“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE FEVEREIRO DE 2024
23 de fevereiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE FEVEREIRO DE 2024
25 de fevereiro de 2024SÁBADO – I SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=yOH0e5uEsxU

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4281-liturgia-de-24-de-fevereiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– A lei do Senhor é perfeita, converte os corações. O testemunho do Senhor é fiel, da sabedoria aos pequenos. (Sl 18,8)
Coleta
– Pai eterno, convertei para vós nossos corações, a fim de que, buscando sempre o único necessário e praticando obras de caridade, nos dediquemos ao vosso culto. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Dt 26,16-19
Salmo Responsorial: Sl 118,1-8
– Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 5,43-48
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
– Eis o tempo de conversão, eis o dia da salvação (2 Cor 6,2)
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Dt 26,16-19): O Senhor, teu Deus, ordena-te hoje que guardes estas leis e estes preceitos. Observa-os cuidadosamente e pratica-os de todo o teu coração e de toda a tua alma. 17. Hoje, fizeste o Senhor, teu Deus, prometer que ele seria teu Deus, e que andarias nos seus caminhos, observando suas leis, seus mandamentos e seus preceitos, e obedecendo-lhe fielmente. 18. E o Senhor fez-te prometer neste dia, também de tua parte, que serias um povo que lhe pertenceria de maneira exclusiva, como te disse, e que observarias todos os seus mandamentos, 19. para que ele te eleve em glória, renome e esplendor, acima de todas as nações que criou, e sejas, assim, um povo consagrado ao Senhor, teu Deus, como te disse.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 118,1-8): Salmo. Felizes aqueles cuja vida é pura, e seguem a lei do Senhor. 2. Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; 3. e os que não praticam o mal, mas andam em seus caminhos. 4. Impusestes vossos preceitos, para serem observados fielmente; 5. oxalá se firmem os meus passos na observância de vossas leis. 6. Não serei então confundido, se fixar os olhos nos vossos mandamentos. 7. Louvar-vos-ei com reto coração, uma vez instruído em vossos justos decretos. 8. Guardarei as vossas leis; não me abandoneis jamais.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 5,43-48): Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. 44. Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. 45. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. 46. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? 47. Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? 48. Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 24 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Dt 26,16-19) que cumpre-nos seguir as orientações divinas, observando-as, praticando-as com sinceridade, com pureza de coração, com toda a alma – andando assim nos caminhos prescritos pelo Senhor em suas leis, mandamentos e preceitos. Cabe-nos, pois, obedecer fielmente o Senhor, consagrando-lhe o viver de modo que a glória divina seja manifestada pela conduta elevada, reta, diferenciada, consoante à vontade de Deus… demonstrada na maneira de viver de seu povo, a ponto de ser reconhecido, tornando-se renomado pelo esplendor divino que revela em sua forma de agir.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 118,1-8).
O Santo Evangelho (Mt 5,43-48) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de mais alguns preciosos ensinamentos de Jesus com vistas a aperfeiçoar o que foi prescrito na lei insculpida no Antigo Testamento, que estabelecia como lícito amar o próximo, porém facultava odiar o inimigo. Jesus, por seu turno, ensina-nos a amar também nossos inimigos; a fazer o bem aos que nos odeiam e a orar pelo que nos maltratam e perseguem. Esclarece que essa é a conduta apropriada aos filhos de Deus (condição a que ele oportuniza alçar-nos, cumprindo para isso nele crer, praticar seus ensinamentos e ser batizados – integrando-nos desse modo ao seu corpo místico, a Igreja, tornando-nos assim seus co-herdeiros, filhos adotivos do Pai celeste). O Pai faz nascer o sol tanto sobre os bons quanto sobre o maus e faz chover sobre justos e injustos. Cumpre-nos, pois, a exemplo do Pai celestial, irradiar o nosso amor para todos, sem fazer acepção de pessoas, pois – questiona Jesus – que mérito haveria, o que faríamos de extraordinário se amássemos tão somente os que nos amam e nos relacionássemos cordialmente apenas com os que fazem parte do nosso círculo de amizades? Concita-nos a sermos perfeitos como o Pai celeste o é, a inspirar-nos em sua divina perfeição, adequando, ajustando, configurando nosso viver aos parâmetros divinos.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 24 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Deuteronômio 26,16-19 que cumpre-nos seguir as vossas orientações divinas, observando-as, praticando-as com sinceridade, com pureza de coração, com toda a alma – andando assim nos caminhos prescritos em vossas leis, mandamentos e preceitos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para vos obedecermos fielmente, consagrando-vos nosso viver, de modo que a glória divina seja manifestada pela conduta elevada, reta, diferenciada, consoante à vossa vontade… demonstrada na nossa maneira de viver, de modo que o vosso povo seja reconhecido, torne-se renomado pelo esplendor divino revelado na forma de agir pautada em vossas divinas instruções.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 118,1-8): Felizes aqueles cuja vida é pura, e seguem a lei do Senhor. 2. Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; 3. e os que não praticam o mal, mas andam em seus caminhos. 4. Impusestes vossos preceitos, para serem observados fielmente; 5. oxalá se firmem os meus passos na observância de vossas leis. 6. Não serei então confundido, se fixar os olhos nos vossos mandamentos. 7. Louvar-vos-ei com reto coração, uma vez instruído em vossos justos decretos. 8. Guardarei as vossas leis; não me abandoneis jamais.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho (Mt 5,43-48) nos impregnemos da consciência de mais alguns preciosos ensinamentos de Jesus com vistas a aperfeiçoar o que foi prescrito na lei insculpida no Antigo Testamento, que estabelecia como lícito amar o próximo, porém facultava odiar o inimigo. Jesus, por seu turno, ensina-nos a amar também nossos inimigos; a fazer o bem aos que nos odeiam e a orar pelo que nos maltratam e perseguem. Esclarece que essa é a conduta apropriada aos filhos de Deus (condição a que ele oportuniza alçar-nos, cumprindo para isso nele crer, praticar seus ensinamentos e ser batizados – integrando-nos desse modo ao seu corpo místico, a Igreja, tornando-nos assim seus co-herdeiros, filhos adotivos do Pai celeste).
Vós fazeis nascer o sol tanto sobre os bons quanto sobre o maus e fazeis chover sobre justos e injustos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a vosso exemplo, irradiemos o nosso amor para todos, sem fazer acepção de pessoas, cientes de que, conforme ensina Jesus, não há mérito, não faríamos nada de extraordinário se amássemos tão somente os que nos amam e nos relacionássemos cordialmente apenas com os que fazem parte do nosso círculo de amizades.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que busquemos ser perfeitos como vós o sois – que tenhamos como norte de nosso viver a busca da divina perfeição, adequando, ajustando, configurando nosso viver aos parâmetros divinos. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 24 de Fevereiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-24-de-fevereiro/>]

São Sérgio
Sérgio, mártir da Cesarea, na Capadócia, por muito pouco não se manteve totalmente ignorado na história do cristianismo. Nada foi escrito sobre ele nos registros gregos e bizantinos da Igreja dos primeiros tempos. Entretanto, ele passou a ter popularidade no Ocidente, graças a uma página latina, datada da época do imperador romano Diocleciano, onde se descreve todo seu martírio e o lugar onde foi sepultado.
O texto diz que no ano 304, vigorava a mais violenta perseguição já decretada contra os cristãos, ordenada pelo imperador Diocleciano. Todos os governadores dos domínios romanos, sob pena do confisco dos bens da família e de morte, tinham de executá-la. Entretanto alguns, já simpatizantes dos cristãos, tentavam em algum momento amenizar as investidas. Não era assim que agia Sapricio, um homem bajulador, oportunista e cruel que administrava a Armênia e a Capadócia, atual Turquia.
A narrativa seguiu dizendo que durante as celebrações anuais em honra do deus Júpiter, Sapricio, estava na cidade de Cesarea da Capadócia, junto com um importante senador romano. Num gesto de extrema lealdade, ordenou que todos os cristãos da cidade fossem levados para diante do templo pagão, onde seriam prestadas as homenagens àquele deus, considerado o mais poderoso de todos, pelos pagãos. Caso não comparecessem e fossem denunciados seriam presos e condenados à morte.
Poucos conseguiram fugir, a maioria foi ao local indicado, que ficou tomado pela multidão de cristãos, à qual se juntou Sérgio. Ele era um velho magistrado, que há muito tempo havia abandonado a lucrativa profissão para se retirar à vida monástica, no deserto. Foi para Cesarea, seguindo um forte impulso interior, pois ninguém o havia denunciado, o povo da cidade não se lembrava mais dele, podia continuar na sua vida de reclusão consagrada, rezando pelos irmãos expostos aos martírios. A sua chegada causou grande surpresa e euforia, os cristãos desviaram toda a atenção para o respeitado monge, gerando confusão. O sacerdote pagão que preparava o culto ficou irado. Precisava fazer com que todos participassem do culto à Júpiter, o qual, segundo ele, estava insatisfeito e não atendia as necessidades do povo. Desta forma, o imperador seria informado pelo seu senador e o cargo de governador continuaria com Sapricio. Mas, a presença do monge produziu o efeito surpreendente de apagar os fogos preparados para os sacrifícios. Os pagãos atribuíram imediatamente a causa do estranho fenômeno aos cristãos, que com suas recusas haviam irritado ainda mais o seu deus.
Sérgio, então se colocou à frente e explicou que a razão da impotência dos deuses pagãos era que estavam ocupando um lugar indevido e que só existia um único e verdadeiro Deus onipotente, o venerado pelos cristãos. Imediatamente foi preso, conduzido diante do governador, que o obrigou a prestar o culto à Júpiter. Sérgio não renegou a Fé, por isto morreu decapitado naquele mesmo instante. Era o dia 24 de fevereiro. O corpo do mártir, recolhido pelos cristãos, foi sepultado na casa de uma senhora muito religiosa. De lá as relíquias foram transportadas para a cidade andaluza de Ubeda, na Espanha.

Tomás Maria Fusco (Bem-Aventurado)
Tomás Maria Fusco nasceu em Pagani, uma pequena cidade italiana do Vale do Sarno, no dia 1 de dezembro de 1831. Seus pais, íntegros na conduta moral e religiosa, formaram uma família de oito filhos educados na piedade cristã. Aos oito anos ficou órfão, encontrando o amparo do tio e do irmão, ambos sacerdotes, que cuidaram de sua formação e educação, direcionadas para a vida religiosa, conforme seu próprio desejo.
Em 1847, entrou no seminário diocesano de Nocera, situado naquele mesmo Vale, onde completou os estudos teológicos e foi ordenado sacerdote. Desde o início do seu ministério abriu espaços e se dedicou à formação e aos cuidados das crianças, para as quais abriu em sua casa uma escola matinal. Com elas, padre Tomás Maria costumava passar em santa alegria os dias de festa. Na igreja da paróquia, restabeleceu a capela noturna para os jovens e adultos, a fim de promover sua formação humana e cristã.
Foi admitido na congregação dos missionários de São Vicente de Paulo, em 1857, tendo percorrido um longo itinerário missionário, especialmente nas regiões da Itália meridional. Três anos depois, quando foi nomeado capelão do santuário de Nossa Senhora do Carmo, em Pagani, desenvolveu as associações católicas masculinas e femininas, ergueu um altar para o culto ao Crucificado e criou a Pia União ao Preciosíssimo Sangue de Jesus.
Ele fundou, também na sua casa, em 1862, uma Escola de Teologia Moral para os sacerdotes destinada à sua habilitação para o ministério do confessionário, onde eram inflamados no amor ao Sangue de Cristo. Nesse mesmo ano, instituiu a “Companhia do Apostolado Católico” para as missões populares.
O amor a Deus e amor ao próximo despertavam nele outra urgência: criar uma nova família religiosa destinada a cuidar das crianças abandonadas, particularmente dos órfãos, a quem ele privilegiava com sua ternura paterna. Após uma longa preparação na oração e inspirado pela Virgem Santíssima, em 1873, ele fundou a congregação das “Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue”. A obra iniciou com seu bispo, Dom Amirante, entregando o hábito para três religiosas e abençoando o orfanato, inaugurado com sete órfãs pobres. Neste momento da fundação, ele também foi advertido pelo seu bispo, que disse: “Você escolheu o título do Preciosíssimo Sangue? Pois bem, prepare-se para beber o cálice amargo”.
De fato, o seu ministério bem realizado, sua vida de sacerdote exemplar, foi alvo de inveja e calúnia, lançada em 1880. Ele padeceu em silêncio com humilhações e perseguições, mas, foi com amor e sustentado pelo Senhor que carregou sua árdua cruz. Morreu no dia 24 de fevereiro de 1891, debilitado pela doença crônica no fígado, aos cinqüenta e nove anos.
Padre Tomás Maria Fusco foi Apóstolo da Caridade do Preciosíssimo Sangue, viveu amando os pobres e morreu perdoando os inimigos. Gozava da fama de santidade no meio do clero, do povo em geral e das suas filhas espirituais, hoje encontradas em várias regiões do mundo. O papa João Paulo II o beatificou em 2001 e o dia de sua morte determinado para a festa litúrgica.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE .. de Fevereiro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 12, 37-49; 13, 11-16
Partida dos hebreus
Leis sobre a Páscoa e os primogénitos
Naqueles dias, os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot; eram cerca de seiscentas mil pessoas que iam a pé, sem contar as crianças. Seguia-os uma imensa multidão de gente e uma enorme quantidade de gado em rebanhos e manadas. Da massa que tinham trazido do Egito cozeram pães ázimos, pois a massa não tinha fermentado. Expulsos do Egito sem qualquer demora, nem sequer tinham podido preparar provisões.
A permanência dos filhos de Israel no Egito durou quatrocentos e trinta anos. E ao fim desses quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todas as hostes do Senhor saíram da terra do Egito. Foi uma noite de vigília para o Senhor, quando Ele os fez sair da terra do Egito. Será uma noite de vigília consagrada ao Senhor, para todos os filhos de Israel, de geração em geração.
O Senhor disse a Moisés e a Aarão: «Esta é a lei da Páscoa: Nenhum estrangeiro comerá dela. Os escravos que tiverdes adquirido por dinheiro poderão comer dela, se forem circuncidados. Nem o estrangeiro nem o mercenário comerão dela. Há de comer-se em casa: não levarás para fora nenhum bocado de carne; nem lhe partireis nenhum osso. Toda a comunidade de Israel celebrará a Páscoa. Se um estrangeiro que mora contigo quiser celebrar a Páscoa em honra do Senhor, todo o indivíduo do sexo masculino da sua casa deverá antes ser circuncidado. Então poderá ser admitido a celebrar a Páscoa e será como um nativo da terra; mas nenhum incircunciso deve comer da Páscoa. A lei será a mesma para o nativo e para o estrangeiro que vive no meio de vós.
Quando o Senhor te fizer entrar na terra dos cananeus, conforme te jurou a ti e a teus pais, e a entregar, oferecerás ao Senhor todos os primeiros frutos do seio materno; de todas as primeiras crias dos teus animais, os machos pertencem ao Senhor. A primeira cria do jumento será resgatada por um cordeiro; se não o resgatares quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás também todo o primogénito de entre os teus filhos.
E quando o teu filho amanhã te perguntar: ‘Que significa isto?’, dir-lhe-ás: ‘O Senhor tirou-nos do Egito, com mão forte, dessa casa de escravidão. Já que o Faraó se mostrava renitente em nos deixar partir, o Senhor matou a todos os primogénitos da terra do Egito, desde o primogênito do homem até ao do animal. Por isso é que eu sacrifico ao Senhor todo o primogénito macho dos animais e resgato todo o primogénito dos meus filhos’.
Isto será como um sinal na tua mão e um frontal entre os teus olhos, porque o Senhor nos libertou, com mão forte, da terra do Egito».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Constituição pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja no mundo contemporâneo
(Nn. 9-10) (Sec. XX)
As interrogações mais profundas do gênero humano
O mundo moderno aparece simultaneamente poderoso e débil, capaz do melhor e do pior; abre-se na sua frente o caminho da liberdade ou da escravidão, do progresso ou da regressão, da fraternidade ou do ódio. Por outro lado, o homem toma consciência de que depende dele a boa orientação das forças que pôs em movimento, e que podem esmagá-lo ou servi-lo. Por isso se interroga a si mesmo.
Na verdade, os desequilíbrios de que sofre o mundo moderno ligam-se a um desequilíbrio mais profundo que se enraíza no coração do homem.
No íntimo do próprio homem, muitos elementos se combatem. Por um lado, ele experimenta, como criatura, as suas múltiplas limitações; por outro, sente-se ilimitado nos seus desejos e chamado a uma vida superior.
Atraído por muitas solicitações, vê-se a todo o momento constrangido a escolher e a renunciar. Mais ainda, fraco e pecador, faz muitas vezes aquilo que não quer e não realiza o que desejaria fazer. Por isso, sente em si mesmo a divisão, da qual tantas e tão grandes discórdias se originam para a sociedade.
Muitos, sem dúvida, que levam uma vida impregnada de materialismo prático, não podem ter uma clara percepção desta situação dramática; ou, oprimidos pela miséria, sentem-se incapazes de lhe prestar atenção.
Outros pensam encontrar a sua satisfação nas diversas interpretações da realidade que lhes são propostas.
Alguns, porém, esperam unicamente do esforço humano a verdadeira e plena libertação do género humano, e estão persuadidos de que o futuro domínio do homem sobre a terra dará satisfação aos seus mais íntimos desejos.
E não faltam os que, desesperando do sentido da vida, louvam a audácia daqueles que, julgando a existência humana vazia de qualquer significado, se esforçam por encontrar todo o seu valor apoiando-se apenas no próprio talento.
Entretanto, cada dia são mais numerosos aqueles que, em face da atual evolução do mundo, põem a si mesmos ou sentem com maior acuidade as questões fundamentais: Que é o homem? Qual o significado do sofrimento, do mal e da morte, que, apesar de tão grandes progressos, continuam a existir? Para que servem semelhantes vitórias, pagas por tal preço? Que contributo pode o homem dar à sociedade, que pode esperar dela? Que há para além desta vida terrena?
A Igreja, por sua parte, acredita que Jesus Cristo, morto e ressuscitado por todos os homens, a estes oferece pelo Espírito Santo a luz e a força que lhes permitem corresponder à sua altíssima vocação; ela crê que não há debaixo do céu outro nome dado aos homens, pelo qual podem ser salvos.
Acredita também que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e Mestre.
A Igreja afirma, além disso, que, subjacente a todas as transformações, há muitas coisas que não mudam, cujo último fundamento é Cristo, o mesmo ontem, hoje e para sempre.
LEITURA BREVE
Is 1, 16-18
Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações. Deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde então, para discutirmos as nossas razões, diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 3, 19-20
Eu repreendo e corrijo aqueles que amo. Sê zeloso e arrepende-te. Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 44, 21-22
Lembra-te de que és meu servo. Eu te formei, Israel, meu servo, e não te esquecerei. Dissipei como nuvem as tuas iniquidades e como névoa os teus pecados. Volta para mim, porque eu te resgatei.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 6, 7b-8
De Deus não se zomba. Cada um recolherá o que tiver semeado. Quem semeia na carne, recolherá da carne a corrupção; quem semeia no Espírito, recolherá do Espírito a vida eterna.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Cor 6, 1-4a
Nós vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus. Porque Ele diz: «No tempo favorável, eu te ouvi; no dia da salvação, vim em teu auxílio». Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação. Evitamos dar qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado, mas mostramo-nos em tudo como ministros de Deus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
