“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE FEVEREIRO DE 2024
17 de fevereiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE FEVEREIRO DE 2024
19 de fevereiro de 2024I DOMINGO DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4271-liturgia-de-14-de-fevereiro-de-2025>]
Antífona da entrada
– Ele me invocará e eu o ouvirei; hei de livrá-lo e glorificá-lo, vou saciá-lo com longos dias (Sl 90,15s).
Coleta
– Deus todo-poderoso, através dos exercícios anuais do sacramento da Quaresma, concedei-nos progredir no conhecimento do mistério de Cristo e corresponder-lhe por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Gn 9,8-15
Salmo Responsorial: Sl 24,4-10
– Verdade e amor são os caminhos do Senhor.
2ª Leitura: 1Pe 3,18-22
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 1,12-15
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo Palavra de Deus.
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo Palavra de Deus.
– O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (MT 4,4)
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo Palavra de Deus.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Gn 9,8-15): Disse também Deus a Noé e as seus filhos: 9. “Vou fazer uma aliança convosco e com vossa posteridade, 10. assim como com todos os seres vivos que estão convosco: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, desde todos aqueles que saíram da arca até todo animal da terra. 11. Faço esta aliança convosco: nenhuma criatura será destruída pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra.” 12. Deus disse: “Eis o sinal da aliança que eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras: 13. Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da aliança entre mim e a terra. 14. Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da terra, o meu arco aparecerá nas nuvens, 15. e me lembrarei da aliança que fiz convosco e com todo ser vivo de toda espécie, e as águas não causarão mais dilúvio que extermine toda criatura.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 24,4-10): Senhor, mostrai-me os vossos caminhos, e ensinai-me as vossas veredas. 5. Dirigi-me na vossa verdade e ensinai-me, porque sois o Deus de minha salvação e em vós eu espero sempre. 6. Lembrai-vos, Senhor, de vossas misericórdias e de vossas bondades, que são eternas. 7. Não vos lembreis dos pecados de minha juventude e dos meus delitos; em nome de vossa misericórdia, lembrai-vos de mim, por causa de vossa bondade, Senhor. 8. O Senhor é bom e reto, por isso reconduz os extraviados ao caminho reto. 9. Dirige os humildes na justiça, e lhes ensina a sua via. 10.Todos os caminhos do Senhor são graça e fidelidade, para aqueles que guardam sua aliança e seus preceitos.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1Pe 3,18-22): Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. 19. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, 20. quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água. 21. Esta água prefigurava o batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela ressurreição de Jesus Cristo. 22. Esse Jesus Cristo, tendo subido ao céu, está assentado à direita de Deus, depois de ter recebido a submissão dos anjos, dos principados e das potestades.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 1,12-15): E logo o Espírito o impeliu para o deserto. 13. Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam. 14. Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: 15. “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho.”

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 18 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Gn 9,8-15) sobre a disposição divina de firmar aliança com seu povo, para firmar amizade, união, fidelidade recíproca… Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que o Senhor Deus em muitas oportunidades firmou alianças com seu povo, culminando com a estabelecida através do sacrifício de seu próprio filho, que anunciou a nova e eterna aliança na Santa Ceia em seu sangue que seria derramado por nós (conforme Lucas 20,22) e que celebramos na Sagrada Eucaristia. Cabe-nos sermos fiéis a essa aliança, mantendo-nos firmes na fé, nos esmerando em conhecer e colocar em prática tudo o que Jesus ensinou.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 24,4-10).
As santas palavras da 2ª Leitura (1Pe 3,18-22) compelem-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Cristo morreu por nossos pecados – o justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne mas foi vivificado quanto ao espírito. Neste mesmo espírito foi pregar aos espíritos detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto era edificada a arca, na qual poucas pessoas se salvaram. Esta água prefigurava o sacramento do batismo, que salva, não pela purificação do corpo, mas consiste num pedido a Deus para se manter em boa consciência, para que se constitua em uma renovação da vida pelos méritos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ele, que subiu ao céu e encontra-se à direta do pai, com autoridade sobre os anjos, principados e potestades. Cumpre-nos empenharmo-nos para bem cumprir com nossa missão de batizados, cientes de que o batismo nos torna filhos de Deus, discípulos de Cristo, membros da Igreja que é o seu corpo.
O Santo Evangelho (Mc 1,12-15) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto, onde permaneceu por quarenta dias, tendo sido ali tentado pelo demônio e servido pelos anjos. E depois que São João Batista foi preso, se dirigiu para a Galileia, onde pregava o Evangelho de Deus e anunciava que se havia completado o tempo e o Reino de Deus estava próximo, concitando a fazer penitência e crer no Evangelho. Cumpre-nos, pois, a exemplo de Jesus, que o fazia com frequência, dirigindo-nos a locais apropriados para ficar a sós com o Senhor – buscá-lo em períodos programados para realizar retiros espirituais. Cabe-nos manter-nos em estado de permanente vigilância em oração (conforme Jesus admoesta em Mates 24,41) para não cairmos em tentação, pois o maligno não se cansa em seu afã de nos por a perder com suas sugestões insidiosas, mentirosas e trapaceiras, nos apresentando pseudo-vantagens e subterfúgios para infringir os preceitos divinos. Sigamos, pois, também nesses aspectos, o exemplo de Jesus, resistindo as insidiosas tentações do maligno; mantendo-nos vigilantes e orantes e assim podendo contar com o prestimoso serviço dos anjos, cientes de que o Reino de Deus foi instaurado por Jesus e para nele viver basta crer e aderir ao Evangelho, fazendo penitência, renunciando e abstendo-nos de tudo o que não esteja em conformidade com os desígnios divinos – os preceitos evangélicos que nos mantém na caminhada do Reino.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 18 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Gênesis 9,8-15, sobre a vossa disposição divina de firmar aliança com vosso povo, para firmar amizade, união, fidelidade recíproca…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que em muitas oportunidades vós firmastes alianças com vosso povo, culminando com a estabelecida através do sacrifício de vosso próprio filho, que anunciou a nova e eterna aliança na Santa Ceia em seu sangue que seria derramado por nós (conforme Lucas 20,22) e que celebramos na Sagrada Eucaristia. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos fiéis a essa aliança, firmes na fé, nos esmerando em conhecer e colocar em prática tudo o que Jesus ensinou.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 24,4-10): Senhor, mostrai-me os vossos caminhos, e ensinai-me as vossas veredas. 5. Dirigi-me na vossa verdade e ensinai-me, porque sois o Deus de minha salvação e em vós eu espero sempre. 6. Lembrai-vos, Senhor, de vossas misericórdias e de vossas bondades, que são eternas. 7. Não vos lembreis dos pecados de minha juventude e dos meus delitos; em nome de vossa misericórdia, lembrai-vos de mim, por causa de vossa bondade, Senhor. 8. O Senhor é bom e reto, por isso reconduz os extraviados ao caminho reto. 9. Dirige os humildes na justiça, e lhes ensina a sua via. 10.Todos os caminhos do Senhor são graça e fidelidade, para aqueles que guardam sua aliança e seus preceitos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina a epístola de São Pedro (1Pe 3,18-22), nos impregnemos da consciência de que Cristo morreu por nossos pecados – o justo pelos injustos – para nos conduzir a vós. Padeceu a morte em sua carne mas foi vivificado quanto ao espírito. Neste mesmo espírito foi pregar aos espíritos detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando vós aguardáveis com paciência, enquanto era edificada a arca, na qual poucas pessoas se salvaram. Esta água prefigurava o sacramento do batismo, que salva, não pela purificação do corpo, mas consiste num pedido a vós para nos mantermos em boa consciência, para que se constitua em uma renovação da vida pelos méritos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ele, que subiu ao céu e encontra-se à direta do pai, com autoridade sobre os anjos, principados e potestades. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos para bem cumprir com nossa missão de batizados, cientes de que o batismo nos torna filhos de Deus, discípulos de Cristo e membros da Igreja, que é o seu corpo.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho (Mc 1,12-15), nos impregnemos da consciência de que o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto, onde permaneceu por quarenta dias, tendo sido ali tentado pelo demônio e servido pelos anjos. E depois que São João Batista foi preso, se dirigiu para a Galileia, onde pregava o Evangelho de Deus e anunciava que se havia completado o tempo e o Reino de Deus estava próximo, concitando a fazer penitência e crer no Evangelho. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para, a exemplo de Jesus, que o fazia com frequência, dirigir-nos a locais apropriados para ficar a sós convosco – buscá-lo em períodos programados para realizar retiros espirituais.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos em estado de permanente vigilância em oração (conforme Jesus admoesta em Mates 24,41) para não cairmos em tentação, pois o maligno não se cansa em seu afã de nos por a perder com suas sugestões insidiosas, mentirosas e trapaceiras, nos apresentando pseudo-vantagens e subterfúgios para infringir os preceitos divinos. Sigamos, pois, também nesses aspectos, o exemplo de Jesus, resistindo as insidiosas tentações do maligno; mantendo-nos vigilantes e assim podendo contar com o prestimoso serviço dos anjos, cientes de que o Reino de Deus foi instaurado por Jesus e para nele viver basta crer e aderir ao Evangelho, fazendo penitência, renunciando e abstendo-nos de tudo o que não esteja em conformidade com os desígnios divinos – os preceitos evangélicos que nos mantém na caminhada do Reino. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 18 de Fevereiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-18-de-fevereiro/>]

João de Fiesole ou Fra Angélico (Bem-Aventurado)
Guido de Pietro, nasceu em 1387, na cidade de Mugelo, na Toscana, Itália. Até o final da juventude foi pintor de quadros na cidade de Florença, quando se decidiu pela vocação religiosa. Em 1417, ingressou na congregação de São Nicolau, onde permaneceu por três anos. Depois, junto com seu irmão Bento, foi para o convento dominicano de Fiesole, no qual se ordenou sacerdote adotando o nome de João.
A ação dos seus dons de santo e de artista, se desenvolveu de forma esplendida no clima de alta perfeição espiritual e intelectual, encontrado no convento. Assim pode fazer da pintura a sua principal obra evangelizadora, ao se tornar um Frade Predicador desta Ordem. Pela singeleza e genialidade de sua figura passou a ser chamado de “Beato Angélico” ou “Fra Angélico”, nome que ficou impresso inclusive no mundo das artes.
Este frade-pintor foi um dom magnífico feito por Deus para a Ordem, pois deu também um imenso auxílio financeiro aos co-irmãos, porque, obedecendo ao voto de pobreza, destinou à Ordem todos os seus ganhos como artista, que eram tão expressivos quanto a sua genialidade. A santa austeridade, os estudos profundos, a perene elevação da alma a Deus, mediante as orações contemplativas, apuraram o seu espírito e lhe abriram horizontes ocultos. Com este preparo e com seus mágicos pincéis, pode proporcionar a todos o fruto da própria contemplação, representando o mais sagrado dos poemas, a divina redenção humana pela Paixão de Jesus Cristo. As suas pinturas são uma oração que ressoa através dos séculos. Esta alma de uma simplicidade evangélica, soube viver com o coração no céu, se consagrando num incessante trabalho.
Entre 1425 e1438, viveu retirado, onde retomou o trabalho pintando os afrescos de quase todos os altares da igreja do convento de Fiesole. Depois foi a vez do convento de São Marcos, em Florença, onde deixou suas obras impressas nos corredores, celas, bibliotecas, claustros, ao longo de seis anos. A partir de 1445 foi para Roma, onde trabalhou para dois papas: Eugênio IV e Nicolau V. Este último, tentou consagrá-lo bispo de Florença, mas Fra Angélico recusou com firmeza, indicando outro irmão dominicano.
Retornou para o convento de Fiesole, cinco anos depois, no qual foi eleito o diretor geral. Alí trabalhou com seu irmão Bento, que nomeou inicialmente como seu secretário e depois conseguiu que fosse eleito seu sucessor, em 1452. Frei João de Fiesole, voltou para Roma, onde morreu no dia 18 de fevereiro de 1455.
Fra Angélico, que nunca executou uma obra, sem antes rezar uma oração, foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1982, que indicou sua festa litúrgica para o dia de sua morte. Até porque, muito antes, a sua sepultura no convento de Santa Maria sobre Minerva se tornara o local escolhido pelos peregrinos que desejavam cultua-lo, não tanto devido à sua genialidade artística, que podia ser apreciada nos museus do mundo, como por seu caráter sincero carregado de profunda santidade. Dois anos depois, o mesmo pontífice o declarou “Padroeiro Universal dos Artistas”, uma honra pela sua obra evangelizadora que promoveu a arte sacra através dos séculos.

São Flaviano
Flaviano pertencia à alta aristocracia romana e era convertido ao cristianismo. Na época do Imperador Constantino, foi eleito governador de Roma, dadas a sua grande inteligência e boa moral. Quando, porém, o imperador morreu e em seu lugar assumiu seu filho Constâncio, este deu início à perseguição dos cristãos e, logo, Flaviano foi destituído de seu cargo.
Ele, porém, não se intimidou e passou a dedicar seus dias a confortar e estimular os cristãos. Morto Constâncio, assumiu Julião, que deu continuidade à perseguição, empreendendo-a ainda com mais ênfase. Flaviano que já era um sacerdote cristão se destacava muito pela prática radical do Evangelho e por sua defesa contra os hereges.
Assim, em 446 foi eleito patriarca de Constantinopla, que na época era capital do Império Romano, já que o mundo católico se via estremecido por agitações político-religiosas e sua atuação poderia reverter este processo. Flaviano assumiu com mão de ferro o posto, mas em seu primeiro ato oficial já pode ter uma idéia dos conflitos que viriam.
Era costume o patriarca, assim que assumia, mandar um presente simbólico ao imperador. Ele enviou então um pão bento durante a missa solene, como símbolo de paz e concórdia. O primeiro-ministro mandou o pão abençoado de volta, dizendo que só aceitaria presentes em ouro e prata. Flaviano respondeu que o ouro e a prata da Igreja não pertenciam a ele, mas a Deus e aos pobres, seus legítimos representantes na Terra. Tanto o imperador quanto o ministro juraram vingança, e as pressões começaram.
Flaviano enfrentou várias dissidências que depois seriam consideradas heresias em concílios realizados para julgá-las. Entre elas, a mais significativa foi a que queria tirar de Jesus seu caráter humano. Isso significaria aceitar que a divindade de Jesus teria assimilado e absorvido sua humanidade. Flaviano conseguiu o apoio do Papa Leão Magno, em Roma, mas foi traído pela parte do clero que defendia a tese.
Nenhuma das decisões conciliares foi aprovada pelo papa, a não ser o chamado Tomo a Flaviano, carta enviada pelo papa São Leão Magno ao presidente do concílio, condenando as heresias de Nestório e de Eutiques.
Flaviano foi praticamente assassinado durante a assembléia ecumênica que, por isso é chamada o conciliábulo de Éfeso Isto mesmo, maus religiosos se uniram aos políticos e os inimigos conseguiram sua deposição do cargo. O bispo Flaviano foi preso e ali mesmo torturado tão cruelmente que ele não agüentou e, logo depois, veio a falecer vítima delas, no dia 18 de fevereiro de 449.
Dois anos depois o Papa Leão Magno, que também é venerado pela Igreja, convocou um concílio, onde a verdade foi restabelecida. Aceitavam-se as duas naturezas de Jesus, a divina e a humana e os contrários foram declarados hereges. No mesmo concílio a figura do bispo Flaviano foi reabilitada e ele declarado mártir pela ortodoxia da fé cristã. O culto à São Flaviano se mantém vivo e vigoroso ainda hoje e sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

Gertrude Comensoli (Bem-Aventurada)
No dia 18 de janeiro de 1847, na cidade de Bienno, ao norte da Itália nasceu Geltrude Caterina Comensoli, mas sempre foi chamada de Gertrude. Teve uma infância tranqüila e modesta numa família simples e religiosa. Com sua mãe e os irmãos freqüentava a missa diariamente. Já, nesta época, demonstrava uma singular e precoce sensibilidade eucarística, que lhe permitiu, aos sete anos de idade, receber a sua Primeira Comunhão.
Na adolescência, Gertrude começou a se preparar para a vida religiosa, ingressando na Companhia de Santa Ângela Merici que cuidava da instrução inicial de suas inscritas. Mas, aos vinte anos de idade teve de se mudar para outra cidade com a família, que se encontrava em dificuldades financeiras. Trabalhou como doméstica durante um ano, depois foi para a cidade de São Gervázio trabalhar como dama de companhia de uma senhora da nobreza.
Nesta época, já era uma jovem dotada de talentos naturais que se preocupava, de modo particular, com as necessidades educativas do mundo feminino. Não se sabe quando esta sua preocupação se concretizou. Na cidade de São Gervázio ela conversava muito sobre o assunto com o sacerdote da paróquia, padre Spinelli, da diocese de Bergamo.
No ano de 1879, Gertrude tem sua idéia traçada: criar uma família religiosa de irmãs voltadas para a instrução de meninas, com forte inspiração eucarística. Com a ajuda financeira do padre Spinelli fundou em 1882, a Congregação das Irmãs Sacramentinas ingressando definitivamente na vida religiosa com o nome de Irmã Gertrude. A diocese aprovou tão prontamente esta iniciativa que de logo depois da primeira casa da Congregação em Bergamo, autorizou a abertura de outras nas regiões vizinhas.
Mas, os problemas começaram com a situação econômica da diocese do padre Spinelli que não deu o resultado financeiro esperado e que, uma parte, era transferido para as Casas de irmã Gertrude. Assim as irmãs ficaram na mais completa ruína. Fecharam as Casas das Sacramentinas de Bergamo e quase como exiladas, encontram refugio na diocese de Lodi, numa região italiana mais distante.
As irmãs da Congregação só não se dispersaram porque tiveram como guia Gertrude, que com sua energia transmitia total confiança na providência de Jesus Eucarístico. Tudo parecia acabado, quando chegou a notícia do reconhecimento diocesano para a Congregação das Sacramentinas de Bergamo. Irmã Gertrude e todas as religiosas Sacramentinas retornam para a primeira Casa da Congregação em Bergamo, onde foram festejadas e bem acolhidas.
No dia 18 de fevereiro de 1903, irmã Gertrude morreu e foi sepultada na Capela da Casa Mãe da Congregação em Bergamo, tendo deixado totalmente concluído o regulamento da Congregação das Irmãs Sacramentinas.
O reconhecimento oficial do Vaticano chegou em 1906. O papa João Paulo II beatificou irmã Gertrude Comensoli no ano de 1989 e escolheu o dia 18 de fevereiro para sua festa.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE .. de Fevereiro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 5, 1 – 6, 1
Opressão do povo de Deus
Naqueles dias, Moisés e Aarão foram ter com o Faraó e disseram-lhe: «Assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Deixa partir o meu povo, para que Me celebre uma festa no deserto’». O Faraó respondeu: «Quem é o Senhor, para que eu tenha de obedecer ao seu apelo, deixando partir Israel? Não conheço o Senhor, nem deixarei Israel partir». Eles disseram: «O Deus dos hebreus apareceu-nos. Deixa-nos fazer uma viagem de três dias através do deserto, para oferecermos um sacrifício ao Senhor nosso Deus, não suceda que nos fira de peste ou com a espada». Respondeu-lhes o rei do Egito: «Porque estais vós, Moisés e Aarão, a desviar o povo dos seus trabalhos? Ide às vossas tarefas». E o Faraó acrescentou: «Agora, que eles já são mais numerosos que a população do país, quereis que interrompam as suas tarefas?».
Nesse dia, o Faraó deu esta ordem aos guardas e aos capatazes do povo: «Não mais fornecereis palha ao povo para fazer os tijolos como até agora; vão eles próprios apanhar a palha; e haveis de exigir-lhes o mesmo número de tijolos que antes, sem nada diminuirdes. São uns preguiçosos, e por isso andam a clamar: ‘Queremos ir oferecer um sacrifício ao nosso Deus’. Sobrecarregue-se o trabalho desses homens, a fim de que estejam ocupados e não dêem ouvidos a palavras mentirosas». Então os guardas e os capatazes saíram e disseram ao povo: «Eis o que ordena o Faraó: ‘Já não vos forneço a palha. Ide vós mesmos buscá-la onde a encontrardes. Entretanto, em nada vos será reduzida a tarefa imposta’». Então o povo dispersou-se por toda a terra do Egito, a fim de arranjar a palha. Os guardas insistiam: «Tendes de acabar o vosso trabalho marcado para cada dia, como quando havia palha». Chegaram mesmo a bater nos capatazes dos filhos de Israel, que os guardas do Faraó tinham posto à frente deles. E diziam: «Porque não acabastes ontem e hoje a vossa conta de tijolos, como anteriormente?».
Então os capatazes dos filhos de Israel foram queixar-se ao Faraó: «Porque tratas assim estes teus servos? Não fornecem palha aos teus servos e dizem-nos: Fazei tijolos! E têm batido nos teus servos, como se a culpa fosse do povo». Mas ele respondeu: «Sois uns mandriões; sim, uns mandriões, e por isso é que dizeis: ‘Vamos oferecer um sacrifício ao Senhor’. Ide trabalhar. Não se vos dará palha, mas tendes de apresentar o mesmo número de tijolos».
Os capatazes dos filhos de Israel viram-se em situação difícil, quando lhes disseram: «Não podeis diminuir a quantidade de tijolos estabelecido para cada dia». Ao saírem da presença do Faraó, encontraram Moisés e Aarão que os esperavam e disseram-lhes: «O Senhor olhe bem para vós e vos julgue. Tornastes a nossa presença odiosa aos olhos do Faraó e aos olhos dos seus servos e pusestes-lhes nas mãos uma espada para nos matar».
Então Moisés voltou-se para o Senhor e disse: «Porque afligis este povo? Porque me enviastes? Desde que me apresentei ao Faraó para lhe falar em vosso nome, ele tem maltratado este povo e Vós de nenhum modo livrastes o vosso povo».
Mas o Senhor respondeu a Moisés: «Agora verás o que eu vou fazer ao Faraó: deixá-los-á partir à força, e ele mesmo os expulsará do país».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Comentários de Santo Agostinho, bispo, sobre os salmos.
(In Ps. 60, 2-3: CCL 39, 766) (Sec. V)
Em Cristo fomos tentados, n’Ele vencemos o demónio
Ouvi, ó Deus, o meu clamor, atendei a minha oração. Quem é que assim fala? Parece ser um só. Mas vê bem se é um só: Dos confins da terra por Vós clamo, quando me desfalece o coração. Portanto, se clama dos confins da terra, não se trata de um só; mas de facto é um só neste sentido: Cristo é um só, e todos nós somos seus membros. Na verdade, como pode um só homem invocar a Deus desde os confins da terra? Quem clama dos confins da terra é aquela herança, a respeito da qual foi dito ao próprio Filho: Pede-Me, e dar-Te-ei as nações como herança e os confins da terra como tua propriedade.
É esta propriedade de Cristo, esta herança de Cristo, este corpo de Cristo, esta única Igreja de Cristo, esta unidade formada por todos nós, que clama dos confins da terra. Mas qual é o seu clamor? O que antes dissemos: Ouvi, ó Deus, o meu clamor, atendei a minha oração. Dos confins da terra por Vós clamo. Quer dizer: o meu clamor provém dos confins da terra, isto é, de todas as partes do mundo.
E porque é que assim clamo? Porque me desfalece o coração. Com estas palavras revela que está no meio dos homens e por toda a face da terra, não rodeado de glória mas no meio de graves tentações.
De facto, a nossa vida, enquanto somos peregrinos na terra, não pode estar livre de tentações, e o nosso aperfeiçoamento realiza-se precisamente através das provações. Ninguém se conhece a si mesmo se não for provado, ninguém pode receber a coroa se não tiver vencido, ninguém pode vencer se não combater, e ninguém pode combater se não tiver inimigos e tentações.
Está em grande aflição Aquele que dos confins da terra faz ouvir o seu clamor, mas não será abandonado. Ele quis prefigurar-nos a nós que somos o seu Corpo; quis prefigurar-nos naquele seu Corpo em que já morreu e ressuscitou e subiu ao Céu, para que os membros esperem confiadamente chegar também aonde a Cabeça os precedeu.
Portanto, o Senhor transfigurou-nos em Si, quando quis ser tentado por Satanás. Líamos há pouco no Evangelho que o Senhor Jesus Cristo era tentado pelo demónio no deserto. Na verdade, Cristo foi tentado pelo demónio. Mas em Cristo também tu eras tentado, porque Ele tomou para Si a tua condição humana, para te dar a sua salvação; para Si tomou a tua morte, para te dar a sua vida; para Si tomou os teus ultrajes, para te dar a sua glória; por conseguinte, para Si tomou as tuas tentações, para te dar a sua vitória.
Se n’Ele somos tentados, n’Ele vencemos o demônio. Se te fixas no fato de Cristo ter sido tentado, considera também que Ele venceu. Reconhece-te tentado n’Ele, reconhece-te n’Ele vencedor. Bem poderia Ele ter mantido o demónio longe de Si; mas se não fosse tentado, não teria ensinado a vencer a tentação.
LEITURA BREVE
Ne 8, 9.10
Hoje é um dia consagrado ao Senhor nosso Deus. Não vos entristeçais nem choreis, porque a alegria do Senhor é a nossa fortaleza.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tes 4, 1.7
Irmãos, nós vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: Recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus, e assim estais procedendo. Mas tratai de progredir ainda mais. Deus não nos chamou a viver na impureza mas na santidade.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 30, 15.18
Assim fala o Senhor Deus, o Santo de Israel: «É na conversão e na calma que está a vossa salvação; a tranquilidade e a confiança são a vossa fortaleza». O Senhor espera a hora de se compadecer de vós e levanta-se para vos perdoar, porque o Senhor é um Deus justo: ditosos os que nele esperam.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 4, 29-31
Buscarás o Senhor teu Deus, e voltarás a encontrá-lo, se o procurares com todo o teu coração e com toda a tua alma. No meio da tua angústia, quando tiveres sofrido todos estes infortúnios, depois de muitos dias, voltarás ao Senhor teu Deus e escutarás a sua voz. Porque o Senhor teu Deus é um Deus clemente, e não te abandonará nem te destruirá, nem se há de esquecer da aliança que jurou aos teus pais.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Cor 9, 24-25
No estádio correm todos, mas só um recebe o prêmio. Correi de modo que o alcanceis. Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações, para obter uma coroa corruptível; nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
