“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE DEZEMBRO DE 2023 – SÁBADO DA III SEMANA DO ADVENTO (ANO B)
23 de dezembro de 2023“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE DEZEMBRO DE 2023 – MISSA DA NOITE DE NATAL (ANO B)
25 de dezembro de 2023
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos vivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/CV4Bb3GLiLY?si=qUMAI7iuCFSpznvr

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4216-liturgia-de-24-de-dezembro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Céus, deixai cair o orvalho, as nuvens façam chover o justo; abra-se a terra e deixe germinar o Salvador! (Is 45,8)
Coleta
– Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela anunciação do anjo a encarnação de Jesus Cristo, vosso filho, cheguemos por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16
Salmo Responsorial: Sl 88
– Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!
2ª Leitura: Rm 16,25-27
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eis a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra! (Lc 1,38)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 1,26-38.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16): Ora, tendo o rei Davi acabado de instalar-se em sua residência, e tendo-lhe o Senhor dado paz, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam, 2. disse ele ao profeta Natã: Vê: eu moro num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda! 3. Natã respondeu-lhe: Pois bem: faze o que desejas fazer, porque o Senhor está contigo! 4. Mas a palavra do Senhor foi dirigida a Natã naquela mesma noite, e dizia: 5. Vai e dize ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor: Não és tu quem me edificará uma casa para eu habitar. […] 8. eu te tirei das pastagens onde guardavas tuas ovelhas para fazer de ti o chefe de meu povo de Israel. 12. Quando chegar o fim de teus dias e repousares com os teus pais, então suscitarei depois de ti a tua posteridade, aquele que sairá de tuas entranhas, e firmarei o seu reino. […] 14. Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. […] 16. Tua casa e teu reino estão estabelecidos para sempre diante de mim, e o teu trono está firme para sempre.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 88): Hino de Etã, ezraíta. 2. Cantarei, eternamente, as bondades do Senhor; minha boca publicará sua fidelidade de geração em geração. 3. Com efeito, vós dissestes: A bondade é um edifício eterno. Vossa fidelidade firmastes no céu. 4. Concluí, dizeis vós, uma aliança com o meu eleito; liguei-me por juramento a Davi, meu servo. 5. Conservarei tua linhagem para sempre, manterei teu trono em todas as gerações. 6. Senhor, os céus celebram as vossas maravilhosas obras, e na assembleia dos anjos a vossas fidelidade. 7. Quem poderá, nas nuvens, igualar-se a Deus? Quem é semelhante ao Senhor entre os filhos de Deus? 8. Terrível é Deus na assembleia dos santos, maior e mais tremendo que todos os que o cercam. 9. Quem se compara a vós, Senhor, Deus dos exércitos? Sois forte, Senhor, e cheio de fidelidade. 10. Dominais o orgulho do mar, amainais suas ondas revoltas. 11. Calcastes Raab e o transportastes; com poderoso braço dispersastes vossos inimigos. 12. Vossos são os céus e também a terra, vós que criastes o globo e tudo o que ele contém. 13. O norte e o sul vós os fizestes; Tabor e Hermon em vosso nome exultam. 14. Tendes o poder em vosso braço, a firmeza na mão, a autoridade em vossa destra. 15. A justiça e o direito são o fundamento de vosso trono, a bondade e a fidelidade vos precedem. 16. Feliz o povo que vos sabe louvar: caminha na luz de vossa face, Senhor. 17. Vosso nome lhe é causa de contínua alegria, pela vossa justiça ele se glorifica, 18. porque sois o esplendor de sua força, e é vosso favor que nos faz erguer a cabeça, 19. pois no Senhor está o nosso escudo, e nosso rei no Santo de Israel. 20. Outrora, em visão, falastes aos vossos santos e dissestes-lhes: Impus a coroa a um herói, escolhi meu eleito dentre o povo. 21. Encontrei Davi, meu servidor, e o sagrei com a minha santa unção. 22. Assistir-lhe-á sempre a minha mão, e meu braço o fortalecerá. 23. Não o há de surpreender o inimigo, nem ousará oprimi-lo o malvado. 24. Sob seus olhos esmagarei os seus contrários, serão feridos aqueles que o odeiam. 25. Com ele ficarão minha fidelidade e bondade, pelo meu nome crescerá o seu poder. 26. Estenderei a sua mão por sobre o mar, e a sua destra acima dos rios. 27. Ele me invocará: Vós sois meu Pai, vós sois meu Deus e meu rochedo protetor. 28. Por isso eu o constituirei meu primogênito, o mais excelso dentre todos os reis da terra. 29. Assegurado lhe estará o favor eterno, e indissolúvel será meu pacto com ele. 30. Dar-lhe-ei uma perpétua descendência, seu trono terá a duração dos céus. 31. Se, porém, seus filhos abandonarem minha lei, se não observarem os meus preceitos, 32. se violarem as minhas prescrições e não obedecerem às minhas ordens, 33. eu punirei com vara a sua transgressão, e a sua falta castigarei com açoite. 34. Mas não lhe retirarei o meu favor e não trairei minha promessa. 35. não violarei minha aliança, não mudarei minha palavra dada. 36. Jurei uma vez por todas pela minha santidade: a Davi não faltarei jamais. 37. Sua posteridade permanecerá eternamente, e seu trono, como o sol, subsistirá diante de mim, 38. como a lua que existirá sem fim, e o arco-íris, fiel testemunha nos céus. 39. E, contudo, vós o repelistes e rejeitastes, gravemente vos irritastes contra aquele que vos é consagrado. 40. Rompestes a aliança feita com o vosso servidor, lançastes por terra sua coroa, 41. derrubastes todos os seus muros, arruinastes as suas fortalezas. 42. Saquearam-no todos os transeuntes, e o escarneceram os seus vizinhos. 43. A mão de seus inimigos exaltastes, de gozo enchestes todos os seus contrários. 44. Embotastes o fio de sua espada, não o sustentastes na batalha. 45. Fizestes terminar seu esplendor, por terra derrubastes o seu trono. 46. Abreviastes a sua adolescência, e de ignomínia o cobristes. 47. Até quando, Senhor? Até quando continuareis escondido? Até quando estará acesa a vossa cólera? 48. Lembrai-vos como é curta a nossa vida, quão efêmeros os homens que criastes. 49. Qual é o vivo que se livra da morte, ou pode subtrair a sua alma ao poder da morada dos mortos? 50. Vossas bondades de outrora, ó Senhor, onde estão? E os juramentos que a Davi fizestes de fidelidade? 51. Considerai, Senhor, a vergonha imposta aos vossos servidores. Levo em meu seio ultrajes das nações pagãs, 52. insultos de vossos inimigos, Senhor, injúrias que lançam até nos passos daquele que vos é consagrado. 53. Bendito seja o Senhor eternamente! Amém! Amém!
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Rm 16,25-27): Àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu Evangelho, na pregação de Jesus Cristo – conforme a revelação do mistério, guardado em segredo durante séculos, 26. mas agora manifestado por ordem do eterno Deus e, por meio das Escrituras proféticas, dado a conhecer a todas as nações, a fim de levá-las à obediência da fé – , 27. a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, glória por toda a eternidade! Amém.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 1,26-38): No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27. a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. 28. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. 29. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. 30. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. 31. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. 32. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, 33. e o seu reino não terá fim. 34. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? 35. Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, 37. porque a Deus nenhuma coisa é impossível. 38. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16) – cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens – de que o Senhor deu a paz a Davi, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam e do mesmo modo fará conosco, se nos mantivermos fiéis. O Reino de Deus está estabelecido para sempre, sendo o próprio Filho de Deus o Rei do Universo que cumpre-nos servir, acatar o seu senhorio, seguir as suas orientações, com o que tudo se ordenará de forma harmônica e salutar em nossas vidas. E à medida que mais e mais pessoas o fizerem, teremos uma sociedade divinamente ordenada e salutar. E quanto mais distantes dele e de seus desígnios a humanidade se tornar, mais desordenada e doentia se tornará.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 88).
As santas palavras da 2ª Leitura (Rm 16,25-27) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que o eterno Deus, que é poderoso para nos confirmar na pregação de Jesus Cristo, conforme os mistérios que foram revelados nas Sagradas Escrituras, ordenou que Jesus Cristo fosse dado a conhecer a todas as nações, de modo que todas o obedeçam pela fé, cumprindo-nos dar glória por toda a eternidade ao Deus único e sumamente sábio.
O Santo Evangelho (Lc 1,26-38) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência do momento culminante da história da humanidade: a anunciação do arcanjo Gabriel a Nossa Senhora, a Santíssima Virgem que se colocou à disposição para que nela se fizesse de acordo com a vontade de Deus e assim foi divinamente concebido o filho de Deus por uma mulher. Por meio dela o verbo divino habitou entre nós e reina nos corações daqueles que crêem e assim vivem a salvo da fúria do pecado e das miríades de perfídias do maligno. O Senhor já era com a Virgem Santíssima em espírito, conforme a saudação do anjo, porém a partir de então passou a ser com ela também fisicamente, pelo período de nove meses. São maravilhosos os desígnios divinos daquele para quem nada é impossível e cumpre-nos, a exemplo da Santíssima Virgem, exultar de alegria no Senhor!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16) – cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens – de que vós destes a paz a Davi, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam e do mesmo modo fará conosco, se nos mantivermos fiéis. O Reino de Deus está estabelecido para sempre, sendo o próprio Filho de Deus o Rei do Universo que cumpre-nos servir, acatar o seu senhorio, seguir as suas orientações, com o que tudo se ordenará de forma harmônica e salutar em nossas vidas. E à medida que mais e mais pessoas o fizerem, teremos uma sociedade divinamente ordenada e salutar. E quanto mais distantes dele e de seus desígnios a humanidade se tornar, mais desordenada e doentia se tornará. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 88): Hino de Etã, ezraíta. 2. Cantarei, eternamente, as bondades do Senhor; minha boca publicará sua fidelidade de geração em geração. 3. Com efeito, vós dissestes: A bondade é um edifício eterno. Vossa fidelidade firmastes no céu. 4. Concluí, dizeis vós, uma aliança com o meu eleito; liguei-me por juramento a Davi, meu servo. 5. Conservarei tua linhagem para sempre, manterei teu trono em todas as gerações. 6. Senhor, os céus celebram as vossas maravilhosas obras, e na assembleia dos anjos a vossas fidelidade. 7. Quem poderá, nas nuvens, igualar-se a Deus? Quem é semelhante ao Senhor entre os filhos de Deus? 8. Terrível é Deus na assembleia dos santos, maior e mais tremendo que todos os que o cercam. 9. Quem se compara a vós, Senhor, Deus dos exércitos? Sois forte, Senhor, e cheio de fidelidade. 10. Dominais o orgulho do mar, amainais suas ondas revoltas. 11. Calcastes Raab e o transportastes; com poderoso braço dispersastes vossos inimigos. 12. Vossos são os céus e também a terra, vós que criastes o globo e tudo o que ele contém. 13. O norte e o sul vós os fizestes; Tabor e Hermon em vosso nome exultam. 14. Tendes o poder em vosso braço, a firmeza na mão, a autoridade em vossa destra. 15. A justiça e o direito são o fundamento de vosso trono, a bondade e a fidelidade vos precedem. 16. Feliz o povo que vos sabe louvar: caminha na luz de vossa face, Senhor. 17. Vosso nome lhe é causa de contínua alegria, pela vossa justiça ele se glorifica, 18. porque sois o esplendor de sua força, e é vosso favor que nos faz erguer a cabeça, 19. pois no Senhor está o nosso escudo, e nosso rei no Santo de Israel. 20. Outrora, em visão, falastes aos vossos santos e dissestes-lhes: Impus a coroa a um herói, escolhi meu eleito dentre o povo. 21. Encontrei Davi, meu servidor, e o sagrei com a minha santa unção. 22. Assistir-lhe-á sempre a minha mão, e meu braço o fortalecerá. 23. Não o há de surpreender o inimigo, nem ousará oprimi-lo o malvado. 24. Sob seus olhos esmagarei os seus contrários, serão feridos aqueles que o odeiam. 25. Com ele ficarão minha fidelidade e bondade, pelo meu nome crescerá o seu poder. 26. Estenderei a sua mão por sobre o mar, e a sua destra acima dos rios. 27. Ele me invocará: Vós sois meu Pai, vós sois meu Deus e meu rochedo protetor. 28. Por isso eu o constituirei meu primogênito, o mais excelso dentre todos os reis da terra. 29. Assegurado lhe estará o favor eterno, e indissolúvel será meu pacto com ele. 30. Dar-lhe-ei uma perpétua descendência, seu trono terá a duração dos céus. 31. Se, porém, seus filhos abandonarem minha lei, se não observarem os meus preceitos, 32. se violarem as minhas prescrições e não obedecerem às minhas ordens, 33. eu punirei com vara a sua transgressão, e a sua falta castigarei com açoite. 34. Mas não lhe retirarei o meu favor e não trairei minha promessa. 35. não violarei minha aliança, não mudarei minha palavra dada. 36. Jurei uma vez por todas pela minha santidade: a Davi não faltarei jamais. 37. Sua posteridade permanecerá eternamente, e seu trono, como o sol, subsistirá diante de mim, 38. como a lua que existirá sem fim, e o arco-íris, fiel testemunha nos céus. 39. E, contudo, vós o repelistes e rejeitastes, gravemente vos irritastes contra aquele que vos é consagrado. 40. Rompestes a aliança feita com o vosso servidor, lançastes por terra sua coroa, 41. derrubastes todos os seus muros, arruinastes as suas fortalezas. 42. Saquearam-no todos os transeuntes, e o escarneceram os seus vizinhos. 43. A mão de seus inimigos exaltastes, de gozo enchestes todos os seus contrários. 44. Embotastes o fio de sua espada, não o sustentastes na batalha. 45. Fizestes terminar seu esplendor, por terra derrubastes o seu trono. 46. Abreviastes a sua adolescência, e de ignomínia o cobristes. 47. Até quando, Senhor? Até quando continuareis escondido? Até quando estará acesa a vossa cólera? 48. Lembrai-vos como é curta a nossa vida, quão efêmeros os homens que criastes. 49. Qual é o vivo que se livra da morte, ou pode subtrair a sua alma ao poder da morada dos mortos? 50. Vossas bondades de outrora, ó Senhor, onde estão? E os juramentos que a Davi fizestes de fidelidade? 51. Considerai, Senhor, a vergonha imposta aos vossos servidores. Levo em meu seio ultrajes das nações pagãs, 52. insultos de vossos inimigos, Senhor, injúrias que lançam até nos passos daquele que vos é consagrado. 53. Bendito seja o Senhor eternamente! Amém! Amém! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vós, o eterno Deus, que sois poderoso para nos confirmar na pregação de Jesus Cristo, conforme os mistérios que foram revelados nas Sagradas Escrituras, ordenastes que Jesus Cristo fosse dado a conhecer a todas as nações, de modo que todas o obedeçam pela fé, cumprindo-nos dar-vos a glória por toda a eternidade, vós que sois o Deus único e sumamente sábio. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do momento culminante da história da humanidade: a anunciação do arcanjo Gabriel a Nossa Senhora, a Santíssima Virgem que se colocou à disposição para que nela se fizesse de acordo com a vossa vontade e assim foi divinamente concebido o filho de Deus por uma mulher. Por meio dela o verbo divino habitou entre nós e reina nos corações daqueles que crêem e assim vivem a salvo da fúria do pecado e das miríades de perfídias do maligno. Vós já estáveis com a Virgem Santíssima em espírito, conforme revelou a saudação do anjo, porém a partir de então passou a ser com ela também fisicamente, pelo período de nove meses. São maravilhosos os desígnios divinos daquele para quem nada é impossível e cumpre-nos, a exemplo da Santíssima Virgem, exultar de alegria no Senhor! Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 24 de Dezembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/12/santos-do-dia-da-igreja-catolica-24-de-dezembro/> ]

Santa Paula Isabel Cerioli
Batizada como Costanza Cerioli, nasceu na família dos nobres e ricos Francisco Cerioli e Francisca Corniani, no dia 28 de janeiro de 1816, em Soncino, Cremona, Itália.
Delicada, inteligente e sensível, dona de um físico frágil, aprendeu cedo a lidar com o sofrimento, alertada pela sabedoria cristã da mãe, que lhe mostrava a miséria presente nas famílias dos camponeses. Aos onze anos, foi entregue às Irmãs da Visitação da cidade de Alzano, para completar sua formação religiosa e cultural, com as quais ficou até os dezesseis anos, destacando-se pela bondade e caridade.
Aos dezenove anos, obedecendo à vontade dos pais, casou-se com o nobre e rico Caetano Busecchi, de quase sessenta anos, herdeiro dos condes Tassis. Vivendo no palácio do marido, em Comente, Bergamo, dedicava-se à família e às obras de caridade da igreja. Teve um casamento feliz e harmônico, porém marcado pela morte dos quatro filhos; três logo após o nascimento e o outro, Carlos, com dezesseis anos.
Abatida, continuou cuidando do marido, já bem idoso e doente, até 1854, quando ele faleceu. Assim, com trinta e oito anos, viúva, sozinha e dona de grande fortuna, isolou-se do mundo. Ficou retirada em sua casa, dedicando-se às obras de caridade, nas quais aplicou todo o patrimônio.
Criou colégios para crianças órfãs carentes e abandonadas; instituiu escolas, cursos de catecismo, exercícios espirituais, recreações festivas e assistência às enfermas. Vencendo todos os tipos de dificuldades, desejou fundar uma Congregação religiosa feminina e outra masculina que seguisse o modelo evangélico do mistério de Nazaré, constituído por Maria e José, que acolhem Jesus para doá-lo ao mundo.
Orientada, espiritualmente, pelos dois bispos de Bergamo, em 1857, junto com seis companheiras, fundou o Instituto das Irmãs da Sagrada Família. Nesse dia, Costanza vestiu o hábito e tomou o nome de madre Paula Isabel. Em 1863, realizou seu grande sonho: fundou o Instituto dos Irmãos da Sagrada Família, para o socorro material e a educação moral e religiosa da classe camponesa, na época a mais excluída e pobre.
O carisma da Sagrada Família era o objetivo a ser alcançado, como modelo de ajuda e conforto, aprendendo dela como ser famílias cristãs acolhedoras, unidas no amor, na fraternidade, na fé forte, simples e confiante. Com muita inspiração, ela própria escreveu as Regras para os seus institutos, que foram aprovadas pelo bispo de Bergamo.
Consumida na intensa atividade assistencial e religiosa, com apenas quarenta e nove anos de idade, morreu na véspera do Natal de 1865, em Comonte, Bergamo. Deixou entregue aos cuidados da Providencia Divina o já estabelecido Instituto feminino e a semente plantada do outro, masculino.
Madre Paula Isabel Cerioli foi beatificada pelo papa Pio XII em 1950, durante o Ano Santo. Foi declarada santa pelo papa João Paulo II em 2004.

Santa Tarsila
A família romana Anícia teve a graça de enviar para a Igreja aquele que foi um dos grandes doutores da Igreja do Ocidente, o papa Gregório Magno, depois também santo. Era um homem de estatura pequena e de saúde frágil, mas um gigante na administração e uma fortaleza espiritual. Entre seus antepassados paternos estão o imperador Olívio, o papa são Félix III e o senador Jordão, que era seu pai.
A formação intelectual, religiosa e moral do menino Gregório ficou sob a orientação e cuidado de sua mãe, a futura santa Sílvia, e de suas tias, Tarsila, Emiliana, também santas, e de Jordana, irmãs de seu pai, que faleceu cedo.
Tarsila e Emiliana eram muito unidas, além do parentesco, pelo fervor da fé em Cristo e pela caridade. As três viviam juntas na casa herdada do pai, no monte Célio, como se estivessem num mosteiro. Tarsila era a guia de todas, orientando pela Palavra do Evangelho e pelo exemplo da caridade e da castidade. Dessa maneira, os progressos na vida espiritual foram grandes. Depois, Jordana decidiu seguir a vida matrimonial, casando-se com um bom cristão, o administrador dos bens da sua família.
Tarsila permaneceu com a opção de vida religiosa que havia escolhido. Sempre feliz, na paz do seu retiro e na entrega de seu amor a Deus, até que foi ao seu encontro na glória de Cristo. São Gregório relatou que a tia Tarsila tivera uma visão de seu bisavô, o papa são Félix III, que lhe teria mostrado o lugar que ocuparia no céu dizendo estas palavras: “Vem, que eu haverei de te receber nestas moradas de luz”.
Após essa experiência, Tarsila ficou gravemente enferma. No seu leito de morte, ao lado da irmã Emiliana e dos parentes, pediu para que todos se afastassem dizendo: “Está chegando Jesus, meu Salvador!” Com essas palavras e sorrindo, entregou sua alma a Deus. Ao ser preparada para o sepultamento, encontraram calos, duros e grossos, em seus joelhos e cotovelos, causados pelas contínuas penitências. Durante as orações, que duravam muitas horas, rezava, ajoelhada e apoiada, diante de Jesus Crucificado.
Poucos dias depois de morrer, Tarsila apareceu em sonho para sua irmã Emiliana e a convidou para celebrarem juntas a festa da Epifania no céu. E foi isso o que aconteceu, Emiliana acabou morrendo na véspera do dia dos Reis.
O culto a santa Tarsila, mesmo não sendo acompanhado de fatos prodigiosos, se manteve discreto e persistente ao longo do tempo. Talvez pelo enriquecimento dos exemplos singulares narrados pelo sobrinho, papa são Gregório Magno, o qual, entretanto, nunca citou o ano do seu falecimento no século VI.
A Igreja Católica estabeleceu o dia 24 de dezembro para as homenagens litúrgicas de santa Tarsila, data transmitida pela tradição dos seus fiéis devotos.

Santa Ermina ou Irmina ou Irma
Os nomes Ermina, Irmina ou Irma nos reportam a uma única personalidade, a de uma santa germânica. A tradição dessa região conta que ela era a irmã mais velha de Adélia, a abadessa do mosteiro que fundara em Pfalzel, depois santa da Igreja.
Portanto, Ermina também era princesa da Austrásia, filha do rei Dagoberto II, o Bom, o primeiro dessa família a ser declarado santo pela Igreja de Roma. Porém toda essa descendência real nunca ficou muito clara. Mesmo nos antigos registros biográficos, ela aparece confusa.
À parte tal tradição, certamente muito do florescimento do cristianismo na Alemanha ocorreu graças às duas veneradas irmãs abadessas fundadoras. Entre os séculos VII e VIII, a propagação da fé cristã, realmente, ocorreu em conseqüência das fervorosas iniciativas missionárias e das fundações de mosteiros.
Nesta época, Ermina era uma jovem muito bela e caridosa, cujo noivo era o conde Ermano. Mas ele acabou morrendo antes da cerimônia do casamento. Após a fatalidade, ela decidiu seguir a vida religiosa, entendendo o acontecimento como uma mensagem de Deus. Assim, ingressou num mosteiro beneditino.
Mais tarde, ela mesma fundou um, perto da cidade de Trèves, que existe ainda hoje, o Mosteiro de Ohren. Escolheu as regras beneditinas e foi eleita a primeira abadessa. Desde então, tornou-se uma grande benfeitora dos missionários que passavam pela região, especialmente do monge Wilibrordo, futuro santo. Ele era inglês e chefiava uma missão evangelizadora na região da Frísia, atual Dinamarca, ao lado de outros monges da mesma origem.
Atendia um especial pedido do papa Sérgio I, que desejava ver a região convertida.
Na verdade, primeiro foi Wilibrordo que beneficiou o Mosteiro de Ohren e até a cidade de Trèves. A tradição nos conta que no final do século VII, quando ele passava pela região, encontrou a cidade na mais completa desolação. Era uma terrível peste que se espalhava velozmente, tendo atingido, também, o mosteiro da abadessa Ermina. Lá, o referido monge se manteve em fervorosa oração e penitência para que as religiosas e os habitantes da cidade ficassem livres do mortal contágio. As preces de Wilibrordo foram ouvidas tão depressa que Ermina ficou comovida com tanta santidade.
Muito agradecida, Ermina doou a Wilibrordo o território de Echternach. As construções já existentes serviriam de base para mais um glorioso mosteiro beneditino, que, depois, se tornou o ponto de partida das suas viagens de pregações apostólicas que levaram à conversão da Frísia.
Ermina continuou a ajudar o monge através da força das orações e com recursos materiais. Ela continuou sua existência entregue aos exercícios espirituais e a uma vida feita de abnegação e caridade. Pode-se dizer, também, que sem a sua ajuda a Frísia demoraria muito para converter-se ao seguimento de Cristo. A abadessa Ermina morreu na véspera do Natal de 710.
A Igreja autorizou seu culto, incluiu-a no livro dos santos e determinou o dia de sua morte, 24 de dezembro, para a homenagem litúrgica em sua memória. Posteriormente, nele incluiu, também, a celebração de santa Adélia de Pfalzel, sua irmã no sangue e na fé.

Santa Adélia ou Adele de Pfalzel
A tradição oral germânica nos conta que Adélia ou Adele era a irmã mais nova de Ermina, ambas princesas, filhas do rei da Austrásia, Dagoberto II, o Bom. Hoje, todos são venerados nos altares como santos da Igreja, ainda que esse parentesco seja motivo de controvérsias, sendo, por isso, pesquisado.
Adélia foi identificada, também, como a abadessa Adola, a quem Elfrida, abadessa do Mosteiro de Streaneshalch, teria enviado uma carta. Também como Adula, “religiosa matrona nobilis”, que se hospedou no Mosteiro de Nivelles em 17 de março de 691, com um filho pequeno.
Consta que Adélia, depois da morte de seu marido, Alderico, influente nobre da região, decidiu recolher-se para a vida religiosa. Para isso, fundou o Mosteiro de Pfalzel, na região de Trèves, atual Alemanha, onde ingressou e foi a primeira abadessa. Escolheu as Regras dos monges beneditinos, como fizeram os mosteiros de Ohren e de Nivelles, o primeiro fundado por sua irmã, a futura santa Ermina.
No mosteiro, havia um hospede freqüente, o neto da abadessa, um rapaz esperto e vivaz. Seu nome era Gregório. Como conhecia o latim, ficou encarregado de ler em voz alta os textos sagrados enquanto as religiosas estivessem no refeitório. Certo dia, em 722, passou pelo mosteiro um monge inglês de nome Bonifácio, que estava retornando da sua primeira missão na Frísia. Foi acolhido como hóspede, mesmo não sendo conhecido, no exato momento em que todos estavam no refeitório, onde o jovem Gregório lia uma bela página do Evangelho em latim.
Terminada a leitura, Bonifácio se aproximou dele e expressou seus cumprimentos, mas lhe pediu que explicasse o que acabara de ler. Gregório tentou repetir a leitura, mas Bonifácio o impediu, pedindo que o jovem explicasse no seu próprio idioma. Ocorre que, mesmo lendo muito bem o latim, não conseguia compreender o que o texto dizia realmente. “Deixe que eu mesmo explicarei para todos os presentes”, disse o monge estranho. Explicou o texto latino com tanta clareza, comentou-o com tamanha profundidade e de maneira tão convincente que deixou todos os ouvintes encantados.
O mais atingido de todos foi Gregório, a ponto de não mais querer mais separar-se do monge que ninguém sabia de onde era. Apesar das preocupações de avó, Adélia permitiu que o neto partisse ao lado de Bonifácio, confiando na sua intuição religiosa e na Providência Divina. Muitos anos depois, Gregório tornou-se o bispo de Utrecht e foi um dos melhores discípulos de Bonifácio, o “apóstolo da Germânia” e santo da Igreja.
Adélia morreu pouco tempo depois, num dia incerto do mês de dezembro de 734, e foi sepultada no Mosteiro de Pfalzel. Passados mais de onze séculos, em 1868 as suas relíquias foram transferidas para a igreja da paróquia de São Martinho.
O culto litúrgico em memória de santa Adélia de Pfalzel foi autorizado pela Igreja. São duas as celebrações em dezembro: no dia 18, com uma festa local; no dia 24, junto com santa Ermina, que, sem dúvida alguma, é sua irmã na fé.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 24/12/2023
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/opzioni.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do profeta Isaías 48, 12-21; 49, 9b-13
O novo Êxodo
Assim fala o Senhor: «Escuta-me, Jacob, e Israel a quem Eu chamei: Sou Eu, sou Eu o Primeiro e sou também o Último. A minha mão pôs os fundamentos da terra, a minha direita estendeu os céus; quando os chamo, eles apresentam-se todos juntos. Reuni-vos todos e escutai. Quem de entre eles anunciou estas coisas? Aquele que o Senhor ama cumprirá a sua vontade no que se refere a Babilónia e à raça dos caldeus. Fui Eu, fui Eu que falei e o chamei; mandei-o vir e fiz prosperar as suas empresas. Aproximai-vos de Mim e escutai: Desde o princípio, nunca falei em segredo; no momento em que as coisas aconteciam, Eu estava presente». – E agora, o Senhor Deus enviou-me com o seu Espírito. Assim fala o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: «Eu sou o Senhor, teu Deus, que te ensino o que é para teu bem e te conduzo pelo caminho que deves seguir. Se tivesses ouvido as minhas ordens, a tua paz seria como um rio e a tua justiça como as ondas do mar. A tua descendência seria como a areia, e a tua posteridade como os seus grãos. Nunca o teu nome seria tirado nem riscado da minha presença». Saí de Babilónia, fugi dos caldeus. Anunciai com brados de alegria, proclamai-o, publicai-o até aos confins da terra; dizei: “O Senhor resgatou o seu servo Jacob”. Não tiveram sede nas terras áridas por onde os conduziu. Fez‑lhes brotar água do rochedo; fendeu o rochedo e jorrou água. Hão de alimentar-se ao longo dos caminhos e acharão pastagens em todas as encostas. Não sentirão fome nem sede, nem o sol ou o vento ardente cairão sobre eles, porque Aquele que tem compaixão deles os guiará e os conduzirá às nascentes de água. De todas as montanhas farei caminhos, e as minhas estradas serão niveladas». Ei-los que vêm de longe: uns do Norte e do Poente, outros da terra de Sinim». Rejubilai, ó céus; exulta, ó terra; montes, soltai gritos de alegria: porque o Senhor consola o seu povo e tem compaixão dos seus pobres.
SEGUNDA LEITURA
Da Exposição de Santo Ambrósio, bispo, sobre o Evangelho de São Lucas
(Lib. 2, 19. 22-23. 26-27: CCL 14, 39-42) (Sec. IV)
Visitação da Virgem Santa Maria
Depois de anunciar à Virgem Maria os mistérios recônditos de Deus, o Anjo quis fortificar a sua fé com um exemplo e anunciou-lhe a maternidade de uma mulher idosa e estéril, como prova de que tudo o que agrada a Deus é possível.
Quando ouviu isto, Maria tomou o caminho das montanhas, não por falta de fé na profecia, nem por falta de confiança na mensagem, nem por falta de certeza na realidade do exemplo, mas guiada pelo júbilo de ver cumprida a promessa, levada pela vontade de prestar um serviço, movida pelo impulso interior da sua alegria.
Cheia já totalmente de Deus, para onde havia de se dirigir senão para as alturas? A graça do Espírito Santo ignora a lentidão. Depressa se manifestam os benefícios da chegada de Maria e da presença do Senhor, pois logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou de alegria no seu seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
Repara como cada palavra está escolhida com perfeita precisão e propriedade: Isabel foi a primeira a escutar a voz, mas João foi o primeiro a pressentir a graça. Aquela escutou segundo a ordem da natureza; este exultou em virtude do mistério. Ela apreendeu a chegada de Maria; este, a do Senhor. A mulher ouviu a voz da mulher; o menino sentiu a presença do Filho. Aquelas proclamam a graça de Deus, estes realizam-na interiormente, iniciando no seio de suas mães o mistério de piedade. E por um duplo milagre, as mães profetizam sob a inspiração de seus filhos.
O filho exultou de alegria; a mãe ficou cheia do Espírito Santo. A mãe não se antecipou ao filho; foi este que, uma vez cheio do Espírito Santo, o comunicou a sua mãe. João exultou; igualmente exultou o espírito de Maria. A alegria de João comunica-se a Isabel; de Maria, porém, não se nos diz que recebesse então o Espírito, mas que o seu espírito exultou de alegria. – Aquele que é incompreensível atuava já em sua Mãe de maneira incompreensível –. Enfim, Isabel recebe o Espírito Santo depois de conceber, Maria recebera o Espírito Santo antes de conceber. Por isso, Isabel diz a Maria: Feliz de ti, que acreditaste.
Felizes também vós, que ouvistes e acreditastes, pois toda a alma que acredita, concebe e dá à luz o Verbo de Deus e reconhece as suas obras.
Esteja em cada um de vós a alma de Maria, para glorificar o Senhor; esteja em cada um de vós o espírito de Maria, para se alegrar em Deus. Embora segundo a carne haja uma só Mãe de Cristo, segundo a fé Cristo é fruto de todos; pois toda a alma recebe o Verbo de Deus, desde que, sem mancha, preservada dos vícios, guarde a castidade com inquebrantável pudor.
Por conseguinte, toda a alma que alcança esta perfeição proclama a grandeza do Senhor, como a alma de Maria proclamou a grandeza do Senhor e o seu espírito exultou em Deus Salvador. Como ledes noutro lugar: Engrandecei comigo o Senhor.
O Senhor é certamente engrandecido por nós, não porque a palavra humana possa acrescentar alguma coisa ao Senhor, mas porque o Senhor é engrandecido em nós: Cristo é a imagem de Deus e, por isso, a alma que procede com piedade e justiça engrandece essa imagem de Deus, a cuja semelhança foi criada; e, engrandecendo-a, participa cada vez mais da grandeza divina.
ORAÇÃO DE LAUDES (NO INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Rom 13, 11-12
Chegou a hora de despertarmos do sono, porque a salvação está agora mais perto de nós do que na altura em que abraçamos a fé. A noite vai adiantada e o dia está próximo. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 13, 13-14a
Vivamos dignamente, como em pleno dia, não em festins licenciosos e na embriaguês, não em desonestidades e libertinagens, não em contendas e invejas. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tess 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros, como nós para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, nosso Senhor, com todos os seus Santos.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Cf. 2 Tess 1, 6. 7. 10
É justo que Deus vos recompense pelas tribulações que sofrestes, dando-vos o descanso, juntamente conosco, quando aparecer o Senhor Jesus, descendo do Céu com os Anjos do seu poder, entre as aclamações do povo santo e a admiração de todos os crentes.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Gal 4, 4-5
Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sob o jugo da Lei e nos tornar seus filhos adotivos.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo, a não ser que seja excessivamente extenso, e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
