“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE MARÇO DE 2024
16 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE MARÇO DE 2024
18 de março de 2024DOMINGO DA V SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4301-liturgia-de-15-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Fazei justiça, ó Deus, defendei-me contra a gente impiedosa; do homem perverso e mentiroso libertai-me, ó Senhor! Sois vós o meu Deus o meu refúgio. (Sl 42,1)
Coleta
– Senhor nosso Deus, dai-nos, por vossa graça, caminhar com alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Jr 31,31-34
Salmo Responsorial, Sl 50,3-4.12-15
– Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!
2ª Leitura: Hb 5,7-9
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 12,20-33
Glória a Cristo, ó verbo de Deus.
Glória a Cristo, ó verbo de Deus.
– Se alguém me quiser servir, que venha atrás de mim; e, onde estiver, ali estará meu servo. (Jo 12,26)
Glória a Cristo, ó verbo de Deus.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Jr 31,31-34): Dias virão – oráculo do Senhor – em que firmarei nova aliança com as casas de Israel e de Judá. 32. Será diferente da que concluí com seus pais no dia em que pela mão os tomei para tirá-los do Egito, aliança que violaram embora eu fosse o esposo deles. 33. Eis a aliança que, então, farei com a casa de Israel – oráculo do Senhor: Eu lhe incutirei a minha Lei; eu a gravarei em seu coração. Serei o seu Deus e Israel será o meu povo. 34. Então, ninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: “Aprende a conhecer o Senhor”, porque todos me conhecerão, grandes e pequenos – oráculo do Senhor –, pois a todos perdoarei as faltas, sem guardar nenhuma lembrança de seus pecados.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 50,3-4.12-15): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. 4. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. 12. Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza. 13. De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito. 14. Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa. 15. Então, aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Hb 5,7-9): Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. 8. Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. 9. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem […].
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 12,20-33): Havia alguns gregos entre os que subiram para adorar durante a festa. 21. Estes se aproximaram de Filipe (aquele de Betsaida da Galileia) e rogaram-lhe: “Senhor, quiséramos ver Jesus”. 22. Filipe foi e falou com André. Então, André e Filipe o disseram ao Senhor. 23. Respondeu-lhes Jesus: “É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado. 24. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto. 25. Quem ama a sua vida, irá perdê-la; mas quem odeia a sua vida neste mundo, irá conservá-la para a vida eterna. 26. Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará. 27. Agora, a minha alma está perturbada. Mas que direi?… Pai, salva-me desta hora… Mas é exatamente para isso que vim a esta hora. 28. Pai, glorifica o teu nome!” Nisso veio do céu uma voz: “Já o glorifiquei e tornarei a glorificá-lo”. 29. Ora, a multidão que ali estava, ao ouvir isso, dizia ter havido um trovão. Outros replicavam: “Um anjo falou-lhe”. 30. Jesus disse: “Essa voz não veio por mim, mas sim por vossa causa. 31. Agora é o juízo deste mundo; agora será lançado fora o príncipe deste mundo. 32. E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim”. 33. Dizia, porém, isto, significando de que morte havia de morrer.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da V Semana da Quaresma (dia 17 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Jr 31,31-34) que o Senhor pode incutir sua Lei, gravá-la nos corações dos eleitos para constituírem o seu povo.
Cumpre-nos, pois, invocar o Senhor para que imprima a sua lei em nossos corações, de modo que a cada dia mais realizemos tudo em conformidade com sua santa vontade, cientes de que fomos feitos à sua imagem e semelhança (conforme Gn 1,26).
Invoquemos o Senhor para que perdoe nossas faltas e irradie sobre todo o orbe sua graça santificante, incutindo sua Lei, gravando-a nos corações de todos, de modo que a nova e derradeira aliança seja efetivamente honrada, respeitada, fielmente cumprida!
Que cada vez mais pessoas aprendam a conhecer o Senhor e a viver fielmente em conformidade com seus desígnios divinos que levam a usufruir a mais alta felicidade possível nesta vida e ao mesmo preparam para fruir a felicidade eterna.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 50,3-4.12-15).
As santas palavras da 2ª Leitura (Hb 5,7-9) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus, nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que tudo pode, tendo sido atendido pela sua piedade. E muito embora fosse filho de Deus, aprendeu a obediência, aceitando os sofrimentos por que passou e a seu termo se tornou autor da salvação eterna para todos os que o obedecem.
Cumpre-nos, portanto, obedecer Jesus, empenhando-nos denodadamente para absorver e colocar em prática da forma mais elevada possível tudo o que ensinou e seguir o seu supremo exemplo de amor, doando nossas vidas, de acordo com a vocação específica a que fomos chamados.
O Santo Evangelho (Jo 12,20-33) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus manifestou aos seus discípulos que havia chegado a hora de ser glorificado, afirmando que se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, permanece solitário, porém se morrer transforma-se prolificamente, pois germina e produz muito fruto. Asseverou que quem ama com apego a própria vida, a perde, desperdiçando o seu potencial para frutificar. Porém aquele que não ama sua vida com apego, produz muitos frutos e a conserva para a vida eterna.
Concita-nos a servi-lo, segui-lo e obedecê-lo, trilhando os caminhos que ele trilhou, com a promessa de que como recompensa o Pai celeste honrará seus seguidores com o que há de mais elevado. Em que pese as dores, os desafios, as provações, as adversidades, as situações profundamente angustiantes que tenhamos que passar; que a exemplo de Jesus, nos resignemos e façamos tudo o que for necessário realizar, para a honra e glória de Deus.
O Pai glorificou Jesus e pelo seu sacrifício nos tornamos seus co-herdeiros, pela fé na sua Palavra – e com ele também seremos glorificados. Quando nos unimos a Jesus, é lançado fora de nossas vidas o príncipe deste mundo, que deixa de ter o poder escravizante que exerce sobre nós com suas seduções, tentações e incitações ao pecado.
Jesus, elevado na cruz, atraiu todos, concitando todos os seres humanos a segui-lo; com seu imenso amor – que chegou ao ponto de dar a própria vida para nos salvar – objetiva proporcionar que venhamos a usufruir a vida plena, em sintonia com a santa vontade do Pai celestial.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura e Salmo
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da V Semana da Quaresma (dia 17 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Jr 31,31-34) que vós podeis incutir vossa Lei, gravá-la nos corações dos eleitos para constituírem o vosso povo.
Invocamo-vos para que imprimais vossa lei em nossos corações, de modo que a cada dia mais realizemos tudo em conformidade com vossa santa vontade, cientes de que fomos feitos à vossa imagem e semelhança (conforme Gn 1,26). Invocamo-vos para que perdoeis nossas faltas e irradieis sobre todo o orbe vossa graça santificante, incutindo vossa Lei, gravando-a nos corações de todos, de modo que a nova e derradeira aliança seja efetivamente honrada, respeitada e fielmente cumprida!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vivamos vigilantes e intensamente orantes, elevando aos céus frequentes clamores para que cada vez mais pessoas aprendam a conhecer-vos e a viver fielmente em conformidade com vossos desígnios divinos, os quais levam a usufruir a mais alta felicidade possível nesta vida e ao mesmo preparam para fruir a felicidade eterna.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 50,3-4.12-15): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. 4. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. 12. Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza. 13. De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito. 14. Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa. 15. Então, aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores.
Segunda Leitura
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da V Semana da Quaresma (dia 17 de março de 2024), que compelem-nos em especial na 2ª Leitura (Hb 5,7-9) a impregnar-nos da consciência de que Jesus, nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que tudo pode, tendo sido atendido pela sua piedade. E muito embora fosse filho de Deus, aprendeu a obediência, aceitando os sofrimentos por que passou e a seu termo se tornou autor da salvação eterna para todos os que o obedecem.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que obedeçamos Jesus, empenhando-nos denodadamente para absorver e colocar em prática da forma mais elevada possível tudo o que ensinou e seguir o seu supremo exemplo de amor, doando nossas vidas, de acordo com a vocação específica a que fomos chamados.
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da V Semana da Quaresma (dia 17 de março de 2024), que compele-nos em especial no Santo Evangelho (Jo 12,20-33) a impregnar-nos da consciência de que Jesus manifestou aos seus discípulos que havia chegado a hora de ser glorificado, afirmando que se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, permanece solitário, porém se morrer transforma-se prolificamente, pois germina e produz muito fruto.
Asseverou que quem ama com apego a própria vida, a perde, desperdiçando o seu potencial para frutificar. Porém aquele que não ama sua vida com apego, produz muitos frutos e a conserva para a vida eterna, cumprindo-nos para isso seguir e obedecer Jesus, trilhando os caminhos que ele trilhou, cientes da promessa de que como recompensa o Pai celeste honrará seus seguidores com o que há de mais elevado.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para, apesar das dores, dos desafios, das provações, das adversidades, das situações profundamente angustiantes que tenhamos que passar; que a exemplo de Jesus, nos resignemos e façamos tudo o que for necessário realizar, para a honra e glória de Deus.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes de que o Pai glorificou Jesus e pelo seu sacrifício nos tornamos seus co-herdeiros, pela fé na sua Palavra – e com ele também seremos glorificados. Quando nos unimos a Jesus, é lançado fora de nossas vidas o príncipe deste mundo, que deixa de ter o poder escravizante que exerce sobre nós com suas seduções, tentações e incitações ao pecado.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Jesus, elevado na cruz, atraiu todos, concitando todos os seres humanos a segui-lo; com seu imenso amor – que chegou ao ponto de dar a própria vida para nos salvar – objetiva proporcionar que venhamos a usufruir a vida plena, em sintonia com a santa vontade do Pai celestial.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 17 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-17-de-marco-2/>]

Santa Gertrudes de Nivelles
Gertrudes nasceu no povoado de Brabante, na cidade de Nivelles, Bélgica, no ano 626. Seu pai era Pepino de Landen, um homem rico e influente, descendente de Carlos Magno. Sua mãe era Ida, nobre e muito religiosa, que depois da morte do marido, fundou o duplo mosteiro de Nivelles, masculino e feminino, dos quais foi a abadessa até a morte. As filhas Gertrudes e Begga também fizeram os votos e vestiram o hábito, passando a viver no mosteiro, ao seu lado. Após a morte da abadessa, Gertrudes foi eleita a sucessora, tinha apenas vinte anos de idade. Mas, como o poder não a atraia, delegou-o a um dos monges, que passou a administrar ambos os mosteiros, enquanto ela ficou apenas com o título.
Gertrudes reservou para si a tarefa de instruir Irmãos e Irmãs, preparando-os na fé e motivando-os para a difusão da Palavra de Cristo. Isso significava um enorme esforço de sua parte pois viviam numa época de ignorância, e superstições. Um eclipse, por exemplo, era considerado um fenômeno sobrenatural e motivo de alarde para todos os camponeses, mesmo os instruídos na fé cristã.
Ela iniciou com vigor um grande processo de reformulação de ambos os mosteiros, chamando, da Irlanda, monges teólogos, os mais versados nas Sagradas Escrituras, para fundamentar essa reciclagem. Empregou toda a fortuna da família, bem como utilizou toda sua influência para esse intento. Mandou, vários emissários a Roma para trazerem livros, não só de cunho litúrgico, ampliando muito a biblioteca. A missão de Gertrudes se tornara uma luta para a difusão da doutrina católica através da instrução e pôde retirar o véu da ignorância que envolvia tanto o clero como os habitantes em geral.
Com tanta sabedoria e predisposição para a santidade, ela adquiriu muitos dons especiais tendo visões, revelações e graças, durante suas orações contemplativas, seguidas de jejuns e penitências constantes. Devota de Maria e Jesus Crucificado, seus sacrifícios eram pelas almas do purgatório, que lhe apareciam durante as orações sob a forma de ratos negros, mas ao final se transformavam em dourados, simbolizando sua salvação pela Misericórdia de Deus. Essas visões ela comentava com as monjas, estimulando as preces à essas almas abandonadas. Por isso, nas suas representações existe sempre um rato ao seu redor. Os devotos, ainda hoje, a evoca contra as invasões de ratos e o medo que eles provocam.
Entretanto, o que mais a destacava era a sua profunda capacidade de compreender os anseios das almas. Por isso, Gertrudes se revelou uma eficaz pacificadora, ao interpelar os “senhores” locais que guerreavam entre si. Suas palavras, dotadas de sabedoria e autoridade, traziam constrangimento à eles, que partiam para o diálogo e conciliação.
As guerras pacificadas e o alívio ao povo sofrido fortaleceram sua fama de santidade em vida e gerou muitas tradições e venerações populares. Quando uma guerra era apaziguada, os oponentes brindavam juntos com o excelente vinho daquela região. O povo chamava a bebida de “Filtro de Santa Gertrudes”, pois segundo a crença, a bebida era um “remédio” contra a guerra e o ódio.
Ela morreu em Nivelles, no dia 17 de março de 659, aos trinta e três anos e o seu culto foi imediato. Entretanto, o precioso relicário que continha seus restos mortais foi destruído num bombardeio, em 1940, que atingiu a basílica que o guardava. O que não diminuiu em nada sua veneração no mundo católico, que continua festejando Santa Gertrudes nesse dia.

São Patrício
Há poucos dados sobre a origem de Patrício, mas os que temos foram tirados do seu livro autobiográfico “Confissão”. Nele, Patrício diz ter nascido numa vila de seu pai, situada na Inglaterra ou Escócia, no ano 377. Era filho de Calpurnius. Apesar de ter nascido cristão, só na adolescência passou a professar a fé.
Aos dezesseis anos, foi raptado por piratas irlandeses e vendido como escravo. Levado para a Irlanda foi obrigado a executar duros trabalhos em meio a um povo rude e pagão. Por duas vezes Patrício tentou a fuga, até que na terceira vez conseguiu se libertar. Embarcou para a Grã-Bretanha e depois para a Gália, atual França, onde frequentou vários mosteiros e se habilitou para a vida monástica e missionária.
A princípio, acompanhou São Germano do mosteiro de Auxerre, numa missão apostólica na Grã-Bretanha. Mas seu destino parecia mesmo ligado à Irlanda, mesmo porque sua alma piedosa desejava evangelizar aquela nação pagã, que o escravizara. Quando faleceu o Bispo Paládio, responsável pela missão no país, o Papa Celestino I o convocou para dar seguimento à missão. Foi consagrado bispo e viajou para a “Ilha Verde”, no ano 432.
Sua obra naquelas terras ficará eternamente gravada na História da Igreja Católica e da própria Humanidade, pois mudou o destino de todo um povo. Em quase três décadas, o bispo Patrício converteu praticamente todo o país. Não contava com apoio político e muito menos usou de violência contra os pagãos. Com isso, não houve repressão também contra os cristãos. O próprio rei Leogário deu o exemplo maior, possibilitando a conversão de toda sua corte. O trabalho desse fantástico e singelo bispo foi tão eficiente que o catolicismo se enraizou na Irlanda, vendo nos anos seguintes florescer um grande número de Santos e evangelizadores missionários.
O método de Patrício para conseguir tanta conversão foi a fundação de incontáveis mosteiros. Esse método foi imitado pela Igreja também na Inglaterra e na evangelização dos alemães do norte da Europa. Promovendo por toda parte a construção e povoação de mosteiros, o bispo Patrício fez da Ilha um centro de irradiação de fé e cultura. Dali partiram centenas de monges missionários que peregrinaram por terras estrangeiras levando o Evangelho. Temos, como exemplo, a atuação dos célebres apóstolos Columbano, Galo, Willibrordo, Tarásio, Donato e tantos outros.
A obra do bispo Patrício interferiu tanto na cultura dos irlandeses, que as lendas heróicas desse povo falam sempre de monges simples com suas aventuras, prodígios e graças, enquanto outras nações têm como protagonistas seus reis e suas façanhas bélicas.
Patrício morreu no dia 17 de março de 461, na cidade de Down, atualmente Downpatrick. Até hoje, no dia de sua festa os irlandeses fixam à roupa um trevo, cuja folha se divide em três, numa homenagem ao venerado São Patrício que o usava para exemplificar melhor o sentido do mistério da Santíssima Trindade: “um só Deus em três pessoas”.
A data de 17 de março há séculos marca a festa de São Patrício, a glória da Irlanda. Os irlandeses sempre sentiram um enorme orgulho de sua pátria, tanto, por ter ela nascido na chamada Ilha dos Santos, quanto, por ter sido convertida pelo venerado bispo. Só na Irlanda existem duzentos santuários erguidos em honra a São Patrício, seu padroeiro.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 17 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início da Epístola aos Hebreus 1, 1 – 2, 4
O Filho de Deus, herdeiro de todo o universo
e exaltado acima dos Anjos
Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo. Sendo o Filho esplendor da sua glória e imagem da sua substância, tudo sustenta com a sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-Se à direita da majestade no alto dos Céus, e ficou tanto acima dos Anjos, quanto mais sublime que o deles é o nome que recebeu em herança.
A qual dos Anjos, com efeito, disse Deus alguma vez: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei»? E ainda: «Eu serei para Ele um Pai e Ele será para Mim um Filho»? E de novo, quando introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: «Adorem-no todos os Anjos de Deus». Acerca dos Anjos declara: «Faz dos seus Anjos espíritos, e dos seus ministros chamas de fogo». Mas ao Filho diz: «O teu trono, ó Deus, permanece eternamente; de justiça é o teu ceptro real. Amais a justiça e odiais a iniquidade. Por isso Deus Vos ungiu com o óleo da alegria, de preferência aos vossos companheiros». E ainda: «No princípio, Senhor, criastes a terra, e o céu é obra das vossas mãos. Eles perecerão, mas Vós permaneceis; todos eles envelhecerão como um vestido; e Vós os enrolareis como um manto, como um vestido que se muda. Vós, porém, sois sempre o mesmo, e os vossos anos não têm fim». A qual dos Anjos disse Ele alguma vez: «Senta-Te à minha direita, até que Eu faça dos teus inimigos escabelo de teus pés»? Não são todos eles espíritos encarregados dum ministério, enviados em serviço, por causa daqueles que devem receber a salvação em herança?
Por isso devemos prestar mais atenção aos ensinamentos que ouvimos, para não nos extraviarmos. Porque, se a palavra anunciada pelos Anjos se mostrou tão firme, e toda a transgressão e desobediência receberam justa sanção, como escaparemos nós, se negligenciarmos semelhante salvação? Esta, que começou a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada por aqueles que a ouviram, e comprovada ainda pelo testemunho de Deus, com sinais, prodígios e milagres diversos, e pelos dons do Espírito Santo distribuídos segundo a sua vontade.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Cartas pascais de Santo Atanásio, bispo
(Ep. 14, 1-2: PG 26, 1419-1420) (Sec. IV)
Celebremos com palavras e obras
a festa do Senhor que se aproxima
Está perto o Verbo de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, que Se fez tudo para todos nós e promete estar conosco para sempre. Assim o afirmou solenemente: Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo. E porque Se quis fazer tudo para nós, Ele é o nosso pastor, sumo sacerdote, caminho e porta, e é também a nossa festa e solenidade, como diz o Apóstolo: Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Cristo, esperança dos homens, veio ao nosso encontro, dando novo sentido às palavras do salmista: Vós sois a minha alegria: livrai-me daqueles que me rodeiam. Esta é a verdadeira alegria, esta é a verdadeira solenidade: vermo-nos livres do mal. Para o conseguir, esforce-se cada um por viver em santidade e medite interiormente na paz e no temor de Deus.
Os Santos, enquanto viviam neste mundo, estavam sempre alegres, como em contínua festa. Um deles, o bem-aventurado David, levantava-se de noite, não uma mas sete vezes, para tornar a Deus propício com as suas orações. Outro, o grande Moisés, exprimia a sua alegria entoando hinos e cânticos de louvor a Deus pela vitória alcançada sobre o Faraó e sobre todos os que tinham oprimido o povo hebreu. Outros ainda, dedicavam-se alegremente ao exercício contínuo do culto sagrado, como o grande Samuel e o bem-aventurado Elias.
Todos eles, pelo mérito das suas obras, alcançaram já a liberdade e celebram no Céu a festa eterna. Alegram-se com a lembrança da sua peregrinação terrena, vivida entre as sombras do que havia de vir e, passado o tempo das figuras, contemplam agora a verdadeira realidade.
E nós, que nos preparamos para a grande solenidade, que caminho havemos de seguir? Ao aproximarem-se as festas pascais, a quem tomaremos por guia? Nenhum outro com certeza, irmãos caríssimos, senão Aquele a quem chamamos «Nosso Senhor Jesus Cristo» e que disse: Eu sou o caminho. É Ele, como diz São João, que tira o pecado do mundo; é Ele que purifica as nossas almas, como declara o profeta Jeremias: Detende os vossos passos e observai; vede qual é o bom caminho e segui-o, e encontrareis a conversão das vossas almas.
Outrora, era com o sangue de cabritos e a cinza de vitelos que se aspergiam os que estavam impuros, mas só os corpos ficavam purificados. Agora, pela graça do Verbo de Deus, alcançamos a purificação total. Se seguimos a Cristo, poderemos sentir-nos desde já nos átrios da Jerusalém celeste e saborear de antemão as primícias daquela festa eterna. Assim fizeram os Apóstolos, que foram e continuam a ser os mestres desta graça divina, porque seguiram o Salvador: Vede como deixámos tudo e Vos seguimos.
Sigamos também nós o Senhor; preparemo-nos para celebrar a festa do Senhor, não só com palavras mas também com obras.
LEITURA BREVE
Lev 23, 4-7
Estas são as festas do Senhor, as assembleias santas que haveis de convocar no devido tempo: Ao entardecer do décimo quarto dia do primeiro mês é a Páscoa do Senhor. E no décimo quinto dia desse mês, será a Festa dos Ázimos do Senhor; comereis ázimos durante sete dias. No primeiro desses dias, tereis assembleia santa; não fareis nenhum trabalho servil.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 4, 10-11
Levamos sempre e por toda a parte no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, a fim de que se manifeste também no nosso corpo a vida de Jesus. Porque, estando ainda vivos, somos constantemente entregues à morte por causa de Jesus, para que se manifeste também na nossa carne mortal a vida de Jesus.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 4, 13-14
Alegrai-vos na medida em que participais nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 10-11
O Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua eterna glória em Cristo Jesus, depois de terdes sofrido um pouco, vos restabelecerá, vos aperfeiçoará, vos fortificará e vos tornará inabaláveis. A ele o poder e a glória pelos séculos dos séculos. Amém!
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Atos 13, 26-30a
Irmãos, a nós foi dirigida esta palavra de salvação. Na verdade, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-O, cumpriram as palavras dos Profetas que se lêem cada sábado. Embora não tivessem encontrado nada que merecesse a morte, pediram a Pilatos que O mandasse matar. Cumprindo tudo o que estava escrito acerca d’Ele, desceram-no da cruz e depuseram-no no sepulcro. Mas Deus ressuscitou-o dos mortos.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
