LITURGIA DE 13 DE NOVEMBRO DE 2023 –SEGUNDA-FEIRA – XXXII SEMANA COMUM (ANO A)
13 de novembro de 2023LITURGIA DE 16 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA DA XXXII SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
16 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 14/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Sb 2,23-3,9 ), de impregnar-nos da consciência de que Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à sua imagem. Porém, por inveja do demônio, a morte entrou no mundo e os que sucumbem às suas insídias passam a pertencer-lhe, e desse modo se autocondenam à perdição. Já as almas dos que se empenham para permanecer fiéis, firmes nos caminhos da justiça divina, se mantêm protegidas e enfrentam as turbulências da vida sem se abalar, em estado de paz profunda. Tudo o que lhes ocorre suportam com serenidade divina, cientes de que tudo contribuiu para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8,28), suportando as provações com inabalável esperança na imortalidade. Os que põem a confiança no Senhor compreendem a verdade, se mantêm fiéis e com ele habitarão por toda a eternidade! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 33): De Davi. Quando simulou alienação na presença de Abimelec e, despedido por ele, partiu. 2.Bendirei continuamente ao Senhor, seu louvor não deixará meus lábios. 3.Glorie-se a minha alma no Senhor; ouçam-me os humildes, e se alegrem. 4.Glorificai comigo ao Senhor, juntos exaltemos o seu nome. 5.Procurei o Senhor e ele me atendeu, livrou-me de todos os temores. 6.Olhai para ele a fim de vos alegrardes, e não se cobrir de vergonha o vosso rosto. 7.Vede, este miserável clamou e o Senhor o ouviu, de todas as angústias o livrou. 8.O anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva. 9.Provai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que se refugia junto dele. 10.Reverenciai o Senhor, vós, seus fiéis, porque nada falta àqueles que o temem. 11.Os poderosos empobrecem e passam fome, mas aos que buscam o Senhor nada lhes falta. 12.Vinde, meus filhos, ouvi-me: eu vos ensinarei o temor do Senhor. 13.Qual é o homem que ama a vida, e deseja longos dias para gozar de felicidade? 14.Guarda tua língua do mal, e teus lábios das palavras enganosas. 15.Aparta-te do mal e faze o bem, busca a paz e vai ao seu encalço. 16.Os olhos do Senhor estão voltados para os justos, e seus ouvidos atentos aos seus clamores. 17.O Senhor volta a sua face irritada contra os que fazem o mal, para apagar da terra a lembrança deles. 18.Apenas clamaram os justos, o Senhor os atendeu e os livrou de todas as suas angústias. 19.O Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o espírito abatido. 20.São numerosas as tribulações do justo, mas de todas o livra o Senhor. 21.Ele protege cada um de seus ossos, nem um só deles será quebrado. 22.A malícia do ímpio o leva à morte, e os que odeiam o justo serão castigados. 23.O Senhor livra a alma de seus servos; não será punido quem a ele se acolhe. O Santo Evangelho (Lc 17,7-10) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que não devemos buscar nem esperar reconhecimento pelo que fizermos a serviço do Senhor ou dos nossos semelhantes, pois tudo o que temos de mais valioso recebemos gratuitamente de Deus – a vida, a saúde, os dons…. E tudo o mais que tenhamos obtido o foi a partir desses dons gratuitos que nos foram proporcionados – portanto, tudo é dádiva ou fruto das dádivas divinas. Cumpre-nos, pois, atuarmos com plena consciência de que devemos nos empenhar ao máximo para servir da melhor forma possível ao Senhor e ao próximo, amando Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, sendo a recompensa maior por cada ato de caridade que for praticado a própria oportunidade de praticá-lo, pois é isso – o amar a Deus e ao próximo – que preenche de sentido nossas vidas!
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).
Oração do dia
– Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Sb 2,23-3,9
Salmo Responsorial: Sl 33
– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Quem me ama realmente, guardará minha Palavra, e meu Pai o amará e a ele nós viremos (Jo 14,23).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 17,7-10
Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Sb 2,23-3,9 ): Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza. 24.É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio prová-la-ão. Sabedoria, […] 1.Mas as almas dos justos estão na mão de Deus, e nenhum tormento os tocará. 2.Aparentemente estão mortos aos olhos dos insensatos: seu desenlace é julgado como uma desgraça. 3.E sua morte como uma destruição, quando na verdade estão na paz! 4.Se aos olhos dos homens suportaram uma correção, a esperança deles era portadora de imortalidade, 5.e por terem sofrido um pouco, receberão grandes bens, porque Deus, que os provou, achou-os dignos de si. 6.Ele os provou como ouro na fornalha, e os acolheu como holocausto. 7.No dia de sua visita, eles se reanimarão, e correrão como centelhas na palha. 8.Eles julgarão as nações e dominarão os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. 9.Os que põem sua confiança nele compreenderão a verdade, e os que são fiéis habitarão com ele no amor: porque seus eleitos são dignos de favor e misericórdia.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 33): De Davi. Quando simulou alienação na presença de Abimelec e, despedido por ele, partiu. 2.Bendirei continuamente ao Senhor, seu louvor não deixará meus lábios. 3.Glorie-se a minha alma no Senhor; ouçam-me os humildes, e se alegrem. 4.Glorificai comigo ao Senhor, juntos exaltemos o seu nome. 5.Procurei o Senhor e ele me atendeu, livrou-me de todos os temores. 6.Olhai para ele a fim de vos alegrardes, e não se cobrir de vergonha o vosso rosto. 7.Vede, este miserável clamou e o Senhor o ouviu, de todas as angústias o livrou. 8.O anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva. 9.Provai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que se refugia junto dele. 10.Reverenciai o Senhor, vós, seus fiéis, porque nada falta àqueles que o temem. 11.Os poderosos empobrecem e passam fome, mas aos que buscam o Senhor nada lhes falta. 12.Vinde, meus filhos, ouvi-me: eu vos ensinarei o temor do Senhor. 13.Qual é o homem que ama a vida, e deseja longos dias para gozar de felicidade? 14.Guarda tua língua do mal, e teus lábios das palavras enganosas. 15.Aparta-te do mal e faze o bem, busca a paz e vai ao seu encalço. 16.Os olhos do Senhor estão voltados para os justos, e seus ouvidos atentos aos seus clamores. 17.O Senhor volta a sua face irritada contra os que fazem o mal, para apagar da terra a lembrança deles. 18.Apenas clamaram os justos, o Senhor os atendeu e os livrou de todas as suas angústias. 19.O Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o espírito abatido. 20.São numerosas as tribulações do justo, mas de todas o livra o Senhor. 21.Ele protege cada um de seus ossos, nem um só deles será quebrado. 22.A malícia do ímpio o leva à morte, e os que odeiam o justo serão castigados. 23.O Senhor livra a alma de seus servos; não será punido quem a ele se acolhe.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 17,7-10): Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa? 8.E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu? 9.E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação? 10.Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Sb 2,23-3,9 ), de impregnar-nos da consciência de que Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à sua imagem. Porém, por inveja do demônio, a morte entrou no mundo e os que sucumbem às suas insídias passam a pertencer-lhe, e desse modo se autocondenam à perdição. Já as almas dos que se empenham para permanecer fiéis, firmes nos caminhos da justiça divina, se mantêm protegidas e enfrentam as turbulências da vida sem se abalar, em estado de paz profunda. Tudo o que lhes ocorre suportam com serenidade divina, cientes de que tudo contribuiu para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8,28), suportando as provações com inabalável esperança na imortalidade. Os que põem a confiança no Senhor compreendem a verdade, se mantêm fiéis e com ele habitarão por toda a eternidade!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 33): De Davi. Quando simulou alienação na presença de Abimelec e, despedido por ele, partiu. 2.Bendirei continuamente ao Senhor, seu louvor não deixará meus lábios. 3.Glorie-se a minha alma no Senhor; ouçam-me os humildes, e se alegrem. 4.Glorificai comigo ao Senhor, juntos exaltemos o seu nome. 5.Procurei o Senhor e ele me atendeu, livrou-me de todos os temores. 6.Olhai para ele a fim de vos alegrardes, e não se cobrir de vergonha o vosso rosto. 7.Vede, este miserável clamou e o Senhor o ouviu, de todas as angústias o livrou. 8.O anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva. 9.Provai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que se refugia junto dele. 10.Reverenciai o Senhor, vós, seus fiéis, porque nada falta àqueles que o temem. 11.Os poderosos empobrecem e passam fome, mas aos que buscam o Senhor nada lhes falta. 12.Vinde, meus filhos, ouvi-me: eu vos ensinarei o temor do Senhor. 13.Qual é o homem que ama a vida, e deseja longos dias para gozar de felicidade? 14.Guarda tua língua do mal, e teus lábios das palavras enganosas. 15.Aparta-te do mal e faze o bem, busca a paz e vai ao seu encalço. 16.Os olhos do Senhor estão voltados para os justos, e seus ouvidos atentos aos seus clamores. 17.O Senhor volta a sua face irritada contra os que fazem o mal, para apagar da terra a lembrança deles. 18.Apenas clamaram os justos, o Senhor os atendeu e os livrou de todas as suas angústias. 19.O Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o espírito abatido. 20.São numerosas as tribulações do justo, mas de todas o livra o Senhor. 21.Ele protege cada um de seus ossos, nem um só deles será quebrado. 22.A malícia do ímpio o leva à morte, e os que odeiam o justo serão castigados. 23.O Senhor livra a alma de seus servos; não será punido quem a ele se acolhe.
O Santo Evangelho (Lc 17,7-10) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que não devemos buscar nem esperar reconhecimento pelo que fizermos a serviço do Senhor ou dos nossos semelhantes, pois tudo o que temos de mais valioso recebemos gratuitamente de Deus – a vida, a saúde, os dons…. E tudo o mais que tenhamos obtido o foi a partir desses dons gratuitos que nos foram proporcionados – portanto, tudo é dádiva ou fruto das dádivas divinas. Cumpre-nos, pois, atuarmos com plena consciência de que devemos nos empenhar ao máximo para servir da melhor forma possível ao Senhor e ao próximo, amando Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, sendo a recompensa maior por cada ato de caridade que for praticado a própria oportunidade de praticá-lo, pois é isso – o amar a Deus e ao próximo – que preenche de sentido nossas vidas!
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vós criastes o homem para a imortalidade e o fizestes à vossa imagem. Porém, por inveja do demônio, a morte entrou no mundo e os que sucumbem às suas insídias passam a pertencer-lhe, e desse modo se autocondenam à perdição. Já as almas dos que se empenham para permanecer fiéis, firmes nos caminhos da justiça divina, se mantêm protegidas e enfrentam as turbulências da vida sem se abalar, em estado de paz profunda. Tudo o que lhes ocorre suportam com serenidade divina, cientes de que tudo contribuiu para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8,28), suportando as provações com inabalável esperança na imortalidade. Os que põem a confiança em vós compreendem a verdade, se mantêm fiéis e convosco habitarão por toda a eternidade! Fazemos coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 33): De Davi. Quando simulou alienação na presença de Abimelec e, despedido por ele, partiu. 2.Bendirei continuamente ao Senhor, seu louvor não deixará meus lábios. 3.Glorie-se a minha alma no Senhor; ouçam-me os humildes, e se alegrem. 4.Glorificai comigo ao Senhor, juntos exaltemos o seu nome. 5.Procurei o Senhor e ele me atendeu, livrou-me de todos os temores. 6.Olhai para ele a fim de vos alegrardes, e não se cobrir de vergonha o vosso rosto. 7.Vede, este miserável clamou e o Senhor o ouviu, de todas as angústias o livrou. 8.O anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva. 9.Provai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que se refugia junto dele. 10.Reverenciai o Senhor, vós, seus fiéis, porque nada falta àqueles que o temem. 11.Os poderosos empobrecem e passam fome, mas aos que buscam o Senhor nada lhes falta. 12.Vinde, meus filhos, ouvi-me: eu vos ensinarei o temor do Senhor. 13.Qual é o homem que ama a vida, e deseja longos dias para gozar de felicidade? 14.Guarda tua língua do mal, e teus lábios das palavras enganosas. 15.Aparta-te do mal e faze o bem, busca a paz e vai ao seu encalço. 16.Os olhos do Senhor estão voltados para os justos, e seus ouvidos atentos aos seus clamores. 17.O Senhor volta a sua face irritada contra os que fazem o mal, para apagar da terra a lembrança deles. 18.Apenas clamaram os justos, o Senhor os atendeu e os livrou de todas as suas angústias. 19.O Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o espírito abatido. 20.São numerosas as tribulações do justo, mas de todas o livra o Senhor. 21.Ele protege cada um de seus ossos, nem um só deles será quebrado. 22.A malícia do ímpio o leva à morte, e os que odeiam o justo serão castigados. 23.O Senhor livra a alma de seus servos; não será punido quem a ele se acolhe. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que não devemos buscar nem esperar reconhecimento pelo que fizermos a vosso serviço ou dos nossos semelhantes, pois tudo o que temos de mais valioso recebemos gratuitamente de vós – a vida, a saúde, os dons…. E tudo o mais que tenhamos obtido o foi a partir desses dons gratuitos que nos foram proporcionados – portanto, tudo é dádiva ou fruto das dádivas divinas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos com plena consciência de que devemos nos empenhar ao máximo para servir da melhor forma possível ao Senhor e ao próximo, amando-vos sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, sendo a recompensa maior por cada ato de caridade que for praticado a própria oportunidade de praticá-lo, pois é isso – o amar a Deus e ao próximo – que preenche de sentido nossas vidas! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 14 de Novembro
[Fonte: <https://senhoradasgracas.org.br/santo-do-dia/?utm_source=google&utm_medium=grants.ansg.2&utm_content=santo.do.dia.pc.c&gad_source=1>]

São Serapião – mártir
Procedente de família cristã da nobreza inglesa, Serapião nasceu em Londres no ano 1179. Seu pai era Rotlando Scoth, capitão da esquadra do rei Henrique III. Muito jovem, já estava atuando ao lado do pai na cruzada comandada pelo lendário Ricardo Coração de Leão. Porém, no retorno, o navio naufragou próximo de Veneza e a viagem continuou por terra. Nesse percurso, acabaram prisioneiros do duque da Áustria, Leopoldo, “o Glorioso”, que libertou o rei e seu pai. Mas Serapião e os demais tiveram de ficar.
Logo o duque percebeu que o jovem militar, além de bom militar, era bom cristão, muito bondoso e caridoso. Por isso o manteve na Corte. Mais tarde, quando recebeu a notícia da morte dos pais, Serapião decidiu ficar na Áustria. Com os soldados do duque, seguiu para a Espanha, para auxiliar o exército cristão do rei Afonso III, que lutava contra os invasores muçulmanos. Quando chegaram, eles já tinham sido expulsos.
Serapião decidiu ficar e servir no exército do rei Afonso III, para continuar defendendo os cristãos. Participou de algumas cruzadas bem sucedidas, até que, em 1214, o rei Afonso III morreu em combate. Serapião, então, voltou para a Áustria e alistou-se na quinta cruzada do duque Leopoldo, que partiu em 1217 com destino a Jerusalém e depois ao Egito.
O vai-e-vem da vida militar em defesa dos cristãos levou, novamente, Serapião para a Corte espanhola, em 1220. Dessa feita, acompanhando Beatriz da Suécia, que ia casar-se com Fernando, rei de Castela. Foi quando conheceu o sacerdote Pedro Nolasco, santo fundador da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, os chamados frades mercedários, os quais se dedicavam em defesa da mesma fé, mas não guerreando contra os muçulmanos, e sim buscando libertar do seu poder os cristãos cativos, mesmo que para isso tivessem de empenhar suas próprias vidas.
Serapião ingressou na Ordem e recebeu o hábito mercedário em 1222. Junto com Pedro Nolasco e Raimundo Nonato, santo cofundador, realizou várias redenções. Na última, que ocorreu em Argel, na África, teve de ficar refém para libertar os cristãos que estavam quase renegando a fé, enquanto o outro padre mercedário viajou rapidamente para Barcelona para buscar o dinheiro. Mas o superior, Pedro Nolasco, estava na França. Quando foi informado, escreveu uma carta ao seu substituto na direção para arrecadar esmolas em todos os conventos da Ordem e enviar o dinheiro para libertar Serapião o mais rápido possível.
Como o resgate não chegou na data marcada, os muçulmanos disseram a Serapião que poderia ser libertado se renegasse a fé cristã. Ele recusou. Enlouquecidos, deram-lhe uma morte terrível. Colocado numa cruz em forma de X, como o apóstolo André, teve todas as juntas dos seus ossos quebradas, e assim foi deixado até morrer. Tudo aconteceu no dia 14 de novembro de 1240, em Argel, atual capital da Argélia.
O culto que sempre foi atribuído a São Serapião, protetor contra as dores de artrose, foi confirmado em 1625 pelo papa Urbano VIII. A festa religiosa ao santo mártir mercedário ocorre no dia de sua morte.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 14 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Daniel 2, 26-47
Da Profecia de Daniel 3, 8-12.19-24.91-97
A estátua de ouro do rei. Os jovens salvos da fornalha
Em certa ocasião, alguns caldeus vieram acusar os judeus e disseram ao rei Nabucodonosor: «Vivas para sempre, ó rei! Tu ordenaste, ó rei, que todo aquele que ouvisse tocar a trombeta, a flauta, a cítara, a harpa, o saltério, a gaita de foles e toda a espécie de instrumentos, se devia prostrar e adorar a estátua de ouro; e que, se alguém não se prostrasse em adoração, seria lançado na fornalha ardente. Ora há aqui uns judeus a quem entregaste o governo da província de Babilônia: Sidrac, Misac e Abdênago. Estes homens não fazem caso de ti, ó rei: não prestam culto ao teu deus, nem adoram a estátua de ouro que mandaste erguer».
Então Nabucodonosor, cheio de cólera, alterou o semblante contra Sidrac, Misac e Abdênago. Mandou aquecer a fornalha sete vezes mais do que era costume e ordenou a alguns do seus mais valentes guerreiros que ligassem Sidrac, Misac e Abdênago e os lançassem na fornalha ardente.
Os homens foram ligados e atirados para a fornalha ardente com os seus mantos, túnicas, turbantes e demais vestuário. Uma vez, porém, que a ordem do rei era rigorosa e a fornalha estava excessivamente aquecida, os homens que tinham levado Sidrac, Misac e Abdênago foram devorados pelas chamas do fogo, enquanto os três homens, Sidrac, Misac e Abdênago, caíram atados no meio da fornalha ardente; e estes passeavam no meio das chamas, louvando a Deus e bendizendo o Senhor.
Entretanto o rei Nabucodonosor, sobressaltado, levantou‑se precipitadamente e perguntou aos seus conselheiros: «Não é verdade que ligamos e lançamos três homens na fornalha ardente?». Eles responderam: «Certamente, ó rei». Continuou o rei: «Mas eu vejo quatro homens a passearem livremente no meio do fogo sem nada sofrerem; e o quarto tem o aspecto de um filho dos deuses».
Então Nabucodonosor aproximou‑se da entrada da fornalha ardente. Depois tomou a palavra e disse: «Sidrac, Misac e Abdênago, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde cá». E Sidrac, Misac e Abdênago saíram do meio do fogo. Os sátrapas, os intendentes, os governadores e os conselheiros do rei reuniram‑se e verificaram que o fogo não tivera poder algum sobre os corpos daqueles homens, nem chamuscara os cabelos da sua cabeça. As suas vestes estavam intactas e nem sequer os atingira o cheiro do fogo.
Nabucodonosor ergueu a voz e disse: «Bendito seja o Deus de Sidrac, Misac e Abdênago, que enviou o seu Anjo para livrar os seus servos que n’Ele confiaram; desobedeceram à ordem do rei e arriscaram a sua vida, a fim de não prestarem culto ou adoração a qualquer divindade que não fosse o seu Deus. É esta a minha ordem: Todo o povo, nação ou língua que disser mal do Deus de Sidrac, Misac e Abdênago será cortado em pedaços e a sua casa será arrasada, porque não há outro deus que possa salvar deste modo».
Então o rei concedeu mais regalias a Sidrac, Misac e Abdênago na província de Babilônia.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Homilia de um autor do século II
(Cap. 8, 1 – 9, 11. Funk 1, 152-156))
A penitência de coração sincero
Façamos penitência enquanto vivemos na terra. Somos barro nas mãos de um artífice. O oleiro pode recompor o vaso que lhe sai defeituoso ou se lhe desfaz nas mãos, enquanto o está a modelar; mas depois de o introduzir no forno já não o retoca mais. Assim também nós, enquanto estamos neste mundo, façamos penitência e arrependamo‑nos sinceramente de todos os pecados cometidos, enquanto é tempo, para sermos salvos pelo Senhor.
Depois de partirmos deste mundo, já não poderemos confessar os nossos pecados nem fazer penitência. Por isso, irmãos, façamos a vontade do Pai, conservemos casto o nosso corpo e guardemos os mandamentos do Senhor, e assim alcançaremos a vida eterna. Diz o Senhor no Evangelho: Se não fostes fiéis no pouco, quem vos confiará o muito? Eu vos digo: Quem é fiel no pouco também será fiel no muito. Quer dizer: conservai o corpo casto e o caráter cristão imaculado, para que sejais dignos de receber a vida.
E nenhum de vós ouse afirmar que o nosso corpo não será julgado nem ressuscitará. Considerai bem: em que situação fostes redimidos e iluminados, senão enquanto vivíeis neste corpo? Por isso devemos guardar o corpo como um templo de Deus. Assim como fostes chamados neste corpo, também neste corpo vos apresentareis. Se Cristo Senhor, que nos salvou, sendo antes apenas espírito, Se fez homem e assim nos chamou, também nós receberemos a recompensa neste corpo.
Amemo‑nos, portanto, uns aos outros, para chegarmos todos ao reino de Deus. Enquanto temos tempo para sermos curados, entreguemo‑nos a Deus, nosso médico, e dêmos‑Lhe a retribuição devida. Que retribuição? A penitência de um coração sincero. Deus conhece previamente todas as coisas; conhece tudo o que se passa no nosso coração. Tributemos‑Lhe o nosso louvor, não só com a boca mas também com todo o coração, para que nos receba como seus filhos. Porque o Senhor disse: Os meus irmãos são aqueles que fazem a vontade de meu Pai.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Is 55, 1
Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Jo 3, 17-18
Se alguém possui bens deste mundo e, ao ver seu irmão passar necessidade, lhe fecha o coração, como pode estar nele o amor de Deus? Meus filhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e em verdade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Deut 30, 11.14
A lei que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. Está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas cumprir.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Is 55, 10-11
Não roubes o pobre, porque é pobre; nem oprimas o infeliz às portas da cidade. Porque o Senhor advogará a sua causa e tirará a vida aos opressores.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Col 3, 16
Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e, com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
