LITURGIA DE 18 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – COMEMORAÇÃO DAS BASÍLICAS DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, APÓSTOLOS (ANO A)
17 de novembro de 2023LITURGIA DE 20 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
20 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 19/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope a respeito das excelsas qualidades com que são dotadas as mulheres que buscam conformar suas vidas à vontade de Deus (Pr 31,10-13.19-20.30-31): Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor. 11.Confia nela o coração de seu marido, e jamais lhe faltará coisa alguma.12. Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de sua vida. 13.Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre. 19.Põe a mão na roca, seus dedos manejam o fuso [ou os instrumentos de qualquer outro trabalho digno a que se dedicar]. 20.Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente. 30.A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher sábia no Senhor é a que se deve louvar. 31.Dai-lhe o fruto de suas mãos e que suas obras a louvem nas portas da cidade. Louvamos e bendizemos ao Senhor por tantas qualidades; que as mulheres se espelhem em tais ensinamentos como bússola para suas condutas e os filhos e esposos atuem como recomenda a Palavra do Senhor no mesmo provérbio (Pr 31,28): Seus filhos se levantam para proclamá-la bem-aventurada e seu marido para elogiá-la. E que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a Igreja (Efésios 5,25) em tal medida que, se necessário for, dêem a vida por elas! Empenhemo-nos, pois, para que a cada dia mais possamos superar os padrões rasos da humanidade decaída e nos elevemos, à luz da Palavra do Senhor, aos píncaros da vida no Espírito! As santas palavras do Salmo Responsorial concitam-nos a buscar a felicidade familiar passível de se usufruir sob os auspícios divinos, conforme vaticinado pelo salmista (Sl 127): Cântico das peregrinações. Felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos. 2.Poderás viver, então, do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem-estar. 3.Tua mulher será em teu lar como uma vinha fecunda. Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira. 4.Assim será abençoado aquele que teme o Senhor. 5.De Sião te abençoe o Senhor para que em todos os dias de tua vida gozes da prosperidade de Jerusalém [da cidade do Senhor formada por todos os que o amam], 6.e para que possas ver os filhos dos teus filhos. Reine a paz em Israel [entre os que se empenham sinceramente para ser fiéis ao Senhor em todas as nações]! As santas palavras da 2ª Leitura (1Ts 5,1-6) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que ninguém sabe o dia nem a hora – conforme alertou o próprio Jesus – em que ele virá para que lhe prestemos contas de nossas vidas. Cumpre-nos, pois, conforme assevera São Paulo Apóstolo, atuar com sobriedade e vigilância, estando permanentemente preparados. Venha mais cedo ou venha mais tarde – e disso ninguém escapa – que quando chegar o nosso momento, estejamos com nossas consciências tranquilas por termos nos colocado à disposição do Senhor para fazer o melhor possível ao nosso alcance, em que pese nossas fraquezas e limitações. O Santo Evangelho (Mt 25,14-30), em que Jesus apresenta a parábola dos talentos, compele-nos em especial, em um primeiro plano, a impregnar-nos da consciência de que fomos agraciados com muito dons e cumpre-nos desenvolvê-los, frutificá-los, e não nos conformarmos preguiçosamente a um viver estéril. Num segundo plano, Jesus nos ensina que devemos atuar com responsabilidade em relação aos recursos que estão sob nossa administração, não desperdiçando-os e nem permitindo que permaneçam ociosos; ao contrário, cumpre aplicá-los da melhor forma possível para que produzam, frutifiquem e possam servir às finalidades que lhes são inerentes. Essa perícope contribui ainda para a maior clareza interpretativa de ensinamento de Mateus 13,12: Ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem será tirado até mesmo o que tem. Aparentemente essa passagem soa de difícil entendimento, porém com a parábola dos talentos se esclarece: em tudo na vida – e especialmente no âmbito espiritual – a diligência, o esmero, a dedicação humilde e comprometida tendem a atrair bênçãos sobre bênçãos; ao passo que a negligência, o descuido, o abandono ao acaso… tendem a atrair sobre o ser a miséria, em todos os sentidos… Tal realidade precisa ser bem compreendida, à luz da caridade, não se constituindo em razão para se abandonar as ações caridosas e muito menos julgar o próximo em situação de dificuldade. Cumpre-nos, isso sim, tomar esse ensinamento como estímulo para atuarmos com magnanimidade, que é a virtude da generosidade elevada à máxima potência, nos empenhando denodadamente para enriquecermos em tudo o que estiver ao nosso alcance – e de modo especialíssimo no âmbito espiritual – de modo a podermos contribuir da forma mais elevada possível com o Reino de Deus.
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11.14).
Oração do dia
– Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Pr 31,10-13.19-20.30-31
2ª Leitura: 1Ts 5,1-6
Salmo Responsorial: Sl 127
– Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; quem em mim permanecer, esse dá muito fruto (Jo 15,4s).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 25,14-30
Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Pr 31,10-13.19-20.30-31 ): Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor. 11.Confia nela o coração de seu marido, e jamais lhe faltará coisa alguma.12. Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de sua vida. 13.Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre. 19.Põe a mão na roca, seus dedos manejam o fuso. 20.Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente. 30.A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher inteligente é a que se deve louvar. 31.Dai-lhe o fruto de suas mãos e que suas obras a louvem nas portas da cidade.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 127): Cântico das peregrinações. Felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos. 2.Poderás viver, então, do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem-estar. 3.Tua mulher será em teu lar como uma vinha fecunda. Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira. 4.Assim será abençoado aquele que teme o Senhor. 5.De Sião te abençoe o Senhor para que em todos os dias de tua vida gozes da prosperidade de Jerusalém, 6.e para que possas ver os filhos dos teus filhos. Reine a paz em Israel!
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (2ª Leitura: 1Ts 5,1-6): A respeito da época e do momento, não há necessidade, irmãos, de que vos escrevamos. 2.Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite. 3.Quando os homens disserem: Paz e segurança!, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão. 4.Mas vós, irmãos, não estais em trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. 5.Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.6. Não durmamos, pois, como os demais. Mas vigiemos e sejamos sóbrios.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 25,14-30): Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. 15.A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. 16.Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco. 17.Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. 18.Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor. 19.Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. 20.O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: – Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei. 21.Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. 22.O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: – Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei. 23.Disse-lhe seu senhor: – Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. 24.Veio, por fim, o que recebeu só um talento: – Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. 25.Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence. 26.Respondeu-lhe seu senhor: – Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei. 27.Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu. 28.Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez. 29.Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter. 30.E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope a respeito das excelsas qualidades com que são dotadas as mulheres que buscam conformar suas vidas à vontade de Deus (Pr 31,10-13.19-20.30-31): Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor. 11.Confia nela o coração de seu marido, e jamais lhe faltará coisa alguma.12. Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de sua vida. 13.Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre. 19.Põe a mão na roca, seus dedos manejam o fuso [ou os instrumentos de qualquer outro trabalho digno a que se dedicar]. 20.Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente. 30.A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher sábia no Senhor é a que se deve louvar. 31.Dai-lhe o fruto de suas mãos e que suas obras a louvem nas portas da cidade. Louvamos e bendizemos ao Senhor por tantas qualidades; que as mulheres se espelhem em tais ensinamentos como bússola para suas condutas e os filhos e esposos atuem como recomenda a Palavra do Senhor no mesmo provérbio (Pr 31,28): Seus filhos se levantam para proclamá-la bem-aventurada e seu marido para elogiá-la. E que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a Igreja (Efésios 5,25) em tal medida que, se necessário for, dêem a vida por elas! Empenhemo-nos, pois, para que a cada dia mais possamos superar os padrões rasos da humanidade decaída e nos elevemos, à luz da Palavra do Senhor, aos píncaros da vida no Espírito!
As santas palavras do Salmo Responsorial concitam-nos a buscar a felicidade familiar passível de se usufruir sob os auspícios divinos, conforme vaticinado pelo salmista (Sl 127): Cântico das peregrinações. Felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos. 2.Poderás viver, então, do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem-estar. 3.Tua mulher será em teu lar como uma vinha fecunda. Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira. 4.Assim será abençoado aquele que teme o Senhor. 5.De Sião te abençoe o Senhor para que em todos os dias de tua vida gozes da prosperidade de Jerusalém [da cidade do Senhor formada por todos os que o amam], 6.e para que possas ver os filhos dos teus filhos. Reine a paz em Israel [entre os que se empenham sinceramente para ser fiéis ao Senhor em todas as nações]!
As santas palavras da 2ª Leitura (1Ts 5,1-6) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que ninguém sabe o dia nem a hora – conforme alertou o próprio Jesus – em que ele virá para que lhe prestemos contas de nossas vidas. Cumpre-nos, pois, conforme assevera São Paulo Apóstolo, atuar com sobriedade e vigilância, estando permanentemente preparados. Venha mais cedo ou venha mais tarde – e disso ninguém escapa – que quando chegar o nosso momento, estejamos com nossas consciências tranquilas por termos nos colocado à disposição do Senhor para fazer o melhor possível ao nosso alcance, em que pese nossas fraquezas e limitações.
O Santo Evangelho (Mt 25,14-30), em que Jesus apresenta a parábola dos talentos, compele-nos em especial, em um primeiro plano, a impregnar-nos da consciência de que fomos agraciados com muito dons e cumpre-nos desenvolvê-los, frutificá-los, e não nos conformarmos preguiçosamente a um viver estéril. Num segundo plano, Jesus nos ensina que devemos atuar com responsabilidade em relação aos recursos que estão sob nossa administração, não desperdiçando-os e nem permitindo que permaneçam ociosos; ao contrário, cumpre aplicá-los da melhor forma possível para que produzam, frutifiquem e possam servir às finalidades que lhes são inerentes. Essa perícope contribui ainda para a maior clareza interpretativa de ensinamento de Mateus 13,12: Ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem será tirado até mesmo o que tem. Aparentemente essa passagem soa de difícil entendimento, porém com a parábola dos talentos se esclarece: em tudo na vida – e especialmente no âmbito espiritual – a diligência, o esmero, a dedicação humilde e comprometida tendem a atrair bênçãos sobre bênçãos; ao passo que a negligência, o descuido, o abandono ao acaso… tendem a atrair sobre o ser a miséria, em todos os sentidos… Tal realidade precisa ser bem compreendida, à luz da caridade, não se constituindo em razão para se abandonar as ações caridosas e muito menos julgar o próximo em situação de dificuldade. Cumpre-nos, isso sim, tomar esse ensinamento como estímulo para atuarmos com magnanimidade, que é a virtude da generosidade elevada à máxima potência, nos empenhando denodadamente para enriquecermos em tudo o que estiver ao nosso alcance – e de modo especialíssimo no âmbito espiritual – de modo a podermos contribuir da forma mais elevada possível com o Reino de Deus.
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope a respeito das excelsas qualidades com que são dotadas as mulheres que buscam conformar suas vidas à vontade de Deus (Pr 31,10-13.19-20.30-31): Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor. 11.Confia nela o coração de seu marido, e jamais lhe faltará coisa alguma.12. Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de sua vida. 13.Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre. 19.Põe a mão na roca, seus dedos manejam o fuso [ou os instrumentos de qualquer outro trabalho digno a que se dedicar]. 20.Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente. 30.A graça é falaz e a beleza é vã; a mulher sábia no Senhor é a que se deve louvar. 31.Dai-lhe o fruto de suas mãos e que suas obras a louvem nas portas da cidade. Louvamos e bendizemos ao Senhor por tantas qualidades; que as mulheres se espelhem em tais ensinamentos como bússola para suas condutas e os filhos e esposos atuem como recomenda a Palavra do Senhor no mesmo provérbio (Pr 31,28): Seus filhos se levantam para proclamá-la bem-aventurada e seu marido para elogiá-la. E que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a Igreja (Efésios 5,25) em tal medida que, se necessário for, dêem a vida por elas! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que
a cada dia mais possamos superar os padrões rasos da humanidade decaída e nos elevemos, à luz da Palavra do Senhor, aos píncaros da vida no Espírito! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que busquemos a felicidade familiar passível de se usufruir sob os auspícios divinos, conforme vaticinado pelo salmista (Sl 127): […] Felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos. 2.Poderás viver, então, do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem-estar. 3.Tua mulher será em teu lar como uma vinha fecunda. Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira. 4.Assim será abençoado aquele que teme o Senhor. 5.De Sião te abençoe o Senhor para que em todos os dias de tua vida gozes da prosperidade de Jerusalém [da cidade do Senhor formada por todos os que o amam], 6.e para que possas ver os filhos dos teus filhos. Reine a paz em Israel [entre os que se empenham sinceramente para ser fiéis ao Senhor em todas as nações]! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que ninguém sabe o dia nem a hora – conforme alertou o próprio Jesus – em que ele virá para que lhe prestemos contas de nossas vidas. Cumpre-nos, pois, conforme assevera São Paulo Apóstolo, atuar com sobriedade e vigilância, estando permanentemente preparados. Venha mais cedo ou venha mais tarde – e disso ninguém escapa – que quando chegar o nosso momento, estejamos com nossas consciências tranquilas por termos nos colocado à disposição do Senhor para fazer o melhor possível ao nosso alcance, em que pese nossas fraquezas e limitações. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que possamos extrair a melhor lição da parábola dos talentos, impregnando-nos, em um primeiro plano, da consciência de que fomos agraciados com muito dons e cumpre-nos desenvolvê-los, frutificá-los – e não nos conformarmos preguiçosamente a um viver estéril. Num segundo plano, que atuemos com responsabilidade em relação aos recursos que estão sob nossa administração, não desperdiçando-os e nem permitindo que permaneçam ociosos; ao contrário, cumpre aplicá-los da melhor forma possível para que produzam, frutifiquem e possam servir às finalidades que lhes são inerentes. Que extraiamos dessa perícope a clareza interpretativa de ensinamento de Mateus 13,12: Ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem será tirado até mesmo o que tem. Que nos impregnemos da consciência de que em tudo na vida – e especialmente no âmbito espiritual – a diligência, o esmero, a dedicação humilde e comprometida tendem a atrair bênçãos sobre bênçãos; ao passo que a negligência, o descuido, o abandono ao acaso… tendem a atrair sobre o ser a miséria, em todos os sentidos… Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que compreendamos tal realidade à luz da caridade, que não se constitua em razão para abandonarmos as ações caridosas e muito menos para julgar o próximo em situação de dificuldade. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para tomar esse ensinamento como estímulo para atuarmos com magnanimidade, que é a virtude da generosidade elevada à máxima potência, nos empenhando denodadamente para enriquecermos em tudo o que estiver ao nosso alcance – e de modo especialíssimo no âmbito espiritual – de modo a podermos contribuir da forma mais elevado possível com o Reino de Deus! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 19 de Novembro
[Fonte: <https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html>]

SANTA MATILDE (MECHTILDE), VIRGEM
Viveu na segunda metade do século XIII. Saxônica de nascimento, Santa Matilde entrou para a Comunidade das Irmãs Beneditinas de Rodersdorf. Tornando-se monja, foi para Helfta, onde sua irmã era abadessa. Ali se destacou por sua humildade e amabilidade, dirigiu o coro e teve várias visões místicas.
SANTO ABDIAS, PROFETA
Abdias ou Obadias, quarto dos Profetas Menores, foi autor do livro mais curto do Antigo Testamento. Viveu após a conquista de Jerusalém, em 587 a.C.. Sua profecia era dirigida contra os povos Edomitas, predizendo-lhes a ira do Senhor. Os exegetas o consideram o anunciador do Messias.
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Joel 2, 21 – 3,5
Os últimos tempos
Assim fala o Senhor:
«Não temas, ó terra; exulta e alegra-te,
porque o Senhor fez grandes coisas.
Não temais, animais do campo,
porque as pastagens da planície reverdecerão,
as árvores darão os seus frutos,
a figueira e a vinha produzirão a sua riqueza.
E vós, filhos de Sião,
exultai e alegrai-vos no Senhor vosso Deus,
porque Ele vos dará chuvas abundantes,
as chuvas do Outono e da Primavera, como no passado.
As eiras hão de encher-se de trigo
e os lagares hão de transbordar de vinho e azeite.
Compensar-vos-ei pelos anos
em que as colheitas foram devoradas pelo gafanhoto,
o pulgão e a lagarta, o grande exército que enviei contra vós.
Comereis até à saciedade
e louvareis o nome do Senhor vosso Deus,
que fez por vós maravilhas.
O meu povo jamais será confundido.
Sabereis que Eu estou no meio de Israel,
que sou o Senhor vosso Deus e que não há outro.
E o meu povo jamais será confundido.
Depois disto,
derramarei o meu Espírito sobre todo o ser vivo:
vossos filhos e filhas profetizarão,
os vossos anciãos terão sonhos
e os vossos jovens terão visões;
naqueles dias,
até sobre os servos e servas derramarei o meu Espírito.
Realizarei prodígios no céu e na terra:
sangue, fogo e colunas de fumo.
O sol converter-se-á em trevas e a lua em sangue,
antes de vir o dia do Senhor, grande e terrível.
Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo,
porque no monte de Sião e em Jerusalém estará,
como o Senhor disse,
o resto dos que forem salvos;
e entre os sobreviventes
estarão aqueles que o Senhor tiver chamado».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Comentário de Santo Agostinho, bispo, sobre os salmos
(Ps. 95, 14.15: CCL 39, 1351-1353) (Sec. V)
Não ofereçamos resistência à sua primeira vinda, para não termos de recear a segunda
Alegrem-se as árvores dos bosques diante do Senhor que vem, porque vem para julgar a terra. Veio a primeira vez e virá de novo. Na sua primeira vinda pronunciou esta palavra que lemos no Evangelho: Um dia vereis o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu. Que quer dizer: Um dia? Não quer dizer, porventura, que o Senhor virá naquele dia em que hão de chorar todos os povos da terra? De fato, Ele veio primeiramente através dos seus pregadores e encheu toda a terra. Não ofereçamos resistência à sua primeira vinda, para não termos de recear a segunda.
Que deve fazer o cristão? Servir-se do mundo, não servir o mundo. Que significa isto? Ter como se não tivéssemos. Assim fala o Apóstolo. O que tenho a dizer-vos, irmãos, é que o tempo é breve. Doravante, os que têm esposas procedam como se as não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que andam alegres, como se não andassem; os que compram, como se não possuíssem; os que utilizam este mundo, como se não o utilizassem; porque o cenário deste mundo é passageiro. Quero que não andeis preocupados. Quem não está preocupado espera tranquilamente a vinda do seu Senhor. Na verdade, que espécie de amor a Cristo terá aquele que teme a sua vinda? Não temos vergonha, irmãos? Amamo-l’O e tememos a sua vinda. Mas amamo-l’O realmente, ou não será que amamos antes os nossos pecados? Se odiarmos o pecado, amaremos certamente Aquele que vem castigar o pecado. Ele virá, quer queiramos quer não; o fato de não vir agora não quer dizer que não virá. Virá, e não sabes quando; se te encontrar preparado, nada te prejudica não saberes quando virá.
Alegrem-se todas as árvores dos bosques. Veio a primeira vez e virá de novo para julgar a terra; e encontrará cheios de alegria os que acreditaram na sua primeira vinda, porque Ele vem.
Julgará o mundo com justiça e os povos com fidelidade. Qual é esta justiça e esta fidelidade? Reunirá junto de Si os seus eleitos para proceder ao juízo; e separará os outros: colocará uns à direita e outros à esquerda. Que há de mais conforme à justiça e à fidelidade, que não esperem misericórdia do juiz aqueles que não quiseram praticar a misericórdia antes da vinda do juiz? Os que usaram de misericórdia serão julgados com misericórdia. Dirá Cristo aos que forem colocados à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, recebei o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. E serão recordadas as suas obras de misericórdia: Tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber, etc.
E de que serão acusados os que forem colocados à sua esquerda? De não terem usado de misericórdia. E para onde irão? Ide para o fogo eterno. Esta má notícia provocará enorme pranto. Mas que diz outro salmo? O justo deixará memória eterna; ele não receia más notícias, Qual é a má notícia? Ide para o fogo eterno que está preparado para o diabo e seus anjos. Quem se alegrar com a boa notícia não receará a notícia má. Aqui está a justiça, aqui está a fidelidade.
Ou será que, por tu seres injusto, o juiz não é justo? Ou por tu seres infiel, a fidelidade não é fiel? Ora se desejas que Ele seja misericordioso para contigo, sê tu misericordioso antes que Ele venha; perdoa a quem te ofendeu; dá do que tens em abundância. De quem é o que dás, senão d’Ele? Se desses do que era teu, seria liberalidade; mas porque dás do que é d’Ele, é uma restituição. Que tens tu, que não tivesses recebido? São estes os sacrifícios mais agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o louvor, a paz, a caridade. Apresentemos estas ofertas e esperaremos com segurança a vinda do juiz, que julgará o mundo com justiça e os povos com fidelidade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Ap 7, 10b.12
Louvor ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro. A bênção, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adoção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adoção filial e a libertação do nosso corpo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
2 Cor 1, 3-4
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as tribulações, para podermos também confortar aqueles que sofrem qualquer tribulação, por meio da consolação que nós próprios recebemos de Deus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
