“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE FEVEREIRO DE 2024
27 de fevereiro de 2024Como estamos dirigindo nossas vidas?
28 de fevereiro de 2024QUARTA-FEIRA DA II SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=2sEbW_jwCW4

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4285-liturgia-de-28-de-fevereiro-de-2024>]
Antífona da entrada
– Não me abandoneis, Senhor, meu Deus, nem fiqueis longe de mim! Vinde em meu auxilio, ó Senhor, força da minha salvação (Sl 37,22s).
Coleta
– Conservai, Senhor, vossa família na prática das boas obras; e assim como nos confortais agora com vossos auxílios, conduzis-nos aos bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Jr 18,18-20
Salmo Responsorial: Sl 30,5-6.14-17
– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 20,17-28
Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
– Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).
Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Jr 18,18-20): Vinde, disseram então, e tramemos uma conspiração contra Jeremias! Por falta de um sacerdote não perecerá a lei, nem pela falta de um sábio, o conselho, ou pela falta de um profeta, a palavra divina. Vinde e firamo-lo com a língua, não lhe demos ouvidos às palavras! 19. Senhor, ouvi-me! Escutai o que dizem meus inimigos. 20. É assim que pagam o bem com o mal? Abrem uma cova para atentar-me contra a vida. Lembrai-vos de que ante vós me apresentei a fim de por eles interceder e deles afastar a vossa cólera.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 30,5-6.14-17): Vós me livrareis das ciladas que me armaram, porque sois minha defesa. 6. Em vossas mãos entrego meu espírito; livrai-me, ó Senhor, Deus fiel. 14. Sim, eu ouvi o vozerio da multidão; em toda parte, o terror! Conspirando contra mim, tramam como me tirar a vida. 15. Mas eu, Senhor, em vós confio. Digo: Sois vós o meu Deus. 16. Meu destino está nas vossas mãos. Livrai-me do poder de meus inimigos e perseguidores. 17. Mostrai semblante sereno ao vosso servo, salvai-me pela vossa misericórdia.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 20,17-28): Subindo para Jerusalém, durante o caminho, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes: 18. Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. 19. E o entregarão aos pagãos para ser exposto às suas zombarias, açoitado e crucificado; mas ao terceiro dia ressuscitará. 20. Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica. 21. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. 22. Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber? Sim, disseram-lhe. 23. De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou. 24. Os dez outros, que haviam ouvido tudo, indignaram-se contra os dois irmãos. 25. Jesus, porém, os chamou e lhes disse: Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade. 26. Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo. 27. E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo. 28. Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 28 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Jr 18,18-20) que cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que o maligno ronda as mentes e corações com tentações e sugestões incitadoras à ingratidão, à perfídia, à malevolência… Conforme ensina São Paulo em Efésios 6,12, não é contra homens de carne sangue que temos que lutar, mas contra as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares. Cumpre-nos, pois, postar-nos vigilantes e orantes diante de todos, intercedendo por todos para que se voltem para os caminhos divinos, porém cientes de que aqueles que não vigiam e não oram podem se tornar instrumentos do maligno para nos atacar. Caso isso ocorra, que tenhamos a serenidade, a paz, a profunda consciência de que é o maligno quem nos ataca e sigamos o supremo exemplo de Jesus, que em sua agonia, na cruz, disse ao Pai, em relação aos que os fustigavam (Lucas 23,24): “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!” Cabe-nos, portanto, atuar cientes de que os incautos tendem a cair na tentações e seduções, tornando-se instrumentos do maligno e assim tendem inclusive a pagar o bem com o mal. Não cessemos jamais de por eles interceder e nos mantenhamos determinados a, invariavelmente, atuar em sentido contrário, pagando o mal com o bem, conforme o exemplo de Jesus e dos santos, cientes de que, mantendo-nos perseverantes, venceremos o mal com o bem, conforme concita o Apóstolo em Romanos 12,21.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 30,5-6.14-17).
O Santo Evangelho (Mt 20,17-28) compele-nos em especial a elevar nossa perspectiva à de Jesus, aspirando o poder tão somente como oportunidade de serviço ao próximo e não para subjugar e governar tiranicamente. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que a grandeza verdadeira e a primazia consistem em servir, a exemplo de Jesus, que serviu a ponto de dar sua vida para nos resgatar.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 28 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Jeremias 18,18-20 que cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que o maligno ronda as mentes e corações com tentações e sugestões incitadoras à ingratidão, à perfídia, à malevolência… Conforme ensina São Paulo em Efésios 6,12, não é contra homens de carne sangue que temos que lutar, mas contra as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos postemos vigilantes e orantes diante de todos, intercedendo por todos para que se voltem para os caminhos divinos, porém cientes de que aqueles que não vigiam e não oram podem se tornar instrumentos do maligno para nos atacar. Caso isso ocorra, que tenhamos a serenidade, a paz, a profunda consciência de que é o maligno quem nos ataca e sigamos o supremo exemplo de Jesus, que em sua agonia, na cruz, disse ao Pai, em relação aos que os fustigavam (Lucas 23,24): “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para para que atuemos cientes de que os incautos tendem a cair na tentações e seduções, tornando-se instrumentos do maligno e assim tendem inclusive a pagar o bem com o mal. Não cessemos jamais de por eles interceder e nos mantenhamos determinados a, invariavelmente, atuar em sentido contrário, pagando o mal com o bem, conforme o exemplo de Jesus e dos santos, cientes de que, mantendo-nos perseverantes, venceremos o mal com o bem, conforme concita o Apóstolo em Romanos 12,21.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 30,5-6.14-17): Vós me livrareis das ciladas que me armaram, porque sois minha defesa. 6. Em vossas mãos entrego meu espírito; livrai-me, ó Senhor, Deus fiel. 14. Sim, eu ouvi o vozerio da multidão; em toda parte, o terror! Conspirando contra mim, tramam como me tirar a vida. 15. Mas eu, Senhor, em vós confio. Digo: Sois vós o meu Deus. 16. Meu destino está nas vossas mãos. Livrai-me do poder de meus inimigos e perseguidores. 17. Mostrai semblante sereno ao vosso servo, salvai-me pela vossa misericórdia.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho (Mt 20,17-28), elevar nossa perspectiva à de Jesus, aspirando o poder tão somente como oportunidade de serviço ao próximo e não para subjugar e governar tiranicamente. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos profundamente da consciência de que a grandeza verdadeira e a primazia consistem em servir, a exemplo de Jesus, que serviu a ponto de dar sua vida para nos resgatar. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 28 de Fevereiro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/02/santos-do-dia-da-igreja-catolca-28-de-fevereiro/>]

São Romano
Nascido no ano 390, o monge Romano era discípulo de um dos primeiros mosteiros do Ocidente, o de Ainay, próximo a Lion, na França. No século IV, quando nascia a vida monástica no Ocidente, com o intuito de propiciar elementos para a perfeição espiritual assim como para a evolução do progresso, ele se tornou um dos primeiro monges franceses.
Romano achava as regras do mosteiro muito brandas. Então, com apenas uma Bíblia, o que para ele era o indispensável para viver, sumiu por entre os montes desertos dos arredores da cidade. Ele só foi localizado por seu irmão Lupicino, depois de alguns anos. Romano tinha se tornado um monge completamente solitário e vivia naquelas montanhas que fazem a fronteira da França com a Suíça. Aceitou o irmão como seu aluno e seguidor, apesar de possuírem temperamentos opostos.
A eles se juntaram muitos outros que desejavam ser eremitas. Por isso teve de fundar dois mosteiros masculinos, um em Condat e outro em Lancome. Depois construiu um de clausura, feminino, em Beaume, no qual Romano colocou como abadessa sua irmã. Os três ficaram sob as mesmas e severas regras disciplinares, como Romano achava que seria correto para a vida das comunidades monásticas. Romano e Lupicino se dividiam entre os dois mosteiros masculinos na orientação espiritual, enquanto no mosteiro de Beaume, Romano mantinha contato com a abadessa sua irmã, orientando-a pessoalmente na vida espiritual.
Consta nos registros da Igreja que, durante uma viagem de Romano ao túmulo de São Maurício, em Genebra, ele e um discípulo que o acompanhava, depois também venerado pela Igreja, chamado Pelade, tiveram de ficar hospedados numa choupana onde havia dois leprosos. Romano os abraçou, solidarizou-se com eles e, na manhã seguinte, os dois estavam curados.
A tradição, que a Igreja mantém, nos narra que este foi apenas o começo de uma viagem cheia de prodígios e milagres. Depois, voltando dessa peregrinação, Romano viveu recluso, na cela de seu mosteiro e se reencontrou na ansiada solidão. Assim ele morreu, antes de seu irmão e irmã, aos 73 anos de idade, no dia 28 de fevereiro de 463.
O culto de São Romano propagou-se velozmente na França, Suíça, Bélgica, Itália, enfim por toda a Europa. As graças e prodígios que ocorreram por sua intercessão são numerosos e continuam a ocorrer, segundo os fieis que mantêm sua devoção ainda muito viva, nos nossos dias.

Santo Osvaldo
Osvaldo figura entre os grandes nomes católicos da Inglaterra e da Europa ao final do primeiro milênio. De origem dinamarquesa, ele era sobrinho de Oto, arcebispo da Cantuária e parente de Osil, arcebispo de York. Para abraçar a religião escolheu a vida de monge beneditino e, por isso, ingressou no convento de Fleury-sur-Lofre, na França.
Entretanto, Osvaldo foi chamado por seu tio Oscil que, desejando fazer reformas em sua diocese, escolheu o sobrinho para encabeçá-las, por causa de seu senso de justiça e da generosidade para com os pobres.
Assim, ele foi nomeado bispo de Worcester e uniu-se a dois outros religiosos da mesma estirpe da região: Dunstan, arcebispo de Cantuária e Eteluolde , bispo de Winchester. Desse modo, Osvaldo conseguiu restabelecer a disciplina monástica que levou a diocese de seu tio a recuperar o caminho correto dentro do cristianismo. Fundou dois mosteiros em Westburi, perto de Bristol e o mais influente, o de Ramsei.
Por esta e muitas outras obras, o rei Edgar, o nomeou arcebispo de York, em 972. Osvaldo fundou ainda uma abadia de beneditinos em Worcester e desenvolveu muito o estudo científico nos mosteiros e conventos que dirigiu.
Mas, ao mesmo tempo em que dava grande importância aos estudos terrenos, em nenhum momento se desprendeu das obrigações e regras espirituais, alcançando a graça de receber dons especiais e vivenciar muitos fatos prodigiosos. Consta que ele operou diversas graças em vida.
No dia 28 de fevereiro de 992, como de hábito o bispo Osvaldo reproduzia durante a Quaresma a cerimônia do lava-pés e estava banhando ele próprio os pés de doze mendigos, quando morreu. O seu corpo foi transladado para uma nova sepultura na igreja de Santo Vulfistano, ele também bispo de Worcester de 1062 até 1095.

Daniel Aleixo Brottier (Bem-Aventurado)
Daniel Aleixo Brottier nasceu no dia 7 de setembro de 1876, na diocese francesa de Blois. Desde a infância revelou um caráter caridoso e profunda religiosidade. Ingressou no seminário em 1890, passando com tranqüilidade pelas ordenações menores, fazendo por um ano o serviço militar e se consagrando sacerdote aos vinte e três anos.
Iniciou seu ministério lecionando no colégio eclesiástico, próximo de Paris, mas sentiu logo sua particular vocação para a vida missionária. Em 1902, ingressou na Congregação do Espírito Santo, na qual, emitiu seus votos perpétuos, um ano depois. Como padre espiritiano partiu para o distante Senegal, colônia francesa na África, onde deu vazão ao seu zelo missionário, de forma ímpar.
Depois de três anos, adoeceu gravemente e teve de retornar em definitivo. Mas, não abandonou sua missão. Na França, fundou a obra do “Memorial Africano” com o objetivo de construir a catedral de Dakar, capital do Senegal. Para isto, com o apoio do bispo de Dakar, outro padre espiritiano, foi nomeado vigário geral de Dakar, com residência em Paris e diretor da Catedral-Monumento.
Padre Daniel entrou com entusiasmo no jogo do seu bispo, e cumpriu sua tarefa. Organizou um secretariado, instalou um serviço de relações públicas, envolvendo no projeto um conjunto de personalidades, mas, sobretudo, emitiu uma alma para esta obra, de maneira que os cristãos da França não puderam ficar insensíveis. Depois de alguns meses de trabalho persistente, uma rede de amigos solidários se formou e se fixou, em todo o país.
O trabalho foi interrompido durante a Primeira Guerra Mundial, em 1914, quando ele foi voluntário e se alistou como capelão militar nas linhas de frente. Por quatros anos, assistiu os moribundos, cuidou dos feridos, dando assistência espiritual a todos, oficiais e soldados. Capelão lendário, arrojado e ponderado, corajoso e prudente, amigo e confidente, no final da Guerra, foi condecorado como “Oficial da Legião de Honra” e da “Cruz de Guerra”.
A partir de 1919, padre Daniel retomou com toda energia o apostolado missionário e o projeto da Catedral de Dakar. Em 1923, decidiu fazer mais, fundou a Casa dos Órfãos Aprendizes de Autenil, passando a ser chamado “Pai dos Órfãos”. Foi nomeado diretor da Casa pelo próprio Cardeal de Paris. À esta obra dedicou os últimos treze anos da sua vida. Educador nato, bondoso, conseguiu abrigar cerca de mil e quatrocentos jovens carentes e abandonados, sem nunca dispensar nenhum que batesse à sua porta. Fundou também a União Nacional dos Antigos Combatentes, tendo cerca de dois milhões de associados.
Sua fé, sua oração, sua grande capacidade inventiva e de organização fizeram dele um apóstolo e “homem de empresa”, inovador, atuante e contemplativo; foi um padre moderno, um religioso inserido no seu tempo. No dia 2 de fevereiro de 1936, a Catedral de Dakar foi consagrada e entregue aos senegaleses. Ele não esteve presente, muito doente, morreu vinte e seis dias depois, em Paris. O Papa João Paulo II, em 1984, declarou Beato, Daniel Aleixo Brottier, cuja festa marcou para o dia do seu trânsito.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 28 de Fevereiro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 17, 1-16
A água da rocha e o combate contra os amalecitas
Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel partiu do deserto de Sin, fazendo diversas paragens, conforme as ordens que o Senhor lhes dava. Acamparam em Refidim, onde não havia água para o povo beber. Então o povo começou a altercar com Moisés, dizendo: «Dá-nos água para beber». Moisés respondeu-lhes: «Porque altercais comigo? Porque tentais o Senhor?». Mas o povo estava sequioso e murmurou contra Moisés, dizendo: «Porque nos tiraste do Egito? Para nos deixares morrer à sede, a nós, aos nossos filhos e aos nossos rebanhos?».
Então Moisés clamou ao Senhor, dizendo: «Que hei de fazer a este povo? Um pouco mais e vão apedrejar-me». O Senhor respondeu a Moisés: «Passa para a frente do povo e leva contigo alguns anciãos de Israel. Toma na mão a vara com que fustigaste o Rio e põe-te em marcha. Eu estarei diante de ti, sobre o rochedo, no monte Horeb. Baterás no rochedo e dele sairá água; então o povo poderá beber».
Moisés assim fez à vista dos anciãos de Israel. E chamou àquele lugar Massa e Meriba, por causa da altercação dos filhos de Israel e por terem tentado o Senhor, ao dizerem: «O Senhor está ou não no meio de nós?».
Então Amalec veio a Refi dim atacar Israel. Moisés disse a Josué: «Escolhe alguns homens e amanhã sai a combater Amalec. Eu irei colocar-me no cimo da colina, com a vara de Deus na mão».
Josué fez o que Moisés lhe ordenara e atacou Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiam ao cimo da colina. Quando Moisés erguia as mãos, Israel ganhava vantagem; mas quando as deixava cair, ganhava vantagem Amalec.
Como as mãos de Moisés se iam tornando pesadas, trouxeram uma pedra e colocaram-na por debaixo. Ele sentou-se na pedra, enquanto Aarão e Hur, um de cada lado, lhe seguravam as mãos. Assim se mantiveram firmes as suas mãos até ao pôr do sol, e Josué desbaratou Amalec e o seu povo ao fio da espada.
Então o Senhor disse a Moisés: «Escreve isto no Livro, para perpétua memória, e assegura a Josué que Eu apagarei totalmente a memória de Amalec de quanto existe debaixo do céu». Moisés construiu um altar e deu-lhe este nome: «O Senhor é meu estandarte». E acrescentou: «Por ter levantado a mão contra o trono do Senhor, o Senhor estará em guerra contra Amalec, de geração em geração».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do tratado de Santo Ireneu, bispo, «Contra as heresias»
(Liv. 4, 14, 2-3; 15, 1: SC 100, 542, 548) (Sec II)
Israel aprendia por meio de figuras
a temer a Deus e a perseverar no seu serviço
No princípio criou Deus o homem para lhe comunicar os seus dons: escolheu os patriarcas para lhes dar a salvação; ia formando um povo, para ensinar os ignorantes a seguir a Deus; preparava os profetas, para habituar os homens a serem morada do seu Espírito e a viverem em comunhão com Deus. Ele, que não precisava de nada, concedia a comunhão com Ele aos que d’Ele precisavam; para os que Lhe eram agradáveis traçava, como um arquiteto, o edifício da salvação; aos que nada viam no Egito servia Ele próprio de guia; aos que andavam errantes no deserto dava uma lei perfeita; aos que entravam na terra prometida oferecia uma digna herança; enfim, para os que voltavam à casa do Pai, matava o vitelo gordo e vestia-os com a melhor túnica. Assim, de múltiplas maneiras ia sintonizando o género humano com a salvação futura.
Por isso diz João no Apocalipse: E a sua voz era como o rumor de muitas águas. Na verdade, são muitas as águas do Espírito de Deus, porque o Pai é rico e poderoso. E passando através de todas elas, o Verbo concedia generosamente o seu auxílio a quantos se Lhe haviam submetido, prescrevendo a cada criatura uma lei adaptada e conveniente.
Deste modo, decretava ao povo as leis relativas à construção do tabernáculo, à edificação do templo, à escolha dos levitas, aos sacrifícios e oblações, às purificações e a todo o restante serviço de culto.
Deus não precisava de nenhuma destas coisas, pois desde sempre é rico de todos os bens e possui em Si a suavidade de todos os aromas e de todos os perfumes, antes mesmo de Moisés existir. Mas educava um povo sempre inclinado a voltar aos ídolos, dispondo-o, por meio de múltiplas graças, a perseverar no serviço de Deus, chamando-o pelas coisas secundárias às primordiais, ou seja, pela figura à realidade, pelo temporal ao eterno, pelo carnal ao espiritual, pelo terreno ao celeste, tal como foi dito a Moisés: Tudo farás segundo o modelo que te foi mostrado no monte.
Ao longo de quarenta dias, Moisés aprendeu a guardar as palavras de Deus, os sinais celestes, as imagens espirituais e as prefigurações das realidades futuras. Também Paulo diz: Bebiam do rochedo espiritual que os seguia, e o rochedo era Cristo; e, de novo, depois de mencionar o que a Lei nos relata, conclui: Todas estas coisas lhes sucediam em figura, e foram escritas para nos servir de advertência, a nós que chegámos ao fim dos tempos. Assim por meio de figuras os ensinava a temer a Deus e a perseverar no seu serviço. Deste modo a Lei era para eles, ao mesmo tempo, norma de vida e profecia das realidades futuras.
LEITURA BREVE
Deut 7, 6b. 8-9
O Senhor teu Deus escolheu-te para seres o seu povo entre todos os povos que estão sobre a face da terra. O Senhor vos ama e quer cumprir o juramento feito aos vossos pais. Por isso, a sua mão poderosa vos fez sair e vos libertou da casa da escravidão, do poder do faraó, rei do Egito. Reconhece, pois, que o Senhor teu Deus é realmente Deus, um Deus leal que por mil gerações é fiel à sua aliança e à sua benevolência, para com aqueles que observam e amam os seus mandamentos.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 18, 30b-32
Convertei-vos e renunciai a todas as vossas iniquidades, e o pecado deixará de ser a vossa ruína. Lançai para longe os vossos pecados e formai um coração novo e um espírito novo. Porque havias de morrer, casa de Israel? Eu não desejo a morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Zac 1, 3b-4b
Voltai para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu voltarei para vós. Não sejais como vossos pais, a quem os primeiros Profetas clamavam: Convertei-vos dos vossos maus caminhos, das vossas más ações.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Dan 4, 24b
Resgata os teus pecados com boas obras, e as tuas iniquidades com a misericórdia para com os pobres. Talvez Deus prolongue a tua prosperidade.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Filip 2, 12b-15a
Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação, porque é Deus que opera em vós o querer e o agir segundo os seus desígnios de amor. Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
