“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE FEVEREIRO DE 2024
15 de fevereiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE FEVEREIRO DE 2024
17 de fevereiro de 2024SEXTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=qMtUHxSpGwU

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4271-liturgia-de-14-de-fevereiro-de-2025>]
Antífona da entrada
– Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, meu abrigo protetor! (Sl 29,11)
Coleta
– Nós vos pedimos, Senhor, acompanhai com vossa bondade a penitência que iniciamos, para que possamos realizar, com sinceridade de coração, o que corporalmente praticamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Isaías 58,1-9a
Salmo Responsorial: Sl 50,3-6.18-19
– Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 9,14-15
Salve Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
Salve Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
– Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis; então o Senhor, nosso Deus, convosco estará!
Salve Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Isaías 58,1-9a): Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como a corneta. Denuncia a meu povo suas faltas, e à casa de Jacó seus pecados. 2. Sem dúvida eles me procuram dia após dia, desejam conhecer o comportamento que me agrada, como uma nação que houvesse sempre praticado a justiça, sem abandonar a lei de seu Deus. Informam-se junto a mim sobre as exigências da justiça, desejam a presença de Deus. 3. De que serve jejuar, se com isso não vos importais? E mortificar-nos, se nisso não prestais atenção? É que no dia de vosso jejum, só cuidais de vossos negócios, e oprimis todos os vossos operários. 4. Passais vosso jejum em disputas e altercações, ferindo com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima vossa voz. 5. O jejum que me agrada porventura consiste em o homem mortificar-se por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e a cinza? Podeis chamar isso um jejum, um dia agradável ao Senhor? 6. Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? – diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. 7. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. 8. Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. 9. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações […]
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 50,3-6.18-19): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. 4. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. 5. Eu reconheço a minha iniquidade, diante de mim está sempre o meu pecado. 6. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. 18. Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. 19. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 9,14-15): Então os discípulos de João, dirigindo-se a ele, perguntaram: “Por que jejuamos nós e os fariseus, e os teus discípulos não?” 15. Jesus respondeu: Podem os amigos do esposo afligir-se enquanto o esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o esposo. Então eles jejuarão.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 16 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Isaías 58,1-9a), em primeiro plano, sobre o múnus profético, a missão que nos cumpre exercer na condição de batizados – de modo a sermos sal da terra e luz do mundo (conforme Mateus 5,13-14). Concita-nos o Senhor pelas palavras do profeta Isaías a clamar em alta voz, sem constrangimentos, denunciando as faltas e pecados que são cometidos e anunciando o comportamento que agrada ao Senhor, que é praticar a justiça, observando fielmente a lei de Deus. Cumpre-nos, pois, inteirar-nos das exigências da justiça divina para viver na presença de Deus, que incluem o jejum (conforme prescreve a Santa Madre Igreja) e a mortificação (o refreamento das paixões), porém impreterivelmente acompanhados da caridade, com rigorosa abstenção de atitudes que venham a prejudicar de alguma forma o próximo. Assevera o profeta Isaías: “Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? – diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações […].”
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 50,3-6.18-19).
O Santo Evangelho (Mt 9,14-15) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que vivemos o tempo quaresmal, de preparação para a celebração da paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e que cumpre-nos vivenciar esse tempo nos dedicando de forma especial ao jejum, à oração e à caridade com os necessitados de forma mais intensiva. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que o objetivo maior de nossas vidas é realizar a vontade de Deus – que nos criou e de quem tudo recebemos – trilhando os caminhos que são de sua santa vontade para com ele nos reunirmos eternamente após a passagem pela vida terrena. Sendo de sua vontade que cultivemos essas atitudes de forma especial nesse período, cumpre-nos compenetrar-nos do espírito do jejum com a oração e a caridade centrados na consciência de tudo o que Jesus passou, cuja memória celebrativa e vivencial nos espera após o período quaresmal, na Semana Santa.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 16 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Isaías 58,1-9a, em primeiro plano, sobre o múnus profético, a missão que nos cumpre exercer na condição de batizados – de modo a sermos sal da terra e luz do mundo (conforme Mateus 5,13-14). Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que clamemos em alta voz, sem constrangimentos, denunciando as faltas e pecados que são cometidos e anunciando o comportamento que vos agrada, que é praticar a justiça, observando fielmente a vossa lei. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos inteiremos e incorporemos ao viver as exigências da justiça divina para viver na vossa presença, que incluem o jejum (conforme prescreve a Santa Madre Igreja) e a mortificação (o refreamento das paixões), porém impreterivelmente acompanhados da caridade, com rigorosa abstenção de atitudes que venham a prejudicar de alguma forma o próximo. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes da admoestação do profeta Isaías em relação ao jejum: “Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? – diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações […].” Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 50,3-6.18-19): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. 4. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. 5. Eu reconheço a minha iniquidade, diante de mim está sempre o meu pecado. 6. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. 18. Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. 19. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vivemos o tempo quaresmal, de preparação para a celebração da paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e que cumpre-nos vivenciar esse tempo nos dedicando de forma especial ao jejum, à oração e à caridade com os necessitados de forma mais intensiva. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vivamos cientes de que o objetivo maior de nossas vidas é realizar a vossa vontade – pois fostes vós que nos criastes e de vós tudo recebemos – trilhando os caminhos que são de vossa santa vontade para convosco nos reunirmos eternamente após a passagem pela vida terrena. Sendo de vossa vontade que cultivemos essas atitudes de forma especial nesse período, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos compenetremos do espírito do jejum com a oração e a caridade, centrados na consciência de tudo o que Jesus passou, cuja memória celebrativa e vivencial nos espera após o período quaresmal, na Semana Santa. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Fevereiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/category/santos-do-dia/>]

Santo Onésimo
Onésimo era o nome do escravo de um importante e rico cidadão chamado Filemon que viveu na Frígia, atual Turquia, na Ásia Menor. Filemon, sua esposa e filho, em certa ocasião ouvindo o apóstolo Paulo se converteram, tocados pela palavra de Cristo. Paulo batizou a toda a família e os dois se tornaram amigos. Este escravo, cujo nome em grego significa útil, roubou dinheiro de seu amo. Assim, temendo ser castigado resolveu fugir.
O castigo para os escravos recapturados era ter a letra “F” marcada em brasa na testa e para os ladrões era a morte. Por isto foi para Roma onde deve ter cometido alguma infração, pois foi preso e algum tempo depois libertado. No cárcere conheceu o apóstolo Paulo que mais uma vez era prisioneiro dos romanos. Ouvindo sua palavra, o escravo foi tocado pela Paixão de Cristo e se arrependeu. Procurando o apostolo, confessou sua culpa e foi perdoado. Assim, Onésimo se converteu e recebeu o batismo do próprio Paulo, que o enviou de volta para o também amigo Filemon com uma carta.
Nela, o santo apóstolo explicou que estaria disposto a pagar em dinheiro pelo erro do escravo, caso Filemon não o perdoasse, pois estava convencido de que Onésimo estava mudado e se emendara completamente. Narrou a sua conversão e, inspirado pelo Espírito Santo escreveu: “Venho suplicar-te por Onésimo, meu filho, que eu gerei na prisão. Ele outrora não te foi de grande utilidade, mas agora será muito útil, tanto a mim como a ti. Eu envio-o a ti como se fosse o meu próprio coração… Portanto, se me consideras teu irmão na fé, recebe-o como a mim próprio”. (Fm 18 e 19)
Sabedor da sinceridade e do poder que Paulo tinha para fazer pessoas se converterem à vida cristã, para dali em diante viverem na honestidade e na caridade, Filemon perdoou Onésimo. Depois, deu total apoio ao seu ex-escravo que passou a trabalhar com a palavra e também com seu próprio exemplo.
Onésimo ficou muito ligado ao apóstolo Paulo, que o enviou à cidade de Colossos como evangelizador. Depois foi consagrado bispo de Efeso, onde substituiu Timóteo. Durante sua missão episcopal, a fama de suas virtudes ultrapassou os limites de sua diocese. Segundo uma tradição antiga, na época do imperador Domiciano foi preso e levado a Roma, onde morreu apedrejado, como mártir cristão.
Embora este acontecimento não tenha total comprovação, a Igreja incluiu Santo Onésimo entre seus santos, porque são fortes os indícios de que seja realmente um mártir do cristianismo dos primeiros tempos.

José Allamano (Bem-Aventurado)
Ele nasceu em Castelnuovo d’Asti, Itália, em 21 de janeiro de 1851. Também a cidade natal de São João Bosco, “o apóstolo da juventude”; e de seu tio São José Cafasso, irmão de sua mãe. Ambos foram seus orientadores e educadores desde a infância. Assim, José Allamano viveu no seio de uma família extremamente cristã.
Com vontade própria e decidido, ingressou no Oratório do Seminário Diocesano de Turim, onde recebeu a ordenação sacerdotal aos 22 anos e se formou em teologia um ano depois. Com 25 anos, foi convocado para continuar no mesmo seminário, como Diretor espiritual, demonstrando ter, apesar de jovem, excelentes qualidades de formador. Repetiu e inculcou, biblicamente aos noviços, a seguinte frase: “Fazer bem o Bem”.
Quando padre Allamano foi nomeado Reitor do conceituado Santuário Mariano da “Consolata”, tinha apenas 29 anos e permaneceu na função durante quarenta e seis anos, quando faleceu. A “Consolata” se tornou o campo de ação para todas as suas atividades sacerdotais. Muito atento, e com a mente aberta às necessidades e exigências pastorais do seu tempo, direcionou todas as iniciativas da diocese em favor da promoção da ação social da Igreja, da imprensa católica, da defesa e assistência ao clero, das associações operárias.
Também foi o Cônego da catedral, Superior de comunidades religiosas, membro de comissões e comitês diocesanos. Fundou em 1901 o Instituto Missões Consolata, composto de sacerdotes e de irmãos leigos. Em 1910 iniciou o Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata.
Padre José Allamano tinha uma saúde frágil, mas este servo de Deus era de uma fortaleza heróica. Sem abandonar as atividades da diocese, priorizou e se ocupou da formação do clero, dos missionários e missionárias. O ideal que propunha era de servir as missões com dedicação total de mente, palavra e coração.
Este mestre e benfeitor do clero morreu serenamente na sua residência, junto ao Santuário da Consolata, a 16 de fevereiro de 1926. Seu corpo repousa em paz na Capela da Casa Mãe dos Missionários da Consolata, em Turim, Itália.
Em Roma, no dia 7 de outubro de 1990, o papa João Paulo II beatificou José Allamano. Nesta ocasião os dois Institutos missionários da “Consolata”, fundados por ele, contavam com mais de dois mil membros espalhados em vinte e cinco países.
Beato José Allamano foi um visionário de pensamento avançado para seu tempo, sua beatificação teve um significado de especial reconhecimento, não apenas pelo exemplo de sua vida santificada, mas por ter antecipado que era obrigação de cada Igreja local se abrir à missão universal.

Felipa Mareri (Bem-Aventurada)
Felipa pertenceu à nobre família dos Mareri. Nasceu em 1200, no castelo situado no povoado de São Pedro do Molito, nos arredores de Rieti, em Nápolis, Itália. Este pequeno burgo, no período medieval, foi passagem obrigatória da estrada que de Assis levava a Roma. Certo dia, neste castelo, a baronesa Felipa Mareri se encontrou com Francisco de Assis, que com o ardor da sua palavra a convenceu, como tinha acontecido algum tempo antes com Clara de Assis, a abandonar as riquezas da casa de sua família, para se dedicar inteiramente ao Senhor.
Durante quatro anos, Felipa fez do iluminado irmão Francisco o seu orientador espiritual. Depois deste período, tomou a resolução de se consagrar a Deus, com tanta determinação que nem as pressões dos parentes, nem as ameaças do irmão Tomás, nem os pedidos dos pretendentes, a fizeram mudar de idéia. Inclusive, teve de seguir o exemplo de Clara de Assis e fugiu de casa. Com algumas companheiras se refugiou numa gruta nas proximidades da propriedade dos Mareri, hoje chamada “Gruta de Santa Felipa”.
Após três anos, esta pequena comunidade de “religiosas da gruta” ganhou fama devido a dedicação e seriedade das religiosas, que além da atividade espiritual se dedicavam ao atendimento dos doentes pobres, que lhes pediam auxílio. Nesta ocasião, seus dois irmãos, Tomás e Gentil, foram ao seu encontro e lhe doaram o castelo de São Pedro de Molito e as terras onde estava construída a pequena igreja do povoado.
Felipa foi para lá com suas seguidoras, criando assim uma nova ordem religiosa, que ficou sob sua direção. A vida da nova Ordem foi organizada segundo o programa traçado por São Francisco para as Clarissas de São Damião. A observância espiritual do mosteiro foi confiada ao beato Rugero de Todi, pelo próprio São Francisco.
Sob esta direção o mosteiro se tornou uma escola de santidade e a fundadora o exemplo da vida espiritual. A ocupação principal da comunidade era o culto e o louvor a Deus, a vida litúrgica, a literatura e o estudo da Bíblia. Mas ao lado destas atividades espirituais, o trabalho de assistência aos doentes foi assumido como meta do apostolado comunitário. No mosteiro eram feitos os medicamentos para serem distribuídos gratuitamente aos pobres.
Felipa com o seu estilo de vida, fez reviver algumas páginas do Evangelho, num mundo que as tinha esquecido. Ela morreu com fama de santidade no dia 16 de fevereiro de 1236. A sua sepultura se tornou meta de peregrinação e logo começou a registrar graças e favores celestiais, concedidos por Deus, pela intercessão desta sua serva.
O Papa Inocêncio IV, em 1247, beatificou a irmã Felipa Mareri, que se tornou a primeira religiosa da Segunda Ordem Franciscana, sendo festejada no dia de sua morte. Em 1706, os seus restos mortais foram trasladados para a Cripta da capela da igreja do mosteiro e o seu coração que estava incorrupto, colocado num relicário de prata, onde se mantém até hoje.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE .. de Fevereiro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 2, 1-22
Nascimento e fuga de Moisés
Naqueles dias, um homem da família de Levi tomou como esposa uma jovem da mesma tribo. A mulher concebeu e deu à luz um filho e, vendo como era belo, escondeu-o durante três meses. Como não podia mantê-lo oculto por mais tempo, arranjou uma cesta de papiro, calafetou-a com betume e pez, meteu nela o menino e colocou-a entre os juncos, à beira do Rio, enquanto a irmã dele se postava a certa distância, para ver o que iria acontecer-lhe.
Ora a filha do faraó desceu ao Rio para se banhar, enquanto as suas damas de companhia passeavam ao longo da margem. Então ela avistou a cesta no meio dos juncos e mandou a uma serva que a fosse buscar. Abriu-a e viu a criança: era um menino a chorar. Teve pena dele e exclamou: «É um filho de hebreus». A irmã dele disse à filha do faraó: «Queres que eu vá procurar, entre as mulheres hebreias, uma ama para criar este menino?». «Vai.», respondeu-lhe a filha do faraó.
E a jovem foi chamar a mãe da criança. Disse-lhe a filha do faraó: «Leva este menino, a fim de o criares para mim, e eu própria te darei o teu salário». Então a mulher levou a criança e amamentou-a. Quando o menino cresceu, trouxe-o à filha do faraó, que o adoptou como filho e lhe deu o nome de Moisés, dizendo: «Salvei-o das águas».
Certo dia, quando Moisés já era homem, foi ter com os seus irmãos e viu como eram duros os trabalhos a que os sujeitavam. Viu também um egípcio agredir um dos hebreus, seus irmãos. Olhou para todos os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia. Ao voltar no dia seguinte, estavam dois hebreus a lutar um com o outro. Disse então ao agressor: «Porque bates no teu companheiro?». Mas ele respondeu-lhe: «Quem te fez nosso chefe ou nosso juiz? Pretendes matar-me como fizeste ao egípcio?». Moisés assustou-se, pensando consigo: «Certamente, o facto é conhecido».
O faraó ouviu falar do caso e procurava dar a morte a Moisés. Então Moisés fugiu para longe do faraó e foi refugiar-se na terra de Madiã. Quando lá chegou, sentou-se junto de um poço. As sete filhas do sacerdote de Madiã vieram tirar água para encher as celhas e dar de beber ao rebanho de seu pai. Mas chegaram uns pastores e tentaram afastá-las. Então Moisés levantou-se, defendeu-as e deu de beber ao rebanho.
Elas voltaram para junto de seu pai Raguel, que lhes perguntou: «Porque voltastes hoje tão cedo?». Elas responderam: «Um egípcio livrou-nos das mãos dos pastores e até nos tirou água e deu de beber ao rebanho». O pai disse às filhas: «Onde está ele? Porque o deixastes ir embora? Chamai-o para comer».
Moisés aceitou ficar com aquele homem, que lhe deu por mulher sua filha Séfora. Teve esta um filho, a quem ele pôs o nome de Gersão, dizendo: «Sou peregrino em terra estrangeira ».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das homilias de São João Crisóstomo, bispo
(Supp., Hom. 6 De precatione: PG 64, 462-466) (Sec. IV)
A oração é luz da alma
A oração, ou diálogo com Deus, é um bem incomparável, porque nos põe em comunhão íntima com Deus. Assim como os nossos olhos corporais são iluminados ao receber a luz, assim também a alma que se eleva para Deus é iluminada pela sua luz inefável. Falo da oração que não se limita a uma atitude exterior, mas brota do íntimo do coração; falo da oração que não se limita a determinados momentos ou ocasiões, mas se prolonga dia e noite, sem interrupção.
Com efeito, não é só no momento determinado para rezar que devemos elevar a Deus o nosso espírito; também no meio das mais variadas tarefas – como o cuidado dos pobres, as obras úteis de misericórdia ou quaisquer outros serviços do próximo – é preciso conservar sempre viva a aspiração e lembrança de Deus, a fi m de que todas as nossas obras, condimentadas com o sal do amor de Deus, se convertam em alimento agradável para o Senhor do Universo. E podemos realmente gozar, durante toda a vida, as vantagens preciosas que daí resultam, se dedicarmos ao Senhor todo o tempo que nos for possível.
A oração é luz da alma, verdadeiro conhecimento de Deus, mediação entre Deus e os homens. Por meio da oração, a alma é elevada até aos Céus e une-se ao Senhor num abraço inefável; como criança que, chorando, chama por sua mãe, a alma deseja o leite divino, pede que sejam ouvidos os seus apelos e recebe dons superiores a tudo o que é natural e visível.
A oração é venerável mensageira que nos leva à presença de Deus, alegra a alma e tranquiliza o coração. Refiro-me evidentemente à oração que não consiste apenas em palavras. A oração é desejo de Deus, piedade inefável, que não provém dos homens mas da graça divina, como diz o Apóstolo: Não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.
Se o Senhor, na sua generosidade, concede a alguém o dom da oração, é uma riqueza inestimável e um alimento celeste que sacia a alma: quem chega a saboreá-lo, sente-se abrasado no desejo eterno do Senhor, como num fogo ardentíssimo que inflama a sua alma.
Se queres ver restaurada em ti aquela morada que Deus edificou no primeiro homem, adorna a tua casa com a modéstia e a humildade, torna-a resplandecente com a luz da justiça, enfeita- a com o ouro das boas obras, e, em lugar das paredes e dos mosaicos, ornamenta-a com a fé e com a grandeza de ânimo; e, por cima de tudo, como cúpula e coroamento de todo o edifício, coloca a oração. Assim prepararás para o Senhor uma digna morada, assim terás um esplêndido palácio real para O receber, e poderás tê-lo contigo na tua alma, transformada, pela graça, em imagem e templo da sua presença.
LEITURA BREVE
Is 53, 11b-12
Pela sua sabedoria, o Justo, meu Servo, justificará a muitos e tomará sobre si as suas iniquidades. Por isso eu lhe darei as multidões como prêmio e terá parte nos despojos no meio dos poderosos. Porque ele próprio entregou a sua vida à morte e foi contado entre os malfeitores. Tomou sobre si as culpas das multidões e intercedeu pelos pecadores.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 3
Prestai-me atenção e vinde a mim; escutai e vivereis. Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a Davi.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 3, 12b. 14a
Voltai, diz o Senhor, e não vos mostrarei um rosto severo; porque eu sou benigno e não me irrito para sempre. Voltai, filhos rebeldes, diz o Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tg 1, 27
A religião pura e sem mancha, aos olhos de Deus, nosso Pai, consiste em visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e conservar-se limpo do contágio do mundo.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 5, 16.19-20
Confessai uns aos outros os vossos pecados e orai uns pelos outros, para que sejais curados. A oração persistente do justo tem muito poder. Meus irmãos, se algum de vós se afastar da verdade e outro o converter, saiba que aquele que reconduz um pecador do erro à verdade, salvará a sua alma da morte e obterá o perdão de muitos pecados.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
