LITURGIA DE 25 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA (ANO A)
25 de novembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA DA XXXIV SEMANA COMUM(ANO A)
27 de novembro de 2023
Sugerimos assistir, na medida das possibilidades, nos “tempos livres do pensamento”, escolhendo conforme “apetecer”, como em um bufê, os vídeos disponibilizados. Concitamos, porém, que seja empregado especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo orante desta Liturgia Diária, para sustento, remédio e fortalecimento espiritual.

Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4179-liturgia-de-26-de-novembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos (Ap 5,12; 1,6).
Oração do dia
– Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, rei do universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Ez 34,11-12.15-17
Salmo Responsorial: Sl 22
– O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.
2ª Leitura: 1Cor 15,20-26.28
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor; e o reino que vem seja bendito, ao que vem e a seu reino, o louvor! (Mc 11,10)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 25,31-46
Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Ez 34,11-12.15-17): Pois eis o que diz o Senhor Javé: vou tomar eu próprio o cuidado com minhas ovelhas, velarei sobre elas. 12.Como o pastor se inquieta por causa de seu rebanho, quando se acha no meio de suas ovelhas tresmalhadas, assim me inquietarei por causa do meu; eu o reconduzirei de todos os lugares por onde tinha sido disperso num dia de nuvens e de trevas. 15.Sou eu que apascentarei minhas ovelhas, sou eu que as farei repousar – oráculo do Senhor Javé. 16.A ovelha perdida eu a procurarei; a desgarrada, eu a reconduzirei; a ferida, eu a curarei; a doente, eu a restabelecerei, e velarei sobre a que estiver gorda e vigorosa. Apascentá-las-ei todas com justiça. 17.Quanto a vós, minhas ovelhas, eis o que diz o Senhor Javé: vou julgar entre ovelha e ovelha, vou julgar os carneiros e os bodes.
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 22): Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. 2.Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, 3.restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. 4.Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. 5.Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. 6.A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1Cor 15,20-26.28) que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram! 21. Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos. 22. Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão. 23. Cada qual, porém, em sua ordem: como primícias, Cristo; em seguida, os que forem de Cristo, na ocasião de sua vinda. 24. Depois, virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. 25. Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés. 26. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés. 28. E, quando tudo lhe estiver sujeito, então também o próprio Filho renderá homenagem àquele que lhe sujeitou todas as coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 25,31-46): Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. 32. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34. Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, 35. porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; 36. nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. 37. Perguntar-lhe-ão os justos: – Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? 38. Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? 39. Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? 40. Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes. 41. Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos. 42. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; 43. era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes. 44. Também estes lhe perguntarão: – Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos? 45. E ele responderá: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. 46. E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Ez 34,11-12.15-17) que o Senhor se determinou a cuidar pessoalmente de suas ovelhas, velando sobre elas como bom pastor que cuida do seu rebanho e vai em busca das ovelhas dispersas para reconduzi-las ao bom caminho, curando as feridas, restabelecendo as doentes e velando por todas, apascentando-as com justiça. Jesus Cristo, o Rei do Universo, segunda pessoa da Santíssima Trindade, incumbiu-se pessoalmente dessa tarefa e cumpre-a com maestria; cabe-nos portar-nos com obediência e santo temor – de quem receia afastar-se de Deus – diante do Rei dos reis, para que jamais venhamos a nos perder e trilhemos o bom caminho que nos leva à vida eterna!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, os quais consistem nas forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 22): Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. 2.Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, 3.restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. 4.Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. 5.Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. 6.A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.
As santas palavras da 2ª Leitura (1Cor 15,20-26.28) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que Cristo ressuscitou dentre os mortos sendo o primeiro, abrindo-nos o caminho para ressurreição. Empenhemo-nos, pois, para que Cristo reine em nossas vidas, colocando todos os inimigos – as forças espirituais do maligno espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que nos incitam ao pecado – debaixo de seus pés, cientes de que, quando tudo lhe estiver sujeito, Deus será tudo em todos e a plenitude da paz, da justiça e da felicidade se tornarão realidade permanente.
O Santo Evangelho (Mt 25,31-46) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que a posse do Reino de Deus implica em alimentar a quem tem fome; saciar a quem tem sede; acolher os peregrinos; vestir os maltrapilhos; visitar os enfermos; tratar com dignidade os encarcerados e praticar toda obra de misericórdia, tendo como foco do viver efetivamente amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, com atenção especial aos pequeninos, aos menos favorecidos… Em não o fazendo, amargaremos as mais terríveis consequências!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Ez 34,11-12.15-17) que o Senhor se determinou a cuidar pessoalmente de suas ovelhas, velando sobre elas como bom pastor que cuida do seu rebanho e vai em busca das ovelhas dispersas para reconduzi-las ao bom caminho, curando as feridas, restabelecendo as doentes e velando por todas, apascentando-as com justiça. Jesus Cristo, o Rei do Universo, segunda pessoa da Santíssima Trindade, incumbiu-se pessoalmente dessa tarefa e cumpre-a com maestria. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos portemos com obediência e santo temor – de quem receia afastar-se de Deus – diante do Rei dos reis, para que jamais venhamos a nos perder e trilhemos o bom caminho que nos leva à vida eterna! Fazemos coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, os quais consistem nas forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 22): Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. 2.Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, 3.restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. 4.Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. 5.Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. 6.A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Cristo ressuscitou dentre os mortos sendo o primeiro, abrindo-nos o caminho para ressurreição – e que nos empenhemos para que Cristo reine em nossas vidas, colocando todos os inimigos, as forças espirituais do maligno espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que nos incitam ao pecado, debaixo de seus pés. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que quando tudo lhe estiver sujeito, Deus será tudo em todos e a plenitude da paz, da justiça e da felicidade se tornarão realidade permanente. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos ainda para que nos impregnemos da consciência de que a posse do Reino de Deus implica em alimentar a quem tem fome; saciar a quem tem sede; acolher os peregrinos; vestir os maltrapilhos; visitar os enfermos; tratar com dignidade os encarcerados e praticar toda obra de misericórdia, tendo como foco do viver efetivamente amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, com atenção especial aos pequeninos, aos menos favorecidos, cientes de que, não o fazendo, amargaremos as mais terríveis consequências! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 26 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-26-de-novembro/> Postado em: por: marsalima]

São Leonardo de Porto Maurício
Paulo Jerônimo nasceu em 1676, em Porto Maurício, atual Impéria, Itália. Filho do capitão da marinha Domingos Casanova, ficou órfão ainda muito pequeno. Foi, então, levado a Roma para concluir os estudos no Colégio Romano. Depois, foi para o Retiro de São Boaventura, onde entrou para a Ordem Franciscana e vestiu o hábito tomando o nome de frei Leonardo.
Atuou como sacerdote a maior parte da vida em Florença. Era um empolgante pregador, principalmente quando escolhia como tema a Paixão de Cristo. Percorreu toda a Itália exercendo esse ministério e, com isso, escreveu muitas obras de grande valor para os pregadores e para os fiéis. Santo Afonso de Ligório, seu contemporâneo, dizia que ele era o maior missionário daquele século. O papa também usou para a Igreja os dons de Leonardo, quando o enviou para uma delicada missão na ilha de Córsega. Tinha de restabelecer a concórdia entre os cidadãos. Apesar das graves divisões entre eles, Leonardo conseguiu um inacreditável abraço de paz.
Também é considerado o salvador do Coliseu, ao promover pela primeira vez a liturgia da Via-Sacra naquele local que definiu como santificado, pelos martírios dos cristãos. Por esse motivo, a interpretação da Paixão de Cristo foi reproduzida, no jubileu de 1750, no Coliseu, cujas ruínas eram dilapidadas e suas pedras arrancadas para servirem em outras construções. A celebração da Via-Sacra em seu interior tornou-se tradição e a histórica construção passou a ser preservada. A tradição permanece, pois até hoje o próprio pontífice, toda Sexta-Feira da Paixão, faz a Via-Sacra no Coliseu, em Roma.
Frei Leonardo era, também, muito devoto de Nossa Senhora e queria que a Igreja assumisse o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Lutou muito pelas suas idéias doutrinais e convenceu o papa Bento XIV de que era necessário convocar um concílio para discutir o assunto e depois proclamar esse dogma.
Não viu este dia, mas deixou uma célebre carta profética, onde previa que isso iria acontecer, como de fato ocorreu, em 1854. Frei Leonardo morreu, em 1751, no seu querido Retiro de São Boaventura de Palatino, Roma. Na ocasião, tal era sua fama de santidade que o próprio papa Bento XIV foi ajoelhar-se diante de seu corpo.
Papa Pio XI o declarou padroeiro dos sacerdotes que se consagram às missões populares no mundo. São Leonardo de Porto Maurício é celebrado, no dia de sua morte, também como padroeiro da sua cidade de origem, atual Impéria.

Santo Humilde de Bisignano
Luca Antonio, seu nome de batismo, nasceu na cidade de Bisignano, província de Cosenza, Itália, em 26 de agosto de 1582. Pertencia a uma família muito pobre e muito cristã. Desde a mais tenra idade, o menino manifestou sua admirável piedade. Todos os dias ia à missa, comungava, rezava e meditava a Paixão do Senhor, tornando-se modelo de virtude para todos os que o conheciam.
Aos dezoito anos, sentiu que sua real vocação estava na vida religiosa, mas por vários motivos teve de esperar nove anos para poder realizar os seus santos propósitos, levando, entretanto, uma vida ainda mais disciplinada a fim de conseguir seus objetivos. Finalmente, aos vinte e sete anos, entrou no noviciado dos Frades Menores de Mesuraca, tomando o nome de frei Humilde, emitindo a profissão em 1610.
Desde jovem, tinha o dom de contínuos êxtases contemplativos, motivo pelo qual era chamado de “o frade extático”. A partir de 1613, esses dons se tornaram públicos e por isso seus superiores o submeteram a uma longa série de provas e humilhações para certificarem-se se eles provinham, realmente, de Deus. Mas essas provas, felizmente suportadas, só vieram aumentar sua fama de santidade junto aos irmãos e ao povo.
Outros dons particulares foram atribuídos a Humilde: a perscrutação dos corações, a profecia, as intercessões em milagres e, sobretudo, a ciência infusa. Apesar de ser analfabeto, dava respostas sobre as Sagradas Escrituras e sobre qualquer outro tema da doutrina católica que faziam admirar insignes teólogos. A esse propósito, Humilde foi experimentado por uma assembléia de sacerdotes seculares e regulares, com propostas de dúvidas e objeções, às quais respondeu de maneira muito satisfatória. Portanto, é fácil compreender a estima de que era universalmente rodeado.
Frei Humilde gozou da confiança dos sumos pontífices Gregório XV e Urbano VIII, que o chamaram ao Vaticano e se beneficiaram com suas orações e conselhos. Permaneceu em Roma por muitos anos, sendo hóspede no Convento de São Francisco, em Ripa, e, durante alguns meses, no de Santo Isidoro. Por volta de 1628, Humilde apresentou um pedido para poder ir como missionário aos países dos infiéis muçulmanos, porém obteve resposta negativa dos superiores, tendo de continuar na Itália.
As orações de Humilde eram simples, porém suas preces eram sempre dedicadas ao bem da humanidade e à paz universal. Apesar de ser muito estimado por todos, ele se humilhava, continuamente, perante Deus, por considerar-se um grande pecador. Disse, certa vez, ao papa Gregório XV: “Enquanto todas as criaturas louvam e bendizem ao Senhor, eu sou o único que o ofende”. Ele faleceu no dia 26 de novembro de 1637, na sua cidade natal, onde passou os seus últimos anos de vida. Beatificado em 1882, foi somente em 2002 que o papa João Paulo II declarou santo Humilde de Bisignano, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

São Silvestre Guzzolini
Silvestre Guzzolini nasceu numa família de nobres, na pequena Osimo, na Itália, em 1177. Os pais, Gislério e Branca, deram ao filho uma boa formação religiosa, não poupando os esforços para que Silvestre seguisse a carreira como jurista.
Estudou direito na Universidades de Bolonha. Mas decidiu abandonar o curso para estudar teologia em Pádua. Ordenou-se sacerdote em sua cidade natal, tornando-se, em seguida, cônego da catedral.
Mais tarde, em 1227, quando já estava com cinquenta anos de idade, decidiu retirar-se para a vida eremítica numa gruta perto de Frassassi. A fama de sua santidade e de sua grande espiritualidade fez chegar outros religiosos com a mesma aspiração ascética. Assim, uma nova comunidade monástica se formava.
Silvestre logo teve de procurar um local maior, por causa do grande número de monges lá agrupados. Foram, então, para uma localidade próxima chamada Montefano, onde, em 1231, fundou a Congregação Beneditina masculina, mais tarde chamada dos monges silvestrinos, da qual o fundador se tornou o abade.
Ele era, de fato, uma alma contemplativa, desejosa de coerência evangélica, por isso tornou-se eremita. Praticou uma vida monástica rigorosa e amadureceu uma profunda e forte espiritualidade. Escolheu a Regra de são Bento porque desejava constituir uma nova família religiosa dedicada à contemplação, mas que não abandonasse a realidade social à sua volta.
Silveste, de fato, unia ao recolhimento o apostolado de uma sublime paternidade espiritual e a pregação do Evangelho às populações da região. Morreu na santidade no Ermo de Montefano, Itália, em 26 de novembro de 1267.
Sobre sólidas bases a Congregação percorreu mais de oito séculos de história da Igreja, ultrapassando muitas dificuldades. Na metade do século XIX, atravessou os horizontes europeus, levando pela primeira vez a Regra beneditina à Ásia, para a ilha de Ceilão, hoje Sri Lanka. No século XX apareceram novas fundações nos Estados Unidos da América, na Austrália, na Índia e, recentemente, nas Filipinas.
Em virtude desse florescimento que continua a dar valorosos frutos apostólicos e missionários e com mosteiros nos quatro continentes, a Congregação dos silvestrinos pôde ganhar o título de internacional. São Silvestre, abade, é celebrado no dia de sua morte.

Tiago Alberione (Bem-Aventurado)
Na noite da passagem do século, 31 de dezembro de 1900 para 1o de janeiro de 1901, o jovem seminarista permanece quatro horas em oração na catedral de Alba (Itália). Uma luz vem do Tabernáculo e o envolve.
– “Fazer alguma coisa por Deus e pelas pessoas do novo século, com as quais conviveria!” Sente fortemente o convite e o apelo de Deus.
O mundo passava por profundas mudanças sociais e tecnológicas, era necessário utilizar as novas descobertas, as novas forças do progresso para fazer o bem, para evangelizar.
O jovem seminarista, com apenas dezesseis anos, era Tiago Alberione, futuro fundador da Família Paulina, que nunca deixou que essa chama luminosa se apagasse em sua vida.
Alberione nasceu em 4 de abril de 1884, em São Lourenço de Fossano, norte da Itália, de uma família de camponeses simples e laboriosos. Vinte quatro horas após o nascimento, foi batizado e recebeu o nome de “Tiago”.
Buscando melhores terras para a lavoura, a família Alberione mudou para a cidade de Cherasco, onde Tiago passou sua infância e adolescência. Foi lá que se manifestou a vocação para o sacerdócio.
– Quero ser padre! foi a resposta que deu à professora, Rosina Cardona, que perguntava aos seus oitenta alunos o que queriam ser quando crescessem.
A resposta, que poderia parecer impensada, veio de um menino de bom coração e piedoso. Com o passar do tempo, a vocação fortificou-se e ele foi encaminhado para o seminário, onde não perdia tempo e procurava aprender de todos e de tudo. Inquietavam Alberione as transformações que aconteciam na sociedade e os apelos do papa, Leão XIII, para que todos se voltassem para Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, salvação da humanidade.
Foi ordenado sacerdote no dia 29 de junho de 1907, com vinte e três anos de idade. Todas as organizações de renovação existentes, então, na Igreja foram acolhidas por padre Alberione, que participou, ativamente, dos movimentos: missionário, litúrgico, pastoral, social, bíblico, teológico e, mais tarde, do movimento ecumênico. Em todos os movimentos Alberione-profeta vislumbrava espaços carentes de evangelização e atualização.
Impulsionado pelo Espírito Santo, tornou realidade sua intuição carismática com a fundação de várias congregações e institutos para, juntos, anunciar Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, com os meios da comunicação social. Padres e irmãos Paulinos em 1914; Irmãs Paulinas em 1915; Discípulas do Divino Mestre em 1924; Irmãs Pastorinhas em 1938; e Irmãs Apostolinas em 1957. Fundou, também, os institutos seculares de Nossa Senhora da Anunciação e São Gabriel Arcanjo em 1958; os institutos Jesus Sacerdote e Sagrada Família em 1959; além da Associação dos Cooperadores Leigos em 1917. Hoje, os membros dessas fundações estão presentes em todos os continentes mostrando que é possível santificar-se e comunicar, a todas as pessoas, Jesus Cristo com os meios técnicos e eletrônicos.
Após a fundação dos dois primeiros ramos – Paulinos e Paulinas – a vida de Alberione fundiu-se com suas obras nascentes. Acompanhava de perto a vida de seus filhos e filhas da Itália e do exterior com numerosas e prolongadas viagens. Preocupava-se não só com fundações e organizações, mas principalmente com a formação e a vida religiosa de seus seguidores, apesar do conturbado contexto histórico em que viveu: duas grandes guerras, revolução industrial, conflagrações nacionalistas e sociais, emancipação dos operários e da mulher, além de crises institucionais na família e na Igreja.
O Padre Tiago Alberione jamais esmoreceu, continuou firme na sua fé, acreditando que a obra que realizava era querida e abençoada por Deus. Com humildade e coragem, o fundador da Família Paulina, o profeta e o apóstolo de uma evangelização moderna chegou ao fim de seus dias em 26 de novembro de 1971, aos oitenta e sete anos.
O reconhecimento da santidade de Alberione já acontecera antes da declaração oficial da Igreja, especialmente com algumas declarações de dois papas seus amigos: o bem-aventurado João XXIII e Paulo VI. “Padre Alberione, veio ao meu encontro” – dizia o “papa bom”. “Parecia-me ver a humildade personificada. Ele, sim, é um grande homem!” E Paulo VI, na audiência concedida aos Paulinos em 27 de novembro de 1974, recordava: “Lembro-me do encontro edificante com padre Alberione, ajoelhado, em profunda humildade. Este é um homem, direi, que está entre as maravilhas do nosso século”.
O processo de beatificação percorreu um longo caminho. Após a morte de Alberione, foram apresentados à Igreja documentos sobre sua vida, sua missão apostólica e suas fundações, assim como documentos sobre sua santidade.
Baseados em um meticuloso exame desses elementos e reconhecidas as virtudes praticadas em grau heróico pelo servo de Deus, padre Tiago Alberione, o papa João Paulo II, em 25 de junho de 1996, declarou-o “venerável”.
Passaram-se sete anos à espera de um milagre que fosse reconhecido como autêntico pela Igreja. E o milagre chegou.
A cura milagrosa atribuída ao padre Tiago Alberione, que o conduziu à beatificação, salvou Maria Librada Gonzáles Rodriguez, uma mexicana de Guadalajara. Em 1989, ela foi internada por causa de uma insuficiência respiratória provocada por uma tromboembolia pulmonar, com muitas crises. Pedindo a Deus a cura por intercessão de padre Alberione, doze dias depois teve alta. A cura foi reconhecida pela Congregação das Causas dos Santos, após a declaração da comissão médica que considerava a recuperação de Maria rápida, completa, duradoura e não-explicável à luz da ciência.
E o dia da beatificação chegou: 27 de abril de 2003. Padre Tiago Alberione é proclamado “bem-aventurado” num reconhecimento oficial da Igreja àquele homem que foi um santo, um profeta e o pioneiro na evangelização eletrônica.
Sugere-se invocar, ao rezar com o auxílio de recursos eletrônicos: “Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual. Rezo, em sintonia com o Bem-aventurado Tiago Alberione, sacerdote e fundador da Família Paulina.”
“Tudo nos vem de Deus. Tudo nos leva ao Magnificat”, dizia Alberione.

Charles-Martial Allemand Lavigerie (Bem-Aventurado)
Charles Lavigerie, ou melhor, Charles-Martial Allemand Lavigerie, seu nome completo, nasceu em Bayone, França, em 31 de outubro de 1825. No seio de sua família e entre o povo humilde de sua origem, cresceu e desenvolveu seu forte caráter e personalidade: impetuoso, passional, intolerante com as “meias medidas” e os comprometimentos.
Ingressou no seminário menor aos quinze anos de idade, ocasião em que enfrentou a objeção da família, que não queria vê-lo na vida religiosa. Mas sua vontade prevaleceu. Logo foi concluir os estudos em Paris, onde recebeu a ordenação sacerdotal em 1849, aos vinte e quatro anos.
No início do seu apostolado, foi pároco de uma pequena cidade no campo, e depois chamado para ser professor da Universidade Sorbone. Sempre muito decidido e atuante nas causas do mais sofredores, em 1860 foi para o Líbano ajudar a organizar a assistência aos cristãos, vítimas da opressão religiosa provocada pelos muçulmanos fundamentalistas.
Aos trinta e oito anos de idade foi nomeado bispo de Nancy, França. Em 1863, aceitou ser nomeado arcebispo de Argel e, no ano seguinte, de Cartago. Amou o povo africano como poucos religiosos o fizeram. Sentia-se o bispo de todos os argelianos sem exceção, apesar de quase todos seguirem a religião muçulmana.
Apaixonado por tudo o que dizia respeito ao continente africano, em 1868, com o intuito de “fazer tudo para todos” fundou a Sociedade dos Missionários da África, em Argel, África do Norte, um país muçulmano. Eles são chamados de os “Padres Brancos” por causa da cor do hábito que usam. Um ano depois, fundou uma Congregação feminina, as Missionárias de Nossa Senhora da África, também conhecidas como as “Irmãs Brancas”, com a missão de dedicarem-se ao anúncio da Boa-Nova entre as mulheres africanas. O lema das duas congregações é: “Fazer tudo para todos”. O ano de 1876 foi muito importante para os Padres Brancos, pois viajou ao interior do continente a primeira caravana composta de três companheiros missionários. Mas logo foram assassinados, no deserto do Saara. Assim, os Missionários da África sofreram o seu batismo de sangue, defendendo a fé em Cristo.
O êxito missionário ocorreu dois anos depois, quando um grupo de missionários chegou ao porto de Mombasa, no Quênia. A caravana seguiu para o lago Vitória, em Uganda, chegando depois de três meses de viagem pelas estradas. Foi o início da evangelização na região dos lagos da África central.
O papa Leão XIII nomeou-o cardeal primaz da África em 1882. Charles Lavigerie foi um grande colaborador da Igreja e do papa, aos quais dedicou toda a sua vida terrena. Lutou contra a escravidão imposta aos africanos, e de 1885 a 1886 ele próprio percorreu as cidades da Europa em defesa da dignidade humana.
Em 26 de novembro de 1892, morreu com sessenta e sete anos, em Argel, Argélia. Sua obra continuou, atingindo os nossos dias, graças ao trabalho das duas congregações missionárias que fundou. Charles Lavigerie foi um homem universal, moderno e ecumênico, sentia como se o mundo inteiro lhe tivesse sido confiado por Deus. Desse modo trabalhou e viveu, como se tivesse sido nomeado pai de todos seus semelhantes.

LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 26/11/2023 – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php?lang=pt>]
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Apocalipse do apóstolo São João 1, 4-6.10.12-18; 2, 26.28; 3, 5b.12.20-21
Visão do Filho do homem na glória da sua majestade
A graça e a paz vos sejam dadas por Aquele que é, que era e que há de vir, e pelos sete Espíritos que estão diante do seu trono, e por Jesus Cristo, que é a Testemunha fiel, o Primogênito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém!
Caí em êxtase no dia do Senhor e ouvi atrás de mim uma voz forte, semelhante à da trombeta. Voltei-me para ver de quem era a voz que me falava; ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro e, no meio dos candelabros, alguém semelhante a um filho do homem, vestido com uma longa túnica e cingido no peito com um cinto de ouro. A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã branca de neve; os seus olhos eram como chama de fogo; os seus pés eram semelhantes ao bronze fino, purificado na fornalha; e a sua voz era como o rumor de águas caudalosas. Tinha na mão direita sete estrelas e saía da sua boca uma espada afiada de dois gumes; o rosto brilhava como o sol em todo o esplendor.
Quando O vi, caí a seus pés como morto. Mas Ele pousou a mão direita sobre mim e disse-me: «Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, O que vive. Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e da morada dos mortos.
Ao vencedor, ao que praticar até ao fim as minhas obras, darei poder sobre as nações, conforme o poder que recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhã. Não apagarei o seu nome do livro da vida, mas reconhecê-lo-ei diante de meu Pai e de seus Anjos. Farei dele uma coluna no templo do meu Deus e jamais sairá dele; escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do Céu, de junto do meu Deus, e também o meu nome novo.
Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo. Ao vencedor fá-lo-ei sentar comigo no meu trono, como Eu também fui vencedor e Me sentei com meu Pai no seu trono».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Opúsculo de Orígenes, presbítero, sobre a oração
(Cap. 25: PG 11, 495-499) (Sec. III)
Venha a nós o vosso reino
Segundo as palavras de Nosso Senhor e Salvador, o reino de Deus não vem ostensivamente, e ninguém dirá: ‘Ei-lo aqui ou acolá’, porque o reino de Deus está dentro de nós, e a sua palavra está junto de nós, na nossa boca e no nosso coração; por isso, sem dúvida alguma, quando alguém implora a vinda do reino de Deus, o que pede realmente é que o reino de Deus, que está dentro de si, se desenvolva, frutifique e chegue à sua plenitude. Efetivamente, Deus reina em todos os seus santos, em todos aqueles que observam as suas leis espirituais; e assim Deus habita neles como numa cidade bem governada. Na alma perfeita está presente o Pai e, juntamente com o Pai, reina Cristo, segundo aquela palavra: Viremos a ele e nele estabeleceremos a nossa morada.
O reino de Deus, que está em nós, chegará à sua plenitude, através do nosso aperfeiçoamento contínuo, quando se verificar o que afirma o Apóstolo, isto é, quando Cristo, depois de ter submetido todos os seus inimigos, entregar o reino a Deus seu Pai, para que Deus seja tudo em todos. Por isso, orando incessantemente com aquele afeto de alma que pelo Verbo se tornou divino, digamos ao nosso Pai que está nos Céus: Santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino.
A respeito do reino de Deus devemos ter isto presente: assim como não pode haver consórcio da justiça com a iniquidade, nem união da luz com as trevas, nem acordo de Cristo com Belial, também o reino de Deus não pode associar-se com o reino do pecado.
Por isso, se queremos que Deus reine em nós, de nenhum modo reine o pecado em nosso corpo mortal; mortifiquemos os nossos membros terrenos e dêmos frutos pelo Espírito, para que Deus habite em nós como num paraíso espiritual e só Ele reine em nós com Cristo; tenha Cristo em nós o seu trono, onde Se sente à direita daquele poder espiritual que também nós esperamos receber, e conosco permaneça, até que todos os seus inimigos que há em nós se prostrem como escabelo de seus pés e desapareça de nós todo o principado, potestade e virtude (que não sejam os seus).
Tudo isto pode realizar-se em cada um de nós, onde o último inimigo a ser destruído será a morte. Então Cristo poderá dizer também em nós: Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, inferno, a tua vitória? Que desde agora, portanto, este nosso corpo corruptível se revista de santidade e incorrupção, e este nosso corpo mortal expulse a morte e se revista da imortalidade do Pai, para que assim, reinando Deus em nós, comecemos já a gozar os bens da regeneração e da ressurreição.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Ef 4, 15-16
Praticando a verdade na caridade, cresceremos em tudo para Aquele que é a Cabeça, Cristo. É por Ele que todo o Corpo, coordenado e unido por meio de todas as junturas, opera o seu crescimento orgânico, segundo a atividade de cada uma das partes, a fim de se edificar na caridade.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Col 1, 12-13
Dêmos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino de seu Filho muito amado.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Col 1, 16-17
Por Ele e para Ele tudo foi criado. Ele é anterior a todas as coisas e por Ele tudo subsiste. Ele é a Cabeça da Igreja que é o seu Corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos. Em tudo Ele tem o primeiro lugar.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Col 1, 19-20
Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e n’Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo Sangue da sua cruz, com todas as criaturas, na terra e nos céus.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Cor 15, 25-28
É necessário que Cristo reine, até que tenha posto todos os inimigos debaixo de seus pés. E o último inimigo a ser destruído é a morte, porque Deus tudo submeteu debaixo dos seus pés. Mas quando se diz que tudo Lhe está submetido, é claro que se excetua Aquele que tudo Lhe submeteu. Quando todas as coisas Lhe forem submetidas, então o próprio Filho Se há de também submeter Àquele que Lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.

1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?

2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.

3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.

4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
