LITURGIA DE 22 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – SANTA CECILIA – VIRGEM E MÁRTIR (ANO A)
22 de novembro de 2023LITURGIA DE 24 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – SANTO ANDRÉ DUNG-LAC PRESBÍTERO E MÁRTIR (ANO A)
24 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 23/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1Mc 2,15-29) que o maligno ataca a fé através de pessoas das quais se utiliza como seus instrumentos para impor a apostasia e intentar levar o povo à prática de idolatrias. No caso em tela, muitos israelitas cederam a eles, porém Matatias, seus filhos e os que seguiam sua liderança permaneceram firmes na fé de seus antepassados. Os enviados do rei tentaram seduzi-los a aceder, com elogios e promessas de que seriam contados entre os amigos do rei e cumulados com honras, prata, ouro e outros presentes. Cumpre-nos seguir o exemplo de Matatias, que retorquiu, resolutamente: Ainda mesmo que todas as nações que se acham no reino do rei o escutassem, de modo que todos renegassem a fé de seus pais e aquiescessem às suas ordens, 20.eu, meus filhos e meus irmãos, perseveraremos na Aliança concluída por nossos antepassados. 21.Que Deus nos preserve de abandonar a lei e os mandamentos! 22.Não obedeceremos a essas ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião, nem para a direita, nem para a esquerda.” Cumpre-nos, a exemplo de Matatias, caso necessário, reagirmos com a energia justa e necessária face às apostasias e abominações e nos reunirmos em cooperação de esforços com os que se dispuserem a lutar para resistir aos ataques à nossa fé.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, os quais consistem nas forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 49): Salmo de Asaf. Falou o Senhor Deus e convocou toda a terra, desde o levante até o poente. 2.Do alto de Sião, ideal de beleza, Deus refulgiu: 3.nosso Deus vem vindo e não se calará. Um fogo abrasador o precede; ao seu redor, furiosa tempestade. 4.Do alto ele convoca os céus e a terra para julgar seu povo: 5.Reuni os meus fiéis, que selaram comigo aliança pelo sacrifício. 6.E os céus proclamam sua justiça, porque é o próprio Deus quem vai julgar. 7.Escutai, ó meu povo, que eu vou falar: Israel, vou testemunhar contra ti. Deus, o teu Deus, sou eu. 8.Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois teus holocaustos estão sempre diante de mim. 9.Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, 10.pois minhas são todas as feras das matas; há milhares de animais nos meus montes. 11.Conheço todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. 12.Se tivesse fome, não precisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém. 13.Porventura preciso comer carne de touros, ou beber sangue de cabrito?… 14.Oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo. 15.Invoca-me nos dias de tribulação, e eu te livrarei e me darás glória. 16.Ao pecador, porém, Deus diz: Por que recitas os meus mandamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? 17.Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras? 18.Se vês um ladrão, te ajuntas a ele, e com adúlteros te associas. 19.Dás plena licença à tua boca para o mal e tua língua trama fraudes. 20.Tu te assentas para falar contra teu irmão, cobres de calúnias o filho de tua própria mãe. 21.Eis o que fazes, e eu hei de me calar? Pensas que eu sou igual a ti? Não, mas vou te repreender e te lançar em rosto os teus pecados. 22.Compreendei bem isto, vós que vos esqueceis de Deus: não suceda que eu vos arrebate e não haja quem vos salve. 23.Honra-me quem oferece um sacrifício de louvor; ao que procede retamente, a este eu mostrarei a salvação de Deus.
O Santo Evangelho (Lc 19,41-44) compele-nos em especial a nos colocar com empatia diante de Jesus que chorou sobre Jerusalém, ciente do terrível destino que a esperava em decorrência da insensatez, da insensibilidade, de modo especial dos seus líderes… A cegueira espiritual que os acometeu, pela soberba neles inspirada pelo maligno, impediu-os de reconhecer o próprio Filho de Deus, Jesus, o Príncipe da Paz – tendo amargado por isso terríveis consequências e arrastado os seus nas desventuras que atraíram… Cumpre-nos empenhar-nos denodadamente para nos mantermos vigilantes e orantes para não incorrer nos mesmos erros. Ao invés de desprezar e rechaçar Jesus e seus ensinamentos, que os acolhamos e nos tornemos a cada dia mais especialistas em ouvir e colocar em prática tudo o que Jesus ensinou!
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
-Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11.14).
Oração do dia
– Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: 1Mc 2,15-29
Salmo Responsorial: Sl 49
– A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba! (1Jo 4,10).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 19,41-44
Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1Mc 2,15-29): Sobrevieram enviados do rei a Modin, para impor a apostasia e obrigar a sacrificar. 16.Muitos dos israelitas uniram-se a eles, mas Matatias e seus filhos permaneceram firmes. 17.Em resposta disseram-lhe os que vinham da parte do rei: Possuis nesta cidade notável influência e consideração, teus irmãos e teus filhos te dão autoridade. 18.Vem, pois, como primeiro, executar a ordem do rei, como o fizeram todas as nações, os habitantes de Judá e os que ficaram em Jerusalém. Serás contado, tu e teus filhos, entre os amigos do rei; a ti e aos teus filhos o rei vos honrará, cumulando-vos de prata, de ouro e de presentes. 19.Matatias respondeu-lhes: Ainda mesmo que todas as nações que se acham no reino do rei o escutassem, de modo que todos renegassem a fé de seus pais e aquiescessem às suas ordens, 20.eu, meus filhos e meus irmãos, perseveraremos na Aliança concluída por nossos antepassados. 21.Que Deus nos preserve de abandonar a lei e os mandamentos! 22.Não obedeceremos a essas ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião, nem para a direita, nem para a esquerda. 23.Mal acabara de falar, eis que um judeu se adiantou para sacrificar no altar de Modin, à vista de todos, conforme as ordens do rei. 24.Viu-o Matatias e, no ardor de seu zelo, sentiu estremecerem-se suas entranhas. Num ímpeto de justa cólera arrojou-se e matou o homem no altar. 25.Matou ao mesmo tempo o oficial incumbido da ordem de sacrificar e demoliu o altar. 26.Com semelhante gesto mostrou ele seu amor pela lei, como agiu Finéias a respeito de Zamri, filho de Salum. 27.Em altos brados Matatias elevou a voz então na cidade: Quem for fiel à lei e permanecer firme na Aliança, saia e siga-me. 28.Assim, com seus filhos, fugiu em direção às montanhas, abandonando todos os seus bens na cidade. 29.Então, uma grande parte dos que procuravam a lei e a justiça, encaminhou-se para o deserto. (…).
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 49): Salmo de Asaf. Falou o Senhor Deus e convocou toda a terra, desde o levante até o poente. 2.Do alto de Sião, ideal de beleza, Deus refulgiu: 3.nosso Deus vem vindo e não se calará. Um fogo abrasador o precede; ao seu redor, furiosa tempestade. 4.Do alto ele convoca os céus e a terra para julgar seu povo: 5.Reuni os meus fiéis, que selaram comigo aliança pelo sacrifício. 6.E os céus proclamam sua justiça, porque é o próprio Deus quem vai julgar. 7.Escutai, ó meu povo, que eu vou falar: Israel, vou testemunhar contra ti. Deus, o teu Deus, sou eu. 8.Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois teus holocaustos estão sempre diante de mim. 9.Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, 10.pois minhas são todas as feras das matas; há milhares de animais nos meus montes. 11.Conheço todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. 12.Se tivesse fome, não precisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém. 13.Porventura preciso comer carne de touros, ou beber sangue de cabrito?… 14.Oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo. 15.Invoca-me nos dias de tribulação, e eu te livrarei e me darás glória. 16.Ao pecador, porém, Deus diz: Por que recitas os meus mandamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? 17.Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras? 18.Se vês um ladrão, te ajuntas a ele, e com adúlteros te associas. 19.Dás plena licença à tua boca para o mal e tua língua trama fraudes. 20.Tu te assentas para falar contra teu irmão, cobres de calúnias o filho de tua própria mãe. 21.Eis o que fazes, e eu hei de me calar? Pensas que eu sou igual a ti? Não, mas vou te repreender e te lançar em rosto os teus pecados. 22.Compreendei bem isto, vós que vos esqueceis de Deus: não suceda que eu vos arrebate e não haja quem vos salve. 23.Honra-me quem oferece um sacrifício de louvor; ao que procede retamente, a este eu mostrarei a salvação de Deus.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 19,41-44): Aproximando-se ainda mais, Jesus contemplou Jerusalém e chorou sobre ela, dizendo: 42.Oh! Se também tu, ao menos neste dia que te é dado, conhecesses o que te pode trazer a paz!… Mas não, isso está oculto aos teus olhos. 43.Virão sobre ti dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados; 44.destruir-te-ão a ti e a teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo em que foste visitada.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1Mc 2,15-29) que o maligno ataca a fé através de pessoas das quais se utiliza como seus instrumentos para impor a apostasia e intentar levar o povo à prática de idolatrias. No caso em tela, muitos israelitas cederam a eles, porém Matatias, seus filhos e os que seguiam sua liderança permaneceram firmes na fé de seus antepassados. Os enviados do rei tentaram seduzi-los a aceder, com elogios e promessas de que seriam contados entre os amigos do rei e cumulados com honras, prata, ouro e outros presentes. Cumpre-nos seguir o exemplo de Matatias, que retorquiu, resolutamente: Ainda mesmo que todas as nações que se acham no reino do rei o escutassem, de modo que todos renegassem a fé de seus pais e aquiescessem às suas ordens, 20.eu, meus filhos e meus irmãos, perseveraremos na Aliança concluída por nossos antepassados. 21.Que Deus nos preserve de abandonar a lei e os mandamentos! 22.Não obedeceremos a essas ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião, nem para a direita, nem para a esquerda.” Cumpre-nos, a exemplo de Matatias, caso necessário, reagirmos com a energia justa e necessária face às apostasias e abominações e nos reunirmos em cooperação de esforços com os que se dispuserem a lutar para resistir aos ataques à nossa fé.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, os quais consistem nas forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 49): Salmo de Asaf. Falou o Senhor Deus e convocou toda a terra, desde o levante até o poente. 2.Do alto de Sião, ideal de beleza, Deus refulgiu: 3.nosso Deus vem vindo e não se calará. Um fogo abrasador o precede; ao seu redor, furiosa tempestade. 4.Do alto ele convoca os céus e a terra para julgar seu povo: 5.Reuni os meus fiéis, que selaram comigo aliança pelo sacrifício. 6.E os céus proclamam sua justiça, porque é o próprio Deus quem vai julgar. 7.Escutai, ó meu povo, que eu vou falar: Israel, vou testemunhar contra ti. Deus, o teu Deus, sou eu. 8.Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois teus holocaustos estão sempre diante de mim. 9.Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, 10.pois minhas são todas as feras das matas; há milhares de animais nos meus montes. 11.Conheço todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. 12.Se tivesse fome, não precisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém. 13.Porventura preciso comer carne de touros, ou beber sangue de cabrito?… 14.Oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo. 15.Invoca-me nos dias de tribulação, e eu te livrarei e me darás glória. 16.Ao pecador, porém, Deus diz: Por que recitas os meus mandamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? 17.Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras? 18.Se vês um ladrão, te ajuntas a ele, e com adúlteros te associas. 19.Dás plena licença à tua boca para o mal e tua língua trama fraudes. 20.Tu te assentas para falar contra teu irmão, cobres de calúnias o filho de tua própria mãe. 21.Eis o que fazes, e eu hei de me calar? Pensas que eu sou igual a ti? Não, mas vou te repreender e te lançar em rosto os teus pecados. 22.Compreendei bem isto, vós que vos esqueceis de Deus: não suceda que eu vos arrebate e não haja quem vos salve. 23.Honra-me quem oferece um sacrifício de louvor; ao que procede retamente, a este eu mostrarei a salvação de Deus.
O Santo Evangelho (Lc 19,41-44) compele-nos em especial a nos colocar com empatia diante de Jesus que chorou sobre Jerusalém, ciente do terrível destino que a esperava em decorrência da insensatez, da insensibilidade, de modo especial dos seus líderes… A cegueira espiritual que os acometeu, pela soberba neles inspirada pelo maligno, impediu-os de reconhecer o próprio Filho de Deus, Jesus, o Príncipe da Paz – tendo amargado por isso terríveis consequências e arrastado os seus nas desventuras que atraíram… Cumpre-nos empenhar-nos denodadamente para nos mantermos vigilantes e orantes para não incorrer nos mesmos erros. Ao invés de desprezar e rechaçar Jesus e seus ensinamentos, que os acolhamos e nos tornemos a cada dia mais especialistas em ouvir e colocar em prática tudo o que Jesus ensinou!
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina nesta Liturgia Diária; que nos mantenhamos vigilantes e orantes, cientes de que o maligno ataca a fé através de pessoas das quais se utiliza como seus instrumentos para impor a apostasia e intentar levar o povo à prática de idolatrias. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de Matatias, seus filhos e os que seguiam sua liderança, de modo a permanecermos firmes na fé de nossos antepassados. Ainda que o mundo, de muitos modos, por meio das astúcias do maligno tente nos seduzir a aceder, com elogios e promessas de que nos tornaremos pessoas ilustres, ricas e bem sucedidas, que a exemplo de Matatias e dos seus, perseveremos na Aliança concluída por nossos antepassados. Rogamo-vos que nos preserveis de abandonar a lei e os mandamentos e não nos desviemos de nossa religião, nem para a direita, nem para a esquerda. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Matatias, caso se faça necessário, reajamos com a energia justa e necessária face às apostasias e abominações e nos reunamos em cooperação de esforços com os que se dispuserem a lutar para resistir aos ataques à nossa fé. Fazemos coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, os quais consistem nas forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 49): Salmo de Asaf. Falou o Senhor Deus e convocou toda a terra, desde o levante até o poente. 2.Do alto de Sião, ideal de beleza, Deus refulgiu: 3.nosso Deus vem vindo e não se calará. Um fogo abrasador o precede; ao seu redor, furiosa tempestade. 4.Do alto ele convoca os céus e a terra para julgar seu povo: 5.Reuni os meus fiéis, que selaram comigo aliança pelo sacrifício. 6.E os céus proclamam sua justiça, porque é o próprio Deus quem vai julgar. 7.Escutai, ó meu povo, que eu vou falar: Israel, vou testemunhar contra ti. Deus, o teu Deus, sou eu. 8.Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois teus holocaustos estão sempre diante de mim. 9.Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, 10.pois minhas são todas as feras das matas; há milhares de animais nos meus montes. 11.Conheço todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. 12.Se tivesse fome, não precisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém. 13.Porventura preciso comer carne de touros, ou beber sangue de cabrito?… 14.Oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo. 15.Invoca-me nos dias de tribulação, e eu te livrarei e me darás glória. 16.Ao pecador, porém, Deus diz: Por que recitas os meus mandamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? 17.Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras? 18.Se vês um ladrão, te ajuntas a ele, e com adúlteros te associas. 19.Dás plena licença à tua boca para o mal e tua língua trama fraudes. 20.Tu te assentas para falar contra teu irmão, cobres de calúnias o filho de tua própria mãe. 21.Eis o que fazes, e eu hei de me calar? Pensas que eu sou igual a ti? Não, mas vou te repreender e te lançar em rosto os teus pecados. 22.Compreendei bem isto, vós que vos esqueceis de Deus: não suceda que eu vos arrebate e não haja quem vos salve. 23.Honra-me quem oferece um sacrifício de louvor; ao que procede retamente, a este eu mostrarei a salvação de Deus. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para nos colocarmos com empatia diante de Jesus que chorou sobre Jerusalém, ciente do terrível destino que a esperava em decorrência da insensatez, da insensibilidade, de modo especial dos seus líderes… A cegueira espiritual que os acometeu, pela soberba neles inspirada pelo maligno, impediu-os de reconhecer o próprio Filho de Deus, Jesus, o Príncipe da Paz – tendo amargado por isso terríveis consequências e arrastado os seus nas desventuras que atraíram… Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e orantes para não incorrer nos mesmos erros. Ao invés de desprezar e rechaçar Jesus e seus ensinamentos, que os acolhamos e nos tornemos a cada dia mais especialistas em ouvir e colocar em prática tudo o que Jesus ensinou! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 23 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2022/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-23-de-novembro/> Postado em: por: marsalima]

São Clemente I
Clemente foi o quarto papa da Igreja de Roma, ainda no século I. Vivia em Roma e foi contemporâneo de São João Evangelista, são Filipe e são Paulo; de Filipe era um dos colaboradores e do último, um discípulo. Paulo até citou-o em seus escritos. A antiga tradição cristã apresenta-o como filho do senador Faustino, da família Flávia, parente do imperador Domiciano. Mas foi o próprio Clemente que registrou sua história ao assumir o comando da Igreja, sabendo do perigo que o cargo representava para sua vida. Pois era uma época de muitas perseguições aos seguidores de Cristo.
Governou a Igreja por longo período, de 88 a 97, quando levou avante a evangelização firmemente centrada nos princípios da doutrina. Enfrentou as divisões internas que ocorriam. Foi considerado o autor da célebre carta anônima enviada aos coríntios, que não seguiam as orientações de Roma e pretendiam desligar-se do comando único da Igreja. Através da carta, Clemente I animou-os a perseverarem na fé e na caridade ensinada por Cristo, e participarem da união com a Igreja.
Restabeleceu o uso do crisma, seguindo a tradição de são Pedro, e instituiu o uso da expressão “amém” nos ritos religiosos. Com sua atuação séria e exemplar, converteu até Domitila, irmã do imperador Domiciano, também seu parente, fato que ajudou muito para amenizar a sangrenta perseguição aos cristãos. Graças a Domitila, muitos deixaram de sofrer ou, pelo menos, tiveram nela uma fonte de conforto e solidariedade.
Clemente I expandiu muito o cristianismo, assustando e preocupando o então imperador Nerva, que o exilou na Criméia. A essa altura, assumiu, como papa, Evaristo. Enquanto nas terras do exílio, Clemente I encontrou mais milhares de cristãos condenados aos trabalhos forçados nas minas de pedra. Passou a encorajá-los a perseverarem na fé e converteu muitos outros pagãos.
A notícia chegou ao novo imperador Trajano, que, irritado, primeiro ordenou que ele prestasse sacrifício aos deuses. Depois, como recebeu a recusa, mandou jogá-lo no mar Negro com uma âncora amarrada no pescoço. Tudo aconteceu no dia 23 de novembro do ano 101, como consta do Martirológio Romano.
O corpo do santo papa Clemente I, no ano 869, foi levado para Roma pelos irmãos missionários Cirilo e Metódio, também venerados pela Igreja, e entregue ao papa Adriano II. Em seguida, numa comovente solenidade, foi conduzido para o definitivo sepultamento na igreja dedicada a ele. Na cidade de Collelungo, nas ruínas da propriedade de Faustino, seu pai, foi construída uma igreja dedicada a são Clemente I. A sua celebração ocorre no dia da sua morte.

Santa Felicidade e Sete Irmãos
Não há muitas informações sobre a vida anterior ao martírio de Felicidade e dos sete irmãos. Eles viveram nos tempos do imperador Antonino e foram presos e mortos todos juntos no ano 165, em Roma.
Há dúvidas, até, de se os sete jovens seriam realmente todos irmãos e ainda, em sendo irmãos, se a mulher presa e morta ao lado deles seria mesmo a mãe deles. Entretanto são os dados registrados nas “Atas” sobre este martírio coletivo.
Também este não teria sido o único caso de uma mãe que recebeu a pena capital juntamente com os filhos. Há, por exemplo, o caso dos “sete irmãos Macabeus”, de que fala a Sagrada Escritura no capítulo sete do segundo livro dos Macabeus.
Além disso, quanto a esta mártir, consta que o próprio papa são Gregório Magno teria encontrado uma gravura mural que representava esta mãe, de nome Felicidade, rodeada por sete jovens, numa das catacumbas de Roma.
A tradição diz que Felicidade era uma rica viúva que foi acusada de ser cristã pelos sacerdotes pagãos ao imperador. Públio, prefeito de Roma, ficou encarregado do seu julgamento. Começou o interrogatório somente com ela, todavia não obteve resultado algum. No dia seguinte, mandou conduzir a mãe e os sete filhos para adorarem os deuses. Mas Felicidade exortou os filhos a que não fraquejassem na fé. O juiz, então, condenou mãe e filhos à morte.
Através das “Atas” podemos saber todos os seus nomes e a forma de martírio de cada um. Nela, eles estão citados como “os sete irmãos mártires”: Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial.
Januário, após ser açoitado com varas e ter padecido no cárcere, foi morto com flagelos chumbados. Félix e Filipe foram espancados e mortos a cacetadas. Silvano foi jogado num precipício. Alexandre, Vidal e Marcial foram decapitados.
Apesar de saberem que sofreriam muito antes de morrer, todos mantiveram a firmeza na fé e não renegaram o Cristo. A última a morrer, por decapitação foi Felicidade, que sofreu muitas torturas até a execução no dia 23 de novembro. A tradição cristã reverência todos estes santos mártires na mesma data.

São Columbano
Catequizada por são Patrício no século V, a Irlanda deu à Europa medieval inúmeros monges missionários que espalharam e fizeram crescer a Igreja cristã. Da “ilha dos santos” para a Europa, eles vieram, austeros, retos e amorosamente motivados, dar origem à chamada “peregrinação pelo Senhor”. Além de expandir muito as regiões de fé cristã, colaboraram para a renovação cultural do velho continente. Um de grande relevância foi o monge Columbano, nascido por volta do ano 540 na cidade de Leinster.
Esse irlandês era um nobre rico, culto e dotado de inteligência incomum. Ele próprio se iniciou no estudo das Sagradas Escrituras. Depois, estudou as ciências humanas e a teologia em um mosteiro da Irlanda do Norte, em Bangor, considerado o de regras mais rígidas de todo país. Teve como orientador espiritual o próprio abade, santo Comgall. Passou décadas e mais décadas de ilha em ilha, onde os mosteiros floresciam. Ele mesmo fundou um em Bangor, que se tornou célebre também, e onde, por uma década, foi professor dos noviços.
Contemporâneo dos mais destacados religiosos de sua época, estudou ao lado de muitos deles, alguns dos quais se tornaram santos. Aos cinqüenta anos, deixou seu país para atuar como missionário, acompanhado de outros doze monges. E passou para a história da Igreja por sua presença de visionário reformador e fundador de mosteiros, dono de uma singular personalidade que unia vigor e poesia, determinação férrea e descuidada improvisação. Mas também, e principalmente, pela rigidez das regras de disciplina imposta aos monges dos seus mosteiros.
Chegou, em 590, na Europa decadente daqueles tempos medievais, entrando pela França, onde fundou o primeiro mosteiro em Luxeuil, a seguir outros dois na região da Borgonha. Assim, atraiu centenas de seguidores, reavivando a fé cristã. Depois, foi a vez da Suíça, onde deixou o discípulo Gallo, agora santo, o qual fundaria, mais tarde, um célebre mosteiro que perpetua o seu nome.
Finalmente, chegou na Itália, onde a fama de sua sabedoria e santidade já era conhecida. Atuou como conselheiro do rei dos longobardos, mas indispôs-se com ele por causa da sua oposição aos hereges arianos. Foi para as montanhas da Ligúria, entre Gênova e Pávia, onde ergueu a igreja e o Mosteiro de Bobbio, que tantos frutos daria ao catolicismo no futuro. Nele, o abade Columbano morreu no dia 23 de novembro de 615. E essa é a data da festa para a sua celebração.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 23/11/2023 – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Zacarias 11, 4 – 12, 8
Parábola dos pastores
Assim fala o Senhor meu Deus: «Apascenta essas ovelhas destinadas ao matadouro; os compradores abatem‑nas impunemente, e os vendedores dizem: ‘Bendito seja o Senhor, que estou rico!’, sem que os seus pastores tenham compaixão delas. Também Eu não terei compaixão dos habitantes desta terra, diz o Senhor. Entregarei os homens, cada um nas mãos do seu vizinho e nas mãos do seu rei. Eles devastarão a terra, mas Eu não os livrarei das suas mãos».
Então pus‑me a apascentar as ovelhas destinadas ao matadouro, por conta dos negociantes de gado. Arranjei dois cajados: chamei a um «Benevolência» e a outro «União»; depois comecei a apascentar as ovelhas e fiz desaparecer num mês três pastores. Aborreci‑me com elas, e elas aborreceram‑se comigo. Disse então: «Nunca mais vos levarei a pastar. A que tem de morrer, que morra; a que tem de desaparecer, que desapareça; as que ficarem, que se comam umas às outras».
Peguei no meu cajado «Benevolência» e parti‑o, para quebrar a aliança que o Senhor tinha feito com todos os povos. Ficou, portanto, partido nesse dia, e os negociantes de gado, que me observavam, compreenderam que era uma palavra do Senhor. Eu disse‑lhes: «Se achardes bem, pagai‑me o meu salário; se não, deixai lá». Eles pesaram o meu salário: trinta moedas de prata.
O Senhor disse‑me: «Lança no Tesouro o belo preço em que Eu fui avaliado por eles». Tomei as trinta moedas de prata e lancei‑as no Tesouro do templo do Senhor. Depois parti o meu segundo cajado «União», para desfazer a fraternidade entre Judá e Israel. Disse‑me o Senhor: «Toma um equipamento de pastor insensato. Eu farei que apareça tal pastor nesta terra: não fará caso da ovelha perdida, não buscará a que anda tresmalhada, não tratará da que está ferida, não alimentará a que está com saúde; comerá a carne das ovelhas fortes e quebrará as suas unhas. Ai do mau pastor que abandona o rebanho! Caia a espada sobre o seu braço e o seu olho direito! O seu braço direito ficará ressequido e o seu olho direito será coberto de trevas!».
Oráculo. Palavra do Senhor dirigida a Israel. Vaticínio do Senhor que estendeu os céus, fundou a terra e formou o espírito que o homem tem dentro de si:
«Vou fazer de Jerusalém uma taça inebriante para todos os povos que a cercam. Também Judá sentirá a opressão quando Jerusalém for sitiada.
Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos. Todos aqueles que tentarem levantá‑la ficarão gravemente feridos; todos os povos da terra se juntarão contra ela. Naquele dia, diz o Senhor, ferirei de terror todos os cavalos e de loucura todos os cavaleiros. Fixarei os meus olhos sobre a casa de Judá, mas ferirei de cegueira todos os cavalos dos gentios. Os chefes de Judá dirão no seu íntimo: ‘A força dos habitantes de Jerusalém está no seu Deus, o Senhor do Universo’.
Naquele dia, farei dos chefes de Judá um braseiro aceso num monte de lenha, uma tocha acesa num molho de espigas. Devorarão à direita e à esquerda todos os povos em redor, mas Jerusalém ficará povoada no seu lugar. O Senhor salvará em primeiro lugar as tendas de Judá, para que a casa de David e os habitantes de Jerusalém não se envaideçam contra Judá. Naquele dia, o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém: o mais fraco entre eles será como David, e a casa de David como Deus, como o Anjo do Senhor que vai à frente deles».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Comentário de São Gregório de Nissa, bispo, sobre o Cântico dos Cânticos
(Cap. 2: PG 44, 802)) (Sec. IV)
Oração ao Bom Pastor
Onde apascentais, ó Bom Pastor, que levais sobre os ombros todo o rebanho? (Aquela única ovelha representa de fato toda a natureza humana que tomastes sobre os ombros). Mostrai‑me o lugar de repouso, conduzi‑me à erva boa e reconfortante, chamai‑me pelo nome, para que ouça a vossa voz como ovelha do vosso rebanho e, seguindo essa voz, chegue à vida eterna: Dizei‑me onde está o amado da minha alma.
Chamo‑Vos assim, porque o vosso nome está acima de todo o nome e de toda a inteligência, e nenhum ser racional é capaz de o exprimir e compreender. O vosso nome, expressão da vossa bondade, representa o amor da minha alma para convosco. Como poderei deixar de Vos amar, se o vosso amor por mim, apesar de eu ser morena, Vos levou ao extremo de dar a vida pelas ovelhas do vosso rebanho? Não se pode imaginar amor maior que este: pagastes com a vida a minha salvação!
Dizei‑me onde apascentais o vosso rebanho, a fim de que eu possa encontrar essa pastagem salutar e saciar‑me com o alimento celeste, que é necessário comer para entrar na vida eterna; deixai‑me chegar à fonte e beber da água divina que ofereceis aos que têm sede, deixai‑me beber da água que brota do vosso lado aberto pela lança, e que se converte, para quem a beber, numa nascente de água que jorra para a vida eterna.
Se me admitis nestas pastagens, far‑me‑eis certamente descansar ao meio‑dia, e eu dormirei em paz, repousando numa luz sem sombra. Com efeito, ao meio-dia não há sombra alguma, quando o sol brilha no seu zênite, precisamente na hora em que fazeis descansar aqueles que alimentastes, quando recolheis convosco no redil os vossos filhos. Ninguém pode considerar‑se digno deste descanso do meio‑dia, se não é filho da luz e filho do dia. Só quem se afasta igualmente das trevas da madrugada e das trevas do entardecer, que representam o início e o fim do mal, será conduzido pelo sol de justiça para descansar em pleno meio‑dia.
Ensinai‑me como devo descansar e apascentar‑me e ensinai-me o caminho de repouso do meio‑dia, para que não me afaste da vossa mão que me conduz e não me junte, por ignorância da verdade, a um rebanho que não é o vosso.
Assim falou [a esposa dos cantares], solícita pela beleza que lhe veio de Deus e desejosa de compreender como pode a felicidade durar eternamente.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Is 66, 1-2
Eis o que diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra escabelo dos meus pés. Que casa podereis construir-Me? Qual será o lugar do meu repouso? Pela minha mão foram feitas todas as coisas e tudo Me pertence, diz o Senhor. O meu olhar volta-se para os humildes e os corações contritos, para aqueles que temem as minhas palavras.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Am 4, 13
Aquele que formou os montes e criou os ventos, Aquele que revela ao homem os seus próprios pensamentos, que faz a aurora e as trevas e caminha sobre as alturas da terra, o seu nome é Senhor Deus dos Exércitos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Am 5, 8
Aquele que criou as Plêiades e o Orionte, Aquele que muda as trevas em aurora e transforma o dia em noite, que chama as águas do mar e as derrama sobre a face da terra, o seu nome é Senhor.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Am 9, 6
Aquele que constrói no céu a sua morada e firma sobre a terra a abóbada celeste, Aquele que chama as águas do mar e as derrama sobre a face da terra, o seu nome é Senhor.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 1, 6-9
A esperança vos enche de alegria, embora talvez vos seja preciso ainda, por pouco tempo, passar por diversas provações, para que a prova a que é submetida a vossa fé – muito mais preciosa que o ouro perecível, que se prova pelo fogo – seja digna de louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo Se manifestar. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, acreditais n’Ele. E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, porque conseguis o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
