“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE FEVEREIRO DE 2024
26 de fevereiro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE FEVEREIRO DE 2024
28 de fevereiro de 2024TERÇA-FEIRA DA II SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/3Dltj6a6Va0?si=2Y4wyxMYpzxNeTcn

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4284-liturgia-de-27-de-fevereiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Iluminai meus olhos, Senhor, para que eu não adormeça no sono da morte. Que meu inimigo não possa dizer: triunfei sobre ele (Sl 12,4s).
Coleta
– Guardai, Senhor, com eterna bondade a vossa Igreja e, como a fraqueza humana desfalece sem o vosso auxilio, livrai-nos constantemente do mal e conduzi-nos pelos caminhos da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 1,10.16-20
Salmo Responsorial: Sl 49,8-9.16bc-17.21.23
– A todos que procedem retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 23,1-12
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
– Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18,31)
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 1,10.16-20): Ouvi a palavra do Senhor, príncipes de Sodoma; escuta a lição de nosso Deus, povo de Gomorra: 16. lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos. 17. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. 18. Pois bem, justifiquemo-nos, diz o Senhor. Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã! 19. Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra; 20. se recusardes e vos revoltardes, provareis a espada. É a boca do Senhor que o declara.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam as palavras do Senhor intuídas pelo salmista (Sl 49,8-9.16bc-17.21.23): Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois teus holocaustos estão sempre diante de mim. 9. Não preciso do novilho do teu estábulo, nem os cabritos de teus apriscos[…] 16. Por que recitas os meus mandamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? 17. Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras? 21. Eis o que fazes, e eu hei de me calar? Pensas que eu sou igual a ti? Não, mas vou te repreender e te lançar em rosto os teus pecados. 23. Honra-me quem oferece um sacrifício de louvor; ao que procede retamente, a este eu mostrarei a salvação de Deus.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 23,1-12): Dirigindo-se, então, Jesus à multidão e aos seus discípulos, disse: 2. Os escribas e os fariseus sentaram-se na cadeira de Moisés. 3. Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem. 4. Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo. 5. Fazem todas as suas ações para serem vistos pelos homens, por isso trazem largas faixas e longas franjas nos seus mantos. 6. Gostam dos primeiros lugares nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas. 7. Gostam de ser saudados nas praças públicas e de ser chamados rabi pelos homens. 8. Mas vós não vos façais chamar rabi, porque um só é o vosso preceptor, e vós sois todos irmãos. 9. E a ninguém chameis de pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10. Nem vos façais chamar de mestres, porque só tendes um Mestre, o Cristo. 11. O maior dentre vós será vosso servo. 12. Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 27 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 1,10.16-20) que o profeta Isaías comparava os príncipes de sua época aos de Sodoma e o povo ao de Gomorra, admoestando-os a cessar de fazer o mal e aprender a fazer o bem. Cumpre-nos, pois, respeitar o direito; proteger os oprimidos; fazer justiça aos órfãos e defender as viúvas, buscando nos justificar face ao Senhor. Consola-nos com a declaração divina de que se nossos pecados forem escarlates, se tornarão brancos como a neve. Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã. Cabe-nos ser dóceis e obedientes e então provaremos os melhores frutos da terra, cientes de que, se recursarmos a reconciliação divina, se nos revoltarmos, provaremos a espada, perderemos a paz…
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a refletir profundamente as palavras do Senhor intuídas pelo salmista.
O Santo Evangelho (Mt 23,1-12) compele-nos em especial a fazer tudo o que de bom nos seja recomendado, ainda que quem o propõe não faça o que diz que deve ser feito. Cabe-nos, porém, evitar atitudes como atar fardos pesados e esmagadores sobre outrem, sobrecarregando com eles os semelhantes e ao mesmo tempo nos desembaraçando de todo peso. Cumpre-nos evitar realizar ações para sermos vistos pelos demais, jamais atuando de forma exibicionista. Insta-nos à consciência de que tão somente Jesus é o Mestre e nós somos todos irmãos e que ao maior cumpre servir a todos, posto que diante do juízo divino quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 27 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Isaías 1,10.16-20 que esse profeta comparava os príncipes de sua época aos de Sodoma e o povo ao de Gomorra, admoestando-os a cessar de fazer o mal e aprender a fazer o bem.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que não nos deixemos rebaixar aos padrões de Sodoma e Gomorra, mas, ao contrário, respeitemos o direito natural; protejamos os oprimidos; façamos justiça aos órfãos e defendamos as viúvas, buscando nos justificar face ao Senhor pela caridade, pela especial e sincera atenção para com as pessoas em situação de risco social..
Consolamo-nos com a declaração divina de que se nossos pecados forem escarlates, se tornarão brancos como a neve. Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sejamos dóceis e obedientes e então provaremos os melhores frutos da terra, cientes de que, se recursarmos a reconciliação divina, se nos revoltarmos, provaremos a espada, perderemos a paz…
Refletimos profundamente as vossas palavras intuídas pelo salmista (Sl 49,8-9.16bc-17.21.23): Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois teus holocaustos estão sempre diante de mim. 9. Não preciso do novilho do teu estábulo, nem os cabritos de teus apriscos[…] 16. Por que recitas os meus mandamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? 17. Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras? 21. Eis o que fazes, e eu hei de me calar? Pensas que eu sou igual a ti? Não, mas vou te repreender e te lançar em rosto os teus pecados. 23. Honra-me quem oferece um sacrifício de louvor; ao que procede retamente, a este eu mostrarei a salvação de Deus. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que procedamos retamente e vejamos a salvação que vem de vós!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho (Mt 23,1-12), façamos tudo o que de bom nos seja recomendado, ainda que quem o propõe não faça o que diz que deve ser feito. Cabe-nos, porém, evitar atitudes como atar fardos pesados e esmagadores sobre outrem, sobrecarregando com eles os semelhantes e ao mesmo tempo nos desembaraçando de todo peso.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que evitemos realizar ações para sermos vistos pelos demais, jamais atuando de forma exibicionista; que nos impregnemos da consciência de que tão somente Jesus é o Mestre e nós somos todos irmãos – e que ao maior cumpre servir a todos, posto que diante do juízo divino quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 27 de Fevereiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/02/santos-do-dia-da-igreja-catolica-27-de-fevereiro/>]

São Gabriel de Nossa Senhora das Dores
No dia primeiro de março de 1838 recebeu o nome de Francisco Possenti, ao ser batizado em Assis, sua cidade natal. Quando sua mãe Inês Friscioti morreu, ele tinha quatro anos de idade e foi para a cidade de Espoleto onde estudou em instituição marista e Colégio Jesuíta, até aos dezoito anos. Isso porque, como seu pai Sante Possenti era governador do Estado Pontifício, precisava a mudar de residência com freqüência, sempre que suas funções se faziam necessárias em outro pólo católico.
Possuidor de um caráter jovial, sólida formação cristã e acadêmica, em 1856 ingressou na congregação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São Paulo da Cruz, ou seja, os Passionistas. Sua espiritualidade foi marcada fortemente pelo amor a Jesus Crucificado e a Virgem Dolorosa
Depois foi acolhido para o noviciado em Morrovalle, recebendo o hábito e assumindo o nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores, devido à sua grande devoção e admiração que nutria pela Virgem Dolorosa. Um ano após emitiu os votos religiosos e foi por um ano para a comunidade de Pievetorina para completar os estudos filosóficos. Em 1859 chegou para ficar um período com os confrades da Ilha do Grande Sasso. Foi a última etapa da sua peregrinação. Morreu aos vinte e quatro anos, de tuberculose, no dia 27 de fevereiro de 1862, nessa ilha da Itália.
As anotações deixadas por Gabriel de Nossa Senhora das Dores em um caderno que foi entregue a seu diretor espiritual, padre Norberto, haviam sido destruídas. Mas, restaram de Gabriel: uma coleção de pensamentos dos padres; cerca de 40 cartas testemunhando sua devoção à Nossa Senhora das Dores e um outro caderno, este com anotações de aula contendo dísticos latinos e poesias italianas.
Foi beatificado em 1908, e canonizado em 1920 pelo Papa Bento XV, que o declarou exemplo a ser seguido pela juventude dos nossos tempos.
São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, teve uma curta existência terrena, mas toda ela voltada para a caridade e evangelização, além de um trabalho social intenso que desenvolvia desde a adolescência. Foi declarado co-patrono da Ação Católica, pelo Papa Pio XI, em 1926 e padroeiro principal da região de Abruzzo, pelo Papa João XXIII, em 1959.
O Santuário de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, é meta de incontáveis peregrinações e assistido pelos passionistas, é um dos mais procurados da Itália e do mundo cristão. A figura atual deste Santo jovem, mais conhecido entre os devotos como o “Santo do Sorriso”, caracteriza a genuína piedade cristã inserida nos nossos tempos e está conquistando cada dia mais o coração de muitos jovens, que se pautam no seu exemplo para ajudar o próximo e se ligar à Deus e à Virgem Mãe.

São Nicéforo
Nicéforo era um cidadão de Antioquia, atual Síria, nascido no ano 260. Discípulo e irmão de fé do sacerdote Sabrício, tornaram-se amigos muito unidos e viveram nos tempos dos imperadores Eutiquiano e Caio.
Não se sabe exatamente o porquê, mas Nicéforo cometeu algum mal com relação a Sabrício que nunca mais o desculpou. Pediu perdão muitas vezes, diga-se inclusive que ainda existem os registros desses seus pedidos. Mas, Sabrício nunca o concedeu, contrariando a própria religião cristã, da qual era sacerdote. Ele levou até o fim esta falta de solidariedade, apesar de Nicéforo ter chegado a se ajoelhar para implorar sua absolvição.
Um dia, Sabrício foi denunciado e processado por ser católico e compareceu ao tribunal. Em princípio parecia disposto a qualquer martírio, cheio de coragem e determinação. Assumiu ser sacerdote cristão, recusou-se a sacrificar aos deuses pagãos e resistiu às mais bárbaras torturas. Mas, ao ser condenado à morte e receber a ordem de se ajoelhar para ter a cabeça cortada, aceitou render homenagens aos deuses pagãos em troca de liberdade. Nicéforo, que assistira ao julgamento e chegara a pedir novamente perdão ao padre, dizendo que com isso ele teria o apoio de Deus para enfrentar as dores que o aguardavam, escandalizou-se com a infidelidade do estimado sacerdote.
Mesmo sem ter sido acusado ou convocado ao tribunal, Nicéforo apresentou-se de livre e espontânea vontade como cristão, disposto a morrer no lugar daquele que renegara sua fé em Cristo. Minutos depois, foi executado. Os registros e a tradição narram que sua cabeça rolou na arena e acabou depositada justamente aos pés do insensível sacerdote Sabrício.
O Martirológio Romano registra outro santo com esse nome, que viveu mais de seis séculos depois e cuja atuação em defesa da unidade da Santa Mãe, a Igreja, não foi menos corajosa e eficiente. Por isso o culto à esse primeiro mártir permanece firme, vivo e constante ao longo do tempo e junto aos devotos, principalmente no mundo católico do Oriente.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 27 de Fevereiro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 16, 1-18. 35
O maná no deserto
Toda a comunidade dos filhos de Israel partiu de Elim e chegou ao deserto de Sin, entre Elim e o Sinai, no dia quinze do segundo mês, após a saída da terra do Egito.
Toda a comunidade dos filhos de Israel começou a murmurar no deserto contra Moisés e Aarão. Disseram-lhes os filhos de Israel: «Antes tivéssemos morrido às mãos do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados ao pé das panelas de carne e comíamos pão até nos saciarmos. Trouxestes-nos a este deserto, para deixar morrer à fome toda esta multidão».
Então o Senhor disse a Moisés: «Vou fazer que chova para vós pão do céu. O povo sairá para apanhar a quantidade necessária para cada dia. Vou assim pô-lo à prova, para ver se segue ou não a minha lei. No sexto dia deverão trazer para casa o dobro do que apanham todos os dias».
Moisés e Aarão disseram a todos os filhos de Israel: «Esta tarde reconhecereis que foi o Senhor quem vos fez sair da terra do Egito e de manhã vereis a glória do Senhor, porque Ele ouviu as vossas murmurações contra Ele. Na verdade, quem somos nós para que murmureis contra as nossas pessoas?». Moisés acrescentou: «Quando o Senhor, esta tarde vos der carne para comerdes e de manhã pão com fartura, será porque o Senhor ouviu as murmurações que proferistes contra Ele. Quem somos nós? Não foram contra nós as vossas murmurações, mas sim contra o Senhor». Moisés disse a Aarão: «Ordena a toda a comunidade dos filhos de Israel: ‘Apresentai-vos diante do Senhor, pois Ele ouviu as vossas murmurações’». Quando Aarão falava a toda a comunidade dos filhos de Israel, eles voltaram-se para o deserto, e a glória do Senhor apareceu numa nuvem.
Então o Senhor falou assim a Moisés: «Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Vai dizer-lhes: ‘Ao cair da noite comereis carne e de manhã saciar-vos-eis de pão. Então reconhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus’».
Nessa tarde apareceram codornizes, que cobriram o acampamento, e na manhã seguinte havia uma camada de orvalho em volta do acampamento. Quando essa camada de orvalho se evaporou, apareceu à superfície do deserto uma substância granulosa, como a geada caída sobre a terra. Quando a viram, os filhos de Israel perguntaram uns aos outros: «Man-hu?», quer dizer, «Que é isto?», pois não sabiam o que era. Disse-lhes então Moisés: «É o pão que o Senhor vos dá em alimento. Eis o que o Senhor ordenou: Apanhai dele conforme cada um necessita para comer, um gomer por cabeça, e de acordo com o número de pessoas: cada qual apanhará para os da sua tenda».
Assim fizeram os filhos de Israel: uns apanharam mais, outros menos. Quando, porém, mediam com o gomer, nem sobrava a quem tinha trazido mais, nem faltava a quem tinha trazido menos. Cada um apanhava o que necessitava para comer.
Os filhos de Israel alimentaram-se do maná durante quarenta anos, até chegarem à terra habitada: comeram o maná, até chegarem aos confins da terra de Canaã.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Comentários de Santo Agostinho, bispo, sobre os salmos
(Ps. 140, 4-5: CCL 40, 2028-2029) (Sec. V)
A paixão de todo o Corpo de Cristo
Senhor, por Vós clamei, socorrei-me sem demora. Isto podemos dizê-lo todos nós. Não o digo eu; é o Cristo total que o diz. De facto, estas palavras foram ditas especialmente em nome do Corpo, porque, enquanto o Senhor estava neste mundo, orou como homem, e orou ao Pai em nome do Corpo; e, enquanto orava, caíam de todo o seu Corpo gotas de sangue. Assim está escrito no Evangelho: Jesus pôs-Se a orar mais intensamente, e suou sangue. Que vem a ser este derramamento de sangue de todo o Corpo, senão a paixão dos mártires de toda a Igreja?
Senhor, por Vós clamei, socorrei-me sem demora; escutai a minha voz quando por Vós clamo. Julgavas ter terminado de vez o teu clamor ao dizer: Por Vós clamei. Clamaste, sim, mas não te creias já em segurança. Se findou a tribulação, findou também o clamor; mas se continua até ao fim dos séculos a tribulação da Igreja e do Corpo de Cristo, não basta dizer: Senhor, por Vós clamei, socorrei-me sem demora; mas também: Escutai a minha voz quando por Vós clamo.
Suba até Vós a minha oração como incenso, elevem-se as minhas mãos como sacrifício vespertino.
Todo o cristão sabe que esta expressão costuma atribuir-se à própria Cabeça da Igreja. Na verdade, foi ao cair da tarde daquele dia que o Senhor voluntariamente entregou na cruz a sua vida, que viria a retomar. Também aqui estávamos nós representados. Com efeito, o que esteve suspenso na cruz foi o que Ele tomou da nossa natureza. Como seria possível que o Pai abandonasse algum momento o seu Filho Unigénito, sendo ambos um só Deus? Todavia, ao cravar a nossa frágil natureza na cruz, sobre a qual, como diz o Apóstolo, o homem velho foi com Ele crucificado, clamou com a voz da nossa humanidade: Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?
Eis, portanto, o verdadeiro sacrifício vespertino: a paixão do Senhor, a cruz do Senhor, a oblação da vítima salutar, o holocausto agradável a Deus. E na ressurreição, aquele sacrifício vespertino converteu-se em oferenda matinal. Assim, a oração que se eleva, com toda a pureza, de um coração fiel, é como incenso que sobe do altar santo. Nenhum outro perfume é mais agradável a Deus; este incenso todos o devem oferecer ao Senhor.
Por isso, o nosso homem velho – são palavras do Apóstolo – foi crucificado com Ele; e acrescenta: para que fosse destruído o corpo do pecado, não sejamos mais escravos do pecado.
LEITURA BREVE
Joel 2, 12-13
Convertei-vos a mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai os vossos corações e não os vossos vestidos. Convertei-vos ao Senhor vosso Deus, porque ele é clemente e compassivo, paciente e misericordioso, pronto a desistir dos castigos que manda.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Joel 2, 17
Entre o vestíbulo e o altar, chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, dizendo: Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo, e não entregueis a vossa herança à ignomínia e ao escárnio das nações.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 3, 25b
Pecamos contra o Senhor nosso Deus, nós e nossos pais, desde a nossa juventude até ao dia de hoje, e não escutamos a voz do Senhor nosso Deus.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 58, 1-2a
Clama em alta voz sem cessar, levanta como trombeta a tua voz; denuncia ao meu povo os seus pecados e à casa de Israel as suas faltas. Todos os dias me procuram e desejam conhecer os meus caminhos, como se fossem um povo que pratica a justiça, sem nunca ter abandonado a lei do seu Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 2, 14.17.18b
Irmãos, de que serve a alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Poderá essa fé obter-lhe a salvação? A fé sem obras está completamente morta. Mostra-me a tua fé sem as obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demônio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
