“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 02 DE DEZEMBRO DE 2023 – SÁBADO – XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)
2 de dezembro de 2023
“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 03 DE DEZEMBRO DE 2023 – 1º DOMINGO DO ADVENTO
3 de dezembro de 2023
Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, você vá escolhendo, conforme apetecer, como em um bufê, alguns os vídeos disponibilizados que puder assistir – buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Concitamos, porém, que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo orante desta Liturgia Diária (Lectio Divina), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual.

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4194-liturgia-de-02-de-dezembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– É a paz que o Senhor vai falar a seu povo e a seus fiéis, e aos que a ele se converterem (Sl 84,9).
Oração do dia
– Levantai, Senhor, nós vos pedimos, o ânimo dos vossos fieis, para que, fazendo frutificar com solicitude a obra da salvação, recebam maiores auxílios de vossa paternal bondade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Dn 7,15-27
Salmo Responsorial: Dn 3,82-87
– Louvai-o e exaltai-o, pelos séculos sem fim!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vigiai e orai para ficardes de pé ante o Filho do homem! (Lc 21,36).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 21,34-36
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Dn 7,15-27) sobre a busca de orientação sobre o significado da visão noturna por parte de Daniel: 16. Aproximando-me de um dos assistentes, perguntei-lhe sobre a realidade de tudo isso. Respondeu-me dando a explicação seguinte: 17. esses grandes animais, (disse), em número de quatro, são quatro reis que se levantarão da terra. 18. Mas os santos do Altíssimo receberão a realeza e a conservarão por toda a eternidade. 19. Quis então saber exatamente o que representava o quarto animal, diferente dos demais, pavoroso em extremo, cujos dentes eram de ferro e as garras de bronze, que devorava, depois triturava e calcava aos pés o que sobrava. 20. Quis ser informado sobre os dez chifres que tinha na cabeça, bem como a respeito desse outro chifre que havia surgido e diante do qual três chifres haviam caído, esse chifre que tinha olhos e uma boca que proferia palavras arrogantes, e parecia maior do que os outros. 21. Tinha visto esse chifre fazer guerra aos santos e levar-lhes vantagem, até o momento em que veio o ancião, 22. quando foi feita justiça aos santos do Altíssimo e quando lhes chegou a hora de obterem a realeza. 23. Ele me respondeu: o quarto animal é um quarto reino terrestre, diferente de todos os demais, que devorará, calcará e aniquilará o mundo. 24. Os dez chifres indicam dez reis levantando-se nesse reino. Mas depois deles surgirá outro, diferente, que destronará três. 25. Proferirá insultos contra o Altíssimo, e formará o projeto de mudar os tempos e a lei; e os santos serão entregues ao seu poder durante um tempo, tempos e metade de um tempo. 26. Mas realizar-se-á o julgamento e lhe será arrancado seu domínio, para destruí-lo e suprimi-lo definitivamente .27. A realeza, o império e a suserania de todos os reinos situados sob os céus serão devolvidos ao povo dos santos do Altíssimo, cujo reino é eterno e a quem todas as soberanias renderão seu tributo de obediência.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Dn 3,82-87): E vós, homens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 83. Que Israel bendiga o Senhor, e o louve e o exalte eternamente! 84. Sacerdotes, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 85. Vós que estais a serviço do templo, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 86. Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 87. Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 21,34-36): Velai sobre vós mesmos, para que os vossos corações não se tornem pesados com o excesso do comer, com a embriaguez e com as preocupações da vida; para que aquele dia não vos apanhe de improviso. 35. Como um laço cairá sobre aqueles que habitam a face de toda a terra. 36. Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Dn 7,15-27) que os santos do Altíssimo receberão a realeza e a conservarão por toda a eternidade, muito embora por algum tempo haverá um reino que Proferirá insultos contra o Altíssimo, e formará o projeto de mudar os tempos e a lei; porém no momento oportuno lhe será arrancado o domínio e restará suprimido definitivamente, e então A realeza, o império e a suserania de todos os reinos situados sob os céus serão devolvidos ao povo dos santos do Altíssimo, cujo reino é eterno e a quem todas as soberanias renderão seu tributo de obediência.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Dn 3,82-87): E vós, homens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 83. Que Israel bendiga o Senhor, e o louve e o exalte eternamente! 84. Sacerdotes, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 85. Vós que estais a serviço do templo, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 86. Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 87. Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente!
O Santo Evangelho (Lc 21,34-36) compele-nos em especial a vigiar e orar, evitando excessos alimentares, embriaguês e preocupações excessivas com a vida material, pois ninguém sabe o dia nem a hora em que o juízo final ou particular sobrevirá e teremos que prestar contas de nossas vidas, cumprindo-nos priorizar o Reino de Deus e sua justiça, confiantes de que tudo mais nos será acrescentado (Mateus 6,33).

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Dn 7,15-27) que os santos do Altíssimo receberão a realeza e a conservarão por toda a eternidade, muito embora por algum tempo haverá um reino que Proferirá insultos contra o Altíssimo, e formará o projeto de mudar os tempos e a lei; porém no momento oportuno lhe será arrancado o domínio e restará suprimido definitivamente, e então A realeza, o império e a suserania de todos os reinos situados sob os céus serão devolvidos ao povo dos santos do Altíssimo, cujo reino é eterno e a quem todas as soberanias renderão seu tributo de obediência. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que não fraquejemos na fé e nos mantenhamos firmes no bom caminho, acalentados com a esperança que a Palavra de Deus nos proporciona. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Dn 3,82-87): E vós, homens, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 83. Que Israel bendiga o Senhor, e o louve e o exalte eternamente! 84. Sacerdotes, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 85. Vós que estais a serviço do templo, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 86. Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! 87. Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o eternamente! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e orantes, evitando excessos alimentares, embriaguês e preocupações excessivas com a vida material, pois ninguém sabe o dia nem a hora em que o juízo final ou particular sobrevirá e teremos que prestar contas de nossas vidas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que priorizemos o Reino de Deus e sua justiça, confiantes de que tudo mais nos será acrescentado (Mateus 6,33).

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Dezembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2022/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-02-de-dezembro/> ]

Santa Bibiana ou Viviana
Na época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, “o Apóstata”, aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.
Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.
No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.
A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.
Sem renegar Cristo, foi entregue aos carrascos para ser chicoteada até a morte e o corpo jogado aos cães selvagens. Outro prodígio aconteceu nesse instante, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.
Finalmente, a perseguição sangrenta acabou. A história do seu martírio ganhou uma devoção dos fiéis. Santa Bibiana passou a ser invocada contra os males de cabeça, as doenças mentais e a epilepsia. Seu túmulo tornou-se meta de peregrinação e o seu bonito nome escolhido na hora do batismo. Também a conhecida variação, não menos bela, de Viviana, se tornou popular na cristandade.
A veneração era tão intensa que o papa Simplício mandou construir sobre sua sepultura uma pequena igreja dedicada a ela, no ano 407. O culto ganhou um reforço maior ainda quando, por volta de 1625, foi erguida sob as ruínas da antiga igreja uma basílica. Nela, as relíquias de santa Bibiana se encontram guardadas debaixo do altar-mor.
Além de ser uma das padroeiras da belíssima cidade de Sevilha, na Espanha, santa Bibiana é, também, padroeira da diocese de Los Angeles, nos Estados Unidos. É celebrada no dia 2 de dezembro, considerado o de sua morte pela fé em Cristo.

São Silvério
Silvério nasceu em Frosinone, na Campânia, Itália. Era filho do papa Hormisdas, que fora casado antes de entrar para o ministério da Igreja. Entretanto, ao contrário do que se encontra em alguns escritos, ele não foi sucessor do seu próprio pai. Antes de Silvério assumir, e depois do seu pai, outros ocuparam o trono de Pedro. Em períodos variados, não ultrapassando dois anos cada um, foram os papas: João I, Félix III, Bonifácio II, o antipapa Dióscoro da Alexandria, João II e Agapito I.
Eleito no dia primeiro de junho de 536, papa Silvério foi o sucessor do papa Agapito I, e o numero cinquenta e oito da Igreja Católica. Embora fosse apenas subdiácono quando assumiu o trono de Pedro, ele foi um dos mais valentes defensores do cristianismo, pois enfrentou a imperatriz Teodora.
O conflito com a imperatriz começou quando ela enviou uma carta a ele ordenando que aceitasse, em Roma, bispos heréticos, entre eles Antimo. Respondendo com veemência que não obedeceria de forma alguma, foi preso. Tiraram-lhe as vestes papais, e, vestido como um simples monge, foi deportado para Patara, na Ásia.
Enquanto isso, assumia o governo da Igreja o antipapa Virgílio, que foi colocado em seu lugar porque aceitou a imposição da imperatriz de receber em Roma os tais bispos heréticos recusados por Silvério. Esse, por sua vez, pouco depois, foi enviado a Lícia. Mas, como era um religioso muito popular, foi recebido com honras inesperadas pelos monarcas romanos da região.
Revoltado com a deposição de Silvério, o bispo de Lícia resolveu falar diretamente com o imperador Justiniano. Foi nesse encontro que proferiu as palavras que ficariam gravadas na história e seriam repetidas pelos séculos seguintes: “Existem muitos reis neste mundo, mas apenas um papa em todo o universo”.
Tocado pelas palavras do religioso, o imperador determinou a volta do papa Silvério a Roma. Mas Teodora continuou com suas armações e, pouco tempo depois, ele era enviado à ilha de Palmaria, Ponza, onde sofreu um exílio mais rigoroso que o primeiro.
Novamente, recebeu ordem de Justiniano para voltar a Roma. Contudo o papa preferiu terminar no cisma que surgira, abdicando no dia 11 de novembro de 537.
Consumido pelas chagas e pela fome, morreu pouco depois, no dia 2 de dezembro do mesmo ano. Seu corpo, ao contrário do dos outros papas que morreram no exílio, não retornou para Roma, permaneceu naquela ilha, onde sua sepultura se tornou local de muitas graças e meta de peregrinação. O santo papa Silvério é venerado no dia de sua morte.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 2/11/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola de São Judas 1-8.12-13.17-25
Denúncia dos ímpios e exortação aos fiéis
Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos eleitos, amados de Deus Pai e guardados por Jesus Cristo: A misericórdia, a paz e a caridade vos sejam dadas em abundância.
Caríssimos: Desejava muito escrever‑vos acerca da nossa comum salvação, e senti‑me obrigado a fazê‑lo, para vos exortar a combater pela fé que foi transmitida aos santos de uma vez para sempre. Porque se introduziram no meio de vós alguns homens ímpios, desde há muito marcados para a condenação, que convertem em libertinagem a graça do nosso Deus e renegam o nosso único Mestre e Senhor, Jesus Cristo.
Quero recordar‑vos, embora já saibais tudo isto, que o Senhor, depois de ter salvado o povo da terra do Egito, exterminou seguidamente os que não acreditaram. E aos anjos que não souberam manter a sua dignidade, mas abandonaram a sua morada, conserva‑os perpetuamente encadeados na escuridão, para o juízo do grande dia. Assim também Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas, que da mesma maneira se corromperam e entregaram ao vício contra a natureza, são apresentadas como exemplo, sofrendo o castigo de um fogo eterno.
Do mesmo modo, também aqueles, no seu delírio, mancham a carne, desprezam a autoridade e ultrajam as Glórias. Estes são a desonra das vossas ágapes, banqueteando‑se convosco sem vergonha e apascentando‑se a si mesmos. São nuvens sem água arrastadas pelo vento; árvores de fim de Outono, sem fruto, duas vezes mortas, desenraizadas; ondas furiosas do mar, que espumam a sua própria torpeza; astros errantes, condenados a densas trevas para sempre.
Vós, porém, caríssimos, recordai o que foi predito pelos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles diziam‑vos: «Nos últimos tempos, virão homens céticos que viverão segundo os seus ímpios apetites». São eles que criam divisões, homens sensuais, privados do Espírito.
Mas vós, caríssimos, construí o vosso edifício sobre a vossa santíssima fé, orai em união com o Espírito Santo, conservai‑vos no amor de Deus, prontos a receber a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. Procurai convencer os que hesitam e salvai os outros, arrancando‑os do fogo; dos demais, compadecei‑vos, mas com prudência, detestando até a túnica contaminada pela sua carne.
Àquele que vos pode preservar da queda e apresentar‑vos diante da sua glória, imaculados e cheios de alegria, ao único Deus, nosso Salvador, por Nosso Senhor Jesus Cristo, a glória, a majestade, a força e o poder, antes de todos os séculos, agora e para sempre. Amém!
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermo 256, 1.2.3: PL 38, 1191-1193) (Sec. V)
Cantemos Aleluia ao bom Deus que nos livra de todo o mal
Cantemos Aleluia, ainda inseguros na terra, para podermos cantá‑lo um dia em plena segurança no Céu. Mas porque estamos ainda inseguros? Não queres que me sinta inseguro, quando leio: Porventura não é uma tentação a vida do homem sobre a terra? Não queres que me sinta inseguro, quando me dizem: Vigiai e orai para não cairdes em tentação? Não queres que me sinta inseguro, onde as tentações são tão frequentes que a própria oração nos obriga a repetir: Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido? Todos os dias pedimos perdão e todos os dias cometemos ofensas. Queres que me sinta seguro na terra, onde todos os dias peço perdão dos pecados e proteção dos perigos? Depois de ter dito, por causa dos pecados passados: Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, acrescenta imediatamente, por causa dos perigos futuros: Não nos deixeis cair em tentação. Como pode sentir‑se bem o povo que clama juntamente comigo: Livrai‑nos do mal? E contudo, irmãos, mesmo no meio destes males, cantemos Aleluia ao bom Deus que nos livra do mal.
Também aqui, rodeados de perigos e tentações, cantemos todos Aleluia. Deus é fiel – diz o Apóstolo – e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças. Por isso cantemos Aleluia cá na terra. O homem é ainda pecador, mas Deus é fiel. Não diz: «Não permitirá que sejais tentados»; mas: Não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças. Mas no tempo da tentação, dar‑vos‑á também o meio de sair dela, ajudando‑vos a suportá‑la. Entraste em tentação? Deus fará com que saias dela são e salvo; como o vaso do oleiro, vais sendo modelado pela pregação e cozido no fogo da tribulação. Mas quando entras na tentação, confia que hás de sair dela, porque Deus é fiel: O Senhor guardará as tuas entradas e as tuas saídas.
Quando este nosso corpo se tornar imortal e incorruptível, acabará toda a tentação, porque o corpo está morto. Está morto, porquê? Por causa do pecado. Mas o espírito é vida; porquê? Por causa da justiça. Abandonamos então o corpo morto? Não. Escuta [o Apóstolo]: Se o Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais. Agora, o nosso corpo é animal; depois, será espiritual.
Oh ditoso Aleluia do Céu, plenamente seguro, livre de toda a adversidade! Ali não haverá nenhum inimigo, nem se perderá nenhum amigo. Ressoam os louvores de Deus no Céu; ressoam os louvores de Deus na terra. Mas aqui são cantados por homens inseguros; lá, em plena segurança. Aqui, pelos que hão de morrer; lá, pelos que já são imortais. Aqui, pelos que vivem na esperança; lá, pelos que já possuem a realidade. Aqui, pelos que são ainda peregrinos; lá, pelos que já chegaram à pátria.
Cantemos agora, meus irmãos, não para gozar o repouso, mas para aliviar a fadiga. Como costumam cantar os caminhantes: canta, mas caminha; cantando, alivia a fadiga, mas não te dês à preguiça; canta e caminha. Que quer dizer: «Caminha»?. Avança, progride no bem. Há alguns, como diz o Apóstolo, que progridem no mal. Tu, se progrides, caminhas. Mas progride no bem, progride na verdadeira fé, progride na vida santa. Canta e caminha.
ORAÇÃO DE LAUDES (NO INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Rom12,14-16a
Bendizei aqueles que vos perseguem, abençoai-os e não os amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que estão alegres, chorai com os que choram. Tende os mesmos sentimentos uns para com os outros. Não aspireis às grandezas, mas conformai-vos com o que é humilde.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 8, 5b-6
Assim como um homem corrige o seu filho, assim te corrige o Senhor teu Deus. Guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus e andarás com temor em seus caminhos.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Reis 2, 2b-3
Tem coragem e porta-te como um homem. Guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus, seguirás os seus caminhos, cumprirás as suas leis, preceitos, regulamentos e estatutos, conforme o disposto na lei de Moisés, e assim serás bem sucedido em tudo o que fizeres.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 6, 16
Detende vossos passos e observai. Informai-vos sobre os caminhos de outrora, vede qual é a senda da salvação. Segui-a e encontrareis o descanso para as vossas almas.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23-24
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Aquele que vos chama; Ele realizará as suas promessas.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
