“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 20 DE ABRIL DE 2024
20 de abril de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE ABRIL DE 2024
22 de abril de 2024DOMINGO DA IV SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:
https://www.youtube.com/watch?v=gRyuyLr6FX0&t=25s

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4338-liturgia-de-21-de-abril-de-2024>]
Antífona da entrada
– A terra está repleta da misericórdia do Senhor; por sua palavra os céus foram firmados, aleluia! (Sl 32,5)
Coleta
– Deus eterno e todo-poderoso, conduzi-nos à comunhão das alegrias celestes, para que a fragilidade do rebanho chegue aonde a precedeu a fortaleza do Pastor, Jesus Cristo. Ele, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 4,8-12
Salmo Responsorial: 117,1.8.9.21-23.26.28-29
– A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular.
2ª Leitura: 1 Jo 3,1-2
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Eu sou o bom pastor, diz o Senhor; Eu conheço minhas ovelhas e elas me conhecem a mim (jo 10,14).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 10,11-18
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 4,8-12): 8. Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: “Chefes do povo e anciãos, ouvi-me: 9. se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado, 10. ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós. 11. Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. 12. Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (117,1.8.9.21-23.26.28-29): 1. Aleluia. Louvai o Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia. 8. Mais vale procurar refúgio no Senhor do que confiar no homem. 9. Mais vale procurar refúgio no Senhor do que confiar nos grandes da terra. 21. Graças vos dou porque me ouvistes, e vos fizestes meu Salvador. 22. A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular. 23. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos olhos. 26. Bendito seja o que vem em nome do Senhor! Da casa do Senhor nós vos bendizemos. 28. Sois o meu Deus, venho agradecer-vos. Venho glorificar-vos, sois o meu Deus. 29. Dai graças ao Senhor porque ele é bom, eterna é sua misericórdia.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1Jo 3,1-3): 1. Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. 2. Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é. 3. E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 10,11-18): 11. Eu sou o bom-pastor. O bom-pastor expõe a sua vida pelas ovelhas. 12. O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. 13. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas. 14. Eu sou o bom-pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, 15. como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas. 16. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor. 17. O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. 18. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai”.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da Quarta Semana de Páscoa (dia 21 de abril de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 4,8-12) que Pedro foi questionado a respeito de com que poder e em nome de quem havia curado o coxo junto à Porta Formosa do templo (conforme Atos 3,6-7).
Pedro respondeu: “Chefes do povo e anciãos, ouvi-me: se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado, ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós. Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”.
Cabe-nos, pois, atuarmos cientes de que muitos benefícios nos são concedidos em nome de Jesus, muitas curas e libertações são alcançadas invocando o seu santo nome. Muito embora o tenhamos crucificado com nossos pecados, Jesus ressuscitou dos mortos e é ele que nos coloca em pé diante da vida, sãos e salvos das múltiplas sequelas produzidas pelo pecado.
Ainda que o tenhamos desprezado, relegado, deixado em segundo ou até em último plano, com sua imensa misericórdia está à disposição para nos conceder a salvação, cumprindo-nos, pela fé e por obras, conceder-lhe o espaço e as condições para se tornar a pedra angular de nossas vidas para edificá-la de forma primorosa, conformando-a ao modelo divino que é ele próprio.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (117,1.8.9.21-23.26.28-29).
As santas palavras da 2ª Leitura (1Jo 3,1-3) compelem-nos a impregnar-nos da consciência do imenso amor com que nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus – e nós o somos, de fato! Desde agora somos filhos de Deus e quando chegar o tempo, de acordo com a sua santa vontade, seremos semelhantes a ele, porquanto o veremos como ele é. Todo aquele que tem nele esta esperança e se mantém fiel, trilhando o caminho da promessa que acalenta em nós essa esperança, torna-se puro, como ele é puro!
O Santo Evangelho (Jo 10,11-18) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus é o nosso bom pastor, que defende as ovelhas com o risco da própria vida, não as abandona, como faz o mercenário, quando os lobos se lançam sobre as elas para abatê-las e dispersá-las.
Jesus é o bom pastor, que conhece as suas ovelhas e é por elas conhecido, como o Pai conhece Jesus e ele o Pai. Ele deu a vida por nós, suas ovelhas, sendo seu imenso coração aberto para acolher e conduzir as ovelhas de muitos apriscos, cumprindo a todas as ovelhas, de todos os agrupamentos, ouvir a sua voz, de modo que haja um só rebanho e um só pastor, em uma realidade de ampla e profunda fraternidade universal.
O Pai ama Jesus, que deu sua vida e foi ressuscitado no terceiro dia, conforme foi orientado pelo Pai. E como o Pai o ama, Jesus também nos ama; como Jesus deu a vida por nós, cumpre-nos dedicar nossas vidas à obra da redenção, atuando missionariamente para levar a boa nova da salvação a todos os que nos for possível, de modo que todos venhamos a usufruir o maior dos bens: a ressurreição e a vida eterna.
Cabe-nos, a exemplo de Jesus, pastorear com profundo amor e dedicação aqueles que nos foram confiados para de algum modo liderar, defendendo-os dos ataques do maligno, do lobo voraz que intenta destruí-los, desviá-los do caminho, dispersá-los…
Cientes de que Jesus é o bom pastor, sendo seu imenso coração aberto para acolher e conduzir as ovelhas de muitos apriscos, cumpre-nos dedicar-nos denodadamente a ouvi-lo e praticar o que ele ensinou – com especial atenção aos empenhos para tornar a Igreja apta a acolher e conduzir as ovelhas de muitos apriscos, conduzindo-as com a voz de Jesus, gerando as condições para que haja um só rebanho e um só pastor, em uma realidade de ampla e profunda fraternidade universal.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de gratidão a Jesus e disposição para gerar as condições para que ele se torne a pedra angular e o modelo para nossas vidas
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária do Domingo da Quarta Semana de Páscoa (dia 21 de abril de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 4,8-12) que Pedro foi questionado a respeito de com que poder e em nome de quem havia curado o coxo junto à Porta Formosa do templo (conforme Atos 3,6-7).
Pedro respondeu: “Chefes do povo e anciãos, ouvi-me: se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado, ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós. Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que muitos benefícios nos são concedidos em nome de Jesus, muitas curas e libertações são alcançadas invocando o seu santo nome. Muito embora o tenhamos crucificado com nossos pecados, Jesus ressuscitou dos mortos e é ele que nos coloca em pé diante da vida, sãos e salvos das múltiplas sequelas produzidas pelo pecado.
Colocamo-nos diante de vós com profunda gratidão, ó Senhor Jesus, pois ainda que o tenhamos desprezado, relegado, deixado em segundo ou até em último plano, com vossa imensa misericórdia estás à disposição para nos conceder a salvação.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, pela fé e pelas obras que formos chamados a realizar, concedamo-vos o espaço e as condições para vos tornardes a pedra angular de nossas vidas, para que a edifiqueis de forma primorosa, conformando-a ao modelo divino que sois vós próprio.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (117,1.8.9.21-23.26.28-29): 1. Aleluia. Louvai o Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia. 8. Mais vale procurar refúgio no Senhor do que confiar no homem. 9. Mais vale procurar refúgio no Senhor do que confiar nos grandes da terra. 21. Graças vos dou porque me ouvistes, e vos fizestes meu Salvador. 22. A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular. 23. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos olhos. 26. Bendito seja o que vem em nome do Senhor! Da casa do Senhor nós vos bendizemos. 28. Sois o meu Deus, venho agradecer-vos. Venho glorificar-vos, sois o meu Deus. 29. Dai graças ao Senhor porque ele é bom, eterna é sua misericórdia.
Néctar espiritual extraído da Segunda Leitura – Oração invocando a permanência na fidelidade no caminho da promessa que acalenta a esperança e purifica
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras Liturgia Diária do Domingo da Quarta Semana de Páscoa (dia 21 de abril de 2024), que esclarece em especial na Segunda Leitura ((1Jo 3,1-3) sobre o imenso amor com que nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus – e nós o somos, de fato!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos profundamente da consciência de que desde agora somos filhos de Deus e quando chegar o tempo, de acordo com a sua santa vontade, seremos semelhantes a ele, porquanto o veremos como ele é.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos fiéis, trilhando o caminho da promessa que acalenta em nós essa esperança, tornando-nos desse modo puros, como ele é puro!
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração de adesão ao pastoreio divino, de disposição a fazer parte do único rebanho do único pastor, de inserir-se em uma realidade de ampla e profunda fraternidade universal
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Domingo da Quarta Semana de Páscoa (dia 21 de abril de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 10,11-18) que Jesus é o nosso bom pastor, que defende as ovelhas com o risco da própria vida e não as abandona, como faz o mercenário, quando os lobos se lançam sobre as elas para abatê-las e dispersá-las.
Jesus é o bom pastor, que conhece as suas ovelhas e é por elas conhecido, como o Pai conhece Jesus e ele o Pai. Ele deu a vida por nós, suas ovelhas, sendo seu imenso coração aberto para acolher e conduzir as ovelhas de muitos apriscos, cumprindo a todas as ovelhas, de todos os agrupamentos, ouvir a sua voz, de modo que haja um só rebanho e um só pastor, em uma realidade de ampla e profunda fraternidade universal.
O Pai ama Jesus, que deu sua vida e foi ressuscitado no terceiro dia, conforme foi orientado pelo Pai. E como o Pai o ama, Jesus também nos ama; como Jesus deu a vida por nós, cumpre-nos dedicar nossas vidas à obra da redenção, atuando missionariamente para levar a boa nova da salvação a todos os que nos for possível, de modo que todos venhamos a usufruir o maior dos bens: a ressurreição e a vida eterna.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Jesus, pastoreemos com profundo amor e dedicação aqueles que nos foram confiados para de algum modo liderar, defendendo-os dos ataques do maligno, do lobo voraz que intenta destruí-los, desviá-los do caminho, dispersá-los…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes de que Jesus é o bom pastor, sendo seu imenso coração aberto para acolher e conduzir as ovelhas de muitos apriscos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos dediquemos denodadamente a ouvi-lo e a praticar o que ele ensinou – com especial atenção aos empenhos para tornar a Igreja apta a acolher e conduzir as ovelhas de muitos apriscos, conduzindo-as com a voz de Jesus, gerando as condições para que haja um só rebanho e um só pastor, em uma realidade de ampla e profunda fraternidade universal.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 21 de Abril
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/04/santos-do-dia-da-igreja-catolica-21-de-abril/>]

Santo Anselmo
Anselmo fugiu de casa para poder tornar-se um religioso. Para ele o significado do ato ia além de abandonar a proteção paterna, significava esquecer toda a fortuna e influência que sua família possuía.
Anselmo nasceu em Aosta, no norte da Itália, em 1033, e seu pai freqüentava as rodas da nobreza reinante. Por isso projetou para o filho uma carreira que manteria e até aumentaria a fortuna do clã, razão pela qual se opunha rigidamente à vontade do filho de tornar-se sacerdote. Como Anselmo perdera a mãe muito cedo, e tinha um coração doce e manso, como registram os escritos, fez a vontade do pai até os vinte anos.
Mas, dentro de si, a tristeza crescia. Anselmo queria dedicar-se de corpo e alma à sua fé, contrária à vida mundana de festas em meio ao luxo e à riqueza. Estudava com os beneditinos e sua vocação o chamava a todo instante. Assim, um dia não aguentou mais e fugiu de casa.
Vagou pela Borgonha e pela França até chegar à Normandia, onde, então, se entregou aos estudos religiosos, sob a orientação do monge Lanfranco. Em pouco tempo, ordenou-se e formou-se teólogo. Tão rapidamente quanto sua alma desejava, viu-se eleito abade do mosteiro e professor. Passou, então, a pregar pelas redondezas e, como o cargo o permitia, a liderar a implantação de uma grande reforma monástica.
Como seu trabalho lhe trouxe renome, passou a influenciar intelectualmente na sua época, tanto espiritual quanto materialmente, por meio do que escrevia. Foram tantos os escritos deixados por ele que é considerado o fundador da ciência teológica no Ocidente.
Chegou a arcebispo-primaz da Inglaterra. Conta-se que enfrentou duras perseguições do rei Guilherme, o Vermelho, e de Henrique I. Mas tinha a fala tão mansa e argumentos tão pacíficos que com eles desarmava seus inimigos e virava o jogo a seu favor.
Anselmo morreu em Canterbury, com setenta e seis anos, no dia 21 de abril de 1109, e foi declarado “doutor da Igreja” pelo papa Clemente XI em 1720.

Santo Apolônio
Não foram muitos os senadores romanos que colocaram em risco não só o tipo de vida que levavam, luxo, poder e riqueza, mas também a própria vida por abraçarem a fé em Cristo, da qual o Império era inimigo ferrenho.
O senador Apolônio gozava de enorme prestígio entre os poderosos da cidade e do Império no ano 180. Era considerado um intelectual muito bem informado e formado, inteligente, além de ter reputação de grande orador, tudo isso aliado ao fino trato social que o distinguia dos demais. Pois foi justamente sua cultura e sabedoria que fizeram com que começasse a ler o Novo Testamento, vindo a mudar de opinião quanto ao cristianismo, e passasse a imitar a vida austera e exemplar dos cristãos. Acabou fazendo contato pessoal com o papa Eleutério, que o catequizou e batizou pessoalmente.
O imperador da época era Cômodo, um indivíduo até indulgente para com os católicos, mas as leis que vigoravam ainda eram as editadas por Nero. Sabendo disso, seus inimigos, que, segundo os registros escritos, tinham, na verdade, inveja do respeito com que ele era tratado na sociedade romana, denunciaram o senador Apolônio como cristão, e ele foi levado à presença do juiz Perenis.
O juiz, conhecedor dos talentos de Apolônio, propôs que ele apenas renunciasse à condição de cristão e pronto, estaria em liberdade. Mas o recém-batizado, em resposta, pregou com tanta seriedade e entusiasmo, que quase converteu ali mesmo outros membros do governo e do parlamento. Percebendo o perigo que o Império corria, o juiz rapidamente determinou a sentença de morte.
Mas não adiantou muito, mesmo depois de ter a cabeça decepada, a postura do mártir Apolônio levou durante muito tempo centenas de cidadãos romanos a se converterem ao cristianismo, entusiasmando os próprios integrantes do poder pagão dos idólatras.
Santo Apolônio morreu no ano 185 e o Martirológio Romano celebra sua veneração litúrgica no dia 21 de abril.

São Conrado de Parzham
João Birndorfer era o penúltimo dos dez filhos de Bartolomeu e Gertrudes, um casal de alemães católicos de profunda fé, que nasceu na pequena aldeia de Parzhan, em 1818, na Baixa Baviera.
Iniciou sua vida de oração, humildade e caridade quando ainda era menino e chamava a atenção pelos longos momentos em que permanecia em contemplação e penitência. Devemos ressaltar esses “longos momentos”, que eram, na verdade, todo o tempo em que não estava na escola ou trabalhando com os pais nas propriedades rurais que a família possuía no vale do Rott, em Passavia.
João tinha quatorze anos quando perdeu a mãe. Dois anos depois, ficou órfão também de pai e resolveu entregar-se de vez à religião. Até os trinta e um anos de idade, permaneceu trabalhando com a família nos campos, mas, sentindo-se chamado à vida religiosa, entrou para o mosteiro-santuário dos capuchinhos de Santa Ana em Altoetting, onde vestiu o hábito de monge e assumiu o nome de Conrado, depois de dividir toda a sua fortuna com os pobres. Os anos que restaram de sua vida foram vividos trabalhando na mais completa humildade como porteiro daquele mosteiro-santuário.
Foram quarenta e três anos de dedicação ao próximo, principalmente quando se tratava de desamparados, mendigos, doentes, viúvas, crianças órfãs etc. Devoto de Maria e da eucaristia, era dotado de muitos dons, dentre os quais o que mais se destacava era o da profecia. O mosteiro de Santa Ana recebia, anualmente, milhares de romeiros que procuravam o santuário ali existente e todos voltavam para suas terras louvando o conforto espiritual e a ajuda material que recebiam de Conrado.
Ele, no seu ministério de evangelização quase silencioso, provocou um despertar de fé na região, cooperando com a obra benéfica em favor da infância abandonada e perigosa, conhecida na época com o nome de Liebeswerk, ganhando em vida a fama de santidade.
Morreu em 1894, após longos anos de jejum e penitências numa vida, à primeira vista, rude, mas que era pautada na simplicidade cristã, paciente e operosa, voltada para o amor ao próximo na figura de Jesus Crucificado, da Virgem Santíssima e da santa eucaristia.
Aprovados os milagres atribuídos à sua intercessão, depois de sua morte, o papa Pio XI beatificou-o em 1930 e, depois de uma rapidez insólita no processo de canonização, em 1934 ele próprio o inscreveu no livro dos santos. A festa litúrgica de são Conrado acontece no dia 21 de abril, dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 21 de Abril de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse 12, 1-18
O sinal da Mulher
Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e as ânsias da maternidade. E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra.
O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse. Ela teve um filho varão, que há de reger todas as nações com ceptro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono, e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar, para ali ser alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
Travou-se então um combate no Céu: Miguel e os seus anjos tiveram de lutar contra o dragão. O dragão e os seus anjos lutaram também, mas foram derrotados e perderam o seu lugar no Céu para sempre. Foi expulso o enorme dragão, a antiga serpente, aquele que chamam Diabo e Satanás, que seduz o universo inteiro. Foi precipitado sobre a terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.
Depois ouvi no Céu uma voz poderosa que dizia: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Ungido, porque foi precipitado o acusador dos nossos irmãos, que os acusava dia e noite diante do nosso Deus. Eles venceram-no, graças ao sangue do Cordeiro e ao testemunho que deram: desprezaram a própria vida, até aceitarem a morte. Por isso, alegrai-vos, ó Céus, e vós que neles habitais. Ai de vós, terra e mar, porque o diabo desceu até vós com grande furor, sabendo que dispõe de pouco tempo».
Quando se viu precipitado na terra, o dragão começou a perseguir a mulher que havia tido o filho varão. Foram dadas, porém, à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, para o lugar que lhe estava destinado, onde é sustentada por um tempo, tempos e metade de um tempo, longe da serpente.
A serpente lançou então pela boca, atrás da mulher, um rio de água, a fim de a arrastar na torrente. Mas a terra veio em auxílio da mulher: abriu a boca e engoliu o rio que o dragão lançara pelas fauces. O dragão enfureceu-se contra a mulher e foi fazer guerra ao resto dos seus filhos, que observam os preceitos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus. E permaneceu na areia do mar.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Homilias de São Gregório Magno, papa, sobre os Evangelhos
(Hom. 14, 3-6: PL 76, 1129-1130) (Sec. VI)
Cristo, o Bom Pastor
Eu sou o Bom Pastor; conheço as minhas ovelhas, isto é, amo-as, e elas conhecem-Me. Como se quisesse dizer claramente: obedecem Àquele que amam. Quem, efetivamente, não ama a verdade, é porque ainda não a conhece.
E já que ouvistes, irmãos caríssimos, o perigo que corremos nós, ponderai bem, por estas palavras do Senhor, o perigo que correis vós também. Vede se sois suas ovelhas, vede se O conheceis, vede se possuís a luz da verdade. Se O conheceis, digo eu, não só pela fé, mas também pelo amor e pelas obras. O mesmo evangelista João, de quem são estas palavras, afirma noutro lugar: Quem diz que conhece a Deus e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso.
Por isso, nesta passagem o Senhor acrescenta imediatamente: Assim como o Pai Me conhece, também Eu conheço o Pai, e dou a vida pelas minhas ovelhas. Como se dissesse explicitamente: a prova de que Eu conheço o Pai e sou por Ele conhecido, está em que dou a vida pelas minhas ovelhas; por outras palavras: o amor que Me leva a morrer pelas minhas ovelhas mostra até que ponto Eu amo o Pai.
Continuando a falar das suas ovelhas, diz ainda: As minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu conheço-as e elas seguem-Me; e dou-lhes a vida eterna. Delas tinha dito um pouco antes: Se alguém entrar por Mim, será salvo; poderá entrar e sair e encontrará pastagem. Entrará, efetivamente, abrindo-se à fé; sairá, passando da fé à visão e à contemplação, e encontrará pasto abundante no banquete eterno.
As suas ovelhas, portanto, encontram pastagem, porque todo aquele que O segue na simplicidade de coração é nutrido com um alimento de eterna frescura. Que são afinal as pastagens destas ovelhas, senão as profundas alegrias de um paraíso sempre verdejante? O alimento dos eleitos é o rosto de Deus, sempre presente. Ao contemplá-lo sem interrupção, a alma sacia-se eternamente com o alimento da vida.
Procuremos, portanto, irmãos caríssimos, alcançar estas pastagens, onde poderemos alegrar-nos na companhia dos cidadãos do Céu. A alegria festiva dos bem-aventurados nos estimule. Reanimemos o nosso espírito, irmãos; afervore-se a nossa fé nas verdades em que acreditamos; inflame-se a nossa aspiração pelas coisas do Céu. Amar assim, já é caminhar.
Nenhuma contrariedade nos afaste da alegria desta solenidade interior. Se alguém, com efeito, deseja atingir um lugar determinado, não há obstáculo no caminho que o demova do seu intento. Nenhuma prosperidade sedutora nos iluda. Insensato seria o viajante que, contemplando a beleza da paisagem, se esquecesse de continuar a sua viagem até ao fim.
LEITURA BREVE
Atos 10, 40-43
Deus ressuscitou Jesus ao terceiro dia e permitiu-lhe manifestar-se, não a todo o povo mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com ele, depois de ter ressuscitado dos mortos. Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar que ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos. É dele que todos os Profetas dão o seguinte testemunho: quem acredita nele recebe, pelo seu nome, a remissão dos pecados.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 15, 3b-5
Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras: e apareceu a Pedro e depois aos doze.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 4-6
Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou, estando nós ainda mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida em união com Cristo – é pela graça que vós fostes salvos – e com ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos céus, com Cristo Jesus.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 6, 4
Fomos sepultados com Cristo pelo Batismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos para glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 10, 12-14
Cristo, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. Por uma única oblação tornou perfeitos para sempre os que ele santifica.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
