (Jo 2,13-22) compele-nos em especial a zelar para que a casa do Pai não se torne local de comércio. Insta-nos a impregnar-nos da consciência de que seremos energicamente repreendidos caso persistamos em práticas que não se coadunem com o respeito que devemos ter com a casa de Deus e, por extensão, para com tudo o que é sagrado – inclusive para com nosso próprio corpo, que é morada do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). Cumpre-nos, pois, buscar a compreensão profunda do sagrado, não nos limitando à superficialidade das aparências.
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que as águas espirituais que jorram do templo e se lançam para fora dele tornam mais saudáveis os locais por onde correm, vivificando e fazendo proliferar saudavelmente o que é da natureza que prolifere. Nas margens dos locais por onde passam suscitam o crescimento de organismos saudáveis que não cessam de produzir alimento e remédio. Tais palavras evocam a recordação do lado aberto de Cristo na cruz pelo golpe da lança, de onde saiu sangue e água, os quais são simbolizados na imagem do Cristo Misericordioso como raios de luz de cores branca e vermelha. O que jorra dos templos, em nossas Igrejas, onde Jesus se manifesta na celebração da Palavra de Deus e da Eucaristia, são correntes desse amor misericordioso de Jesus que, certamente, tornam mais saudáveis os locais por onde passam – sendo os condutores de tais correntes de amor as pessoas que as recebem nos templos. Os efeitos desse correr incessante do amor crístico incluem a formação (ou a vivificação pelo amor misericordioso de Jesus), “nas margens”, ou seja, ao redor daqueles que atuam como condutores dos efeitos da Palavra e da Eucaristia (tendo por elas transformadas suas vidas), de instituições saudáveis, que produzem frutos de toda ordem, os quais suprem as mais diversas necessidades e aliviam sofrimentos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos por essas correntes do amor misericordioso de Jesus e nos tornemos sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14), iluminando, sanando e impregnando de sabor divino – do amor de Jesus – tudo com que tomarmos contato. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 45): 2.Deus é nosso refúgio e nossa força, mostrou-se nosso amparo nas tribulações. 3.Por isso a terra pode tremer, nada tememos; as próprias montanhas podem se afundar nos mares. 4.Ainda que as águas tumultuem e estuem e venham abalar os montes, está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó. 5.Os braços de um rio alegram a cidade de Deus, o santuário do Altíssimo. 6.Deus está no seu centro, ela é inabalável; desde o amanhecer, já Deus lhe vem em socorro. 7.Agitaram-se as nações, vacilaram os reinos; apenas ressoou sua voz, tremeu a terra. 8.Está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó.9. Vinde admirar as obras do Senhor, os prodígios que ele fez sobre a terra. 10.Reprimiu as guerras em toda a extensão da terra; partiu os arcos, quebrou as lanças, queimou os escudos. 11.Parai, disse ele, e reconhecei que sou Deus; que domino sobre as nações e sobre toda a terra. 12.Está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que, quando se busca o Senhor, quando se coloca o viver sob os seus auspícios, esses são os efeitos: ele se torna nosso refúgio, nossa força, amparo nas tribulações e garante a paz. Porém à medida que nos afastamos dele – e isso vale tanto para o indivíduo quanto para grupos e mesmo a espécie humana como um todo – perdemos tudo isso e nos deparamos com os amargos frutos de nossa insensatez. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para zelar para que a casa do Pai não se torne local de comércio e nos impregnamos da consciência de que seremos energicamente repreendidos caso persistamos em práticas que não se coadunem com o respeito que devemos ter com a casa de Deus e, por extensão, para com tudo o que é sagrado – inclusive para com nosso próprio corpo, que é morada do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). Que busquemos a compreensão profunda do sagrado, não nos limitando à superficialidade das aparências. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 09 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-09-de-novembro/> Postado em: 08/11/2023 por: marsalima]

Santo Orestes
Orestes é um nome de origem rude, de trágica lembrança, e muito divulgado no mundo cristão. Rude porque significa “homem da montanha”. De lembrança trágica porque, segundo a literatura grega, era filho de Agamênon, a quem vingou a morte ao matar a esposa adúltera, a própria mãe. E divulgado entre os cristãos porque é o nome de um mártir da fé.
No livro dos santos da Igreja, só encontramos um com este nome. Dele sabemos, com certeza, que no final da Antiguidade era venerado como um mártir no dia de sua morte: 9 de novembro. E que alguns mosteiros importantes foram dedicados a ele, como o da Capadócia, no século IV.
Mais tarde, soube-se da participação de um monge do mosteiro de santo Orestes no segundo Concílio de Nicéia, onde saíram condenados os hereges iconoclastas, isto é, os cristãos que destruíam as pinturas e objetos sagrados.
Provavelmente, esse monge era do Mosteiro da Capadócia, onde as relíquias mortais do mártir Orestes estavam guardadas. Como a sepultura estava sob a construção, os dados de santo Orestes nunca foram encontrados e ninguém soube ao certo a sua origem.
A tradição relata sua vida começando pelo ponto culminante: a morte pelo testemunho da fé. A fé cristã sempre foi marcada, ao longo dos séculos, pelos sacrifícios de seus seguidores, iniciados com a crucificação pela Paixão de Jesus Cristo. Orestes foi mais um desses mártires, provavelmente morrendo na última perseguição aos cristãos decretada pelos romanos.
Temos uma narração milenar vinda da Capadócia que nos coloca Orestes como um médico acusado de incitar o povo contra a idolatria. Um médico, de fato, pode exercer muita influência sobre o ânimo dos doentes, que estão necessitados de ajuda material, mas que também precisam de conforto espiritual. Denunciado como cristão e pregador da nova fé, Orestes não negou.
Durante o julgamento público, ele clamou que o céu lhe concedesse um prodígio capaz de cair sobre o povo, que queria trair a verdade do cristianismo. Imediatamente, foi atendido. Orestes, apenas com um sopro, fez as estátuas dos ídolos voarem como folhas mortas e as colunas do templo caírem, como se fossem de fios de palha. Foi condenado à morte.
Mas antes foi torturado com pregos e arrastado por um cavalo. No final, com o cadáver desfigurado, foi atirado num rio, que devolveu seu corpo refeito e coberto com uma magnífica túnica. Foi assim que as relíquias do mártir chegaram naquele antigo local, onde existiu o famoso mosteiro de santo Orestes, na Capadócia, atual Turquia.

Elisabete da Trindade Catez (Bem-Aventurada)
Elisabete Catez Rolland nasceu em Campo d’Avor, próximo de Bourges, França, no dia 18 de julho de 1880. Filha de Francisco José e Maria, foi batizada quatro dias depois. Ainda criança, distinguia-se pelo temperamento apaixonado, um tanto agressivo e colérico, mas também transparecia no seu olhar uma suave sensibilidade.
No início de 1887, a família transferiu-se para a cidade de Dijon, também na França. Porém, em outubro daquele ano, seu pai faleceu de repente. E essa perda provocou uma mudança muito grande no seu caráter. A partir daí, dedicou a vida para a oração e a serviço de Deus.
A sua primeira comunhão foi aos dez anos, ocasião que lhe deu a oportunidade de visitar o Carmelo da cidade com outras companheiras. Na saída, todas receberam um “santinho” com uma dedicatória da superiora. O seu dizia que o nome Elisabete significa “casa de Deus”.
Desde os oito anos estudava música no Conservatório de Dijon. Muito talentosa, em 1893 recebeu o primeiro prêmio de piano do conservatório. Como toda jovem, Elisabete freqüentava a sociedade local, onde se distraía nas festas da família e dos amigos. Mas sempre se manteve fiel aos sacramentos recebidos na Igreja.
Ao completar quatorze anos, resolveu entrar para o Carmelo. Sua mãe foi contra, dizendo que a escolha só seria definida na sua maioridade. Mesmo assim, Elisabete fez voto de virgindade e ofereceu a Deus seus dotes musicais para a salvação da França. Voltou sua vida para as orações, as leituras religiosas e a vida espiritual da paróquia, mantendo, sempre, sua obediência à mãe. Foi a partir dos dezenove anos que Elisabete começou a receber as primeiras graças místicas, que anotava nos diários de orações.
Quando completou a maioridade, em 1901, ingressou no Convento do Carmelo Descalço de Dijon, com aprovação de sua mãe. Quatro meses depois, vestiu o hábito e adotou o nome de irmã Elisabete da Trindade, entregando-se ao mistério da Santíssima Trindade. Em janeiro de 1903, emitiu os votos definitivos e nos próximos cinco anos entregou-se completamente a Deus na Santíssima Trindade. E o Senhor purificou ainda mais sua alma pelo sofrimento da doença de Addison, que a levou à morte no dia 9 de novembro de 1906.
Com sua vida e doutrina, breve, mas sólida, exerceu grande influência na espiritualidade atual, especialmente por sua experiência trinitária. Suas anotações reverteram em obras publicadas, das quais se destacaram “Elevações”, “Retiros”, “Notas Espirituais” e “Cartas”.
O papa João Paulo II beatificou-a em 1984 e designou o dia de sua morte para a celebração de sua memória.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 09 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
I São Pedro, Capítulo: 2,1-17
Deponde, pois, toda malícia, toda astúcia, fingimentos, invejas e toda espécie de maledicência. Como crianças recém-nascidas desejai com ardor o leite espiritual que vos fará crescer para a salvação, se é que tendes saboreado quão suave é o Senhor (Sl 33,9). Achegai-vos a ele, pedra viva que os homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus; e quais outras pedras vivas, vós também vos tornais os materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. Por isso lê-se na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa: quem nela puser sua confiança não será confundido (Is 28,16). Para vós, portanto, que tendes crido, cabe a honra. Mas, para os incrédulos, a pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular, uma pedra de tropeço, uma pedra de escândalo (Sl 117,22; Is 8,14). Nela tropeçam porque não obedecem à palavra; e realmente era tal o seu destino. Vós, porém, sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa. Vós que outrora não éreis seu povo, mas agora sois povo de Deus; vós que outrora não tínheis alcançado misericórdia (Os 2,25), mas agora alcançastes misericórdia. Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais dos desejos da carne, que combatem contra a alma. Comportai-vos nobremente entre os pagãos. Assim, naquilo em que vos caluniam como malfeitores, chegarão, considerando vossas boas obras, a glorificar a Deus no dia em que ele os visitar. Por amor do Senhor, sede submissos, pois, a toda autoridade humana, quer ao rei como a soberano, quer aos governadores como enviados por ele para castigo dos malfeitores e para favorecer as pessoas honestas. Porque esta é a vontade de Deus que, praticando o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos. Comportai-vos como homens livres, e não à maneira dos que tomam a liberdade como véu para encobrir a malícia, mas vivendo como servos de Deus. Sede educados para com todos, amai os irmãos, temei a Deus, respeitai o rei.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Cesário de Arles, bispo
(Sermo 229,1-3: CCL 104,905-908 -Séc. VI)
Pelo batismo fomos todos feitos templos de Deus
Celebramos hoje, irmãos diletos, com exultação jubilosa e com a bênção de Cristo, o natalício deste templo. Nós, porém,é que temos de ser o verdadeiro templo vivo de Deus. Todavia é com muita razão que os povos cristãos observam com fé a solenidade da Igreja-mãe, por quem reconhecem ter nascido espiritualmente. Pois pelo primeiro nascimento éramos vasos da ira de Deus; pelo segundo, foi-nos dado ser vasos da sua misericórdia. O primeiro nascimento lançou-nos na morte; e o segundo, chamou-nos de novo à vida.
Todos nós, caríssimos, antes do batismo fomos templos do demônio; depois do batismo, obtivemos ser templos de Cristo.E se meditarmos com atenção sobre a salvação de nossa alma, reconheceremos que somos o verdadeiro templo vivo de Deus. Deus não habita somente em construções de mão de homem
(At 17,24) nem em casa feita de pedras e madeira; mas principalmente na alma feita à imagem de Deus e edificada por mãos deste artífice. Desse modo pôde São Paulo dizer: O templo de Deus, que sois vós, é santo (1 Cor 3, 17).
E já que Cristo, quando veio, expulsou o diabo de nossos corações para preparar um templo para si, quanto pudermos,esforcemo-nos com seu auxílio para que em nós não sofra injúria por nossas más obras. Pois quem proceder mal, faz injúria a Cristo. Como disse acima, antes que Cristo nos redimisse, éramos casa do diabo; depois foi-nos dado ser casa de Deus. Deus se dignou fazer de nós sua casa.
Por isso, diletos, se queremos celebrar na alegria o natalício do templo, não devemos destruir em nós, pelas obras más, os templos vivos de Deus. E falarei de modo que todos compreendam: cada vez que entramos na igreja, queremos encontrá-la tal como devemos dispor nossas almas.
Queres ver bem limpa a basílica? Não manches tua alma com as nódoas do pecado. Se desejas que a basílica seja luminosa, também Deus quer que tua alma não esteja em trevas, mas que em nós brilhe a luz das boas obras, como disse o Senhor, e seja glorificado aquele que está nos céus. Do mesmo modo como tu entras nesta igreja, assim quer Deus entrar em tua alma, conforme prometeu: E habitarei e andarei entre eles (cf. Lv 26, 11.12).
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Is 56, 7
Eu os conduzirei ao meu monte santo e os cumularei de alegria na minha casa de oração; seus holocaustos e sacrifícios serão aceitos sobre meu altar, pois minha casa se chamará casa de oração para todos os povos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Co 3, 16-17
Não sabeis que sois o Templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o Templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isso sois vós.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
2Co 6, 16
Como conciliar o Templo de Deus e os ídolos? Porque somos o Templo de Deus vivo, como o próprio Deus disse: Eu habitarei e andarei entre eles, e serei o seu Deus e eles serão o meu povo (Lv 26,11s).
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Jr 7, 2b. 4-5a. 7a
Escutai, povos todos de Judá, a palavra do Senhor, os que entrais por estas portas para adorar o Senhor! Não vos considereis seguros com palavras enganosas, repetindo: “É o templo do Senhor, é o templo do Senhor, é o templo do Senhor.” Se emendais vossa conduta e vossas ações, então habitarei convosco neste lugar.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Ap 21, 2-3. 22. 27
Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo .Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Não vi nela, porém, templo algum, porque o Senhor, Deus Dominador, é o seu templo, assim como o Cordeiro. Nela não entrará nada de profano nem ninguém que pratique abominações e mentiras, mas unicamente aqueles cujos nomes estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1Ts 5, 23
O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
