“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE MARÇO DE 2024
12 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE MARÇO DE 2024
14 de março de 2024QUARTA-FEIRA DA IV SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=y10fap_edbQ

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4299-liturgia-de-13-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Para vós elevo minha oração, nesse tempo favorável Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha! (Sl 68,14).
Coleta
– Ó Deus, que recompensais os méritos dos justos e perdoais aos pecadores que fazem penitência, tende compaixão dos que suplicam, para que a confissão de nossas culpa possa alcançar o perdão dos nossos pecados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 49,8-15
Salmo Responsorial: Sl 144,8-9.13-14.17-18
– Misericórdia e piedade é o Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 5,17-30
Jesus Cristo sois bendito o ungido de Deus Pai!
Jesus Cristo sois bendito o ungido de Deus Pai!
– Eu sou a ressurreição, eu sou a vida, quem crê em mim, ainda que morra, viverá (Jo 11,25)
Jesus Cristo sois bendito o ungido de Deus Pai!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 49,8-15): Eis o que diz o Senhor: no tempo da graça eu te atenderei, no dia da salvação eu te socorrerei, (Eu te formei e designei para fazer a aliança com os povos), para restaurar o país e distribuir as heranças devastadas, 9. para dizer aos prisioneiros: Saí! E àqueles que mergulham nas trevas: Vinde à luz! Ao longo de todo o trajeto terão o que comer. Sobre todas as dunas encontrarão seu alimento. 10. Não sentirão fome nem sede; o vento quente e o sol não os castigarão, porque aquele que tem piedade deles os guiará e os conduzirá às fontes. 11. Tornar-lhes-ei acessíveis todas as montanhas, e caminhos atingirão as alturas. 12. Ei-los que vêm de longe, ei-los do norte e do poente, e outros da terra dos sienitas. 13. Cantai, ó céus; terra, exulta de alegria; montanhas, prorrompei em aclamações! Porque o Senhor consolou seu povo, comoveu-se e teve piedade dos seus na aflição. 14. Sião dizia: O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-me. 15. Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 144,8-9.13-14.17-18): O Senhor é clemente e compassivo, longânime e cheio de bondade. 9. O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras. 13. Vosso reino é um reino eterno, e vosso império subsiste em todas as gerações. O Senhor é fiel em suas palavras, e santo em tudo o que faz. 14. O Senhor sustém os que vacilam, e soergue os abatidos. 17. O Senhor é justo em seus caminhos, e santo em tudo o que faz. 18. O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 5,17-30): Mas ele lhes disse: Meu Pai continua agindo até agora, e eu ajo também. 18. Por esta razão os judeus, com maior ardor, procuravam tirar-lhe a vida, porque não somente violava o repouso do sábado, mas afirmava ainda que Deus era seu Pai e se fazia igual a Deus. 19. Jesus tomou a palavra e disse-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: o Filho de si mesmo não pode fazer coisa alguma; ele só faz o que vê fazer o Pai; e tudo o que o Pai faz, o faz também semelhantemente o Filho. 20. Pois o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que faz; e maiores obras do que esta lhe mostrará, para que fiqueis admirados. 21. Com efeito, como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem ele quer. 22. Assim também o Pai não julga ninguém, mas entregou todo o julgamento ao Filho. 23. Desse modo, todos honrarão o Filho, bem como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, não honra o Pai, que o enviou. 24. Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida. 25. Em verdade, em verdade vos digo: vem a hora, e já está aí, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. 26. Pois como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em si mesmo, 27. e lhe conferiu o poder de julgar, porque é o Filho do Homem. 28. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros sairão deles ao som de sua voz: 29. os que praticaram o bem irão para a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados. 30. De mim mesmo não posso fazer coisa alguma. Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da quarta-feira da IV Semana da Quaresma (dia 13 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 49,8-15) que cumpre-nos atuar cientes de que no tempo da graça o Senhor nos atenderá, no dia da salvação nos socorrerá.
Fomos formados e designados para anunciar a aliança divina aos povos, para que sejam restaurados os países de acordo com a vontade de Deus e distribuídas as heranças desviadas de suas finalidades. Cumpre-nos contribuir com os escravos do pecado para que saiam de suas prisões espirituais e trazer à luz os que se encontram mergulhados nas trevas.
Seremos sustentados ao longo de nossa jornada missionária, plenamente saciados, protegidos das intempéries e divinamente guiados, conduzidos às fontes espirituais que nos proporcionarão o necessário para bem cumprir nossa missão. O Senhor nos tornará acessíveis os píncaros mais elevados, nos guiará por caminhos que nos levarão a atingir as alturas. Assim serão os missionários do Senhor, vindos de longe, do norte e do sul, do leste e do oeste.
Cumpre-nos cantar, com os anjos do céu, exultar de alegria com a terra e as montanhas, prorromper em aclamações! Porque o Senhor consolou o seu povo, comoveu-se e teve piedade dos seus na aflição, muito embora por vezes nos sintamos abandonados, com a impressão de que o Senhor tenha nos esquecido. Cabe-nos manter a confiança nos desígnios divinos, pois no tempo da graça nos atenderá, no dia da salvação nos socorrerá! Do mesmo modo que uma mãe zelosa não se esquece de amamentar quem saiu de suas entranhas com toda a ternura – e ainda que o fizesse – o Senhor não nos esquecerá jamais!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 144,8-9.13-14.17-18).
O Santo Evangelho (Jo 5,17-30) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que o Pai celestial age e Jesus também, em conformidade com o que vê o Pai fazer, inclusive ressuscitando os mortos e dando a vida. Ao Filho foi atribuído julgar, cumprindo-nos honrá-lo como ao Pai. Quem ouve a Palavra de Jesus e crê no Pai que o enviou tem a vida eterna e não incorre em condenação, passando da morte para a vida. Até mesmo os mortos por ele reviverão, pois o Pai e o Filho têm a vida em si mesmo; os que praticam o bem irão para a ressurreição e a vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados. O julgamento de Jesus se realiza de acordo com a vontade do Pai.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura e Salmos
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da quarta-feira da IV Semana da Quaresma (dia 13 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Is 49,8-15) que cumpre-nos atuar cientes de que no tempo da graça vós nos atendereis, no dia da salvação nos socorrereis.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que fomos formados e designados para anunciar a aliança divina aos povos, para que sejam restaurados os países de acordo com a vossa santa vontade e distribuídas as heranças desviadas de suas finalidades.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para contribuir com os escravos do pecado para que saiam de suas prisões espirituais e para trazer à luz os que se encontram mergulhados nas trevas, cientes de que seremos sustentados ao longo de nossa jornada missionária, plenamente saciados, protegidos das intempéries e divinamente guiados, conduzidos às fontes espirituais que nos proporcionarão o necessário para bem cumprir nossa missão.
Vós nos tornareis acessíveis os píncaros mais elevados, nos guiareis por caminhos que nos levarão a atingir as alturas. Assim serão os missionários do Senhor, vindos de longe, do norte e do sul, do leste e do oeste. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para cantar, com os anjos do céu, exultar de alegria com a terra e as montanhas, prorromper em aclamações! Porque vós consolais vosso povo, vos comoveis e tendes piedade dos vossos na aflição, muito embora por vezes nos sintamos abandonados, com a impressão de que nos haveis esquecido.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que mantenhamos a confiança nos vossos desígnios divinos, pois no tempo da graça nos atendereis, no dia da salvação nos socorrereis! Do mesmo modo que uma mãe zelosa não se esquece de amamentar quem saiu de suas entranhas com toda a ternura – e ainda que o fizesse – vós não nos esquecereis jamais!
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 144,8-9.13-14.17-18): O Senhor é clemente e compassivo, longânime e cheio de bondade. 9. O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras. 13. Vosso reino é um reino eterno, e vosso império subsiste em todas as gerações. O Senhor é fiel em suas palavras, e santo em tudo o que faz. 14. O Senhor sustém os que vacilam, e soergue os abatidos. 17. O Senhor é justo em seus caminhos, e santo em tudo o que faz. 18. O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade.
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Quarta-Feira da IV Semana da Quaresma (dia 13 de março de 2024), que esclarece compele-nos em no Santo Evangelho (Jo 5,17-30) a impregnar-nos da consciência de que o Pai celestial age e Jesus também, em conformidade com o que vê o Pai fazer, inclusive ressuscitando os mortos e dando a vida.
Ao Filho foi atribuído julgar, cumprindo-nos honrá-lo como ao Pai. Quem ouve a Palavra de Jesus e crê no Pai que o enviou tem a vida eterna e não incorre em condenação, passando da morte para a vida. Até mesmo os mortos por ele reviverão, pois o Pai e o Filho têm a vida em si mesmos; os que praticam o bem irão para a ressurreição e a vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados. O julgamento de Jesus se realiza de acordo com a vontade do Pai.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – .. de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-13-de-marco-2/>]

Santa Eufrásia
Eufrásia, cujo nome em grego significa alegria, nasceu no ano 380, na Ásia Menor e cresceu durante o reinado do imperador Teodósio, de quem seus pais eram parentes. Portanto, foi educada para viver na corte, rodeada pelos prazeres e luxos. Mas, nunca se sentiu atraída por nada disso, mesmo porque, seus pais também viviam na humildade, apesar da fortuna que possuíam.
Depois que ela nasceu, filha única, o casal decidiu fazer voto de castidade. Desejavam viver como irmãos, para melhor se dedicarem a Deus. Quanto à jovem, desde pequena fazia jejuns e orações que chegavam a durar alguns dias. Com a morte de seu pai, a sua mãe que começou a ser cortejada, resolveu se retirar para o Egito. Lá, com sua fortuna, também intensificou a caridade da família, levando com frequência Eufrásia em suas visitas aos conventos e hospitais que ajudava a manter.
Numa dessas visitas a um convento, quando Eufrásia tinha apenas sete anos, ela pediu para não voltar para casa. Queria ficar definitivamente ali. Os registros mostram que, apesar da pouca idade, acompanhava as religiosas em todos os seus afazeres com disciplina e pontualidade, que chegavam a impressionar por sua maturidade. O tempo passou, sua mãe faleceu e Eufrásia continuava no convento.
Vendo-a assim órfã, o imperador, seu parente, procurou por ela e lhe ofereceu a proposta que recebera de um senador, que a desejava desposar. O que, além de lhe dar estabilidade social aumentaria consideravelmente sua já enorme fortuna. Contudo Eufrásia recusou, confirmando que desejava continuar na condição de virgem e seguir a vida religiosa. Aliás, não só recusou como pediu ao governante para distribuir todos seus bens entre os pobres.
Os registros narram inúmeras graças e fatos prodigiosos ocorridos através de Eufrásia. Consta que curou um menino à beira da morte com o sinal da cruz.
Certo dia sua superiora teve uma visão, onde era avisada da morte de Eufrásia e sua futura proclamação como santa. A jovem nada sentia, mas mesmo assim fez questão de receber os sacramentos e como previsto, no dia seguinte, foi acometida de uma febre fortíssima e ela morreu. Era o ano 412 e Eufrásia foi sepultada no convento que tanto amava.
O culto à Santa Eufrásia é muito difundido no Oriente e Ocidente, pela singeleza de sua vida e pelas graças que até hoje ocorrem por sua intercessão. Sua festa litúrgica acontece no dia 13 de março, data provável de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 13 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro dos Números 11, 4-6. 10-30
Efusão do Espírito sobre os anciãos e Josué
Naqueles dias, a multidão que ia com o povo israelita sentiu uma fome devoradora, e os filhos de Israel até começaram a chorar, dizendo: «Quem nos dará carne para comer! Temos saudades do peixe que no Egito comíamos de graça, e dos pepinos, melões, bolbos, cebolas e alhos! Agora temos a garganta seca. Falta-nos tudo. Não vemos senão o maná».
Moisés ouviu chorar o povo, agrupado por famílias, cada qual à entrada da sua tenda. A ira do Senhor inflamou-se fortemente, e Moisés sentiu grande desgosto. Dirigiu-se então ao Senhor, dizendo: «Porque tratais mal o vosso servo e não encontrei graça a vossos olhos? Porque me destes o encargo de todo este povo? Porventura fui eu que concebi todo este povo? Fui eu que o dei à luz, para que me digais: ‘Toma este povo nos braços, como a ama leva a criança ao colo, e leva-o para a terra que Eu jurei dar a seus pais? Onde poderei encontrar carne para dar a todo este povo, que vem chorar para junto de mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer’? Não posso sozinho ter o encargo de todo este povo: é excessivamente pesado para mim. Se quereis tratar-me desta forma, dai-me antes a morte. Se encontrei graça a vossos olhos, que eu não veja mais esta desventura!’».
Então o Senhor respondeu a Moisés: «Reúne setenta anciãos de Israel, dos que sabes serem anciãos e escribas do povo. Leva-os à Tenda da Reunião, onde ficarão juntamente contigo. Eu descerei para te falar; tirarei uma parte do Espírito que está em ti, para O depor sobre eles. Assim tomarão contigo o encargo deste povo, para não seres tu sozinho a suportá-lo.
E dirás ao povo: ‘Santificai-vos para amanhã e comereis carne, já que chorastes aos ouvidos do Senhor, dizendo: «Quem nos dera carne para comer! Estávamos tão bem no Egito!». O Senhor vos dará carne para comer. Não a comereis só um dia, nem dois, nem cinco, nem dez ou vinte dias, mas um mês inteiro, até que ela vos saia pelo nariz e vos cause enjoo, uma vez que rejeitastes o Senhor, que está no meio de vós, e chorastes diante d’Ele, dizendo: «Porque saímos nós do Egito?’».
Moisés respondeu: «Este povo, no meio do qual me encontro, soma seiscentos mil caminhantes e Vós dizeis: ‘Dar-lhes-ei carne para comer durante um mês inteiro’. Iremos matar ovelhas e bois em número suficiente? Iremos apanhar todos os peixes do mar, para se saciarem?». Mas o Senhor respondeu a Moisés: «Será curto o braço do Senhor? Agora verás se a palavra que te disse se realiza ou não».
Moisés saiu e transmitiu ao povo as palavras do Senhor. Depois reuniu setenta anciãos do povo e colocou-os à volta da Tenda. Então o Senhor desceu na nuvem e falou com Moisés. Tirou uma parte do Espírito que estava nele e fê-lo pousar nos setenta anciãos do povo. Logo que o Espírito pousou sobre eles, começaram a profetizar, mas não continuaram a fazê-lo.
Entretanto, tinham ficado no acampamento dois homens: um deles chamava-se Eldad e o outro Medad. O Espírito pousou também sobre eles, pois contavam-se entre os inscritos, embora não tivessem comparecido na Tenda; e começaram a profetizar no acampamento. Um jovem correu a dizê-lo a Moisés: «Eldad e Medad estão a profetizar no acampamento». Então Josué, filho de Nun, que estava ao serviço de Moisés desde a juventude, tomou a palavra e disse: «Moisés, meu senhor, proíbe-os». Moisés, porém, respondeu-lhe: «Estás com ciúmes por causa de mim? Quem dera que todos os membros do povo do Senhor fossem profetas e que o Senhor infundisse o seu Espírito sobre eles!». E Moisés voltou para o acampamento com os anciãos de Israel.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Cartas de São Máximo Confessor, abade
(Epist. 11: PG 91, 454-455) (Sec. VII)
A misericórdia do Senhor para com os pecadores que se convertem
Os pregadores da verdade e ministros da graça divina, todos os que desde o princípio até aos nossos dias, cada um a seu tempo, nos deram a conhecer a vontade salvífica de Deus, nos ensinam que nada é tão grato a Deus e conforme ao seu amor como a conversão dos homens a Ele com sincero arrependimento.
E para dar a maior prova da bondade divina, o Verbo de Deus Pai (que é o primeiro e único sinal da sua infinita bondade), num ato de humilhação que nenhuma palavra pode explicar, num ato de condescendência para com os homens, dignou-Se habitar entre nós por meio da Encarnação; e realizou, padeceu e ensinou tudo o que era necessário para que nós, seus inimigos e adversários, fôssemos reconciliados com Deus Pai e chamados de novo à felicidade eterna que tínhamos perdido.
O Verbo divino não Se limitou a curar as nossas enfermidades com o poder dos seus milagres. Tomou sobre Si a nossa fragilidade, libertou-nos dos nossos muitos e gravíssimos pecados, pagou a nossa dívida mediante o suplício da cruz, como se fosse Ele o culpado, quando na verdade estava livre de toda a culpa.
Além disso, com muitas palavras e exemplos nos ensinou a imitá-lo na bondade, na compreensão e na perfeita caridade fraterna.
Por esta razão exclamava: Eu não vim chamar os justos mas os pecadores, para que se convertam. E também: Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas os que estão doentes. Disse ainda que viera procurar a ovelha perdida e que fora enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel. Deu a entender de um modo mais velado, na parábola da dracma perdida, que tinha vindo restaurar no homem a imagem divina que estava corrompida pelos mais repugnantes vícios. E disse também: Em verdade vos digo: haverá grande alegria no Céu por um só pecador que se arrependa.
A este propósito contou a parábola do bom samaritano: àquele homem que caíra nas mãos dos salteadores e fora despojado de todas as suas vestes, maltratado e deixado meio morto, ligou-lhe as feridas, tratou-as com vinho e azeite e, tendo-o colocado no seu jumento, levou-o à estalagem para lhe prestarem assistência; pagou os primeiros cuidados e prometeu satisfazer no regresso a todos os gastos restantes.
Mostrou-nos a condescendência e bondade do pai que recebe afetuosamente o regresso do filho pródigo, o abraça porque vem arrependido, o reveste novamente com as insígnias da sua nobreza familiar e esquece todo o mal cometido.
Ele reconduz a ovelha que se apartara das outras cem ovelhas de Deus: encontrou-a errante por montes e colinas e, sem a forçar nem açoitar nem ameaçar, antes pelo contrário, pondo-a aos ombros, cheio de compaixão, a trouxe de novo para o redil.
E assim exclamava: Vinde a Mim, vós todos que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. E ainda: Tomai o meu jugo sobre vós; chama jugo aos seus mandamentos, isto é, à vida segundo os preceitos do Evangelho; e, chamando-lhes também carga, porque a penitência dá um aspecto mais pesado e duro, acrescenta: O meu jugo é suave e a minha carga é leve. Outra vez, querendo ensinar-nos a justiça e a bondade de Deus, exorta-nos com estas palavras: Sede santos, sede perfeitos, sede misericordiosos, como o vosso Pai celeste. E de novo: Perdoai e sereis perdoados. E ainda: Tudo quanto quiserdes que vos façam os homens, fazei-o vós também.
LEITURA BREVE
Deut 7, 6b. 8-9
O Senhor teu Deus escolheu-te para seres o seu povo entre todos os povos que estão sobre a face da terra. O Senhor vos ama e quer ser fiel ao juramento feito aos vossos pais. Por isso a sua mão poderosa vos fez sair e vos libertou da casa da escravidão, do poder do Faraó, rei do Egito. Reconhece, pois, que o Senhor teu Deus é o verdadeiro Deus, um Deus leal, que, por mil gerações, é fiel à sua aliança e à sua benevolência, para com aqueles que amam e observam os seus mandamentos.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 18, 30b-32
Convertei-vos e renunciai a todas as vossas iniquidades, e o pecado deixará de ser a vossa ruína. Lançai para longe os vossos pecados e formai um coração novo e um espírito novo. Porque havias de morrer, casa de Israel? Eu não desejo a morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Zac 1, 3b-4b
Voltai para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu voltarei para vós. Não sejais como vossos pais, a quem os primeiros Profetas clamavam: convertei-vos dos vossos maus caminhos, das vossas más ações.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Dan 4, 24b
Resgata os teus pecados com boas obras e as tuas iniquidades com a misericórdia para com os pobres. Talvez Deus prolongue a tua prosperidade.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Filip 2, 12b-15a
Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação: porque é Deus que opera em vós o querer e o agir segundo os seus desígnios de amor. Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
