“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE MARÇO DE 2024
27 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 29 DE MARÇO DE 2024
29 de março de 2024QUINTA-FEIRA DA SEMANA SANTA – CEIA DO SENHOR
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4301-liturgia-de-15-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Nós, porém devemos gloriar-nos na cruz do nosso Senhor Jesus Cristo; nele está a salvação, nossa vida e ressurreição; por ele somo salvos e libertos
(Gl 6,14).
Coleta
– Ó Pai, estamos reunidos para a santa ceia, na qual o vosso Filho, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por este mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Ex 12,1-8.11-14
Salmo Responsorial: Sl 115,12-18
– O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.
2ª Leitura: 1Cor 11,23-26
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 13,1-15
Glória a vós, ó Cristo, verbo de Deus.
Glória a vós, ó Cristo, verbo de Deus.
– Eu vos dou este novo mandamento, nova ordem agora vos dou, que, também, vos ameis uns aos outros, como eu vos amei, diz o Senhor (Jo 13,34).
Glória a vós, ó Cristo, verbo de Deus.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Ex 12,1-8.11-14): O Senhor disse a Moisés e a Aarão: 2. “Este mês será para vós o princípio dos meses: vós o tereis como o primeiro mês do ano. 3. Dizei a toda a assembleia de Israel: no décimo dia deste mês cada um de vós tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa. 4. Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará em comum com seu vizinho mais próximo, segundo o número das pessoas, calculando-se o que cada um pode comer. 5. O animal será sem defeito, macho, de um ano; podereis tomar tanto um cordeiro como um cabrito. 6. E o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; então toda a assembleia de Israel o imolará no crepúsculo. 7. Tomarão do seu sangue e o porão sobre as duas ombreiras e sobre a moldura da porta das casas em que o comerem. 8. Naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas. 11. Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Vós comereis apressadamente: é a Páscoa do Senhor. 12 .Naquela noite, passarei através do Egito, e ferirei os primogênitos no Egito, tanto os dos homens como os dos animais, e exercerei minha justiça contra todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. 13. O sangue sobre as casas em que habitais vos servirá de sinal (de proteção): vendo o sangue, passarei adiante, e não sereis atingidos pelo flagelo destruidor, quando eu ferir o Egito. 14. Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o com uma festa em honra do Senhor: fareis isso de geração em geração, pois é uma instituição perpétua.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 115,12-18 ): Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado? 4.(13) Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor. 5.(14) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo. 6.(15) É penoso para o Senhor ver morrer os seus fiéis. 7.(16) Senhor, eu sou vosso servo; vosso servo, filho de vossa serva: quebrastes os meus grilhões. 8.(17) Irei oferecer-vos um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor. 9.(18) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo […].
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1Cor 11,23-26): Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão 24. e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim”. 25. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim”. 26. Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 13,1-15): Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou. 2. Durante a ceia – quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo –, 3. sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, 4. levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. 5. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. 6. Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: “Senhor, queres lavar-me os pés!…”. 7. Respondeu-lhe Jesus: “O que faço não compreendes agora, mas irás compreendê-lo em breve”. 8. Disse-lhe Pedro: “Jamais me lavarás os pés!…”. Respondeu-lhe Jesus: “Se eu não os lavar, não terás parte comigo”. 9. Exclamou então Simão Pedro: “Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça”. 10. Disse-lhe Jesus: “Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!…”. 11. Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: “Nem todos estais puros”. 12. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: “Sabeis o que vos fiz? 13. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. 14. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros. 15. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Quinta-Feira da Semana Santa, em que celebramos a Ceia do Senhor (dia 28 de março de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Ex 12,1-8.11-14) sobre a Páscoa do Antigo Testamento, que consistiu no sacrifício de um cordeiro para servir como alimento e cujo sangue foi passado sobre as molduras das portas para proteger os moradores das casas onde foi celebrada a Páscoa, de modo a evitar que em suas portas entrasse o flagelo da morte, atraído pelo orgulho, pela renitência no pecado, pela idolatria…
Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que foi a prefiguração da Páscoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus cujo sangue derramado na cruz nos protege dos flagelos do pecado e cujo corpo nos é dado na Sagrada Eucaristia como sinal da eterna e definitiva aliança de Deus com seu povo – agora constituído pelos que professam a fé no Filho de Deus. Invoquemos, pois, o poder do sangue de Jesus para evitar que entrem em nós os flagelos consequentes do pecado e nos alimentemos com a maior assiduidade possível com o espiritualmente mais nutritivo dos néctares: a Sagrada Eucaristia!
Cumpre-nos também conservarmos a memória desse dia, celebrando a festa em honra ao Senhor, de geração em geração, por ser uma instituição perpétua, nesta magna data, comemorarmos o acontecimento mais elevado que já ocorreu na face da terra: a Páscoa do Senhor. E previamente a ela, a Quinta-Feira Santa, na qual, na Santa Ceia, foi instituída a Sagrada Eucaristia.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 115,12-18 ).
As santas palavras da 2ª Leitura (1Cor 11,23-26) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus, na Santa Ceia, deu graças, partiu o pão e disse: “Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim”. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim.”
Cumpre-nos impregnar-nos da consciência do profundo significado do Sacramento da Eucaristia, elucidado no Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 1323-1326):
- «O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue, para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até voltar, o sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura» (145).
- A Eucaristia é «fonte e cume de toda a vida cristã» (146). «Os restantes sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa» (147).
- «A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus, pelas quais a Igreja é o que é, são significados e realizados pela Eucaristia. Nela se encontra o cume, ao mesmo tempo, da ação pela qual Deus, em Cristo, santifica o mundo, e do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por Ele, ao Pai» (148).
- Enfim, pela celebração eucarística, unimo-nos desde já à Liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando «Deus for tudo em todos» (1 Cor 15, 18 ).
- Em síntese, a Eucaristia é o resumo e a súmula da nossa fé: «A nossa maneira de pensar está de acordo com a Eucaristia: e, por sua vez, a Eucaristia confirma a nossa maneira de pensar» (149).
O Santo Evangelho (Jo 13,1-15) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que na quinta-feira precedente à festa da Páscoa, ciente de que havia chegado sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo vivido com profundo amor pela humanidade, na noite da Santa Ceia, Jesus levantou-se, cingiu-se com uma toalha, colocou água em uma bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e enxugá-los com a toalha.
Simão Pedro protestou, mas Jesus retorquiu que se não lhe lavasse os pés Simão não teria parte com ele, que então aquiesceu. Em seguida Jesus lhes explicou: “Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.”
Cumpre-nos, pois, a exemplo de Jesus, colocar-nos a serviço dos irmãos, ainda que para isso tenhamos que nos colocar em posições e situações desconfortáveis, até mesmo desagradáveis… O Mestre dos Mestres e Senhor dos senhores deu o exemplo de servir com a mais expressiva humildade e cabe-nos seguir esse e todos os demais exemplos que nos deu em sua vida.
Imbuir o viver com um profundo sentido de eternidade, impregnado da consciência de que chegará a hora de passar desse mundo para o Pai e traçar um percurso que plenifique de sentido o viver, realizando o melhor nesse mundo – com profundo amor pela humanidade – e ao mesmo tempo se preparar para a vida eterna é o maior exemplo que Jesus nos deu e sintetiza o verdadeiro sentido da vida, que imuniza das ilusões e leva a desfrutar a verdadeira felicidade. Sigamos o exemplo do Mestre!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de invocação da proteção do sangue de Jesus contra os flagelos do pecado.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Quinta-Feira da Semana Santa, em que celebramos a Ceia do Senhor (dia 28 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Ex 12,1-8.11-14) sobre a Páscoa do Antigo Testamento, que consistiu no sacrifício de um cordeiro para servir como alimento e cujo sangue foi passado sobre as molduras das portas para proteger os moradores das casas onde foi celebrada a Páscoa, de modo a evitar que em suas portas entrasse o flagelo da morte, atraído pelo orgulho, pela renitência no pecado, pela idolatria…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para impregnar-nos da consciência de que a antiga Páscoa foi a prefiguração da Páscoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus cujo sangue derramado na cruz nos protege dos flagelos do pecado e cujo corpo nos é dado na Sagrada Eucaristia como sinal da eterna e definitiva aliança de Deus com seu povo – agora constituído pelos que professam a fé no Filho de Deus.
Invocamos o poder do sangue de Jesus para evitar que entrem em nós os flagelos consequentes do pecado! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que firmemos com determinada determinação – como dizia Santa Tereza de Ávila – o propósito de nos alimentamos com a maior assiduidade possível com o espiritualmente mais nutritivo dos néctares: a Sagrada Eucaristia!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que conservemos a memória desse dia, celebrando essa festa em honra ao Senhor, de geração em geração, por ser uma instituição perpétua, nesta magna data: comemoremos com júbilo o acontecimento mais elevado que já ocorreu na face da terra, a Páscoa do Senhor. E previamente a ela, a Quinta-Feira Santa, na qual, na Santa Ceia, foi instituída a Sagrada Eucaristia.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 115,12-18 ): Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado? 4.(13) Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor. 5.(14) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo. 6.(15) É penoso para o Senhor ver morrer os seus fiéis. 7.(16) Senhor, eu sou vosso servo; vosso servo, filho de vossa serva: quebrastes os meus grilhões. 8.(17) Irei oferecer-vos um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor. 9.(18) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo […].
Néctar espiritual extraído da Segunda Leitura – Oração para imbuir-se da consciência do profundo significado do Sacramento da Eucaristia
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Quinta-Feira da Semana Santa, em que celebramos a Ceia do Senhor (dia 28 de março de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (1Cor 11,23-26) que Jesus, na Santa Ceia, deu graças, partiu o pão e disse: “Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim”. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do profundo significado do Sacramento da Eucaristia, elucidado no Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 1323-1326):
- «O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue, para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até voltar, o sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura» (145).
- A Eucaristia é «fonte e cume de toda a vida cristã» (146). «Os restantes sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa» (147).
- «A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus, pelas quais a Igreja é o que é, são significados e realizados pela Eucaristia. Nela se encontra o cume, ao mesmo tempo, da ação pela qual Deus, em Cristo, santifica o mundo, e do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por Ele, ao Pai» (148).
- Enfim, pela celebração eucarística, unimo-nos desde já à Liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando «Deus for tudo em todos» (1 Cor 15, 18 ).
- Em síntese, a Eucaristia é o resumo e a súmula da nossa fé: «A nossa maneira de pensar está de acordo com a Eucaristia: e, por sua vez, a Eucaristia confirma a nossa maneira de pensar» (149).
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração para seguir o exemplo de Jesus e assim plenificar a vida de seu verdadeiro sentido
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Quinta-Feira da Semana Santa, em que celebramos a Ceia do Senhor (dia 28 de março de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 13,1-15) que na quinta-feira precedente à festa da Páscoa, ciente de que havia chegado sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo vivido com profundo amor pela humanidade, na noite da Santa Ceia, Jesus levantou-se, cingiu-se com uma toalha, colocou água em uma bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e enxugá-los com a toalha.
Simão Pedro protestou, mas Jesus retorquiu que se não lhe lavasse os pés Simão não teria parte com ele, que então aquiesceu. Em seguida Jesus lhes explicou: “Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Jesus, coloquemo-nos a serviço dos irmãos, ainda que para isso tenhamos que nos colocar em posições e situações desconfortáveis, até mesmo desagradáveis… O Mestre dos Mestres e Senhor dos senhores deu o exemplo de servir com a mais expressiva humildade e cabe-nos seguir esse e todos os demais exemplos que nos deu em sua vida.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que sigamos o grande exemplo que foi toda a vida de Jesus, que imbuiu o viver com um profundo sentido de eternidade, impregnado da consciência de que chegaria a hora de passar desse mundo para o Pai e traçou um percurso que plenificou de sentido seu viver, realizando o melhor nesse mundo – com profundo amor pela humanidade – e ao mesmo tempo se preparou para a vida eterna.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos, ó Trindade Santíssima, para que sigamos o exemplo do Mestre com gradual e progressivamente maior empenho, zelo, dedicação, denodo… a ponto de fazermos de nossas vidas uma oblação por ele, pela Igreja e pelos irmãos, como fizeram os santos, cientes de que esse é o verdadeiro sentido da vida, que imuniza das ilusões e leva a desfrutar a verdadeira felicidade!
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino – na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária; no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 28 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-28-de-marco-2/>]

São Xisto III
Xisto chegou a adotar uma posição neutra na controvérsia entre pelagianos e semipelagianos do sul da Gália, especialmente contra Cassiano, sendo advertido pelo papa Zózimo. Mas reconheceu o seu erro, com a ajuda de Agostinho, bispo de Hipona, que combatia arduamente aquela heresia, e que lhe escrevia regularmente.
Ao se tornar papa em 432, Xisto III agindo com bastante austeridade e firmeza, nesta ocasião, Agostinho teve de lhe pedir moderação. Foi assim, que este papa conseguiu o fim definitivo da doutrina herege. Esta doutrina pelagiana negava o pecado original e a corrupção da natureza humana. Também defendia a tese de que o homem, por si só, possuía a capacidade de não pecar, dispensando dessa maneira a graça de Deus.
Ele também conduziu com sabedoria uma ação mais conciliadora em relação a Nestório, acabando com a controvérsia entre João de Antioquia e Cirilo, patriarca de Constantinopla, sobre a divindade de Maria. Em seguida, demonstrou a sua firme autoridade papal na disputa com o patriarca Proclo. Xisto III teve de escrever várias epístolas para manter o governo de Roma sobre a lliría, contra o imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla, com a ajuda deste patriarca.
Depois do Concílio de Éfeso em 431, em que a Mãe de Jesus foi aclamada Mãe de Deus, o papa Xisto III mandou ampliar e enriquecer a basílica dedicada à Santa Mãe das Neves, situada no monte Esquilino, mais tarde chamada Santa Maria Maior. Esta igreja é a mais antiga do Ocidente que foi dedicada a Nossa Senhora.
Desta maneira ele ofereceu aos fiéis um grande monumento ao culto da bem-aventurada Virgem Maria, à qual prestamos um culto de hiperdulia, ou seja, de veneração maior do que o prestado aos outros santos. Xisto III, mandou vir da Palestina as tábuas de uma antiga manjedoura, que segundo a tradição havia acolhido o Menino Jesus na gruta de Belém, dando origem ao presépio. Introduziu no Ocidente a tradição da Missa do Galo celebrada na noite de Natal, que era realizada em Jerusalém desde os primeiros tempos da Igreja.
Durante o seu pontificado, Xisto III promoveu uma intensa atividade edificadora, reformando e construindo muitas igrejas, como a exuberante basílica de São Lourenço em Lucina, na Itália.
Morreu em 19 de agosto de 440, deixando a indicação do sucessor, para aquele que foi um dos maiores papas dos primeiros séculos, Leão Magno. A Igreja indicou sua celebração para o dia 28 de março, após a última reforma oficial do calendário litúrgico.

Santa Gisela da Baviera [Fonte: <https://conventodapenha.org.br/santa-gisela-28-de-marco/>
Santa Gisela nasceu em 985. Filha do duque bávaro, Henrique, e de Gisela de Barganha. Em 996 os emissários da Hungria vieram a sua casa, para a alegria de seus pais, pedir sua mão em casamento. Gisela que tinha se consagrado a Deus no íntimo de seu coração não teve como mudar esta situação e assim mudou-se para a corte principesca húngara, casando-se com o rei Estevão.
Porém, sua meta continuava a ser a de levar todo o povo para Cristo. Gisela foi coroada e ungida como primeira rainha cristã dos húngaros e com ela, seu marido Estevão que se converteu ao cristianismo por sua influência.
Gisela ajudou na construção e nos reparos de igrejas, construiu a Catedral de Vezprim para a qual doou ricos feudos. Mandou vir escultores da Grécia para embelezarem as Igrejas. Porém passou por grandes sacrifícios. Perdeu a primeira filha e logo depois, o filho. Outras duas filhas se casaram e jamais as reviu por partirem para terras muito distantes. Seu filho Américo, que deveria sucedê-la ao trono real, também faleceu. Mais tarde ele foi canonizado pela sua santidade.
Em 15 de agosto de 1038, festa da Assunção de Nossa Senhora, dia em que se consagrara anos atrás, seu esposo faleceu, e também foi canonizado. Após tantas mortes passou a receber tratamentos hostis do povo pagão húngaro. Confiscaram seus bens, proibiram-na de se corresponder com parentes de países estrangeiros, prenderam-na e a maltrataram. Depois de vários anos de prisão, foi libertada por Henrique III, em 1042. Voltou a Baviera e se fez beneditina no Mosteiro de Niederburg, o qual Henrique II elevara à categoria de abadia.
Prudente e sábia foi eleita abadessa, governando a abadia até 7 de maio de 1065. Foi enterrada na capela de Parz. Logo após sua morte vinham romeiros de todos os recantos do mundo rezar junto ao seu túmulo.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
REFLEXÃO
A vida de santa Gisela foi cercada de sofrimentos e desapegos, mas em nenhum momento Gisela revoltou-se ou esqueceu-se de confiar em Deus. Em todos os desencontros da vida, Gisela soube conservar no seu coração a consagração que fizera desde a infância. Peçamos hoje, pela intercessão de Santa Gisela, que tenhamos firmeza de caráter e confiança absoluta no nome de Deus.
ORAÇÃO
Senhor nosso Deus, que Santa Gisela, vossa fiel esposa, desperte em nosso coração a chama da caridade que ela transmitiu a suas irmãs. Olhe por nós, para que diante das perdas de quem amamos possamos obter a graça da fortaleza. Diante da solidão, possamos ter quem nos socorra e nos conduza por caminhos retos, e que nossas Igrejas tenham sempre o esplendor espiritual. Por Cristo nosso Senhor. Amém!


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 28 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Hebreus 4, 14 – 5, 10
Jesus Cristo, sumo sacerdote
Irmãos: Tendo nós um eminente sumo sacerdote que penetrou os Céus, Jesus, Filho de Deus, permaneçamos firmes na profissão da nossa fé. Na verdade, nós não temos um sumo sacerdote incapaz de Se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado. Vamos, portanto, cheios de confiança, ao trono da graça, a fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno.
Na verdade, todo o sumo sacerdote, escolhido de entre os homens, é constituído em favor dos homens, nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Ele pode ser compreensivo para com os ignorantes e os extraviados, porque também ele está revestido de fraqueza; e por isso deve oferecer sacrifícios pelos próprios pecados e pelos do seu povo.
Ninguém atribui a si próprio esta honra, senão quem foi chamado por Deus, como Aarão. Assim também, não foi Cristo que tomou para Si a glória de Se tornar sumo sacerdote; deu-a aquele que Lhe disse: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei», e como disse ainda noutro lugar: «Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec».
Nos dias da sua vida mortal, Ele dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte, e foi atendido por causa da sua piedade. Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento. E tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se, para todos os que Lhe obedecem, causa de salvação eterna, Ele que foi proclamado por Deus sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Homilia de Melitão de Sardes, bispo, sobre a Páscoa
(Nn. 65-71: SC 123. 95-101) (Sec. II)
O Cordeiro imolado libertou-nos da morte
Muitas coisas foram preditas pelos Profetas acerca do mistério da Páscoa, que é Cristo, ao qual seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amém! Ele desceu dos Céus à terra para curar a enfermidade do homem; revestiu-Se da nossa natureza no seio da Virgem e fez-Se homem; tomou sobre Si os sofrimentos do homem enfermo num corpo sujeito ao sofrimento e destruiu as fraquezas da carne; e com o seu espírito que não podia morrer, matou a morte homicida.
Foi conduzido à morte como um cordeiro; libertou-nos da sedução do mundo, como outrora tirou os israelitas do Egito; salvou-nos da escravidão do demónio, como outrora arrancou Israel das mãos do Faraó; imprimiu em nossas almas o sinal do seu Espírito e assinalou os nossos corpos com o seu Sangue.
Foi Ele que venceu a morte e confundiu o demónio, como outrora Moisés ao Faraó. Foi Ele que destruiu a iniquidade e condenou à esterilidade a injustiça, como Moisés ao Egito.
Foi Ele que nos fez passar da escravidão à liberdade, das trevas à luz, da morte à vida, da tirania ao reino perpétuo, e fez de nós um sacerdócio novo, um povo eleito para sempre. Ele é a Páscoa da nossa salvação.
Foi Ele que tomou sobre Si os sofrimentos de todos: foi morto em Abel, atado de pés e mãos em Isaac; peregrino em Jacob; vendido em José; exposto em Moisés; degolado no cordeiro; perseguido em David e desonrado nos Profetas.
Foi Ele que encarnou no seio da Virgem, foi suspenso na cruz, sepultado na terra e, ressuscitando de entre os mortos, subiu ao mais alto dos Céus.
Foi Ele o cordeiro que não abriu a boca, o cordeiro imolado, nascido de Maria, cordeira sem mancha; tirado do rebanho, foi conduzido ao matadouro, imolado à tarde e sepultado à noite; ao ser crucificado, não Lhe partiram nenhum osso; não sofreu a corrupção do túmulo; mas ressuscitou dos mortos e restituiu a vida aos homens.
LEITURA BREVE
Hebr 2, 9b-10
Vemos Jesus coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em proveito de todos. Convinha, na verdade, que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir muitos filhos para a sua glória, levasse à glória perfeita, pelo sofrimento, o autor da salvação.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 4, 14-15
Tendo nós um eminente sumo sacerdote que penetrou os Céus, Jesus, Filho de Deus, permaneçamos firmes na profissão da nossa fé. Na verdade, nós não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, exceto no pecado.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 7, 26-27
Tal era o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus, que não tem necessidade, como os outros sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiro pelos próprios pecados, depois pelos pecados do povo. Isto o fez uma vez para sempre, quando se ofereceu a si mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Hebr 9, 11-12
Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Atravessou o tabernáculo maior e mais perfeito, que não foi feito por mãos humanas, nem pertence a este mundo, e entrou de uma vez para sempre no Santuário. Não derramou sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio sangue, e alcançou-nos uma redenção eterna.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 13, 12-15
Para santificar o povo com o seu próprio sangue, Jesus sofreu a morte fora das portas. Portanto, saiamos ao seu encontro, fora do acampamento, levando a sua ignomínia.
Porque não temos aqui cidade permanente, mas vamos em busca da futura. Por meio dele ofereçamos a Deus continuamente um sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que aclamam o seu nome.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
