“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 02 DE MARÇO DE 2024
2 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 04 DE MARÇO DE 2024
4 de março de 2024DOMINGO DA III SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=R-og0Z-6Hp0

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4289-liturgia-de-03-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Tenho os olhos sempre fitos no Senhor, porque livra os meus pés da armadilha. Voltai-vos para mim, tende piedade, pois sou pobre sozinho e infeliz. (Sl 24.15s)
Coleta
– Ó Deus, autor de toda misericórdia e bondade, que indicastes o jejum, a oração e a esmola como remédio contra o pecado, acolhei benigno esta confissão da nossa humildade para que, reconhecendo nossas faltas, sejamos sempre regenerados pela vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Ex 20,1-17
Salmo Responsorial: Sl 18,8-11
– Senhor, tens palavras de vida eterna.
2ª Leitura: 1Cor 1,22-25
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 2,13-25
Glória e louvor a vós, ó Cristo.
Glória e louvor a vós, ó Cristo.
– Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único; todo aquele que crer nele há de ter a vida eterna (Jo 3,16).
Glória e louvor a vós, ó Cristo.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Ex 20,1-17): 1. Então Deus pronunciou todas estas palavras: 2. “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. 3. Não terás outros deuses diante de minha face. 4. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. 5. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniquidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, 6. mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. 7. “Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro. 8 .Lembra-te de santificar o dia de sábado. 9. Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. 10. Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros. 11. Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou. 12. Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus. 13. Não matarás. 14. Não cometerás adultério. 15. Não furtarás. 16. Não levantarás falso testemunho contra teu próximo. 17. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 18,8-11): 8. A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. 9. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. 10. O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. 11. Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1Cor 1,22-25): Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; 23. mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; 24. mas, para os eleitos – quer judeus quer gregos –, força de Deus e sabedoria de Deus. 25. Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 2,13-25): Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14. Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas. 15. Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. 16. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes. 17. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome (Sl 68,10). 18. Perguntaram-lhe os judeus: Que sinal nos apresentas tu, para procederes deste modo? 19. Respondeu-lhes Jesus: Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias. 20. Os judeus replicaram: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias?! 21. Mas ele falava do templo do seu corpo. 22. Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus. 23. Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a festa da Páscoa, muitos creram no seu nome, à vista dos milagres que fazia. 24. Mas Jesus mesmo não se fiava neles, porque os conhecia a todos. 25. Ele não necessitava que alguém desse testemunho de nenhum homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 03 de março de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Ex 20,1-17) que cumpre-nos obedecer fielmente os mandamentos do Senhor, tomando consciência de que a misericórdia divina se estende até a milésima geração dos que o amam e guardam seus mandamentos. Impregnemo-nos, pois, da sabedoria divina que emana de tais preceitos.
No que tange a amar a Deus sobre todas as coisas, amemo-lo de todo coração e alma, abstendo-nos de praticar quaisquer tipos de idolatrias – que nada se torne objeto de adoração (nem pessoas; nem instituições humanas – seja qual for sua natureza; nem objetos de concupiscência dos olhos; nem prazeres…), porém sem confundir a veneração dos ícones sagrados que apontam para a adoração a Deus: Maria Santíssima e os Santos são ícones que nos conduzem para Jesus. Sua sã veneração – que não se confunde com adoração – nos é sumamente benéfica.
Os escolhidos de Deus para colaborar de forma especial na obra da salvação, complementar seus ensinamentos e dar-nos divinos exemplos são co-herdeiros de Cristo singularmente designados para contribuir na consecução de seus desígnios divinos. Não se há de confundi-los com ídolos, pois de nenhuma forma sua veneração avilta o culto a Deus – muito pelo contrário, eleva-o e aperfeiçoa, pois são como que placas no caminho sempre apontando para o Deus verdadeiro e contribuem para que andemos mais célere e assertivamente em sua direção.
Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que as consequências de nossos erros e acertos se estendem aos que nos sucedem, influenciando-os para o bem ou para o mal, cabendo-nos, portanto, centuplicar os cuidados para seguir rigorosamente os desígnios divinos, de modo a não comprometer o futuro dos nossos.
Zelemos denodadamente para não pronunciar o nome do Senhor Deus em vão e muito menos utilizá-lo com desvios de finalidade, mas tão somente para louvá-lo, glorificá-lo e dirigir-lhe legítimas súplicas, conforme os desígnios da divina vontade. E dediquemos um tempo significativo – empenhando-nos para que se torne gradual e progressivamente maior – a atividades consagradas ao Senhor Deus, em especial no dia destinado ao seu especial louvor.
Cabe-nos inclusive nos colocar à disposição para os serviços necessários, conforme as possibilidades – mas com toda a boa vontade – em nossas comunidades – para a manutenção e o crescimento da obra de Deus, sua Santa Madre Igreja. Impregnemo-nos, a esse respeito, da consciência do que ensina o Salmo 1,2-3: Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.
No tocante a amar ao próximo como a nós próprios, cumpre-nos honrar pai e mãe, cientes de que tal atitude atrai graças e negligenciá-la implica no afastamento da graça – o que significa desgraça. Cabe-nos também não atentar contra a vida; não cometer adultério; não cobiçar o cônjuge alheio e nem os bens do próximo – portanto, jamais cobicemos e muito menos lancemos mão do que não nos seja de direito.
Cumpramos, pois, conscienciosamente, nossas obrigações para com o próximo e nos dediquemos denodadamente ao cumprimento de nossos deveres atinentes ao nosso estado de vida, invocando para tal o auxílio da graça divina. Mantenhamo-nos em estrita continência no exercício da castidade requerida para o cumprimento do dever de fidelidade concernente ao estado de vida conjugal, se a ele nos sentirmos chamados; ou a castidade requerida para o cumprimento do dever de fidelidade atinente ao estado de vida religioso, caso seja esse o chamado – para o que a devoção da récita do Santo Rosário diariamente constitui precioso auxílio e defesa contra as tentações.
Constitui-se de excelente alvitre frequentar (ou, não sendo viável, assistir por meio eletrônico) a santa missa diariamente – se possível realizando antes, ou logo após, adoração ao Santíssimo Sacramento; estabelecer um “protocolo espiritual mínimo” incluindo orações como o Pequeno Exorcismo de São Miguel Arcanjo; a Oração da Cruz de São Bento; orações ao Santo Anjo da Guarda…; sendo ainda especialmente recomendável o estudo orante da Palavra de Deus; a leitura, ainda que no formato breve, das histórias de vida dos santos do dia – e no mínimo as leituras extraídas dos sete momentos orantes da Liturgia das Horas (a maioria delas são breves). É também sumamente apropriado e benéfico no mínimo ouvir tais orações (o ideal é rezá-las), pois dão o tom à sinfonia divina com que os religiosos católicos de todo o planeta louvam o Senhor diariamente; além de, na medida do possível, dedicar-se à leitura de obras doutrinais dos santos, documentos da Igreja… tudo isso sem prejuízo ao exercício da caridade, que deve ser praticada conforme as possibilidades e oportunidades que se suscitarem.
À primeira vista, pode parecer exagerada toda essa gama de recomendações, porém cada minuto consagrado ao Senhor se constitui “investimento sumamente rentável”, que agrega riquezas preciosíssimas, tornando o viver nessa existência pleno de sentido e ao mesmo tempo nos preparando para a vida eterna. Desse modo vamos nos impregnando da paz crística – que nos mantém serenos, mansos e humildes, mesmo em meio a duras provações. Cumpre-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que Jesus não estava “blefando” quando afirmou (Mateus 6,33): Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.
As santas palavras do Salmo Responsorial desta Liturgia Diária constituem-se corolário perfeito para tudo o que acima foi expresso (Sl 18,8-11): 8. A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. 9. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. 10. O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. 11. Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos.
As santas palavras da 2ª Leitura (1Cor 1,22-25) compelem-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que São Paulo Apóstolo, em sua jornada missionária, observava que muitos judeus pediam milagres e muitos gregos reclamavam sabedoria, porém o que ele pregava era Cristo crucificado.
Os judeus o consideravam escândalo e os gregos loucura, mas os escolhidos de Deus, de todas as nacionalidades, sabem que Cristo crucificado é força e sabedoria de Deus. O que parece loucura de Deus a pessoas de curto discernimento é infinitamente mais sábio que eles e o que consideraram fraqueza consiste no que de mais forte, determinante e contundente já ocorreu na história da humanidade, a ponto de, literalmente, dividir a história: em Antes de Cristo e Depois de Cristo.
O Santo Evangelho (Jo 2,13-25) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus, o manso e humilde de coração, em um momento de ira santa, fez um chicote de cordas e expulsou do templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, bem como os cambistas (trocadores de moedas), pois todos agiam como parasitas, fazendo da fé um negócio lucrativo, desviando a finalidade do uso do templo – inclusive atuando com desonestidade, dolo, malversação…
Segundo estudiosos da história aplicados a esse comércio então realizado no templo, era prática corrente se vender várias vezes o mesmo animal, em combinação com os responsáveis pelo templo, explorando assim o povo com simulacros desse jaez, dentre outras práticas fraudulentas…
Após derrubar as mesas e espalhar pelo chão o dinheiro dos trocadores de moeda, disse Jesus aos que vendiam as pombas: “Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negócios.” Os discípulos, ao ver a cena, lembraram do mencionado pelas Sagradas Escrituras (Sl 68,10): “O zelo da tua casa me consome.”
Profundamente contrariados com a atitude de Jesus, que feria em especial seus interesses comerciais, perguntaram-lhes os judeus que sinal apresentava para proceder desse modo. Ele lhes disse: “Destruí vós esse templo e eu o reerguerei em três dias.”
Os judeus o consideraram demente, pois não atinavam que ele se referia ao templo de seu corpo, que ressuscitaria ao terceiro dia. Naquele ambiente em que a contrariedade e a perseguição sistemática (muito embora um tanto quanto velada, por temor da reação do povo, que via nele um profeta), Jesus celebrou a festa da Páscoa em Jerusalém e muitos creram em seu nome, devido aos milagres que fazia, mas ele não se fiava neles, porque conhecia a todos. E não necessitava que alguém desse testemunho de nenhum homem, pois bem sabia o que havia no homem.
Cumpre-nos purificar-nos das tendências malignas que carregamos e nos tornam fontes de comportamentos impuros. Invoquemos Jesus para que purifique-nos interiormente, como purificou o templo, expulsando de nosso interior tudo o que não seja honesto, puro, digno e conforme com a santa vontade de Deus!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 03 de março de 2024, que esclarece em especial em Êxodo 20,1-17 que cumpre-nos obedecer fielmente os vossos mandamentos, tomando consciência de que a misericórdia divina se estende até a milésima geração dos que vos amam e guardam vossos mandamentos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para, no que tange a amar-vos sobre todas as coisas, que o façamos de todo coração e alma, abstendo-nos de praticar quaisquer tipos de idolatrias – que nada se torne objeto de adoração (nem pessoas; nem instituições humanas – seja qual for sua natureza; nem objetos de concupiscência dos olhos; nem prazeres…), porém sem confundir a veneração dos ícones sagrados que apontam para a adoração a Deus. Que atuemos cientes de que Maria Santíssima e os Santos são ícones que nos conduzem para Jesus, sendo sua sã veneração – que não se confunde com adoração – sumamente benéfica!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes de que os escolhidos de Deus para colaborar de forma especial na obra da salvação, complementar seus ensinamentos e dar-nos divinos exemplos são co-herdeiros de Cristo, singularmente designados para contribuir na consecução de vossos desígnios divinos. Não se há de confundi-los com ídolos, pois de nenhuma forma sua veneração avilta o culto a Deus – muito pelo contrário, eleva-o e aperfeiçoa, pois são como que placas no caminho sempre apontando para o Deus verdadeiro e contribuem para que andemos mais célere e assertivamente em sua direção.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que as consequências de nossos erros e acertos se estendem aos que nos sucedem, influenciando-os para o bem ou para o mal, cabendo-nos, portanto, centuplicar os cuidados para seguir rigorosamente os desígnios divinos, de modo a não comprometer o futuro dos nossos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que zelemos denodadamente para não pronunciar o vosso santo nome em vão e muito menos utilizá-lo com desvios de finalidade, mas tão somente para louvar-vos, glorificar-vos e dirigir-vos legítimas súplicas, conforme os desígnios da divina vontade. E dediquemos um tempo significativo – empenhando-nos para que se torne gradual e progressivamente maior – a atividades a vós consagradas, em especial no dia destinado ao vosso especial louvor.
Cabe-nos inclusive nos colocar à disposição para os serviços necessários, conforme as possibilidades – mas com toda a boa vontade – em nossas comunidades, para a manutenção e o crescimento da vossa obra mais preciosa, a Santa Madre Igreja. Que nos impregnemos, a esse respeito, da consciência do que ensina o Salmo 1,2-3: Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, no tocante a amar ao próximo como a nós próprios, honremos pai e mãe, cientes de que tal atitude atrai graças e negligenciá-la implica no afastamento da graça – o que significa desgraça. Que jamais atentemos contra a vida; não cometamos adultério; não cobicemos o cônjuge alheio e nem os bens do próximo – portanto, não cobicemos e muito menos lancemos mão do que não nos seja de direito.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que cumpramos conscienciosamente nossas obrigações para com o próximo e nos dediquemos denodadamente ao cumprimento de nossos deveres atinentes ao nosso estado de vida, invocando para tal o auxílio da graça divina. Que nos mantenhamos em estrita continência no exercício da castidade requerida para o cumprimento do dever de fidelidade concernente ao estado de vida conjugal, se a ele fomos chamados; ou a castidade requerida para o cumprimento do dever de fidelidade atinente ao estado de vida religioso, caso seja esse o chamado – para o que a devoção da récita do Santo Rosário diariamente constitui precioso auxílio e defesa contra as tentações.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que frequentemos (ou, não sendo viável, assistamos por meio eletrônico) a santa missa diariamente – e se possível realizemos antes, ou logo após, adoração ao Santíssimo Sacramento; que estabeleçamos um “protocolo espiritual mínimo” incluindo orações como o Pequeno Exorcismo de São Miguel Arcanjo; a Oração da Cruz de São Bento; orações ao Santo Anjo da Guarda…
Que nos dediquemos ainda ao estudo orante da Palavra de Deus; à leitura, ainda que no formato breve, das histórias de vida dos santos do dia – e no mínimo as leituras extraídas dos sete momentos orantes da Liturgia das Horas (a maioria delas são breves). Pelo fato de se configurar sumamente apropriado e benéfico, que façamos especial esforço para no mínimo ouvir tais orações (o ideal é rezá-las), pois dão o tom à sinfonia divina com que os religiosos católicos de todo o planeta vos louvam diariamente. Além disso, que na medida do possível, nos dediquemos à leitura de obras doutrinais dos santos, de documentos da Igreja… tudo isso sem prejuízo ao exercício da caridade, que deve ser praticada conforme as possibilidades e oportunidades que se suscitarem.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes de que, muito embora à primeira vista possa parecer exagerada toda essa gama de recomendações, cada minuto consagrado a vós se constitui “investimento sumamente rentável”, que agrega riquezas preciosíssimas, tornando o viver nessa existência pleno de sentido e ao mesmo tempo nos preparando para a vida eterna.
Desse modo vamos nos impregnando da paz crística – que nos mantém serenos, mansos e humildes, mesmo em meio a duras provações. Cumpre-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que Jesus não estava “blefando” quando afirmou (Mateus 6,33): Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que ecoem no profundo do ser as santas palavras do Salmo Responsorial desta Liturgia Diária, que se constituem corolário perfeito para tudo o que acima foi expresso (Sl 18,8-11): 8. A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. 9. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. 10. O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. 11. Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
Segunda Leitura
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 03 de março de 2024, que esclarece em especial nas santas palavras da 2ª Leitura (1Cor 1,22-25) que São Paulo Apóstolo, em sua jornada missionária, observava que muitos judeus pediam milagres e muitos gregos reclamavam sabedoria, porém o que ele pregava era Cristo crucificado.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes de que os judeus o consideravam Cristo crucificado escândalo e os gregos loucura, mas os escolhidos de Deus, de todas as nacionalidades, sabem que ele é força e sabedoria de Deus. O que parece loucura de Deus a pessoas de curto discernimento é infinitamente mais sábio que eles e o que consideraram fraqueza consiste no que de mais forte, determinante e contundente já ocorreu na história da humanidade, a ponto de, literalmente, dividir a história: em Antes de Cristo e Depois de Cristo.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos integremos de forma gradual e progressivamente mais ativa e efetiva nessa sabedoria e força de Deus, que se estabelece na Igreja, que é o Corpo Místico de Cristo. Que nele inspirados, nos tornemos, a exemplo de São Paulo, baluartes da prática e da disseminação da fé. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 03 de março de 2024, que esclarece em especial nas santas palavras do Santo Evangelho (Jo 2,13-25) que cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que Jesus, o manso e humilde de coração, em um momento de ira santa, fez um chicote de cordas e expulsou do templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, bem como os cambistas (trocadores de moedas), pois todos agiam como parasitas, fazendo da fé um negócio lucrativo, desviando a finalidade do uso do templo – inclusive atuando com desonestidade, dolo, malversação…
Segundo estudiosos da história aplicados a esse comércio então realizado no templo, era prática corrente se vender várias vezes o mesmo animal, em combinação com os responsáveis pelo templo, explorando assim o povo com simulacros desse jaez, dentre outras práticas fraudulentas…
Após derrubar as mesas e espalhar pelo chão o dinheiro dos trocadores de moeda, disse Jesus aos que vendiam as pombas: “Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negócios.” Os discípulos, ao ver a cena, lembraram do mencionado pelas Sagradas Escrituras (Sl 68,10): “O zelo da tua casa me consome.”
Profundamente contrariados com a atitude de Jesus, que feria em especial seus interesses comerciais, perguntaram-lhe os judeus que sinal apresentava para proceder desse modo. Ele lhes disse: “Destruí vós esse templo e eu o reerguerei em três dias.”
Os judeus o consideraram demente, pois não atinavam que ele se referia ao templo de seu corpo, que ressuscitaria ao terceiro dia. Naquele ambiente em que a contrariedade e a perseguição sistemática (muito embora um tanto quanto velada, por temor da reação do povo, que via nele um profeta), Jesus celebrou a festa da Páscoa em Jerusalém e muitos creram em seu nome, devido aos milagres que fazia, mas ele não se fiava neles, porque conhecia a todos. E não necessitava que alguém desse testemunho de nenhum homem, pois bem sabia o que havia no homem.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sejamos purificados das tendências malignas que carregamos e nos tornam fontes de comportamentos impuros. Invocamo-vos, ó bom Jesus, para que nos purifiqueis interiormente, como purificastes o templo, expulsando de nosso interior tudo o que não seja honesto, puro, digno e conforme com a santa vontade de Deus! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
Início: 10 minutos e 20 segundos
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 03 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-03-de-marco-2/>]

Santa Teresa Eustochio Verzeri
Ana Maria Teresa Eustochio Josefa Catarina Inácia Verzeri, ou como apenas Teresa Eustochio Verzeri, como ficou conhecida, nasceu no dia 31 de julho de 1801, em Bérgamo, Itália. Era a primogênita dos sete filhos de Antonio Verzeri e da condessa Helena Pedrocca-Grumelli. Desde criança, aprendeu de sua mãe, cristã muito devota, a conhecer e a amar a Deus acima de tudo e a qualquer preço.
Os estudos iniciais ela fez em casa. Inteligente, dotada de espírito aberto, quando menina, queria ser rapaz, para empreender nobres façanhas, como Santo Inácio, nas fileiras de Cristo. Da infância até a idade madura, deixou-se iluminar pelo Espírito da Verdade, percorrendo o caminho de libertação, de pureza, de retidão e de simplicidade que a levou a buscar “Deus só”. Interiormente, viveu a particular experiência mística da “ausência de Deus”, enfrentando um dos problemas da experiência religiosa de hoje: o peso da solidão humana diante da sensação inquietante de distância e de silêncio de Deus.
Entretanto, com uma fé inabalável, Teresa não deixou de confiar e de se abandonar ao Deus Vivo, Pai providente e misericordioso, a quem entregou a própria vida, em atitude de obediência dialogante. Como em Jesus, seu grito de solidão se transformou em oferta total de si mesma por amor.
Após uma experiência de vida religiosa entre as monjas beneditinas de Santa Grata, em Bérgamo, percebeu que sua vocação era o apostolado ativo. Orientada pelo Mons. Benaglio, seu diretor espiritual, aos vinte e cinco anos iniciou obras de assistência às crianças pobres e abandonadas. Atraindo para seu ideal jovens generosas e disponíveis, com as quais em 1831, fundou a Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus.
A primeira metade de 1800, foi um período de grandes transformações na história da Itália, da sociedade de Bérgamo e do mundo, marcado por mudanças políticas, por revoluções, por perseguições que não pouparam a Igreja, atingida, também, pela crise de valores, resultante da Revolução Francesa. Ela percebeu com clareza a urgência e as necessidades do seu tempo e abraçou sua missão, de orientadora espiritual, evangelizadora e pedagoga.
Após consolidar sua obra em várias cidades italianas, Teresa faleceu no dia 03 de março de 1852, num gesto total de oblação a Deus. Foi beatificada pelo Papa Pio XII em 1946, e canonizada pelo Papa João Paulo II, em 2001. As suas relíquias são veneradas na capela da escola das Filhas do Sagrado Coração de Jesus, em Bérgamo; recebendo as homenagens no dia de sua morte.
Como educadora, pautou sua ação e seus escritos na pedagogia do elogio, concretizada no binômio: bondade-firmeza e no respeito à liberdade. Animadas por esse espírito, as Filhas do Sagrado Coração de Jesus continuam, hoje, a missão de Santa Teresa Eustochio Verzeri, na Itália, no Brasil, na Argentina e Bolívia, na República Centro-Africana e em Camarões, na Índia e na Albânia.

Santa Cunegundes
Cunegundes viveu na realeza. Nasceu no ano 988, era filha de Sigfredo, conde de Luxemburgo e Asdvige, que transmitiu pessoalmente à ela os profundos ensinamentos cristãos. Desde pequena a menina desejava se tornar religiosa.
Porém casou-se com Henrique, duque da Baviera, que era católico e em 1002 se tornou rei da Alemanha. Em 1014 o casal real recebeu a coroa imperial das mãos do Papa Bento VIII, em Roma. Para o povo, foi um tempo de paz e prosperidade. O casal ficou famoso pela felicidade que proporcionava aos seus súditos, o que chamou a atenção dos inimigos do reino e do imperador. Mas também porque a população e a corte diziam que eles haviam feito um “matrimonio de São José”, o que equivale viver em união apenas como bons irmãos. Verdade ou não, o fato é que Henrique percebeu que a esposa não podia ter filhos e decidiu ficar com ela, sem usar o direito do repúdio público para dissolver o casamento, como era legítimo na Alemanha e cuja situação era tolerada por Roma.
Mais tarde, os inimigos da corte espalharam uma forte calúnia contra a imperatriz, dizendo que ela havia traído seu marido. A princípio os dois não se importaram, mas os boatos começaram a rondar o próprio palácio e Cunegundes resolveu acabar com a maledicência. Numa audiência pública, negou a traição e evocou Deus para comprovar que dizia a verdade. Para isso, mandou que colocassem à sua frente grelhas quentes. Rezou, fechou os olhos e pisou descalça sobre elas várias vezes, sem que seus pés se queimassem. Isso bastou para o imperador, a corte e o povo admirar ainda mais a santidade da imperatriz, que vivia trabalhando para atender os pobres e doentes, crianças e idosos abandonados, com suas obras religiosas assistenciais.
Em 1021 o casal imperial fundou um mosteiro beneditino em Kaufungen, em agradecimento à Deus pela cura completa de uma doença grave que Cunegundes havia contraído. Quatro anos depois, quando Henrique faleceu, ela retirou-se para esse mosteiro, abdicando do trono e da fortuna, onde viveu como religiosa por quinze anos.
Até hoje o mosteiro possui em seu acervo os riquíssimos e belos paramentos que Cunegundes costurava. Contudo, ela própria usava somente um hábito muito simples, também feito com as próprias mãos. Com ele trabalhava diariamente e com ele fez questão de ser enterrada, embora suas companheiras tivessem preparado cobertas ricamente bordadas e enfeitadas com joias preciosas para seu velório.
Antes de morrer, no dia 03 de março de 1039, pediu que a enterrassem como uma simples monja e ao lado da sepultura do esposo, na Catedral de Bamberg, que eles também haviam construído. O local foi palco de numerosos prodígios e graças, por isso seu culto correu entre os fiéis e se propagou por toda a Europa. O Papa Inocêncio III a canonizou em 1200, autorizando sua festa para o dia de sua morte. Santa Cunegundes é padroeira de Luxemburgo, da Lituânia e da Polônia o que faz com que sua devoção se mantenha ainda muito forte e intensa.

Santa Catarina Drexel
Catarina , era a segunda filha de Francisco Antonio Drexel e de Ana Langstrot, nasceu na Filadélfia, no Estado da Pensilvânia, E.U.A., em 26 de novembro de 1858. Seu pai era um famoso banqueiro, que ao lado da esposa atuava intensamente junto às sociedades cristãs filantrópicas do seu país. Desta maneira ensinaram aos filhos que os bens da família não eram somente para eles, mas deviam ser compartilhados com os que tinham menos sorte, conforme os ensinamentos de Jesus, o nosso Cristo.
Durante uma viagem com a família ao Oeste americano, Catarina, ainda criança, percebeu a miséria em que viviam os indígenas da América. Esta experiência, que muito a perturbou, fez que ela crescesse atenta àquela triste situação de pobreza e às condições desesperadas de quase todos nativos americanos e afro-americanos. Na juventude começou a distribuir os seus bens à obra missionária e pedagógica, destinadas a estas minorias. Mas, consciente de que seus protegidos estavam longe de serem livres, sentiu a urgência de um trabalho diferenciado em seu favor. Por isto, em 1887, fundou a sua primeira escola em Santa Fé, Novo México, destinada aos indígenas.
Depois, por sugestão do Papa Leão XIII, e sob a orientação do seu diretor espiritual, o bispo James O’Connor, recebeu o hábito de religiosa e adotou nome de irmã Catarina Maria, em 1891. No mesmo ano, fundou a Congregação das Irmãs do Santíssimo Sacramento para os índios e afro-americanos. Mulher de muita oração, encontrou sempre na Eucaristia a fonte do seu amor pelos pobres. Determinou que a fundação de escolas com bons professores para todos, índios e afro-americanos, em todo o país, seria a sua prioridade absoluta, bem como para a Congregação.
Ao longo da vida, ela abriu e financiou com os seus bens, cerca de sessenta escolas, missões e todos os professores; situadas principalmente no oeste e sudoeste do país. O ápice dos seus esforços, neste campo, foi a construção, em 1925, da Xavier University , na Louisiana, a única instituição de ensino superior nos Estados Unidos, destinada preferencialmente aos católicos afro-americanos.
Educação religiosa, serviço social, visitas às famílias, nos hospitais, nas prisões, faziam parte do apostolado de irmã Catarina e das suas co-irmãs. Após uma grave doença, irmã Catarina passou os últimos dezoito anos de vida, quase totalmente imóvel. Neste período se dedicou às orações contemplativas ao Cristo Eucarístico, elevando seu espírito ao grau de santidade. Morreu no dia 3 de março de 1955, na Pensilvânia, E.U.A.
A herança que deixou à sua comunidade religiosa, as Irmãs do Santíssimo Sacramento, foi exatamente a lição da espiritualidade, baseada na oração em união com o Senhor Eucarístico e no serviço devotado aos pobres e às vítimas da discriminação racial. O seu apostolado contribuiu para aumentar a consciência da necessidade de combater todas as formas de racismo, através da educação e dos serviços sociais. O Papa João Paulo II beatificou Irmã Catarina Drexel, em 1988, para ser venerada no dia de sua morte.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 03 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 22, 19 – 23, 9
Leis para proteger o estrangeiro e o pobre
(Código da Aliança)
Assim fala o Senhor: «Quem oferecer sacrifícios a outros deuses, e não somente ao Senhor, será votado ao anátema.
Não prejudicarás o estrangeiro, nem o oprimirás, porque vós próprios fostes estrangeiros na terra do Egito. Não maltratarás a viúva nem o órfão. Se lhes fizeres algum mal e eles clamarem por Mim, escutá-los-ei; inflamar-se-á a minha indignação e matar-vos-ei ao fio da espada. As vossas mulheres ficarão viúvas, e órfãos os vossos filhos.
Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que vive junto de ti, não procederás com ele como um usurário, sobrecarregando-o com juros.
Se receberes como penhor a capa do teu próximo, terás de devolvê-la até ao pôr do sol, pois é tudo o que ele tem para se cobrir, é o vestuário com que cobre o seu corpo. Com que dormiria ele? Se ele Me invocar, escutá-lo-ei, porque sou misericordioso.
Não blasfemarás contra Deus, nem amaldiçoarás o chefe do teu povo.
Não retardarás a oferta do que enche a tua eira, nem do que escorre do teu lagar. Consagrar-me-ás o primogênito de teus filhos. Assim farás também com a primeira cria da tua manada e do teu rebanho; ficará sete dias com a mãe, e ao oitavo dia entregar-me-ás. Sereis homens santos diante de mim: não comereis carne de animal despedaçado por uma fera no campo, mas deitá-la-eis aos cães.
Não espalharás boatos falsos. Não apoiarás o culpado, servindo-lhe de falsa testemunha. Não seguirás a multidão para fazer o mal, nem irás depor num processo, inclinando-te para a maioria em detrimento da justiça. Nem sequer ao pobre favorecerás no seu processo.
Quando encontrares perdidos o boi ou o jumento do teu inimigo, deverás levá-los ao seu dono. Quando vires caído sob a carga o jumento do teu inimigo, não passarás adiante sem o ajudares.
Não prejudicarás o direito do pobre no seu processo.
Afastar-te-ás duma causa falsa. Não faças morrer o inocente nem o justo, porque Eu não absolverei o culpado.
Não aceitarás presentes, porque o presente cega os mais clarividentes e perverte as palavras dos justos.
Não oprimirás o estrangeiro; bem sabeis o que é a sua vida, porque também fostes estrangeiros na terra do Egito».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Tratados de Santo Agostinho, bispo, sobre o Evangelho de São João
(Tract. 15, 10-12. 16-17: CCL 36, 154-156) (Sec. V)
Veio uma mulher da Samaria para tirar água
Veio uma mulher: esta mulher é figura da Igreja, ainda não justificada, mas já a caminho da justificação. É disto que iremos tratar.
A mulher veio sem saber o que ali a esperava; encontrou Jesus, e Jesus dirigiu-lhe a palavra. Vejamos a razão por que veio uma mulher da Samaria para tirar água. Os samaritanos não pertenciam ao povo judeu, não eram do povo escolhido. Faz parte do simbolismo da narração que esta mulher, figura da Igreja, tenha vindo dum povo estrangeiro; porque a Igreja havia de vir dos gentios, dos que não eram da raça judaica.
Escutemo-nos a nós mesmos nas palavras desta mulher, reconheçamo-nos nela, e nela dêmos graças a Deus por nós. Era uma figura, não a realidade; começou por ser figura e veio a tornar-se realidade. De facto, ela acreditou n’Aquele que desejava fazer dela figura de nós mesmos. Veio para tirar água. Vinha simplesmente tirar água, como costumam fazer os homens e as mulheres.
Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos. Respondeu-lhe então a samaritana: «Como é que tu, sendo judeu, me pedes de beber, a mim que sou samaritana?». Os judeus, na verdade, não se dão com os samaritanos.
Bem vedes que se trata de estrangeiros. Os judeus de modo nenhum usavam os cântaros dos samaritanos. Como esta mulher trazia consigo um cântaro para tirar água, ficou admirada por um judeu lhe pedir de beber, coisa que não costumavam fazer os judeus. Mas Aquele que pedia de beber à
mulher tinha sede da sua fé.
Repara agora n’Aquele que pede de beber. Jesus respondeu-lhe: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é aquele que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva».
Pede de beber e promete dar de beber. Apresenta-Se como necessitado que espera receber, mas é rico para dar em abundância. Se conhecesses o dom de Deus… O dom de Deus é o Espírito Santo. Jesus fala ainda veladamente à mulher, mas pouco a pouco entra em seu coração e a vai ensinando. Que pode haver de mais suave e bondoso do que esta exortação? Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva.
Qual é a água que Ele há de dar, senão aquela de que está escrito: Em Vós está a fonte da vida? E não podem passar sede os que se inebriam com a abundância da vossa casa.
O Senhor prometia o alimento e a abundância do Espírito Santo. Mas ela ainda não compreendia. E, na sua incompreensão, que respondia? Senhor, diz-lhe a mulher, dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede nem tenha de voltar aqui a tirar água. A sua necessidade obrigava-a a trabalhar, mas
a sua fraqueza recusava o trabalho. Se ao menos ela tivesse ouvido aquelas palavras: Vinde a Mim, Vós todos os que vos afadigais e andais sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Isto lhe dizia Jesus para que não se afadigasse mais; mas ela ainda não compreendia.
LEITURA BREVE
Ne 8, 9b. 10b
Hoje é um dia consagrado ao Senhor, nosso Deus! Não vos entristeçais nem choreis, porque é um dia santo do Senhor. Não estejais tristes, porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Tes 4, 1.7
Irmãos, nós vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus, e assim estais procedendo. Mas tratai de progredir ainda mais. Deus não nos chamou a viver na impureza mas na santidade.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 30, 15.18
Assim fala o Senhor Deus, o Santo de Israel: «É na conversão e na calma que está a vossa salvação; a tranquilidade e a confiança são a vossa fortaleza». O Senhor espera a hora de se compadecer de vós e levanta-se para vos perdoar, porque o Senhor é um Deus justo: ditosos os que nele esperam.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 4, 29-31
Buscarás o Senhor teu Deus, e voltarás a encontrá-lo, se o procurares com todo o teu coração e com toda a tua alma. No meio da tua angústia, quando tiveres sofrido todos estes infortúnios, depois de muitos dias, voltarás ao Senhor teu Deus e escutarás a sua voz. Porque o Senhor teu Deus é um Deus clemente, e não te abandonará nem te destruirá, nem se há de esquecer da aliança que jurou aos teus pais.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Cf. 1 Cor 9, 24-25
No estádio correm todos, mas só um recebe o prêmio. Correi de modo que o alcanceis. Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações para obter uma coroa corruptível; nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
