Links e vídeos
24 de novembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE NOVEMBRO DE 2023 – DOMINGO – NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO (ANO A)
26 de novembro de 2023
Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 25/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1Mc 6,1-13) sobre as consequências da ganância, da vida marcada pela impiedade, pelo desrespeito a Deus e ao próximo. Quem não cultiva a virtude do temor de Deus, que é o princípio da sabedoria -que consiste no sábio receio de desagradar e desse modo afastar-se de Deus, perdendo a sua graça e, consequentemente, mergulhar o viver em desgraça – mais cedo ou mais tarde cai vitimado pela ira, por um sem número de perturbações, doenças, além da tristeza decorrente das decepções que a vida desgraçada reserva aos insensatos. Quem não se arrepende e não se converte aos caminhos do Senhor, acaba por mergulhar nas mágoas decorrentes dos fracassos e decepções, amargando um viver sem sentido que leva à desolação de quem é acusado pela própria consciência de ter perpetrado males abomináveis, sobrevindo-lhe a morte no mais deplorável dos estados.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, os quais consistem nas forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 9): Ao mestre de canto. Segundo a melodia A morte para o filho. Salmo de Davi. 2. Eu vos louvarei, Senhor, de todo o coração, todas as vossas maravilhas narrarei. 3. Em vós eu estremeço de alegria, cantarei vosso nome, ó Altíssimo! 4. Porque meus inimigos recuaram, fraquejaram, pereceram ante a vossa face. 5. Pois tomastes a vós meu direito e minha causa, assentastes, ó justo Juiz, em vosso tribunal. 6. Com efeito, perseguistes as nações, destruístes o ímpio; apagastes, para sempre, o seu nome. 7. Meus inimigos pereceram, consumou-se sua ruína eterna; demolistes suas cidades, sua própria lembrança se acabou. 8. O Senhor, porém, domina eternamente; num trono sólido, ele pronuncia seus julgamentos. 9. Ele mesmo julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sentença sobre os povos. 10. O Senhor torna-se refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo. 11. Aqueles que conheceram vosso nome confiarão em vós, porque, Senhor, jamais abandonais quem vos procura. 12. Salmodiai ao Senhor, que habita em Sião; proclamai seus altos feitos entre os povos. 13. Porque, vingador do sangue derramado, ele se lembra deles e não esqueceu o clamor dos infelizes. 14. Tende piedade de mim, Senhor, vede a miséria a que me reduziram os inimigos; arrancai-me das portas da morte, 15. para que nas portas da filha de Sião eu publique vossos louvores, e me regozije de vosso auxílio. 16. Caíram as nações no fosso que cavaram; prenderam-se seus pés na armadilha que armaram. 17. O Senhor se manifestou e fez justiça, capturando o ímpio em suas próprias redes. 18. Que os pecadores caiam na região dos mortos, todos esses povos que olvidaram a Deus. 19. O pobre, porém, não ficará no eterno esquecimento; nem a esperança dos aflitos será frustrada para sempre. 20. Levantai-vos, Senhor! Não seja o homem quem tenha a última palavra! Que diante de vós sejam julgadas as nações. 21. Enchei-as de pavor, Senhor, para que saibam que não passam de simples homens. 22. (1) Senhor, por que ficais tão longe? Por que vos ocultais nas horas de angústia? 23. (2) Enquanto o ímpio se enche de orgulho, é vexado o infeliz com as tribulações que aquele tramou. 24. (3) O pecador se gloria até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. 25. (4) Em sua arrogância, o ímpio diz: Não há castigo, Deus não existe. É tudo e só o que ele pensa. 26. (5) Em todos os tempos, próspero é o curso de sua vida; vossos juízos estão acima de seu alcance; quanto a seus adversários, os despreza a todos. 27. (6) Diz no coração: Nada me abalará, jamais terei má sorte. 28. (7) De maledicência, astúcia e dolo sua boca está cheia; em sua língua só existem palavras injuriosas e ofensivas. 29. (8) Põe-se de emboscada na vizinhança dos povoados, mata o inocente em lugares ocultos; seus olhos vigiam o infeliz. 30. (9) Como um leão no covil, espreita, no escuro; arma ciladas para surpreender o infeliz, colhe-o, na sua rede, e o arrebata. 31. (10) Curva-se, agacha-se no chão, e os infortunados caem em suas garras. 32. (11) Depois diz em seu coração: Deus depressa se esquecerá, ele voltará a cabeça, nunca vê nada. 33. (12) Levantai-vos, Senhor! Estendei a mão, e não vos esqueçais dos pobres. 34. (13) Por que razão o ímpio despreza a Deus e diz em seu coração Não haverá castigo? 35. (14) Entretanto, vós vedes tudo: observais os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles em vossas mãos. É a vós que se abandona o infortunado, sois vós o amparo do órfão. 36. (15) Esmagai, pois, o braço do pecador perverso; persegui sua malícia, para que não subsista. 37. (16) O Senhor é rei eterno, as nações pagãs desaparecerão de seu domínio. 38. (17) Senhor, ouvistes os desejos dos humildes, confortastes-lhes o coração e os atendestes. 39. (18) Para que justiça seja feita ao órfão e ao oprimido, nem mais incuta terror o homem tirado do pó.
O Santo Evangelho (Lc 20,27- 40) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência do ensinamento de Jesus a respeito da ressurreição. Os que forem contemplados com a graça de serem ressuscitados – os que nele crerem, ouvirem e colocarem em prática sua palavra – viverão eternamente de forma semelhante aos anjos, com um viver intensamente espiritual: após a ressurreição não haverá relacionamentos conjugais.
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4178-liturgia-de-25-de-novembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiveres (Jr 29,11.14).
Oração do dia
– Deus e salvador nosso, ouvi a nossa súplica, para que, alegrando-nos com a festa da virgem Santa Catarina de Alexandria, aprendamos a vos servir com amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: 1Mc 6,1-13
Salmo Responsorial: Sl 9
– Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 20,27- 40.
Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1Mc 6,1-13): Enquanto percorria as províncias superiores, soube o rei Antíoco que na Pérsia, em Elimaida, havia uma cidade famosa por suas riquezas, sua prata e ouro. 2.Seu templo, extremamente rico, possuía véus de ouro, escudos, couraças e armas, abandonados ali por Alexandre, filho de Filipe, rei da Macedônia, que foi o primeiro a reinar sobre a Grécia. 3.Dirigiu-se ele para essa cidade, com a finalidade de tomá-la e pilhá-la, mas foi em vão, porque os habitantes haviam sido prevenidos. 4.Eles se aprontaram para lhe resistir e ele teve que voltar de lá, para alcançar Babilônia com grande humilhação. 5.E eis que, na Pérsia, um mensageiro veio dizer-lhe que as tropas enviadas à Judéia tinham sido derrotadas, 6.e que Lísias, tendo partido a princípio com um poderoso exército, havia fugido na presença dos judeus, os quais haviam aumentado ainda suas forças com armas e tropas e se tinham enriquecido com todo o material raptado de seus campos devastados. 7.Eles tinham também destruído a abominação edificada por ele sobre o altar, em Jerusalém, e haviam cercado o templo com altas muralhas, como outrora, assim como a cidade de Betsur. 8.Ouvindo essas novas, o rei ficou irado e profundamente perturbado. Atirou-se à cama e caiu doente de tristeza, porque os acontecimentos não tinham correspondido à sua expectativa. 9.Passou assim muitos dias, porque sua mágoa se renovava sem cessar, e pensava na morte. 10.Mandou chamar todos os seus amigos e lhes disse: O sono fugiu dos meus olhos e meu coração desfalece de tristeza. 11.Eu repito para mim mesmo: Em que aflição fui eu cair e a que desolação fui eu reduzido até o presente, eu que era bom e querido no tempo de meu poder? 12.Mas agora eu me lembro dos males que causei em Jerusalém, de todos os objetos de ouro e de prata que saqueei, e de todos os habitantes da Judéia que exterminei sem motivo. 13.Reconheço que foi por causa disso que todos esses males me fulminaram, e agora morro de tristeza numa terra estrangeira.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 9): Ao mestre de canto. Segundo a melodia A morte para o filho. Salmo de Davi. 2. Eu vos louvarei, Senhor, de todo o coração, todas as vossas maravilhas narrarei. 3. Em vós eu estremeço de alegria, cantarei vosso nome, ó Altíssimo! 4. Porque meus inimigos recuaram, fraquejaram, pereceram ante a vossa face. 5. Pois tomastes a vós meu direito e minha causa, assentastes, ó justo Juiz, em vosso tribunal. 6. Com efeito, perseguistes as nações, destruístes o ímpio; apagastes, para sempre, o seu nome. 7. Meus inimigos pereceram, consumou-se sua ruína eterna; demolistes suas cidades, sua própria lembrança se acabou. 8. O Senhor, porém, domina eternamente; num trono sólido, ele pronuncia seus julgamentos. 9. Ele mesmo julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sentença sobre os povos. 10. O Senhor torna-se refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo. 11. Aqueles que conheceram vosso nome confiarão em vós, porque, Senhor, jamais abandonais quem vos procura. 12. Salmodiai ao Senhor, que habita em Sião; proclamai seus altos feitos entre os povos. 13. Porque, vingador do sangue derramado, ele se lembra deles e não esqueceu o clamor dos infelizes. 14. Tende piedade de mim, Senhor, vede a miséria a que me reduziram os inimigos; arrancai-me das portas da morte, 15. para que nas portas da filha de Sião eu publique vossos louvores, e me regozije de vosso auxílio. 16. Caíram as nações no fosso que cavaram; prenderam-se seus pés na armadilha que armaram. 17. O Senhor se manifestou e fez justiça, capturando o ímpio em suas próprias redes. 18. Que os pecadores caiam na região dos mortos, todos esses povos que olvidaram a Deus. 19. O pobre, porém, não ficará no eterno esquecimento; nem a esperança dos aflitos será frustrada para sempre. 20. Levantai-vos, Senhor! Não seja o homem quem tenha a última palavra! Que diante de vós sejam julgadas as nações. 21. Enchei-as de pavor, Senhor, para que saibam que não passam de simples homens. 22. (1) Senhor, por que ficais tão longe? Por que vos ocultais nas horas de angústia? 23. (2) Enquanto o ímpio se enche de orgulho, é vexado o infeliz com as tribulações que aquele tramou. 24. (3) O pecador se gloria até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. 25. (4) Em sua arrogância, o ímpio diz: Não há castigo, Deus não existe. É tudo e só o que ele pensa. 26. (5) Em todos os tempos, próspero é o curso de sua vida; vossos juízos estão acima de seu alcance; quanto a seus adversários, os despreza a todos. 27. (6) Diz no coração: Nada me abalará, jamais terei má sorte. 28. (7) De maledicência, astúcia e dolo sua boca está cheia; em sua língua só existem palavras injuriosas e ofensivas. 29. (8) Põe-se de emboscada na vizinhança dos povoados, mata o inocente em lugares ocultos; seus olhos vigiam o infeliz. 30. (9) Como um leão no covil, espreita, no escuro; arma ciladas para surpreender o infeliz, colhe-o, na sua rede, e o arrebata. 31. (10) Curva-se, agacha-se no chão, e os infortunados caem em suas garras. 32. (11) Depois diz em seu coração: Deus depressa se esquecerá, ele voltará a cabeça, nunca vê nada. 33. (12) Levantai-vos, Senhor! Estendei a mão, e não vos esqueçais dos pobres. 34. (13) Por que razão o ímpio despreza a Deus e diz em seu coração Não haverá castigo? 35. (14) Entretanto, vós vedes tudo: observais os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles em vossas mãos. É a vós que se abandona o infortunado, sois vós o amparo do órfão. 36. (15) Esmagai, pois, o braço do pecador perverso; persegui sua malícia, para que não subsista. 37. (16) O Senhor é rei eterno, as nações pagãs desaparecerão de seu domínio. 38. (17) Senhor, ouvistes os desejos dos humildes, confortastes-lhes o coração e os atendestes. 39. (18) Para que justiça seja feita ao órfão e ao oprimido, nem mais incuta terror o homem tirado do pó.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 20,27-40): Alguns saduceus – que negam a ressurreição – aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: 28. Mestre, Moisés prescreveu-nos: Se alguém morrer e deixar mulher, mas não deixar filhos, case-se com ela o irmão dele, e dê descendência a seu irmão. 29. Ora, havia sete irmãos, o primeiro dos quais tomou uma mulher, mas morreu sem filhos. 30. Casou-se com ela o segundo, mas também ele morreu sem filhos. 31. Casou-se depois com ela o terceiro. E assim sucessivamente todos os sete, que morreram sem deixar filhos. 32. Por fim, morreu também a mulher. 33. Na ressurreição, de qual deles será a mulher? Porque os sete a tiveram por mulher. 34. Jesus respondeu: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, 35. mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido. 36. Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados. 37. Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente (Ex 3,6), chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó .38. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele. 39. Alguns dos escribas disseram, então: Mestre, falaste bem .40. E já não se atreviam a fazer-lhe pergunta alguma.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1Mc 6,1-13) sobre as consequências da ganância, da vida marcada pela impiedade, pelo desrespeito a Deus e ao próximo. Quem não cultiva a virtude do temor de Deus, que é o princípio da sabedoria -que consiste no sábio receio de desagradar e desse modo afastar-se de Deus, perdendo a sua graça e, consequentemente, mergulhar o viver em desgraça – mais cedo ou mais tarde cai vitimado pela ira, por um sem número de perturbações, doenças, além da tristeza decorrente das decepções que a vida desgraçada reserva aos insensatos. Quem não se arrepende e não se converte aos caminhos do Senhor, acaba por mergulhar nas mágoas decorrentes dos fracassos e decepções, amargando um viver sem sentido que leva à desolação de quem é acusado pela própria consciência de ter perpetrado males abomináveis, sobrevindo-lhe a morte no mais deplorável dos estados.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, os quais consistem nas forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 9): Ao mestre de canto. Segundo a melodia A morte para o filho. Salmo de Davi. 2. Eu vos louvarei, Senhor, de todo o coração, todas as vossas maravilhas narrarei. 3. Em vós eu estremeço de alegria, cantarei vosso nome, ó Altíssimo! 4. Porque meus inimigos recuaram, fraquejaram, pereceram ante a vossa face. 5. Pois tomastes a vós meu direito e minha causa, assentastes, ó justo Juiz, em vosso tribunal. 6. Com efeito, perseguistes as nações, destruístes o ímpio; apagastes, para sempre, o seu nome. 7. Meus inimigos pereceram, consumou-se sua ruína eterna; demolistes suas cidades, sua própria lembrança se acabou. 8. O Senhor, porém, domina eternamente; num trono sólido, ele pronuncia seus julgamentos. 9. Ele mesmo julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sentença sobre os povos. 10. O Senhor torna-se refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo. 11. Aqueles que conheceram vosso nome confiarão em vós, porque, Senhor, jamais abandonais quem vos procura. 12. Salmodiai ao Senhor, que habita em Sião; proclamai seus altos feitos entre os povos. 13. Porque, vingador do sangue derramado, ele se lembra deles e não esqueceu o clamor dos infelizes. 14. Tende piedade de mim, Senhor, vede a miséria a que me reduziram os inimigos; arrancai-me das portas da morte, 15. para que nas portas da filha de Sião eu publique vossos louvores, e me regozije de vosso auxílio. 16. Caíram as nações no fosso que cavaram; prenderam-se seus pés na armadilha que armaram. 17. O Senhor se manifestou e fez justiça, capturando o ímpio em suas próprias redes. 18. Que os pecadores caiam na região dos mortos, todos esses povos que olvidaram a Deus. 19. O pobre, porém, não ficará no eterno esquecimento; nem a esperança dos aflitos será frustrada para sempre. 20. Levantai-vos, Senhor! Não seja o homem quem tenha a última palavra! Que diante de vós sejam julgadas as nações. 21. Enchei-as de pavor, Senhor, para que saibam que não passam de simples homens. 22. (1) Senhor, por que ficais tão longe? Por que vos ocultais nas horas de angústia? 23. (2) Enquanto o ímpio se enche de orgulho, é vexado o infeliz com as tribulações que aquele tramou. 24. (3) O pecador se gloria até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. 25. (4) Em sua arrogância, o ímpio diz: Não há castigo, Deus não existe. É tudo e só o que ele pensa. 26. (5) Em todos os tempos, próspero é o curso de sua vida; vossos juízos estão acima de seu alcance; quanto a seus adversários, os despreza a todos. 27. (6) Diz no coração: Nada me abalará, jamais terei má sorte. 28. (7) De maledicência, astúcia e dolo sua boca está cheia; em sua língua só existem palavras injuriosas e ofensivas. 29. (8) Põe-se de emboscada na vizinhança dos povoados, mata o inocente em lugares ocultos; seus olhos vigiam o infeliz. 30. (9) Como um leão no covil, espreita, no escuro; arma ciladas para surpreender o infeliz, colhe-o, na sua rede, e o arrebata. 31. (10) Curva-se, agacha-se no chão, e os infortunados caem em suas garras. 32. (11) Depois diz em seu coração: Deus depressa se esquecerá, ele voltará a cabeça, nunca vê nada. 33. (12) Levantai-vos, Senhor! Estendei a mão, e não vos esqueçais dos pobres. 34. (13) Por que razão o ímpio despreza a Deus e diz em seu coração Não haverá castigo? 35. (14) Entretanto, vós vedes tudo: observais os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles em vossas mãos. É a vós que se abandona o infortunado, sois vós o amparo do órfão. 36. (15) Esmagai, pois, o braço do pecador perverso; persegui sua malícia, para que não subsista. 37. (16) O Senhor é rei eterno, as nações pagãs desaparecerão de seu domínio. 38. (17) Senhor, ouvistes os desejos dos humildes, confortastes-lhes o coração e os atendestes. 39. (18) Para que justiça seja feita ao órfão e ao oprimido, nem mais incuta terror o homem tirado do pó.
O Santo Evangelho (Lc 20,27- 40) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência do ensinamento de Jesus a respeito da ressurreição. Os que forem contemplados com a graça de serem ressuscitados – os que nele crerem, ouvirem e colocarem em prática sua palavra – viverão eternamente de forma semelhante aos anjos, com um viver intensamente espiritual: após a ressurreição não haverá relacionamentos conjugais.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (1 Mc 4,36-37.52-59) sobre as consequências da ganância, da vida marcada pela impiedade, pelo desrespeito a Deus e ao próximo. Quem não cultiva a virtude do temor de Deus, que é o princípio da sabedoria – que consiste no sábio receio de desagradar e desse modo afastar-se de Deus, perdendo a sua graça e, consequentemente, mergulhar o viver em desgraça – mais cedo ou mais tarde cai vitimado pela ira, por um sem número de perturbações, doenças, além da tristeza decorrente das decepções que a vida desgraçada reserva aos insensatos. Quem não se arrepende e não se converte aos caminhos do Senhor, acaba por mergulhar nas mágoas decorrentes dos fracassos e decepções, amargando um viver sem sentido que leva à desolação de quem é acusado pela própria consciência de ter perpetrado males abomináveis, sobrevindo-lhe a morte no mais deplorável dos estados. Fazemos coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, os quais consistem nas forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 9): Ao mestre de canto. Segundo a melodia A morte para o filho. Salmo de Davi. 2. Eu vos louvarei, Senhor, de todo o coração, todas as vossas maravilhas narrarei. 3. Em vós eu estremeço de alegria, cantarei vosso nome, ó Altíssimo! 4. Porque meus inimigos recuaram, fraquejaram, pereceram ante a vossa face. 5. Pois tomastes a vós meu direito e minha causa, assentastes, ó justo Juiz, em vosso tribunal. 6. Com efeito, perseguistes as nações, destruístes o ímpio; apagastes, para sempre, o seu nome. 7. Meus inimigos pereceram, consumou-se sua ruína eterna; demolistes suas cidades, sua própria lembrança se acabou. 8. O Senhor, porém, domina eternamente; num trono sólido, ele pronuncia seus julgamentos. 9. Ele mesmo julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sentença sobre os povos. 10. O Senhor torna-se refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo. 11. Aqueles que conheceram vosso nome confiarão em vós, porque, Senhor, jamais abandonais quem vos procura. 12. Salmodiai ao Senhor, que habita em Sião; proclamai seus altos feitos entre os povos. 13. Porque, vingador do sangue derramado, ele se lembra deles e não esqueceu o clamor dos infelizes. 14. Tende piedade de mim, Senhor, vede a miséria a que me reduziram os inimigos; arrancai-me das portas da morte, 15. para que nas portas da filha de Sião eu publique vossos louvores, e me regozije de vosso auxílio. 16. Caíram as nações no fosso que cavaram; prenderam-se seus pés na armadilha que armaram. 17. O Senhor se manifestou e fez justiça, capturando o ímpio em suas próprias redes. 18. Que os pecadores caiam na região dos mortos, todos esses povos que olvidaram a Deus. 19. O pobre, porém, não ficará no eterno esquecimento; nem a esperança dos aflitos será frustrada para sempre. 20. Levantai-vos, Senhor! Não seja o homem quem tenha a última palavra! Que diante de vós sejam julgadas as nações. 21. Enchei-as de pavor, Senhor, para que saibam que não passam de simples homens. 22. (1) Senhor, por que ficais tão longe? Por que vos ocultais nas horas de angústia? 23. (2) Enquanto o ímpio se enche de orgulho, é vexado o infeliz com as tribulações que aquele tramou. 24. (3) O pecador se gloria até de sua cupidez, o cobiçoso blasfema e despreza a Deus. 25. (4) Em sua arrogância, o ímpio diz: Não há castigo, Deus não existe. É tudo e só o que ele pensa. 26. (5) Em todos os tempos, próspero é o curso de sua vida; vossos juízos estão acima de seu alcance; quanto a seus adversários, os despreza a todos. 27. (6) Diz no coração: Nada me abalará, jamais terei má sorte. 28. (7) De maledicência, astúcia e dolo sua boca está cheia; em sua língua só existem palavras injuriosas e ofensivas. 29. (8) Põe-se de emboscada na vizinhança dos povoados, mata o inocente em lugares ocultos; seus olhos vigiam o infeliz. 30. (9) Como um leão no covil, espreita, no escuro; arma ciladas para surpreender o infeliz, colhe-o, na sua rede, e o arrebata. 31. (10) Curva-se, agacha-se no chão, e os infortunados caem em suas garras. 32. (11) Depois diz em seu coração: Deus depressa se esquecerá, ele voltará a cabeça, nunca vê nada. 33. (12) Levantai-vos, Senhor! Estendei a mão, e não vos esqueçais dos pobres. 34. (13) Por que razão o ímpio despreza a Deus e diz em seu coração Não haverá castigo? 35. (14) Entretanto, vós vedes tudo: observais os que penam e sofrem, a fim de tomar a causa deles em vossas mãos. É a vós que se abandona o infortunado, sois vós o amparo do órfão. 36. (15) Esmagai, pois, o braço do pecador perverso; persegui sua malícia, para que não subsista. 37. (16) O Senhor é rei eterno, as nações pagãs desaparecerão de seu domínio. 38. (17) Senhor, ouvistes os desejos dos humildes, confortastes-lhes o coração e os atendestes. 39. (18) Para que justiça seja feita ao órfão e ao oprimido, nem mais incuta terror o homem tirado do pó. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do ensinamento de Jesus a respeito da ressurreição. Os que forem contemplados com a graça de serem ressuscitados – os que nele crerem, ouvirem e colocarem em prática suas palavras – viverão eternamente de forma semelhante aos anjos, com um viver intensamente espiritual: após a ressurreição não haverá relacionamentos conjugais. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 25 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-25-de-novembro/> Postado em: por: marsalima]

Santa Catarina de Alexandria
A vida e o martírio de Catarina de Alexandria estão de tal modo mesclados às tradições cristãs que ainda hoje fica difícil separar os acontecimentos reais do imaginário de seus devotos, espalhados pelo mundo todo. Muito venerada, o seu nome tornou-se uma escolha comum no batismo, e em sua honra muitas igrejas, capelas e localidades são dedicadas, no Oriente e no Ocidente. O Brasil homenageou-a com o estado de Santa Catarina, cuja população a festeja como sua celestial padroeira.
Alguns textos escritos entre os séculos VI e X , que se reportam aos acontecimentos do ano 305, tornaram pública a empolgante figura feminina de Catarina. Descrita como uma jovem de dezoito anos, cristã, de rara beleza, era filha do rei Costus, de Alexandria, onde vivia no Egito. Muito culta, dispunha de vastos conhecimentos teológicos e humanísticos. Com desenvoltura, modéstia e didática, discutia filosofia, política e religião com os grandes mestres, o que não era nada comum a uma mulher e jovem naquela época. E fazia isso em público, por isso era respeitada pelos súditos da Corte que seria sua por direito.
Entretanto esses eram tempos duros do imperador romano Maximino, terrível perseguidor e exterminador de cristãos. Segundo os relatos, a história do martírio da bela cristã teve início com a sua recusa ao trono de imperatriz. Maximino apaixonou-se por ela, e precisava tirá-la da liderança que exercia na expansão do cristianismo. Tentou, oferecendo-lhe poder e riqueza materiais. Estava disposto a divorciar-se para casar-se com ela, contanto que passasse a adorar os deuses egípcios.
Catarina recusou enfaticamente, ao mesmo tempo que tentou convertê-lo, desmistificando os deuses pagãos. Sem conseguir discutir com a moça, o imperador chamou os sábios do reino para auxiliá-lo. Eles tentaram defender suas seitas com saídas teóricas e filosóficas, mas acabaram convertidos por Catarina. Irado, Maximino condenou todos ao suplício e à morte. Exceto ela, para quem tinha preparado algo especial.
Mandou torturá-la com rodas equipadas com lâminas cortantes e ferros pontiagudos. Com os olhos elevados ao Senhor, rezou e fez o sinal da cruz. Então, ocorreu o prodígio: o aparelho desmontou. O imperador, transtornado, levou-a para fora da cidade e comandou pessoalmente a sua tortura, depois mandou decapitá-la. Ela morreu, mas outro milagre aconteceu. O corpo da mártir foi levado por anjos para o alto do monte Sinai. Isso aconteceu em 25 de novembro de 305.
Contam-se milhares de graças e milagres acontecidos naquele local por intercessão de Santa Catarina de Alexandria. Passados três séculos, Justiniano, imperador de Bizâncio, mandou construir o Mosteiro de Santa Catarina e a igreja onde estaria sua sepultura no monte Sinai. Mas somente no século VIII conseguiram localizar o seu túmulo, difundindo ainda mais o culto entre os fiéis do Oriente e do Ocidente, que a celebram no dia de sua morte.
Ela é padroeira da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, dos estudantes, dos filósofos e dos moleiros – donos e trabalhadores de moinho. Santa Catarina de Alexandria integra a relação dos quatorze santos auxiliares da cristandade.

São Pedro de Alexandria
O século III talvez tenha sido o mais trágico palco em que se desenrolou o drama da perseguição e extermínio de cristãos. O vilão desse drama era o imperador romano, tirano, cruel e violento. Defender o cristianismo, naqueles tempos, era atrair para si a ira dos poderosos: no mínimo a prisão e o trabalho escravo, quando não o exílio e, quase sempre, a morte. E assim, como o povo de Deus nunca temeu sacrificar-se em nome da fé em seu Redentor, foi um tempo em que floresceram milhares de mártires.
Figuras da maior relevância pela inteligência, cultura e santidade perderam a vida em defesa de sua fé cristã, combatendo a ignorância pagã, instrumento de domínio dos mandantes. Uma delas foi Pedro, patriarca de Alexandria, que foi consagrado no ano 300. Era admirado por seu vasto saber científico e filosófico e pelo profundo conhecimento das Sagradas Escrituras.
Sob sua responsabilidade estavam as igrejas do Egito, da Tebaida e da Líbia, todos territórios de muita perseguição ao seu rebanho. Mas quanto maior o perigo, mais firmeza demonstrava Pedro. Consolava os perseguidos, acolhia e protegia os que mais sofriam, dava exemplos diários de coragem e perseverança.
Porém o patriarca Pedro não enfrentou somente as feras do paganismo. Também teve de lutar contra as forças opositoras que surgiram dentro da própria Igreja cristã, corroendo-a internamente. Enfrentou tudo com tolerância e benevolência, mas com firmeza. Exigiu que os bispos vivessem com o mesmo rigor a fé cristã e a mesma retidão de caráter e disciplina de vida que ele próprio se impunha – e não almejando, apenas, posição e os bens materiais. Os bispos Melécio e Ário logo começaram um movimento radical contra ele, visando o seu afastamento e o seu posto episcopal. Pedro, então, convocou um Concílio e ambos foram afastados da Igreja. Aí começou a verdadeira guerra contra o patriarca.
Os dois bispos negaram-se a reconhecer o poder do Concílio, continuaram suas atividades episcopais e, em represália, passaram a pregar contra a Igreja. Isso causou um cisma na Igreja, isto é, uma divisão que durou cento e cinquenta anos e que ficou conhecido como o “Cisma Meleciano”. Então, denunciado por Ário, Pedro acabou preso e condenado à morte. Aliás, o imperador aproveitou-se da situação para eliminar aquela incômoda liderança e autoridade católica.
A antiga tradição diz que, na véspera da execução, Cristo apareceu-lhe numa visão, na forma de um menino que tinha a túnica rasgada de alto a baixo. Disse-lhe que o responsável por aquilo era Ário, que dividira sua Igreja ao meio. Assim, antes de morrer, ele viu sua doutrina confirmada. Foi decapitado em 25 de novembro de 311 por opor-se ao cisma de Melécio, pela sua fidelidade à fé em Cristo.

LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 25/11/2023 – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Profecia de Zacarias 14, 1-21
Tribulações e glória de Jerusalém nos últimos tempos
Assim fala o Senhor: «Vai chegar o dia do Senhor, em que os teus despojos serão repartidos dentro dos teus muros. Eu reunirei todas as nações para combaterem Jerusalém. A cidade será tomada, as casas serão saqueadas, as mulheres serão violadas. Metade da cidade irá para o exílio, mas o resto do povo não será expulso da cidade.
Então o Senhor virá lutar contra essas nações, como no dia do seu combate. Naquele dia, os seus pés pousarão sobre o Monte das Oliveiras, que está em frente de Jerusalém, para o lado do Oriente. O Monte das Oliveiras dividir‑se‑á em dois pelo meio, para oriente e para ocidente, formando um grande vale. Metade do monte separar‑se‑á para o norte e a outra metade para o sul. E vós fugireis pelo vale entre as montanhas, pois esse vale estender‑se‑á até Asal. Fugireis como fugistes do tremor de terra, no tempo de Ozias, rei de Judá. Então chegará o Senhor meu Deus com todos os seus santos.
Naquele dia, não haverá luz, mas frio e gelo. Será um dia único, que só o Senhor conhece, sem dia nem noite, porque de noite haverá luz. Naquele dia, de Jerusalém brotarão águas vivas, metade para o mar oriental e metade para o mar ocidental, tanto no Verão como no Inverno. Então o Senhor reinará sobre a terra. Naquele dia, o Senhor será único, e único o seu nome. Toda esta terra será transformada em planície, desde Gaba até Rimon, ao sul de Jerusalém. Esta erguer‑se‑á e será habitada no seu lugar, desde a Porta de Benjamim até ao local da Porta Antiga, isto é, até à Porta do Ângulo, e desde a Torre de Hananeel até aos lagares do rei. Habitarão aí de novo e não tornará a haver maldição. Jerusalém estará em segurança.
Eis o flagelo com que o Senhor vai ferir todos os povos que combateram Jerusalém: apodrecerá a sua carne enquanto estão ainda de pé; apodrecerão os seus olhos dentro das órbitas; apodrecerá a sua língua dentro da boca.
Naquele dia, o Senhor lançará o pânico no meio deles: cada um agarrará a mão do seu próximo, levantarão as mãos uns contra os outros. Também Judá combaterá em Jerusalém. Juntar‑se‑ão ali as riquezas de todas as nações circunvizinhas: ouro, prata e roupa em grande quantidade. Flagelo semelhante cairá sobre os cavalos, machos, camelos, jumentos e toda a espécie de animais que se encontrarem nos campos.
Os sobreviventes das nações que tiverem atacado Jerusalém subirão anualmente para se prostrarem diante do Rei, Senhor do Universo, e para celebrarem a festa dos Tabernáculos. E se alguma família da terra não subir a Jerusalém para se prostrar diante do Rei, Senhor do Universo, não terá chuva. Se a família do Egito não vier também, cairá sobre ela o flagelo com que o Senhor atingirá os povos que não subirem para celebrar a festa dos Tabernáculos. Tal será o castigo do Egito e de todas as nações que não subirem para celebrar a festa dos Tabernáculos.
Naquele dia, estará escrito sobre os guizos dos cavalos: ‘Consagrado ao Senhor’, e as próprias marmitas da casa do Senhor serão como os vasos de aspersão diante do altar. E todas as marmitas que houver em Jerusalém e em Judá serão consagradas ao Senhor do Universo. Todos os que vierem oferecer sacrifícios servir‑se‑ão delas para cozinhar. Naquele dia, nunca mais haverá qualquer mercador no templo do Senhor do Universo».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Conferências de São Tomás de Aquino, presbítero
(Coll. super Credo in Deum: Opuscula theologica 2, Taurini 1954, pp. 216-217) (Sec. XIII)
Serei saciado quando aparecer a vossa glória
Com toda a propriedade se conclui o Símbolo da nossa fé com as palavras: «E na vida eterna. Amém»; porque a vida eterna é o fim de todos os nossos desejos.
A vida eterna consiste primariamente na união do homem com Deus. Na verdade o próprio Deus é o prêmio e o fim de todos os nossos trabalhos: Eu sou o teu escudo e a tua suma recompensa. Esta união consiste na visão perfeita: Vemos agora como num espelho, de maneira confusa; então veremos face a face.
A vida eterna consiste também no supremo louvor, como diz o Profeta: Ali haverá felicidade e alegria, ações de graças e cânticos de louvor.
Consiste ainda na perfeita satisfação dos nossos desejos, pois o que os bem‑aventurados terão ali, supera tudo o que desejavam e esperavam. A razão disto é que, na vida presente, ninguém pode satisfazer plenamente os seus desejos, porque nenhuma coisa criada pode saciar o desejo do homem. Só Deus pode saciá‑lo, e saciá‑lo infinitamente. Por isso o homem não pode descansar senão em Deus, como diz Agostinho: «Criastes‑nos para Vós, Senhor, e o nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Vós».
Os santos, na pátria celeste, possuirão a Deus de modo perfeito; terão a plenitude de todos os seus desejos e a sua glória será superior a tudo o que esperavam. Por isso diz o Senhor: Entra na alegria do teu Senhor. Agostinho, por sua vez, comenta: «Não será a alegria que entrará totalmente nos bem‑aventurados, mas os bem‑aventurados que entrarão totalmente na alegria. Serei saciado quando aparecer a vossa glória»; e também: Ele saciará plenamente os teus desejos.
Tudo o que é agradável se encontra ali de modo superabundante. Se se desejam delícias, ali se encontra a delícia suprema e perfeitíssima, porque vem de Deus, o sumo Bem: Delícias eternas à vossa direita.
A vida eterna consiste finalmente na ditosa comunhão de todos os bem‑aventurados, comunhão sumamente agradável, porque cada um terá todos os bens com todos os outros bem‑aventurados. Cada um amará os outros como a si mesmo e por isso se alegrará com o bem dos outros como seu próprio bem. E assim, será tanto maior a alegria e felicidade de cada um quanto maior for a felicidade de todos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
2 Pedro 1, 10-11
Irmãos, esforçai-vos cada vez mais por assegurar com boas obras a vossa vocação e eleição, porque deste modo não pecareis jamais. E assim vos será largamente oferecida a entrada no reino eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Reis 8, 60-61
Todos os povos da terra reconhecerão que o Senhor é Deus e que não há outro além d’Ele. E o vosso coração será todo, sem reserva, para o Senhor nosso Deus, praticando as suas leis e observando os seus preceitos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Jer 17, 9-10
O coração é o que há de mais astucioso e incompreensível. Quem pode entendê-lo? Eu, o Senhor, penetro os corações e aprofundo os sentimentos de todos os homens, para retribuir a cada um segundo o seu modo de proceder, conforme o fruto das suas ações.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Sab 7, 27a; 8,1
A Sabedoria de Deus, sendo única, tudo pode, e, imutável em si mesma, renova todas as coisas. Estende o seu vigor de um extremo ao outro da terra e tudo governa excelentemente.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Ef 1, 20-23
Deus ressuscitou Jesus Cristo de entre os mortos e colocou-O à sua direita nos Céus, acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado não só neste mundo mas também no mundo que há-de vir. Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas, como Cabeça de toda a Igreja que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças.
As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br

Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.

1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?

2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.

3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.

4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
