“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 20 DE MARÇO DE 2024
20 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE MARÇO DE 2024
22 de março de 2024QUINTA-FEIRA DA V SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4307-liturgia-de-21-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Cristo é o mediador de uma nova aliança. Pela sua morte, aqueles que são chamados recebem a promessa da herança eterna (Hb 9,15).
Coleta
– Assisti, Senhor, aqueles que vos suplicam e guardai com solicitude os que esperam em vossa misericórdia, para que, purificados dos seus pecados, levem uma vida santa e mereçam tornar-se herdeiros das vossas promessas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Gn 17,3-9
Salmo Responsorial: Sl 104,4-9
– O Senhor se lembra sempre da Aliança!
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 8,51-59
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
– Oxalá ouvísseis hoje sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8)
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Gn 17,3-9): Abrão prostrou-se com o rosto por terra. Deus disse-lhe: 4. “Este é o pacto que faço contigo: serás o pai de uma multidão de povos. 5. De agora em diante não te chamarás mais Abrão, e sim Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de povos. 6. Tornar-te-ei extremamente fecundo, farei nascer de ti nações e terás reis por descendentes. 7. Faço aliança contigo e com tua posteridade, uma aliança eterna, de geração em geração, para que eu seja o teu Deus e o Deus de tua posteridade. 8. Darei a ti e a teus descendentes depois de ti a terra em que moras como peregrino, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o teu Deus.” 9. Deus disse ainda a Abraão: “Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu e tua posteridade nas gerações futuras.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 104,4-9): Recorrei ao Senhor e ao seu poder, procurai continuamente sua face. 5. Recordai as maravilhas que operou, seus prodígios e julgamentos por seus lábios proferidos, 6. ó descendência de Abraão, seu servidor, ó filhos de Jacó, seus escolhidos! 7. É ele o Senhor, nosso Deus; suas sentenças comandam a terra inteira. 8. Ele se lembra eternamente de sua aliança, da palavra que empenhou há mil gerações, 9. que garantiu a Abraão, e jurou a Isaac.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 8,51-59): “Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá jamais a morte.” 52 .Disseram-lhe os judeus: “Agora vemos que és possuído de um demônio. Abraão morreu, e também os profetas. E tu dizes que, se alguém guardar a tua palavra, jamais provará a morte… 53. És acaso maior do que nosso pai Abraão? E, entretanto, ele morreu… e os profetas também. Quem pretendes ser?”. 54. Respondeu Jesus: “Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus 55. e, contudo, não o conheceis. Eu, porém, o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra. 56. Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria”. 57. Os judeus lhe disseram: “Não tens ainda cinquenta anos e viste Abraão!…” 58. Respondeu-lhes Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou.” 59.A essas palavras, pegaram então em pedras para lhas atirar. Jesus, porém, se ocultou e saiu do templo.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
O Santo Evangelho (Jo 8,51-59) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus afirmou que aquele que guarda a sua palavra, terá a vida eterna. Os judeus consideraram tal afirmação fruto de possessão demoníaca, afirmando que até o próprio Abraão, pai na fé do povo judeu, havia morrido, bem como os profetas.
Jesus respondeu que é o Pai celestial quem o glorifica, o qual ele conhece e guarda a palavra. Revelou então que antes que Abraão existisse, ele já existia, o que foi considerado absurdo por seus interlocutores, que intentaram apedrejá-lo, porém Jesus se ocultou e saiu do templo.
Tal passagem revela mais uma vez a crise de discernimento e de prática da Palavra de Deus instaurada no ambiente eclesial da época entre os doutos circunstantes de Jesus. Entendidos da lei ao seu modo, sob os seus prismas e preconceitos, não conseguiam se abrir para acolher com humildade e fé o que Jesus afirmava.
A tal ponto estavam desviados do reto discernimento que até mesmo os milagres realizados por Jesus – sinais de que o Pai estava com ele – eram ignorados por eles. Desconsideravam totalmente sua magnitude, os imensos benefícios que geravam, a profunda caridade de que se revestiam…
Tais sinais divinos eram considerados por eles tão somente como infrações à lei do sábado – visto que Jesus realizou muitos milagres no sábado, pois era nesse dia da semana que encontrava, geralmente no templo ou em suas adjacências, as pessoas que necessitavam de seu auxílio divino.
Cumpre-nos impregnar-nos profundamente da consciência de que o maligno continua atuando nas mentes das pessoas incautas, descuidadas, imprudentes, que negligenciam na vigilância e na oração, caindo nos embustes e ciladas demoníacos que levam ao erro, ao engano das aparências superficiais… e, consequentemente, à grandes equivocidades na apreciação da realidade e à tomada de posições diametralmente opostas aos desígnios divinos.
Do mesmo modo que nos tempos de Jesus aqueles a quem cabia o papel de instrutores do povo na prática da fé atuavam equivocados e com posturas diametralmente opostas à vontade divina – que se expressava de forma altissonante nas obras do próprio Filho de Deus sobre o qual as Sagradas Escrituras se referiam reiteradamente, em nossos tempos um número altamente expressivo de clérigos padecem de lamentável falta de discernimento, atuando como que agentes do maligno infiltrados na própria estrutura da Igreja para subverter sua sã doutrina. A ponto de exercerem intensa pressão sobre o próprio Santo Padre para induzi-lo em erro.
Cumpre-nos aumentar a intensidade do estado de vigilância, para não sermos arrastados por tais erros; e de oração pelos membros da Igreja, para que a Trindade Santíssima intervenha e coloque termo ao movimento de infiltração da fumaça de Satanás – e consequente instauração de um processo de autodemolição da Igreja – constatado pelo Papa Paulo VI (Discurso em 29 de Junho de 1972). Oremos para que seja retomado com vigor o exercício do papel da Igreja que orienta o mundo para o divino, ao invés de conformar-se ao mundo.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura e Salmo
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Quinta-Feira da V Semana da Quaresma (dia 21 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Gn 17,3-9) que vós pactuastes uma aliança com Abraão, cuja mulher era estéril, tornando-o extremamente fecundo.
Fez dele nascer nações e ter reis por descendentes. Essa aliança se estendeu à sua posteridade, tendo vós sido fiel a ela, porém o povo que descendeu de Abraão foi terrivelmente infiel, conforme se verifica ao longo da história da salvação, tendo, por essa razão, amargado terríveis consequências, em que pese o grande amor e a imensa misericórdia com que vós o tratastes.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vigiemos e oremos para honrar a aliança divina, seguindo os mandamentos divinos sintetizados no amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos, com a clareza de que temos o privilégio do acesso ao conhecimento de tudo o que transcorreu ao longo da história da salvação, cumprindo-nos dela nos inteirarmos para não incorrer nos mesmos erros e seguir os bons exemplos, mormente dos santos.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 104,4-9): Recorrei ao Senhor e ao seu poder, procurai continuamente sua face. 5. Recordai as maravilhas que operou, seus prodígios e julgamentos por seus lábios proferidos, 6. ó descendência de Abraão, seu servidor, ó filhos de Jacó, seus escolhidos! 7. É ele o Senhor, nosso Deus; suas sentenças comandam a terra inteira. 8. Ele se lembra eternamente de sua aliança, da palavra que empenhou há mil gerações, 9. que garantiu a Abraão, e jurou a Isaac.
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Quinta-Feira da V Semana da Quaresma (dia 21 de março de 2024) que compelem-nos em especial no Santo Evangelho (Jo 8,51-59) a impregnar-nos da consciência de que Jesus afirmou que aquele que guarda a sua palavra, terá a vida eterna. Os judeus consideraram tal afirmação fruto de possessão demoníaca, afirmando que até o próprio Abraão, pai na fé do povo judeu, havia morrido, bem como os profetas.
Jesus respondeu que é o Pai celestial quem o glorifica, o qual ele conhece e guarda a palavra. Revelou então que antes que Abraão existisse, ele já existia, o que foi considerado absurdo por seus interlocutores, que intentaram apedrejá-lo, porém Jesus se ocultou e saiu do templo.
Tal passagem revela mais uma vez a crise de discernimento e de prática da Palavra de Deus instaurada no ambiente eclesial da época entre os doutos circunstantes de Jesus. Entendidos da lei ao seu modo, sob os seus prismas e preconceitos, não conseguiam se abrir para acolher com humildade e fé o que Jesus afirmava.
A tal ponto estavam desviados do reto discernimento que até mesmo os milagres realizados por Jesus – sinais de que o Pai estava com ele – eram ignorados por eles. Desconsideravam totalmente sua magnitude, os imensos benefícios que geravam, a profunda caridade de que se revestiam…
Tais sinais divinos eram considerados por eles tão somente como infrações à lei do sábado – visto que Jesus realizou muitos milagres no sábado, pois era nesse dia da semana que encontrava, geralmente no templo ou em suas adjacências, as pessoas que necessitavam de seu auxílio divino.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos profundamente da consciência de que o maligno continua atuando nas mentes das pessoas incautas, descuidadas, imprudentes, que negligenciam na vigilância e na oração, caindo nos embustes e ciladas demoníacos que levam ao erro, ao engano das aparências superficiais… e, consequentemente, à grandes equivocidades na apreciação da realidade e à tomada de posições diametralmente opostas aos desígnios divinos.
Do mesmo modo que nos tempos de Jesus aqueles a quem cabia o papel de instrutores do povo na prática da fé atuavam equivocados e com posturas diametralmente opostas à vontade divina – que se expressava de forma altissonante nas obras do próprio Filho de Deus sobre o qual as Sagradas Escrituras se referiam reiteradamente, em nossos tempos um número altamente expressivo de clérigos padecem de lamentável falta de discernimento, atuando como que, a modo de agentes do maligno infiltrados na própria estrutura da Igreja para subverter sua sã doutrina. E suas atuações geram consequências das mais lastimáveis, pois chegam a ponto de exercerem intensa pressão sobre o próprio Santo Padre para induzi-lo em erro.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que aumentemos a intensidade do estado de vigilância, para não sermos arrastados por tais erros; e de oração pelos membros da Igreja, para que intervenhais e coloqueis termo ao movimento de infiltração da fumaça de Satanás – e consequente instauração de um processo de autodemolição da Igreja – constatado pelo Papa Paulo VI (Discurso em 29 de Junho de 1972).
Suplicamo-vos, clamamo-vos com todas as nossas forças, cientes da gravidade da situação em vive a Santa Madre Igreja, para que ela retome vigorosamente o exercício do papel de orientar o mundo para o divino, ao invés de conformar-se ao mundo.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 21 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-21-de-marco-2/>]

Santa Benedita Cambiagio Frassinello
Benedita Cambiagio nasceu no dia 02 de outubro de 1791, em Langasco, Gênova. Última dos sete filhos de José e Francisca, eles a batizaram dois dias depois de seu nascimento. Ainda pequena, se mudou para Pavia, com sua família, onde o trabalho era mais promissor. Lá recebeu uma educação cristã rigorosa e teve uma profunda experiência espiritual, que a fez pensar em seguir a vida religiosa. Porém, a família a conduziu para o casamento, que ocorreu em 1816, quando ela tinha vinte e cinco anos, com João Batista Frassinello um operário e fervoroso cristão, procedente de Ronco Scrivia.
Porém, dois anos depois, sem filhos, Benedita e João Batista, que nutriam entre si um amor de irmãos, passaram a viver como tal na mesma casa. Benedita pôde assim realizar seu desejo juvenil, de se consagrar somente à Deus. Na época, sua irmã Maria, muito doente se hospedara em sua casa e o casal passou a cuidar dela com amor e dedicação, até sua morte, em 1825. Ocasião em que, João Batista entrou como irmão leigo na comunidade religiosa dos padres Somascos, e Benedita, na comunidade das Irmãs Ursulinas de Capriolo. Mas, no ano seguinte ela voltou para Pavia, muito doente. Lá teve uma visão onde lhe apareceu São Jerônimo Emiliani, ficando curada por completo.
Depois disso, Benedita começou a trabalhar na educação de jovens e crianças, com a aprovação do bispo Luís Tosi. Precisando de ajuda, Benedita recorreu ao pai. Diante da recusa, foi ao bispo, e este pediu então a João Batista que a ajudasse. Ele atendeu logo, voltou para a esposa-irmã, renovando o voto de castidade perfeita, pelas mãos do bispo.
Benedita se dedicava de corpo e alma, à educação humana e cristã de jovens e crianças pobres e abandonadas, enquanto João Batista se encarregou de conseguir ajuda material.
Na época, a instituição escolar era muito precária e Benedita fez um alertar às autoridades locais O governo entendeu o recado e concedeu à ela o título de “promotora pública da educação”. Benedita passou a receber apoio de jovens e voluntárias formando uma instituição escolar de excelente nível, cujo estatuto foi aprovado pelas autoridades eclesiásticas. Ela uniu ao ensino escolar, a formação catequética e o trabalho, tornando jovens e crianças modelos de vida cristã, assegurando-lhes a verdadeira formação.
A dedicação constante de Benedita nasceu e cresceu do seu fervor ao Cristo na Eucaristia e da contemplação à Jesus na Santa Cruz.. Tinha em Deus, seu sustento e sua defesa. Não lhe faltaram, na vida, experiências espirituais, que se repetiam, especialmente, durante as Missas. Porém, isso não interferia nos compromissos cotidianos da fundadora. Mas, a Obra e o programa educativo de Benedita, passaram por duras críticas por parte da oposição e de algumas pessoas do clero. Em 1838, Benedita cedeu a sua Instituição ao bispo Luís Tosi e, com cinco irmãs, deixaram Pavia indo para Ligúria.
Na cidade de Ronco Scrivia, Benedita abriu uma escola para jovens e fundou a Congregação das Irmãs Beneditinas da Providência, escrevendo ela mesma as Regras e Constituições. A Instituição se desenvolveu rapidamente, tanto que em 1847, uma nova casa foi inaugurada em Voghera. E dez anos depois outra em Valpolcevera. No dia 21 de março de 1858, Benedita faleceu em Ronco Scrivia, no dia e hora por ela previstos.
Quarenta anos depois de sua morte, o Instituto, fundado por Benedita, se tornou independente. Assim, as religiosas puderam assumir o nome de “Irmãs Beneditinas da Divina Providência”, em memória à fundadora, Benedita Cambiagio Frassinello. Em toda sua vida, ela se deixou conduzir pelo Espírito Santo, através de várias experiências pessoais. Embora sua luta fosse grande, nunca esmoreceu diante das dificuldades, seguindo sempre seu desejo de servir à Humanidade e a Deus. Foi beatificada em 1987 e canonizada em 2000, pelo Papa João Paulo II, que marcou a festa de Santa Benedita Cambiagio Frassinello para o dia de sua morte.

São Serapião de Thmuis
Serapião nasceu no Egito, no norte da África e era um sacerdote profundo conhecedor das questões eclesiásticas. Tornou-se um dos maiores combatentes dos hereges no século IV que, aliás, foi o mais fértil deles. Fértil de hereges, mas também de combatentes. Serapião, era amigo e companheiro do bispo Atanásio, que lhe enviou cinco cartas, as quais fazem parte dos arquivos da Igreja, incentivando-o a continuar na luta contra a doutrina dos arianos. Essa doutrina negava a divindade de Jesus.
Embora não haja muitos dados confiáveis sobre sua vida, podemos seguir alguns dos seus passos na História do Cristianismo. Cursou a escola de Alexandria e tornou-se monge sob os ensinamentos de Santo Antão, abade que, ao morrer, lhe deixou como herança uma de suas túnicas de pelo. Referência encontrada numa das narrações de Atanásio, doutor da Igreja, discípulo e biógrafo de Santo Antão. Durante muito tempo dirigiu a Escola Catequética de Alexandria e, desejoso de dedicar mais tempo à oração e à penitência, retirou-se desse trabalho. Porém, não demorou muito tempo para que Serapião voltasse à direção da Igreja, sendo consagrado bispo de Thmuis, uma cidade do Egito, permanecendo na função entre os anos 340 e 356.
Serapião escreveu vários livros, sendo um que combatia o maniqueísmo, outra heresia que surgira naquela época, e da qual foi senão o maior, ao menos o mais ferrenho inimigo. Essa doutrina pregava que havia uma separação entre corpo e alma, sendo a alma pertencente a Deus e o corpo ao demônio. Também, redigiu várias epístolas sobre a doutrina cristã, e discursava muito, com isso evangelizou inúmeras pessoas ilustres e importantes de sua época.
São Jerônimo, que dedicou à Serapião um capítulo de seu livro “Homens Ilustres”, nos conta que ele também fazia parte da comissão de cinco bispos que foi ao imperador Constâncio II interceder pelo bispo Atanásio, que fora exilado. Mas, como esse imperador era ariano a missão fracassou e Serapião foi deposto do seu bispado. Esse bispado que Serapião lamentou assumir, pois para isso teve que deixar sua vida de solidão e recolhimento. Em um de seus escritos encontrados, “Carta aos Monges”, ele deixa muito claro como considerava ótima a escolha que os monges faziam ao renunciar às alegrias efêmeras e aos prazeres do mundo.
Esse bispo desempenhou suas funções como poucos, morrendo em 362. O Martirológio Romano indica o dia 21 de março para a veneração litúrgica de São Serapião de Thmius.

São Nicolau de Flue
Bruder Klaus nasceu no dia 21 de março de 1417, na Suíça. Oriundo de família pobre, ainda jovem queria ser monge ou eremita. Nesta época não pôde realizar o sonho porque tinha que ajudar os pais nos trabalhos do campo. Mais tarde também não o conseguiu, pois se casou. Felizmente a escolhida era uma moça muito virtuosa e religiosa, chamada Dorotéia, com a qual teve dez filhos. Vários deles se tornaram sacerdotes, e um dos netos, Conrado Scheuber, morreu com o conceito de santidade.
Ainda neste período Klaus não pôde se dedicar totalmente às orações e meditações como queria. Os escritos da época narram que, devido ao seu reconhecido senso de justiça, retidão de consciência e integridade moral, foi convocado a assumir vários cargos públicos, como, juiz, conselheiro e deputado.
Finalmente, aos cinquenta anos de idade conseguiu a concordância da família e abandonou tudo. Adotou o nome de Nicolau e foi viver numa cabana que ele mesmo construiu, não muito longe de sua casa, mas num local ermo e totalmente abandonado. Tinha por travesseiro uma pedra e como cama uma tábua dura. Naquele local viveu por dezenove anos e há um fato desse período que impressionou no passado e impressiona até hoje. Há provas oficiais de que ele, durante todos esses anos, alimentou-se exclusivamente da Sagrada Comunhão. Entretanto, não conseguia se manter na solidão. Amável e receptivo, não fugia de quem o procurasse. E a pátria precisou dele várias vezes.
Pacificador e inimigo das batalhas, conhecido por seus atos e pela condição de eremita, foi chamado a mediar situações explosivas como a ameaça de guerra contra os austríacos e a eclosão iminente de uma guerra civil. Mas, quando não houve jeito de alcançar a paz no diálogo, ele também não fugiu de assumir seu lugar nos campos de batalha, como soldado e mesmo oficial. Entretanto, seu trabalho na reconciliação entre as partes envolvidas nestas questões de guerra repercutiu muito na população. Nicolau passou a ser venerado pelo povo, que logo o chamou de “Pai da Pátria”.
Porém, à qualquer chance que tinha voltava para sua cabana, até ser solicitado novamente. Foi conselheiro espiritual e moral de muita gente, tanto pessoas simples como ocupantes de cargos elevados. Era muito respeitado por católicos e protestantes. Há quase um consenso em seu país de que a Suíça é hoje um país neutro e pacífico, que dificilmente se envolve em guerras ou conflitos internacionais, graças à influência do “Irmão Klaus”, como era, e ainda é, carinhosamente chamado por todos os suíços.
Ele morreu no dia 21 de março de 1487, exatos setenta anos do seu nascimento. O corpo de Nicolau está sepultado na Igreja de Sachslen. Beatificado em 1669, foi canonizado pelo Papa Pio XII em 1947. A memória de São Nicolau de Flue é venerada pela Igreja, no dia 21 de março e como herói da pátria, no dia 25 de setembro. Ele é o Santo mais popular da Suíça.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 21 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Hebreus 7, 1-10
Melquisedec, figura do sacerdote perfeito
Irmãos: Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, foi ao encontro de Abraão, quando este regressava da derrota infligida aos reis, e abençou-o, recebendo dele o dízimo de todos os despojos. O seu nome traduz-se em primeiro lugar «rei de justiça», mas também significa «rei de Salém», isto é, «rei de paz». Aparece sem pai, nem mãe, nem genealogia, sem princípio de seus dias, nem fim da sua vida; é semelhante ao Filho de Deus e permanece sacerdote para sempre.
Considerai agora como era grande aquele a quem Abraão, o patriarca, deu o dízimo dos melhores despojos.
Certo é que aqueles de entre os filhos de Levi que recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a Lei, de receber os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, que são também descendentes de Abraão. Aquele, porém, que não era da sua linhagem recebeu os dízimos de Abraão e abençoou o depositário da promessa. Ora, sem qualquer dúvida, é o inferior que é abençoado pelo superior.
Os levitas, que recebiam os dízimos, eram homens que iam morrendo; Melquisedec, pelo contrário, é alguém de quem se afirma que vive. E, em certo modo, o próprio Levi, que recebe os dízimos, entregou-os na pessoa de Abraão, pois ele estava ainda nas entranhas de seu pai Abraão, quando Melquisedec lhe saiu ao encontro.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Constituição dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja
(N.º 9) (Sec. XX)
A Igreja, sacramento visível da unidade salvífica
Eis que vêm os dias – palavra do Senhor – em que estabelecerei com a casa de Israel e a casa de Jacob uma aliança nova… hei de imprimir a minha lei no seu espírito, gravá-la-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E todos Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, diz o Senhor.
Cristo estabeleceu este novo pacto, a nova aliança no seu Sangue, formando de entre os judeus e os gentios um povo que realizasse a sua unidade, não segundo a carne mas no Espírito, e constituísse o novo povo de Deus.
Os que crêem em Cristo, renascidos de uma semente não corruptível mas incorruptível pela palavra de Deus vivo, não da carne mas da água e do Espírito Santo, vêm a constituir a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido por Deus… que outrora não era o seu povo, mas agora é o povo de Deus.
Este povo messiânico tem como cabeça Cristo, que foi entregue por causa dos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação, e que, tendo recebido um nome que está acima de todo o nome, reina agora gloriosamente nos Céus.
Este povo tem a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus, em cujos corações habita o Espírito Santo como em seu templo.
Tem como lei o mandamento novo: amar como Cristo nos amou.
Tem como fim o reino de Deus, começado já na terra pelo próprio Deus, mas que deve ser continuamente desenvolvido até ser também por Ele consumado no fim dos tempos, quando Cristo, nossa vida, Se manifestar e toda a criação for liberta da escravatura da corrupção, para participar na gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
Assim, o povo messiânico, ainda que não abranja atualmente todos os homens e apareça até frequentemente como um pequeno rebanho, constitui para toda a humanidade um germe fecundíssimo de unidade, de esperança e de salvação.
Estabelecido por Cristo em ordem à comunhão de vida, de amor e de verdade, é por Ele tornado como instrumento da redenção universal e enviado ao mundo inteiro como luz do mundo e sal da terra.
Assim como Israel segundo a carne, peregrino no deserto, é já chamado Igreja de Deus, também o novo Israel do tempo atual, que vai caminhando neste mundo em busca da cidade futura e permanente, se chama Igreja de Cristo, porque Ele a adquiriu com seu Sangue, a encheu do seu Espírito e a dotou com meios aptos para uma união visível e social.
Deus convocou todos aqueles que olham com fé para Jesus, como autor da salvação e princípio da unidade e da paz, e com eles constituiu a Igreja, a fim de que ela seja para todos e cada um o sacramento visível desta unidade salvadora.
LEITURA BREVE
Hebr 2, 9b-10
Vemos Jesus coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em proveito de todos. Convinha, na verdade, que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir muitos filhos para a sua glória, levasse à glória perfeita, pelo sofrimento, o autor da salvação.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 4, 14-15
Tendo nós um eminente sumo sacerdote que penetrou os Céus, Jesus, Filho de Deus, permaneçamos firmes na profissão da nossa fé. Na verdade, nós não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 7, 26-27
Tal era o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus, que não tem necessidade, como os outros sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiro pelos seus próprios pecados, depois pelos pecados do povo. Isto o fez de uma vez para sempre, quando se ofereceu a si mesmo, Jesus Cristo, Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 9, 11-12
Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Atravessou o tabernáculo maior e mais perfeito, que não foi feito por mãos humanas, nem pertence a este mundo, e entrou de uma vez para sempre no Santuário. Não derramou sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio sangue, e alcançou-nos uma redenção eterna.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 13, 12-15
Para santificar o povo com o seu próprio sangue, Jesus sofreu a morte fora das portas. Portanto, saiamos ao seu encontro, fora do acampamento, levando a sua ignomínia.
Porque não temos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura. Por meio d’Ele ofereçamos a Deus continuamente um sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que aclamam o seu nome.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
