“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE ABRIL DE 2024
28 de abril de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 30 DE ABRIL DE 2024
30 de abril de 2024SEGUNDA-FEIRA DA V SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4346-liturgia-de-29-de-abril-de-2024>]
Antífona da entrada
– Esta é uma das virgens sábias e prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa, aleluia.
Coleta
– Ó Deus, que inflamastes de amor divino Santa Catarina de Sena na contemplação da paixão do Senhor e no serviço da Igreja, concedei-nos por sua intercessão, que o vosso povo participe do mistério de Cristo e exulte sempre na revelação da sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 14,5-18
Salmo Responsorial: Sl 114,1-4.15-16
– Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja glória.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O Espírito Santo, o paráclito, haverá de lembrar-vos de tudo o que tenho falado, aleluia (jo 14,26).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 14,21-26
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 14,5-18): 5. Mas como se tivesse levantado um motim dos gentios e dos judeus, com os seus chefes, para os ultrajar e apedrejar, 6. ao saberem disso, fugiram para as cidades da Licaônia, Listra e Derbe e suas circunvizinhanças. 7. Ali pregaram o Evangelho 8. Em Listra, vivia um homem aleijado das pernas, coxo de nascença, que nunca tinha andado. 9. Sentado, ele ouvia Paulo pregar. Este, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, 10. disse em alta voz: “Levanta-te direito sobre os teus pés!”. Ele deu um salto e pôs-se a andar. 11. Vendo a multidão o que Paulo fizera, levantou a voz, gritando em língua licaônica: “Deuses em figura de homens baixaram a nós!”. 12. Chamavam a Barnabé Zeus e a Paulo Hermes, porque era este quem dirigia a palavra. 13. Um sacerdote de Zeus Propóleos trouxe para as portas touros ornados de grinaldas, querendo, de acordo com todo o povo, sacrificar-lhos. 14. Mas os apóstolos Barnabé e Paulo, ao perceberem isso, rasgaram as suas vestes e saltaram no meio da multidão: 15. “Homens” – clamavam eles –, “por que fazeis isso? Também nós somos homens, da mesma condição que vós, e pregamos justamente para que vos convertais das coisas vãs ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles há. 16. Ele permitiu nos tempos passados que todas as nações seguissem os seus caminhos. 17. Contudo, nunca deixou de dar testemunho de si mesmo, por seus benefícios: dando-vos do céu as chuvas e os tempos férteis, concedendo abundante alimento e enchendo os vossos corações de alegria”. 18. Apesar dessas palavras, não foi sem dificuldade que contiveram a multidão de sacrificar a eles.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 113,9-13.23-24): 9.(1) Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória, por amor de vossa misericórdia e fidelidade. 10.(2) Por que diriam as nações pagãs: “Onde está o Deus deles?”. 11.(3) Nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz. 12.(4) Quanto a seus ídolos de ouro e prata, são eles simples obras da mão dos homens. 23.(15) Sede os benditos do Senhor, que fez o céu e a terra. 24.(16) O céu é o céu do Senhor, mas a terra ele a deu aos filhos de Adão.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 14,21-26): 21. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. 22. Pergunta-lhe Judas, não o Iscariotes: ‘Senhor, por que razão hás de manifestar-te a nós e não ao mundo?’. 23. Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada. 24. Aquele que não me ama não guarda as minhas palavras. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas sim do Pai que me enviou. 25. Disse-vos essas coisas enquanto estou convosco. 26. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, irá ensinar-vos todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Liturgia Diária da Segunda-Feira da V Semana da Páscoa (dia 29 de abril de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 14,5-18) que tendo Paulo e Barnabé pregado em Icônio, falando com desassombro e confiança no Senhor, este dava testemunho à palavra da sua graça pelos milagres e prodígios que operava pelas mãos dos apóstolos, com o que grande multidão de judeus e gregos se converteram à fé, levando a que a população se dividisse entre os judeus recalcitrantes e os apóstolos (conforme Atos 14, 3).
Os judeus que permaneceram incrédulos excitaram os pagãos, falando contra os cristãos (conforme Atos 14,4), a ponto de se levantar um motim dos gentios e dos judeus, com os seus chefes, para ultrajar e apedrejar os cristãos, os quais, informados do que estava prestes a ocorrer, se dispersaram para outras cidades, onde prosseguiram pregando o Evangelho.
Na cidade de Listra um coxo de nascença, que nunca tinha andado, ouvia sentado Paulo pregar. Vendo que o homem tinha fé para ser curado, Paulo disse em voz alta: “Levanta-te direito sobre os teus pés!” Ele então deu um salto e pôs-se a andar.
A multidão viu o que Paulo fizera e levantou a voz, gritando em língua licaônica: “Deuses em figura de homens baixaram a nós!” Passaram a chamar Barnabé de Zeus e Paulo de Hermes, porque Paulo era quem dirigia a Palavra. Então um sacerdote de Zeus chamado Propóleos trouxe para as portas touros ornados de grinaldas, com o propósito de sacrificá-los a Barnabé e Paulo.
Ao perceber isso, eles rasgaram suas vestes e saltaram no meio da multidão, dizendo lhes: “Homens por que fazeis isso? Também nós somos homens, da mesma condição que vós, e pregamos justamente para que vos convertais das coisas vãs ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles há. Ele permitiu nos tempos passados que todas as nações seguissem os seus caminhos. Contudo, nunca deixou de dar testemunho de si mesmo, por seus benefícios: dando-vos do céu as chuvas e os tempos férteis, concedendo abundante alimento e enchendo os vossos corações de alegria”. Foi com grande dificuldade que conseguiram conter a multidão que desejava sacrificar a eles.
Cumpre-nos, pois, seguir os exemplos de Barnabé e Paulo, de falar com desassombro e confiança no Senhor, cientes de que ele dá testemunho à palavra da sua graça com milagres e prodígios que são operados pelas mãos dos que falam em seu nome, com o que grandes multidões se convertem à fé. Cabe-nos, contudo, manter-nos vigilantes e orantes às armadilhas que Satanás incita pessoas frágeis na fé a preparar para quem defende e propaga a fé verdadeira, como ocorreu com os judeus de Icônio.
Cumpre-nos manter-nos circunspectos para perceber o que o Senhor deseja de nós e não desanimar jamais de prosseguir pregando o Evangelho, cientes de que, se uma porta se fechar, o Senhor abrirá muitas outras, como foi o caso dos cristãos que, obrigados a se retirar de Icônio, prosseguiram pregando em outras cidades, bem como realizando os sinais que o Senhor desejava, como foi o caso do milagre realizado pelo Senhor por meio de Paulo, que percebeu a fé que o homem coxo de nascença tinha para ser curado e ordenou-lhe que se levantasse, ao que ele deu um salto e pôs-se a andar.
Cabe-nos impregnar-nos profundamente da consciência de que para Deus nada é impossível, sendo a fé a chave para recebermos e, em nome de Jesus, operarmos milagres e prodígios, a exemplo do coxo curado por Paulo. Se houver algo em nossa vida que desejamos intervenção divina para corrigir, peçamo-lo com fé! E se percebermos em outrem a fé para receber benefícios divinos necessários, não nos omitamos a interceder, em atuarmos como mediadores de tais benefícios.
Cumpre-nos seguir o exemplo de Paulo e Barnabé, que se recusaram a receber honras pelo que haviam feito, cientes de serem tão somente servos, instrumentos do Senhor para realizar a sua obra – e empenhar-nos para contribuir com muitos na conversão das coisas vãs ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que existe; que nos convida a segui-lo reconhecendo o testemunho que dá de si mesmo por seus benefícios, dando-nos as chuvas, abundante alimento e todos os recursos de que necessitamos para encher nossos corações de alegria.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 114,1-4.15-16).
O Santo Evangelho (Jo 14,21-26) compele-nos em especial impregnar-nos profundamente da consciência de que, conforme ensinou Jesus, aquele que o ama guarda os seus mandamentos e é amado pelo Pai e pelo Filho, que a ele se manifestará, juntamente com o Pai, e nele farão morada. O Paráclito, o Espírito Santo, ensina e recorda tudo o que Jesus disse.
Cumpre-nos, pois, guardar, observar e proceder em conformidade com os mandamentos de Jesus, sendo essa a prova de amor que cabe-nos dar-lhe para que venha fazer morada e nós, juntamente com o Pai, cumprindo-nos invocar o Paráclito, o Espírito Santo, para nos ensinar, nos recordar tudo o que Jesus disse.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração para perseverar na evangelização e operar prodígios em nome do Senhor
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Segunda-Feira da V Semana da Páscoa (dia 29 de abril de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 14,5-18) que tendo Paulo e Barnabé pregado em Icônio, falando com desassombro e confiança no Senhor, este dava testemunho à palavra da sua graça pelos milagres e prodígios que operava pelas mãos dos apóstolos, com o que grande multidão de judeus e gregos se converteram à fé, levando a que a população se dividisse entre os judeus recalcitrantes e os apóstolos (conforme Atos 14, 3).
Os judeus que permaneceram incrédulos excitaram os pagãos, falando contra os cistãos (conforme Atos 14,4), a ponto de se levantar um motim dos gentios e dos judeus, com os seus chefes, para ultrajar e apedrejar os cristãos, os quais, informados do que estava prestes a ocorrer, se dispersaram para outras cidades, onde prosseguiram pregando o Evangelho.
Na cidade de Listra um coxo de nascença, que nunca tinha andado, ouvia sentado Paulo pregar. Vendo que o homem tinha fé para ser curado, Paulo disse em voz alta: “Levanta-te direito sobre os teus pés!” Ele então deu um salto e pôs-se a andar.
A multidão viu o que Paulo fizera e levantou a voz, gritando em língua licaônica: “Deuses em figura de homens baixaram a nós!” Passaram a chamar Barnabé de Zeus e Paulo de Hermes, porque Paulo era quem dirigia a Palavra. Então um sacerdote de Zeus chamado Propóleos trouxe para as portas touros ornados de grinaldas, com o propósito de sacrificá-los a Barnabé e Paulo.
Ao perceber isso, eles rasgaram suas vestes e saltaram no meio da multidão, dizendo lhes: “Homens por que fazeis isso? Também nós somos homens, da mesma condição que vós, e pregamos justamente para que vos convertais das coisas vãs ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles há. Ele permitiu nos tempos passados que todas as nações seguissem os seus caminhos. Contudo, nunca deixou de dar testemunho de si mesmo, por seus benefícios: dando-vos do céu as chuvas e os tempos férteis, concedendo abundante alimento e enchendo os vossos corações de alegria”. Foi com grande dificuldade que conseguiram conter a multidão que desejava sacrificar a eles.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir os exemplos de Barnabé e Paulo, de falar com desassombro e confiança em vós, cientes de que dais testemunho à palavra da vossa graça com milagres e prodígios que são operados pelas mãos dos que falam em vosso nome, com o que grandes multidões se convertem à fé.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e orantes face às armadilhas que Satanás incita pessoas frágeis na fé a preparar para quem defende e propaga a fé verdadeira, como ocorreu com os judeus de Icônio.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos circunspectos para perceber o que vós desejais de nós e não desanimar jamais de prosseguir pregando o Evangelho, cientes de que, se uma porta se fechar, vós abrireis muitas outras, como foi o caso dos cristãos que, obrigados a se retirar de Icônio, prosseguiram pregando em outras cidades, bem como realizando os sinais que vós desejáveis, como foi o caso do milagre realizado por meio de Paulo, que percebeu a fé que o homem coxo de nascença tinha para ser curado e ordenou-lhe que se levantasse, ao que ele deu um salto e pôs-se a andar.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos profundamente da consciência de que para Deus nada é impossível, sendo a fé a chave para recebermos e, em nome de Jesus, operarmos milagres e prodígios, a exemplo do coxo curado por Paulo. Se houver algo em nossa vida que desejamos intervenção divina para corrigir, peçamo-lo com fé! E se percebermos em outrem a fé para receber benefícios divinos necessários, não nos omitamos em interceder, em atuarmos como mediadores de tais benefícios.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de Paulo e Barnabé, que se recusaram a receber honras pelo que haviam feito, cientes de serem tão somente vossos servos, instrumentos para realizar a vossa obra – e empenhar-nos para contribuir com muitos na conversão das coisas vãs a vós que sois o Deus vivo, que fizestes o céu, a terra, o mar e tudo o que existe; que nos convidais a seguir-vos reconhecendo o testemunho que dais de vós mesmo por vossos benefícios, dando-nos as chuvas, abundante alimento e todos os recursos de que necessitamos para encher nossos corações de alegria.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 113,9-13.23-24): 9.(1) Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória, por amor de vossa misericórdia e fidelidade. 10.(2) Por que diriam as nações pagãs: “Onde está o Deus deles?”. 11.(3) Nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz. 12.(4) Quanto a seus ídolos de ouro e prata, são eles simples obras da mão dos homens. 23.(15) Sede os benditos do Senhor, que fez o céu e a terra. 24.(16) O céu é o céu do Senhor, mas a terra ele a deu aos filhos de Adão.

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os imensos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 29 de Abril
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/04/santos-do-dia-da-igreja-catolica-29-de-abril/>]

Santa Catarina de Sena
Catarina era apenas uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Mesmo analfabeta, talvez tenha sido a figura feminina mais impressionante do cristianismo do segundo milênio. Nasceu em 25 de março de 1347, em Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e ela era uma dos vinte e cinco filhos do casal. Fica fácil imaginar a infância conturbada que Catarina teve. Além de não poder estudar, cresceu franzina, fraca e viveu sempre doente. Mas, mesmo que não fosse assim tão debilitada, certamente a sua missão apostólica a teria fragilizado. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo.
Desejando seguir o caminho da perfeição, aos sete anos de idade consagrou sua virgindade a Deus. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências, mesmo contra a oposição familiar. Aos quinze anos, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Durante as orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, de tal forma que só esse fato possibilitou que convertesse centenas de almas durante a juventude. Já adulta e atuante, começou por ditar cartas ao povo, orientando suas atitudes, convocando para a caridade, o entendimento e a paz. Foi então que enfrentou a primeira dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico.
Dois papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos, e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o papado estava em Avignon e não em Roma, e a Cúria sofria influências francesas.
Outra dificuldade, intransponível para muitos, que enfrentou serenamente e com firmeza, foi a peste, que matou pelo menos um terço da população européia. Ela tanto lutou pelos doentes, tantos curou com as próprias mãos e orações, que converteu mais algumas centenas de pagãos. Suas atitudes não deixaram de causar perplexidade em seus contemporâneos. Estava à frente, muitos séculos, dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente.
Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas e editadas de alto valor histórico, místico e religioso, como o livro “Diálogo sobre a Divina Providência”, lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Sua cabeça está em Sena, onde se mantém sua casa, e seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Foi declarada “doutora da Igreja” pelo papa Paulo VI em 1970.

São Pedro de Verona
Pedro nasceu em Verona no ano de 1205. Seus pais eram hereges maniqueus, adeptos da doutrina religiosa herética do persa Mani, Manes ou Maniqueu, caracterizada pela concepção dualista do mundo, em que espírito e matéria representam, respectivamente, o bem e o mal.
Entretanto, o único colégio que havia no local era católico e lá o menino não só aprendeu as ciências da vida como os caminhos da alma. Pedro se converteu e se separou da família, indo para Bolonha para terminar os estudos. Ali acabava de ser fundada a Ordem dos Dominicanos, onde ele logo foi aceito, recebendo a missão de evangelizar. Foi o que fez, viajando por toda a Itália, espalhando suas palavras fortes e um discurso de fé que convertiam as massas. Todas as suas pregações eram acompanhadas de graças, que impressionavam toda comunidade por onde passava. E isso logo despertou a ira dos hereges.
Primeiro inventaram uma calúnia contra ele. Achando que aquilo era uma prova de Deus, Pedro não tentou provar inocência. Aguardou que Jesus achasse a hora certa de revelar a verdade. Foi afastado da pregação por um bom tempo, até que a mentira se desfez sozinha, e ele foi chamado de volta e aclamado pela comunidade.
Voltando às viagens evangelizadoras, seus inimigos o afrontaram de novo tentando provar que suas graças não passavam de um embuste. Um homem fingiu estar doente, e outro foi buscar Pedro. Este, percebendo logo o que se passava, rezou e pediu a Deus que, se o homem estivesse mesmo doente, ficasse curado. Mas, se a doença fosse falsa, então que ficasse doente de verdade. O maniqueu foi tomado por uma febre violentíssima, que só passou quando a armadilha foi confessada publicamente. Perdoado por Pedro, o homem se converteu na mesma hora. Pedro anunciou, ainda, não só o dia de sua morte, como as circunstâncias em que ela ocorreria. E, mesmo tendo esse conhecimento, não deixou de fazer a viagem que seria fatal.
No dia 29 de abril de 1252, indo da cidade de Como para Milão, foi morto com uma machadada por um maniqueu que o emboscou. O nome do assassino era Carin, que, mais tarde, confessou o crime e, cheio de remorso, se internou como penitente no convento dominicano de Forli.
Imediatamente, o seu culto se difundiu em meio a comoção e espanto dos fiéis, que passaram a visitar o seu túmulo, onde as graças aconteciam em profusão. Apenas onze meses depois, o papa Inocente IV canonizou-o, fixando a festa de são Pedro de Verona para o dia de sua morte.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 29 de Abril de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios 7, 25-40
Virgindade cristã
Irmãos: Quanto às pessoas solteiras, não tenho mandamento do Senhor, mas dou o meu conselho, como homem que, pela misericórdia do Senhor, merece toda a confiança. Estou convencido de que é boa a condição das pessoas solteiras, por causa das dificuldades do tempo presente. É bom para o homem ficar como está.
Estás ligado a uma mulher? Não te separes. Estás livre de mulher? Não a procures. Mas, se te casares, não pecas; e se a jovem se casar, não peca. Essas pessoas, porém, terão de suportar as tribulações da natureza, e eu desejaria poupar-vos a elas.
O que tenho a dizer-vos, irmãos, é que o tempo é breve. Doravante, os que têm esposas procedam como se as não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que andam alegres, como se não andassem; os que compram, como se não possuíssem; os que utilizam este mundo, como se realmente não o utilizassem. De facto, o cenário deste mundo é passageiro.
Não queria que andásseis preocupados. Quem não é casado preocupa-se com os interesses do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor. Mas aquele que se casou preocupa-se com as coisas do mundo, com a maneira de agradar à esposa, e encontra-se dividido. A mulher solteira e a virgem preocupam-se com os interesses do Senhor, para serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo, com a forma de agradar ao marido. Digo isto no vosso próprio interesse e não para vos armar uma cilada. Tenho em vista o que mais convém e vos pode unir ao Senhor sem desvios.
Entretanto, se alguém julga que procede de modo inconveniente para com a sua jovem, deixando-a passar da flor da idade e que, portanto, deve casá-la, faça como entender; não comete pecado se se casarem. Mas quem permanece firme no seu coração, sem estar constrangido, antes domina a sua própria vontade e está intimamente decidido a conservar a sua jovem, procede bem. E assim, aquele que casa a sua jovem procede bem, e aquele que não a casa procede melhor.
A mulher mantém-se ligada todo o tempo que o marido viver; mas se o marido morrer, fica livre para casar com quem quiser, desde que seja no Senhor. Mais feliz será, porém, na minha opinião, se ficar como estava. Penso que eu também tenho o Espírito de Deus.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do «Diálogo da Divina Providência»,
de Santa Catarina de Sena, virgem
(Cap. 167: ed. lat. Ingolstadii 1583, ff. 290v-291) (Sec. XIV)
Saboreei e vi
Ó Divindade eterna, ó eterna Trindade, que, pela união com a natureza divina, tanto fizestes valer o Sangue de vosso Filho Unigénito! Vós, Trindade eterna, sois como um mar profundo, no qual quanto mais procuro mais encontro, e quanto mais encontro, mais cresce a sede de Vos procurar. Saciais a alma, mas dum modo insaciável, porque, saciando-se no vosso abismo, a alma permanece sempre faminta e sedenta de Vós, ó Trindade eterna, desejando ver-Vos com a luz da vossa luz.
Saboreei e vi com a luz da inteligência, ilustrada na vossa luz, o vosso abismo insondável, ó Trindade eterna, e a beleza da vossa criatura. Por isso, vendo-me em Vós, vi que sou imagem vossa por aquela inteligência que me é dada como participação do vosso poder, ó Pai eterno, e também da vossa sabedoria, que é apropriada ao vosso Filho Unigénito. E o Espírito Santo, que procede de Vós e do vosso Filho, me deu a vontade com que posso amar-Vos.
Porque Vós, Trindade eterna, sois criador e eu criatura; e conheci – porque Vós mo fizestes compreender quando me criastes de novo no Sangue do vosso Filho – conheci que estais enamorado da beleza da vossa criatura.
Oh abismo, oh Trindade eterna, oh Divindade, oh mar profundo! Que mais me podíeis dar do que dar-Vos a Vós mesmo? Sois um fogo que arde sempre e não se consome. Sois Vós que consumis com o vosso calor todo o amor profundo da alma. Sois um fogo que dissipa toda a frialdade e iluminais as mentes com a vossa luz, aquela luz com que me fizestes conhecer a vossa verdade.
Espelhando-me nesta luz, conheço-Vos como sumo bem, o bem que está acima de todo o bem, o bem feliz, o bem incompreensível, o bem inestimável, a beleza sobre toda a beleza, a sabedoria sobre toda a sabedoria: porque Vós sois a própria sabedoria, o alimento dos Anjos, que com o fogo da caridade Vos destes aos homens.
Sois a veste que cobre toda a minha nudez; e alimentais a nossa fome com a vossa doçura, porque sois doce sem qualquer amargor. Oh Trindade eterna!
LEITURA BREVE
Cant 8, 7
As águas caudalosas não podem apagar o amor, nem os rios o podem submergir. Se alguém oferecesse toda a riqueza da sua casa em troca do amor, seria desprezado.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 8, 21a
Compreendi que não podia possuir a Sabedoria, a não ser por dom de Deus, e já era fruto da Sabedoria saber donde vem este dom.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 7, 25
Quanto às pessoas solteiras, não tenho mandamento do Senhor, mas dou o meu conselho, como homem que, pela misericórdia do Senhor, merece toda a confiança.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 19, 6b. 7
O Senhor, nosso Deus onipotente, tomou posse do seu reino. Alegremo-nos e exultemos e dêmos-lhe glória, porque chegaram as núpcias do Cordeiro, e a sua esposa está preparada.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Cor 7, 32.34
Quem não é casado preocupa-se com os interesses do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor. A mulher solteira e a virgem preocupam-se com os interesses do Senhor, para serem santas de corpo e de espírito.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1Ts 5, 9-10
Deus nos designou para obter a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, quer acordados, quer dormindo, vivamos juntamente com ele.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
