“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE MARÇO DE 2024
18 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 20 DE MARÇO DE 2024
20 de março de 2024TERÇA-FEIRA – SÃO JOSÉ ESPOSO DE MARIA E PADROEIRO DA IGREJA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4305-liturgia-de-19-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Eis o servo fiel e prudente, a quem o Senhor confiou a sua casa (Lc 12,42).
Coleta
– Deus todo-poderoso, na aurora dos novos tempos, confiastes a São José o cuidado dos mistérios da salvação humana; por sua interseção, concedei à vossa Igreja conservá-los fielmente e levá-los à plenitude. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 2Sm 7,4-5.12-14.16
Salmo Responsorial: Sl 88,2-5.27.29.37
– Eis que a sua descendência durará eternamente.
2ª Leitura: Rm 4,13.16-18.22
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 1,16.18-21.24a
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo palavra de Deus!
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo palavra de Deus!
– Felizes os que habitam vossa casa, para sempre eles hão de louvar! (Sl 83,5)
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo palavra de Deus!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (2Sm 7,4-5.12-14.16): Mas a palavra do Senhor foi dirigida a Natã naquela mesma noite, e dizia: 5. Vai e dize ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor: Não és tu quem me edificará uma casa para eu habitar. 12. Quando chegar o fim de teus dias e repousares com os teus pais, então suscitarei depois de ti a tua posteridade, aquele que sairá de tuas entranhas, e firmarei o seu reino. 13. Ele me construirá um templo, e firmarei para sempre o seu trono real. 14. Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma falta, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de homens. 16. Tua casa e teu reino estão estabelecidos para sempre diante de mim, e o teu trono está firme para sempre
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 88,2-5.27.29.37): Cantarei, eternamente, as bondades do Senhor; minha boca publicará sua fidelidade de geração em geração. 3. Com efeito, vós dissestes: “A bondade é um edifício eterno”. Vossa fidelidade firmastes no céu. 4. “Concluí – dizeis vós –, uma aliança com o meu eleito; liguei-me por juramento a Davi, meu servo. 5. Conservarei tua linhagem para sempre, manterei teu trono em todas as gerações.” 27. Ele me invocará: ‘Vós sois meu Pai, vós sois meu Deus e meu rochedo protetor. 29.Assegurado lhe estará o favor eterno, e indissolúvel será meu pacto com ele. 37. Sua posteridade permanecerá eternamente, e seu trono, como o sol, subsistirá diante de mim.
2ª Leitura (Rm 4,13.16-18.22): Com efeito, não foi em virtude da lei que a promessa de herdar o mundo foi feita a Abraão ou à sua posteridade, mas em virtude da justiça da fé. 16.Logo, é pela fé que alguém se torna herdeiro. Portanto, gratuitamente; e a promessa é assegurada a toda a posteridade de Abraão, não somente aos que procedem da lei, mas também aos que possuem a fé de Abraão, que é pai de todos nós.17. Em verdade, está escrito: Eu te constituí pai de muitas nações (Gn 17,5); (nosso pai, portanto) diante dos olhos daquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que estão no nada. 18.Esperando, contra toda a esperança, Abraão teve fé e se tornou pai de muitas nações, segundo o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência (Gn 15,5). 22.Eis por que sua fé lhe foi contada como justiça.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 1,16.18-21.24a): Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. 18. Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. 19. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. 20. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. 21. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados”. 24. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Terça-Feira da V Semana da Quaresma (dia 21 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (2Sm 7,4-5.12-14.16) que, diante da manifestação de Davi ao profeta Natã de que desejava fazer para a arca de Deus um templo de cedro, Natã foi orientado pelo Senhor – que alçou Davi da condição de pastor de ovelhas a rei, que o protegeu e assistiu no enfrentamento de todos os seus inimigos, que designou um lugar para o povo de Israel e ali o fixou e protegeu – a dizer a Davi que suscitaria um filho para firmar seu reino e construir-lhe um templo; teria com ele um relacionamento de pai para filho; que o castigaria se cometesse alguma falta, mas não lhe tiraria sua graça.
Tais palavras concitam-nos a atuarmos cientes de que, do mesmo modo que o Senhor deu a paz a Davi, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam, do mesmo modo fará conosco, se nos mantivermos fiéis. A promessa feita a Davi de que lhe suscitaria um filho para firmar seu reino e que não lhe tiraria sua graça se estendeu de modo muito mais elevado do que Davi poderia atinar naquela oportunidade. A promessa se cumpriu com Salomão, porém da descendência de Davi nasceu São José, pai adotivo de Jesus, Filho de Deus.
Eis o cumprimento pleno da promessa: o Reino de Deus está estabelecido para sempre, sendo o seu rei nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus, o Rei do Universo! Cumpre-nos servi-lo, acatar o seu senhorio e seguir as suas orientações, com o que tudo se ordenará de forma harmônica e salutar em nossas vidas. E à medida que mais e mais pessoas o fizerem, teremos uma sociedade divinamente ordenada e salutar. E do mesmo modo em sentido contrário: quanto mais distantes dele e de seus desígnios a humanidade se tornar, mais desordenada e doentia se tornará.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 88,2-5.27.29.37).
As santas palavras da 2ª Leitura (Rm 4,13.16-18.22) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que a fé nos torna herdeiros do Reino de Deus. Foi pela fé que Abraão foi justificado e a promessa a ele feita – de herdar o mundo e nele reinar como sacerdote do Senhor – é assegurada para toda a sua posteridade (conforme Ex 19,6; 1Pdr 2,9; Ap 1,6).
Abraão, pela sua fé, foi constituído pai de muitas nações pelo Deus que vivifica os mortos e chama à existência aquilo que está no nada. Mantendo a esperança em situações nas quais todas as probabilidades apontavam para o desespero, Abraão manteve a fé e se tornou pai de muitas nações, tendo se cumprido a aliança, a promessa que o Senhor Deus lhe fez.
Cumpre-nos, pois, assumir o compromisso de manter a fé, não nos desesperarmos, mas permanecer, perseverar na Palavra de Deus, por mais desoladores que os cenários possam se apresentar aos olhos humanos. Deus é maior e não faltará! Que nada nos demova dessa certeza de fé!
O Santo Evangelho (Mt 1,16.18-21.24a) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que as Sagradas Escrituras afirmam que José, filho de Jacó, descendente de Davi, foi esposo de Maria, da qual nasceu Jesus Cristo. Para plena clareza, o versículo 18 afirma inequivocamente e o versículo 21 reitera que antes de coabitarem, ela concebeu do Espírito Santo.
José foi orientado por um anjo do Senhor em sonhos a não temer receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Anunciou o anjo que a esse filho caberia o nome de Jesus, sendo sua missão salvar o povo de seus pecados. José fez como o anjo lhe havia dito.
Cabe-nos, a exemplo do castíssimo São José, mantermos uma vida pura, para que a graça divina possa nos alcançar até mesmo durante o sono, com sonhos que possam vir a sinalizar os caminhos que cumpre-nos percorrer. E que sejamos, como foi São José, fielmente obedientes às orientações divinas.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura e Salmo
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Terça-Feira da V Semana da Quaresma (dia 19 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (2Sm 7,4-5.12-14.16) que, diante da manifestação de Davi ao profeta Natã de que desejava fazer para a arca de Deus um templo de cedro, Natã foi orientado por vós – que alastes Davi da condição de pastor de ovelhas a rei, que o protegeu e assistiu no enfrentamento de todos os seus inimigos, que designou um lugar para o povo de Israel e ali o fixou e protegeu – a dizer a Davi que suscitaria um filho para firmar seu reino e construir-lhe um templo; teria com ele um relacionamento de pai para filho; que o castigaria se cometesse alguma falta, mas não lhe tiraria sua graça.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para reconhecer tudo o que fizestes em nossas vidas; que busquemos conselho com pessoas qualificadas para serem portadoras de vossa palavra e assim possamos orientar nossas vidas conforme vossos desígnios.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que, do mesmo modo que o Senhor deu a paz a Davi, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam, do mesmo modo fará conosco, se nos mantivermos fiéis. A promessa feita a Davi de que lhe suscitaria um filho para firmar seu reino e que não lhe tiraria sua graça se estendeu de modo muito mais elevado do que Davi poderia atinar naquela oportunidade. A promessa se cumpriu com Salomão, porém da descendência de Davi nasceu São José, pai adotivo de Jesus, Filho de Deus. Eis o cumprimento pleno da promessa: o Reino de Deus está estabelecido para sempre, sendo o seu rei nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus, o Rei do Universo!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para servi-lo, acatar o seu senhorio e seguir as suas orientações, com o que tudo se ordenará de forma harmônica e salutar em nossas vidas. E à medida que mais e mais pessoas o fizerem, teremos uma sociedade divinamente ordenada e salutar. E do mesmo modo em sentido contrário: quanto mais distantes dele e de seus desígnios a humanidade se tornar, mais desordenada e doentia se tornará.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 88,2-5.27.29.37): Cantarei, eternamente, as bondades do Senhor; minha boca publicará sua fidelidade de geração em geração. 3. Com efeito, vós dissestes: “A bondade é um edifício eterno”. Vossa fidelidade firmastes no céu. 4. “Concluí – dizeis vós –, uma aliança com o meu eleito; liguei-me por juramento a Davi, meu servo. 5. Conservarei tua linhagem para sempre, manterei teu trono em todas as gerações.” 27. Ele me invocará: ‘Vós sois meu Pai, vós sois meu Deus e meu rochedo protetor. 29.Assegurado lhe estará o favor eterno, e indissolúvel será meu pacto com ele. 37. Sua posteridade permanecerá eternamente, e seu trono, como o sol, subsistirá diante de mim.
Segunda Leitura
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Terça-Feira da V Semana da Quaresma (dia 19 de março de 2024), que esclarece em especial na 2ª Leitura (Rm 4,13.16-18.22) que a fé nos torna herdeiros do Reino de Deus. Foi pela fé que Abraão foi justificado e a promessa a ele feita – de herdar o mundo e nele reinar como sacerdote do Senhor – é assegurada para toda a sua posteridade (conforme Êx 19,6; 1Pdr 2,9; Ap 1,6).
Abraão, pela sua fé, foi constituído pai de muitas nações pelo Deus que vivifica os mortos e chama à existência aquilo que está no nada. Mantendo a esperança em situações nas quais todas as probabilidades apontavam para o desespero, Abraão manteve a fé e se tornou pai de muitas nações, tendo se cumprido a aliança, a promessa que o Senhor Deus lhe fez.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que mantenhamos a fé, não nos desesperemos, mas permaneçamos perseverantes na Palavra de Deus, por mais desoladores que os cenários possam se apresentar aos olhos humanos. Deus é maior e não faltará! Que nada nos demova dessa certeza de fé!
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Terça-Feira da V Semana da Quaresma (dia 19 de março de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Mt 1,16.18-21.24a) que as Sagradas Escrituras afirmam que José, filho de Jacó, descendente de Davi, foi esposo de Maria, da qual nasceu Jesus Cristo. Para plena clareza, o versículo 18 afirma inequivocamente e o versículo 21 reitera que antes de coabitarem, ela concebeu do Espírito Santo.
José foi orientado por um anjo do Senhor em sonhos a não temer receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Anunciou o anjo que a esse filho caberia o nome de Jesus, sendo sua missão salvar o povo de seus pecados. José fez como o anjo lhe havia dito.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo do castíssimo São José, mantenhamos uma vida pura, para que a graça divina possa nos alcançar até mesmo durante o sono, com sonhos que possam vir a sinalizar os caminhos que cumpre-nos percorrer. E que sejamos, como foi São José, fielmente obedientes às orientações divinas.
Cremos, Senhor, mas aumentai e nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 19 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-19-de-marco-2/>]

São José
Do esposo de Maria sabemos somente aquilo que nos dizem os evangelistas Mateus e Lucas, mas é o que basta para colocar esse incomparável “homem justo” na mais alta cátedra de santidade e de nossa devoção, logo abaixo da Mãe de Jesus.
Venerado desde os primeiros séculos no Oriente, seu culto se difundiu no Ocidente somente no século IX, mas num crescendo não igual ao de outros santos. Em 1621, Gregório XV declarou de preceito a festa litúrgica deste dia; Pio IX elegeu são José padroeiro da Igreja, e os papas sucessivos o enriqueceram de outros títulos, instituindo uma segunda comemoração no dia 1º de maio, ligada a seu modesto e nobre ofício de artesão.
O privilégio de ser pai adotivo do Messias constitui o título mais alto concedido a um homem.
O extraordinário evento da Anunciação e da divina maternidade de Maria – da qual foi advertido pelo anjo depois da sofrida decisão de repudiar a esposa – coloca são José sob uma luz de simpatia humana, em razão do papel de devoto defensores da incolumidade da Virgem Mãe, mistério prenunciado pelos profetas, mas acima da inteligência humana.
Resolvido o angustiante dilema, José não se questiona. Cumpre as prescrições da lei: dirige-se a Belém para recenseamento, assiste Maria no parto, acolhe os pastores e os reis Magos com útil disponibilidade, conduz a salvo Maria e o Menino para subtraí-lo do sanguinário Herodes, depois volta à laboriosa quietude da casinha de Nazaré, partilhando alegrias e dores comuns a todos os pais de família que deviam ganhar o pão com o suor de sua fronte. Nós o revemos na ansiosa procura de Jesus, que ele conduz ao templo por ter cumprido os 12 anos de idade.
Enfim, o Evangelho se despede dele com uma imagem rica de significado, que coloca mais de um tema para nossa reflexão: Jesus, o filho de Deus, o Messias esperado, obedece a ele e a Maria, crescendo em sabedoria, idade e graça.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 19 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Hebreus 11, 1-16
A fé dos santos patriarcas
Irmãos: A fé é a garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se vêem. Ela valeu aos antigos um bom testemunho. Pela fé, compreendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus e que as coisas visíveis provieram do invisível.
Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim e mereceu ser chamado justo, porque Deus aceitou os seus dons; e por ela, depois de morto, ele fala ainda.
Pela fé, Henoc foi arrebatado, para não ver a morte, e não mais foi encontrado, porque Deus o arrebatou; antes de ser arrebatado, recebeu o testemunho de que tinha agradado a Deus. Sem a fé, não é possível agradar a Deus, porque aquele que se aproxima de Deus deve acreditar que Ele existe e recompensa aqueles que O procuram.
Pela fé, tendo sido divinamente avisado sobre as coisas que ainda não se viam, Noé construiu, com religioso temor, uma arca para salvar a sua família. Pela fé, condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que se obtém pela fé.
Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento e partiu para uma terra que viria a receber como herança; e partiu sem saber para onde ia. Pela fé, morou como estrangeiro na terra prometida, habitando em tendas, com Isaac e Jacob, herdeiros como ele da mesma promessa, porque esperava a cidade de sólidos fundamentos, cujo arquiteto e construtor é Deus.
Pela fé, também Sara recebeu o poder de ser mãe já depois de passada a idade, porque acreditou na fidelidade daquele que o prometeu. Por isso, de um só homem – um homem que a morte já espreitava – nasceram descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e inumeráveis como a areia que há na praia do mar.
Todos eles morreram na fé, sem terem obtido a realização das promessas. Mas vendo-as e saudando-as de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.
Aqueles que assim falam, mostram claramente que procuram uma pátria. Se pensassem na pátria de onde tinham saído, teriam tempo de voltar para lá. Mas eles aspiravam a uma pátria melhor, que era a pátria celeste. Por isso, Deus não Se envergonha de Se chamar seu Deus, porque lhes preparou uma cidade.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Bernardino de Sena, presbítero
(Sermo 2, de S. Ioseph: Opera 7, 16. 27-30) (Sec. XV)
Guarda fiel e providente
É esta a regra geral de todas as graças singulares concedidas a qualquer criatura racional: quando a divina providência escolhe alguém para uma graça singular ou para um estado elevado, concede à pessoa assim eleita todos os carismas que são necessários ao seu ministério.
Isto verificou-se de forma eminente em São José, pai putativo do Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do mundo e Senhora dos Anjos, que foi escolhido pelo Eterno Pai para guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. E fidelissimamente desempenhou este ofício; por isso lhe disse o Senhor: Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor.
Consideremos São José diante de toda a Igreja de Cristo: não é acaso ele o homem eleito e singular, por meio do qual e sob o qual, de modo ordenado e honesto, se realizou a entrada de Cristo no mundo? Se portanto toda a Santa Igreja é devedora à Virgem Mãe, porque por meio dela recebeu Cristo, assim também, logo a seguir a ela, deve a São José uma singular gratidão e reverência.
Ele é na verdade o termo da Antiga Aliança, nele a dignidade dos Patriarcas e dos Profetas alcança o fruto prometido.
Ele é o único que realmente alcançou aquilo que a divina condescendência lhes tinha prometido. E não devemos duvidar que a intimidade, a reverência e a sublime dignidade que Cristo lhe tributou, enquanto procedeu na terra como filho para com seu pai, decerto também a não negou no Céu, mas antes a completou e consumou.
Por isso não é sem motivo que o Senhor lhe diz: Entra na alegria do teu Senhor. De facto, apesar de ser a alegria da bem-aventurança eterna que entra no coração do homem, o Senhor prefere dizer-lhe: Entra na alegria, para insinuar misteriosamente que a alegria não está só dentro dele, mas o circunda de todos os lados e o absorve e submerge como abismo sem fim.
Lembrai-vos de nós, São José, e intercedei com as vossas orações junto do vosso Filho; tornai-nos também propícia a Virgem vossa Esposa, que é a Mãe d’Aquele que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos sem fim, Amém!
LEITURA BREVE
2 Sam 7, 28-29
Senhor Deus, vós que sois Deus e dizeis palavras de verdade, fizestes esta admirável promessa ao vosso servo. Agora dignai-vos abençoar a casa do vosso servo, para que ela permaneça sempre diante de vós. Porque vós falastes, Senhor Deus, e é pela vossa bênção que a casa do vosso servo será abençoada para sempre.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Prov 2, 7-8
O Senhor dá aos homens retos a sua proteção, é um escudo para os que vivem honestamente. Ele protege os caminhos da justiça, guarda os passos dos seus fiéis.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 10, 10
A sabedoria guiou o justo por caminhos retos e mostrou-lhe o reino de Deus; deu-lhe o conhecimento das coisas santas, ajudou-o no seu trabalho e fez frutificar os seus esforços.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Eclo 2, 18-19
Os que temem o Senhor acreditam na sua palavra, e os que o amam permanecerão no seu caminho. Os que temem o Senhor procuram agradar-Lhe, e os que o amam cumprem a sua lei.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Col 3, 23-24
Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
