“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE MARÇO DE 2024
23 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE MARÇO DE 2024
25 de março de 2024DOMINGO – RAMOS E PAIXÃO DO SENHOR
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4310-liturgia-de-24-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Seis dias antes da festa da Páscoa, quando o Senhor veio à cidade de Jerusalém, correram ao seu encontro os pequeninos. Traziam nas mãos ramos e palmeiras e clamavam em voz alta: “Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia.”
Coleta
– Deus eterno e todo-poderoso, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição com ele em sua glória. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 50,4-7
Salmo Responsorial: Sl 21,2.8-9.17-20.23-24
– Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
2ª Leitura: Fl 2,6-11
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 11,1-10
Glória e louvor a vós, ó Cristo.
Glória e louvor a vós, ó Cristo.
– Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz. Pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome. (Fl 2,8)
Glória e louvor a vós, ó Cristo.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 50,4-7): O Senhor Deus deu-me a língua de um discípulo para que eu saiba reconfortar pela palavra o que está abatido. Cada manhã ele desperta meus ouvidos para que escute como discípulo; 5. (o Senhor Deus abriu-me o ouvido) e eu não relutei, não me esquivei. 6. Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. 7. Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 21,2.8-9.17-20.23-24): Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos? 8. Todos os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça: 9. “Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama”. 17. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés: 18. poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria, 19. e partem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica. 20. Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai. 23. Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembleia. 24. “Vós que temeis o Senhor, louvai-o; vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós, estirpe de Israel […]
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Fl 2,6-11): Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, 7. mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. 8. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9. Por isso, Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, 10. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. 11. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mc 11,1-10): Jesus e seus discípulos aproximavam-se de Jerusalém e chegaram aos arredores de Betfagé e de Betânia, perto do monte das Oliveiras. Desse lugar Jesus enviou dois de seus discípulos, 2. dizendo-lhes: “Ide à aldeia que está defronte de vós e, logo ao entrardes nela, achareis preso um jumentinho, em que não montou ainda homem algum; desprendei-o e trazei-mo. 3. E se alguém vos perguntar: Que fazeis?, dizei: O Senhor precisa dele, mas daqui a pouco o devolverá”. 4. Indo eles, acharam o jumentinho atado fora, diante de uma porta, na curva do caminho. Iam-no desprendendo, 5. quando alguns dos que ali estavam perguntaram: “Ei, que estais fazendo? Por que soltais o jumentinho?”. 6. Responderam como Jesus lhes havia ordenado; e deixaram-no levar. 7. Conduziram a Jesus o jumentinho, cobriram-no com seus mantos, e Jesus montou nele. 8. Muitos estendiam seus mantos no caminho; outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos, pelo chão. 9. Tanto os que precediam como os que iam atrás clamavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10.Bendito o Reino que vai começar, o reino de Davi, nosso pai! Hosana no mais alto dos céus!”.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária do Domingo de Ramos – início da Semana Santa (dia 24 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 50,4-7) que o Senhor deu-nos língua de discípulos para reconfortar pela palavra os que estão abatidos, despertando a cada manhã nossos ouvidos para escutar como discípulos, aprendizes, seguidores fiéis…
Aos que nos ferem, cumpre-nos apresentar as espáduas e as faces aos que desejam nos arrancar a barba, sem também desviar-nos dos escarros. O Senhor Deus vem em nosso auxílio e por maiores que sejam as perseguições, os ultrajes, cumpre-nos seguir o exemplo supremo de Jesus em sua via crucis, mantendo-nos determinados, passo a passo, rumo à meta, com absoluta convicção de que o Pai, que tudo sabe, ao seu tempo e ao seu modo fará com que tudo transcorra da forma como deve ser.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 21,2.8-9.17-20.23-24).
As santas palavras da 2ª Leitura (Fl 2,6-11) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus abriu mão de sua condição divina, despojando-se, permitindo ser aniquilado – sendo reconhecido exteriormente como homem, humilhou-se até a morte na cruz.
Tal suprema kenosis – atitude de esvaziamento para beneficiar a outrem – seguiu-se de soberana exaltação, sendo o nome de Jesus superior a todos, seja no céu, seja na terra, cumprindo a todos, no céu, na terra e nos infernos, dobrar os joelhos diante de seu nome. E cabe a toda língua confessar, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor.
O Santo Evangelho (Mc 11,1-10) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que no Domingo de Ramos – assim intitulado porque as pessoas cortavam ramos das árvores e espalhavam pelo chão sobre o qual passava Jesus montado em um jumentinho, em sua entrada triunfal em Jerusalém – tanto os que o precediam quanto os que iam atrás aclamavam jubilosamente: ““Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o Reino que vai começar, o reino de Davi, nosso pai! Hosana no mais alto dos céus!”.”
Cumpre-nos também clamar, todos os dias, a exemplo dos que acompanharam a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém: hosana! Salva-nos, ó bendito Jesus, Filho de Deus, vós que vindes em nome do Senhor! Bendito sejais, ó Rei do Universo, vos damos glórias e louvores por sermos vossos súditos no Reino de Deus!
Cabe-nos ainda impregnar-nos da consciência de que Jesus, após a ressurreição, formou a Igreja como o seu corpo visível na Terra, sendo todos os homens convidados a serem seus membros, como que células desse corpo divino. Essa Igreja é a sede do Reino de Deus.
Apesar de todos os reveses e ultrajes, da via crucis que a Igreja, à semelhança de Jesus, enfrenta em sua jornada através da história, como Jesus foi glorificado após o calvário, será também a Igreja glorificada e, a seu tempo, triunfará sobre todos os que intentam destruí-la – e cumprirá cabalmente o seu papel salvífico.
Cumpre-nos glorificar a Deus e regozijar-nos intensamente por termos sido chamados a fazer parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja, onde, pelos sacramentos, temos como que a estrada pavimentada, o caminho seguro para a salvação.
Através da Igreja Jesus nos salva, em primeiro plano, da vida semi-animalesca: com suas sábias orientações divinamente inspiradas (os mandamentos; as profundas verdades sapienciais e a sagrada doutrina que nos orientam no caminho cristão), em conjunto com as bênçãos sacramentais, somos libertos da escravidão dos instintos, da concupiscência, da ira, de todas as baixas tendências… E em segundo plano, nos salva da morte, conduzindo-nos com segurança à vida eterna.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira Leitura e Salmo
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo de Ramos – início da Semana Santa (dia 24 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Is 50,4-7) que vós nos destes língua de discípulos para reconfortar pela palavra os que estão abatidos, despertando a cada manhã nossos ouvidos para escutar-vos como vossos discípulos, aprendizes, seguidores fiéis…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que cumpramos com nossos deveres de discípulos, de seguidores de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: aos que nos ferem, cumpre-nos apresentar as espáduas e as faces aos que desejam nos arrancar a barba, sem também desviar-nos dos escarros.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que vós vindes em nosso auxílio e por maiores que sejam as perseguições, os ultrajes… cumpre-nos seguir o exemplo supremo de Jesus em sua via crucis, mantendo-nos determinados, passo a passo, rumo à meta, com absoluta convicção de que vós, que tudo sabeis, ao seu tempo e ao seu modo fareis com que tudo transcorra da forma como deve ser.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 21,2.8-9.17-20.23-24): Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos? 8. Todos os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça: 9. “Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama”. 17. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés: 18. poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria, 19. e partem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica. 20. Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai. 23. Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembleia. 24. “Vós que temeis o Senhor, louvai-o; vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós, estirpe de Israel […]
Segunda Leitura
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo de Ramos – início da Semana Santa (dia 24 de março de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (Fl 2,6-11) que Jesus abriu mão de sua condição divina, despojando-se, permitindo ser aniquilado – sendo reconhecido exteriormente como homem, humilhou-se até a morte na cruz.
Tal suprema kenosis – atitude de esvaziamento para beneficiar a outrem – seguiu-se de soberana exaltação, sendo o nome de Jesus superior a todos, seja no céu, seja na terra, ou nos infernos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que cumpramos com o dever que incumbe a todos – no céu, na terra e nos infernos – de dobrar os joelhos diante do santo nome de Jesus.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que confessemos, como cumpre a toda língua confessar, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor! Louvamo-vos e glorificamo-nos, ó Trindade Santíssima, pelo supremo privilégio de acessar essa realidade maravilhosa, de compreender com meridiana clareza a portentosa dádiva que nos destes.
Somos, pela fé em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, alçados à condição de filhos de Deus, herdeiros da suprema graça, da mais elevada das venturas (conforme Romanos 8,16-18): “O Espírito mesmo dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus. 17. E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados. 18. Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada.”
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo de Ramos – início da Semana Santa (dia 24 de março de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Mc 11,1-10) que no Domingo de Ramos – assim intitulado porque as pessoas cortavam ramos das árvores e espalhavam pelo chão sobre o qual passava Jesus montado em um jumentinho, em sua entrada triunfal em Jerusalém – tanto os que o precediam quanto os que iam atrás aclamavam jubilosamente: ““Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o Reino que vai começar, o reino de Davi, nosso pai! Hosana no mais alto dos céus!”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo dos que acompanharam a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, clamemos, todos os dias: hosana! Salva-nos, ó bendito Jesus, Filho de Deus, vós que vindes em nome do Senhor! Bendito sejais, ó Rei do Universo, vos damos glórias e louvores por sermos vossos súditos no Reino de Deus!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Jesus, após a ressurreição, formou a Igreja como o seu corpo visível na Terra, sendo todos os homens convidados a serem seus membros, como que células desse corpo divino.
Essa Igreja é a sede do Reino de Deus, que segundo os desígnios divinos, é um reino universal, não circunscrito ao povo judeu – um reino que vai muito além das expectativas humanas. Apesar de todos os reveses e ultrajes, da via crucis que a Igreja, à semelhança de Jesus, enfrenta em sua jornada através da história, como Jesus foi glorificado após o calvário, será também a Igreja glorificada e, a seu tempo, triunfará sobre todos os que intentam destruí-la – e cumprirá cabalmente o seu papel salvífico.
Glorificamo-vos e regozijamo-nos intensamente por termos sido chamados a fazer parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja, onde, pelos sacramentos, temos como que a estrada pavimentada, o caminho seguro para a salvação. Através da Igreja Jesus nos salva, em primeiro plano, da vida semi-animalesca: com suas sábias orientações divinamente inspiradas (os mandamentos; as profundas verdades sapienciais e a sagrada doutrina que nos orientam no caminho cristão), em conjunto com as bênçãos sacramentais, somos libertos da escravidão dos instintos, da concupiscência, da ira, de todas as baixas tendências… E em segundo plano, nos salva da morte, conduzindo-nos com segurança – com os mesmos recursos – à vida eterna.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino – na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária; no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 24 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-24-de-marco-2/>]

Santa Catarina da Suécia
Catarina foi ao mesmo tempo filha, discípula e companheira inseparável da mãe, Santa Brígida, a maior expressão religiosa feminina da história da Suécia. Nascida num berço nobre e cristão, Catarina nasceu em 1331 e recebeu educação e cultura com sólida base religiosa. Aos sete anos de idade, foi entregue às Irmãs do convento de Risberg, que souberam desenvolver totalmente sua vocação, cristalizando os ensinamentos cristãos que já vinha recebendo desde o berço.
Mas, circunstâncias políticas e sociais fizeram com que a jovem tivesse que se casar com um nobre da corte, Edgar, que além de fervoroso cristão era doente. Assim, decidiu aceitar o voto de castidade que Catarina fizera e ele mesmo resolveu adota-lo, vivendo tranquilos como irmãos. Quando Edgard, ficou paralítico, Catarina passou a cuidar dele com todo carinho e generosidade.
Por ocasião da morte do pai de Catarina, sua mãe Brígida resolveu se voltar totalmente para a vida religiosa, iniciando-a com uma romaria aos túmulos dos apóstolos, em Roma. Pouco tempo depois Catarina conseguiu a autorização do marido para encontrar-se com a ela. Mas, quando estavam em Roma receberam a notícia da morte de Edgard. Então, ambas fizeram os votos e vestiram o hábito de religiosas e não se separaram mais. Catarina ajudou e acompanhou todo o trabalho de caridade e evangelização desenvolvido pela mãe. Fundaram juntas o duplo mosteiro de Vadstena, na Suécia, do qual Brígida foi abadessa, criando a Ordem de São Salvador, cujas religiosas são chamadas de brigidinas.
Catarina, como sua assistente, seguiu-a em todas as viagens perigosas, em seu país e no exterior, sendo muita vezes salvas por um cervo selvagem que sempre aparecia para socorrer Catarina. Foi após uma peregrinação à Terra Santa, que Brígida veio a falecer, em Roma. Catarina acompanhou o corpo de volta para a Suécia e foi recebida com aclamação popular, junto com os restos mortais da mãe, que já era venerada por sua santidade.
Os registros relatam mais fatos prodigiosos, ocorridos com a nova abadessa, pois Catarina foi eleita sucessora da mãe no convento. Eles contam que alguns pretendentes queriam que ela abandonasse os votos e o hábito depois a morte de Edgard. Um, mais audacioso, ao tentar atacá-la, teria ficado cego e só recuperado a visão depois de se ajoelhar aos seus pés e pedir perdão, quando abriu os olhos viu ao lado de Catarina um cervo selvagem. Por isso, nas suas representações sempre há um cervo junto dela.
Entretanto, a rainha-mãe Brígida, depois de falecida passou a operar prodígios, segundo muitos devotos e peregrinos que afirmavam ter alcançado graças por sua intercessão. Por isso, a pedido do povo e das autoridades da corte, a abadessa Catarina foi a Roma requerer do Sumo Pontífice a canonização da mãe, em nome da população do seu país. Alí viveu por cinco anos, interna de um convento onde ficaram registrados sua extrema disciplina, o senso de caridade e a humildade com que tratava os doentes e necessitados.
Catarina, quando voltou para a Suécia, já era portadora de grave enfermidade, talvez pelas horas de duras penitências que praticava. Tinha cinquenta anos de idade quando faleceu, no dia 24 de março de 1381.
O papa Inocente VIII, confirmou o culto de Santa Catarina da Suécia, em 1484. Mas o seu culto já era muito vigoroso em toda a Europa, uma vez que segundo a população romana ela teria salvado a cidade da inundação do rio Tevere cuja cheia já havia derrubado os diques que o continham.

Oscar Romero (Bem-Aventurado)
Oscar Arnulfo Romero Y Gadamez nasceu em 15 de agosto de 1917, em Ciudad Barrios, em El Salvador. Sua família era numerosa e pobre. Quando criança, sua saúde inspirava cuidados. Com apenas 13 anos entrou no seminário. Foi para Roma completar o curso de teologia com 20 anos e se ordenou sacerdote, em 1943.
Retornou a El Salvador, na função de pároco. Era um sacerdote generoso e atuante: visitava os doentes, lecionava religião nas escolas, foi capelão do presídio; os pobres carentes faziam fila na porta de sua casa paroquial, pedindo e recebendo ajuda. Durante 26 anos, na função de vigário, padre Oscar Romero conheceu a miséria profunda que assolava seu pequeno país.
A maioria dos países sul-americana vivia duras experiências de ditaduras militares, na década de 1970. Também para El Salvador era um período de grandes conflitos. Em 1977, padre Oscar Romero foi nomeado Arcebispo de El Salvador, chegando à capital com fama de conservador. No fundo era um homem do povo, simples, de profunda sensibilidade para com os sofrimentos da maioria, de firme perspicácia aliada à coragem de decisão.
Em 1979, o presidente do país foi deposto pelo golpe militar. A ditadura se instalou no país e, pouco a pouco, se acirrou a violência. Reinou o caos político, econômico e institucional no país. De janeiro a março de 1980 foram assassinados 1015 salvadorenhos. Os responsáveis pertenciam às forças de segurança e às organizações conservadoras do regime militar instalado no país.
Nessa ocasião, dois sacerdotes foram assassinados violentamente por defenderem os camponeses, que foram pedir abrigo em suas paróquias. Dom Romero teve que se posicionar e, de pronto, se colocou no meio do conflito. Não para aumentá-lo, mas para ajudar a resolvê-lo. Esta atitude revelou o quando sua espiritualidade foi realista e o seu coração, sereno e obediente ao Evangelho.
No dia 24 de março de 1980, Dom Romero foi fuzilado, em meio aos doentes de câncer e enfermeiros, enquanto celebrava uma missa na capela do Hospital da Divina Providência, na capital de El Salvador.
Sua ação pastoral visava ao entendimento mútuo entre os salvadorenhos. Criticava duramente tanto a inércia do governo, as interferências estrangeiras, como as injustiças praticadas pelos grupos “revolucionários”. O Arcebispo Dom Oscar Arnulfo Romero foi fiel a Igreja, e pagou com a vida o preço de ser discípulo de Cristo. O seu nome foi incluído na relação dos 1015 salvadorenhos que foram assassinados, em 1980.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 24 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Hebreus 10, 1-18
A nossa santificação pelo sacrifício de Cristo
Irmãos: A Lei de Moisés contém apenas a sombra dos bens futuros e não a expressão das realidades. Por isso nunca pode levar à perfeição aqueles que se aproximam do altar com os mesmos sacrifícios, que indefinidamente se oferecem, ano após ano. De outro modo, não teriam deixado de os oferecer, se os que prestam esse culto, purificados de uma vez para sempre, já não tivessem consciência de qualquer pecado? Ao contrário, por tais sacrifícios se evoca anualmente a lembrança dos pecados, porque é impossível que o sangue de touros e cabritos perdoe os pecados.
Por isso, ao entrar no mundo, Cristo diz: «Não quiseste sacrifícios nem oblações, mas formaste-Me um corpo. Não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado. Então Eu disse: ‘Eis-Me aqui; no livro sagrado está escrito a meu respeito: Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade’».
Primeiro, disse: «Não quiseste sacrifícios nem oblações, não Te agradaram holocaustos nem imolações pelo pecado». E no entanto eles são oferecidos segundo a Lei. Depois acrescenta: «Eis-Me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade». Assim aboliu o primeiro culto para estabelecer o segundo. É em virtude dessa vontade que nós somos santificados pela oblação do Corpo de Jesus Cristo, feita de uma vez para sempre.
Todo o sacerdote se apresenta cada dia para exercer o seu ministério e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca poderão perdoar os pecados; Cristo, ao contrário, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo de seus pés. Porque, com uma única oblação, tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica. O Espírito Santo também no-lo confirma, porque, depois de ter declarado: «Esta é a aliança que estabelecerei com eles, depois daqueles dias», o Senhor acrescenta: «Hei de imprimir as minhas leis no seu coração e gravá-las no seu espírito, e não Me recordarei mais dos seus pecados e iniquidades». Ora, onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo
(Oratio 9, In ramos palmarum: PG 97, 990-994) (Sec. VIII)
Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel
Vinde, subamos ao Monte das Oliveiras, ao encontro de Cristo que hoje regressa de Betânia e Se encaminha voluntariamente para a sua santa e venerável paixão, a fim de realizar o mistério da salvação dos homens.
Caminha o Senhor livremente para Jerusalém, Ele que desceu do Céu por causa de nós, prostrados no abismo, a fim de nos elevar consigo, como diz a Escritura, acima de todos os Principados, Potestades, Virtudes e Dominações, acima de todo o nome conhecido neste mundo e no futuro.
O Senhor não vem com glória, fausto ou pompa. Ele não gritará nem clamará, diz a Escritura, nem se ouvirá a sua voz; mas será manso e humilde, e entrará com aparência modesta e vestes de pobreza.
Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua paixão; imitemos aqueles que foram ao seu encontro: não para juncar o caminho com ramos de oliveira ou de palma, tapetes ou mantos, mas para nos prostrarmos a seus pés com humildade e retidão de espírito, para acolhermos o Verbo que vem até nós e recebermos aquele Deus que lugar algum pode conter.
Alegra-Se Jesus Cristo porque deste modo nos mostra a sua mansidão e humildade, e sobe, por assim dizer, sobre o crepúsculo da nossa ínfima pequenez; veio ao nosso encontro e conviveu conosco, fazendo-Se um de nós, para nos elevar e reconduzir a Si.
Diz o salmo que Ele sobe ao mais alto dos Céus, isto é, para a excelsa glória da sua divindade, como primícias antecipadas da nossa condição futura; mas nem por isso abandona o género humano, porque o ama e quer elevar consigo a natureza humana, levantando-a do mais ínfimo da terra, de glória em glória, até a fazer participante da sua dignidade sublime.
Portanto, em vez de túnicas ou ramos sem vida, em vez de arbustos que alegram os olhos por pouco tempo, mas depressa perdem a sua frescura, lancemo-nos a nós mesmos aos pés de Cristo, revestidos da sua graça, ou melhor, revestidos d’Ele mesmo, porque todos vós que recebestes o Baptismo de Cristo, fostes revestidos de Cristo; sejamos como túnicas estendidas a seus pés.
Éramos como escarlate por causa dos nossos pecados, mas pelo banho salutar do Baptismo tornámo-nos brancos como a lã, para oferecermos ao vencedor da morte não já ramos de palmeira mas os troféus da sua vitória.
Agitando os ramos espirituais da alma, aclamemo-lo todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas santas palavras: Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel.
LEITURA BREVE
Zac 9, 9
Exulta de alegria, filha de Sião; grita de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu Rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho duma jumenta.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Cor 4, 10-11
Levamos sempre e por toda a parte no nosso corpo os sofrimentos da morte de Jesus, a fim de que se manifeste também no nosso corpo a vida de Jesus. Porque, estando ainda vivos, somos constantemente entregues à morte por causa de Jesus, para que se manifeste também na nossa carne mortal a vida de Jesus.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 4, 13-14
Alegrai-vos na medida em que participais nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 10-11
O Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua eterna glória em Cristo Jesus, depois de terdes sofrido um pouco, vos restabelecerá, vos aperfeiçoará, vos fortificará e vos tornará inabaláveis. A Ele o poder e a glória pelos séculos dos séculos. Amém!
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Atos 13, 26-30a
Irmãos, a nós foi dirigida esta palavra de salvação. Na verdade, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-o, cumpriram as palavras dos Profetas que se lêem cada sábado. Embora não tivessem encontrado nada que merecesse a morte, pediram a Pilatos que o mandasse matar. Cumprindo tudo o que estava escrito acerca d’Ele, desceram-no da cruz e depuseram-no no sepulcro. Mas Deus ressuscitou-o dos mortos.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
