“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE ABRIL DE 2024
19 de abril de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE ABRIL DE 2024
21 de abril de 2024SÁBADO – III SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4337-liturgia-de-20-de-abril-de-2024>]
Antífona da entrada
– Com o Cristo fostes sepultados no batismo, com ele também fostes ressuscitado por meio da fé no poder de Deus, que ressuscitou a Cristo dentre os mortos, aleluia (Cl 2,12).
Coleta
– Ó Deus, que renovastes na fonte do batismo os que creem em vós, protegei os que renasceram em Cristo para que, vencidos os ataques do erro, permaneçam fiéis à graça da vossa bênção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e conosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 9,31-42
Salmo Responsorial: Sl 115,12-18
– Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63-68).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 6,60-69
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 9,31-42): 31. A Igreja gozava então de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria. Estabelecia-se ela caminhando no temor do Senhor, e a assistência do Espírito Santo a fazia crescer em número. 32. Pedro, que caminhava por toda parte, de cidade em cidade, desceu também aos fiéis que habitavam em Lida. 33. Ali achou um homem chamado Eneias, que havia oito anos jazia paralítico num leito. 34. Disse-lhe Pedro: “Eneias, Jesus Cristo te cura: levanta-te e faze tua cama”. E levantou-se imediatamente. 35. Viram-no todos os que habitavam em Lida e em Sarona, e converteram-se ao Senhor. 36. Em Jope, havia uma discípula chamada Tabita – em grego, Dorcas. Esta era rica em boas obras e esmolas que dava. 37. Aconteceu que adoecera naqueles dias e veio a falecer. Depois de a terem lavado, levaram-na para o quarto de cima. 38. Ora, como Lida fica perto de Jope, os discípulos, ouvindo dizer que Pedro aí se encontrava, enviaram-lhe dois homens, rogando-lhe: “Não te demores em vir ter conosco”. 39. Pedro levantou-se imediatamente e foi com eles. Logo que chegou, conduziram-no ao quarto de cima. Cercavam-no todas as viúvas, chorando e mostrando-lhe as túnicas e os vestidos que Dorcas lhes fazia quando viva. 40. Então, tendo feito todos sairem, pôs-se de joelhos e orou. Voltando-se para o corpo, disse: “Tabita, levanta-te!”. Ela abriu os olhos e, vendo Pedro, sentou-se. 41. Ele a fez levantar-se, estendendo-lhe a mão. Chamando os irmãos e as viúvas, entregou-lha viva. 42. Esse fato espalhou-se por toda a Jope e muitos creram no Senhor.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 115,12-18): Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado? 4.(13) Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor. 5.(14) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo. 6.(15) É penoso para o Senhor ver morrer os seus fiéis. 7.(16) Senhor, eu sou vosso servo; vosso servo, filho de vossa serva: quebrastes os meus grilhões. 8.(17) Irei oferecer-vos um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor. 9.(18) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo […].
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 6,60-69): 60. Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: “Isto é muito duro! Quem o pode admitir?”. 61. Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: “Isso vos escandaliza? 62. Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?… 63. O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida. 64. Mas há alguns entre vós que não creem…”. Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair. 65. Ele prosseguiu: “Por isso, vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido”. 66. Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. 67. Então, Jesus perguntou aos Doze: “Quereis vós também retirar-vos?”. 68. Respondeu-lhe Simão Pedro: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. 69. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!”.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Terceira Semana da Páscoa (dia 20 de abril de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 9,31-42) a realidade peculiar e rara de um período em que a Igreja gozava de paz, em seus primórdios, por toda a Judeia, Galileia e Samaria.
Esclarece-nos São Lucas, autor dos Atos dos Apóstolos, que nesse período a Igreja se estabelecia caminhando no temor do Senhor, contando assim com a assistência do Espírito Santo, com o que crescia em número.
Elucida que Pedro, de acordo com o que Jesus havia ordenado aos apóstolos (conforme marcos 16, 15.18), atuava missionariamente, caminhando por toda parte, de cidade em cidade, realizando, com a assistência do Espírito Santo, as obras que lhe foram indicadas para fazer.
Curou um paralítico na cidade de Lida, com o que os habitantes de Lida e da cidade vizinha, Sarona, sabendo do ocorrido, se converteram ao Senhor. Na cidade de Jope, mandaram chamá-lo porque a discípula Tabita (em grego Dorcas) havia falecido, tendo ele se dirigido imediatamente até onde onde o chamaram. Fez todos saírem do aposento em que ela estava, pôs-se de joelhos e orou. Voltando-se então para o corpo, disse: “Tabita, levanta-te!”. E assim se fez, tendo o conhecimento deste fato se espalhado por toda a cidade de Jope, com o que muitos creram no Senhor.
Cabe-nos, pois, caminhar no temor do Senhor e invocar a assistência do Espírito Santo para atuar missionariamente e realizar as obras que nos forem indicadas para fazer. Cientes de que para Deus nada é impossível (conforme Lucas 1,37); coloquemo-nos a caminho e realizemos tais obras, com o que muitos crerão no Senhor, se converterão e usufruirão das maravilhas divinas a que as Sagradas Escrituras e a sã doutrina da Igreja conduzem.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 115,12-18).
O Santo Evangelho (Jo 6,60-69) compele-nos em especial a a impregnar-nos da consciência de que muitos dos então discípulos de Jesus não conseguiram compreender o significado de suas palavras: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia (João 6,54)”, considerando tais ensinamentos excessivamente duros, algo que não se poderia admitir.
Disse-lhes então Jesus: “Isso vos escandaliza? Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?… O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida. Mas há alguns entre vós que não creem…”. Afirmou ainda: “Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido.”
Em seguida muitos dos então discípulos se retiraram, abandonando-o. Questionou os que permaneceram se também iriam se retirar, ao que Simão Pedro manifestou: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!”
Cumpre-nos pois pedir diariamente ao Senhor que aumente nossa fé, cientes de que os desígnios divinos são insondáveis aos nossos meros entendimentos humanos (conforme Romanos 11, 33-34) e confiantes de que intensificando nossa fé o Pai nos concederá achegar-nos cada vez mais de Jesus, para impregnar-nos profundamente de suas palavras de vida eterna que nos tornam repletos de espírito e vida.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de de invocação da assistência do Espírito Santo para atuar missionariamente
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da Terceira Semana da Páscoa (dia 20 de abril de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 9,31-42) sobre a realidade peculiar e rara de um período em que a Igreja gozava de paz, em seus primórdios, por toda a Judeia, Galileia e Samaria.
Esclarece-nos São Lucas, autor dos Atos dos Apóstolos, que nesse período a Igreja se estabelecia caminhando no temor do Senhor, contando assim com a assistência do Espírito Santo, com o que crescia em número. Elucida que Pedro, de acordo com o que Jesus havia ordenado aos apóstolos (conforme marcos 16, 15.18), atuava missionariamente, caminhando por toda parte, de cidade em cidade, realizando, com a assistência do Espírito Santo, as obras que lhe foram indicadas para fazer.
Curou um paralítico na cidade de Lida, com o que os habitantes de Lida e da cidade vizinha, Sarona, sabendo do ocorrido, se converteram ao Senhor. Na cidade de Jope, mandaram chamá-lo porque a discípula Tabita (em grego Dorcas) havia falecido, tendo ele se dirigido imediatamente até onde onde o chamaram. Fez todos saírem do aposento em que ela estava, pôs-se de joelhos e orou. Voltando-se então para o corpo, disse: “Tabita, levanta-te!”. E assim se fez, tendo o conhecimento deste fato se espalhado por toda a cidade de Jope, com o que muitos creram no Senhor.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que caminhemos no temor do Senhor e invoquemos a assistência do Espírito Santo para atuar missionariamente e realizar as obras que nos forem indicadas para fazer. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes de que para vós nada é impossível (conforme Lucas 1,37) e coloquemo-nos a caminho, arregacemos as mangas e realizemos tais obras, com o que muitos crerão em vós, se converterão e usufruirão das maravilhas divinas a que as Sagradas Escrituras e a sã doutrina da Igreja conduzem.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 115,12-18): Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado? 4.(13) Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor. 5.(14) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo. 6.(15) É penoso para o Senhor ver morrer os seus fiéis. 7.(16) Senhor, eu sou vosso servo; vosso servo, filho de vossa serva: quebrastes os meus grilhões. 8.(17) Irei oferecer-vos um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor. 9.(18) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo […].
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração de invocação do aumento da fé para que o Pai nos conceda achegar-nos cada vez mais a Jesus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária do Sábado da Terceira Semana da Páscoa (dia 20 de abril de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 6,60-69) que muitos dos então discípulos de Jesus não conseguiram compreender o significado de suas palavras: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia (João 6,54)”, considerando tais ensinamentos excessivamente duros, algo que não se poderia admitir.
Disse-lhes então Jesus: “Isso vos escandaliza? Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?… O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida. Mas há alguns entre vós que não creem…”. Afirmou ainda: “Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido.”
Em seguida muitos dos então discípulos se retiraram, abandonando-o. Questionou os que permaneceram se também iriam se retirar, ao que Simão Pedro manifestou: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que invoquemos diariamente a vós para que aumenteis a nossa fé, cientes de que os desígnios divinos são insondáveis aos nossos meros entendimentos humanos (conforme Romanos 11, 33-34) e confiantes de que intensificando nossa fé o Pai nos concederá achegar-nos cada vez mais de Jesus, para impregnar-nos profundamente de suas palavras de vida eterna que nos tornam repletos de espírito e vida.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 20 de Abril
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 20 de Abril – Sagrada Missão (sagradamissao.com.br)>]

São Teodoro
O significado de seu nome, “dom de Deus”, tem tudo a ver com os talentos especiais que Teodoro demonstrou durante toda a vida. O religioso, nascido na segunda metade do século VI na Galícia, hoje França, desde pequeno demonstrou ter realmente vindo ao mundo para a edificação da Igreja, terminando seus dias como instrumento dos prodígios e graças que brotavam à sua volta.
Diz a tradição que, já aos oito anos, procurava lugares escondidos e solitários para rezar. Depois, quando adolescente, chegou a cavar uma gruta na capela de São Jorge, especialmente para ali entregar-se à oração e a contemplação.
É preciso esclarecer que, além de tudo, seus pais pediram para o filho a proteção de são Jorge desde o instante do seu nascimento, pois sua mãe teve um parto muito difícil. Teodoro foi agradecido ao santo, que tinha como padrinho, pelo resto de seus dias.
Todavia seus pais também não esperavam que ele se dedicasse tanto assim à religião e se preocupavam, pois ele era muito diferente dos outros meninos da sua idade, principalmente por ter cavado “sua” caverna na capela.
Dizem os devotos que o próprio são Jorge apareceu num sonho a sua mãe, para que ficasse tranquila quanto ao futuro de Teodoro. Logo depois alguns prodígios e graças começaram a acontecer na gruta, pois que, em pouco tempo, todos os dias, grande parte dos moradores locais eram atraídos para lá.
Teodoro ainda não tinha idade para isso, mas o bispo da cidade vizinha de Anastasiópolis assumiu a tutela do rapaz e o ordenou sacerdote. E mal voltou para sua cidade natal, o povo o elegeu bispo. No cargo ele permaneceu por dez anos, quando abandonou tudo e voltou à sua vida solitária de penitência e oração contemplativa.
Novamente as graças passaram a fazer parte do cotidiano da gruta de Teodoro, onde grandes multidões o procuravam. Teodoro ali ficou até o dia 20 de abril de 613, quando morreu. Sua festa é muito celebrada pelos católicos do mundo todo, especialmente na França, Alemanha e entre os cristãos de língua eslava.

Santa Inês de Montepulciano
Inês nasceu em 28 de janeiro de 1268, na aldeia de Graciano, próxima da cidade de Montepulciano, que depois lhe serviu de sobrenome. Era filha de pais riquíssimos, da família dos Segni. Mas sua vocação deve ter se manifestado quando era ainda criança, pois mal aprendeu a falar e já ficava pelos cantos recitando orações, procurando lugares silenciosos para conversar com Deus.
Não tinha ainda seis anos quando manifestou aos pais a vontade de tornar-se religiosa e, com nove anos, já estava entregue aos cuidados das religiosas de São Domingos. Entretanto não foi só isso. Ainda não completara dezesseis anos de idade, quando suas companheiras de convento a elegeram superiora e o papa Nicolau VI referendou essa decisão incomum.
Contudo sua atuação no cristianismo fica bem demonstrada com uma vitória histórica que muito contribuiu para sua canonização. Existia em Montepulciano uma casa que várias mulheres utilizavam como prostíbulo. Inês passou a dizer às religiosas que um dia transformaria aquela casa em convento.
Partindo dela, prometer, lutar e conseguir não era surpresa alguma para ninguém. A surpresa foi ter conseguido ir além do prometido, tanto influenciou as mulheres que as pecadoras se converteram, e a casa se transformou num convento exemplar na ordem e na virtude.
Como não poderia deixar de ser, numa vida tão explosiva quanto um raio, a morte também lhe veio precocemente. Não tinha completado cinquenta anos de idade quando uma dolorosa doença a acometeu e ela morreu rapidamente, no dia 20 de abril de 1317, assim como acontecera com as outras etapas de sua vida.
O local de sua sepultura se tornou alvo de peregrinações, com muitas graças ocorrendo por intercessão de santa Inês de Pulciano, como passou a ser chamada. Ali foram registradas curas de doentes, a conversão de grandes e famosos pecadores e outros fatos prodigiosos. Inês de Montepulciano foi canonizada pelo papa Bento XIII em 1726.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 20 de Abril de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse 11, 1-19
As duas testemunhas invictas
Eu, João, continuei a ver. Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara, com estas palavras: «Levanta-te e mede o templo de Deus, o altar e os adoradores que nele se encontram. Mas o pátio exterior do templo, deixa-o de parte e não o meças, porque foi entregue aos pagãos, que hão de calcar aos pés a cidade santa, pelo espaço de quarenta e dois meses. E Eu mandarei as minhas duas testemunhas, vestidas de saco, para profetizarem durante mil duzentos e sessenta dias».
Estas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra. Se alguém lhes quiser fazer mal, sairá fogo das suas bocas para devorar os seus inimigos; se alguém lhes quiser fazer mal, assim deve perecer. Elas têm o poder de fechar o céu, para que a chuva não caia durante os dias em que profetizarem. Têm também o poder para transformar as águas em sangue e de ferir a terra com toda a espécie de flagelos, todas as vezes que quiserem.
Mas quando terminarem o seu testemunho, o monstro que sobe do abismo há de fazer-lhes guerra, há de vencê-las e matá-las. E os seus cadáveres ficarão estendidos na praça da grande cidade, que simbolicamente se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor foi crucificado. Homens de vários povos, tribos, línguas e nações olharão para esses cadáveres durante três dias e meio, sem que seja permitido dar-lhes sepultura.
Os habitantes da terra alegrar-se-ão pela sua morte e felicitar-se-ão, enviando presentes uns aos outros, porque estes dois profetas tinham atormentado os habitantes da terra.
Passados, porém, três dias e meio, entrou neles um sopro de vida, que veio de Deus, e eles puseram-se de pé, com grande espanto dos que os olhavam. Ouviram então uma voz forte, vinda do Céu, que lhes dizia:
«Subi para aqui». E eles subiram ao Céu numa nuvem, à vista dos seus inimigos. Naquela hora, houve um violento tremor de terra: desmoronou-se a décima parte da cidade e pereceram sete mil homens no cataclismo. Os sobreviventes, cheios de pavor, deram glória ao Deus do Céu.
Passou o segundo «ai»; vai surgir em breve o terceiro.
O sétimo Anjo tocou a trombeta, e ouviram-se grandes vozes no Céu, que diziam: «O reino deste mundo é de Nosso Senhor e do seu Ungido, que reinará pelos séculos dos séculos». E os vinte e quatro Anciãos, que estão sentados nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se e adoraram a Deus, dizendo: «Nós Vos damos graças, Senhor Deus Omnipotente, que sois e que éreis, porque assumistes o vosso imenso poder e reinais. Irritaram-se as nações, mas sobreveio a vossa ira, o momento de julgar os mortos, de dar a recompensa aos vossos servos, aos profetas, aos santos, aos que temem o vosso nome, pequenos e grandes, e de exterminar os que arruinaram a terra».
Abriu-se então o templo de Deus no Céu, e a arca da aliança foi vista no templo. E houve relâmpagos, vozes e trovões, um tremor de terra e violento granizo.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Comentário de São Cirilo, bispo de Alexandria, sobre o Evangelho de São João
(Livro 4, 2: PG 73, 563-566) (Sec. V)
Cristo ofereceu o seu Corpo pela vida de todos
Eu morro por todos, diz o Senhor, para que todos tenham a vida por meu intermédio; Eu morro para resgatar a carne de todos pela minha Carne. A morte morrerá na minha morte e, juntamente comigo, ressuscitará a natureza humana do letargo em que caíra.
Com esse fim Me tornei semelhante a vós, um homem autêntico da descendência de Abraão, para ser em tudo semelhante a meus irmãos.
Compreendendo perfeitamente isso, diz-nos também São Paulo: Visto que os filhos têm em comum a natureza de sangue e de carne, também Ele tomou a mesma natureza, a fim de aniquilar, por meio da morte, o poder daquele que detinha o império da morte, isto é, o diabo.
Ora o poder daquele que tinha o império da morte e, por conseguinte, a mesma morte, nunca poderia ser aniquilado, se Cristo não Se tivesse oferecido a Si mesmo por nós: foi imolado um só em redenção por todos, porque sobre todos reinava a morte.
Cristo, oferecendo-Se por nós a Deus Pai como sacrifício imaculado, afirma num salmo: Não quisestes sacrifícios nem oblações, mas formastes-Me um corpo; não Me pedistes holocaustos nem sacrifícios pelos pecados. Então Eu disse: Eis-Me aqui.
Foi, portanto, crucificado por todos e por causa de todos, para que, tendo morrido um por todos, todos vivamos n’Ele. Era realmente impossível que a vida ficasse sujeita à morte ou sucumbisse à corrupção natural. Que Cristo tivesse oferecido a sua carne pela vida do mundo, podemos reconhecê-lo por aquelas palavras que disse: Pai santo, guarda-os. E logo a seguir: Por eles Eu me santifico.
Diz santifico-me, isto é, consagro-me, ofereço-me como sacrifício imaculado de suave perfume. Com efeito, tudo o que era oferecido sobre o altar era santificado ou chamado santo, segundo a Lei. Cristo, portanto, deu o seu Corpo em sacrifício pela vida de todos e assim nos foi comunicada de novo a vida por meio d’Ele. Como isso se realizou, vou procurar dizê-lo na medida do possível.
Depois que o Verbo vivificante de Deus habitou na carne, restituiu à carne o seu próprio bem, ou seja, a vida. Estabeleceu com ela uma comunhão verdadeiramente inefável, e tornou-a vivificante, como Ele o é por natureza própria.
Por isso, o Corpo de Cristo dá vida a todos os que d’Ele participam; repele a morte dos que estão sujeitos à morte e livra-os da corrupção, porque em Si mesmo possui o germe que elimina toda a corrupção.
LEITURA BREVE
Rom 14, 7-9
Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo. Se vivemos, vivemos para o Senhor, e, se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 5, 10-11
Se quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançamos agora a salvação.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 15, 20-22
Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos; porque assim como em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 5, 14-15
O amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos, portanto, morreram. Cristo morreu por todos, para que os vivos deixem de viver para si próprios, mas vivam para aquele que morreu e ressuscitou por eles.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 2, 9-10
Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus, para anunciar os louvores daquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável. Vós que outrora não éreis seu povo, sois agora o povo de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, agora alcançastes misericórdia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
