“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE ABRIL DE 2024
25 de abril de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE ABRIL DE 2024
27 de abril de 2024SEXTA-FEIRA DA IV SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4343-liturgia-de-26-de-abril-de-2024>]
Antífona da entrada
– Vós nos redimistes, Senhor, pelo vosso sangue, de todas as raças, línguas, povos e nações e fizestes de nós um reino de sacerdotes para o nosso Deus, aleluia! (Ap 5,12)
Coleta
– Ó Deus, autor da nossa liberdade e da nossa salvação, ouvi os que vos suplicam e concedei aos redimidos pela efusão do sangue do vosso Filho viver por vós e alegrar-se com a vossa constante proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 13,26-33
Salmo Responsorial: Sl 2,6-11
– Tu és meu Filho, eu hoje te gerei!
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14,6).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 14,1-6
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 13,26-33): 26. Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação. 27. Com efeito, os habitantes de Jerusalém e os seus magistrados não conheceram Jesus, e, sentenciando-o, cumpriram os oráculos dos profetas, que cada sábado são lidos. 28. Embora não achassem nele culpa alguma de morte, pediram a Pilatos que lhe tirasse a vida. 29. Depois de realizarem todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, puseram-no num sepulcro. 30. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos. 31. Durante muitos dias apareceu àqueles que com ele subiram da Galileia a Jerusalém, os quais até agora são testemunhas dele junto ao povo. 32. Nós vos anunciamos: a promessa feita a nossos pais, 33. Deus a tem cumprido diante de nós, seus filhos, suscitando Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei (Sl 2,7).
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 2,6-11): 6. “Sou eu – diz – quem me sagrei um rei em Sião, minha montanha santa”. 7. Vou publicar o decreto do Senhor. Disse-me o Senhor: “Tu és meu filho, eu hoje te gerei. 8. Pede-me; te darei por herança todas as nações; tu possuirás os confins do mundo. 9. Tu as governarás com cetro de ferro, tu as pulverizarás como um vaso de argila”. 10. Agora, ó reis, compreendei isso; instruí-vos, ó juízes da terra. 11. Servi ao Senhor com respeito e exultai em sua presença; prestai-lhe homenagem com tremor, para que não se irrite e não pereçais quando, em breve, se acender sua cólera. Felizes, entretanto, todos os que nele confiam.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 14,1-6): 1.“Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. 2. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. 3. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e vos tomarei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. 4. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou.” 5. Disse-lhe Tomé: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6. Jesus lhe respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Sexta-Feira da IV Semana da Páscoa (dia 26 de abril de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 13,26-33) que aos Apóstolos foi dirigida a mensagem da salvação por aquele que ressuscitou dentre os mortos e durante muitos dias apareceu àqueles que com ele subiram da Galileia a Jerusalém e se tornaram suas testemunhas junto ao povo. E estes nos anunciaram a promessa feita a nossos pais e que Deus cumpriu suscitando Jesus para nos salvar.
Cabe-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que aos Apóstolos foi dirigida a mensagem da salvação, os quais foram incumbidos por Jesus de se tornarem suas testemunhas junto ao povo, anunciando a promessa feita a nossos pais e que Deus cumpriu suscitando Jesus para nos salvar.
Como herdeiros dessa salvação, em testemunho de gratidão, cumpre-nos – pari passu ao usufruto das delícias divinas com que fomos agraciados ao ouvir o anúncio ecoado pelos Apóstolos e empenhar-nos para colocar em prática o seu teor – empenhar-nos para estendê-lo a todos quantos nos for possível fazê-lo, atendendo os chamados missionários que nos forem dirigidos, em conformidade com o que nos for suscitado pelo Espírito Santo.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 2,6-11).
O Santo Evangelho (Jo 14,1-6) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência do que disse Jesus: “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e vos tomarei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou. […] Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
Cabe-nos manter-nos confiantes no Senhor, cientes de que, quando nos parece distante, está nos preparando um lugar, organizando a situação de modo que até mesmo quando tudo parece perdido, no momento oportuno, tudo se reverta e se eleve divinamente, como ocorreu com sua morte e ressurreição.
Seguindo Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida, temos nessa vida o melhor e mais consistente possível que dela se pode usufruir e ao mesmo tempo caminhamos para a vida eterna, para junto do seio do Altíssimo!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração de firmação do propósito de estender o anúncio do Reino a quanto nos for possível fazê-lo
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Sexta-Feira da IV Semana da Páscoa (dia 26 de abril de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 13,26-33) que aos Apóstolos foi dirigida a mensagem da salvação por aquele que ressuscitou dentre os mortos e durante muitos dias apareceu àqueles que com ele subiram da Galileia a Jerusalém e se tornaram suas testemunhas junto ao povo. E estes nos anunciaram a promessa feita a nossos pais e que Deus cumpriu suscitando Jesus para nos salvar.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que aos Apóstolos foi dirigida a mensagem da salvação, os quais foram incumbidos por Jesus de se tornarem suas testemunhas junto ao povo, anunciando a promessa feita a nossos pais e que Deus cumpriu suscitando Jesus para nos salvar.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, como herdeiros dessa salvação, em testemunho de gratidão – pari passu ao usufruto das delícias divinas com que fomos agraciados ao ouvir o anúncio ecoado pelos Apóstolos e empenhar-nos para colocar em prática o seu teor – empenhemo-nos para estender esse anúncio a todos quantos nos for possível fazê-lo, atendendo os chamados missionários que nos forem dirigidos, em conformidade com o que nos for suscitado pelo Espírito Santo.
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração de manutenção da confiança na Providência divina.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Sexta-Feira da IV Semana da Páscoa (dia 26 de abril de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 14,1-6) que disse Jesus: “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e vos tomarei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou. […] Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para manter-nos confiantes em vós, cientes de que, quando nos pareceis distante, estais nos preparando um lugar, organizando a situação de modo que até mesmo quando tudo parece perdido, no momento oportuno, tudo se reverta e se eleve divinamente, como ocorreu com a morte e ressurreição de Jesus.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que seguindo Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida, temos nessa vida o melhor e mais consistente possível que dela se pode usufruir e ao mesmo tempo caminhamos para a vida eterna, para junto do seio do Altíssimo!
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 26 de Abril
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/04/santos-do-dia-da-igreja-catolica-26-04-2012/>]

Santo Anacleto
Eis uma curiosidade com relação ao santo venerado nesta data: seus dados biográficos se embaralharam ao serem transcritos século após século.
Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele “fosse dois”: papa Anacleto e papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho.
O engano, que passou também pelo cuidadoso Barônio, parece ter sido de um copista, que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto e julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 1960, como consequência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de julho foi eliminada.
Ele foi o segundo sucessor de são Pedro e foi o terceiro papa da Igreja de Roma, governou entre os anos 76 e 88. Anacleto nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos.
Ele mandou construir uma memória, isto é, um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de são Pedro.

São Rafael Arnáiz Barón, Religioso da Ordem Cisterciense (Memória Facultativa)
Local: Dueñas, Espanha
Data: 26 de Abril † 1938
[Extraído do sítio eletrônico: <https://pocketterco.com.br/santo/sao-rafael-arnaiz-baron>]
Rafael Arnáiz Barón nasceu em Burgos (Espanha) em 9 de abril de 1911 em uma família de alto nível social e profundamente cristã.
Em Burgos foi batizado e confirmado e iniciou seus estudos no Colégio dos Padres Jesuítas, onde em 1919 foi admitido na Primeira Comunhão. Naqueles anos, ele recebeu a primeira visita da doença: febres colibacilares persistentes o obrigaram a interromper seus estudos.
Uma vez curado, seu pai, em ação de graças pelo que considerava uma intervenção especial da Santíssima Virgem, no final do verão de 1921, o levou a Saragoça e aqui o consagrou à Virgem do Pilar, fato que não falhou para marcar profundamente a alma de Rafael.
Quando a família se mudou para Oviedo, ele continuou seus estudos secundários no Colégio dos Padres Jesuítas local, obtendo maturidade científica e matriculando-se na Escola Superior de Arquitetura de Madri, onde pôde harmonizar seus estudos com uma vida fervorosa e constante de piedade.
Brilhante e versátil, Rafael também se distinguiu por um forte senso de amizade e refinamento de traço. Dotado de um caráter alegre e jovial, esportivo, rico em talento para o desenho e a pintura, adorava música e teatro. Mas à medida que crescia em idade e desenvolvia sua personalidade, ele também crescia em sua experiência espiritual da vida cristã.
Em Madrid, durante os seus estudos universitários de arquitetura, no seu muito ordenado e exigente programa de estudos e vida, tinha introduzido uma longa visita diária ao Santíssimo Sacramento (o “Mestre”) na Capela do “Caballero de Gracia” e foi muito fiel à participação em seus turnos de adoração, como membro da Associação de Adoração Noturna.
No seu coração, disposto a escutar, Deus quis suscitar o convite a uma especial consagração na vida contemplativa. Tendo feito contato com o Trappe de San Isidro de Dueñas, Rafael sentiu-se fortemente atraído pelo que lhe parecia o lugar que melhor correspondia aos seus desejos mais íntimos. Em dezembro de 1933 interrompeu repentinamente seus cursos universitários e em 16 de janeiro de 1934 ingressou no mosteiro de San Isidro.
Depois dos primeiros meses do noviciado e da primeira Quaresma vivida com entusiasmo, abraçando as duras austeridades da Trappe, Deus misteriosamente quis experimentá-lo com uma enfermidade repentina e dolorosa: uma forma muito grave de diabetes mellitus, que o obrigou a abandonar o mosteiro com pressa e voltar para a família, para ser adequadamente cuidado por seus pais.
Ele retornou ao Trappa assim que se recuperou, mas a doença o obrigou a abandonar o mosteiro várias vezes. Mas ele quis reentrar nele tantas vezes, no imperativo interior de uma resposta generosa e fiel ao que ele sentia ser o chamado de Deus.
Santificado na fidelidade alegre e heroica à sua vocação, na aceitação amorosa dos desígnios divinos e do mistério da Cruz, na busca apaixonada do Rosto de Deus, fascinado pela contemplação do Absoluto, na devoção terna e filial à Virgem Maria – “a Senhora”, como gostava de lhe chamar – consumiu a sua vida na madrugada de 26 de abril de 1938, com apenas 27 anos, e foi sepultado no cemitério do mosteiro e, mais tarde, na igreja da abadia.
Fonte: causesanti.va
São Rafael Arnáiz Barón, rogai por nós!
→ Oração a São Rafael Arnáiz Barón
Ó Deus, que fizeste de São Rafael Arnaíz um precioso discípulo na ciência da Cruz de Cristo, concedei-nos, por sua intercessão e exemplo, que vos amemos sobre todas as coisas, e seguindo o caminho da Cruz com o coração dilatado, possamos participar da alegria pascal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 26 de Abril de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse 17, 1-18
A grande Babilónia
Eu, João, continuei a ver. Veio em seguida um dos sete Anjos que tinham as sete taças e dirigiu-me a palavra, dizendo: «Vem. Vou dar-te a conhecer a condenação da grande meretriz, que está sentada junto de muitas águas. Com ela se prostituíram os reis da terra, e os habitantes da terra embriagaram-se com o vinho da sua imoralidade».
Depois transportou-me em espírito ao deserto. E eu vi uma mulher sentada sobre um monstro, cor de escarlate, cheio de títulos blasfemos, e com sete cabeças e dez chifres. A mulher estava vestida de púrpura e escarlate, e recamada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas. Tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações e imundícies da sua imoralidade, e na sua fronte estava escrito um nome misterioso: «Babilónia, a Grande, mãe das meretrizes e das abominações da terra». Vi então a mulher a embriagar-se com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus. E, ao vê-la, experimentei enorme espanto.
Disse-me o Anjo: «Porque te admiras? Vou explicar-te o mistério da mulher e do monstro que a transporta e que tem sete cabeças e dez chifres. O monstro que viste era, mas já não é; vai subir do abismo e seguir para a perdição. E os habitantes da terra, cujos nomes não foram inscritos desde a criação do mundo no livro da vida, hão de admirar-se, ao verem que vai reaparecer o monstro que era e já não é.
Aqui é necessária uma inteligência dotada de sabedoria. As sete cabeças são os sete montes, sobre os quais a mulher está sentada. São também sete reis: cinco caíram, um subsiste e o outro ainda não veio; mas, quando vier, durará pouco tempo. O monstro que era e já não é, é também ele um oitavo rei, que faz parte dos sete e caminha para a perdição. Os dez chifres que viste são dez reis: ainda não receberam a realeza, mas vão receber, durante uma hora, a autoridade real, juntamente com o monstro. Eles só têm uma intenção: dar ao monstro a sua força e a sua autoridade. Farão guerra ao Cordeiro, mas o Cordeiro vencê-los-á – porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis – e os que estão com Ele são os chamados, os eleitos, os fiéis».
Disse-me ainda: «As águas que viste e junto das quais está sentada a meretriz, são povos e multidões, nações e línguas. Mas os dez chifres que viste, bem como o monstro, odiarão a meretriz, deixá-la-ão despojada e nua, devorarão as suas carnes e consumi-la-ão pelo fogo. Porque Deus inspirou-lhes o propósito de realizar o seu próprio desígnio: concordar em ceder o seu poder real ao monstro, até que se cumpram os oráculos de Deus. E a mulher que viste é a grande cidade, que exerce a hegemonia sobre os reis da terra».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Carta de São Clemente I, papa, aos Coríntios
(Cap. 36, 1-2.37-38: Funk 1, 145-149) (Sec. I)
Muitas veredas, um só caminho
Este é o caminho, caríssimos, em que encontramos a nossa salvação, Jesus Cristo, o pontífice das nossas oblações, o defensor e protetor da nossa debilidade.
Por Ele se voltam os nossos olhos para as alturas dos Céus; por Ele contemplamos, como num espelho, o rosto puríssimo e sublime de Deus; por Ele se abrem os olhos do nosso coração; por Ele a nossa inteligência, insensata e obscurecida, desabrocha para a luz; por Ele quis o Senhor fazer-nos saborear a ciência imortal, Ele que, sendo o esplendor da majestade de Deus, está tanto acima dos Anjos quanto mais eminente que o deles é o nome que recebeu em herança.
Militemos, portanto, irmãos, com todas as nossas forças, sob as suas ordens irrepreensíveis. Ponhamos os olhos nesses soldados que combatem às ordens dos nossos comandantes. Quanta disciplina, quanta obediência, quanta submissão em executar o que se ordena! Não são todos prefeitos, ou chefes de mil, cem, cinquenta ou menos soldados ainda; mas cada um, na sua ordem e posto, cumpre as ordens do imperador e dos comandantes. Os grandes não podem passar sem os pequenos, nem os pequenos sem os grandes. Na colaboração recíproca está toda a vantagem.
Sirva-nos de exemplo o nosso corpo. A cabeça nada vale sem os pés, nem os pés sem a cabeça. Os membros do nosso corpo, ainda os mais insignificantes, são necessários e úteis ao corpo inteiro; mais ainda, cada um contribui, em perfeita subordinação, para salvar todo o corpo. Asseguremos, portanto, a salvação de todo o corpo que formamos em Cristo Jesus e cada um se submeta ao seu próximo segundo o dom de graça que lhe foi concedido.
O forte proteja o fraco e o fraco respeite o forte; o rico seja generoso para com o pobre e o pobre louve a Deus por lhe ter proporcionado alguém que o auxilie na pobreza. O sábio manifeste a sua ciência não por palavras mas por boas obras; o humilde não dê testemunho de si mesmo, mas deixe isso ao cuidado dos outros. O que é casto de corpo não se vanglorie, sabendo que é de Deus que lhe vem o dom da continência.
Consideremos, pois, irmãos, de que matéria fomos feitos, quem éramos e em que condições entrámos no mundo, de que túmulo e trevas nos fez sair Aquele que nos plasmou e criou, para nos introduzir no mundo que Lhe pertence, onde nos tinha preparado tantos benefícios ainda antes de termos nascido.
Sabendo, portanto, que tudo isto recebemos de Deus, por tudo Lhe devemos dar graças. A Ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém!
LEITURA BREVE
Atos 5, 30-32
O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-o no madeiro. Deus exaltou-o pelo seu poder como Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados. E nós somos testemunhas destes fatos, nós e o Espírito Santo, que Deus tem concedido àqueles que lhe obedecem.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Atos 2, 32. 36
Deus ressuscitou Jesus e todos nós somos testemunhas. Saiba com absoluta certeza toda a casa de Israel: Deus fez Senhor e Messias esse Jesus que vós crucificastes.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 3, 27-28
Todos vós que fostes batizados em Cristo, fostes revestidos de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; todos vós sois um só em Cristo Jesus.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 5, 7-8
Purificai-vos do velho fermento para serdes uma nova massa, visto que sois pães ázimos. Cristo, o nosso cordeiro pascal, foi imolado. Celebremos a festa, não com fermento velho nem com fermento de malícia e perversidade, mas com os pães ázimos da pureza e da verdade.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 5, 8-10
Cristo, apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a obediência no sofrimento, e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-se, para todos os que Lhe obedecem, causa de salvação eterna, ele que foi proclamado por Deus sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedec.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
