“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE MARÇO DE 2024
28 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 30 DE MARÇO DE 2024
30 de março de 2024SEXTA-FEIRA SANTA- PAIXÃO DO SENHOR- DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada abaixo:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4315-liturgia-29-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terreno, possamos trazer pela graça a imagem do homem novo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 52,13-53,12
Salmo Responsorial: Sl 30, 2.6.12-13.15-17.25
– Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
2ª Leitura: Hb 4,14-16 5.7-9
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 18,1-19.42
Louvor e honra, a vós, Senhor Jesus.
Louvor e honra, a vós, Senhor Jesus.
– Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome (Fl 2,8).
Louvor e honra, a vós, Senhor Jesus.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Is 52,13-53,12): Eis que meu Servo prosperará, crescerá, ele se elevará, será exaltado. 14. Assim como, à sua vista, muitos ficaram embaraçados – tão desfigurado estava que havia perdido a aparência humana –, 15. assim o admirarão muitos povos: os reis permanecerão mudos diante dele, porque verão o que nunca lhes tinha sido contado, e observarão um prodígio inaudito. [Capítulo 53] 1. Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? 2. Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. 3. Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. 4. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. 5. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. 6. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. 7. Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. Ele não abriu a boca. 8. Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? 9. Foi-lhe dada sepultura ao lado de facínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. 10. Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. 11. Após suportar em sua pessoa os tormentos, ele se alegrará de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniquidades. 12. Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 30, 2.6.12-13.15-17.25): Junto de vós, Senhor, me refugio. Não seja eu confundido para sempre; por vossa justiça, livrai-me! 6. Em vossas mãos entrego meu espírito; livrai-me, ó Senhor, Deus fiel. 12. Tornei-me objeto de opróbrio para todos os inimigos, ludíbrio dos vizinhos e pavor dos conhecidos. Fogem de mim os que me vêem na rua. 13. Fui esquecido dos corações como um morto, fiquei rejeitado como um vaso partido. 15. Mas eu, Senhor, em vós confio. Digo: Sois vós o meu Deus. 16. Meu destino está nas vossas mãos. Livrai-me do poder de meus inimigos e perseguidores. 17. Mostrai semblante sereno ao vosso servo, salvai-me pela vossa misericórdia. 25. Animai-vos e sede fortes de coração todos vós, que esperais no Senhor.
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (Hb 4,14-16 5.7-9): Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé. 15. Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado. 16. Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno. (Cap. 5) 7. Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. 8. Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. 9. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem (…).
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 18,1-19.42): Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. 2. Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia frequentemente para lá com os seus discípulos. 3. Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas. 4. Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? 5. Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.) 6. Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. 7. Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré. 8. Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes. 9. Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12). 10. Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.) 11. Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu? 12. Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. 13. Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. 14. Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo. 15. Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, 16. porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. 17. A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele. 18. Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. 19. O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20. Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. 21. Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. 22. A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? 23. Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates? 24. (Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.) 25. Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não! 26. Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto? 27. Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou. 28. Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. 29. Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? 30. Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti. 31. Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém. 32. Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer (Mt 20,19). 33. Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? 34. Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? 35. Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? 36. Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. 37. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz. 38. Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?… Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum. 39. Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? 40. Então todos gritaram novamente e disseram: Não! A este não! Mas a Barrabás! (Barrabás era um salteador.) [Capítulo 19] 1. Pilatos mandou então flagelar Jesus. 2. Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. 3. Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. 4. Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação. 5. Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem! 6. Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Falou-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma. 7. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus. 8. Estas palavras impressionaram Pilatos. 9. Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu. 10. Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar? 11. Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior. 12. Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador. 13. Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. 14. (Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! 15. Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César! 16. Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. 17. Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. 18. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19. Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. 20. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. 21. Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus. 22. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi. 23. Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. 24. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados. 25. Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. 27. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. 28. Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede. 29. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. 30. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito. 31. Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. 33. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, 34. mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. 35. O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais. 36. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46). 37. E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10). 38. Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. 39. Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. 40. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. 41. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. 42. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Sexta-Feira da Semana Santa (dia 29 de março de 2024)compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 52,13-53,12) que a profecia de Isaías previu que o Servo do Senhor prosperaria, cresceria e seria exaltado.
Assim foi com Jesus, tanto que em sua entrada triunfal em Jerusalém, no Domingo de Ramos, foi aclamado como rei. Em seguida, na sua via crucis, ficou tão desfigurado que perdeu a aparência humana, face ao altíssimo grau de sofrimento a que foi submetido, conforme também previu o profeta.
Com isso, tomou sobre si nossas enfermidades; carregou os nossos sofrimentos; foi castigado por nossos crimes; esmagado por nossas iniquidades, curando-nos com suas chagas. Diante de tudo isso permaneceu resignado como um cordeiro conduzido ao matadouro, como ovelha muda nas mãos do tosquiador…
Foi arrebatado por um iníquo julgamento e morto pelos pecados de seu povo, ao lado de ladrões, muito embora totalmente inocente, não tendo jamais sequer proferido mentira. Esmagado pelo sofrimento, ofereceu sua vida em sacrifício expiatório, realizando plenamente a vontade de Deus.
Após uma vida irrepreensível, na qual fez somente o bem, passou pelo máxime sofrimento do gólgota, porém foi glorificado pelo Pai, tornando-se primogênito de uma posteridade duradoura formada pelos que a ele aderiram e se tornaram seus servidores: os integrantes da Igreja, do Corpo de Cristo, formado por miríades de membros…
Cabe-nos dobrar os joelhos, postar-nos com profunda reverência ao seu exemplo supremo de doação; de esvaziamento de si mesmo pelo próximo; de resignação; de submissão de absolutamente tudo em prol de um bem maior. Cumpre-nos, por isso, adorá-lo por sua divindade, visto que somente uma natureza divina poderia agir de forma tão altaneira, sublime…
Ainda que investido, paralelamente à divina, de uma natureza humana frágil, propensa à fuga da dor e busca do prazer, sublimou-a em extremo, dando o necessário exemplo a ser seguido pelos que desejam superar a condição de semi-animalidade a que reduz o viver abandonado ao pecado.
Ensinou e deu o supremo exemplo de um viver elevado a outra dimensão e convida-nos a elevar-nos também; a fazermos parte do seu reino de amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios, que consiste na fórmula perfeita para usufruir e contribuir com os semelhantes para que também usufruam a maior felicidade possível neste mundo e que, pari passu, pavimenta o caminho para ingressar gloriosamente na vida eterna!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 30, 2.6.12-13.15-17.25).
As santas palavras da 2ª Leitura (Hb 4,14-16 5.7-9) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que temos um Sumo Sacerdote que penetrou no céu, Jesus Cristo, Filho de Deus, que investiu-se de nossa natureza humana para viabilizar que nos irmanemos à sua natureza divina.
Cumpre-nos conservar com firmeza a fé naquele que se compadece de nossas fraquezas, pois passou pelas mesmas provações que nós, sendo sabedor de tudo o que passamos, muito embora tenha se mantido isento de pecar. Cabe-nos aproximar-nos do trono da graça para alcançar misericórdia e encontrar a graça de um auxílio oportuno daquele que nos dias de sua vida mortal dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que podia salvar da morte.
Foi atendido, pela sua piedade, muito embora tenha sido submetido a atrozes sofrimentos, ainda que fosse Filho de Deus. Contudo manteve-se obediente até a morte, sendo então glorificado, ressurgido dos mortos, tonando-se o redentor, o autor da salvação eterna para todos os que nele crêem, ouvem suas palavras e as colocam em prática.
O Santo Evangelho (Jo 18,1-19.42) compele-nos em especial a reconhecer que Nosso Senhor Jesus Cristo cumpriu primorosamente tudo o que dele foi vaticinado pelas profecias a respeito do Servo sofredor (conforme Is 52,13-53,12), sendo o Sumo Sacerdote que ofereceu a si mesmo como vítima de expiação no sacrifício derradeiro e definitivo, de valor supremo… (conforme Hb 4,14-16 5.7-9).
Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo concede a quem aceita sua magnânima misericórdia – a quem supera a dureza dos corações empedernidos pelo orgulho – a suprema ventura de ter perdoados os pecados e renascer espiritualmente, de ser investido de vida nova (conforme 2 Cor,5-17), ingressando do Reino de Deus.
Cabe-nos imbuir-nos da clareza de que para nos conceder tais extremos benefícios, requer de nós tão somente a fé, a adesão a ele, a disposição de segui-lo, de dedicar-nos diligentemente a conhecer seus ensinamentos e colocá-los em prática. Obrigado, Senhor, pela extrema generosidade, pelo infinito amor com que nos amais!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de reconhecimento de que Nosso Senhor Jesus Cristo é o Filho de Deus que se fez homem e deu o supremo exemplo da máxima sublimação, cumprindo-nos adorá-lo e viver pautados em seus ensinamentos e exemplos
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Sexta-Feira Santa (dia 29 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Is 52,13-53,12) que a profecia de Isaías previu que o Servo do Senhor prosperaria, cresceria e seria exaltado.
Assim foi com Jesus, tanto que em sua entrada triunfal em Jerusalém, no Domingo de Ramos, foi aclamado como rei. Em seguida, na sua via crucis, ficou tão desfigurado que perdeu a aparência humana, face ao altíssimo grau de sofrimento a que foi submetido, conforme também previu o profeta.
Com isso, tomou sobre si nossas enfermidades; carregou os nossos sofrimentos; foi castigado por nossos crimes; esmagado por nossas iniquidades, curando-nos com suas chagas. Diante de tudo isso permaneceu resignado como um cordeiro conduzido ao matadouro, como ovelha muda nas mãos do tosquiador…
Foi arrebatado por um iníquo julgamento e morto pelos pecados de seu povo, ao lado de ladrões, muito embora totalmente inocente, não tendo jamais sequer proferido mentira. Esmagado pelo sofrimento, ofereceu sua vida em sacrifício expiatório, realizando plenamente a vontade de Deus.
Após uma vida irrepreensível, na qual fez somente o bem, passou pelo máxime sofrimento do gólgota, porém foi glorificado pelo Pai, tornando-se primogênito de uma posteridade duradoura formada pelos que a ele aderiram e se tornaram seus servidores: os integrantes da Igreja, do Corpo de Cristo, formado por miríades de membros…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que dobremos diariamente os joelhos, postemo-nos com profunda reverência ao seu exemplo supremo de doação; de esvaziamento de si mesmo pelo próximo; de resignação; de submissão de absolutamente tudo em prol de um bem maior, adorando-o por sua divindade, visto que somente uma natureza divina poderia agir de forma tão altaneira, sublime…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Jesus, mesmo investido, paralelamente à divina, de uma natureza humana frágil, propensa à fuga da dor e busca do prazer, sublimou-a em extremo, dando o necessário exemplo a ser seguido pelos que desejam superar a condição de semi-animalidade a que reduz o viver abandonado ao pecado.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos, ó Trindade Santíssima, para que nos impregnemos profundamente da consciência de que Jesus ensinou e deu o supremo exemplo de um viver elevado a outra dimensão, que convida-nos a elevar-nos também; a fazermos parte do seu reino de amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios, que consiste na fórmula perfeita para usufruir e contribuir com os semelhantes para que também usufruam a maior felicidade possível neste mundo e que, pari passu, pavimenta o caminho para ingressar gloriosamente na vida eterna!
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 30, 2.6.12-13.15-17.25): Junto de vós, Senhor, me refugio. Não seja eu confundido para sempre; por vossa justiça, livrai-me! 6. Em vossas mãos entrego meu espírito; livrai-me, ó Senhor, Deus fiel. 12. Tornei-me objeto de opróbrio para todos os inimigos, ludíbrio dos vizinhos e pavor dos conhecidos. Fogem de mim os que me vêem na rua. 13. Fui esquecido dos corações como um morto, fiquei rejeitado como um vaso partido. 15. Mas eu, Senhor, em vós confio. Digo: Sois vós o meu Deus. 16. Meu destino está nas vossas mãos. Livrai-me do poder de meus inimigos e perseguidores. 17. Mostrai semblante sereno ao vosso servo, salvai-me pela vossa misericórdia. 25. Animai-vos e sede fortes de coração todos vós, que esperais no Senhor.
Néctar espiritual extraído da Segunda Leitura – Oração para aproximar-se do trono da graça e alcançar misericórdia do autor da salvação
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Sexta-Feira da Semana Santa (dia 29 de março de 2024), que esclarece em especial na 2ª Leitura (Hb 4,14-16 5.7-9) que temos um Sumo Sacerdote que penetrou no céu, Jesus Cristo, Filho de Deus, que investiu-se de nossa natureza humana para viabilizar que nos irmanemos à sua natureza divina.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos, ó Trindade Santíssima, para que conservemos com firmeza a fé naquele que se compadece de nossas fraquezas, pois passou pelas mesmas provações que nós, sendo sabedor de tudo o que passamos, muito embora tenha se mantido isento de pecar.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos aproximemos do trono da graça para alcançar misericórdia e encontrar a graça de um auxílio oportuno daquele que nos dias de sua vida mortal dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que podia salvar da morte.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Jesus foi atendido em seus clamores, pela sua piedade, muito embora tenha sido submetido a atrozes sofrimentos, ainda que fosse Filho de Deus. Contudo manteve-se obediente até a morte, sendo então glorificado, ressurgido dos mortos, tonando-se o redentor, o autor da salvação eterna para todos os que nele crêem, ouvem suas palavras e as colocam em prática.
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração de invocação da graça de superar a dureza do coração e renascer espiritualmente pela fé em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo para a vida nova do Reino de Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária da Sexta-Feira da Semana Santa (dia 29 de março de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 18,1-19.42) que cumpre-nos reconhecer que Nosso Senhor Jesus Cristo cumpriu primorosamente tudo o que foi vaticinado pelas profecias a respeito do Servo sofredor (conforme Is 52,13-53,12), sendo o Sumo Sacerdote que ofereceu a si mesmo como vítima de expiação no sacrifício derradeiro e definitivo, de valor supremo… (conforme Hb 4,14-16 5.7-9).
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo concede a quem aceita sua magnânima misericórdia – a quem supera a dureza dos corações empedernidos pelo orgulho – a suprema ventura de ter perdoados os pecados e renascer espiritualmente, de ser investido de vida nova (conforme 2 Cor,5-17), ingressando do Reino de Deus.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos imbuamos da clareza de que para conceder-nos tais extremos benefícios, o Senhor Jesus requer de nós tão somente a fé, a adesão a ele, a disposição de segui-lo, de dedicar-nos diligentemente a conhecer seus ensinamentos e colocá-los em prática. Obrigado pela extrema generosidade, pelo infinito amor com que nos amais!
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino – na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária; no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 29 de Março
[Fonte: <>]


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 29 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Hebreus 9, 11-28
Cristo, sumo sacerdote, entrou de uma vez para sempre pelo seu próprio Sangue no Santuário celeste
Irmãos: Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Atravessou o tabernáculo maior e mais perfeito, que não foi feito por mãos humanas, nem pertence a este mundo, e entrou de uma vez para sempre no Santuário. Não derramou sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio Sangue, e alcançou-nos uma redenção eterna.
Na verdade, se o sangue de cabritos e de touros e a cinza de vitela, aspergidos sobre os que estão impuros, os santificam em ordem à pureza legal, quanto mais o Sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Deus como vítima sem mancha, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!
Por isso, Ele é mediador de uma nova aliança, para que, intervindo a sua morte para remissão das transgressões cometidas durante a primeira aliança, os que são chamados recebam a herança eterna prometida. Porque, onde há um testamento, é necessário que se verifique a morte do testador, porque o testamento só produz efeito depois da morte, uma vez que nunca entra em vigor enquanto o testador está vivo. Por conseguinte, até a primeira aliança foi inaugurada com efusão de sangue.
Com efeito, quando Moisés proclamou a todo o povo cada um dos preceitos da Lei, tomou o sangue dos novilhos e dos cabritos, com água, lã escarlate e um hissope, e aspergiu não só o próprio livro mas também o povo inteiro, dizendo: «Este é o sangue da aliança que Deus estabeleceu convosco». Depois aspergiu da mesma forma com sangue o tabernáculo e todos os objetos do culto. Aliás, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem efusão de sangue não há perdão. Portanto, se as imitações das coisas celestes são purificadas deste modo, é necessário que as realidades celestes sejam purificadas com sacrifícios mais excelentes que esses.
De facto, Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio; nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. E como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Catequeses de São João Crisóstomo, bispo
(Cat. 3, 13-19: SC 50, 174-177) (Sec. IV)
O valor do Sangue de Cristo
Queres conhecer o valor do Sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: Imolai, diz Moisés, um cordeiro de um ano e assinalai as portas com o seu sangue. Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem racional? Certamente, responde ele, não porque é sangue, mas porque prefigura o Sangue do Senhor. Se hoje o inimigo, em vez do sangue simbólico aspergido nos umbrais, vir resplandecer nos lábios dos fiéis, portas dos templos de Cristo, o sangue da nova realidade, fugirá ainda para mais longe.
Queres compreender ainda mais profundamente o valor deste Sangue? Repara donde brotou e qual é a sua fonte. Começou a brotar da cruz, e a sua fonte foi o lado do Senhor. Estando já morto Jesus, diz o Evangelho, e ainda cravado na cruz, aproximou-se um soldado, trespassou-lhe o lado com uma lança e logo saiu água e sangue: água como símbolo do Baptismo, sangue como símbolo da Eucaristia. O soldado trespassou o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo e eu achei um grande tesouro e alegro-me por ter encontrado riquezas admiráveis. Assim aconteceu com aquele cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício. Do lado saiu sangue e água. Não quero, estimado ouvinte, que passes inadvertidamente por tão grande mistério.
Falta-me ainda explicar-te outro significado místico. Disse que esta água e este sangue simbolizavam o Baptismo e a Eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a Igreja, pelo banho de regeneração e pela renovação do Espírito Santo, isto é, pelo sacramento do Baptismo e pela Eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Foi do lado de Cristo, por conseguinte, que se formou a Igreja, como foi do lado de Adão que Eva foi formada.
Por esta razão, a Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressão carne da minha carne, osso dos meus ossos, que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus, do lado de Adão formou a mulher, assim Cristo, do seu lado, nos deu a água e o sangue para formar a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, assim Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono da sua morte.
Vede como Cristo Se uniu à sua Esposa, vede com que alimento nos sacia. O mesmo alimento nos faz nascer e nos alimenta. Assim como a mulher se sente impulsionada pelo amor natural a alimentar com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, assim também Cristo alimenta sempre com o seu Sangue aqueles a quem deu o novo nascimento.
LEITURA BREVE
Is 52, 13-15
Vede como vai prosperar o meu servo: subirá, elevar-se-á, será exaltado. Assim como, à sua vista, muitos se encheram de espanto – tão desfigurado estava o seu rosto que tinha perdido toda a aparência de ser humano – assim se hão de encher de assombro muitas nações e diante dele os reis ficarão calados, porque hão de ver o que nunca lhes tinham contado e observar o que nunca tinham ouvido.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 53, 2-3
Cresce diante do Senhor como um rebento, como raiz numa terra árida, sem distinção nem beleza para atrair o nosso olhar, nem aspecto agradável que possa cativar-nos. Desprezado e repelido pelos homens, homem de dores, acostumado ao sofrimento, era como aquele de quem se desvia o rosto, pessoa desprezível e sem valor para nós.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 53, 4-5
Ele suportou as nossas enfermidades e tomou sobre si as nossas dores. E nós víamos nele um homem castigado, ferido por Deus e humilhado. Foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Caiu sobre ele o castigo que nos salva: pelas suas chagas fomos curados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 53, 6-7
Todos nós, como ovelhas, andávamos errantes; cada qual seguia o seu caminho. E o Senhor fez cair sobre ele as culpas de todos nós. Maltratado, resignou-se e não abriu a boca. Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 2, 21b-24
Cristo sofreu por vós, deixando-vos o exemplo para que sigais os seus passos. Ele não cometeu pecado algum, e na sua boca não se encontrou mentira. Insultado, não pagava com injúrias; maltratado, não respondia com ameaças. Mas entregava-se àquele que julga com justiça. Suportou os nossos pecados no seu corpo sobre o madeiro da cruz, a fim de que, mortos para o pecado, vivamos para a justiça. Pelas suas chagas fomos curados.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
