“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE FEVEREIRO DE 2024
12 de fevereiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE FEVEREIRO DE 2024
14 de fevereiro de 2024TERÇA-FEIRA DA VI SEMANA DO TEMPO COMUM
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=9h3KmdRpapQ

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4270-liturgia-de-13-de-fevereiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Sede para mim um Deus protetor e um lugar de refúgio, para me salvar. Porque sois minha força e meu refúgio e, por causa do vosso nome, me guiais e sustentais (Sl 30,3s).
Coleta
– Ó Deus, que prometeis permanecer nos corações retos e sinceros, concedei-nos, por vossa graça, viver de tal maneira, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Tg 1,12-18
Salmo Responsorial: Sl 93,12-13a,14-15,18-19
– Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Quem me ama realmente, guardará minha Palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,2).
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos: Mc 8,14-21.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Tg 1,12-18): Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam. 13. Ninguém, quando for tentado, diga: É Deus quem me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém. 14. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. 15. A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16. Não vos iludais, pois, irmãos meus muito amados. 17. Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. 18. Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 93,12-13a,14-15,18-19): Feliz o homem a quem ensinais, Senhor, e instruís em vossa Lei, 13. para lhe dar a paz no dia do infortúnio […] 14. porque o Senhor não rejeitará o seu povo, e não há de abandonar a sua herança. 15. Mas o julgamento com justiça se fará, e o seguirão os retos de coração. 18. Quando penso: “Vacilam-me os pés”, sustenta-me, Senhor, a vossa graça. 19. Quando em meu coração se multiplicam as angústias, vossas consolações alegram a minha alma.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 8,14-21): Aconteceu que eles haviam esquecido de levar pães consigo. Na barca havia um único pão. 15. Jesus advertiu-os: Abri os olhos e acautelai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes! 16. E eles comentavam entre si que era por não terem pão. 17. Jesus percebeu-o e disse-lhes: Por que discutis por não terdes pão? Ainda não tendes refletido nem compreendido? Tendes, pois, o coração insensível? 18. Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais mais? 19. Ao partir eu os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos recolhestes cheios de pedaços? Responderam-lhe: Doze. 20. E quando eu parti os sete pães entre os quatro mil homens, quantos cestos de pedaços levantastes? Sete, responderam-lhe. 21. Jesus disse-lhes: Como é que ainda não entendeis?…

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 13 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Tg 1,12-18) que feliz é o homem que suporta a tentação, porque depois de sofrer a provação, usufruirá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam. Não é Deus que tenta, pois ele é inacessível ao mal; cada um é tentado pela própria concupiscência, que o atrai e alicia; ela concebe e dá luz ao pecado e este, consumado, leva à morte. Toda dádiva boa e perfeita vem do alto, do Pai das luzes, que é imutável, eternamente estável, que por sua vontade nos gerou pela palavra da verdade, para sermos como que as primícias das suas criaturas. Cumpre-nos, pois, nos empenharmos para vencer as tentações e suportar as provações, cientes de que assim agindo usufruiremos da verdadeira felicidade e seremos coroados com a vida eterna destinada aos que amam a Deus. As tentações não provêm de Deus, mas da concupiscência que, acicatada pelo maligno (conforme Efésios 6,12), atrai e alicia os que se deixam levar pelas insídias demoníacas, concebendo e dando a luz ao pecado e desse modo trilhando o caminho que conduz à morte espiritual, que nos separa definitivamente da companhia de Deus. Cabe-nos atuar cientes de que toda dádiva boa e perfeita vem do alto, do imutável Pai das luzes, que por sua vontade nos gerou pela palavra da verdade, para sermos como que as primícias das suas criaturas, os que pelo exemplo, pelo bom testemunho, pela denodada dedicação em ensinar os caminhos divinos contribuiremos com muitos para que superem a cegueira espiritual e vejam a luz divina, a verdade do Evangelho, o sumo bem, a mais alta felicidade possível de ser vivida neste mundo e que prepara para ingressar na vida eterna.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 93,12-13a,14-15,18-19).
O Santo Evangelho (Mc 8,14-21) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus advertiu para nos mantermos atentos e cautelosos em relação ao fermento dos fariseus (em especial da hipocrisia, decorrente do apego ao legalismo e ao tradicionalismo, que levam ao abandono da essência dos preceitos divinos) e de Herodes (da soberba e do apego ao poder e aos prazeres, relegando a lei divina, desprezando a vontade de Deus). Cumpre-nos atuar cientes de que, estando livres desses fermentos, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (conforme Mateus 6,33). Podemos contar com a Providência Divina para suprir o que se fizer necessário, porém não deixando de fazer o que estiver ao nosso alcance (conforme 2 Tessalonicentes 3,10).

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 13 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Tiago 1,12-18, que feliz é aquele que suporta a tentação, porque depois de sofrer a provação, usufruirá a coroa da vida que vós prometestes aos que vos amam. Não sois vós que tentais, pois sois inacessível ao mal; cada um é tentado pela própria concupiscência, que atrai e alicia; ela concebe e dá luz ao pecado e este, consumado, leva à morte. Toda dádiva boa e perfeita vem do alto, do Pai das luzes, que é imutável, eternamente estável, que por sua vontade nos gerou pela palavra da verdade, para sermos como que as primícias das suas criaturas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos para vencer as tentações e suportar as provações, cientes de que assim agindo usufruiremos da verdadeira felicidade e seremos coroados com a vida eterna destinada aos que vos amam. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que as tentações não provêm de Deus, mas da concupiscência que, presente em nós e acicatada pelo maligno (conforme Efésios 6,12), atrai e alicia os que se deixam levar pelas insídias demoníacas, concebendo e dando a luz ao pecado e desse modo trilhando o caminho que conduz à morte espiritual, que nos separa definitivamente da companhia de Deus. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que toda dádiva boa e perfeita vem do alto, de vós, ó imutável Pai das luzes, que por vossa vontade nos gerastes pela palavra da verdade, para sermos como que as primícias das vossas criaturas, os que pelo exemplo, pelo bom testemunho, pela denodada dedicação em ensinar os caminhos divinos, contribuiremos com muitos para que superem a cegueira espiritual e vejam a luz divina, a verdade do Evangelho, o sumo bem, a mais alta felicidade possível de ser vivida neste mundo e que prepara para ingressar na vida eterna. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 93,12-13a,14-15,18-19): Feliz o homem a quem ensinais, Senhor, e instruís em vossa Lei, 13. para lhe dar a paz no dia do infortúnio […] 14. porque o Senhor não rejeitará o seu povo, e não há de abandonar a sua herança. 15. Mas o julgamento com justiça se fará, e o seguirão os retos de coração. 18. Quando penso: “Vacilam-me os pés”, sustenta-me, Senhor, a vossa graça. 19. Quando em meu coração se multiplicam as angústias, vossas consolações alegram a minha alma. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho (Mc 8,14-21) nos impregnemos da consciência de que Jesus advertiu para nos mantermos atentos e cautelosos em relação ao fermento dos fariseus (em especial da hipocrisia, decorrente do apego ao legalismo e ao tradicionalismo, que levam ao abandono da essência dos preceitos divinos) e de Herodes (da soberba e do apego ao poder e aos prazeres, relegando a lei divina, desprezando a vontade de Deus). Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que, estando livres desses fermentos, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (conforme Mateus 6,33); que podemos contar com a Providência Divina para suprir o que se fizer necessário, porém não deixando de fazer o que estiver ao nosso alcance (conforme 2 Tessalonicentes 3,10). Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 13 de Fevereiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-fevereiro/>]

Santo Martiniano
Martiniano era um monge eremita, mas acabou se tornando um andarilho para que o pecado nunca o achasse “em endereço fixo”.
Martiniano era natural da Cesaréia, na Palestina, nasceu no século quatro. Desde a tenra idade decidiu ligar sua vida à Deus e aos dezoito anos ingressou numa comunidade de eremitas, não muito distante da sua cidade, onde se entregou à vida reclusa e viveu durante sete anos. A fama de sua sabedoria percorreu a Palestina e Martiniano passou a ser procurado por gente de todo o país que lhe pedia conselhos, orientação espiritual, a cura de doenças e até a expulsão de maus espíritos. Ganhou fama de santidade e essa fama atraiu Cloé, uma jovem cortesã.
Cloé era milionária, bela e conhecida como uma mulher de costumes arrojados e pouco recomendáveis. Fez uma espécie de aposta em seu círculo de amizades e afirmou que faria o casto monge se perder. Trocou suas roupas luxuosas por farrapos e procurou Martiniano, pedindo abrigo. Ele deixou que entrasse, acomodou-a e foi para os aposentos do fundo da casa, onde rezou entoando cânticos de louvor ao Senhor, antes de se recolher para dormir.
Mesmo assim, Cloé não desistiu. Pela manhã trocara os farrapos por uma roupa muito sensual, aguardando o ingresso do monge nos aposentos internos da casa. O que logo aconteceu, ela então utilizou argumentos espertos tentando seduzir Martiniano, mas, ao invés disso, acabou sendo convertida por ele. Cloé a partir de então, se recolheu ao convento de Santa Paula, em Belém, passando ali o resto de seus dias. E se santificou na vida religiosa consagrada à Deus.
Por sua vez, Martiniano, que chegou a sentir-se tentado, mudou-se dali para uma ilha. Porém, certa vez, naquelas águas que rodeavam a ilha ocorreu um naufrágio de um navio e uma jovem passageira chamada Fotinia que se salvou lhe pediu abrigo. Ele consentiu que ela ficasse, mas para não sentir a tentação novamente abandonou o lugar a nado, apesar do continente ficar muito distante. A tradição diz que ele não nadou, mas que Deus mandou dois delfins para apanhá-lo e levá-lo à terra firme, são e salvo.
O fato é que, depois disso, tomou uma decisão radical, tornou-se andarilho para nunca mais ter de abrigar ninguém e ser tentado pelo pecado. Vivia da caridade alheia e morreu em Atenas, no ano 400, depois de parar a caminhada numa igreja da cidade. Sabia que o momento chegara, recebeu os sacramentos e partiu para a Casa do Pai serenamente e na santa paz.

São Gregório II
Gregório nasceu no ano de 669. Pertencia a uma família cristã da nobreza romana, o pai era senador e a mãe uma nobre, que se dedicava à caridade. Ele teve uma educação esmerada junto à cúria de Roma. Muito culto, era respeitado pelo clero Ocidental e Oriental. Além da conduta reta, sabia unir sua fé inabalável com as aptidões inatas de administrador e diplomata. Tanto que, o papa Constantino I pediu que ele o acompanhasse à capital Constantinopla, para tentar resolver junto ao imperador do Oriente, Leão II, que se tornara iconoclasta, a grave questão das imagens.
Escolhido para o pontificado em 19 de maio de 715, Gregório II governou a Igreja durante dezesseis anos. Neste longo período, administrou seu rebanho com generosidade e sabedoria, consolidando a posição da Igreja no cenário político e religioso. Em 719, enviou são Bonifácio à Alemanha e nos anos seguintes encorajou e apoiou a sua missão apostólica.
Incentivou a vida monástica e enfrentou com firmeza, o imperador Leão II, que com um decreto proibia o culto das imagens, o qual, provocou um levante das províncias da Itália contra o exército que marchava para Roma. Gregório não se intimidou, mas para evitar um confronto com os muçulmanos, mandou consertar as muralhas de Roma.
Desde os primeiros tempos, o cristianismo venerou as imagens de Cristo, da Virgem e dos santos. Esta maneira, típica do Oriente, de expressar a religiosidade chegou e se difundiu por todo o Ocidente a partir dos séculos VI e VII. A seita iconoclasta não entendia o culto como legítimo, baseando-se no Antigo Testamento e também porque numa imagem de Cristo não se pode representar as suas duas naturezas: terrena e divina, que são inseparáveis. Mas, a legitimidade foi comprovada através dos argumentos da Sagrada Escritura e essencialmente do fato da própria encarnação.
O papa Gregório II expulsou a seita dos iconoclastas, antes de falecer no dia 11 fevereiro de 731. A Igreja sempre condenou a idolatria com rigidez e como reza o Evangelho, por isto mesmo nunca prestou adoração a imagem alguma. O culto tradicional de veneração sim, pois nele não se adora uma imagem , este ato é dirigido à memória e à lembrança, daqueles que ela resgata e reproduz. São Gregório II faz parte do calendário litúrgico se sua festa foi designada para o dia 13 de fevereiro.

Muito interessante a história do culto deste Santo de nome Benigno, até porque o seu próprio nome é um adjetivo que significa “bom”, “benevolente”, “benéfico”, portanto, um atributo concedido a todos os Santos.
No Calendário Litúrgico da Igreja, são vários os personagens festejados com este nome, cerca de dezoito, entre mártires, bispos, sacerdotes, monges e ermitãos. Entretanto, o primeiro Benigno a ser venerado, foi o que nasceu e viveu em Todi, na região da Úmbria, próxima de Roma, no início do Cristianismo. Os registros confirmam que era um sacerdote muito querido, sendo considerado por sua retidão de caráter e bondade. Padre Benigno enfrentou corajosamente o martírio durante a última perseguição do imperador Maximiano.
Segundo a tradição, ele estava sendo conduzido à Roma para ser jogado às feras, quando morreu, em conseqüência das incessantes torturas a que foi submetido. O fato teria ocorrido na estrada vizinha à cidade de Vicus Martis, onde seu corpo que alí fora abandonado, foi recolhido e sepultado secretamente pelos cristãos, que o acompanhavam à distância e assistiram ao seu testemunho.
Anos depois, quando os cristãos puderam deixar a clandestinidade, no lugar onde Benigno esteve sepultado, foi construída uma igreja e um mosteiro beneditino, e com o passar dos tempos a região se tornou uma pequena cidade chamada Priorado de São Benigno. O local acabou se tornando num ponto de peregrinação obrigatória para os seus devotos, que estão espalhados no mundo inteiro, graças a sua memória sempre reverenciada pelos beneditinos fixados nos cinco continentes. Assim, as peregrinações aumentaram e se mantiveram, mesmo após o mosteiro ter sido desativado, alguns séculos mais tarde.
O Priorado conservou os restos mortais de São Benigno, na igreja à ele dedicada, até 1904, quando foram trasladados para a de São Silvestre, na cidade do Vaticano, onde foram colocados ao lado do altar maior, recolhidos numa preciosa urna de prata. Mas, a Igreja deixou um fragmento para ser guardado naquele lugar onde Benigno, o sacerdote de Todi, prestou o seu testemunho do amor incondicional à Paixão de Jesus Cristo.
O Papa Pelágio II, em 589 incluiu o culto de São Benigno, no Martirológio Romano, cuja festa litúrgica indicou para o dia 13 de fevereiro, que segundo a tradição foi quando ele morreu. No início do século XX, a Santa Sé desejou reunir todas as relíquias dos mártires das perseguições dos primeiros tempos nas igrejas situadas no Estado do Vaticano, por este motivo ele também foi trasladado para lá.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 13 de Fevereiro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro dos Provérbios 8, 1-5. 12-36
Louvor da Sabedoria eterna
Porventura não é a sabedoria que chama e a inteligência que levanta a sua voz? No alto das colinas, ao longo dos caminhos, nas encruzilhadas das ruas, ela aí está; junto das portas, à entrada da cidade, nas vias de acesso, ela brada: «É por vós, homens, que eu chamo, é aos filhos dos homens que a minha voz se dirige. Vós, inexperientes, aprendei a prudência, e vós, insensatos, aprendei a inteligência. Eu, a sabedoria, moro com a prudência e possuo a ciência da reflexão. O temor do Senhor é o ódio do mal. Eu detesto a soberba, a arrogância, o caminho do mal e a boca perversa. A mim pertencem o conselho e o bom senso, a prudência e a fortaleza. Por mim reinam os reis e os magistrados exercem a justiça; por mim governam os príncipes, os soberanos e os juízes da terra. Eu amo aqueles que me amam, e quem me procura encontra-me. Comigo estão a riqueza e a glória, os bens duradoiros e a justiça. O meu fruto é melhor do que o ouro, o ouro puro, e os meus produtos valem mais do que a prata escolhida. Eu percorro os caminhos da justiça e ando pelas veredas da equidade, para enriquecer os que me amam e encher os seus tesouros.
O Senhor me criou como primícias da sua atividade, antes das suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui formada, desde o início, antes das origens da terra. Antes de existirem os abismos e de brotarem as fontes das águas, já eu tinha sido concebida. Antes de se implantarem as montanhas e as colinas, já eu tinha nascido; ainda o Senhor não tinha feito a terra e os campos, nem os primeiros elementos do mundo. Quando Ele consolidava os céus, eu estava presente; quando traçava sobre o abismo a linha do horizonte, quando condensava as nuvens nas alturas, quando fortalecia as fontes dos abismos, quando impunha ao mar os seus limites para que as águas não ultrapassassem o seu termo, quando lançava os fundamentos da terra, eu estava a seu lado, como arquiteto, cheia de júbilo dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença. Deleitava-me sobre a face da terra, e as minhas delícias eram estar com os filhos dos homens. E agora, meus filhos, escutai-me: felizes os que seguem os meus caminhos. Escutai a exortação para serdes sábios e não a desprezeis. Feliz o homem que me escuta, que vela dia após dia às minhas portas e é assíduo nos umbrais da minha casa. Quem me encontrar encontra a vida e alcança a complacência do Senhor. Mas aquele que me ofende prejudica a sua própria alma; quantos me odeiam amam a morte».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Dissertações de Santo Atanásio, bispo, «Contra os Arianos»
(Oratio 2, 78, 81-82: PG 26, 311-319) (Sec. IV)
O conhecimento do Pai por meio da Sabedoria
criadora e encarnada
A Sabedoria unigénita de Deus é criadora e autora de todas as coisas. Como está escrito: Tudo fizestes com sabedoria; e também: A terra está cheia das vossas criaturas. Ora, para que as coisas criadas não só existissem, mas existissem ordenadamente, aprouve a Deus conformar-Se pela sua Sabedoria às coisas criadas, imprimindo em todas e cada uma delas um sinal e semelhança da sua imagem, para que ficasse bem patente que as coisas criadas tinham sido esplendidamente ordenadas pela Sabedoria e eram obras dignas de Deus.
Assim como a nossa palavra é imagem do Verbo, que é o Filho de Deus, assim também a sabedoria que há em nós é imagem do mesmo Verbo, que é a própria Sabedoria; nessa imagem, que é a faculdade de saber e entender, tornamo-nos idóneos para receber a Sabedoria criadora e podemos, por meio dela, conhecer o próprio Pai. Na verdade, quem tem o Filho – diz a Escritura – tem também o Pai, e ainda: Quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. uma vez que existe em nós e em todas as coisas uma participação criada desta Sabedoria, é com toda a razão que a verdadeira Sabedoria, a Sabedoria criadora, atribui a Si as propriedades dos seres que dela participam, quando afirma: O Senhor Me criou como primícias das suas obras.
Mas uma vez que o mundo, por meio da sabedoria, como antes explicámos, não reconheceu a Deus na Sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os crentes por meio da loucura da pregação. Deus já não quis ser conhecido, como nos tempos passados, através da imagem e sombra da sabedoria existente nas coisas criadas, mas quis que a própria e verdadeira Sabedoria assumisse a carne, Se fizesse homem e suportasse a morte na cruz, para que, daí em diante, através da fé que nela se fundamenta, todos os crentes pudessem ser salvos.
Era portanto a própria Sabedoria de Deus que, primeiro, através da sua imagem impressa nas coisas criadas (por isso se diz que é criada) Se manifestava a Si mesma e, por Si, dava a conhecer o Pai. Mas depois, aquela mesma Sabedoria, que é também o Verbo, fez-Se carne, como afirma João, e, tendo destruído a morte e libertado o género humano, manifestou-Se a Si mais claramente e, por Si, revelou o Pai. Eis a razão porque disse: Concede-lhes que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste.
Assim, a terra inteira está cheia do seu conhecimento. Na verdade, é um só e o mesmo o conhecimento do Pai pelo Filho e o do Filho que procede do Pai; na mesma alegria em que Se compraz o Pai, Se deleita o Filho no Pai, dizendo: Era em Mim que Ele Se comprazia e Eu deleitava-Me dia após dia na sua presença.
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 4-5
Vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que o dia do Senhor vos surpreenda como um ladrão, porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 4-6
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 12-13
Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo. Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos batizados num só Espírito, para constituirmos um só corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 24b.25-26
Deus organizou o corpo, dispensando maior consideração ao que dela precisava, para que não haja desunião no corpo, mas os membros tenham a mesma solicitude uns com os outros. Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro for honrado, todos se alegram com ele.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 3, 23-25a
Todos pecaram e estão privados da glória de Deus. E todos são justificados de maneira gratuita pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus, que Deus apresentou como vítima de propiciação, mediante a fé, pelo seu Sangue, para manifestar a sua justiça.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
