“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 24 DE FEVEREIRO DE 2024
24 de fevereiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE FEVEREIRO DE 2024
26 de fevereiro de 2024II DOMINGO DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4282-liturgia-de-25-de-fevereiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Meu coração vos disse: Busquei a vossa face, é vossa face, Senhor, que eu procuro. Não desvieis de mim o vosso rosto! (Sl 26,8s)
Coleta
– Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai-nos com a vossa Palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Gn 22, 1-2.9a-13.15-18
Salmo Responsorial: Sl 115,10-19
– Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos!
2ª Leitura: Rm 8,31b-34
Evangelho Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 9,2-10
Louvor a vós, ó Cristo, rei da eterna glória!
Louvor a vós, ó Cristo, rei da eterna glória!
– Numa nuvem resplendente fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós (Lc 9,35).
Louvor a vós, ó Cristo, rei da eterna glória!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Gn 22, 1-2.9a-13.15-18): Depois disso, Deus provou Abraão, e disse-lhe: “Abraão!” “Eis-me aqui”, respondeu ele. 2. Deus disse: “Toma teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaac; e vai à terra de Moriá, onde tu o oferecerás em holocausto sobre um dos montes que eu te indicar.” 6. Abraão tomou a lenha do holocausto e a pôs aos ombros de seu filho Isaac, levando ele mesmo nas mãos o fogo e a faca. E, enquanto os dois iam caminhando juntos […]9. Quando chegaram ao lugar indicado por Deus, Abraão edificou um altar […] 13. Abraão, levantando os olhos, viu atrás dele um cordeiro preso pelos chifres entre os espinhos; e, tomando-o, ofereceu-o em holocausto em lugar de seu filho. 15. Pela segunda vez chamou o anjo do Senhor a Abraão, do céu, 16. e disse-lhe: “Juro por mim mesmo, diz o Senhor: pois que fizeste isto, e não me recusaste teu filho, teu filho único, eu te abençoarei. 17. Multiplicarei a tua posteridade como as estrelas do céu, e como a areia na praia do mar. Ela possuirá a porta dos teus inimigos, 18. e todas as nações da terra desejarão ser benditas como ela, porque obedeceste à minha voz.”
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 115,10-19): Salmo. Conservei a confiança ainda quando podia dizer: Em verdade sou extremamente infeliz. 2. (11) Em meu pavor eu dizia: O homem é um apoio falaz. 3. (12) Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado? 4. (13) Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor. 5. (14) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo. 6. (15) É penoso para o Senhor ver morrer os seus fiéis. 7. (16) Senhor, eu sou vosso servo; vosso servo, filho de vossa serva: quebrastes os meus grilhões. 8. (17) Oferecer-vos-ei um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor. 9. (18) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo, 10. (19) nos átrios da casa do Senhor, no teu recinto, ó Jerusalém!
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Rm 8,31b-34): Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32. Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas que por todos nós o entregou, como não nos dará também com ele todas as coisas? 33. Quem poderia acusar os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. 34. Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós!
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 9,2-10): Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E 3. transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as pode fazer assim tão brancas. 4. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. 5. Pedro tomou a palavra: Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias. 6. Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. 7. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o. 8. E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles. 9. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. 10. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 25 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Gn 22, 1-2.9a-13.15-18) sobre que o Senhor Deus colocou Abraão diante de uma provação extrema, face a qual ele se manteve obediente, sendo seu exemplo de fé considerado a base sobre a qual se consolidou a fé judaica – a qual foi plenificada com a vinda de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e a formação da Santa Igreja Católica. Cumpre-nos seguir o exemplo de Abraão, mantendo-nos firmes na fé, ainda que em meio a provações extremas, confiantes de que a Providência Divina não faltará; que ao seu tempo tudo se encaminhará favoravelmente, como ocorreu com Abraão, cumprindo-nos manter-nos fiéis e obedientes.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 115,10-19).
As santas palavras da 2ª Leitura (Rm 8,31b-34) compelem-nos em especial a confiarmos no Senhor, pois se ele é por nós, não havemos de temer os que são contrários. Cumpre-nos, pois, manter-nos fiéis, cumprindo os preceitos divinos, confiantes de que tudo o que necessitarmos nos será providenciado, conforme os desígnios divinos e no tempo oportuno, pois é o próprio Cristo Jesus, nosso irmão, que intercede por nós junto a Deus Pai!
O Santo Evangelho (Mc 9,2-10) compele-nos em especial a manter-nos fiéis, trilhando os caminhos do Senhor, seguindo Jesus obedientemente, de modo a irmos nos transfigurando, para um dia chegarmos à plenitude da resplandecência, na íntima companhia divina. Oportuniza-nos a clareza de que os santos de Deus não morrem, mas se encontram em locais determinados pelo Senhor, sendo-lhes facultado dirigir-se para onde a vontade de Deus os enviar, como foi o caso de Moisés de Abraão, que se fizeram presentes junto a Jesus no evento da Transfiguração, no Monte Tabor. Concita-nos a colocarmo-nos em atitude de empatia com Pedro, Tiago e João, que ficaram de tal maneira impressionados com a resplandecente glória de Jesus junto a Moisés e Elias, que não desejavam sair daquele local, nem afastar-se de quem ali se encontrava. Cumpre-nos, porém, impregnar-nos da consciência de que tais momentos de intenso regozijo divino lhes foram proporcionados para se fortalecerem para enfrentar os árduos desafios que se avizinhavam – a paixão, morte e ressurreição de Jesus – e de modo similar assim sucede na vida de todos os cristãos. O que sabemos com profunda convicção é que vale a pena enfrentar o que quer que seja para usufruir da proximidade do Senhor! Escutemos, pois, o Filho amado do Pai, obedeçamos-lhe para que a cada dia nos aproximemos mais do viver glorioso junto à Trindade Santíssima!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 26 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Gênesis 22, 1-2.9a-13.15-18 que vós colocastes Abraão diante de uma provação extrema, face a qual ele se manteve obediente, sendo seu exemplo de fé considerado a base sobre a qual se consolidou a fé judaica – a qual foi plenificada com a vinda de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e a formação da Santa Igreja Católica.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de Abraão, mantendo-nos firmes na fé, ainda que em meio a provações extremas, confiantes de que a Providência Divina não faltará; que ao seu tempo tudo se encaminhará favoravelmente, como ocorreu com Abraão, cumprindo-nos manter-nos fiéis e obedientes.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 115,10-19): Conservei a confiança ainda quando podia dizer: Em verdade sou extremamente infeliz. 2. (11) Em meu pavor eu dizia: O homem é um apoio falaz. 3. (12) Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado? 4. (13) Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor. 5. (14) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo. 6. (15) É penoso para o Senhor ver morrer os seus fiéis. 7. (16) Senhor, eu sou vosso servo; vosso servo, filho de vossa serva: quebrastes os meus grilhões. 8. (17) Oferecer-vos-ei um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor. 9. (18) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo, 10. (19) nos átrios da casa do Senhor, no teu recinto, ó Jerusalém!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme concita o Apóstolo (Rm 8,31b-34) confiemos plenamente em vós, pois se sois por nós, não havemos de temer os que são contrários. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos fiéis, cumprindo os preceitos divinos, confiantes de que tudo o que necessitarmos nos será providenciado, conforme os desígnios divinos e no tempo oportuno, pois é o próprio Cristo Jesus, nosso irmão, que intercede por nós junto a Deus Pai!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho (Mc 9,2-10) nos mantenhamos fiéis, trilhando vossos caminhos, seguindo Jesus obedientemente, de modo a irmos nos transfigurando, para um dia chegarmos à plenitude da resplandecência, na íntima companhia divina.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que compreendamos com toda clareza de que os santos de Deus não morrem, mas se encontram em locais determinados pelo Senhor, sendo-lhes facultado dirigir-se para onde a vontade de Deus os enviar, como foi o caso de Moisés de Abraão, que se fizeram presentes junto a Jesus no evento da Transfiguração, no Monte Tabor.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos coloquemos em atitude de empatia com Pedro, Tiago e João, que ficaram de tal maneira impressionados com a resplandecente glória de Jesus junto a Moisés e Elias, que não desejavam sair daquele local, nem afastar-se de quem ali se encontrava. Que nos impregnemos da consciência de que tais momentos de intenso regozijo divino lhes foram proporcionados para se fortalecerem para enfrentar os árduos desafios que se avizinhavam – a paixão, morte e ressurreição de Jesus – e de modo similar assim sucede na vida de todos os cristãos. O que sabemos com profunda convicção é que vale a pena enfrentar o que quer que seja para usufruir da proximidade do Senhor! Escutemos, pois, o Filho amado do Pai, obedeçamos-lhe para que a cada dia nos aproximemos mais do viver glorioso junto à Trindade Santíssima!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 25 de Fevereiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-25-de-fevereiro/>]

Santa Valburga
Valburga nasceu em Devonshire, na Inglaterra meridional em 710. Era uma princesa dos Kents, cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e Vunibaldo.
Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes.
Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários.
Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região.
Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com freqüência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado.
Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado.
Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres.

São Tarásio
O menino Tarásio nasceu em 730, em Constantinopla, então capital do Império Romano e era filho do prefeito dessa cidade. Cresceu recebendo educação cristã, recheada por vasta cultura literária. Ao se formar, foi nomeado chanceler pelo imperador Constantino VI.
Tarásio tinha muito prestígio na corte, tanto pelo seu saber como pelas virtudes cristãs. Apesar do luxo e da vida desregrada da nobreza, conseguia se manter ligado aos padrões cristãos de uma existência voltada para a caridade e fé. Assim, por intervenção da imperatriz Irene, que era muito devota, foi nomeado patriarca de Constantinopla. Mas, para aceitar, Tarásio impôs suas condições. Ele queria combater firmemente a heresia iconoclasta, que já motivara vários sínodos da Igreja e fora repudiada em todos. A discussão girava em torno das imagens sagradas das igrejas. Os rebeldes consideravam sua existência como idolatria e queriam seu fim nos templos. Porém, Tarásio, assim como o Papa Adriano I e todos os doutores e bispos da Igreja, defendia o culto e a veneração nas igrejas.
Para os católicos, não há adoração à estátua e sim uma reverência à memória dos santos, suas obras e sua santidade manifestadas na vida terrena, exemplo a ser seguido pelos fiéis. Por isso, não se trata de idolatria.Tarásio foi um dos que exigiu um concílio, o de Nicéia de 787, para esclarecer o impasse, de modo que as imagens pudessem permanecer. Com esse seu trabalho de conscientização, a heresia foi banida em definitivo das discussões da Igreja.
O trabalho de Tarásio não se resumiu só a esta grande obra. Fundou um mosteiro e abriu um hospital e vários abrigos para os pobres, que ele recebia à sua mesa como convidados, servindo ele próprio um por um. Fazia questão de dar exemplo e suas atitudes diárias eram todas condizentes com o que pregava, com relação à integridade da fé e a pureza dos costumes. Por exemplo, quando o imperador pretendia tornar oficial uma relação fora do casamento que tinha com uma cortesã, Tarásio se opôs firmemente, sendo ameaçado de morte por Constantino VI, que pretendia conseguir da Igreja o divórcio. Entretanto, este patriarca tinha o Papa e todos os bispos do Oriente e do Ocidente à seu lado. O imperador acabou morrendo antes de transformar a ameaça em condenação real. Assim, pôde dirigir seu rebanho em paz, por muitos anos, da forma como gostava, com mão suave, firme e segura.
Tarásio morreu aos setenta e seis anos, no ano 806 e foi sepultado no “Santuário de todos os mártires” do convento por ele fundado em Bosforo, estreito que separa a Europa da Ásia.

Domenico Lentine (Bem-Aventurado)
Domenico Lentine foi um simples e feliz sacerdote, que nasceu, viveu e morreu na cidade de Lauria, no sul da Itália. Último dos cinco filhos do casal Macário e Rosália, camponeses muito pobres, Domingos nasceu no dia 22 de novembro de 1770.
Resolveu ser padre aos catorze anos, após a morte de sua mãe. Em 1790, aos vinte anos de idade, ingressou no Seminário de Policastro, na cidade vizinha. Como não tinha recursos foi patrocinado por um grupo de padres da região.Quatro anos depois, foi ordenado sacerdote e retornou para Lauria. Lá serviu o ministério sacerdotal da paróquia de São Nicolau e foi professor do ensino primário.
Padre Domenico se revelou um eloqüente sacerdote cujos sermões eram ouvidos e seguidos por todos os paroquianos. Sabia como chegar à alma daqueles camponeses humildes e desprovidos pela sorte. Mas o que mais impressionava era seu exemplo de vida cristã, pois fazia tudo aquilo que dizia e pregava o Evangelho.
Muitas vezes padre Domenico era visto nas estradas, entregando aos pobres não só seus sapatos, mas as próprias roupas, ficando apenas com sua veste de sacerdote. A fidelidade a Cristo o fez também um confessor muito requisitado pela população, pela elite e pelos bispos das regiões que vinham em busca de suas palavras e conselhos sacerdotais.
Em 1799, vieram os tempos das revoluções e contra-revoluções naquela região, inclusive com ocupações dos franceses. A cidade de Lauria ficou totalmente destruída, os fieis se dispersaram e a igreja de São Nicolau ficou em ruínas. Assim que a paz voltou a reinar na região, padre Domenico passou a reconstruir a paróquia de São Nicolau. Não era apenas reerguer as paredes da igreja, teria de recolocar os fiéis no verdadeiro caminho da vida e da fé cristã, que muitos haviam abandonado.
Ele falava, ensinava, confessava, pregava o Evangelho. Praticava também duríssimas penitências, que o fizeram parecer “a sombra do anjo” que caminhava pelas estradas de Lauria, socorrendo os pobres e famintos, os doentes e abandonados.Nunca se incomodou com as ironias, pois mais valiam as mentes que se conseguia abrir ao Evangelho de Cristo com o seu exemplo de vida penitente e dedicada a Deus para o perdão dos nossos pecados. Padre Domenico tinha o dom da cura, da clarividência dos pensamentos e corações. Ainda em vida intercedia em muitas graças de cura ganhando fama de santo.
Domenico Lentinie morreu no dia 25 de fevereiro de 1828, em Lauria, Itália. Seus funerais duraram sete dias, durante os quais muitas graças foram alcançadas, causando forte comoção popular. Sepultado na igreja da paróquia de São Nicolau continua sendo venerado pela população de Lauria.
Padre Domenico Lentine foi beatificado em 1997, pelo papa João Paulo II, que decretou o dia 25 de fevereiro para suas homenagens e festa litúrgica.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 25 de Fevereiro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 14, 10-31
Passagem do Mar Vermelho
Naqueles dias, quando o faraó se aproximava, os filhos de Israel ergueram os olhos e viram que os egípcios vinham atrás deles. Cheios de pavor, os filhos de Israel clamaram ao Senhor e disseram a Moisés: «Foi por falta de túmulos no Egito que nos trouxeste para morrermos no deserto? Que nos fizeste, tirando-nos do Egito? Não era isto que te dizíamos no Egito: ‘Deixa-nos servir em paz os egípcios; mais vale servir os egípcios que morrer no deserto?’». Então Moisés disse ao povo: «Não temais. Permanecei firmes, e vereis a salvação que o Senhor vos dará neste dia, pois aqueles egípcios que hoje vedes, nunca mais os vereis. O Senhor combaterá por vós, e vós nada tereis que fazer».
O Senhor disse a Moisés: «Porque estás a bradar por Mim? Diz aos filhos de Israel que se ponham em marcha. E tu ergue a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel entrem nele a pé enxuto. Entretanto vou permitir que se endureça o coração dos egípcios, que hão de perseguir os filhos de Israel. Manifestarei então a minha glória, triunfando do faraó, de todo o seu exército, dos seus carros e dos seus cavaleiros. Os egípcios reconhecerão que Eu sou o Senhor, quando Eu manifestar a minha glória, vencendo o faraó, os seus carros e os seus cavaleiros».
O Anjo de Deus, que seguia à frente do acampamento de Israel, deslocou-se para a retaguarda. A coluna de nuvem que os precedia, veio colocar-se atrás do acampamento e postou-se entre o campo dos egípcios e o de Israel. A nuvem era tenebrosa de um lado, e do outro iluminava a noite, de modo que, durante toda a noite, não se aproximaram uns dos outros.
Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor fustigou o mar, durante a noite, com um forte vento de leste. O mar secou e as águas dividiram-se. Os filhos de Israel penetraram no mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda. Os egípcios foram atrás deles: todos os cavalos do faraó, os seus carros e cavaleiros os seguiram pelo mar dentro. Na vigília da manhã, o Senhor olhou da coluna de fogo e da nuvem para o acampamento dos egípcios e lançou nele a confusão. Bloqueou as rodas dos seus carros, que dificilmente conseguiam avançar. Então os egípcios disseram: «Fujamos dos israelitas, que o Senhor combate por eles contra os egípcios».
O Senhor disse a Moisés: «Estende a mão sobre o mar, e as águas precipitar-se-ão sobre os egípcios, sobre os seus carros e os seus cavaleiros». Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar retomou o seu nível normal, quando os egípcios fugiam na sua direção. E o Senhor precipitou-os no meio do mar. As águas refluíram, submergiram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó, que tinham entrado no mar, atrás dos filhos de Israel. Nem um só escapou. Mas os filhos de Israel tinham andado pelo mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam muralha à direita e à esquerda.
Nesse dia, o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar. Viu também o grande poder que o Senhor exercera contra os egípcios, e o povo temeu o Senhor, acreditou n’Ele e em seu servo Moisés.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
SEGUNDA LEITURA
Das Catequeses de São João Crisóstomo, bispo
(Cat. 3, 24-27: SC 50, 165-167) (Sec. IV)
Moisés e Cristo
Os judeus viram milagres. Também tu os verás, e maiores e mais admiráveis que os do tempo em que os judeus saíram do Egito. Não viste o Faraó afogado no mar com o seu exército, mas viste o diabo submerso nas ondas com as suas hostes. Os judeus passaram o mar, tu passaste para além da morte. Eles foram libertados dos egípcios, tu foste libertado do poder do demónio. Eles escaparam à escravidão em país estrangeiro, tu escapaste à escravidão muito mais triste do pecado.
Queres ainda mais provas de que foste glorificado com favores maiores? Os judeus não puderam contemplar a face resplandecente de Moisés, que era homem como eles e servo do mesmo Senhor; tu viste a glória do rosto de Cristo. Paulo exclamava: Nós contemplamos de rosto descoberto a glória do Senhor.
Então, os judeus tinham Cristo que os seguia; mas de modo muito mais real nos segue Cristo agora. Então o Senhor acompanhava-os por causa de Moisés; hoje acompanha-nos não somente por causa de Moisés, mas pela nossa obediência. Para os judeus, ao Egito seguiu-se o deserto; para ti, ao êxodo deste mundo seguir-se-á o Céu. Em Moisés tinham eles um guia e chefe eminente; nós temos como chefe e guia o novo Moisés, que é o próprio Deus.
Qual era a característica de Moisés? Moisés, diz a Escritura, era o homem mais pacífico da terra. Esta qualidade podemos sem erro atribuí-la ao nosso Moisés, porque n’Ele habitava íntima e consubstancialmente o suavíssimo Espírito.
Moisés ergueu as mãos para o Céu e fez descer o pão dos Anjos, o maná; o nosso Moisés ergue as mãos para o Céu e dá-nos o alimento eterno. Aquele feriu o rochedo e fez brotar torrentes de água; este toca na mesa, na mesa espiritual, e faz jorrar as fontes do Espírito. Por isso, a mesa está colocada no meio, como uma fonte, para que de todos os lados acorram os rebanhos à fonte e bebam das águas da salvação.
Uma vez que nos é dada esta fonte, este manancial de vida tão abundante, uma vez que a nossa mesa está repleta de bens inumeráveis e nos inunda com seus dons espirituais, aproximemo-nos de coração sincero e consciência pura, para obtermos a graça e a misericórdia no tempo oportuno. Pela graça e misericórdia do Filho Unigénito, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pelo qual seja dada ao Pai e ao Espírito Santo, fonte de vida, a glória, a honra e o poder, agora e para sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
LEITURA BREVE
Ex 19, 4-6a
Vistes como vos tomei sobre asas de águia para vos trazer a Mim. Agora, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade entre todos os povos. Toda a terra me pertence. Mas vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 11, 23-24a
De todos vos compadeceis, Senhor, porque sois onipotente, e não olhais aos pecados dos homens, para que se arrependam. Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 18, 23
Será porventura a morte do pecador o que me agrada? – diz o Senhor Deus. Não é antes que se converta do seu mau proceder e viva?
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 58, 6a. 7
O jejum que eu quero é este: Reparte o pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 12, 1-2
Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais a vós mesmos como sacrifício santo, vivo, agradável a Deus, como culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
