“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE MARÇO DE 2024
21 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE MARÇO DE 2024
23 de março de 2024SEXTA-FEIRA DA V SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4308-liturgia-de-22-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Tende piedade, estou sofrendo. Libertai-me do inimigo e do opressor! Não serei confundido, Senhor, porque vos invoquei! (Sl 30,10.16.18)
Coleta
– Deus de misericórdia, que concedeis neste tempo à vossa Igreja imitar piedosamente a bem aventurada Virgem Maria na contemplação da paixão de Cristo, fazei que, pela intercessão da mesma Virgem, sigamos cada vez mais firmemente o vosso Filho unigênito e alcancemos um dia a plenitude da sua graça. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Jr 20,10-13
Salmo Responsorial: Sl 17,2- 7
– Ao Senhor eu invoquei na minha angústia, e ele escutou a minha voz.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 10,31-42
Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai que é amor!
Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai que é amor!
– Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavra de vida eterna! (Jo 6,63.68)
Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai que é amor!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Jr 20,10-13): Ouço as invectivas da multidão: “Cerca-nos o terror! Denunciai-o! Vamos denunciá-lo!”. Os que eram meus amigos espiam-me agora os passos. “Se cair em abusos, tiraremos vantagem, e dele nos vingaremos.” 11. O Senhor, porém, está comigo, qual poderoso guerreiro. Por isso, longe de triunfar, serão esmagados meus perseguidores. Sua queda os mergulhará na confusão. Será, então, a vergonha eterna, inesquecível. 12. Senhor, Deus dos exércitos, vós que sondais o justo, e que escrutais os rins e os corações, concedei-me o poder de contemplar a vingança que deles ides tirar! Pois em vossas mãos depositei a minha causa. 13. Cantai ao Senhor, glorificai-o, porque salvou a vida do miserável das mãos do mau.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 17,2- 7): Disse: Eu vos amo, Senhor, minha força! 3. O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador. Meu Deus é a minha rocha, onde encontro o meu refúgio, meu escudo, força de minha salvação e minha cidadela. 4. Invoco o Senhor, digno de todo louvor, e fico livre dos meus inimigos. 5. Circundavam-me os vagalhões da morte, torrentes devastadoras me atemorizavam, 6. enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos, a própria morte me prendia em suas redes. 7. Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei para meu Deus: do seu templo ele ouviu a minha voz, e o meu clamor em sua presença chegou aos seus ouvidos.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 10,31-42): Os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedrejar. 32. Disse-lhes Jesus: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais?”. 33. Os judeus responderam-lhe: “Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus”. 34. Replicou-lhes Jesus: “Não está escrito na vossa Lei: Eu disse: Vós sois deuses (Sl 81,6)? 35. Se a Lei chama deuses àqueles a quem a Palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada), 36. como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus 37. Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais. 38. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai.” 39. Procuraram então prendê-lo, mas ele se esquivou das suas mãos. 40. Ele se retirou novamente para além do Jordão, para o lugar onde João começara a batizar, e lá permaneceu. 41. Muitos foram a ele e diziam: “João não fez milagre algum, 42. mas tudo o que João falou deste homem era verdade”. E muitos acreditaram nele.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Sexta-Feira da V Semana da Quaresma (dia 22 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que apresenta em especial nesta perícope (Jr 20,10-13) a narrativa de uma situação de perfídia, de terror, de traição perpetrada pelos próprios amigos.
E em seguida a expressão de confiança no Senhor que sonda as intenções dos corações. Cumpre-nos depositar nossas causas nas mãos do Senhor, cantar louvores e glorificá-lo, porque salva a vida do miserável das mãos do mau.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 17,2- 7).
O Santo Evangelho (Jo 10,31-42) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que, tendo os judeus pegado novamente em pedras para apedrejar Jesus, ele lhes disse: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais?”
Eles replicaram que era pela blasfêmia de, sendo homem, afirmar ser Deus. Jesus citou então o Salmo 81, versículo 6, que afirma: “Vós sois deuses.” Em seguida complementou: “Se a Lei chama deuses àqueles a quem a Palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada), como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus. Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai.”
Procuraram então prendê-lo, porém mais uma vez ele se esquivou de suas mãos, retirando-se para onde João começara a batizar e ali permaneceu. Muitos foram a ele e diziam: “João não fez milagre algum, mas tudo o que João falou deste homem era verdade”. E assim muitos acreditaram nele.
Cumpre-nos compreender que desde os tempos de Jesus, mesmo os que presenciaram pessoalmente seus ensinamentos e milagres tiveram dificuldades para crer nele – muitos acreditaram, outros não. Cabe-nos interceder, clamar, suplicar intensamente ao Senhor para que a luz divina ilumine o mundo inteiro e seja liberto das trevas da descrença – que todos se voltem para a única forma efetivamente viável de superação de tudo o que não vai bem em nossa civilização: crer em Jesus, ouvir e colocar em prática a sua palavra!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura e Salmo
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Sexta-feira da V Semana da Quaresma (dia 22 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Jr 20,10-13) sobre a narrativa de uma situação de perfídia, de terror, de traição perpetrada pelos próprios amigos. E em seguida a expressão de confiança em vós, que sondais as intenções dos corações.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que depositemos nossas causas em vossas mãos, cantando louvores e glorificando-vos, porque salvais a vida dos miseráveis das mãos dos maus.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 17,2- 7): Disse: Eu vos amo, Senhor, minha força! 3. O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador. Meu Deus é a minha rocha, onde encontro o meu refúgio, meu escudo, força de minha salvação e minha cidadela. 4. Invoco o Senhor, digno de todo louvor, e fico livre dos meus inimigos. 5. Circundavam-me os vagalhões da morte, torrentes devastadoras me atemorizavam, 6. enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos, a própria morte me prendia em suas redes. 7. Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei para meu Deus: do seu templo ele ouviu a minha voz, e o meu clamor em sua presença chegou aos seus ouvidos.
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Sexta-feira da V Semana da Quaresma (dia 22 de março de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 10,31-42) que, tendo os judeus pegado novamente em pedras para apedrejar Jesus, ele lhes disse: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais?”
Eles replicaram que era pela blasfêmia de, sendo homem, afirmar ser Deus. Jesus citou então o Salmo 81, versículo 6, que afirma: “Vós sois deuses.” Em seguida complementou: “Se a Lei chama deuses àqueles a quem a Palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada), como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus. Se eu não faço as obras de meu Pai, não me creiais. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai.”
Procuraram então prendê-lo, porém mais uma vez ele se esquivou de suas mãos, retirando-se para onde João começara a batizar e ali permaneceu. Muitos foram a ele e diziam: “João não fez milagre algum, mas tudo o que João falou deste homem era verdade”. E assim muitos acreditaram nele.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que compreendamos, nos impregnemos profundamente da consciência de que desde os tempos de Jesus, mesmo os que presenciaram pessoalmente seus ensinamentos e milagres tiveram dificuldades para crer nele – muitos acreditaram, outros não.
Clamamos, suplicamos como todo o fervor de nossos corações para que intensifiqueis o envio da luz divina para que ilumine o mundo inteiro, libertando-o das trevas da descrença – que todos se voltem para a única forma efetivamente viável de superação de tudo o que não vai bem em nossa civilização: crer em Jesus, ouvir e colocar em prática a sua palavra!
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino – na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária; no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 22 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-22-de-marco-2/>]

Santa Léia
Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que quando ficou viúva, ainda jovem, recusou um novo casamento, como era o costume da época, para se juntar à Marcela, abadessa de uma comunidade, criada em sua própria residência em Aventino, Roma. O local, depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo, que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte, e que viveu também nesse período, na cidade eterna.
Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestigio e privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência.
A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos. Por isso, Léia foi eleita Madre superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranquilidade e a mesma humildade.
Esses poucos dados sobre Léia estão contidos numa carta escrita pelo bispo Jerônimo, quando soube da sua morte, em 384. Curiosamente, ela morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o cônsul, rejeitado por ela .
Na ocasião dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado, na residência romana. Na carta, que ele enviou à essas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto, Léia, antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade.
Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia, no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela de abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver, na entrega total ao Senhor ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 22 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Hebreus 7, 11-28
O sacerdócio eterno de Cristo
Se a perfeição tivesse sido conseguida por meio do sacerdócio levítico – pois é nele que se fundamenta a Lei recebida pelo povo –, que necessidade haveria ainda de que surgisse outro sacerdote «segundo a ordem de Melquisedec» e não «segundo a ordem de Aarão»? Porque, uma vez mudado o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei. Na verdade, Aquele de quem se dizem estas coisas pertencia a uma tribo diferente, da qual ninguém se dedicou ao serviço do altar. E é bem notório que Nosso Senhor provém de Judá, tribo à qual Moisés nunca se referiu ao falar dos sacerdotes.
Assim se torna bem evidente que a perfeição não veio por meio do sacerdócio levítico, uma vez que, à semelhança de Melquisedec, surge outro sacerdote instituído, não em virtude de uma lei humana, mas por força de uma vida imortal. É dele que se dá este testemunho: «Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec».
Fica assim revogado o estatuto anterior, devido à sua fraqueza e inutilidade, porque a Lei nada levou à perfeição, e mais não foi que a introdução a uma esperança melhor pela qual nos aproximamos de Deus.
Ora isso não foi feito sem juramento. Os outros foram constituídos sacerdotes sem juramento, ao passo que este foi constituído sacerdote com juramento d’Aquele que Lhe disse:
«O Senhor jurou e não Se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre». E assim também Jesus Se tornou fiador de uma aliança superior.
Eles foram constituídos sacerdotes em grande número, porque a morte os impedia de durar sempre; mas Jesus, que permanece para sempre, possui um sacerdócio eterno. Por isso pode salvar para sempre aqueles que por seu intermédio se aproximam de Deus, porque vive perpetuamente para interceder por eles.
Tal era, na verdade, o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus; que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiro pelos seus próprios pecados, depois pelos pecados do povo, porque o fez de uma vez para sempre quando Se ofereceu a Si mesmo. A Lei constitui sumos sacerdotes homens revestidos de fraqueza, mas a palavra do juramento, posterior à Lei, estabeleceu o Filho sumo sacerdote perfeito para sempre.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Tratado de São Fulgêncio de Ruspas, bispo, sobre a fé de Pedro
(Cap. 22, 62: CCL 91 A, 726. 750-751) (Sec. VI)
Cristo ofereceu-Se por nós
Os sacrifícios das vítimas materiais, que a própria Santíssima Trindade, Deus único do Antigo e Novo Testamento, tinha ordenado a nossos pais, significavam já a oblação agradabilíssima daquele sacrifício em que o Filho de Deus Se havia de oferecer misericordiosamente por nós.
Na verdade, segundo a palavra do Apóstolo, Cristo ofereceu-Se a Si mesmo por nós, como sacrifício e vítima agradável a Deus. Ele é o verdadeiro Deus e o verdadeiro sumo sacerdote, que entrou de uma vez para sempre no Santuário, não com sangue de cabritos e novilhos, mas com o seu próprio Sangue. Era isto que outrora prefigurava o sumo sacerdote, quando entrava com o sangue das vítimas no Santuário uma vez por ano.
Ele é, portanto, Aquele que por Si só ofereceu tudo o que sabia ser necessário para a nossa redenção; Ele é ao mesmo tempo sacerdote e sacrifício, Deus e templo: o sacerdote por meio do qual somos reconciliados, o sacrifício que nos reconcilia, o templo em que somos reconciliados, Deus com quem nos reconciliamos. Todavia, pela sua condição de servo, só Ele é o sacerdote, o sacrifício e o templo; mas pela sua condição divina, é Deus com o Pai e com o Espírito Santo.
Acredita, pois, firmemente, sem admitir a menor dúvida, que o próprio Filho Unigénito de Deus, o Verbo feito carne, Se ofereceu por nós como sacrifício e vítima agradável a Deus. A Ele, na unidade do Pai e do Espírito Santo, sacrificavam animais os patriarcas, os profetas e os sacerdotes no tempo do Antigo Testamento; e agora, no tempo do Novo Testamento, é a Ele, na unidade do Pai e do Espírito Santo, com os quais é um só Deus, que a Igreja Católica oferece incessantemente em toda a terra o sacrifício do pão e do vinho na fé e na caridade.
Antigamente, aquelas vítimas animais simbolizavam a Carne e o Sangue de Cristo: a Carne que Ele, livre de todo o pecado, havia de oferecer pelos nossos pecados, e o Sangue que Ele havia de derramar para remissão dos nossos pecados. Agora, este sacrifício é ação de graças e memorial da Carne de Cristo oferecida por nós, e do Sangue que o mesmo Deus derramou por nós. Dele fala São Paulo nos Atos dos Apóstolos com estas palavras: Tende cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes, a fim de apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o seu Sangue.
Antigamente, aqueles sacrifícios eram figura e sinal do que nos havia de ser dado no futuro; agora, este sacrifício manifesta abertamente o que já nos foi concedido.
Naqueles sacrifícios anunciava-se de antemão que o Filho de Deus havia de morrer pelos ímpios; neste sacrifício anuncia-se que já morreu pelos ímpios, segundo o testemunho do Apóstolo: Quando éramos ainda pecadores, no tempo determinado, Cristo morreu pelos ímpios; quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho.
LEITURA BREVE
Is 52, 13-15
Vede como vai prosperar o meu servo: subirá, elevar-se-á, será exaltado. Assim como, à sua vista, muitos se encheram de espanto – tão desfigurado estava o seu rosto que tinha perdido toda a aparência de um ser humano – assim se hão de encher de assombro muitas nações e diante dele os reis ficarão calados, porque hão de ver o que nunca lhes tinham contado e observar o que nunca tinham ouvido.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 53, 2-3
Cresceu diante do Senhor como um rebento, como raiz numa terra árida, sem distinção nem beleza para atrair o nosso olhar, nem aspecto agradável que possa cativar-nos. Desprezado e repelido pelos homens, homem de dores, acostumado ao sofrimento, era como aquele de quem se desvia o rosto, pessoa desprezível e sem valor para nós.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 53, 4-5
Ele suportou as nossas enfermidades e tomou sobre Si as nossas dores. E nós víamos n’Ele um homem castigado, ferido por Deus e humilhado. Ele foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Caiu sobre Ele o castigo que nos salva: pelas suas chagas fomos curados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 53, 6-7
Todos nós, como ovelhas, andávamos errantes; cada qual seguia o seu caminho. E o Senhor fez cair sobre ele as culpas de todos nós. Maltratado, humilhou-se voluntariamente, e não abriu a boca. Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 2, 21b-24
Cristo sofreu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os seus passos. Ele não cometeu pecado algum e na sua boca não se encontrou mentira; insultado, não pagava com injúrias; maltratado, não respondia com ameaças. Mas entregava-Se Àquele que julga com justiça. Suportou os nossos pecados no seu Corpo sobre o madeiro da cruz, a fim de que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça. Pelas suas chagas fomos curados.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
