“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA DA XXXIV SEMANA COMUM(ANO A)
27 de novembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 29 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUARTA-FEIRA – XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM(ANO A)
29 de novembro de 2023
Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, você vá escolhendo, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados para assistir. Concitamos, porém, que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo orante desta Liturgia Diária, para sustento, remédio e fortalecimento espiritual.

LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4181-liturgia-de-28-de-novembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos os que se voltam para ele (Sl 84,9).
Oração do dia
– Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderosos auxílios. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Dn 3,57-61
Salmo Responsorial: Dn 3,57-61
– Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei (Ap 2,10).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 21,5-11
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado o sentido do sonho do rei Nabucodonosor revelado por Daniel (Dn 2,31-45): Senhor: contemplavas, e eis que uma grande, uma enorme estátua erguia-se diante de ti; era de um magnífico esplendor, mas de aspecto aterrador. 32. Sua cabeça era de fino ouro, seu peito e braços de prata, seu ventre e quadris de bronze, 33. suas pernas de ferro, seus pés metade de ferro e metade de barro. 34. Contemplavas (essa estátua) quando uma pedra se descolou da montanha, sem intervenção de mão alguma, veio bater nos pés, que eram de ferro e barro, e os triturou. 35. Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram com a mesma pancada reduzidos a migalhas, e, como a palha que voa da eira durante o verão, foram levados pelo vento sem deixar traço algum, enquanto que a pedra que havia batido na estátua tornou-se uma alta montanha, ocupando toda a região. 36. Eis o sonho. Agora vamos dar ao rei a interpretação. 37. Senhor: tu que és o rei dos reis, a quem o Deus dos céus deu realeza, poder, força e glória; 38. a quem ele deu o domínio, onde quer que habitem, sobre os homens, os animais terrestres e os pássaros do céu, tu és a cabeça de ouro. 39. Depois de ti surgirá um outro reino menor que o teu, depois um terceiro reino, o de bronze, que dominará toda a terra. 40. Um quarto reino será forte como o ferro: do mesmo modo que o ferro esmaga e tritura tudo, da mesma maneira ele esmagará e pulverizará todos os outros. 41. Os pés e os dedos, parte de terra argilosa de modelar, parte de ferro, indicam que esse reino será dividido: haverá nele algo da solidez do ferro, já que viste ferro misturado ao barro. 42. Mas os dedos, metade de ferro e metade de barro, mostram que esse reino será ao mesmo tempo sólido e frágil. 43. Se viste o ferro misturado ao barro, é que as duas partes se aliarão por casamentos, sem porém se fundirem inteiramente, tal como o ferro que não se amalgama com o barro. 44. No tempo desses reis, o Deus dos céus suscitará um reino que jamais será destruído e cuja soberania jamais passará a outro povo: destruirá e aniquilará todos os outros, enquanto que ele subsistirá eternamente. 45. Foi o que pudeste ver na pedra deslocando-se da montanha sem a intervenção de mão alguma, e reduzindo a migalhas o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. Deus, que é grande, dá a conhecer ao rei a sucessão dos acontecimentos. O sonho é bem exato, e sua interpretação é digna de fé.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Dn 3,57-61): Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 58. Céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 59. Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 60. Águas e tudo o que está sobre os céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 61. Todos os poderes do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 21,5-11): Como lhe chamassem a atenção para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse: 6. Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído. 7. Então o interrogaram: Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir? 8. Jesus respondeu: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles. 9. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim. 10. Disse-lhes também: Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino. 11. Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Dn 2,31-45) o sentido do sonho do rei Nabucodonosor revelado por Daniel, com especial ênfase sobre a intervenção divina na história, esclarecendo também que todo reino, todo império humano, por mais poderoso que aparentemente se apresente, se não estiver embasado na vontade divina, tem como que pés de argila, sendo uma questão de tempo que venha a desmoronar. O Reino de Deus, porém, jamais será destruído e sua soberania será perene. Os outros reinos passarão, porém o Reino de Deus subsistirá eternamente.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Dn 3,57-61): Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 58. Céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 59. Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 60. Águas e tudo o que está sobre os céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 61. Todos os poderes do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
O Santo Evangelho (Lc 21,5-11) compele-nos em especial impregnar-nos da consciência de que tudo o que é construído por mãos humanas não perdurará – não ficará pedra sobre pedra. Um a um, mais cedo ou mais tarde, todos os reinos, impérios e os mais ousados projetos humanos e mundanos vêm abaixo, sendo todos ilusórios, por mais requintados e sofisticados que possam parecer. A realidade da vida e da sociedade humana, devido ao pecado, é marcada por turbulências sem fim, sinalizadoras de que a verdadeira paz e a legítima realização não se efetiva nas ilusões humanas; o que é estável, perene e realmente valioso vem de Deus e somente o projeto de Deus é duradouro, eterno – sendo aguda insensatez afastar-se da vontade divina. Cumpre-nos manter-nos atentos ao alerta de Jesus: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles. 9. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim. Os sinais prenunciados por Jesus: nação se levanta contra nação e reino contra reino; terremotos; fomes; pestes e fenômenos espantosos tem se apresentado. Porém, conforme o próprio Jesus ensinou, ninguém sabe o dia, nem a hora! Laboremos na obra da evangelização, combatamos o bom combate com fé, esperança e amor, tudo colocando nas mãos do Senhor que tudo sabe e tudo conduzirá a bom termo!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Dn 2,31-45) o sentido do sonho do rei Nabucodonosor revelado por Daniel, com especial ênfase sobre a intervenção divina na história, esclarecendo também que todo reino, todo império humano, por mais poderoso que aparentemente se apresente, se não estiver embasado na vontade divina, tem como que pés de argila, sendo uma questão de tempo que venha a desmoronar. O Reino de Deus, porém, jamais será destruído e sua soberania será perene. Os outros reinos passarão, porém o Reino de Deus subsistirá eternamente. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Dn 3,57-61): Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 58. Céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 59. Anjos do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 60. Águas e tudo o que está sobre os céus, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 61. Todos os poderes do Senhor, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que tudo o que é construído por mãos humanas não perdurará – não ficará pedra sobre pedra. Um a um, mais cedo ou mais tarde, todos os reinos, impérios e os mais ousados projetos humanos e mundanos vêm abaixo, sendo todos ilusórios, por mais requintados e sofisticados que possam parecer. A realidade da vida e da sociedade humana, devido ao pecado, é marcada por turbulências sem fim, sinalizadoras de que a verdadeira paz e a legítima realização não se efetiva nas ilusões humanas; o que é estável, perene e realmente valioso vem de Deus e somente o projeto de Deus é duradouro, eterno – sendo aguda insensatez afastar-se da vontade divina. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos atentos ao alerta de Jesus: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles. 9. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que não nos apavoremos com os sinais prenunciados por Jesus: nação se levanta contra nação e reino contra reino; terremotos; fomes; pestes e fenômenos espantosos e nos mantenhamos cientes de que, conforme o próprio Jesus ensinou, ninguém sabe o dia, nem a hora! Laboremos na obra da evangelização, combatamos o bom combate com fé, esperança e amor, tudo colocando nas mãos do Senhor que tudo sabe e tudo conduzirá a bom termo! Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 28 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-28-de-novembro/> ]

São Tiago das Marcas
Nasceu em Monteprandone, na província de Ascoli Piceni, região de Le Marche ou das Marcas, Itália, no ano de 1394. Seu nome de batismo era Domingos Gangali. Órfão ainda criança, foi educado pelo tio, que o conduziu sabiamente no seguimento de Cristo. Estudou em Perugia, onde se diplomou em direito civil junto com o grande João de Capistrano, agora santo.
Decidiu deixar a profissão para ingressar na Ordem dos Franciscanos, onde estudou teologia e ordenou-se sacerdote. Quando vestiu o hábito, tomou o nome de Tiago, que logo foi completado com o “das Marcas”, em razão de sua origem. Foi discípulo de outro santo e seu contemporâneo da Ordem, Bernardino de Sena, que se destacava como o maior pregador daquela época, tal qual conhecemos.
Também Tiago das Marcas consagrou toda a sua vida à pregação. Percorreu toda a Itália, a Polônia, a Boêmia, a Bósnia e depois foi para a Hungria, obedecendo a uma ordem direta de Roma. Permanecia num lugar apenas o tempo suficiente para construir um mosteiro novo ou, num já existente, restabelecer a observância genuína da Regra da Ordem Franciscana.
Depois, partia em busca de novo desafio ou para cumprir uma das delicadas missões em favor da Igreja, para as quais era enviado especialmente, como fizeram os papas Eugênio IV, Nicolau V e Calisto III. Participou na incursão da cruzada de 1437 para expulsar os invasores turcos muçulmanos. Humilde e reto nos princípios de Cristo, nunca almejou galgar postos na Igreja, chegando a recusar o cargo de bispo de Milão.
Viveu em extrema penitência e oração, oferecendo seu sacrifício a Deus para o bem da humanidade sempre tão necessitada de misericórdia. Mas os severos e freqüentes jejuns a que se submetia minaram seu organismo, chegando a receber o sacramento da unção dos enfermos seis vezes. Mesmo assim, chegou à idade de oitenta anos.
Faleceu em Nápoles, pedindo perdão aos irmãos franciscanos pelo mau exemplo que foi a sua vida. Era o dia 28 de novembro de 1476. Seu corpo foi sepultado na igreja de Santa Maria Nova, daquela cidade. A sua biografia mostra muitos relatos dos prodígios operados por sua intercessão, tanto em vida quanto após a morte. O papa Bento XIII canonizou Tiago das Marcas em 1726 e marcou o dia de sua morte para a celebração de sua lembrança.

Santa Catarina Labouré
A breve jaculatória que os cristãos recitam há mais de um século: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”, foi ditada pela Bem-Aventurada Virgem, no dia 28 de julho de 1830, a uma filha da caridade.
“Vês os raios que saem das minhas mãos?”, perguntou-lhe a Virgem; “são as graças que não me são pedidas”. E a convidou a fazer com que aquela invocação fosse reproduzida em uma medalhinha e depois difundida entre os fiéis. Esta é, em poucas palavras, a história da “medalha milagrosa”, a qual teve e tem ainda ampla repercussão entre os devotos de Maria.
Por trás deste pequeno veículo das extraordinárias graças derramadas por Maria sobre a humanidade está a humilde figura de Catarina Labouré — santa que viveu à sombra uma existência silenciosa, mas produtiva, a serviço dos pobres.
Quando tinha 12 anos, sonhou com um homem de face luminosa e serena que ela não conhecia, o qual a chamou para este serviço. Viu-o depois numa pintura, quando pela primeira vez entrou no convento das filhas da caridade: era são Vicente de Paulo.
Catarina tinha uma numerosa família para cuidar, depois da prematura morte da mãe. E quando o pai, um modesto proprietário rural, soube do propósito da filha de tornar-se freira, opôs-se com todos os meios. Para dissuadi-la de uma escolha que privaria a família da ajuda financeira, mandou-a trabalhar em Paris, em um pequeno restaurante popular, frequentado por operários e por muitos rapazes que trabalhavam nas fábricas.
Em Paris, em contato com a pobreza, Catarina fez amadurecer a própria vocação e, aos 23 anos, pôde finalmente ser acolhida entre as filhas da caridade e dedicar-se aos pobres, aos velhos abandonados, aos meninos de rua. Um serviço que ela não interrompeu nunca, pois o privilégio de ser escolhida pela Virgem para difundir a “medalha milagrosa” não modificou sua vida, feita de humilde e silencioso serviço aos pobres.

LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 28/11/2023 – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Segunda Epístola de São Pedro 1, 12-21
O testemunho dos Apóstolos e dos Profetas
Caríssimos: Hei de lembrar‑vos sempre estas coisas, ainda que as saibais e estejais confirmados na presente verdade. Julgo ser meu dever, enquanto viver neste corpo, despertar‑vos com os meus avisos, sabendo que o momento da separação está próximo para mim, como me deu a conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas terei cuidado de que, mesmo depois da minha partida, possais conservar sempre a lembrança destas verdades.
Não foi seguindo fábulas ilusórias que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. Porque Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da gloriosa majestade de Deus veio esta voz: «Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha complacência». Nós ouvimos esta voz vinda do céu, quando estávamos com Ele no monte santo.
Assim temos bem confirmada a palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e nasça a estrela da manhã em vossos corações. Antes de tudo deveis saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque nunca uma profecia foi proferida por vontade dos homens; mas foi em nome de Deus que os homens santos falaram, inspirados pelo Espírito Santo.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Tract. 35, 8-9: CCL 36, 321-323) (Sec. V)
Chegarás à fonte, verás a luz
Nós, cristãos, em comparação com os infiéis, já somos luz, como diz o Apóstolo: Outrora éreis trevas; mas agora sois luz no Senhor; procedei como filhos da luz. E noutro lugar: A noite vai adiantada, aproxima‑se o dia. Abandonemos as obras das trevas e revistamo‑nos das armas da luz. Andemos dignamente, como em pleno dia.
No entanto, porque, em comparação com aquela luz que esperamos alcançar, ainda é noite o dia em que nos encontramos, escuta o apóstolo Pedro. Ele nos diz que da divina majestade se fez ouvir uma voz dirigida a Cristo: Tu és o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha complacência. E diz ainda: Nós ouvimos esta voz vinda do céu, quando estávamos com Ele no monte santo. Mas como nós não estivemos lá e não ouvimos essa voz vinda do céu, o mesmo apóstolo Pedro acrescenta: E temos bem confirmada a palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha num lugar escuro, até que desponte o dia e nasça a estrela da manhã em vossos corações.
Portanto, quando vier Nosso Senhor Jesus Cristo e, como diz o apóstolo Paulo, iluminar o que está oculto nas trevas e manifestar os desígnios dos corações, para que cada um receba de Deus o louvor que merece, então já não serão necessárias as lâmpadas nesse dia; não ouviremos ler o Profeta, não se abrirá o livro do Apóstolo, não buscaremos o testemunho de João, não teremos necessidade do próprio Evangelho. Por‑se‑ão de lado todas as Escrituras, que para nós se tinham acendido como lâmpadas na noite deste mundo, a fim de que não andássemos às escuras.
Suprimidas todas estas coisas, porque já não precisamos da sua luz, e prescindindo dos próprios homens de Deus por quem nos foram comunicados, porque também eles verão juntamente conosco aquela luz verdadeira e esplendorosa, que veremos nós então? Com que se alimentará o nosso espírito? Com que se alegrará a nossa vista? Onde se encontrará aquela felicidade que nem os olhos viram nem os ouvidos escutaram nem jamais passou pelo pensamento do homem? Que veremos nós?
Peço‑vos encarecidamente: amemos juntos; corramos juntos o caminho da fé; desejemos a pátria celeste, suspiremos pela pátria celeste; sintamo‑nos peregrinos neste mundo. Que veremos então? Fale agora o Evangelho: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Então chegarás àquela fonte, da qual recebeste apenas umas gotas de orvalho; então verás diretamente aquela luz cujos raios, por caminhos oblíquos e sinuosos, foram enviados às trevas do teu coração; então serás purificado, para ver essa luz e suportar o seu fulgor. Caríssimos – diz São João – agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos como Ele é.
Eu sinto que os vossos afetos se elevam comigo para as coisas do alto. Mas o corpo corruptível torna pesada a alma, e a morada terrestre oprime o espírito com muitos pensamentos. Chegou a hora de eu fechar este livro e de vós voltardes cada um para sua casa. Passamos uns bons momentos gozando desta luz comum, deste júbilo comum, desta alegria comum; e agora, ao separarmo‑nos uns dos outros, tenhamos cuidado em não nos separarmos d’Ele.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
1 Tes 5, 4-5
Vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que o dia do Senhor vos surpreenda como um ladrão, porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Cor 12, 4-6
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
1 Cor 12, 12-13
Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo. Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos batizados num só Espírito, para constituirmos um só corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
1 Cor 12, 24b.25-26
Deus organizou o corpo, dispensando maior consideração ao que dela precisava, para que não haja desunião no corpo, mas os membros tenham a mesma solicitude uns com os outros. Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro for honrado, todos se alegram com ele.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Rom 3, 23-25a
Todos pecaram e estão privados da glória de Deus. E todos são justificados de maneira gratuita pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus, que Deus apresentou como vítima de propiciação, mediante a fé, pelo seu Sangue, para manifestar a sua justiça.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
1 Pedro 5, 8-9
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
