“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 29 DE MARÇO DE 2024
29 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 31 DE MARÇO DE 2024
31 de março de 2024SÁBADO – VIGÍLIA PASCAL
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4316-liturgia-de-30-de-marco-de-2024>]
Primeira leitura: Gn 1,1.26-31 – breve
Salmo responsorial: Sl 104
– Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.
Oração:
– Ó Deus, admirável na criação do ser humano e mais ainda na sua redenção, dai-nos a sabedoria de resistir ao pecado e chegar à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.
Segunda leitura: Gn 22,1-2.9-13.15-18 – breve
Salmo responsorial: Sl 16
– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Oração:
– Ó Deus, Pai de todos os fiéis, vós multiplicais por toda a terra os filhos da vossa promessa, derramando sobre eles a graça da filiação, e, pelo mistério pascal, tornais vosso servo Abraão pai de todos os povos, como lhe tínheis prometido. Concedei, portanto, a todos os povos a graça de corresponder ao vosso chamado. Por Cristo, nosso Senhor.
Terceira leitura: Êx 14,15-15,1
Salmo responsorial: Ex 15,1-18
– Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória!
Oração:
– Ó Deus, vemos brilhar ainda em nossos dias as vossas antigas maravilhas. Como manifestastes outrora o vosso poder, libertando um só povo da perseguição do faraó, realizais agora a salvação de todas as nações, fazendo-as renascer nas águas do batismo. Concedei a todos os seres humanos tornarem-se filhos de Abraão e membros do vosso povo eleito. Por Cristo, nosso Senhor.
Quarta leitura: Is 54,5-14
Salmo responsorial: Sl 30
– Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes!
Oração:
– Deus eterno e todo-poderoso, para a glória do vosso nome, multiplicai a posteridade que prometestes aos nossos pais, aumentando o número dos vossos filhos adotivos. Possa a Igreja reconhecer que já se realizou em grande parte a promessa feita a nossos pais, da qual jamais duvidaram. Por Cristo, nosso Senhor.
Quinta leitura: Is 55,1-11
Salmo responsorial: Is 12,2-6
– Com alegria bebereis do manancial da salvação
Oração:
– Deus eterno e todo poderoso, única esperança do mundo, anunciastes pela voz dos profetas os mistérios que hoje se realizam. Aumentai o fervor do vosso povo, pois nenhum dos vossos filhos conseguirá progredir na virtude sem o auxílio da vossa graça. Por Cristo, nosso Senhor.
Sexta leitura: Br 3,9-15.32.4,4
Salmo responsorial: Sl 19B
– Senhor, tens palavras de vida eterna
Oração:
– Ó Deus, que fazeis vossa Igreja crescer sempre mais, chamando todos os povos ao evangelho, guardai sob a vossa contínua proteção os que purificais na água do batismo. Por Cristo, nosso Senhor.
Sétima leitura: Ez 36,16-28
Salmo responsorial: Sl 42
– A minha alma tem sede de Deus
Oração:
– Ó Deus, força imutável e luz inextinguível, olhai com bondade o mistério de toda a vossa Igreja e conduzi pelos caminhos da paz a obra da salvação que concebestes desde toda a eternidade. Que o mundo todo veja e reconheça que se levanta o que estava caído, que o velho se torna novo e tudo voltaà integridade primitiva por aquele que é princípio de todas as coisas. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Coleta
– Ó Deus, que iluminais esta noite santa com a glória da ressurreição do Senhor, despertai na vossa Igreja o espírito filial, para que, inteiramente renovados, vos sirvamos de todo coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Oitava leitura: Romanos: 6,3-11
Salmo responsorial: 118
– Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 16,1-7
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Gn 1,1.26-31): 1. No princípio, Deus criou o céu e a terra. 26. Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra”. 27. Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. 28. Deus os abençoou: “Frutificai – disse ele – e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. 29. Deus disse: “Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento. 30. E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda a erva verde por alimento”. E assim se fez. 31. Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 104): 1. Aleluia . Celebrai o Senhor, aclamai o seu nome, apregoai entre as nações as suas obras. 2. Cantai-lhe hinos e cânticos, anunciai todas as suas maravilhas. 3. Gloriai-vos do seu santo nome; rejubile o coração dos que procuram o Senhor. 4. Recorrei ao Senhor e ao seu poder, procurai continuamente sua face. 5. Recordai as maravilhas que operou, seus prodígios e julgamentos por seus lábios proferidos, 6. ó descendência de Abraão, seu servidor, ó filhos de Jacó, seus escolhidos! 7. É ele o Senhor, nosso Deus; suas sentenças comandam a terra inteira.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Gn 22,1-2.9-13.15-18): Depois disso, Deus provou Abraão, e disse-lhe: “Abraão!” “Eis-me aqui”, respondeu ele. 2. Deus disse: “Toma teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaac; e vai à terra de Moriá, onde tu o oferecerás em holocausto sobre um dos montes que eu te indicar.” 6. Abraão tomou a lenha do holocausto e a pôs aos ombros de seu filho Isaac, levando ele mesmo nas mãos o fogo e a faca. E, enquanto os dois iam caminhando juntos […] 9. Quando chegaram ao lugar indicado por Deus, Abraão edificou um altar […] 13. Abraão, levantando os olhos, viu atrás dele um cordeiro preso pelos chifres entre os espinhos; e, tomando-o, ofereceu-o em holocausto em lugar de seu filho. 15. Pela segunda vez chamou o anjo do Senhor a Abraão, do céu, 16. e disse-lhe: “Juro por mim mesmo, diz o Senhor: pois que fizeste isto, e não me recusaste teu filho, teu filho único, eu te abençoarei. 17. Multiplicarei a tua posteridade como as estrelas do céu, e como a areia na praia do mar. Ela possuirá a porta dos teus inimigos, 18. e todas as nações da terra desejarão ser benditas como ela, porque obedeceste à minha voz.”
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 16): 1. Súplica de Davi. Ouvi, Senhor, uma causa justa! Atendei a meu clamor! Escutai minha prece, de lábios sem malícia. 2. Venha de vós o meu julgamento, e vossos olhos reconheçam que sou íntegro. 3. Podeis sondar meu coração, visitá-lo à noite, prová-lo pelo fogo, não encontrareis iniquidade em mim. 4. Minha boca não pecou, como costumam os homens; conforme as palavras dos vossos lábios, segui os caminhos da lei. 5. Meus passos se mantiveram firmes nas vossas sendas, meus pés não titubearam. 6. Eu vos invoco, pois me atendereis, Senhor; inclinai vossos ouvidos para mim, escutai minha voz. 7. Mostrai a vossa admirável misericórdia, vós que salvais dos adversários os que se acolhem à vossa direita. 8. Guardai-me como a pupila dos olhos, escondei-me à sombra de vossas asas, 9. longe dos pecadores, que me querem fazer violência. Meus inimigos me rodeiam com furor. 10. Seu coração endurecido se fecha à piedade; só têm na boca palavras arrogantes. 11. Eis que agora me cercam, espreitam para me prostrar por terra; 12. qual leão que se atira ávido sobre a presa, e como o leãozinho no seu covil. 13. Levantai-vos, Senhor, correi-lhe ao encontro, derrubai-o; com vossa espada livrai-me do pecador, 14. com vossa mão livrai-me dos homens, desses cuja única felicidade está nesta vida, que têm o ventre repleto de bens, cujos filhos vivem na abundância e deixam ainda aos seus filhos o que lhes sobra. 15. Mas eu, confiado na vossa justiça, contemplarei a vossa face; ao despertar, irei saciar-me com a visão de vosso ser.
As santas palavras da 3ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Êx 14,15-15,1): 15. O Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que se ponham a caminho. 16. E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e fere-o, para que os israelitas possam atravessá-lo a pé enxuto. 17. Vou endurecer o coração dos egípcios, para que se ponham ao teu encalço, e triunfarei gloriosamente sobre o faraó e sobre todo o seu exército, seus carros e seus cavaleiros. 18. Os egípcios saberão que eu sou o Senhor quando tiver alcançado esse glorioso triunfo sobre o faraó, seus carros e seus cavaleiros”. 19. O anjo de Deus, que marchava à frente do exército dos israelitas, mudou de lugar e passou para trás; a coluna de nuvens que os precedia pôs-se detrás deles, 20. entre o acampamento dos egípcios e o de Israel. Era obscura, e alumiava a noite. E não puderam aproximar-se um do outro, durante a noite inteira. 21. Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se 22. e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda. 23. Os egípcios os perseguiram: todos os cavalos do faraó, seus carros e seus cavaleiros internaram-se após eles no leito do mar. 24. À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles. 25. Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito”. 26. O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas se voltarão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros”. 27. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar. 28. As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer. 29. Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda. 30. Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar. 31. Viu Israel o grande poder que o Senhor tinha exercido contra os egípcios. Por isso, o povo temeu o Senhor e confiou nele e em seu servo Moisés. [Capítulo 15] 1. Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico: “Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros […]“.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Ex 15,1-18): 1. Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico: “Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros. 2. O Senhor é a minha força e o objeto do meu cântico; foi ele quem me salvou. Ele é o meu Deus – eu o celebrarei; o Deus de meu pai – eu o exaltarei. 3. O Senhor é o herói dos combates, seu nome é Javé. 4. Lançou no mar os carros do faraó e o seu exército; a elite de seus combatentes afogou-se no mar Vermelho; 5. o abismo os cobriu; afundaram-se nas águas como pedra. 6. A vossa (mão) direita, ó Senhor, manifestou sua força. Vossa direita aniquilou o inimigo. 7. Por vossa soberana majestade derrotais vossos adversários; desencadeais vossa cólera, e ela os consome como palha. 8. Ao sopro de vosso furor amontoaram-se as águas; levantaram-se as ondas como muralha, solidificaram-se as vagas no coração do mar. 9. Dizia o inimigo: perseguirei, alcançarei, repartirei o despojo, satisfarei meu desejo de vingança, desembainharei a espada, minha mão os destruirá. 10. Ao sopro de vosso hálito o mar os sepultou; submergiram como chumbo na vastidão das águas. 11. Quem entre os deuses é semelhante a vós, Senhor? Quem é semelhante a vós, glorioso por vossa santidade, temível por vossos feitos dignos de louvor, e que operais prodígios? 12. Apenas estendestes a mão, e a terra os tragou. 13. Conduzistes com bondade esse povo, que libertastes; e com vosso poder o guiastes à vossa morada santa. 14. Ao ouvir isso, estremeceram os povos. Um pavor imenso apoderou-se dos filisteus; 15. os chefes de Edom ficaram aterrados; a angústia tomou conta dos valentes de Moab; tremeram de medo todos os habitantes de Canaã. 16. Caíram sobre eles o terror e a angústia, o poder do vosso braço os petrificou, até que tivesse passado o vosso povo, Senhor, até que tivesse passado o povo que adquiristes para vós. 17. Vós o conduzireis e o plantareis na montanha que vos pertence, no lugar que preparastes para vossa habitação, Senhor, no santuário, Senhor, que vossas mãos fundaram. 18. O Senhor é rei para sempre, sem fim!”.
As santas palavras da 4ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado ():
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista ():
As santas palavras da 5ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado ():
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista ():
As santas palavras da 6ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado ():
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista ():
As santas palavras da 7ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado ():
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista ():
As santas palavras da 8ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado ():
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista ():
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista ():

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Vigília Pascal (dia 30 de março de 2024)compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Gn 1,1.26-31) que no princípio o Senhor Deus criou o céu e a terra e manifestou: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra”.
E assim se fez: criou o homem e a mulher à sua imagem, abençoando-os para que se multiplicassem e estendessem seu domínio sobre a terra, sobre os animais, sobre os peixes, sobre as aves e sobre os vegetais, para servirem de alimento. Deus contemplou a sua obra e viu que tudo era muito bom.
Cabe-nos impregnar-nos da consciência de que Deus nos criou e nos investiu da condição de espécie hierarquicamente superior a todas as demais, cumprindo-nos atuar com profunda gratidão ao Senhor e empenhar-nos para usufruir responsável e conscienciosamente a vida e as preciosas dádivas com as quais fomos brindados. Busquemos, pois, honrar o Senhor em todos os sentidos, em especial bem administrando os recursos com que generosa e prodigamente nos agraciou.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 104).
As santas palavras da 2ª Leitura (Gn 22,1-2.9-13.15-18) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que o Senhor Deus colocou Abraão diante de uma provação extrema, face a qual ele se manteve obediente, sendo seu exemplo de fé considerado a base sobre a qual se consolidou a fé judaica – a qual foi plenificada com a vinda de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e a formação da Santa Igreja Católica.
Cumpre-nos seguir o exemplo de Abraão, mantendo-nos firmes na fé, ainda que em meio a provações extremas, confiantes de que a Providência Divina não faltará; que ao seu tempo tudo se encaminhará favoravelmente, como ocorreu com Abraão, cumprindo-nos manter-nos fiéis e obedientes.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 16).
As santas palavras da 3ª Leitura () compelem-nos a
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista ()
As santas palavras da 4ª Leitura () compelem-nos a
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista ()
As santas palavras da 5ª Leitura () compelem-nos a
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista ()
As santas palavras da 6ª Leitura () compelem-nos a
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista ()
As santas palavras da 7ª Leitura () compelem-nos a
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista ()
As santas palavras da 8ª Leitura () compelem-nos a
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista ()
O Santo Evangelho () compele-nos em especial a

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de gratidão pelas vida e pelas dádivas divinas com que fomos prodigamente agraciados e para bem administrar os recursos com que fomos agraciados
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Vigília Pascal (dia 30 de março de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (Gn 1,1.26-31) que no princípio vós criastes o céu e a terra e manifestastes: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra”.
E assim se fez: criastes o homem e a mulher à vossa imagem, abençoando-os para que se multiplicassem e estendessem seu domínio sobre a terra, sobre os animais, sobre os peixes, sobre as aves e sobre os vegetais, para servirem de alimento. Contemplastes vossa obra e vistes que tudo era muito bom.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que Deus nos criou e nos investiu da condição de espécie hierarquicamente superior a todas as demais, cumprindo-nos atuar com profunda gratidão ao Senhor e empenhar-nos para usufruir responsável e conscienciosamente a vida e as preciosas dádivas com as quais fomos brindados.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vos honremos em todos os sentidos, em especial bem administrando os recursos com que generosa e prodigamente nos agraciastes.
Fazemos coro o louvor com o orante do salmista (Sl 104): 1. Aleluia . Celebrai o Senhor, aclamai o seu nome, apregoai entre as nações as suas obras. 2. Cantai-lhe hinos e cânticos, anunciai todas as suas maravilhas. 3. Gloriai-vos do seu santo nome; rejubile o coração dos que procuram o Senhor. 4. Recorrei ao Senhor e ao seu poder, procurai continuamente sua face. 5. Recordai as maravilhas que operou, seus prodígios e julgamentos por seus lábios proferidos, 6. ó descendência de Abraão, seu servidor, ó filhos de Jacó, seus escolhidos! 7. É ele o Senhor, nosso Deus; suas sentenças comandam a terra inteira.
Néctar espiritual extraído da Segunda Leitura e Salmo – Oração de invocação de firmeza na fé ainda que em meio a provações extremas
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Vigília Pascal (dia 30 de março de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (Gênesis 22, 1-2.9a-13.15-18) que vós colocastes Abraão diante de uma provação extrema, face a qual ele se manteve obediente, sendo seu exemplo de fé considerado a base sobre a qual se consolidou a fé judaica – a qual foi plenificada com a vinda de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e a formação da Santa Igreja Católica.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de Abraão, mantendo-nos firmes na fé, ainda que em meio a provações extremas, confiantes de que a Providência Divina não faltará; que ao seu tempo tudo se encaminhará favoravelmente, como ocorreu com Abraão, cumprindo-nos manter-nos fiéis e obedientes.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 16): 1. Súplica de Davi. Ouvi, Senhor, uma causa justa! Atendei a meu clamor! Escutai minha prece, de lábios sem malícia. 2. Venha de vós o meu julgamento, e vossos olhos reconheçam que sou íntegro. 3. Podeis sondar meu coração, visitá-lo à noite, prová-lo pelo fogo, não encontrareis iniquidade em mim. 4. Minha boca não pecou, como costumam os homens; conforme as palavras dos vossos lábios, segui os caminhos da lei. 5. Meus passos se mantiveram firmes nas vossas sendas, meus pés não titubearam. 6. Eu vos invoco, pois me atendereis, Senhor; inclinai vossos ouvidos para mim, escutai minha voz. 7. Mostrai a vossa admirável misericórdia, vós que salvais dos adversários os que se acolhem à vossa direita. 8. Guardai-me como a pupila dos olhos, escondei-me à sombra de vossas asas, 9. longe dos pecadores, que me querem fazer violência. Meus inimigos me rodeiam com furor. 10. Seu coração endurecido se fecha à piedade; só têm na boca palavras arrogantes. 11. Eis que agora me cercam, espreitam para me prostrar por terra; 12. qual leão que se atira ávido sobre a presa, e como o leãozinho no seu covil. 13. Levantai-vos, Senhor, correi-lhe ao encontro, derrubai-o; com vossa espada livrai-me do pecador, 14. com vossa mão livrai-me dos homens, desses cuja única felicidade está nesta vida, que têm o ventre repleto de bens, cujos filhos vivem na abundância e deixam ainda aos seus filhos o que lhes sobra. 15. Mas eu, confiado na vossa justiça, contemplarei a vossa face; ao despertar, irei saciar-me com a visão de vosso ser.
Néctar espiritual extraído da Terceira Leitura e Salmo – Oração
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Vigília Pascal (dia 30 de março de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para
Néctar espiritual extraído da … Leitura – Oração
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Vigília Pascal (dia 30 de março de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para
Néctar espiritual extraído da … Leitura – Oração
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Vigília Pascal (dia 30 de março de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para
Néctar espiritual extraído da … Leitura – Oração
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Vigília Pascal (dia 30 de março de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para
Néctar espiritual extraído da … Leitura – Oração
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Vigília Pascal (dia 30 de março de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para
Néctar espiritual extraído da … Leitura – Oração
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Vigília Pascal (dia 30 de março de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura (
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino – na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária; no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 30 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-30-de-marco-2/>]

São João Clímaco
O Monte Sinai está historicamente ligado ao cristianismo. Foi o lugar indicado por Deus para entregar a Moisés as tábuas gravadas com os Dez Mandamentos. É uma serra rochosa e árida que, não só pela sua geografia, mas também pelo significado histórico, foi escolhida pelos cristãos que procuravam a solidão da vida eremítica.
Assim, já no século IV, depois das perseguições romanas, vários mosteiros rudimentares foram ali construídos por numerosos monges que se entregavam à vida de oração e contemplação. Esses mosteiros tornaram-se famosos pela hospitalidade para com os peregrinos e pelas bibliotecas que continham manuscritos preciosos. Foi neste ambiente que viveu e atuou o maior dos monges do Monte Sinai, João Clímaco.
João nasceu na Síria, por volta do ano 579. De grande inteligência, formação literária e religiosa, ainda muito jovem, aos dezesseis anos, optou pelo deserto e viajou para o Monte Sinai, tornando-se discípulo num dos mais renomados mosteiros, do venerável ancião Raiuthi. Isso aconteceu depois de renunciar a fortuna da família e a uma posição social promissora. Preferiu um cotidiano feito de oração, jejum continuado, trabalho duro e estudos profundos. Só descia ao vale para recolher frutas e raízes para sua parca refeição e só se reunia aos demais monges nos fins de semana, para um culto coletivo.
Sua fama se espalhou e muitos peregrinos iam procura-lo para aprender com seus ensinamentos e conselhos. Inicialmente eram apenas os que desejavam seguir a vida monástica, depois eram os fiéis que queriam uma benção do monge, já tido em vida como santo. Aos sessenta anos João foi eleito por unanimidade abade geral de todos os eremitas da serra do Monte Sinai.
Nesse período ele escreveu muito e o que dele se conserva até hoje é um livro importantíssimo que teve ampla divulgação na Idade Média, “Escada do Paraíso”. Livro que lhe trouxe também o sobrenome Clímaco que, em grego, significa “aquele da escada”. No seu livro ele estabeleceu trinta degraus necessários à subir para alcançar a perfeição da alma.
Trata-se de um verdadeiro manual, a síntese da doutrina monástica e ascética, para os noviços e monges, onde descreveu, degrau por degrau, todas as dificuldades a serem vividas, a superação da razão e dos sentidos, e que as alegrias do Paraíso perfeito serão colhidas no final dessa escalada, após o transito para a eternidade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
João Clímaco morreu no dia 30 de março de 649, amado e venerado por todos os cristãos do mundo oriental e ocidental, sendo celebrado por todos eles no mesmo dia do seu falecimento.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 30 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Epístola aos Hebreus 4, 1-13
Entremos no repouso do Senhor
Irmãos: Embora se mantenha a promessa de entrar no repouso de Deus, devemos recear que algum de vós corra o risco de ficar excluído. Também nós recebemos a boa nova, como os nossos pais. Mas a palavra que eles ouviram de nada lhes serviu, porque não ficaram unidos pela fé com aqueles que tinham ouvido.
Na verdade, nós que abraçámos a fé, entramos no repouso de que Ele falou: «Porque Eu jurei na minha ira: não entrarão no meu repouso». De facto, as obras de Deus estavam concluídas desde a criação do mundo, pois em certa passagem da Escritura falou assim do sétimo dia: «Ao sétimo dia Deus repousou de todas as suas obras»; e noutro lugar: «Não entrarão no meu repouso».
Portanto, como alguns devem entrar nele, e como aqueles a quem primeiro foi anunciada a promessa não entraram por causa da sua desobediência, Deus fixa de novo um dia, «Hoje», dizendo, ao fim de tanto tempo, por meio de David, como acima ficou dito: «Se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações».
Se, de facto, Josué os tivesse introduzido nesse repouso, Deus não teria depois falado de outro dia. Está, portanto, reservado ao povo de Deus um repouso, o do sétimo dia. Porque aquele que entra no seu repouso descansará também das suas obras, como Deus descansou das suas. Esforcemo-nos, portanto, para entrar nesse repouso, para que ninguém sucumba, imitando aquele exemplo de desobediência.
Na verdade, a palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes: ela penetra até ao ponto de divisão da alma e do espírito, das articulações e medulas, e é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração. Por isso não há criatura que possa fugir à sua presença: tudo está patente e descoberto aos olhos d’Aquele a quem devemos prestar contas.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
De uma antiga homilia de Sábado Santo
(In sancto et magno Sábbato: PG 43, 439. 451. 462-463) (Sec. IV)
A descida do Senhor ao reino dos mortos
Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos. Deus morreu segundo a carne e acordou a região dos mortos.
Vai à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Quer visitar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte. Vai libertar Adão do cativeiro da morte, Ele que é ao mesmo tempo seu Deus e seu Filho.
Entrou o Salvador onde eles estavam, levando em suas mãos a arma vitoriosa da cruz. Quando Adão, nosso primeiro pai, O viu, batendo no peito, cheio de admiração, exclamou para todos os demais: «O meu Senhor esteja com todos». E Cristo respondeu a Adão: «E com o teu espírito». E tomando-o pela mão, levantou-o dizendo: «Desperta, tu que dormes; levanta-te de entre os mortos e Cristo te iluminará».
Eu sou o teu Deus que por ti Me fiz teu filho, por ti e por estes que nasceram de ti; agora digo e com todo o meu poder ordeno àqueles que estão na prisão: ‘Saí’; e aos que jazem nas trevas: ‘Vinde para a luz’; e aos que dormem: ‘Despertai’.
«Eu te ordeno: Desperta, tu que dormes, porque Eu não te criei para que permaneças cativo no reino dos mortos. Levanta-te de entre os mortos; Eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, minha imagem e semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em Mim e Eu em ti, somos um só.
«Por ti Eu, teu Deus, Me fiz teu filho; por ti Eu, o Senhor, tomei a tua condição de servo; por ti Eu, que habito no mais alto dos Céus, desci à terra e fui sepultado debaixo da terra; por ti, homem, Me fiz homem sem forças, abandonado entre os mortos; por ti, que saíste do jardim do paraíso, fui entregue aos judeus no jardim e no jardim fui crucificado.
«Vê no meu rosto os escarros que por ti suportei, para te restituir o sopro da vida original. Vê no meu rosto as bofetadas que suportei para restaurar à minha semelhança a tua imagem corrompida.
«Vê no meu dorso os açoites que suportei, para te livrar do peso dos teus pecados. Vê as minhas mãos fortemente cravadas à árvore da cruz, por ti, que outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.
«Adormeci na cruz, e a lança penetrou no meu lado, por ti, que adormeceste no paraíso e formaste Eva do teu lado. O meu lado curou a dor do teu lado. O meu sono despertou-te do sono da morte. A minha lança susteve a lança que estava dirigida contra ti.
«Levanta-te, vamos daqui. O inimigo expulsou-te da terra do paraíso; Eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas no trono celeste. Foste afastado da árvore, símbolo da vida; mas Eu, que sou a vida, estou agora junto de ti. Ordenei aos querubins que te guardassem como servo; agora ordeno aos querubins que te adorem como a Deus, embora não sejas Deus.
«Está preparado o trono dos querubins, prontos os mensageiros, construído o tálamo, preparado o banquete, adornadas as moradas e os tabernáculos eternos, abertos os tesouros, preparado para ti desde toda a eternidade o reino dos Céus».
LEITURA BREVE
Os 5, 15d – 6, 2
Eis o que diz o Senhor: Na sua angústia, hão de procurar-me: «Vinde, voltemos para o Senhor. Se Ele nos feriu, Ele nos curará. Se nos atingiu com os seus golpes, Ele tratará as nossas feridas. Ao fim de dois dias, Ele nos fará viver de novo. Ao terceiro dia nos levantará e viveremos na sua presença».
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 1, 8-9
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a maldade.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 2, 1b-2
Nós temos Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai. Ele é vítima de propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Jo 2, 8b-10
As trevas estão a passar e já brilha a verdadeira luz. Quem diz que está na luz e odeia o seu irmão, ainda se encontra nas trevas. Quem ama o seu irmão permanece na luz e não há nele ocasião de pecado.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 18-21
Lembrai-vos que não foi por coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados dessa vã maneira de viver, herdada dos vossos pais, mas pelo sangue precioso de Cristo, Cordeiro sem defeito e sem mancha, predestinado antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por vossa causa. Por Ele acreditais em Deus que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, para que a vossa fé e a vossa esperança estejam em Deus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
