“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE DEZEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA DA II SEMANA DO ADVENTO (ANO B)
11 de dezembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE DEZEMBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – SANTA LUZIA, VIRGEM E MÁRTIR (ANO B)
13 de dezembro de 2023
Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, você vá escolhendo, conforme apetecer, como em um bufê, alguns os vídeos disponibilizados que puder assistir – buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Concitamos, porém, que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo orante desta Liturgia Diária (Lectio Divina), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual.
Recomendamos vivamente que dedique um tempo para ouvir a oração da manhã que abrirá tocando nesse link:
https://youtu.be/by8taoAV3xM?si=kQo4tig-ft_gui9Q

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4204-liturgia-de-12-de-dezembro-de-2023>]
Antífona da entrada
– Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo de Nossa Senhora de Guadalupe; os anjos se alegram conosco e dão gloria ao Filho de Deus.
Coleta
– Ó Deus, que nos destes a Santa Virgem de Guadalupe para amparar-nos como mãe solícita, concedei aos povos da América Latina, que se alegram com sua proteção, crescer constantemente na fé e alcançar o desejado progresso no caminho da justiça e da paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Gl 4,4-7
Salmo Responsorial: Sl 95
– Manifestai a sua glória entre as nações.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Maria alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 1,39-47.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Gl 4,4-7): Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, 5. a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. 6. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! 7. Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 95): 1.Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor, terra inteira. 2.Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, anunciai cada dia a salvação que ele nos trouxe. 3.Proclamai às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. 4.Porque o Senhor é grande e digno de todo o louvor, o único temível de todos os deuses. 5.Porque os deuses dos pagãos, sejam quais forem, não passam de ídolos. Mas foi o Senhor quem criou os céus. 6.Em seu semblante, a majestade e a beleza; em seu santuário, o poder e o esplendor. 7.Tributai ao Senhor, famílias dos povos, tributai ao Senhor a glória e a honra, 8.tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome. Trazei oferendas e entrai nos seus átrios. 9.Adorai o Senhor, com ornamentos sagrados. Diante dele estremece a terra inteira. 10.Dizei às nações: O Senhor é rei. E (a terra) não vacila, porque ele a sustém. Governa os povos com justiça. 11.Alegrem-se os céus e exulte a terra, retumbe o oceano e o que ele contém, 12.regozijem-se os campos e tudo o que existe neles. Jubilem todas as árvores das florestas 13.com a presença do Senhor, que vem, pois ele vem para governar a terra: julgará o mundo com justiça, e os povos segundo a sua verdade.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 1,39-47): Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.40. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? 44. Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. 45. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas! 46. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, 47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador […]

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Gl 4,4-7) que na plenitude dos tempos Deus enviou seu filho Jesus Cristo, nascido de Maria Santíssima, submetido à lei, a fim de remir os que estavam sob a lei e proporcionar que recebêssemos a sua adoção, tornando-nos filhos adotivos e herdeiros de Deus, tendo recebido em nossos corações o Espírito Santo que Jesus nos enviou para vivermos filialmente, em um relacionamento íntimo e profundamente amoroso com o nosso papaizinho querido na Trindade Santíssima!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 95).
O Santo Evangelho (Lc 1,39-47) compele-nos em especial a seguir o exemplo de humildade e solidariedade de Maria Santíssima, que foi às pressas servir sua prima Isabel, ao saber que ela estava com a gravidez avançada. A presença de Maria e do menino em seu ventre fez com que João Batista estremecesse de alegria no seio de Izabel, e ela cheia do Espírito Santo exultou: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Cumpre-nos, pois, buscar da forma mais intensa possível nos acercar de Jesus na Sagrada Eucaristia, pela adoração eucarística, pelas orações meditativas invocando sua divina presença… e de Maria Santíssima pelas orações marianas, para assim vibrar de alegria e exultar com a presença do Espírito Santo que tal proximidade suscita – e glorificar ao Senhor, nosso Salvador, pelas inefáveis graças com que nos contemplou.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Gl 4,4-7) que na plenitude dos tempos Deus enviou seu filho Jesus Cristo, nascido de Maria Santíssima, submetido à lei, a fim de remir os que estavam sob a lei e proporcionar que recebêssemos a sua adoção, tornando-nos filhos adotivos e herdeiros de Deus, tendo recebido em nossos corações o Espírito Santo que Jesus nos enviou para vivermos filialmente, em um relacionamento íntimo e profundamente amoroso com o nosso papaizinho querido na Trindade Santíssima!
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 95): 1. Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor, terra inteira. 2. Cantai ao Senhor e bendizei o seu nome, anunciai cada dia a salvação que ele nos trouxe. 3. Proclamai às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. 4. Porque o Senhor é grande e digno de todo o louvor, o único temível de todos os deuses. 5. Porque os deuses dos pagãos, sejam quais forem, não passam de ídolos. Mas foi o Senhor quem criou os céus. 6. Em seu semblante, a majestade e a beleza; em seu santuário, o poder e o esplendor. 7. Tributai ao Senhor, famílias dos povos, tributai ao Senhor a glória e a honra, 8. tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome. Trazei oferendas e entrai nos seus átrios. 9. Adorai o Senhor, com ornamentos sagrados. Diante dele estremece a terra inteira. 10. Dizei às nações: O Senhor é rei. E (a terra) não vacila, porque ele a sustém. Governa os povos com justiça. 11. Alegrem-se os céus e exulte a terra, retumbe o oceano e o que ele contém, 12. regozijem-se os campos e tudo o que existe neles. Jubilem todas as árvores das florestas 13. com a presença do Senhor, que vem, pois ele vem para governar a terra: julgará o mundo com justiça, e os povos segundo a sua verdade.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sigamos o exemplo de humildade e solidariedade de Maria Santíssima, que foi às pressas servir sua prima Isabel, ao saber que ela estava com a gravidez avançada. A presença de Maria e do menino em seu ventre fez com que João Batista estremecesse de alegria no seio de Izabel, e ela cheia do Espírito Santo exultou: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que busquemos da forma mais intensa possível nos acercar de Jesus na Sagrada Eucaristia, pela adoração eucarística, pelas orações meditativas invocando sua divina presença… e de Maria Santíssima pelas orações marianas, para assim vibrar de alegria e exultar com a presença do Espírito Santo que tal proximidade suscita – e glorificar ao Senhor, nosso Salvador, pelas inefáveis graças com que nos contemplou. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 12 de Dezembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-12-de-dezembro/> ]

Nossa Senhora de Guadalupe
Como toda aparição de Nossa Senhora, a que é venerada hoje é também emocionante. Talvez esta seja uma das mais comoventes, pelo milagre operado no episódio e pela dúvida lançada por um bispo sobre sua aparição a um simples índio mexicano.
Tudo se passou em 1531, no México, quando os missionários espanhóis já haviam aprendido a língua dos indígenas. A fé se espalhava lentamente por essas terras mexicanas, cujos rituais astecas eram muito enraizados. O índio Juan Diego havia se convertido e era devoto fervoroso da Virgem Maria. Assim, foi o escolhido para ser o portador de sua mensagem às nações indígenas. Nossa Senhora apareceu a ele várias vezes.
A primeira vez foi quando o índio passava pela colina de Tepyac, próxima da Cidade do México, atual capital, a caminho da igreja. Maria lhe pediu que levasse uma mensagem ao bispo. Ela queria que naquele local fosse erguida uma capela em sua honra. Emocionado, o índio procurou o bispo, João de Zumárraga, e contou-lhe o ocorrido. Mas o sacerdote não deu muito crédito à sua narração, não dando resposta se iria, ou não, iniciar a construção.
Passados uns dias, Maria apareceu novamente a Juan Diego, que desta vez procurou o bispo com lágrimas nos olhos, renovando o pedido. Nem as lágrimas comoveram o bispo, que exigiu do piedoso homem uma prova de que a ordem partia mesmo de Nossa Senhora.
Deu-se, então, o milagre. Juan Diego caminhava em direção à capital por um caminho distante da colina onde, anteriormente, as duas visões aconteceram. O índio, aflito, ia à procura de um sacerdote que desse a unção dos enfermos a seu tio , que agonizava. De repente, Maria apareceu à sua frente, numa visão belíssima. Tranquilizou-o quanto à saúde do tio, noticiando que naquele mesmo instante ele já estava curado. Quanto ao bispo, pediu a Juan Diego que colhesse rosas no alto da colina e as entregasse ao religioso. Juan ficou surpreso com o pedido, porque a região era inóspita e a terra estéril, além de o país atravessar um rigoroso inverno. Mas obedeceu e, novamente surpreso, encontrou muitas rosas, recém-desabrochadas. João colocou-as no seu manto e, como a Senhora ordenara, e partiu para entregá-las ao bispo, como prova de sua presença.
E assim fez o fiel índio. Ao abrir o manto cheio de rosas, o bispo viu formar-se, impressa, uma linda imagem da Virgem, tal qual o índio a descrevera antes, mestiça. Espantado, o bispo seguiu Juan até a casa do tio moribundo e este já estava de pé, forte e saudável. Contou que Nossa Senhora “morena” lhe aparecera também, o teria curado e renovado o pedido: queria um santuário na colina de Tepyac, onde sua imagem seria chamada de Santa Maria de Guadalupe. Mas não explicou o porquê do nome.
A fama do milagre se espalhou. Enquanto o templo era construído, o manto com a imagem impressa ficou guardado na capela do paço episcopal. Várias construções se sucederam na colina, ampliando o templo, pois as romarias e peregrinações só aumentaram com o passar dos anos e dos séculos.
O local se tornou um enorme santuário, que abriga a imagem de Nossa Senhora na famosa colina, e ainda se discute o significado da palavra Guadalupe. Nele, está guardado o manto de são Juan Diego, em perfeito estado, apesar de passados tantos séculos. Nossa Senhora de Guadalupe é a única a ser representada como mestiça, com o tom de pele semelhante ao das populações indígenas. Por isso o povo a chama, carinhosamente, de “La Morenita”, quando a celebra no dia 12 de dezembro, data da última aparição.
Foi declarada padroeira das Américas em 1945, pelo papa Pio XII. Em 1979, como extremado devoto mariano, o papa João Paulo II visitou o santuário e consagrou, solenemente, toda a América Latina a Nossa Senhora de Guadalupe.

Bartolomeu Bompedoni (Bem-Aventurado)
Os condes João e Justina Bompedoni viviam muito felizes no seu castelo em São Gimigniano, na bela região italiana da Toscana. A felicidade ficou completa quando nasceu o filho, em 1228, batizado com o nome de Bartolomeu. A família, muito religiosa, educou-o dentro dos princípios da verdadeira doutrina cristã. Ele cresceu humilde, caridoso e voltado apenas para a religião, apreciando mais a simplicidade que o luxo. Na juventude, quis seguir a vida religiosa. Mas os pais não concordaram, queriam o único filho junto de si e cuidando dos negócios da família. Decidiram que era melhor que ele se casasse.
Acertam a aliança com uma nobre família, cuja bela filha, cristã e caridosa, também aguardava por um matrimônio apropriado. Mas no dia do noivado Bartolomeu fugiu. Procurou acolhida no Mosteiro Beneditino de São Vito, na vizinha cidade de Pisa. Não ingressou como noviço, decidiria isso só depois. Ficou lá apenas trabalhando como enfermeiro entre os doentes.
Certa noite – ele próprio não soube explicar se teve um sonho ou uma visão – Jesus Ressuscitado lhe apareceu com o corpo cheio de chagas, e disse: “Para fazer a minha vontade, não devereis tornar-te um monge; devereis, ao invés, viver no sofrimento por vinte anos”. Bartolomeu, ouvindo o “recado”, deixou o mosteiro e a cidade, indo para outra região, Volterra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana.
Aos trinta anos de idade, o bispo de Volterra ordenou-o sacerdote e enviou-o como capelão de um pequeno povoado e, depois, pároco de outro. Nas duas missões, distinguiu-se pelo zelo apostólico. Foram vinte anos dedicados à caridade aos pobres, de amor ao próximo e de palavras reconciliadoras. Padre Bartolomeu era amado por todos, ricos e pobres.
Com pouco mais de cinquenta anos de idade, consternou os fiéis ao comunicar que havia contraído a lepra. Chegara, então, o momento do seu sofrimento. Naquele tempo, a doença significava total exclusão social, ou seja, era a morte em vida. Pediu ao seu bispo, que concordou, e se retirou como reitor do leprosário de Cellole, na mesma região.
Foi então que Bartolomeu, agora isolado, ganhou fama e notoriedade. A serenidade e santidade da sua figura causavam admiração na população de toda a Itália. A paciência e a capacidade de suportar o seu sofrimento, aliviando e confortando seus companheiros de infortúnio, eram realmente dignas de um irmão franciscano.
Comparado ao personagem bíblico leproso e mesmo assim agradecido a Deus, passou a ser chamado de “o Jó da Toscana”. Recebia devotos de todos os lugares que iam à sua procura em busca de conselho. Aos que se lamentavam de qualquer dificuldade ou doença, respondia com a alegria dos santos: “Não sabes que precisava que Cristo sofresse para entrar na sua glória?” Morreu vinte anos depois, em 12 de dezembro de 1300, aos setenta e dois anos.
Seu túmulo, na igreja de Santo Agostinho, em São Gimigniano, Toscana, ainda hoje é um lugar de milagres e graças atribuídos à sua intercessão, sobretudo pelos doentes de hanseníase, a popular lepra. O culto nessa data foi aprovado em 1498, quando a Santa Sé declarou bem-aventurado Bartolomeu Bompedoni.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE /12/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 24, 19 – 25, 5
O reino de Deus. Ação de graças
Naquele dia, a terra vai quebrar-se, quebrar-se em pedaços; a terra vai estremecer, estremecer em sobressalto; a terra vai oscilar, oscilar vacilante. A terra vai cambalear, cambalear como um ébrio; será abalada como uma choupana; o seu crime pesará sobre ela, vai cair para não mais se levantar. Naquele dia, o Senhor, lá o alto, examinará a milícia celeste e os reis do mundo sobre da terra. Serão agrupados como prisioneiros no fundo de um calabouço, encarcerados numa prisão, e depois de muitos dias serão castigados. A lua ficará envergonhada e o sol empalidecerá, porque o Senhor do Universo reinará no monte de Sião e em Jerusalém, e a sua glória brilhará na presença dos anciãos.
Senhor, vós sois o meu Deus: quero exaltar-vos e louvar o vosso nome, porque realizastes projetos maravilhosos, concebidos desde há muito, firmes e seguros. Reduzistes a cidade a um montão de pedras, a praça forte a um conjunto de escombros; a fortaleza dos bárbaros deixou de ser cidade e jamais será reconstruída. Por isso vos glorifica um povo forte, vos teme a cidade das nações terríveis, porque sois o baluarte do humilde, o baluarte do pobre na sua angústia, um refúgio contra a tempestade, sombra contra o calor; pois o sopro dos violentos é como a tempestade na invernia, o alarido dos bárbaros é como o calor em terra árida. Vós mitigais o calor com a sombra duma nuvem; o coro dos violentos se dissipa.
SEGUNDA LEITURA
Da Constituição dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja (N. 48) (Sec. XX)
Índole escatológica da Igreja peregrina
A Igreja, à qual somos todos chamados em Cristo Jesus e na qual pela graça de Deus adquirimos a santidade, só será consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas; e com o gênero humano também todo o universo, que está unido intimamente ao homem e por ele atinge o seu fim, será totalmente restaurado em Cristo.
Quando foi levantado da terra, Cristo atraiu a si todos os homens; ressuscitado de entre os mortos, enviou sobre os Apóstolos o seu Espírito vivificador e, por meio dele, constituiu o seu Corpo, que é a Igreja, como sacramento universal de salvação; sentado à direita do Pai, atua continuamente no mundo para conduzir os homens à Igreja e por ela os unir mais estreitamente a si, e com o alimento do seu próprio Corpo e Sangue os tornar participantes da sua vida gloriosa. A restauração prometida, que esperamos, principiou já em Cristo, foi impulsionada com a vinda do Espírito Santo e continua por meio dele na Igreja que nos faz descobrir na fé o sentido da própria vida temporal à medida que vamos realizando, com esperança nos bens futuros, a obra que o Pai nos confiou no mundo; e assim vamos operando a nossa salvação.
Já chegamos, portanto, ao fim dos tempos; a renovação do mundo está irrevogavelmente decretada e vai-se realizando em terra uma santidade verdadeira, embora imperfeita.
Até que apareçam os novos céus e a nova terra, em que habite a justiça, a Igreja peregrina leva consigo — nos seus sacramentos e nas suas instituições, que pertencem à idade presente — a figura passageira deste mundo, e vive entre as criaturas, que gemem e sofrem as dores do parto até agora, suspirando pela manifestação dos filhos de Deus.
ORAÇÃO DE LAUDES (NO INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Gen 49, 10
Não se afastará o cetro de Judá, nem o bastão de comando de entre os seus pés, até que venha aquele que há de vir, a quem os povos hão de obedecer.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 23, 5
Dias virão, diz o Senhor, em que farei surgir para Davi um rebento justo. Será um verdadeiro rei e governará com sabedoria: há de exercer no país o direito e a justiça.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 23, 6
Naqueles dias, Judá será salvo e Israel viverá em segurança. Este será o seu nome: «O Senhor é a nossa justiça».
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 34, 15-16
Eu apascentarei as minhas ovelhas, eu as farei repousar, diz o Senhor. Hei de procurar a que anda perdida, tratarei a que estiver ferida e darei vigor a que andar enfraquecida. Hei de apascentar as minhas ovelhas com justiça.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Apocalipse 21, 2-3
Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
